Ménage à Quatre

Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2238 palavras
Data: 25/03/2026 22:23:52
Última revisão: 25/03/2026 22:43:07

A TV zumbia, esquecida. A madrugada avançava do lado de fora, indiferente. Quatro corpos se reclinaram finalmente sobre os colchões entrelaçados, a respiração comum aos poucos normalizada, enquanto o DVD chegava ao seu fim com o estalido característico do filme antigo. O quarto estava imerso numa penumbra azulada, a luz da lua fria se filtrando através das cortinas semifechadas.

Eu chupava Rodrigo, mas a posição estava desconfortável e mentalmente eu já tinha antecipado o que iria acontecer, todos iriam querer ser chupados, é óbvio. Eu me ajoelhei, os joelhos afundando no colchão macio enquanto meus olhos percorriam os três corpos à minha frente.

Rodrigo, à frente, já havia se despido, e eu podia ver a excitação pulsante diante de meu rosto. Marcelo e Tiago flanqueavam Rodrigo, suas mãos já arrancando os seus calções. Não perdi tempo. Minhas mãos tremeram levemente quando alcancei a cintura de Rodrigo, os dedos traçando a linha do quadril antes de envolver a base do membro rijo.

O cheiro de pele limpa e de sabonete preencheu as minhas narinas. Abri bem a boca, a língua saindo para lambuzar os meus lábios antes de envolver a cabeça do pau de Rodrigo num movimento lento e deliberado.

O gemido que escapou da garganta de Rodrigo foi profundo, reverberando pelo silêncio do quarto. Deixei a língua descer, sentindo o peso da carne preencher a minha boca, o gosto salgado do pré-gozo tocando minha língua. Meus lábios se apertaram ao redor da haste do cacete enquanto movia a cabeça num ritmo constante, os olhos erguidos para encontrar o olhar de Rodrigo.

— Isso, assim – Rodrigo murmurou, os dedos se enterrando nos meus cabelos ondulados e castanhos.

Marcelo e Tiago observaram por um momento, suas respirações aceleradas. Os gêmeos eram impossíveis de distinguir naquela luz, mesmo corte de cabelo, mesma linha do queixo, o mesmo brilho de desejo nos olhos escuros. Marcelo, eu supus, foi o primeiro a se aproximar, seu pau já ereto e se curvando levemente para a esquerda.

— Não vou ficar de fora – disse ele, a voz rouca.

Puxei o pau de Rodrigo da boca com um som úmido e virei o rosto para o lado. Minha mão direita continuou masturbando Rodrigo enquanto minha boca se abria para Marcelo. Ele enterrou os dedos no meu ombro, o corpo estremecendo quando a minha língua quente o envolveu. Tiago se posicionou do outro lado, e eu estendi a mão esquerda, encontrando o membro do segundo gêmeo e começando a bombear sua pica.

A saliva escorria pelo meu queixo enquanto eu alternava a mamada entre os três homens. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo, era inacreditável. Não sabia de onde eu tinha tirado tanta segurança para fazer tudo aquilo.

Chupava Marcelo por alguns segundos, sentindo o pau bater no fundo de minha garganta, depois virava para Tiago, minha língua traçando a veia pulsante de seu cacete, enquanto minha mão punhetava Rodrigo num ritmo frenético. Os gemidos dos três primos/irmãos se misturavam, criando uma sinfonia de prazer que fazia o meu saco, que já havia gozado, doer.

— Quero te foder – Rodrigo disse, me puxando pelo cabelo – Agora.

Fui guiado e empurrado de quatro sobre o colchão. Minhas costas arquearam quando senti os dedos de Rodrigo explorando minha entrada. Ele pediu um hidratante para Marcelo, que prontamente sacou um de uma gaveta, o creme frio sendo espalhado sobre o meu buraquinho. Um dedo entrou, depois dois, me preparando com movimentos circulares que faziam meu corpo inteiro estremecer.

— Olha que bunda gostosa – Tiago comentou, se posicionando ao lado da cama, seu pau ereto diante do meu rosto.

Abri a boca automaticamente, deixando Tiago penetrar meus lábios enquanto Rodrigo se alinhava atrás de mim. A primeira estocada foi profunda, me preenchendo completamente. Arqueei as costas, um gemido abafado escapando ao redor do pau de Tiago. Marcelo se aproximou do outro lado, e eu ergui a mão, envolvendo o membro do outro gêmeo.

O ritmo se estabeleceu. Rodrigo bombeava dentro de mim com estocadas firmes e controladas, cada movimento empurrando o meu corpo para frente, me forçando a engolir mais da vara de Tiago. Minha mão direita batia uma para Marcelo numa cadência frenética, meu polegar espalhando o líquido pré-gozo pela cabeça do pau.

Senti as mãos de Marcelo em meus mamilos, beliscando e torcendo meus peitinhos sensíveis. O prazer era eletrizante, fazendo meu corpo inteiro se contorcer. Tiago, percebendo a reação, se inclinou para frente, sua boca envolvendo um dos meus mamilos, enquanto eu passava a chupar Marcelo.

