Pensamentos, pensamentos... Ficar parado ali com nada pra fazer era uma tortura.
Elisa: — Oi, Felipe. Chegamos ao nosso último atendimento. Kkkkk Se estiver tudo bem, você pode ter alta hoje mesmo.
Felipe: — Que bom, doutora. Já estava ficando cansado desse quarto.
Elisa: — Ah, querido, tem quarto bem pior que esse por aí. Acredite. Kkkkk
Felipe: — Ah, eu sei. Kkkkk
Já tinham se passado três dias desde a conversa com a Ana. Eu ainda estava digerindo. Como falei pra ela — o que aconteceu está longe de ser a maior coisa que já cruzamos. Mas cruzamos juntos. Ela parou antes de ir longe demais, isso conta. Só que não deveria ter começado.
Elisa: — Pensativo hoje. É sobre a alta ou tem algo a mais?
Felipe: — Ah... coisas da vida. Kkkkk
Elisa: — E eu posso fazer algo pra ajudar nessas coisas... da vida?
Ela passou o dedo no meu rosto devagar.
Seria tão fácil. Tão fácil dar o troco — a Ana cruzou um limite, eu poderia cruzar outro aqui, e nem precisaria contar nada. Mas não era assim que eu queria as coisas. Não desse jeito. Três anos e meio de casamento, sem nenhuma ocorrência desse tipo dentro das regras que a gente construiu junto. Não era hora de jogar isso fora por um deslize.
Felipe: — Desculpa, Elisa. Como falei...
Elisa: — Foi só daquela vez. Entendo. Tudo bem então. Vamos prosseguir.
Após o atendimento ela me liberou. A Ana chegou logo em seguida, a Carla atrás dela. Elisa passou as recomendações — sem esforço, repouso absoluto, medicação certa, retorno em duas semanas. A Ana ouviu tudo atenta, sem perder uma palavra.
Ana: — Amor, pronto pra ir pra casa?
Felipe: — Mais do que pronto.
Mesmo sem eu dizer nada ela percebeu o jeito que eu tratei ela. Eu vi nos olhos dela.
Ana: — Ótimo. Vou assinar os papéis da liberação, já volto.
Carla ficou.
Carla: — Meu genro... não me metendo, mas tem algo acontecendo entre você e a Ana?
Felipe: — Uma pequena discussão que não terminou muito bem, sogra. Nada de mais — logo estamos bem.
Carla: — Tem algo que eu possa ajudar? Aconselhar?
Ela é sempre assim. Sempre atenciosa, sempre presente sem forçar.
Felipe: — São coisas do nosso casamento, mas vou falar por cima. A Ana fez algo que tínhamos combinado ela não fazer. Não foi até o fim, mas começou. Isso deu uma quebrada na confiança — eu cumpri minha parte, ela não cumpriu a dela. Fica aquele incômodo.
Carla: — Sem saber os detalhes fica difícil falar com precisão... Mas mesmo assim te entendo. Ela andou muito quieta nesses dias, fechada — a Paula percebeu também. Então era isso. — Ela pausou. — Olha, vocês já superaram coisa pior, acho eu. Kkkkk A Ana te ama, Felipe, disso não tenho dúvida. Mas talvez valha analisar quais combinados vocês andam fazendo, e a força que cada um tem pra cumpri-los.
Felipe: — Como assim?
Carla: — Às vezes fazemos combinados esperando que o outro tenha as mesmas capacidades que a gente pra cumpri-los. Mas somos pessoas diferentes, com fraquezas diferentes. Talvez seja melhor não se colocar na situação em que essas promessas são testadas no limite — se conhecer bem e evitar. A Ana não deve se comprometer com coisas que ela não tem força pra cumprir. E você não deve deixar que ela se comprometa com o que você sabe que é a fraqueza dela. Conhecer os limites um do outro e ir contornando juntos faz parte do casamento, querido.
Mesmo sem saber o motivo real, o conselho era certeiro.
Felipe: — Entendo.
