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A Loba

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Um conto erótico de Fabio N.M
Categoria: Heterossexual
Contém 0 palavras
Data: 11/02/2026 18:19:12
Última revisão: 20/02/2026 19:23:51
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Foto de perfil de Fabio N.MFabio N.MContos: 150Seguidores: 167Seguindo: 54Mensagem Segredos para uma boa história: 1) Personagens bem construídos com papéis e personalidades bem definidas qualidades e defeitos (ninguém gosta de Mary Sue ou Gary Stu); 2) Conflitos: "A quer B, mas C o impede" sendo aplicado a conflitos internos e externos; 3) Ambientação sensorial, descrevendo onde estão seus personagens, o que estão vendo ou sentindo.

Comentários

Foto de perfil genérica

Olá Fabio. Tenho lido muitos contos de traição. A loba é um dos melhores que li nos últimos tempos. Parabens.

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Foto de perfil de Dani Pimentinha Menina Trans.

Meu Deus... Eu tinha terminado o conto com ela toda empoderada, achando fascinante e aí eu li o epílogo, que dó... Tadinha.

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Foto de perfil de Fabio N.M

Eu, particularmente não tive dó quando planejei o epílogo. Ela foi egoísta e precipitada e isso a aprisionou em uma vida dupla de traição e mentiras, mas... Os sentimentos de cada leitor é individual 😅

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Foto de perfil de Dani Pimentinha Menina Trans.

Concordo com você ela foi egoísmo e deveria ter confrontado inclusive sobre as outras coisas que a incomodavam.

Mas…

Ainda assim fiquei com dó.

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Li ouvindo a música em Loop, nossa, fiquei com muita dó dela no epílogo, por outro lado... Sei lá, ela estava se anulando, sem dúvida, de um jeito ou de outro é estranho pensar que se não houvesse a rotina, o auto-anulamento isso não teria acontecido.

Mas pelo epílogo mesmo isso era culpa dela, ele nunca cobrou nada, a cabeça uma bagunça e agora definitivmente, não sei se ela sabe qem ama.

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Foto de perfil de Fabio N.M

Com o epílogo, quis mostrar como ao longo de todo o conto ela foi egoísta e precipitada. O resultado foi se aprisionar em uma vida dupla de traição e mentiras cultivada até então com uma falsa ilusão de liberdade

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Para mim ficou a mesma lição de sempre que inclusive serviu de base para uma das minhas series.

Toda “vingança” de traição é um ato egoísta e violento.

🤷🏻‍♀️

As pessoas podem até debater o mérito se a vingança foi ou não ha altura, se a pessoa tinha ou não o direito e etc.

Mas toda vingança assim como toda traição é em si um ato egoísta.

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Na minha opinião a ilusão de liberdade não é ilusão ou falsa como eu disse ela estava presa e anulada… Ela só não tinha percebido que ela era sua própria carcereira.

Ele nunca exigiu que ela se anulasse, foi escolha dela, a liberdade que ela sente é real, o motivo é que não.

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Foto de perfil de Fabio N.M

Foi ilusão de liberdade quando ela descobriu que antes era livre pra ser quem ela queria, mas agora é escrava da própria mentira. Agora ela faz o que precisa fazer para encobrir a merda que fez.

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É um ponto de visa sem dúvida.. Mas ela não era livre, já que ela mesma se restringia, como eu disse, ela era prisioneira da própria cabeça, a questão é que "fazer o que precisa fazer", não é diferente da vida que la vinha vivendo, eu espero que ela seja melhor que isso.

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Desculpa, eu mesmo não entendi onde você viu que ela se restringia

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Foto de perfil de Giz

Quando ela começa a buscar sua "liberdade", as coisas que ela vê, de estar se apagando pelo marido, dele não estar trazendo coisas diferentes, estão lá.

Mas no meu entendimento do texto, tudo o que ela achava que era por cuasa dele, era por causa dela mesma, ele nunca cobrou que ela parasse de usar roupas sensuais, que ela entregasse o café da manhã todas as manhãs na cama, que ela lavasse a louça perfeitamente, que ela mantivesse a casa perfeitamente em uma rotina perfeita e igual.

