A Secretária Capítulo 6 - Traições Parte II

Da série A Secretária
Um conto erótico de Raquel
Categoria: Heterossexual
Contém 3373 palavras
Data: 11/02/2026 01:32:07

Era domingo e eu acordei nua e sem lembranças na minha cama, eu só lembrava flashs da festa, de alguém comigo, seu peito nu, eu sentia o ar faltando nos meus pulmões, eu queria falar com alguém, mas não tinha coragem de mandar mensagem para o Alê e contar o que aconteceu, Alam estava tentando falar comigo, haviam várias mensagens, eu desliguei o aparelho, não teria coragem de falar com ele também.

Como falar para o meu namorado e meu cunhado que eu traí a confiança deles, eu… Provavelmente fui drogada, a certeza disso batia mais e mais, ma a realidade é que eu possivelmente transei com alguém, eu lembro dos beijos da pessoa nos meus ombros, pescoço, seu peito nu, sua boca na minha.

Minhas mãos arranhavam seu peito e ele me dá um tapa na cara, possivelmente pedindo para pegar leve, entrei no banho e me esfreguei até a pele ficar sensível e arranhada de tanto esfregar,querendo tirar do meu corpo qualquer partícula que fosse de outro homem que não o Alê, sentei no chão embaixo do chuveiro e chorei por vários minutos.

Foi quando tomei a decisão de falar com o Cleiton a única pessoa que estava comigo ontem, ou ao menos parte da noite, eu precisava falar com alguém que estava lá, que se lembra direito do que aconteceu, alguém que me ajude a juntar as peças, vestida de jeans e camiseta, com tênis e os cabelos em um rabo de cavalo eu saí para a casa dos meus pais.

Os seguranças acostumados a me ver muito mais arrumada que isso até estranharam, mas nem dei bola, não iria adiantar falar com eles também, eu precisava falar com alguém do turno da noite, eu precisava perguntar para alguém, o que aconteceu, com quem eu cheguei ontem, mas… Isso seria inútil.

É um prédio misto, residencial, comercial, com festas, cinquenta andares, logo eu já percebo a inutilidade que isso também seria, conseguir acesso aos vídeos, só com ordem da justiça, mas eu nem sei se quero… Uma mulher, sozinha, bêbada em uma festa, um prato cheio para qualquer juiz acabar comigo.

Depois de falar com a minha mãe que ficou preocupada, eu vou tentar falar com o Cleiton, encontro ele como sempre junto com o Bruno conversando, “Caralho gata, tava selvagem ontem ein?”, eu olho para ele sem saber o que dizer e do que ele está falando. Ele levanta a blusa e mostra o peito arranhado, eu fico completamente em choque...

“Como assim…”, “Como assim gata, você não lembra, a gente meio que…”, ele faz um movimento com os braços e o quadril encenando o que fizemos a mais… Eu deixo o queixo cair e me lembro, ele perto de mim, sem camisa, seus lábios no meu pescoço, eu arranhei o peito dele com força, foi quando ele me deu o tapa, eu dou um passo para trás e coloco mão onde o tapa ainda arde, fazendo que não com a cabeça.

“Tem algo errado! Eu não lembro de nada!”, “Poxa ruivinha, sério, parecia estar se divertindo tanto.”, “CALA A BOCA CLEITON.”, eu gritei já chorando, “Como eu fui parar em casa.”, “Sei lá ruiva, você estava meio soltinha na festa, aí depois que a gente, enfim, eu voltei para a festa e aí apareceu um cara, dizendo que queria suas coisas que ele ia te levar para casa. Acho que ele se deu bem também né?”.

“Isso não está certo… Tem algo errado…”, eu saio correndo chorando, ele fica meio sem saber como reagir, mas eu volto para casa, chorando, me acabando de tanto chorar, minha mãe me abraça no sofá, onde ficamos abraçadas, eu chorei até adormecer nos braços dela, literalmente dormi no colo da minha mãe.

… … … … … … … … …

Eu mandei uma mensagem para o Alê na segunda de manhã indo para o trabalho, explicando o que aconteceu, como aconteceu, falando tudo de forma honesta, tremendo e chorando dentro do ônibus, mas ele sequer visualizou, pensei em tentar responder o Alam, mas… Mas as palavras dele naquele dia me atingiram como um soco, “A felicidade do meu irmão é a coisa mais importante.”, como eu poderia… Como eu pude.

