De Irmã Protetora a Puta Depravada. Capítulo 3.

Um conto erótico de Drjack66
Categoria: Heterossexual
Contém 4689 palavras
Data: 27/03/2026 04:51:35

Na manhã seguinte à noite no vestiário, eu acordei com o corpo dolorido e a mente confusa. Os seios ainda ardiam levemente, os mamilos sensíveis roçando no tecido do sutiã. Tomei um banho longo, deixando a água quente cair sobre os ombros, tentando lavar não apenas o suor e a saliva, mas também as memórias.

Não foi nada. Foi só para proteger o Pedro.

Desci para a cozinha e encontrei o irmão sentado à mesa, o café intacto na frente dele. Pedro parecia ter passado a noite em claro — olheiras profundas, o olhar perdido, as mãos envolvendo a caneca vazia.

— Lu... — ele levantou a cabeça quando eu entrei, a voz trêmula.

— Oi, Pedrinho.

Sentei ao lado dele, servi um café que sabia que não ia conseguir tomar. O cheiro do pão na torradeira enchia a cozinha, mas nenhum dos dois parecia ter apetite.

— O que aconteceu ontem? — a voz dele saiu baixa, quase um sussurro. — Depois que você foi com eles pra trás... eu fiquei aqui esperando... achei que você nunca mais ia voltar...

Senti o peito apertar. Minha mão encontrou a dele sobre a mesa, apertando com carinho.

— Nada demais, Pedrinho. Conversamos, resolvemos as coisas.

— Conversaram? — Ele franziu a testa, o olhar desconfiado. — Você saiu de lá com uma cara... e demorou tanto... eu contei o tempo, Lu. Quarenta e cinco minutos.

— Foi só conversa. — Desviei o olhar, focando na xícara. — Eles queriam se desculpar, pedir para eu não contar pra ninguém que estavam enchendo o saco. Fiquei lá garantindo que não ia ter problema. Só isso.

— Eles queriam se desculpar? — A ironia na voz dele era amarga. — Aqueles caras? O moreno, que ri da minha cara toda semana? O alto, que me empurrou na parede mês passado?

— As pessoas podem mudar, Pedrinho.

— Mudam assim, do nada? Depois de meses me zoando?

Não respondi. Levantei a xícara, tomei um gole, queimei a língua. A dor foi um alívio.

— Eles te fizeram alguma coisa, Lu? — Ele se inclinou na mesa, os olhos marejados. — Você pode me contar. Por favor. Se eles fizeram alguma coisa...

— Não fizeram nada. — A resposta veio rápido demais, firme demais. Me acalmei, respirei fundo, encontrei a mão dele de novo. — Pedro, olha pra mim.

Ele obedeceu. Nossos olhos se encontraram.

— O importante é que eles não vão mais encher o seu saco. Nunca mais. Você pode ir tranquilo, fazer suas coisas, viver sua vida. Eles não vão chegar perto de você de novo. Eu prometo.

— Como você pode ter tanta certeza?

— Porque eu conversei com eles. Porque eu pedi. E eles entenderam.

— E se não entenderem?

— Eles entenderam, Pedro. — Minha voz ficou mais firme. — Confia em mim. Eu nunca pedi nada pra você, não é? Só confia.

Ele me encarou por um longo tempo. Eu sustentei o olhar, mesmo com o coração batendo descompassado, mesmo com as mãos suadas. Depois, lentamente, seus ombros relaxaram.

— E você? — ele perguntou, a voz mais baixa. — Você tá bem? Mesmo?

— Tô sim. — O sorriso foi mais genuíno dessa vez. — Tô ótima. Viu como eu sei me defender?

Ele riu sem graça.

— Eu não sei me defender de nada.

— Sabe sim. Você é o cara mais corajoso que eu conheço.

— Mentira.

— Verdade. Você enfrentou eles sozinho antes de eu chegar. Não fugiu. Não pediu ajuda pra ninguém. Só aguentou. Isso é coragem.

Pedro abaixou a cabeça, mas um sorriso pequeno se formou nos lábios.

— Eles são três.

— Você é um. E aguentou.