Carla: — Espero que vocês voltem ao que eram logo. Eu amo o quanto vocês se amam. E não quero perder meu genro favorito. Kkkkk
Ela passou a mão no meu rosto e me deu um beijo na testa — coisa que estava virando rotina. Sentir o perfume dela, a respiração dela perto, estava se tornando algo natural de um jeito que eu não estava catalogando direito.
Felipe: — Pode deixar, sogrinha. Logo voltamos aos trilhos.
A Ana voltou junto com o Júlio. Ele me ajudou a chegar no carro e fomos os quatro pra casa.
Ao entrar, levei um susto.
A Paula tinha cortado e mudado a cor do cabelo. Estava ruiva — um ruivo queimado, bonito, com corte de franja e o cabelo longo modelado. Sabe quando uma pessoa acerta tão bem numa mudança que parece que era aquilo desde sempre? Foi isso. Ela estava impecável. E com um sorriso que eu não tinha visto nela antes — leve, genuíno, de quem respirou fundo depois de muito tempo.
Paula: — Não gostou? Kkkkk
Felipe: — Não é isso. Kkkkk É que parece que você nasceu pra esse estilo. Ficou muito linda, Paula.
Ana: — Eu não disse? Kkkkk Mas pergunta pra ela o motivo da mudança, amor.
Felipe: — E qual é o motivo?
Paula: — Para, não foi só por isso! Kkkkk
Carla: — Ela decidiu mudar pra você não se enganar mais, Felipe.
Paula: — Não foi por isso! Kkkkk Eu queria mudar mesmo — ficar melhor comigo mesma.
Felipe: — Seja lá o motivo, você acertou em cheio. Kkkkk
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A Ana me levou pro quarto. Enquanto ajeitava as coisas em silêncio, a chamei pra perto. Ela se sentou na cama ao meu lado e ficou me olhando apreensiva, como quem espera uma sentença.
Felipe: — Vamos voltar ao normal. Esquecer o ocorrido.
Ana: — É o que mais quero, amor. Sério. Essa frieza, essa distância — não quero mais nada disso.
Felipe: — Mas que não se repita. Tudo que fazemos tem que ser pelo combinado dos dois. Ou... nem fazemos.
Ana: — Como assim?
Felipe: — Se você tem problema em respeitar os limites, é melhor a gente não ficar dando corda. Ficamos sem essas aventuras — melhor do que impor limites que no fim não vamos cumprir. Ou você acha que não consegue ficar só comigo?
Ana: — Claro que consigo. Eu errei, sei disso. Mas não fui até o fim — precisei de força de vontade pra parar no meio daquilo, e parei. Parei porque o que a gente tem vale muito mais do que aquele momento. Aceito qualquer decisão sua, amor. A gente já ficava um tempo sem aventura antes de tudo isso — quando te dei a carta branca com a Elisa e aconteceu aquilo com o Fernando, foi como se tivesse religado uma chave que eu tinha desligado. Mas não quero nada que traga risco a nós dois. Nada.
Felipe: — Ok. Mais pra frente a gente conversa melhor e toma uma decisão certeira. Agora vem aqui.
Ela nem disfarçou. Quase pulou em cima de mim, me beijando com aquela ansiedade acumulada de dias — beijo apressado e demorado ao mesmo tempo, aquele jeito dela de quando está sentindo falta de verdade. A mão foi direto pro meio das minhas pernas.
Ana: — Hum... alguém também estava com saudades de mim. Kkkkk
Felipe: — Não sei... a doutora dava muita atenção a essa parte.
Ana: — Já estamos fazendo provocação? Não está cedo? Kkkkk
Felipe: — Bola pra frente. Não tem por que ficar com pontos sensíveis.
Ana: — Hum. Você tá certo, amor.
Ela abriu o zíper da minha calça, abaixou a cueca devagar, pegou no meu pau com a mão quente e começou a mamar. Ele foi terminando de endurecer dentro da boca dela — aquele calor, aquela umidade, o jeito dela de começar devagar como se tivesse com tempo de sobra e os dois soubessem que não tem pressa.