Eu precisava conversar com o Alê primeiro, mas ele só voltaria sexta-feira e agora nem tinha mais certeza se ele ia querer falar comigo, eu sentia meu mundo ruindo, estava na empresa de terninho cinza chumbo, cheguei na minha sala e o diretor geral veio em seguida falar comigo.

“Nossa que dançarina ein?”, eu respiro fundo, minhas bochechas vermelha, eu não sabia onde enfiar a cara, começo um discurso que eu sei ser vazio, “Desculpa se agi de forma indecorosa senhor”, “Não peça desculpas, você é jovem e se me permite, bastante atraente. Têm o direito de querer se divertir…”.

“Acho que esse assunto já passou dos limites senhor.”, vou para a minha mesa, ele me segue próximo, quase encostando, “O que passou dos limites é seu comportamento no trabalho, depois de sábado, se quer manter seu emprego, é bom rever como me trata.”, eu estremeço dos pés a cabeça com a ameaça implícita.

Eu me viro e olho para ele, dos meus enormes 1,58, como o Cleiton dizia para me irritar na adolescência isso não é altura, é hora, eu olho para ele, séria, ele estende a mão para tocar meu rosto e eu seguro o pulso dele firme, ele tenta soltar o pulso e eu não deixo segurando, deixando claro que se impor fisicamente não vai ser fácil até ele relaxar e desistir.

“Definitivamente vamos ter que ver essa sua atitude rebelde, mas sei como lidar com isso com o tempo.”, sinto um frio na barriga e um embrulho no estômago, ele sai eu sento na minha cadeira e choro até que chega uma mensagem do Cleiton…

“Ruivinha desculpe o vacilo?”, eu respiro fundo não tinha mais ninguém amigável para conversar, mas ainda estava com raiva. “O que você quer Cleiton?”, “Conversar se você quiser, eu fiquei pensando no que você falou e fiquei meio preocupado.”, eu respiro fundo olhando para a mensagem, respiro fundo, talvez não fosse uma boa ideia, mas o Alê não me responde, o assédio piorou, ao menos poderia pôr para fora.

“A gente conversa no almoço.”, “Ok ruivinha, te aguardo.”...

… … … … … … … … …

No almoço com alguém que não era nem o namorado traído, nem o irmão do namorado traído, nem o chefe abusivo, eu consegui contar tudo, tudo o que me lembrava, os flashs e etc, Cleiton ouvia tudo de queixo caído.

“Você não lembrar de nada é super preocupante Raquel.”, “Eu sei. Eu estou com medo Cleiton, eu estou realmente com medo.”, eu falo já começando a chorar, ele estende a mão para segurar a minha e eu me afasto como se fosse dar choque, ele recua, “Raquel olha para mim.”, eu olho…

“Nós somos amigos Ruiva, eu vou te ajudar a chegar ao fundo disso, você desconfia que foi dopada, mas e se foi só o álcool em excesso? Já pensou nisso?”, “Eu conheço meu corpo Cleiton, não sou uma adolescente desmiolada, já têm anos.”, “Calma Ruiva, é que enfim… Entende meu lado, eu realmente estou em uma posição delicada também. Eu não teria feito nada com você se soubesse.”, eu fico olhando para ele por um tempo.

“Você acredita em mim?”, faço que sim com a cabeça por fim… “Acho que a resposta está na pessoa que te tirou da festa.”, eu lembro dele comentando sobre isso e pergunto. “Você sabe quem foi?”, ele faz que não com a cabeça, “Definitivamente algum figurão pela forma como foi tratado, sem perguntas.”...

“Você fez exames de sangue?”, ele me pergunta e eu faço que não, “Essas drogas precisa ser reação rápida, de preferência primeiras 12 horas, depois de 24 horas meu corpo já processou, não tinha como…”. Ele dá um tapinha na mesa de frustração. “Isso complica tudo, mesmo se a gente descobrir quem foi o figurão que te levou embora.”...

Eu começo a chorar de novo, “Calma ruivinha, a gente vai descobrir tudo, se descobrirmos a pessoa, você faz ele falar ao menos.”, eu concordo com a cabeça, respiro fundo, pagamos a conta e voltamos para o escritório, ainda tinha um dia inteiro para me sufocar em lágrimas e culpa, somente no dia seguinte tinha uma resposta do Alê.

