Na cidade de Albuquerque, no saloon de Jack Label, estavam Paul Bullock e seu filho Neon bebendo.
— Desce mais uma pra todo mundo. Vamos comemorar a volta do meu filho!
Jack encheu as mesas de bebida. Neon quase não tocou no copo.
— O que é isso, rapaz? O copo ainda tá cheio. Bebe tudo.
Ele deu um gole e quase vomitou.
— Culpa minha. Eu devia ter te ensinado a beber quando ainda era pequeno. Mas você se acostuma com o gosto depois. Toma mais e bebe. Vamos comemorar sua volta. Me conta, filho, como foi o estudo na capital? Aprendeu tudo sobre como administrar uma fazenda e cuidar dos animais?
— Pai… vamos deixar essa conversa pra outra hora.
— Tem razão, meu filho. Não é momento de falar de negócios. Estamos no bar, afinal… o que mais pode nos satisfazer? Jack, ainda tem aquelas putinhas?
— Sim, Paul Bullock. Recentemente chegaram mercadorias novas. Veja aquela ali descendo a escada. O nome dela é Vergas Locomotiva. Ela é a dona das meninas.
Paul se virou e deu de cara com um enorme par de seios espremidos num decote generoso. Ela estendeu a mão, e ele a beijou como um cavalheiro.
— O senhor deve ser Paul Bullock, o homem que manda nessa região.
— Digamos que sou um homem que esta cidade respeita e admira. Quem manda mesmo é o xerife.
— Não seja modesto, seu Bullock. Sabemos que o vagabundo do xerife não consegue colocar ordem nem na própria casa e esposa, imagine numa cidade como Albuquerque.
— Você deve ser a cafetina. Quanto são as meninas?
— Pra o senhor, faço um desconto.
— É pro meu filho, Neon. Ele acabou de chegar na cidade e precisa comemorar.
— Pai, eu não quero nada disso — disse Neon, sem esperar por aquilo.
— Hum… então faço por conta da casa — disse ela, chamando uma das meninas. — Seu filho gosta de uma oriental? Essa é Yogo Bell. Uma japonesinha bem quente.
— Perfeito! Vai, Neon. Acompanhe essa moça até o quarto e se divirta.
— Pai, o senhor nem perguntou se eu quero…
A prostituta se aproximou e puxou Neon para cima, erguendo-o pela mão. Ele seguiu meio a contragosto, encurralado entre a mesa de sinuca e a escada, sem muita saída além de seguir em frente. Ao chegar ao quarto, a moça empurrou Neon contra a cama.
— Olha, moça, eu sei que você faz isso por dinheiro, e até respeito a profissão de uma prostituta. Mas não precisa ser assim. Podemos fingir que fizemos sexo, esperar alguns minutinhos e depois eu desço. Assim todo mundo sai ganhando: eu satisfaço o orgulho do meu pai e você a sua cafetina.
De repente, a moça se despiu, ficando completamente nua diante dele. Neon abriu a boca ao ver aquilo, como se estivesse vendo uma mulher nua pela primeira vez. Ela puxou um chicote e começou a açoitar.
— Ai… ei, espera aí… sem esse chicote. Tá me machucando…
A japonesa pulou em cima da cama, agarrando Neon e tentando tirar aquela roupa esquisita que ele vestia.
— Opa, vai com calma, moça… acho que você não me entendeu. Você fala a minha língua? Entende o que eu digo? Caralho… ela é japonesa, com certeza não fala a minha língua…
Ela conseguiu puxar a calça e tentou agarrar a pequena cobra adormecida entre as pernas de Neon.
— Ei, vai com calma… tá bem, acho que podemos fazer isso… né?
Ele deixou que ela segurasse o seu cajado já duro. Ela abaixou a cabeça e começou a chupar. Neon tentou relaxar. Que mal havia naquilo? Ele começava a gostar da sensação. Fechou os olhos e, de repente, uma lembrança veio à sua mente: a primeira vez que alguém tinha chupado seu pau. Era jovem na época, e um peão da fazenda o havia levado até o celeiro e chupado seu membro. Foi algo tão marcante e intenso que Neon nunca esqueceu aquela experiência.
De repente, ele voltou ao presente, vendo aquela prostituta ainda o chupando.
Ele a empurrou para fora da cama, fazendo-a cair no chão.
— Desculpa, moça. Eu juro que tentei, mas não consigo.
— Ai… isso doeu. Machuquei a bunda…
— Ué… você fala a minha língua?
— Ora, claro que sim. Eu sei que você não gosta da fruta.
— Espera… como você sabe? Quem contou essa heresia? Eu sou um cabra muito macho…
— Conta outra. Eu percebi logo que te vi. Você é muito afeminado pra ser um cabra macho. Se fosse um homem de verdade, não teria ficado com medo ao me ver nua. Parece que seu pai não sabe.
— Por favor, não conta nada pra ele. Ele não sentiria orgulho de mim. Eu até pago.
— Guarde seu dinheiro. Não vou fazer nada que você não queira. Seu segredo tá bem guardado. A não ser que… — ela teve uma grande ideia.
— O quê?
Ela voltou com algo preso à cintura. Neon ficou assustado ao ver aquele objeto estranho.
— Que diabo é isso?
— Uma coisa nova que aprendi com alguns estrangeiros. Talvez você curta isso…
Disse Yogo, usando um enorme falo de borracha preso à cintura, simulando um grande pênis.
— Bom… pensando bem… não seria uma má ideia, né…
Alguns minutos depois, Neon desceu devagar a escada, segurando a bunda dolorida. Sentou-se sem jeito na cadeira.
— Como foi, Neon? Pegou de jeito aquela putinha asiática?
— Ela é japonesa, pai.
— Me conta, como foi?
— Não quero contar essas coisas.
— Sei… então mandou muito bem, puxou ao pai! — concluiu o pai.
Ainda bem que Paul Bullock não fazia ideia do que realmente havia acontecido naquele quarto. Depois da comemoração, foram para casa.
Deitado na cama, Neon começou a ficar pensativo e nem percebeu a presença da irmã.
— Ah, Diana, nem vi você entrar.
— Essa carinha aí parece a de alguém apaixonado. Pai contou que você teve uma grande noite com uma puta. Me conta como foi.
— Ora, normal. O que se faz com uma puta num quarto?
Diana foi direto ao que queria saber.
— Pretende ficar aqui até quando?
— O tempo necessário. Vim cuidar da fazenda. Afinal, estudei todos esses anos pra isso. Por que a pergunta, irmã?
— Nada não. Tô feliz que meu irmãozinho voltou.
Ela o abraçou e lhe deu um beijo.
— Vamos ter todo o tempo do mundo pra matar essa saudade.
— Boa noite.
Ela saiu, deixando Neon descansar. Ele suspirou sozinho, meio tenso.
— Não sei se o velho vai ficar tão feliz quando souber que esses anos todos estudei porra nenhuma…