— Porra, que delícia – Marcelo gemeu, sua mão deslizando pelas minhas costas, nuca e cabelo, enquanto Tiago chupava o meu peito.

As sensações se acumulavam. O pau de Rodrigo atingindo meu ponto sensível a cada estocada. A boca de Tiago em meu mamilo. O pau de Marcelo na minha boca. O gosto do sêmen dele em minha língua. Senti meu corpo inteiro vibrar, meu próprio pau duro e vazando contra a minha barriga.

— Vou gozar – Rodrigo avisou, suas estocadas ficando mais rápidas e irregulares.

Mas ele se retirou antes do clímax, dando um tapa na minha bunda.

— Sua vez de cavalgar.

Fui reposicionado, agora sentado sobre Marcelo que se deitara de costas na cama. O gêmeo segurou seu pau ereto enquanto eu me abaixava lentamente, sentindo a cabeça grossa abrir a minha entrada, já bem fodida por Rodrigo.

Os paus idênticos de Marcelo e Tiago não eram grandes, ainda bem e, depois de Rodrigo me alargar, era razoavelmente fácil fodê-los. Um gemido profundo escapou da minha garganta quando finalmente me sentei completamente, o pau de Marcelo me preenchendo até a base.

— Cavalga – Marcelo ordenou, as mãos agarrando os meus quadris.

Comecei a me mover, me erguendo e sentando num ritmo deliberado. Meu pau duro saltava contra a minha barriga a cada movimento. Rodrigo e Tiago se posicionaram de cada lado da cama, e eu estendi as mãos, envolvendo os membros dos dois enquanto continuava a cavalgar Marcelo.

A noite estava fria lá fora, mas o suor escorria pelo meu corpo enquanto eu controlava o ritmo. Para cima. Para baixo. As mãos de Marcelo em meus quadris guiando os movimentos. Minhas próprias mãos bombeando os paus de Rodrigo e Tiago num ritmo coordenado. O som de peles se encontrando enchia o quarto, misturado aos gemidos e respirações ofegantes.

— Assim, assim – Marcelo gemia, os quadris se erguendo para encontrar as minhas sentadas – Que bunda apertadinha.

Me inclinei para frente, mudando o ângulo da penetração. O pau de Marcelo atingiu meu ponto mais sensível, e eu joguei a cabeça para trás. Tiago aproveitou a posição, se inclinando para beijar o meu pescoço exposto enquanto Rodrigo beliscava meus mamilos.

— Vou gozar – Marcelo anunciou, suas unhas cravando nos meus quadris – Vou encher esse cuzinho.

Aumentei o ritmo, cavalgando com força enquanto sentia as estocadas de Marcelo ficarem erráticas. O gêmeo arqueou as costas, um gemido rouco escapando de sua garganta enquanto gozava dentro de mim. Meu corpo estremeceu ao sentir o líquido quente me preenchendo por dentro.

Desmontei de Marcelo, o corpo ainda tremendo. Estava cansado, me deitei de costas na cama, ofegante, o rosto voltado para a beira do colchão. Rodrigo se aproximou, seu pau duro diante dos meus lábios. Tiago se posicionou entre as minhas pernas, enquanto Marcelo se deitava ao meu lado, sua mão alcançando o meu pau.

Minha boca agasalhou a pica de Rodrigo novamente, provando o gozo que já vazava. Suspendendo as minhas pernas, Tiago alinhou seu cacete no meu cuzinho já arrombadinho, sua penetração profunda e firme. Idêntico ao de Marcelo, o pau de Tiago era mais grosso na base do que na ponta, mas sua pegada era ligeiramente diferente e, surpreendentemente, mais gostosa do que a do irmão, e eu senti cada centímetro me preenchendo.

Marcelo começou a me masturbar, sua mão deslizando ao longo do meu pau. Eu já havia gozado, mas o prazer era intenso demais. Minha boca cheia com o cacete de Rodrigo. O pau de Tiago bombeando dentro de mim. A mão de Marcelo em minha pica.

— Goza comigo – Rodrigo comandou, suas estocadas na minha boca ficando mais rápidas.

Senti o pau de Rodrigo inchar em minha boca um momento antes do jato quente de sêmen preencher minha garganta. Engoli tudo, os olhos fechados, enquanto Rodrigo gemia alto. Tiago, dentro de mim, se enterrou profundamente, seu pau pulsando enquanto gozava dentro do meu cuzinho.

Meu próprio corpo não aguentou mais. Com a mão de Marcelo bombeando meu pau e o sêmen quente me fervendo por dentro, atingi o clímax. Jatos de porra explodiram de meu pau, cobrindo os dedos de Marcelo e manchando o lençol. Meus gemidos foram abafados pelo pau de Rodrigo ainda em minha boca.

Nós quatro desabamos no colchão, nossos corpos suados e entrelaçados. A respiração ofegante era o único som no quarto escurecido. Senti os braços de Marcelo me envolverem por trás enquanto Tiago se acomodava ao seu lado, como se estivesse em transe. Rodrigo permaneceu próximo, a mão descansando na minha coxa.

