Fui traída e me vinguei virando Hotwife (capítulo #1)

Um conto erótico de Gabihotwife
Categoria: Homossexual
Contém 1125 palavras
Data: 09/02/2026 11:45:08

Olá, meus amores. Eu sou Gabriela, mas para o mundo, sou apenas a Gabi. Vocês ainda não me conhecem, mas garanto que, após o que estou prestes a lhes contar, jamais esquecerão a minha imagem. Esta não é uma fábula de fadas; é a crônica brutal e real de como uma esposa devota e fiel se transformou em uma máquina de luxúria, um receptáculo de prazer para qualquer homem que cruze o meu caminho — exceto aquele que jurou me amar.

Para entenderem o abismo onde mergulhei, preciso que visualizem quem eu era. Aos dezoito anos, eu era a personificação da pureza no campus de psicologia. Foi lá que conheci Fábio. Ele era o sol em torno do qual todas as garotas orbitavam: estudante de direito, futuro advogado de sucesso, atlético, charmoso e com aquele sorriso que desarmava até as professoras mais severas. Fábio era o "queridinho", o troféu que todas queriam exibir.

E eu? Eu era o contraste absoluto. Embora meu reflexo no espelho gritasse outra coisa, eu era reservada, quase patologicamente tímida. Sou loira, de olhos verdes que parecem capturar a luz, e minha pele carrega aquele bronzeado dourado, marcado pela linha fina do biquíni que parece um convite silencioso ao pecado. Tenho um rosto de princesa, delicado e simétrico, mas o meu corpo... ah, o meu corpo é o de uma verdadeira cavala, moldado por anos de disciplina férrea na academia. Sou o que chamam de slim fit: cintura que se pode abraçar com as mãos, quadris largos que prometem acolhimento, uma bunda empinada que desafia o tecido de qualquer calça e seios naturais, firmes, com bicos e uma bucetinha rosados que parecem estar sempre em alerta.

Eu odiava o assédio. As buzinadas na rua, os comentários sujos como "gostosa", "delícia", "safada". Aquilo me enojava. Fábio foi diferente. Ele me abordou com um respeito quase sagrado, e foi essa máscara de cavalheirismo que me fez cair. Namoramos por cinco anos e, por uma devoção que hoje vejo como patética, guardei minha virgindade para o altar. Fábio, claro, já tinha quilometragem de sobra, mas aceitou esperar. Nossos momentos de intimidade limitavam-se a amassos fervorosos e, no máximo, minhas mãos em torno do seu pau — um membro modesto de doze centímetros que, na minha inocência, eu achava ser o ápice da masculinidade.

Casamos. A noite de núpcias foi mais um rito de passagem doloroso do que um encontro de prazer. O sexo tornou-se uma rotina burocrática: duas ou três vezes por semana, sempre no "papai e mamãe", com ele no comando. Eu achava que ficar de quatro era vulgar, que sexo oral era sujo e que o sexo anal era uma abominação. Eu não conhecia o orgasmo; não sabia sequer que ele existia para as mulheres. Para mim, o sexo era um imposto que eu pagava para manter o meu casamento e o meu marido satisfeito. Vivíamos bem, em um apartamento luxuoso perto da Avenida Paulista, onde ambos tínhamos nossos escritórios. Éramos o casal perfeito. Até o dia em que a perfeição sangrou.

O inferno — ou talvez a minha verdadeira libertação — aconteceu às vésperas do nosso segundo aniversário de casamento. Decidi que era hora de ser a esposa que Fábio tanto pedia. Ele sempre implorava por um boquete, um "presente" que eu sempre negava com desculpas esfarrapadas. Naquela tarde, após o expediente, eu me transformei. Comprei um vestido vermelho, tão curto e decotado que parecia uma segunda pele, uma provocação em seda. Por baixo, apenas uma calcinha fio dental minúscula, que se perdia entre a minha bunda.

Eu tinha as chaves do escritório dele. Fábio havia dito que ficaria até tarde para resolver um processo complexo. Imaginei a cena: eu entrando, ele surpreso, e eu caindo de joelhos para devorar aquele pau que eu tanto havia treinado em segredo com bananas, disposta até a engolir o sêmen que antes me causava náuseas.

Entrei de fininho, o coração martelando contra as costelas. Mas o silêncio do escritório foi quebrado por sons que eu só conhecia de filmes proibidos. Gemidos agudos, o som de carne batendo contra carne, e palavras que queimavam os meus ouvidos. A porta da sala de reunião estava entreaberta. Através do vidro polarizado — que permitia que eu visse tudo sem ser vista — eu vi o meu mundo desmoronar.

Mayra, a secretária morena e sonsa, estava de joelhos. Mas ela não estava apenas "fazendo o que eu ia fazer". Ela estava possuída.

— Isso, sua vagabunda! — a voz de Fábio era um rosnado que eu nunca ouvira. — Chupa o seu chefe com vontade! Eu vou gozar na sua boca, sua puta!

— Isso, goza pra mim! — Mayra respondeu, com a voz embargada pelo membro dele na garganta. — Mas depois eu quero que você destrua o meu cuzinho. Quero sentir o seu leite quente enchendo o meu rabo!

Ela parou por um segundo, olhando nos olhos dele com uma luxúria animalesca.

— Quem é a sua putinha, Fábio? Quem faz tudo o que você manda?— É você, minha cadela... só você — ele respondeu, ofegante, as mãos enterradas nos cabelos dela.

— E quem é a otária que não faz nada disso? — ela provocou, com um sorriso cruel.

— A Gabi... — Fábio riu, um som seco e desprovido de qualquer afeto. — A Gabi é a minha esposa corna. Uma boneca de gelo que não serve pra nada na cama.

Aquelas palavras foram como ácido na minha alma. Saí dali tropeçando, a maquiagem borrada pelas lágrimas que não paravam de cair. No carro, o choro era convulsivo. Eu me senti um lixo, uma falha. Senti culpa por não ser "safada" o suficiente, por não ter dado a ele o que a secretária dava com tanta facilidade. Mas, conforme os minutos passavam, a dor começou a ser substituída por algo mais frio. Mais escuro.

Cheguei em casa e fingi dormir. Quando Fábio chegou, agindo como o marido amoroso de sempre, senti um nojo visceral. Esperei que ele apagasse e peguei o celular dele. No escritório, encontrei o que procurava: uma pasta oculta, disfarçada com um ícone de calculadora.

O que vi ali foi uma bomba atômica. Fotos, vídeos, áudios. Fábio não me traía apenas com a secretária. Havia prostitutas, funcionárias de outros setores e, para minha total destruição, duas das minhas melhores amigas. Ele me traía desde o dia em que nos conhecemos. Ele me exibia para os amigos como um troféu — "podem olhar, mas sou eu quem como" — enquanto, pelas minhas costas, ele me reduzia a nada.

Passei dias em um transe de ódio. Mas não era um ódio que pedia divórcio. Era um ódio que pedia vingança. Uma vingança que o destruiria não fisicamente, mas naquilo que ele mais prezava: a sua posse sobre mim. Se ele queria uma puta, ele teria a maior de todas. Mas eu não seria dele.

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