Me levantei, fui até ele, abracei-o por trás, apoiando o queixo no ombro dele.

— Eu te amo, maninho. E vou proteger você sempre.

— Eu também te amo, Lu.

Fiquei ali por um momento, sentindo o calor do irmão, a respiração dele se acalmando. Depois me afastei, dei um tapinha no ombro dele.

— Agora come seu pão. Vamos treinar sua coragem também. Você não vai faltar aula hoje.

— Hoje?

— Hoje. Você não vai deixar esses caras verem que você tá com medo. Vai chegar de cabeça erguida. Eles não vão fazer nada, eu prometi.

Pedro olhou para mim, hesitante, mas encontrou nos meus olhos uma certeza que não tinha.

— Tá bom.

— Isso é meu irmão.

Os dias seguintes confirmaram minhas palavras. Os três rapazes simplesmente deixaram de existir no radar de Pedro. Passavam por ele nos corredores como se não o conhecessem, sem provocações, sem olhares, sem nada. No terceiro dia, Pedro chegou em casa com um sorriso no rosto, contando que o moreno tinha pedido desculpa. Sorri, aliviada, e o abracei. Se ele soubesse, pensei. Mas ele não sabia. E nunca saberia. Mesmo tento 18 anos e eu 20 anos, ainda éramos muito dependentes um do outro.

Ainda assim aquela noite não saía da minha cabeça. Não importava o quanto eu tentasse me ocupar, quantas vezes lavasse o cabelo, quantas aulas de natação desse, quantos pratos lavasse. A memória voltava nos momentos mais inesperados — no meio de uma braçada, na hora de dormir, no banho, quando sentia os mamilos roçarem no tecido do sutiã. As mãos do moreno por trás, envolvendo os seios, os dedos afundando na carne. A língua do alto no mamilo, quente, úmida, sugando. Os dedos do baixo passando por baixo, erguendo, sentindo o peso. E o corpo respondia. Sempre respondia.

Eu me pegava com a mão nos seios sem perceber, os dedos apertando, lembrando. Me pegava com as pernas cruzadas com força, tentando conter a umidade que vinha. Me pegava pensando no que eles fariam se eu não tivesse parado. O que há de errado comigo? Não sabia. Não queria saber. À noite, no escuro do quarto, as mãos desciam sozinhas. Tocavam os seios, os mamilos ainda sensíveis. Lembravam. O corpo respondia. Eu tirava as mãos com raiva, virava de lado, apertava os olhos. Não vou pensar nisso. Pensava.

No terceiro dia, o celular vibrou. Eu estava na sala, tentando ler um livro que não entrava na cabeça. O número não estava salvo, mas eu sabia quem era. O corpo respondeu antes da mente. Os mamilos endureceram. O sexo umedeceu. Senti raiva de mim mesma. Atendi.

— O quê? — minha voz saiu mais dura do que eu pretendia.

— Calma, gostosa — a voz do moreno, aquele tom liso que me fazia tremer. — Só queremos marcar outro encontro.

— Não vou. Já fiz o que vocês pediram.

— Vai sim. Você quer.

— Não quero.

— A gente gravou você sendo nossa putinha, o que sua família, seus chefes iam achar disso em?

Senti a raiva subir, sabia que esse filhos da puta não iam me deixar em paz tão cedo.

— Vocês estão malucos, isso é chantagem, o que vocês querem?

— Motel Solar. Hoje. Mesmo horário.

— Não vou aceitar passar do que já fizeram. Só isso. O que já aconteceu. Nada além.

— Quem disse que você escolhe? A gente vai usar você como quiser.

— Nada feito. — Minha voz saiu firme, mas o coração acelerou. — Se for pra passar disso, podem mandar os vídeos. Prefiro acabar com minha reputação do que...

Do que o quê? pensei. Do que sentir aquilo de novo?

— Calma, calma.

Uma nova voz. Rodrigo.

— Luíza. Escuta. Não vai passar disso. Palavra. Só apalpar. Os peitos, a bunda. Uns tapas. Só isso.

Fiquei em silêncio. Os seios já estavam duros. O sexo já estava molhado. O corpo já tinha respondido antes da mente.

