Depois daquela tarde quente em que Vini nos pegou no flagra e reagiu com uma mistura deliciosa de choque, tesão e curiosidade, as coisas aceleraram de um jeito natural e gostoso. Vanessa passou a ficar mais tempo no sítio. Dormia no quarto de visitas duas ou três noites por semana, “só pra não pegar estrada tarde”. Mas todo mundo sabia que era desculpa. A gente já se olhava diferente. Toques que demoravam, olhares que queimavam, risadas que terminavam em beijos roubados na cozinha.
O segundo episódio de preconceito veio de surpresa. Uma vizinha metida, da chácara ao lado, viu Vanessa saindo de casa de manhã cedo, ainda com a roupa do dia anterior, e resolveu comentar alto no grupo de WhatsApp do condomínio rural:
“Gente, o casal novo tá recebendo ‘visitas’ estranhas. Aquela loira alta parece homem vestido de mulher. Que exemplo pros filhos da gente?”
Eu li a mensagem na hora do café e quase engasguei. O Vini viu primeiro. Ele, que normalmente é o pacífico da casa, digitou antes que eu pudesse reagir:
“‘Estranha’ é a senhora se meter na vida alheia. Vanessa é nossa arquiteta, nossa amiga e, agora, nossa namorada. Sim, namorada. Os três. Se isso ofende a senhora, o problema é seu. Aqui em casa só entra respeito. Boa tarde.”
Eu completei com uma foto nossa três abraçados na piscina (rosto borrado, claro) e escrevi: “Família moderna. Funciona perfeitamente. Qualquer comentário transfóbico ou homofóbico será bloqueado e denunciado. Tenham um ótimo dia.”
Vanessa leu as mensagens quando chegou, à tarde. Seus olhos marejaram. Ela nos abraçou forte, primeiro o Vini, depois eu, depois os dois juntos.
— Vocês… não fazem ideia do que isso significa pra mim.
— Fazemos sim — respondi, beijando a ponta do nariz dela. — Aqui ninguém mexe com a nossa loira.
O Vini apertou a bunda dela de leve, brincalhão.
— E ninguém mexe com a nossa família. Agora… que tal a gente comemorar isso do jeito certo?
O clima mudou na hora. O ar ficou cheio de desejo. Fomos para o quarto principal — nossa cama king size novinha, comprada exatamente pra esse momento. As cortinas estavam abertas, o sol do fim de tarde entrando dourado, iluminando a piscina lá fora. Perfeito.
Começamos devagar, como sempre. Eu beijei Vanessa primeiro, tirando a blusa dela enquanto o Vini tirava a minha. As mãos dele subiram pelas minhas costas, depois desceram até a bunda de Vanessa, apertando. Ela gemeu na minha boca. Tirei o sutiã dela, os seios grandes e firmes saltando livres. Chupei um mamilo enquanto o Vini fazia o mesmo no outro. Vanessa jogou a cabeça pra trás, gemendo baixinho.
— Vocês vão me matar de tesão antes de começar…
O Vini riu, aquela risada rouca que eu amo.
— Ainda nem começamos, gata.
Vanessa tirou a calça jeans e a cueca boxer preta. O pau dela pulou livre, já meio duro, grosso e longo — uns 22 centímetros de pura tentação. Ao lado dele, o pau do Vini (bem respeitável, uns 15-16 cm quando totalmente duro) parecia… menor. Mas ninguém se importava. O Vini olhou, engoliu seco e sorriu.
— Porra, Vanessa… cada vez que vejo isso eu fico impressionado de novo.
Ela segurou o pau dele com uma mão e o dela com a outra, comparando de brincadeira.
— Quer experimentar os dois jeitos hoje, amor?
O Vini corou, mas assentiu, os olhos brilhando de curiosidade e tesão.
— Quero. Devagar, hein? Sou novato nisso.
— Prometo — ela respondeu, beijando ele com carinho.
Eu me ajoelhei entre os dois. Peguei o pau do Vini primeiro, chupei devagar, lambendo a cabeça enquanto olhava pra cima. Depois passei pro de Vanessa. Tive que abrir mais a boca, sentir o peso, o gosto salgado e quente. Chupava um, masturbava o outro. Eles gemiam juntos, as mãos nos meus cabelos curtos. Era uma sinfonia deliciosa.
Vanessa me levantou, me deitou na cama e abriu minhas pernas. Lambeu minha buceta com vontade, a língua girando no clitóris enquanto enfiava dois dedos. O Vini se ajoelhou ao lado da minha cabeça e eu chupei ele enquanto gemia. Depois inverteram: Vini me comeu de ladinho, devagar, enquanto Vanessa enfiava o pau na minha boca. Eu gozei pela primeira vez assim, tremendo, apertando o pau do Vini com a buceta.