Ela fez isso, ela colocou na própria cabeça, que era o que ela deveria fazer e por isso mesmo ela criou uma prisão para si mesma.

Quando acontece uma quebra do mundinho perfeito e regradinho que ela criou, ela percebe que se anulou, mas ela culpa ele, nunca foi ele, foi ela... Assim como o grande erro da traição, ou aliás, ainda mais marcante...

Assim como ela se anulou por anos, ela traiu, é uma personagem que cria seus próprios grilhões desde a primeira linha.

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Foto de perfil de Fabio N.M

Essa é a beleza da psicologia. Em momento algum ela se sentiu anulada, mas acreditou que poderia estar de uma forma "retroativa". Nas primeiras linhas do conto, ela deixa claro porque ela fazia o que fazia, isso a acalmava,a reconfortava, ela tinha o controle da própria vida. Mas isso foi antes de acreditar que estava sendo traída, a partir daí ela resignificou o que ela sentia, o que era calmo e reconfortante ficou rotineiro e enfadonho, o que era certeza foi encoberta pela dúvida do auto engano. Ela era livre e se lançou de corpo e alma em uma prisão da qual ela não pode mais escapar.

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Foto de perfil de Bayoux

Muito bom Fábio, a história é o epílogo também. Se tornam quase dois contos diferentes, muito inteligente. E sua escrita, como sempre, elegante. Parabéns.

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Foto de perfil de Ryu

Parabéns pelo conto. Caprichado, bem escrito, ótima música, ótima história.

O epílogo foi genial.

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Foto de perfil de Leon-Medrado

FABIO N.M - Parabéns pela obra. Realmente uma peça completa, em atos, e com epílogo, que nem termina nada. Ainda pode continuar. Eu gostei, li de uma vez, embora uma leitura demorada, me prendeu. Os personagens muito bem construídos. Tenho muitas coisas a dizer sobre o conto, mas são detalhes técnicos que eu não colocarei aqui. Se quiser, posso enviar num e-mais (não sei o seu). Como percebo que gosta de escrever e contar, e é um caprichoso esteta das narrativas, acho que poderemos trocar impressões. De resto, muito boa essa peça incrível. Très estrelas não atendem ao merecido.

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Foto de perfil de Fabio N.M

Já te passei meu e-mail uma vez, você até meu deu seu feedback em um dos contos

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Foto de perfil de Leon-Medrado

Obrigado. Vou ver. Faz tempo. São tantos e-mails que posso me confundir.

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TOP. Seria bom saber a reação dela após esse EPÍLOGO.

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Foto de perfil de Fabio N.M

Deixo espaço pra imaginação de vocês. Mas pelo que leu, o que acha que passou na cabeça dela quando soube a verdade por trás do colar? rsrsrs

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Foto de perfil de Fabio N.M

EPÍLOGO — (Narrado por Ricardo)

Às vezes eu olho pra minha mulher e não a reconheço mais.

Não de um jeito ruim, necessariamente. Ela está diferente — mais intensa, mais presente em alguns momentos, mais distante em outros. Como se tivesse acordado de um sono longo. Como se tivesse encontrado algo que estava perdido.

Eu gostei das mudanças, no começo. Achei que era só ela cuidando mais de si mesma. Academia. Roupas novas. Aquele brilho nos olhos que não via há tempos.

Até achei sexy.

Mas hoje à noite, jantando macarrão à carbonara — aquele que ela faz perfeitamente —, algo muda.

Estou contando sobre o trabalho. Sobre como Seu Serafim, o porteiro mais antigo do prédio, finalmente terminou o tratamento de quimioterapia. Como os médicos estão otimistas. Como a família dele está esperançosa.

— Graças a Deus — digo, tomando um gole de vinho. — Por um tempo, achei que ele não ia conseguir. Tratamento caríssimo, sabe? A família não tinha condição. Foi tenso.

Isa está quieta, mexendo a comida no prato.