— Só isso? — minha voz saiu fraca.

— Só isso. Palavra. Se você vier, a gente apaga os vídeos.

— E se eu não for?

— Aí eles vão espalhar os vídeos. E eu não vou poder impedir. Pensa bem. É só uma noite. Uns tapas e apertões. Depois acaba. Além disso tem seu irmão, ele tá bem tranquilo por enquanto mas as coisas podem piorar.

— Seus filhos da puta, não metam meu irmão nisso, seus covardes...

— Basta você proteger aquele fracote.

Fechei os olhos. Senti raiva, ódio mas tinha que proteger o Pedro. Sem querer lembrei do último encontro l. Senti algo além do ódio, senti o calor subindo pela barriga, senti os mamilos doendo contra o tecido da blusa, senti a buceta pulsando. Por que meu corpo faz isso? pensei. Por que ele responde assim?

— Está bem, filho da puta. Estarei lá.

— Boa menina, gosto de puta braba.

Antes de desligar ele ainda exigiu uma coisa.

— Ah antes que me esqueça, venha com alguma roupa bem ousada pra gente viu putinha!

Desligou. Fiquei parada, o celular na mão, o coração batendo forte. Você vai por causa dos vídeos, pensei. Só por causa dos vídeos e de Pedrinho.

Fui para o quarto, abri o guarda-roupa. Roupas normais. Calças jeans, blusas de manga comprida, camisetas largas. Nada que chamasse atenção. Era assim que eu me vestia. Sempre. Eu não tinha nada provocador. Nunca tive. Foi quando lembrei. No fundo do armário, numa caixa de papelão, tinha um biquíni laranja. Comprei quando tinha quinze anos, numa viagem com a mãe. Naquela época, ele já era pequeno. Agora, com o corpo que tinha crescido ainda mais, o biquíni era ridículo. Minúsculo. Duas tiras finas de tecido que mal cobririam os mamilos. A calcinha era um fio.

Segurei o biquíni na frente do espelho. O laranja vibrante brilhava na luz fraca do quarto. É isso que eles querem, pensei. Que eu vá de biquíni. Que eles vejam. Coloquei. O sutiã mal cobriu os mamilos. Os seios transbordavam por todos os lados, a carne macia escapando pelo decote e pelas laterais. A calcinha sumiu entre as nádegas. Me olhei no espelho. O corpo já respondia. Os mamilos endureceram contra o tecido fino. A buceta umedeceu.

— Não — disse para o meu reflexo.

Vesti por cima uma calça jeans larga e uma blusa de manga comprida. Nada aparecia. Ninguém saberia. Mas eu sabia. Sentia o tecido minúsculo contra a pele, a renda roçando os mamilos, o fio da calcinha apertado entre as nádegas.

No caminho para o motel, a umidade entre as pernas crescia a cada quilômetro. O biquíni roçava a cada curva, a cada lombada, a cada semáforo. Eu sentia o tecido, sentia o próprio corpo, sentia o que vinha. O que eu não queria sentir. O que eu já sentia.

Você vai por causa dos vídeos, repetia. Só por causa dos vídeos e de Pedrinho.

O motel apareceu na frente. Luzes vermelhas e azuis. O quarto 7 no fundo. Estacionei a moto. Respirei fundo. Por baixo da roupa comportada, o biquíni laranja me queimava. Os mamilos estavam duros, roçando no tecido da blusa. O sexo estava molhado, escorrendo.

Não deixa o corpo vencer, pensei. Não deixa eles verem o que ele faz com você.

Bati na porta.

Rodrigo abriu. Sorriu. Não era um sorriso largo, não era um sorriso debochado. Era um sorriso calmo, de quem já sabia que eu ia estar ali.

— Entra.

Entrei. O quarto era simples, cama de casal, espelhos nas paredes, banheiro ao fundo. O moreno, o alto e o baixo estavam lá, espalhados pelos móveis, as latinhas de cerveja na mão. Todos sorrindo. Fiquei de pé, os braços cruzados sobre os seios, o olhar duro.

— Vamos terminar logo com isso — disse, a voz fria.