Felipe: — Delícia, amor. Você é ótima nisso.
Ana: — Melhor que a doutora?
Felipe: — Sim, amor. Bem melhor que ela. Kkkkk
Ela foi aumentando a intensidade — língua fazendo círculos subindo até a cabeça e voltando até o fundo, alternando entre sucção leve e pressão, olhando pra cima de vez em quando com aquela cara de safada que ela sabe que me derruba.
Felipe: — Amor, tô chegando no limite...
Ana: — Vai na minha boca, amor. Presente pra você.
Ela voltou com tudo, concentrou na cabeça, sucção firme — não teve como segurar. Gozei forte, ela pegou tudo sem recuar um milímetro. Quando terminou, botou a língua pra fora devagar mostrando que tinha engolido tudo, me olhando com aquela cara.
Dei um tapa leve no rostinho dela.
Felipe: — Safada. Você me deixa louco.
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— Gente, a mãe falou que o almoço está...
A Paula entrou sem bater, parou na hora, encontrou a Ana ainda com meu pau meio bambo na mão.
Paula: — Merda. Desculpa!
Fechou a porta rápido.
Ana: — O que ela tem com você que sempre acontece essas coisas? Kkkkk
Felipe: — Em defesa dela, você devia ter fechado a porta. Kkkkk
Ana: — Ah, sim. E ela não devia bater? Kkkkk
Felipe: — Relaxa. Diferente do outro episódio, acho que essa ela não vai levar um susto tão grande — ela é adulta e casada, já deve ter visto um pau. Kkkkk
Ana: — Aff. Kkkkk Olha, vou pegar sua comida. Fica quietinho aqui, sem esforço.
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Quando a porta se abriu de novo era a Carla, com o prato na mão.
Felipe: — Ué, cadê a Ana?
Carla: — Ela estava de implicância com a Paula, mandando a irmã trazer sua comida, a Paula se recusando, a Ana rindo muito — não sei o motivo, mas a Paula estava completamente vermelha. Fui lá e cortei a brincadeira. Sabe o motivo de tudo isso?
Eu não ia contar. Mas resolvi brincar um pouco.
Felipe: — Ah, sogra, é que a médica disse que não posso esforçar o braço, então a Ana teria que dar comida na boca pra mim. Devia estar querendo passar essa missão pra Paula. Agora que você trouxe... vai ter que ser você, sogra.
Ela ficou levemente sem graça.
Carla: — Ah... eu... tudo bem. Não vou ter que fazer o aviãozinho, né?
Felipe: — Vou te poupar dessa humilhação. Embora não fosse dizer não. Kkkkk
Carla: — Meu Deus, uma criança no corpo de adulto. Diga "A".
Felipe: — Para, Carla. Kkkkk
Carla: — Vamos! Diga "AAA". Kkkkk
Ela não ligou nem um pouco pra minha resistência e foi me dando comida na boca com a naturalidade mais desconcertante do mundo. Atenciosa, divertida, sem fazer caso. Meu sogrão tinha muita sorte. Ela era bonita — não de forma que saltava, mas do tipo que você olha com calma e vai notando. Calma, presente, aquela voz que não pressiona ninguém.
Ana: — Mãe, que porra é essa?
Paula: — Não sei se estou vendo certo, mas ela tá dando comida na boca dele. Kkkkk
As duas apareceram na porta ao mesmo tempo.
Carla: — Mas o que tem isso, meninas? A médica falou que precisava.
Ana: — Mãe, ela não falou nada disso. Kkkkk
Carla: — Mas...
Ela me olhou bem séria.
Carla: — Seu safado! Mentindo com a cara mais limpa do mundo!
As três riram junto. Eu também.
Felipe: — Desculpa, sogra. Kkkkk Mas quando você começou não dava mais pra parar.
