O Despertar de Andra: Capítulo 4 - A Domesticação Completa

Um conto erótico de Andrea
Categoria: Trans
Contém 1292 palavras
Data: 01/03/2026 09:15:04

Três meses se passaram desde aquele dia do perfume. Três meses que pareceram uma eternidade de transformações. Eu não era mais o estagiário em teste; fui efetivado pela agência com uma recomendação entusiástica — e até certo ponto possessiva — de Valquíria. Minha vida agora orbitava inteiramente ao redor dela.

Fisicamente, eu estava irreconhecível para quem me conhecia antes. Minha barriga sumira por completo, dando lugar a uma cintura fina que as camisas de seda dela faziam questão de acentuar. Em contrapartida, minhas coxas ganharam um volume impressionante e meu glúteo, sob a tortura diária de Ricardo, tornou-se redondo, firme e impossível de ignorar.

Certo dia, Valquíria me chamou à sua sala com um olhar de quem sabia de algo que eu ainda não tinha coragem de admitir. — André, o Ricardo me informou que seus shorts de academia não dão mais. Ele disse que você é preguiçoso demais para comprar roupas novas ou que está tentando esconder o que estamos construindo — ela disse, estendendo um pacote sobre a mesa. — Aqui está. São suas novas roupas de treino. O Ricardo vai me avisar pessoalmente se você estiver usando ou não.

Ao abrir o pacote em casa, o susto foi grande. Eram camisas dry-fit extremamente justas e shorts de lycra com aquela costura "empina bumbum" que eu só via em mulheres na academia. Havia também algumas leggings bem coloridas e vibrantes. O pavor de ser visto assim lutava contra a gratidão; no fundo, eu sabia que ela sabia o que era melhor para mim. Valquíria estava moldando cada centímetro da minha existência.

Na manhã seguinte, encarei o conteúdo daquele pacote com as mãos trêmulas. Entre as opções, escolhi um shorts marrom bem escuro, tentando buscar o mínimo de discrição possível, e uma camisa dry-fit branca que, embora simples, colava no meu torso como uma segunda pele. Ao me olhar no espelho, o choque: o shorts marrom abraçava meu quadril de uma forma escandalosa, e a costura traseira separava minhas nádegas, destacando o volume arredondado que o treino de pernas havia esculpido.

Vesti meu tênis e fui para a academia com o coração disparado. A reação de Ricardo foi impagável. Ao me ver entrar, ele abriu um sorriso de satisfação e soltou uma gargalhada curta. — Agora sim, André! Finalmente uma roupa que respeita o seu corpo. Pelo menos agora não corremos o risco de você rasgar o tecido no meio do agachamento.

— Ricardo, eu me sinto... muito exposto — murmurei, tentando puxar a barra do shorts para baixo, sem sucesso. — Deixa disso. Hoje seria treino de superior, mas com essa roupinha nova, temos que testar se ela aguenta o tranco. Vamos mudar o plano: hoje o foco é glúteo.

Foi o treino mais pesado que já fizemos. A cada repetição no leg press e em cada agachamento sumô, eu sentia o tecido de lycra esticar ao limite. Meus glúteos pareciam que iam explodir dentro do shorts marrom, e o suor fazia o tecido colar ainda mais, evidenciando cada contorno. Eu via Ricardo me observando com um orgulho quase predatório, ajustando minha postura e forçando meus limites. Ao final, eu mal conseguia andar, sentindo minha bunda latejar de cansaço e a consciência de que o "André" nunca mais voltaria para aquelas máquinas de musculação.

Meu cabelo agora chegava à altura das orelhas. Os cachos eram meu orgulho e eu os cuidava com afinco para manter o volume e o comprimento que ela aprovava. Trabalhar aos pés dela, sentado no tapete de veludo, já virara rotina. O pessoal do escritório já cochichava pelos cantos que eu era o "viadinho pet" da Valquíria, mas eles não faziam ideia da profundidade da minha entrega.