— Calma — Rodrigo, o moreno, fechou a porta atrás de mim. — Primeiro a gente quer ver o que você escolheu.

— Escolhi o quê?

— O que você vestiu por baixo.

O moreno se levantou, se aproximou. O olhar dele percorreu meu corpo de cima a baixo, devagar, como se já soubesse o que ia encontrar.

— Tira a blusa.

— Não.

— Tira. Ou a gente tira por você.

Meus dedos tremiam. A blusa subiu devagar, a manga comprida escorrendo pelos braços, a gola passando pelo queixo. O ar gelado do ar condicionado bateu na pele. Joguei a blusa no chão.

O biquíni laranja apareceu. Os olhos deles brilharam. Vi no espelho da parede: os seios enormes transbordando pelo tecido minúsculo, os mamilos já duros marcando a renda fina. A calcinha fio sumia entre as nádegas, um fio de nada.

— Caralho — o moreno murmurou. — Você veio preparada.

— A calça também — o alto disse.

— Não.

— Tira.

O moreno se aproximou por trás. As mãos dele agarraram minha cintura, os dedos encontraram o botão da calça. Tentei recuar, mas ele me segurou.

— Quieta!

A calça desceu. Fiquei ali, de pé no centro do quarto, usando apenas o biquíni minúsculo que mal cobria os seios e mal escondia o sexo. As pernas tremiam. Os braços queriam se fechar. Mas não me movi.

— Bem putinha em — Rodrigo disse, a voz baixa. — Agora senta.

— Não vou sentar. — disse tentando manter a postura.

— Senta.

Ele me empurrou. Caí sentada na cama, os seios balançando com o impacto. O tecido do biquíni escorregou um pouco, um dos mamilos quase escapando.

— Deita.

— Vai se foder!

O moreno se aproximou, empurrou pelos ombros. Caí de costas, os cabelos espalhados no lençol. Os quatro me rodearam. Eu olhava para o teto, tentando não pensar, tentando não sentir. Mas o corpo já estava quente. Já estava molhado.

— Começa devagar — Rodrigo disse. — A gente tem a noite toda.

O baixo sentou na beirada da cama, perto de mim. As mãos dele tocaram minha barriga. Os dedos subiram devagar, percorrendo a pele, sentindo os músculos se contraírem. Chegaram na borda do sutiã.

— Tira isso — ele disse.

Não me mexi. Ele puxou o tecido para baixo. Os seios saltaram para fora, pesados, balançando pra cima e pra baixo. Os mamilos estavam duros, doloridos de tão sensíveis.

— Caralho — ele murmurou, passando os dedos pelos seios, de leve, apenas roçando. O toque foi como um choque. Mexi os quadris sem querer, tentando me afastar, tentando me aproximar. — Que puta gostosa.

— Gosta cachorra? — ele provocou.

— Cala boca idiota, só tô aqui por chantagem de vocês— respondi, mas a voz saiu fraca.

— Mentira.

Ele apertou o seio direito, os dedos afundando na carne macia. Soltei um gemido. Abafado, curto, mas saiu.

— Tá vendo?

— Para... moleque...

O alto se aproximou do outro lado. As mãos dele encontraram minha perna, subiram pela coxa, pararam na borda da calcinha. Os dedos percorreram a linha do tecido, sentindo a pele, sentindo o calor.

— Tá molhada — ele disse.

— Não — respondi, mas sabia que era mentira.

— Tá sim, olha só, a calcinha tá encharcada.

O moreno apertou meus seios com as duas mãos, juntando-os, apertando os mamilos entre os dedos. O gemido escapou de novo, mais alto.

— Assim?

— calaboc...

Ele beliscou os mamilos, de leve. O choque foi tão forte que arqueei as costas, os quadris se ergueram da cama.

— Ahn!

— Gemeu putinha

— Não... Não sou putinha...

— Sabia que ia gostar.

O alto puxou a calcinha para o lado. O ar gelado bateu na buceta exposta, molhada, pulsando. Ele passou o dedo de leve, apenas roçando.

