Vanessa chega dez minutos antes das oito. O vestido verde justo molda seu corpo com perfeição, o tecido fino destacando as curvas generosas dos seios e das coxas. O recorte no decote deixa à mostra um vislumbre provocante de pele, suficiente para me fazer perder o foco por um instante. Os cabelos ruivos caem sobre os ombros, brilhando sob a luz dos raios de sol matinais.
A visão só inflama meu estado de excitação, mas me esforço para controlar o desejo e lembrar o motivo que me trouxe aqui.
Quando ela me vê esperando, um sorriso discreto se abre nos lábios. "Bom dia, senhor Marcelo", diz com cordialidade que me irrita. "Que agradável vê-lo aqui hoje."
Eu a encaro com má vontade.
Vanessa abre a porta e faz um gesto elegante, convidando-me a entrar. "Decidiu começar suas sessões de reabilitação?"
Entro e balanço a cabeça em negativo. "Não, Vanessa", respondo, mantendo o tom confiante. "Preciso do alívio da gaiola de castidade que consta no contrato. Estive aqui ontem e você não estava." Minhas palavras soam cortantes.
"Não estava?" Ela arqueia uma sobrancelha, o sarcasmo fino na voz. "Curioso... lembro-me bem de estar aqui das oito às onze te esperando." Ela sorri com ironia. "Não posso ficar disponível para você o dia todo, senhor Marcelo."
O cinismo dela faz a raiva borbulhar, mas controlo a reação. “Tá, que seja. Preciso que me entregue a chave da gaiola."
Vanessa sacode a cabeça com calma, o sorriso sem perder o traço de firmeza. "Não, senhor Marcelo, não é assim que isso funciona"
"Eu tenho esse direito garantido em contrato!"
Ela segue com a mesma tranquilidade. "Sim, senhor Marcelo, o senhor tem direito ao alívio da castidade — *SE* o senhor demonstrar bom comportamento."
Eu a encaro indignado. "Eu tive bom comportamento!"
Ela ergue uma sobrancelha. "Mesmo? O que te faz pensar isso?"
“Bem... segui todas as regras. Não arrumei confusão nenhuma.” digo, como se fosse óbvio.
Vanessa suspira suavemente, balançando a cabeça. "Aqui não é cadeia, senhor Marcelo. Não provocar brigas e não destruir patrimônio é o mínimo para se conviver em harmonia. E claro, para o senhor evitar um aumento de pena severo na sua sentença.”
Sinto o peito apertar, a raiva e a impotência se misturando. "O que eu fiz de errado, então?" pergunto, controlando a voz com esforço.
"Vejamos..." Ela lista com tranquilidade clínica. "O senhor já faltou a cinco sessões de reabilitação. Para começar seria interessante que o senhor começasse a aparecer nos nossos encontros. Além disso..." Faz uma pausa, medindo o efeito de cada palavra. "O senhor andou assediando uma hóspede. Esse comportamento é inaceitável."
"Eu não assediei ninguém!" explodo, a voz falhando no final.
Vanessa mantém o olhar implacável. O silêncio paira até que eu recuo um pouco e pergunto, tenso: "Você está falando da Ana? Eu só troquei umas palavras com ela. Não tenho culpa se ela ficou toda histérica. Aliás, como você sabe disso?"
Vanessa mantém seu olhar firme. “Você achou mesmo que não estaria sendo monitorado? Isso aqui não são férias, senhor Marcelo.”
"Você estava me vigiando?!" A acusação sai quente. "Isso é invasão de privacidade!"
“Não há câmeras na sua privada, senhor Marcelo”, responde ela, tranquila. “O que eu vi foram gravações que poderiam captar qualquer hóspede do resort. E foi uma ingrata surpresa ver, nessas imagens, o senhor repetindo os mesmos comportamentos que o trouxeram até aqui.”
Meu rosto esquenta. "Eu não assediei ninguém!" repito, mais alto.
Vanessa inclina-se ligeiramente, a voz ficando quase didática. "Talvez o senhor não saiba o que significa assédio. Mas estou disposta a lhe ensinar. Se quiser usufruir do alívio previsto em contrato, terá de mudar seu comportamento."