Paula: — Viu, mãe? Vai acreditando em carinha de inocente por aí. Kkkkk
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O resto do dia passou tranquilo. A Paula e a Carla saíram pra fazer compras à tarde. A Ana ficou deitada comigo assistindo filme — aquela coisa boa de ficar junto sem precisar fazer nada. À noite ela trouxe a janta, comemos deitados, e depois ficamos quietos no escuro por um tempo.
A Paula chegou mais tarde, arrumou o colchão no chão com a ajuda da Ana.
Ana: — Amor, a gente vai revezar — era pra você dormir no colchão e a gente na cama, mas no seu estado não dá. O colchão é fino, então cada noite uma dorme nele e a outra fica na cama. Tá bom?
Felipe: — Claro, amor.
Paula: — Tem certeza que tá tudo bem, Fe?
Felipe: — Claro, Paula. Fica tranquila.
Paula se deitou no colchão. A Ana veio pra cima da cama, se encostou em mim, colocou a cabeça no meu peito.
Ana: — É ótimo te ter de volta, amor.
Falou baixinho, quase pra ela mesma.
Felipe: — Não vou a lugar nenhum. Nesse momento literalmente. Kkkkk
Ana: — Para, bobo. Kkkkk Ficou satisfeito mais cedo?
Felipe: — Nunca fico satisfeito de você. Sempre quero mais.
Dei um beijo na testa dela — e por algum motivo que não fui atrás de entender, pensei na Carla fazendo o mesmo em mim durante todos esses dias.
Ana: — Sério? Que delícia. Kkkkk
A mão dela foi descendo devagar, puxou meu pau pra fora da bermuda com aquela calma dela.
Felipe: — Amor... a Paula.
A Ana se deslocou pro lado e olhou pra baixo — a irmã deitada no colchão ao lado da cama, tapada, imóvel.
Ana: — Ela tá lá embaixo, amor. Não dá pra ver nada daqui. Se a gente for bem devagar ela nem percebe.
Felipe: — Ok. Mas nada que faça barulho, Ana.
Ana: — Ok, Fe. Olha — pelo espelho ali você consegue ver ela.
Olhei. Dava, sim.
Ana: — Fica de olho. Se ela se mexer você fala e eu paro, tá?
Felipe: — Tá, amor.
Ela voltou pra mim. Começou a me masturbar devagar enquanto beijava meu pescoço, mordia minha orelha — aquele jeito dela de esquentar as coisas sem pressa, me deixando duro aos poucos. Quando chegou no ponto que ela queria, tirou a roupa sem fazer barulho, ficou completamente nua e colocou o peito na minha boca.
Ana: — Adoro quando você chupa meu peito, amor. Kkkkk
Aqueles bicos dela sempre me deixam no limite — durinhos, pontudos, ela fica louca quando eu mordo de leve.
Ana: — Amor... não aguento mais. Precisa de você dentro de mim. Fica de olho nela.
Ela tirou o cobertor com cuidado e veio devagar por cima de mim, se equilibrando pra não fazer peso nas minhas costelas. Posicionou meu pau na entrada e foi descendo — aquele jeito dela, aquele sobe e desce que só ela faz, como se o corpo dela soubesse exatamente o ritmo que é o meu também.
A cama rangeu.
Felipe: — Ana... acho que não vai dar.
Ana: — Espera. Calma.
Ela foi ajustando — subindo e descendo com menos balanço, quase sem movimento de quadril, só a pressão dela descendo e subindo bem devagar, indo fundo sem precisar de velocidade.
Ana: — Aaai, amor... não é o ideal mas tá tão gostosinho assim. Lento, indo até o fundo, me preenchendo toda.
Felipe: — Você é demais, Ana. Que delícia, caralho. Tá muito bom assim.
Ana: — Fico feliz, amor. Kkkkk Sente que é só sua essa bucetinha? Que ela encaixou pra você?
Felipe: — Sim, amor. Perfeita.