— Olha isso — ele mostrou para os outros. O dedo brilhava, úmido. — Ela tá escorrendo. Só de tocar os peitos.

Fechei os olhos. A vergonha subia, mas o prazer vinha junto. O corpo não obedecia.

— O corpo não mente — o moreno disse. — A gente só quer ver até onde você vai.

O alto passou os dedos na minha buceta, abrindo os lábios, encontrando o clitóris já inchado. Tentei fechar as pernas, mas ele me segurou.

— Não fecha puta.

Ele começou a massagear o clitóris, devagar, em círculos. O moreno apertava os seios, beliscava os mamilos. O baixo se ajoelhou ao lado da cama e passou a mão na minha barriga, descendo, chegando nos quadris que se moviam sozinhos.

— Não... Para... — sussurrei.

— Estamos só começando irmãzinha.

O alto acelerou os dedos. O moreno apertou os mamilos com força. O baixo enfiou a mão por baixo de mim, apertando a bunda.

O prazer veio como uma onda. Cresceu. Subiu. Tentei segurar, tentei pensar em outra coisa, tentei lembrar porque eu não queria aquilo. Mas o corpo não ouvia.

— Não... — gemei. — Não quero...

— Quer. Olha como você tá. Esguichando.

Os dedos do alto encontraram o ritmo perfeito, o ângulo perfeito. O moreno chupou um dos mamilos, a língua quente, úmida, sugando com força. O baixo apertava a bunda, os dedos roçando na entrada do cu.

O orgasmo explodiu. Gritei, o corpo se contraindo em ondas, as pernas tremendo, os jatos escapando, molhando a mão do alto, o lençol, tudo. Os olhos reviraram, a boca se abriu num gemido longo, e ouvi minha própria voz, aquela voz que eu não reconhecia.

— Aaah! Isso! Isso! Não! Parem! Não posso... Aaahh...

Os dedos do alto não pararam. Continuaram se movendo, lentos, prolongando o orgasmo, fazendo ele durar mais do que devia. Tentei me afastar, mas o corpo não obedecia. Só tremia. Só gozava.

Quando finalmente terminou, fiquei imóvel, ofegante, os olhos fixos no teto. A vergonha veio na mesma hora. O calor no rosto. O aperto no peito.

O moreno riu.

— Gozou bastante cadela. Sujou tudo kkkk

— Eu não... não foi...

— Foi sim. A gente viu.

— Foi só... o corpo...

— O corpo não mente, te falei.

Olhou para mim, deitada, nua, os seios expostos, a buceta ainda pulsando, os fluidos escorrendo.

— Gozou muito rápido , sujou tudo. Então vai ter castigo.

— Castigo?

— Quem goza antes da hora é castigada.

O moreno me pegou pelo braço, me virou de bruços. A bunda ficou para cima, os seios espremidos contra o lençol, os mamilos roçando no tecido.

— Pode começar — Rodrigo disse.

O moreno ergueu a mão.

— PAAH!

O tapa ecoou no quarto. A carne balançou, vibrou, uma onda vermelha se espalhando pela pele clara. Gritei.

— Aahn!

— Isso é pelo que gozou.

— PAAH!

— Aahn! Não... Por favor...

— PAAH!

— Oh! Para... Para... Não...

— PAAH! PAAH!

Os tapas vinham um depois do outro, ritmados, fortes. O moreno batia com a mão aberta, a palma inteira, e a cada golpe a bunda balançava, a carne tremia, a pele ficava mais vermelha.

— PAAH!

— Aahn!

— PAAH!

— Oh!

O alto se ajoelhou na frente da cama, passou a mão nos meus cabelos, puxou minha cabeça para cima.

— Abre a boca.

— Não... não era... o combinado...

— PAAH! Abre puta!

— Aahn! — o tapa veio junto com a ordem. Abri.

Ele enfiou o pau na minha boca. Chupei. Sem pensar. O corpo respondia antes da mente.

— PAAH! PAAH!

— Mmm... nhmm...

O moreno continuava os tapas, o baixo agora apertava os seios por baixo, beliscando os mamilos, puxando. O corpo tremia a cada tapa, a cada beliscão, a cada chupada no pau.