— Mas deu certo no final — continuo. — A rifa que a gente organizou no escritório arrecadou bem. Pagou boa parte do tratamento.

Ela para de mexer no garfo.

— Rifa? — a voz sai estranha, tensa.

— É. Coisa simples. Organizei lá por abril, não lembro direito. O Seu Serafim tinha acabado de receber o diagnóstico. Câncer raro, tratamento experimental, um absurdo de caro. A família tava desesperada.

Olho pra ela. Isa está pálida.

— Você tá bem? — pergunto.

— Continua — ela sussurra. — Conta a história.

Acho a reação estranha, mas continuo.

— A gente fez uma vaquinha primeiro, mas não ia dar. Não ia chegar nem perto do que precisava. Aí eu pensei: rifa. Mas tinha que ser algo que valesse a pena, sabe? Pra galera comprar bilhete, tinha que ter um prêmio de verdade. Não podia ser besteira.

O garfo cai da mão dela. Bate no prato com um barulho seco.

— Isa?

Ela não olha pra mim. Só fica ali, parada, olhando pro prato.

— Eu pedi pro Marcos me ajudar — continuo, começando a ficar preocupado. — Disse pra ele ir numa joalheria boa e comprar algo bonito. Dei o cartão conjunto, falei pra gastar até cinco, seis mil se fosse preciso. Quanto mais caro, melhor. Ele voltou com um colar lindo. Ouro branco, uma pedra azul — água-marinha, acho. Muito bonito mesmo. Cinco mil reais redondos.

Isa levanta os olhos pra mim.

E o que vejo ali me assusta. Não consigo decifrar a expressão. Parece choque. Parece dor. Parece algo quebrando.

— A Camila do financeiro ganhou — termino, sem entender a reação dela. — Moça nova, simpática. Ela ficou radiante. Nunca tinha ganhado nada na vida, coitada. Postou foto no Instagram, toda feliz com o colar. Foi legal ver.

Silêncio absoluto.

Isa só me olha. Imóvel.

— Amor? — chamo, começando a ficar realmente preocupado. — Você conhece a Camila?

— Não — ela finalmente responde, e a voz sai rouca. — Eu... não.

— Então por que você tá tão... estranha?

Ela pisca. Balança a cabeça levemente, como se tentasse despertar de um sonho.

— Nada. Desculpa. É só que... eu não sabia dessa história. Você nunca me contou.

— Não? — penso. Será que não contei mesmo? — Ah, deve ser porque eu não gosto de ficar falando de coisa do trabalho em casa. E também não queria parecer que tava me vangloriando, sabe? De ter ajudado. Foi só... o certo a fazer.

Ela assente. Mas continua pálida.

— Você tem certeza que tá bem? — insisto. — Você ficou branca.

— Estou bem — ela mente. Eu sei que é mentira. Mas não insisto.

— Tá bom. Se você diz.

Voltamos a comer em silêncio.

Mas o clima mudou. Há algo pesado no ar. Algo que não estava ali antes.

Olho pra ela algumas vezes. Ela está olhando pro prato, mas não está comendo. Só mexendo a comida de um lado pro outro. O rosto ainda pálido. As mãos tremendo levemente.

— Isa...

— Eu não tô com fome — ela me interrompe, levantando da mesa abruptamente. — Desculpa. Acho que vou tomar um banho.

Ela sai antes que eu possa responder.

Fico ali, sozinho na mesa, olhando pro prato dela ainda cheio.

E me pergunto o que foi aquilo.

O que eu disse que a afetou tanto.

Mas não consigo entender.

Termino de jantar sozinho. Levo os pratos pra pia. Lavo. Guardo.

Ouço o chuveiro ligado no andar de cima.

E só posso esperar que, seja lá o que for, ela me conte quando estiver pronta.

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Meu Deus tadinha... Fiquei com dó dela.

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Listas em que este conto está presente

Desafio Pirata 2 Música
Desafio proposto pelo autor Ryu. Tag: “desafio-pirata-2-musica” sem as aspas.
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