A noite já tinha caído de vez quando o churrasco “terminou”. A carne estava fria na grelha, as latas de cerveja vazias espalhadas pela mesa, e o ar do quintal ainda carregava o cheiro de carvão e protetor solar. Todo mundo estava meio bêbado, meio suado, meio louco de tesão acumulado. Tia Irene foi a primeira a jogar a faísca que faltava.
Ela se levantou da espreguiçadeira, o biquíni branco ainda úmido da piscina, os peitos pesados balançando a cada passo. Pegou a garrafa de tequila que tinha trazido na bolsa e ergueu pro alto.
— Galera, churrasco acabou, mas a noite não. Vamos jogar um joguinho pra esquentar de verdade? Verdade ou desafio. Sem frescura, sem covardia.
Mamãe riu, mas o riso saiu nervoso, os olhos brilhando mais do que o normal.
— Irene, você é louca. Com os meninos aqui?
— Exato. Com os meninos aqui. Eles já são grandinhos, né? — Ela piscou pra mim e pro Horácio. — Ou vocês vão amarelar?
Horácio não pensou duas vezes.
— Tô dentro. Vamos ver quem quebra primeiro.
Eu hesitei, mas o olhar de minha mãe cruzou com o meu — um olhar longo, intenso, quase suplicante. Ela mordeu o lábio inferior de leve, como se estivesse esperando minha resposta. Eu assenti.
— Tá bom. Vamos jogar.
Nos sentamos em círculo no chão da área coberta, perto da piscina. Luz baixa das lâmpadas de quintal, música baixa no fundo. Tia Irene começou, claro.
— Horácio, verdade ou desafio?
— Desafio.
Ela sorriu como predadora.
— Beija a Fernanda na boca. Dez segundos. Sem língua... por enquanto.
Mamãe arregalou os olhos.
— Irene!
Mas Horácio já estava se aproximando. Mamãe olhou pra mim por um segundo — um segundo de dúvida, de culpa, de desejo. Depois fechou os olhos e deixou. Horácio segurou o rosto dela com as duas mãos, colou a boca na dela. Foi lento no começo, depois mais firme. Dez segundos pareceram uma eternidade. Quando se afastaram, os lábios dela estavam vermelhos, inchados, e ela respirava pesado.
Minha vez.
— Afonso, verdade ou desafio? — perguntou tia Irene, a voz rouca.
— Verdade — respondi rápido, com medo do que viria.
Ela inclinou o corpo pra frente, os peitos quase caindo do top.
— Você já gozou pensando na Fernanda? Quantas vezes?
Eu engoli em seco. Todo mundo olhando. Fiquei com medo de responder, mas o tesão e a bebida ajudaram.
— Sim... muitas vezes. Quase todo dia.
Mamãe baixo o olhar, mas não disse nada. Só apertou as coxas uma contra a outra, como se estivesse se contendo.
O jogo continuou. Desafios leves no começo: tirar uma peça de roupa (tia Irene perdeu o top, ficando só com a calcinha do biquíni, peitos enormes, de bicos grandes e escuros, livres balançando), beijos no pescoço, mão na coxa. Mas tia Irene acelerou.
— Fernanda, desafio — disse ela.
— Tá.
— Chupa o Horácio por dois minutos. Escondido atrás da churrasqueira. Sem gozar na boca... ainda.
O silêncio caiu pesado. Mamãe olhou pra mim de novo. Eu não disse nada. Meu pau latejava tanto que doía. Ela se levantou devagar, tremendo um pouco, e seguiu Horácio pra trás da churrasqueira grande que bloqueava a visão da casa.
Tia Irene se aproximou de mim no mesmo instante, sussurrando no meu ouvido.
— Agora é a nossa vez, gatinho. Vem comigo pro quarto de hóspedes. Vamos deixar eles curtirem.
Eu não resisti. Levantei e segui ela. Entramos no quarto pequeno do andar de baixo, porta entreaberta. A luz da lua entrava pela janela. Tia Irene me empurrou contra a parede, colou o corpo no meu. Os peitos enormes pressionando meu peito, os mamilos duros roçando minha camiseta.
— Você quer isso faz tempo, né? — murmurou ela, descendo a mão pra dentro da minha bermuda, segurando meu pau duro. — Olha como tá latejando... coitado.
Ela se ajoelhou rápido, puxou minha bermuda pra baixo. Meu pau pulou pra fora. Ela lambeu a cabeça devagar, olhando pra cima.
— Relaxa... deixa a titia cuidar de você.
Começou a chupar. Boca quente, língua rodando na glande, descendo até a base. Eu gemi baixo, as mãos no cabelo dela. Do lado de fora, ouvia sons abafados: gemidos baixos da minha mãe, o som molhado de boca no pau do Horácio. Eles estavam logo ali, a poucos metros.
Tia Irene acelerou, garganta profunda, engolindo tudo. Eu olhava pra porta entreaberta, imaginando a cena: minha mãe de joelhos, o rosto lindo dela esticado ao redor do pau grosso do meu primo, os olhos fechados de prazer. Meu tesão explodiu.
— Porra... tia...
Ela tirou a boca por um segundo.
— Goza na minha boca, garoto. Enche a garganta da sua tia.
Voltei a meter na boca dela. Dois minutos depois, gozei forte, jatos quentes enchendo a boca. Ela engoliu tudo, lambendo os lábios depois.
Quando voltamos pro círculo, Horácio e mamãe já estavam lá. Ela com os lábios inchados, o queixo brilhando um pouco, os olhos vidrados. Horácio com um sorriso satisfeito, a bermuda molhada na frente.
Ninguém falou nada por uns segundos. Só respirações pesadas.
Tia Irene quebrou o silêncio.
— Viu? Não tem nada de mais. Todo mundo se divertiu.
Mamãe olhou pra mim. Um olhar que misturava vergonha, desejo e algo mais profundo. Como se dissesse: “Eu sei que você viu”.
O jogo parou ali. Mas a noite... a noite tinha acabado de começar de verdade.