— PAAH!

— Aahn! Hmmmm!

— PAAH!

— Mmm!

O orgasmo começou a se formar de novo. Não queria. Não devia. Mas vinha. O calor subia, a pressão aumentava, os dedos do alto — que tinha se posicionado entre minhas pernas — encontraram o clitóris, massageando em círculos.

— PAAH! PAAH!

— Mmm! Nhmm!

— PAAH! PAAH!

— Aaah! Não... Caralho... De novo....

O orgasmo explodiu de novo. Mais forte. Mais longo. Gritei contra o pau na boca, o corpo se contraindo, os jatos escapando, molhando a cama. O moreno continuou os tapas, e cada tapa fazia o orgasmo durar mais, se espalhar mais, me perder mais.

— PAAH! PAAH!

— Mmmmm! Porra!

— PAAH!

— Aaah!

O pau do alto saiu da minha boca. Fiquei com a boca aberta, a língua para fora, babando no lençol. Os olhos revirados. O corpo ainda tremendo.

— PAAH!

— Aainn!

— PAAH!

— Ahh uii!

— PAAH! PAAH!

O moreno não parava. Os tapas vinham sem parar, e eu gozava, gozava, gozava. O corpo não era mais meu. Era só sensação. Só prazer. Só dor. Só aquilo.

— PAAH! PAAH! PAAH!

— Aaah! Isso! Isso!

— Gosta?

— Não!

— PAAH! PAAH! PAAH!

— Você não para de gozar piranha!

— PAAH! PAAH! PAAH!

Gozei de novo, esguichando só com tapas, a cabeça não raciocinava mais, meu corpo tomou conta da mente.

— Sim! — a palavra escapou sem que eu pudesse controlar. — Sim! Bate! Bate mais!

— PAAH! PAAH! Eu sabia, piranha.

— Aaah! Isso! Isso!

— Que puta!

— Sou! Sou sua puta! Bate! — me entreguei.

Os tapas vieram mais fortes. A bunda ardia, a pele latejava, e eu gozava, gozava, gozava. O orgasmo não parava. Era um só, interminável, que vinha a cada tapa, a cada beliscão, a cada movimento.

— PAAH! PAAH! PAAH!

— Aaah! Gozei! Gozei de novo!

— PAAH!

— Aiinnnn porraaaaa!

Perdi a conta. Perdi a noção do tempo. Só existiam os tapas, os gemidos, os orgasmos. O moreno batia. O alto apertava os seios. O baixo beliscava os mamilos. Rodrigo filmava.

— PAAH! PAAH!

— Aaah! Não aguento! Aiinn!

— Agüenta.

— PAAH! PAAH!

— Aaah! Vou gozar de novo!

— Goza.

Gozei. Gritei. Chorei. Ri. Não sabia mais o que fazia. O corpo tremia sem parar, os espasmos se sucedendo, os jatos escapando, molhando o lençol, as pernas, tudo.

Quando finalmente pararam, eu estava deitada de lado, a bunda vermelha, latejante, os seios marcados de apertões, os mamilos inchados. O corpo ainda tremia em pequenos espasmos. A boca babava no travesseiro. Os olhos semiabertos, perdidos.

O moreno passou a mão na minha bunda, sentindo o calor.

— Tá boa agora?

Não respondi. Não conseguia. A boca só sabia gemer.

— Tá boa — ele respondeu por mim. — Tá muito boa.

Fechei os olhos. A vergonha vinha, mas junto com ela, outra coisa. Uma paz. Eu não queria sentir. Mas sentia. E o corpo pedia mais.

Não lembrava como tinha saído do motel.

As imagens vinham em fragmentos: a mão do moreno na minha bunda, os tapas ecoando no quarto, a minha própria voz pedindo mais, sempre mais. Depois, o silêncio. Depois, a roupa sendo vestida com dedos trêmulos. Depois, a moto.

Agora estava em frente ao portão de casa. As luzes apagadas. Pedro já devia ter dormido. Olhei para o relógio do painel da moto: quase três da manhã. Três horas lá dentro.