Em uma sexta-feira chuvosa, ela me chamou no final do expediente. — André, preciso de ajuda em minha casa este fim de semana. Vá para o seu apartamento agora, pegue itens básicos para dormir lá: seus cremes de cabelo, escova, o essencial. Não precisa de roupas, eu mesma vou te emprestar o que você deve usar.

Fiz o que ela mandou sem questionar. Montei uma mochila básica e voltei de Uber para o escritório o mais rápido que pude. Quando cheguei, o prédio já estava quase vazio. Valquíria me esperava em sua sala. — Desculpe a demora, senhora, o trânsito estava um caos — eu disse, ofegante. — Você é um burrinho mesmo, André. O Uber deve ter te enganado e você nem percebeu. Mas tudo bem, chegue perto.

Ao me aproximar da mesa, o ar me faltou. Valquíria estava sentada em sua cadeira de couro, mas já estava sem a saia e sem calcinha. Sua intimidade estava exposta, com pelos grandes e levemente grisalhos, uma visão de autoridade e maturidade que me deixou atônito. — Você não falou que era bom com a boca? — ela perguntou, a voz rouca e firme. — Faz aí. O dia foi quente, corrido, e eu estou cansada. Sei que você não liga para o cheiro. Mostre se é bom mesmo de joelhos.

Ajoelhei-me entre suas pernas imediatamente. O contraste era absoluto: meu uniforme impecável, meu perfume de rosas, minha pele depilada e macia, diante da vagina poderosa e madura dela. A fascinação de estar ali, na posição que ela sempre sugerira — de joelhos — era um prazer que transcendia o físico. Eu mergulhei meu rosto nela com uma vontade que me assustou.

O aroma de suor acumulado sob as meias-calças finas que ela usara o dia todo, misturado ao calor do corpo dela e a um leve e ácido rastro de urina, atingiu meus sentidos como uma droga. Aquilo me humilhava; eu era o assistente com futuro promissor agindo como um animal sedento aos pés da dona. Mas a humilhação era o combustível. Cada movimento da minha língua era um esforço desesperado para ser perfeito, para provar que eu era, de fato, útil daquela forma.

Senti a mão dela agarrar minha nuca com uma força bruta, os dedos enterrando-se nos meus cachos recém cuidados. Ela empurrava meu rosto contra sua carne com uma autoridade que me deixava quase sem oxigênio. Eu ouvia seus gemidos curtos, imperativos, enquanto ela ditava o ritmo com a pressão da mão. Eu me esforçava para alcançar cada canto, para sugar seu clitóris com a precisão que ela merecia, ignorando o cansaço da mandíbula. O gosto era forte, salgado, real — o gosto da minha Senhora.

Após minutos de uma entrega absoluta, senti seu corpo enrijecer. Seu clitóris inchou sob minha língua e, com um gemido profundo que ecoou pela sala vazia, ela gozou. O líquido quente inundou minha boca, e eu engoli cada gota como se fosse um privilégio sagrado.

Sem qualquer aviso ou carinho, ela soltou meu cabelo com um movimento brusco e me empurrou de lado. Eu caí no tapete de veludo, desorientado, o peito subindo e descendo com força. Olhei para cima e vi Valquíria se recompondo, ajeitando a blusa com uma frieza que me fez sentir minúsculo. Na minha cabeça, um turbilhão: eu queria agradecer, queria perguntar se tinha sido bom, queria saber o que ela faria comigo a seguir, mas o medo de quebrar aquele silêncio de autoridade me calava.

O olhar que eu lançava para ela era de pura admiração servil. Ela era magnífica em seu desdém. — Até que você não é de se jogar fora — ela disse, olhando-me como se eu fosse um móvel que finalmente fora polido. — Vamos, levante-se. Guarde essa língua. Temos todo o fim de semana pela frente em minha casa, e eu ainda tenho muito o que testar em você.

Levantei-me trêmulo, sentindo o rastro do gosto dela em meus lábios, sabendo que a mochila que eu trouxera era o meu passaporte para um território novo. No carro, o silêncio dela era como uma corda apertando meu pescoço, e eu só conseguia pensar: o que ela quis dizer com "não precisa de roupas"?

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 75Seguidores: 66Seguindo: 4Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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