“Fica calma por favor, não faz nem uma besteira, sexta feira eu estou aí.”, enviada super de madrugada, tipo umas 2 da manhã, eu tentei responder, tentei falar com ele, mas novamente nada, tentei até ligar e nada, tinha um e-mail do meu EVP também, dizendo que estaria aqui segunda-feira, me dando um cronograma de reuniões necessárias para a semana e relatórios que precisavam ser feitos.

Ao menos isso, distraiu minha cabeça, tentei perguntar para o diretor geral se ele sabia com quem eu saí da festa, a resposta foi algo que eu já deveria esperar, “Não vi Raquel, mas você estava tão soltinha que queria ter sido eu.”, eu engoli o ódio e saí da presença dele, antes que eu perdesse a cabeça e fizesse algo que poderia realmente me arrepender.

Os flashs era tudo o que eu me lembrava e eles não me diziam nada, Alê só me respondia de madrugada ou tarde da noite, tentava perguntar como eu estava, se estava me alimentando, ao menos demonstrava preocupação, Alam, eu não tinha coragem de falar antes de falar com o Alê, Cleiton, se tornou uma âncora, ele também saiu tentando fazer perguntas sobre a estranha pessoa que saiu comigo da festa.

Na sexta Alessandro já estava para voltar, isso seria bom, poderíamos finalmente conversar, ele estava a semana inteira, me dizendo “Conversamos pessoalmente na sexta, fica bem. Eu não posso falar durante o dia.”, ao mesmo tempo, eu estava com um desespero crescente, Cleiton estava tentando me ajudar, tentando achar o homem misterioso, que ninguém parecia conhecer.

Eu já estava gastando uma quantidade grande de energia para manter o Diretor Geral Marcos fora do meu espaço pessoal… Eu sempre descrevi Alessandro como uma pessoa fria, ele têm seus momentos de calor, especialmente quando estamos sozinhos, ou quando está me olhando distraidamente, mas no geral, ele é uma pessoa fria e essa frieza agora, estava me matando por dentro com as mensagens a distância, sem saber se ele estava me odiando ou não.

Na sexta o trabalho estava insuportável, além de tudo o que eu já estava vivendo, agora também tinha, finalmente, a chegada do nosso presidente executivo, ele finalmente iria aparecer e é claro, eu tinha que cuidar de tudo para garantir que ele tivesse total controle do que acontece, mas ao mesmo tempo que isso me dava no que pensar, isso também me dava uma dead line que precisava ser umprida.

Reuni todas as atas de todas as reuniões anteriores, criei memorandos de todas as necessidades dos departamentos, fiz toda a burocracia de levantamento de documentos setoriais, separei a sala de reuniões mais confortável do prédio, revisei que teria bastante café para a reunião inteira, revisei o kit multimídia. Tudo isso agendado para a semana que vêm, a partir de Terça.

Na segunda ele iria se preparar para as reuniões e queria um almoço agendado para três, eu tinha certeza que eu seria uma das pessoas se era sobre negócios é o natural, o que eu só consigo pensar que seja para organizarmos e coordenarmos o nosso trabalho, há uma boa chance, que seja o diretor Marcos a terceira pessoa, e há uma chance de serem farinha do mesmo saco, mas se for o caso eu peço as contas, eu não vou conseguir trabalhar com o meu psicológico são e salvo se tiver que lidar com mais ondas de assédios.

… … … … … … … … …

Na sexta-feira saindo da empresa, quando eu passei a catraca eu vi o Marcos conversando com o Cleiton, eles pareciam discutindo, eles me veem e o Marcos vai embora, Cleiton vêm até mim, “Cleiton o que o Marcos queria?”, ele olha para onde o Diretor foi, olha para mim, “Ele veio me pedir para parar de fazer perguntas.”, “Parar de fazer perguntas? Como assim?”, “Ele falou algo de eu não saber onde estou me metendo.”.