Desliguei o motor. Os dedos ainda tremiam quando tirei o capacete. O cabelo estava desarrumado, colado na testa de suor. Passei a mão, tentei ajeitar, desisti. Não importava. Pedro estava dormindo. Ninguém ia ver.

Abri o portão devagar, tentando não fazer barulho. Os passos na calçada ecoavam no silêncio da madrugada. A chave na fechadura pareceu fazer um barulho ensurdecedor. Entrei, fechei a porta, tranquei.

A casa estava escura. O corredor, vazio. Ouvi a respiração de Pedro vindo do quarto dele — um som calmo, regular. Dormindo. Estava dormindo.

Subi as escadas. Cada degrau rangia, e eu apertava os dedos nos corrimãos, prendendo a respiração. Cheguei no quarto. Abri a porta. Entrei. Fechei. Tranquei.

Apoiei as costas na porta e fiquei ali, imóvel, os olhos fechados. O coração batia tão forte que eu sentia nas têmporas, nos pulsos, entre as pernas.

Entre as pernas. A buceta ainda pulsava. Ainda estava molhada. Eu sentia o mel escorrendo, quente, descendo pelas coxas, molhando a calcinha.

A mão desceu sozinha. Tocou a barriga por cima da blusa. O tecido estava úmido, grudado na pele. Eu sentia o próprio calor, o próprio corpo, o que tinha acabado de acontecer.

O que foi que eu fiz?

A pergunta veio, mas não teve resposta. Só a memória. As mãos. As línguas. Os tapas. A minha própria voz pedindo mais.

Abri os olhos. O quarto estava escuro, mas eu conhecia cada canto, cada móvel. A cama. O criado-mudo. O guarda-roupa. O espelho.

Fui até o espelho. Liguei a luz do abajur. A luz era fraca, amarelada, mas suficiente. Me vi.

O cabelo desarrumado, o rosto vermelho, os olhos brilhando. A blusa de manga comprida estava desalinhada, a gola puxada para o lado, mostrando a alça do biquíni.

— Não — sussurrei.

Mas a mão não parou.

Desabotoei a blusa. O primeiro botão. O segundo. O terceiro. O tecido se abriu, escorreu pelos ombros, caiu no chão. Os seios transbordavam pelo biquíni laranja, os mamilos duros marcando o tecido. As marcas dos dedos deles ainda estavam ali. Vermelhas. Roxas. Recentes.

Passei os dedos sobre as marcas. Senti a pele quente, sensível. Os mamilos doíam, latejavam. Lembrei das mãos do moreno apertando, do alto chupando, do baixo beliscando. Lembrei dos gemidos que escaparam, que eu não consegui segurar.

A mão desceu. Tocou a barriga. A pele estava suada, os músculos ainda tensos. Desceu mais. Encontrou o botão da calça. O zíper desceu com um som que pareceu muito alto no silêncio do quarto.

A calça escorreu pelas pernas, caiu no chão.

Agora estava só de biquíni, laranja, obsceno, minúsculo. E de nada mais. A buceta estava praticamente exposta, os lábios inchados, o mel escorrendo, descendo pelas coxas. Me olhei no espelho. Os seios enormes quase saltando. Os mamilos marcando o tecido. As marcas nos seios, na barriga, nas coxas. O cabelo desarrumado. O rosto vermelho. Os olhos brilhando.

Essa sou eu, pensei. Essa é a puta que eles fizeram.

Tirei a parte de cima. As alças escorregaram, o tecido caiu. Os seios saltaram, pesados, balançando. Os mamilos estavam duros, roxos de tanto serem apertados, chupados, beliscados. As marcas dos dedos estavam por toda parte.

A mão subiu, tocou os seios. Apertou devagar. Senti o mesmo choque, o mesmo calor. Os mamilos doíam, mas o prazer vinha junto. Fechei os olhos, a cabeça jogada para trás.

Lembrei das mãos do moreno. Dos dedos do alto. Da língua do baixo. Lembrei dos tapas, dos gemidos, dos orgasmos.

A mão desceu. Tocou a barriga. Os pelos curtos. Desceu mais. Encontrou a buceta. Os lábios estavam abertos, inchados, escorrendo. O clitóris pulsava, latejava, pedia.