Sinto os punhos cerrados, o coração martelar. O impulso de xingá-la até não sobrar nada é quase irresistível, mas o desconforto da gaiola pesa mais que a ira. "Que seja", respiro, vencido. "Começa logo a porcaria, então."
Vanessa mantém o olhar calmo e firme, um leve sorriso de satisfação se formando nos lábios. “Ótimo. Venha comigo.” Ela se vira e caminha até a mesa com passos elegantes, e eu a sigo, ainda fervendo de raiva.
Ela se senta na cadeira e aponta para o assento em frente. "Sente-se, por favor."
Obedeço, mesmo com a vontade de socar alguma coisa. Sentado, encaro Vanessa enquanto ela fala com aquela voz firme e controlada que parece se alimentar da minha irritação.
“A primeira coisa que precisamos corrigir é a sua postura agressiva. A partir de agora, você deve se dirigir a mim como Senhora.”
Reviro os olhos. "E que diferença isso faz?"
"Entendeu, senhor Marcelo?" repete ela, o tom calmo contrastando com a rigidez das palavras.
"Tá, dane-se."
"Não, a resposta correta é: ‘Sim, Senhora.’"
Respiro fundo, a contragosto. "Sim, Senhora..."
“Perfeito.” O sorriso discreto dela me dá vontade de socá-la. “Vamos continuar.”
Ela começa um discurso sobre etiqueta, respeito e comportamento, com aquele tom de quem ensina boas maneiras a uma criança. Palavrinhas mágicas, convivência, e outras bobagens… cada palavra só aumenta meu tédio. Minha paciência evapora rápido.
Enquanto ela fala, meu olhar foge para o recorte do vestido. O tecido justo molda seus seios fartos, e o vão entre as protuberâncias destaca a pele clara sob a luz suave. A visão me distrai completamente — mal escuto o que ela diz. Só consigo imaginar como seria tocá-los, sentir sua textura, o peso que eles aplicariam em minha palma.
“Senhor Marcelo.” A voz dela corta meus pensamentos sem elevar o tom. “É exatamente esse tipo de comportamento que precisamos extinguir. Olhar para uma mulher dessa maneira é extremamente desrespeitoso.”
Pego em flagrante, ergo o olhar de volta para o rosto dela — mas não cedo. “Se não quisesse que eu visse, não mostrava…” murmuro, baixo mas audível. Depois acrescento, com deboche: "*Senhora*."
Vanessa não se altera. Apenas me observa, o olhar fixo e seguro. Um pequeno sorriso se forma, frio, quase divertido. “É evidente que o senhor precisa de uma lição de humildade, senhor Marcelo. Empatia é algo que se aprende — e eu sei exatamente como te ensinar.”
Ela se levanta e caminha até uma porta ao final de sua sala, entra lá e retorna brevemente, segurando algo em suas mãos. Conforme se aproxima, percebo do que se trata uma calcinha lilás de algodão. Assim que está bem perto, ela a ergue com a ponta dos dedos para que eu veja bem.
“A partir de agora, o senhor usará calcinhas durante as nossas sessões.” O tom dela é quase clínico, mas os olhos revelam prazer em dizer aquilo. “Pode vesti-la, por favor.”
Eu a encaro, atônito. O rosto esquenta entre incredulidade e raiva. "Você só pode estar brincando."
Vanessa balança a cabeça devagar. “Não estou brincando, senhor Marcelo. Você precisa aprender a ter respeito pelas mulheres — e essa é uma forma eficaz de começar. Vai ajudá-lo a ter empatia."
“Isso é uma palhaçada!” explodo, levantando-me da cadeira. “Eu não vou usar essa porcaria!”
Ela não reage. Apenas me observa com a mesma serenidade irritante, o olhar fixo e firme.
Revirando os olhos, sigo até a porta e a abro com violência. O som seco da batida ecoa quando saio. Meu corpo inteiro vibra de raiva, mas uma coisa é clara: Eu não vou aceitar passar por esse tipo de humilhação, nem que isso signifique passar esse ano inteiro nessa maldita de gaiola de castidade.
Na manhã seguinte, no mesmo horário, estou de novo parado diante da porta da sala de Vanessa.
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