__________

O dia amanheceu sem pedir licença, cedo demais. A luz entrou pelo quarto de forma crua, atravessando a janela e desenhando faixas claras sobre os corpos ainda espalhados pelo espaço pequeno. O ar estava diferente, menos denso, mas não mais leve.

Eu acordei antes dos outros, sem saber exatamente o que me despertara. Talvez o barulho distante de algum animal, talvez a luz que já entrava sem pedir licença. Ou talvez tivesse dormido tão pouco que nem sabia exatamente quando deixei de estar acordado, o corpo ainda em alerta, incapaz de descansar por completo depois da noite.

Não me mexi de imediato. Fiquei imóvel por alguns segundos, olhando o teto alto da casa de fazenda, sentindo o meu próprio peso sobre o colchão fino, tentando organizar as sensações que ainda estavam ali, grudadas na minha pele, no meu corpo, na memória recente demais para ser ignorada.

Aos poucos, a consciência voltou em camadas. O quarto. Nós quatro. A madrugada. E, com ela, o que não precisava ser nomeado para ser lembrado. Eu havia sido fodido pelos três. Rodrigo, Marcelo e Tiago haviam me fodido, cada um de um jeito, cada um em uma posição. Dois gozaram no meu ânus e um na minha boca.

Eu ainda sentia as marcas no meu corpo, meu cuzinho ainda um pouco dolorido depois de todo o exercício ao qual fora implacavelmente submetido durante a madrugada. Eu tinha aquele característico gosto de cabo de guarda-chuva na boca. Sentia meu corpo colando, com todo o suor, sêmen e saliva secos sobre ele.

Fechei os olhos por um instante, respirando fundo, tentando assimilar tudo o que acontecera. Nunca havia feito ou praticado nada igual. Era a minha primeira vez. Quando abri novamente os olhos, virei o rosto devagar.

Rodrigo ainda estava ao meu lado, deitado de costas, o braço jogado sobre a cabeça. A expressão dele, mesmo dormindo, parecia tensa, como se o corpo não tivesse entendido ainda que a noite tinha acabado. A forma como ele dormira, levemente virado para longe, parecia calculado.

Mais adiante, nas camas de solteiro, os gêmeos. Tiago dormia de lado, profundamente, com o rosto relaxado, quase tranquilo demais para quem tinha atravessado aquela madrugada. Marcelo, por outro lado, estava de olhos abertos. Já acordado, encostado na cabeceira da cama, observando, não a janela, nem o teto, mas a mim.

Eu percebi quando o nosso olhar se encontrou por um segundo longo demais. Marcelo não desviou. Só ergueu levemente uma das sobrancelhas, como quem reconhece algo sem precisar dizer, como se compartilhasse um segredo silencioso. Eu virei o rosto primeiro. Não por vergonha, mas por instinto.

Me levantei devagar, para tomar banho, tentando não fazer barulho, como se o silêncio ainda fosse necessário, mesmo depois de tudo. O quarto estava quente, pesado, cheio de coisas não ditas.

O café da manhã foi estranho de um jeito muito específico. Não no sentido evidente, não havia tensão aberta. Tudo estava exatamente como deveria estar. A mesa posta, o cheiro de café fresco, leite direto da vaca, pão cortado, manteiga da roça, biscoito de polvilho, o som das conversas dos adultos preenchendo o ambiente com uma normalidade quase irritante.

A tia de Rodrigo falava sobre o dia, sugeria atividades, organizava coisas com a praticidade de sempre. A mãe dele participava, animada. A irmã comentava algo sobre a faculdade. A normalidade estava ali.

Mas entre nós quatro, havia outra camada. Ninguém comentou nada, mas tudo parecia levemente deslocado. Eu percebi primeiro nos pequenos gestos. Rodrigo mal me olhava e, quando olhava, era rápido demais, quase técnico. Como se quisesse provar que nada havia mudado e, ao mesmo tempo, evitar confirmar que tinha realmente mudado. Respondia quando alguém falava com ele, mas de forma mecânica, como se estivesse operando no piloto automático.

Tiago tentava sustentar uma leveza. Não parecia desconfortável, mas havia nele uma espécie de atenção nova, como se estivesse reorganizando internamente o que tinha vivido.

— Depois a gente pode ir na lagoa — sugeriu, animado demais.

— Pode ser — respondeu a irmã de Rodrigo.

Marcelo bebia café com calma, observando tudo. Ele falava normalmente, comia, participava das conversas, mas, de tempos em tempos, deixava escapar um olhar lateral, preciso, como quem testa a reação dos outros.

Em um momento, cruzou o olhar comigo de novo. Dessa vez, sorriu de canto. Não era um sorriso gentil, era consciente. Senti o estômago revirar levemente. Não de arrependimento, mas de percepção. Aquilo não ia simplesmente desaparecer. Eu tomei café em silêncio. Observando, absorvendo, tentando entender a minha posição naquilo tudo.

[continua...]

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