Aquilo ativou realmente vários alertas, se quem fez isso comigo for tão influente assim, então, talvez, eu esteja caindo em uma armadilha, comecei a sair mas o Cleiton me deteve, “Ruiva hoje eu vou te levar até em casa de carro.”, eu olhei um pouco confusa, “Carro?”, “Sim eu consegui juntar dinheiro e comprar um carro.”, ele realmente me pegou de surpresa, e fiquei feliz por ele.

Com a chegada do EVP segunda-feira, isso poderia ficar muito pior, eu estava pensando nas minhas opções quando chegamos na porta do meu prédio, Cleiton fez questão de me levar para dentro, através da área comercial, antes de passar na catraca que precisa de reconhecimento facial.

“Raquel, isso está sendo bem difícil para mim ruivinha.”, ele já tinha dito isso antes, mas dessa vez, tinha algo diferente na sua voz, uma tristeza diferente, “Do que está falando Cleiton.”, ele segura minha mão delicadamente, “Queria ao menos que você se lembrasse, você estava tão gostosa e gozou como um anjinho como antigamente, toda contida…”, eu balanço a cabeça e tento me afastar ele segura meu pulso.

“Você não deveria dizer isso, eu sou uma mulher comprometida Cleiton, pelo amor de Deus, o que aconteceu foi um erro e eu estava dopada.”, ele fica me olhando e eu vejo que isso magoou, “Raquel é impossível te ter e esquecer mulher, você é um tesão, eu sempre te desejei e te desejo.”, eu olho para ele chorando, “Larga… A minha… Mão…”, ele solta, e dá um passo para trás preocupado que eu possa acabar deixando a raiva me guiar.

“Se quer continuar sendo meu amigo você nunca mais fala algo assim…”, ele sorri magoado, uma risadinha triste, “Poxa você também gostou, você tem algum tesão por mim.”, eu me viro e passo pela catraca, não valia nem a pena discutir, não valia nem a pena responder, “Eu ainda vou roubar você pra mim Ruiva.”, eu sorrio magoada e olho para trás, olhei diretamente para os olhos dele.

“Não vai… Eu não sou propriedade para ser roubada e não é você que eu escolhi.”... E entro no elevador para ir para o meu andar. Enquanto o elevador subia eu não podia deixar de pensar nas palavras dele, eu realmente transei com ele, de certa forma, eu era o centro de todo esse problema, meu corpo me traiu de novo, não é como se eu pudesse me dar o luxo de perder amigos agora.

Arranco minhas roupas e vou para o meu banho, eu tomo um banho obsessivo, esfregando tanto meu corpo que chega a ficar ardido e dolorido, enquanto choro, tentando esquecer aquelas palavras, tentando esquecer as marcas no peito dele, tentando esquecer uma das poucas lembranças da noite, seu peito nu colado ao meu corpo, seus lábios no meu pescoço e ombros…

O arranhão forte no seu peito seguido do tapa, quando termino o banho eu corro para minha cama, ainda nua, ainda molhada, abraço o travesseiro e fico lá, chorando baixinho, até o despertador me lembrar que ainda tenho que encontrar o Alê hoje, ainda preciso falar com ele, ainda preciso do seu perdão.

Me levanto e me olho no espelho de corpo inteiro toda nua, primeiro cobrindo os gêmeos com os braços em ‘x’ sobre eles, depois descruzo os braços e seguro eles, apoiando eles com a palmas das mãos, me encarando nua…

As pernas longas, terminando em um quadril pouco marcado por ser magrinha, mas definitivamente redondinho com um bumbum em pé, marcando a cintura fina antes dos gêmeos enormes e bem moldados, os ombros estreitos, (comprar sutiã é um pesadelo, só em loja especializada que mede o bojo e as costas em separado), o pescoço, os olhos azuis e os cabelos vermelhos, caindo pelos ombros, descendo pelas costas.

A pele branquinha toda pintadinha de sardas, nas pernas, na barriga, nos seios, pescoço, rosto, braços, bem menos do que na minha infância e adolescência, mas ainda têm bastante, a minha menininha com uma depilação estética, suficiente para ficar bonitinho nua, ou com qualquer calcinha, suspiro, reafirmando para mim mesma, que esse corpo é só do meu Alê e vou me vestir para vê-lo.