Ana: — Então fica quietinho e aproveita. Kkkkk
Quando voltei os olhos pro espelho, a Paula tinha se destapado. O cobertor estava de lado — ela deitada de barriga pra baixo, o vestidinho solto subido na parte de trás, deixando a bunda completamente exposta. Uma bunda grande, cheia, redonda — aquele volume que eu já tinha notado no banheiro naquele dia, mas que agora estava ali, imóvel, iluminado pelo fio de luz da janela. A calcinha estava bem enterrada entre as duas partes, somindo no meio, com o tecido esticado mostrando o contorno de cada lado.
Felipe: — Amor, ela se destapou.
A Ana se deslocou de leve, olhou pra baixo.
Ana: — Deve ser o calor, amor. Tá dormindo. — Ela voltou o movimento. — Não tira o olho dela, tá? Qualquer coisa você fala.
Voltei pro espelho.
A Ana continuando o sobe e desce lento em cima de mim — aquela bucetinha apertada descendo devagar, subindo, descendo de novo até o fundo, ela segurando o gemido com os dentes no meu ombro — e no espelho aquela bunda exposta, imóvel, a calcinha enterrada e o volume da buceta da Paula marcado entre as pernas fechadas.
Num determinado momento a Paula mexeu as pernas. Devagar, quase imperceptível — o suficiente pro vestido subir mais um pouco. A calcinha foi junto, e o volume ficou ainda mais marcado, a parte central do tecido com uma umidade que eu não estava imaginando.
Meu pau estremeceu dentro da Ana.
Ana: — Tá gostoso, amor? Já vai gozar pra mim, seu safado?
Eu estava no limite. Fechei os olhos — a Ana em cima de mim, quente, apertada, aquele ritmo lento que ela sabia que me enlouquecia — e quando abri de novo o espelho mostrou o que eu não devia ter visto.
A mão da Paula entre as pernas, se movendo em círculos lentos, por cima da calcinha.
Ela não estava dormindo.
Felipe: — Aí, amor, tô no limite, porra!
Ana: — Tá safado? Não aguenta sua esposa safada descendo lento assim pra você, amor? Kkkkk
Felipe: — Não aguento, Ana. Tá bom demais. Ana, eu—
Gozei sem conseguir avisar. Forte, volumoso — aquele tipo de gozo que sai de um lugar fundo,chega dói a pika que parecia represado há muito mais tempo do que era. Alagei ela completamente.
Felipe: — Caralho que delícia... porra... que gozada.
Ana: — Fala baixo, idiota! Quer acordar a Paula? Amor, que porra foi essa — você sempre avisa, sempre teve controle. O que aconteceu?
Felipe: — Desculpa, amor...
Eu ainda estava ofegante.
Ana: — Desculpa? Você sabe que não uso contraceptivo agora — parei quando a gente parou de se aventurar. Você sempre avisou, sempre teve controle bom. O que foi?
Devia contar? Como ela ia reagir — não era qualquer mulher, era a irmã dela. A Paula ali a dois metros, de costas, a mão já quieta, o vestido já voltando ao lugar como se nada tivesse acontecido.
Felipe: — Tava muito bom, amor. Muito bom mesmo.
Ia decidir isso depois. Com mais tempo pra ver como a Ana reagia ao assunto, com mais tempo pra entender o que eu mesmo estava sentindo.
Ana: — Vou me limpar. Safado.
Ela saiu. Eu fiquei olhando pro espelho.
A Paula estava tapada de novo, imóvel, de costas pra cama.
Agora o quê?
Não era culpa dela — a gente não devia ter feito com ela ali, sabendo que podia acordar. Mas ela estava acordada antes da gente começar, ou acordou no meio? E se acordou no meio, em que momento? Quanto ela viu? Quanto ela ouviu?
E aquela mão.
Aquilo não foi involuntário. Não foi sonho. Ela estava acordada, estava ouvindo, estava sentindo — e fez uma escolha.
Eu sabia o que precisava fazer com essa informação. Só não sabia ainda se tinha coragem pra fazer.