Eu não mandei. A mão se moveu sozinha.

Os dedos encontraram o clitóris. Começaram a se mover. Lentos, circulares, como o alto tinha feito. O prazer veio baixinho, uma brasa que não tinha se apagado.

— Aahn... — o gemido escapou. Baixo. Abafado. Mordi o lábio.

Os dedos aceleraram. O corpo arqueou, os seios balançaram. A outra mão apertou os mamilos, beliscou, puxou.

— Aahn... aahn...

O quarto estava escuro. O silêncio. Apenas eu. Apenas o corpo. Apenas a memória.

Os dedos se moviam mais rápido. O clitóris pulsava. O mel escorria, molhava a mão, escorria pelas pernas.

— Aaah... isso...

Pensei no moreno. Pensei nos tapas. Pensei na minha própria voz pedindo mais.

— Aaah! Isso! Isso!

Os dedos aceleraram. O corpo arqueou. Os olhos reviraram. A boca abriu.

— Aaah! Gozei! Gozei!

O orgasmo veio. O corpo se contraiu, as pernas tremeram, os jatos escaparam, molharam a mão, molharam o chão. Gritei abafado, mordendo o lábio, os olhos fixos no teto.

Fiquei ali por um momento, ofegante, as pernas bambas, o corpo ainda tremendo.

Depois, a vergonha veio.

Veio como uma onda. Mais forte que o orgasmo. Mais forte que tudo.

— O que eu fiz? — sussurrei.

Olhei para o espelho. A mulher ali não era eu. A mulher ali tinha os seios marcados, os mamilos inchados, a buceta escorrendo. A mulher ali tinha se ajoelhado para eles. Tinha pedido mais. Tinha gozado na frente deles. Tinha gozado pensando neles.

— O que eu fiz? Por que?

As lágrimas vieram. Quentes, grossas, escorrendo pelo rosto, misturando com o suor, com o mel que ainda escorria.

Sentei na cama. As pernas não aguentavam mais ficar de pé. As mãos cobriram o rosto, os ombros sacudiam, os soluços saíam abafados.

— Por que meu corpo faz isso? — chorei. — Por que não obedece?

Não havia resposta. Só o silêncio. Só a vergonha. Só o gosto amargo na boca, o cheiro dos corpos, as marcas na pele.

Me encolhi na cama, os braços em volta dos joelhos, o rosto enterrado entre eles. Os seios pressionavam as coxas, os mamilos ainda doloridos. A boceta ainda pulsava. O mel ainda escorria.

Chorei até não ter mais lágrimas. Chorei até os soluços pararem. Chorei até o cansaço vencer.

Deitei de lado. O corpo ainda tremia em pequenos espasmos. Os olhos ardiam. A garganta doía.

No escuro do quarto, pensei no meu irmão. No quarto ao lado, dormindo. Achando que a irmã era forte. Achando que a irmã protegia ele.

Se ele soubesse, pensei. Se ele soubesse o que a irmã fez. O que a irmã é.

A mão desceu de novo. Tocou a barriga. Os dedos encontraram a buceta.

— Não — sussurrei. — Não... Não consigo parar...

Mas os dedos já se moviam. O corpo já respondia. O prazer já vinha.

— Aahn...

Gozei de novo. Sozinha. No escuro. Enquanto as lágrimas escorriam. Enquanto a vergonha queimava.

Quando o orgasmo passou, fiquei imóvel. Os olhos fixos no teto. O corpo cansado. A mente vazia.

Você é uma puta, pensei. Você é uma puta e não consegue parar.

Fechei os olhos. O sono veio. Pesado. Escuro.

NOTA DO AUTOR:

QUEM QUISER DAR UMA CONVERSADA E/OU VER FOTOS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DOS CONTOS, MINHAS REDES ABAIXO. SÓ ME MANDAR MENSAGEM QUE TAMBÉM FAÇO IMAGENS PERSONALIZADAS DOS PERSONAGENS NAS SITUAÇÕES DESCRITAS NOS CONTOS.

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