Coloquei uma saia baloné, sabendo que o fato de ser indecentemente curta e toda drapeadinha, faz com que seja impossível não reparar no meu quadril e nas minhas pernas longas, hoje eu quero o Alê reparando em mim e não só nos gêmeos uma blusa com mangas longas, de tecido bem leve e folgadinho, esconde os gêmeos, mas deixa o final da barriguinha de fora e cria uma situação de underdecote, significa que por baixo têm mais visão que por cima, por baixo da blusinha folgadinha um top preto, que modela e dá sustentação para os gêmeos, mas também protege eles de olhares.

Botinhas até os joelhos, me olho no espelho e chego a conclusão que o Alê vai ter um ataque cardíaco, então coloco brincos, maquiagem, pego minha bolsa e saio para encontrar meu namorado, no Uber estou com o meu celular, coloco um fone, olhando para a tela, mexendo no aparelho, não dando condição alguma para sequer olhar para ele, não quero graça e a viagem foi silenciosa.

Ele estava na frente do café onde marcamos, eu corri até ele mas não tive coragem de abraçar, ou beijar e eu queria, como queria, mas não podia, não poderia, ele, eu não sabia se ele iria me perdoar, então só parei e olhei nos olhos dele, tentando conter as lágrimas, mas já falhando, as lágrimas escorrendo enquanto tentava abrir a boca e dizer algo, eu só queria ouvir dele que íamos ficar bem.

“MeperdoaAlêporfavormeperdoa…Eu… Não… Eu juro.”, eu tentava falar, mas as palavras e atropelaram quando saíram e depois não saíram mais, ele olhou para mim e apontou para o café, “Se acalma Raquel, vamos entrar e pedir um café.”, eu faço que sim com a cabeça, eu não conseguia dizer mais nada, eu só acompanhei, ele me levou lá para cima, onde haviam umas mesas, ficamos a sós.

Depois de alguns goles de um Frapuccino extremamente doce, tentando conter as lágrimas, ele percebe que eu fiquei mais calma e aí ele consegue falar. “Eu acredito em você.”, a primeira frase dele me arrancou um choro de soluçar, ele esperou eu me controlar, eu retomo meu controle, olhando para ele, “Vai ficar tudo bem meu amor, eu prometo que vamos descobrir quem fez isso.”, eu sinalizo com a cabeça.

Depois do café saímos abraçadinhos, eu começando a me recuperar do pânico, “Obrigada por acreditar em mim.”, “Não precisa agradecer, a mulher com quem eu saio a meses, não mentiria sobre um assunto tão sério.”, eu sorrio olhando para ele, “Eu tive tanto medo.”, “Desculpa coração, vamos fazer o seguinte, vamos usar esse fim de semana para você regenerar ok?”, eu concordo com a cabeça.

Não transamos nem na sexta nem no sábado, apenas passeamos, parques, museus, só nós dois, era como se ele tivesse como objetivo principal me recuperar e me fortalecer, eu sentia que ele ainda tinha assuntos sérios para falar comigo, mas ele estava se segurando, para quando eu estivesse forte, eu cheguei a me perguntar se ele teria dúvidas, ou se ele estaria com ciúmes do Cleiton ou pior, se ele quisesse que eu largasse o emprego.

Eu não teria como me auto-sustentar sem meu emprego… Mas eu não imaginava que mais surpresas ainda viriam, porque naquele fim de semana, eu não fazia ideia…

Uma guerra estava para começar…

=== === === … … … FIM … … … === === ===

Eu sei meus amores, a coisa está sendo ladeira abaixo, mas veja a saga traições dentro da série "A Secretária", ainda não acabou, mas acaba no próximo capítulo, as mudanças ocorridas nessa história, eu prometo, que vai ser para girar a história em direções completamente diferentes do que todo imagina.

O mundo de nossa protagonista vai chacoalhar com violência e o choque entre sua vida profissional e vida privada, que já visivelmente é impossível de evitar, vai ser para jogar todos pelas janelas de nossa condução...

Nossa condutora, pede por favor apertem os sintos, segurem suas bagagens e curtam a viagem, porque a partir de agora, loucura é pouco.

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Foto de perfil de GizGizContos: 60Seguidores: 238Seguindo: 40Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

Comentários

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muitos mistérios, fiquei curioso. 3 estrelas

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"Uma mulher, sozinha, bêbada em uma festa, um prato cheio para qualquer juiz acabar comigo"

Isso me fez lembrar de um caso famoso e bem divulgado nas redes sociais. De uma audiência online. O juiz "destroçou" a mulher que tinha sido estuprada. Desconsiderou o choro dela. A humilhou. E sabe o que mais me assustou? O juiz acreditava piamente em cada palavra. Foi aterrorizante. Essa mulher deve ter traumas até hoje e espero que esteja em terapia.

Dito isso, já estava desconfiado, mas agora tenho certeza, o Cleiton é realmente um FDP. E um estuprador. Desejo tudo de ruim para ele.

E sei lá, me bateu uma ideia de que quem levou ela pra casa, como um protetor, foi o Alam. Considerei isso.

E considero mais ainda depois da reação do Alê. Não era o que esperava, ele chegar compreensivo e acreditando nela. Sim, é a reação ideia e eu, que shippo o casal, fiquei maravilhado. Mas sabemos que o normal é o homem desconfiar logo, falar coisas impensadas, para só depois cair a ficha. Isso me surpreendeu positivamente.

O que me faz pensar por que Alê fez isso... Acho que ele soube mais do que transparece. A postura dele, a frieza, o jeito carinho que a tratou, ele sabe da verdade, sabe que ela é inocente. Por isso, aposto que isso tem dedo do Alam, do irmão que pediu pra ela nunca magoar o Alê.

Além disso, pensei que a frieza do Alê fosse de desprezo quando li o spoiler do capítulo anterior. Mas agora ficou muito claro que é o jeito dele.

E o Cleiton de carro? Depois da festa? Depois de abusar dela? Um cala-te boca? Para mim, isso praticamente confirma que foi ele que a dopou. A mando de quem? Aposto que tem o dedo da mãe nisso. E aposto que houve um salvador, que pra mim foi o Alam.

Sei lá, Giz falou em mudanças para direções que ninguém imagina... duvido nada de no final do conto, Raquel e Alam ser o casal final. Hoje, isso parte meu coração, mas vamos ver o desenrolar da história...

Meus parabéns, Giz. Nota 10 como sempre. Três estrelas!

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Exatamente isso que pensei...ela com o Alan...e não que ele tenha feito algo, mas sim, evitado algo. Assim eu espero pelo menos...

O Alê se comportou assim externamente, internamente pode ter ctz que ele está em conflito...uma batalha de pensamentos bombardeando seu cérebro!!!

Só espero que ela não continue errando em manter a amizade com o Cleiton...ele já falou com atitudes e palavras o que quer...vc manter por perto alguém que disse claramente que quer te roubar do marido, p mim só tem um motivo...e eu não acho que seja o caso.

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Muito bom Giz!!!

Eu conheço bem a frieza, é uma característica marcante de minha personalidade e é perigosa...como eu comentei em outra história, qd vc tende a ser uma pessoa que evita conflitos, vc passa a ser mais analítico e menos reativo...

Digo isso pq é impossível uma pessoa que ama ou que gosta de uma pessoa de verdade responder ao que aconteceu dessa forma...ou ele já sabe ou sabia pq foi informado, talvez até com algo como fotos ou vídeos e já está com a mente a milhão debatendo consigo mesmo a respeito...

Ou ele diz acredita mas quer analisando ela verificar alguma coisa...ou ambos...e neste caso ou ele está ponderado que vale a pena o risco de continuar e confiar ou não...se ele realmente acredita e confia...o buraco tende a ser mais embaixo...agora ele vai trabalhar p descobrir que levou ela embora e, a "amizade" dela com o Cleiton será um problema, principalmente se ela falar com ele sobre o modo como ele a levou em casa, a assediou novamente, inclusive falando que iria roubar ela...não seria nem prudente ela manter essa amizade.

Me estranha o fato dela não falar com o cunhado. Há algo implícito neste comportamento??? Algo que o inconsciente está mandando para o consciente??? É uma hipótese??? Sei lá...dúvidas....isso mexeria com a história, poderia marcar a confiança dele nela de uma vez e, pior, poderia confundir a cabeça dela...e se o cunhado for o amor dela e não o namorado??

Por fim...estranho o Cleiton aparecer com um carro do nada depois que aconteceu...muito estranho está reação dele, essa última tentativa, que podemos chamar de assédio...

Muito bom!!! Vamo ver o que vem pela frente...

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