Mas o momento que eu mais esperava (e que o Vini também, mesmo nervoso) estava chegando.
Vanessa pegou o lubrificante na mesinha (a gente tinha comprado um pote gigante, “pra emergências”, rindo na farmácia). Passou bastante no pau dela e nos dedos.
— Deita de bruços, amor — pediu pro Vini, com voz doce.
Ele deitou, bunda empinada. Eu fiquei ao lado, beijando o pescoço dele, acariciando as costas.
— Relaxa, meu bem. Se doer, a gente para na hora. Tá bom?
— Tá… tô confiando em vocês.
Vanessa começou com os dedos. Um, depois dois, abrindo ele devagar, fazendo círculos, acertando a próstata. O Vini gemia, o pau dele duríssimo babando na cama. Quando ela encostou a cabeça grossa no cuzinho dele, eu segurei a mão dele.
— Relaxa e respira fundo.
Ela entrou milímetro por milímetro. O Vini soltou um gemido longo, mistura de desconforto e prazer.
— Caralho… é grande pra porra…
Vanessa parou, beijou as costas dele.
— Quer que eu tire?
— Não… continua. Devagar.
Ela foi fundo aos poucos. Quando estava toda dentro, parou, deixando ele acostumar. Depois começou a mover devagar. O Vini gemia mais alto, o corpo relaxando. Eu me posicionei na frente dele e ele me chupou enquanto era fodido. Era a coisa mais erótica que eu já tinha visto: meu marido sendo possuído pela nossa namorada, o pau enorme dela entrando e saindo, as bolas batendo, e ele gemendo na minha buceta.
— Tá gostoso? — perguntei, ofegante.
— Tá… porra, tá muito gostoso… uma delícia…
Vanessa acelerou um pouco, segurando a cintura dele. O barulho molhado de pele contra pele enchia o quarto. Eu gozei na boca dele. Logo depois o Vini gozou forte, sem nem tocar no pau, só com a pressão interna. Vanessa gemeu e gozou dentro dele, pulsando, enchendo ele de porra quente.
Os três caímos na cama, suados, rindo.
— Meu Deus… eu nunca gozei sem tocar — o Vini confessou, ainda ofegante.
— Bem-vindo ao clube — Vanessa brincou, beijando ele.
Depois de um intervalo com água e carinho, veio a vez contrária.
Vanessa deitou de barriga pra cima, pernas abertas. O pau dela ainda meio duro, brilhando. O Vini passou lubrificante nele mesmo e nela. Eu ajudei, chupando o pau dela enquanto ele preparava.
— Quer que eu entre em você? — o Vini perguntou, voz rouca.
— Quero. Quero sentir você dentro de mim.
Ele posicionou o pau na entrada do cuzinho dela e entrou devagar. Vanessa gemeu alto, segurando minhas mãos. Quando ele estava todo dentro, começou a meter. Eu sentei no rosto dela, deixando ela me lamber enquanto era fodida. O Vini metia com vontade agora, segurando as coxas longas dela. O pau de Vanessa balançava duro entre os corpos, babando.
— Mais forte… — ela pediu.
Ele obedeceu. O barulho era obsceno e lindo. Eu gozei na boca dela. Depois desci e chupei o pau dela enquanto o Vini continuava fodendo. Vanessa gozou primeiro, jatos grossos na minha boca e no meu peito. O Vini gozou logo depois, enterrado fundo nela.
Caímos os três embolados, pernas entrelaçadas, corações batendo forte.
Mas ainda não tinha acabado.
Depois de um banho juntos (muita risada escorregando no sabonete), voltamos pra cama. Agora era o momento do trio completo de verdade.
Eu deitei de lado. Vanessa entrou na minha buceta, devagar, me enchendo. O Vini se posicionou por trás e entrou no meu cuzinho. Dupla penetração. Eu gritei de prazer, completamente cheia. Os dois se moviam em ritmo alternado — quando um saía, o outro entrava. Eu gozei tão forte que vi estrelinhas.
Depois trocamos. Vanessa deitou e eu montei nela, cavalgando o pau grande. O Vini entrou no cuzinho dela por trás. Agora ela era o centro: sendo fodida e me fodendo ao mesmo tempo. Os gemidos dela eram os mais altos. Eu beijava o Vini por cima do ombro dela. Gozamos os três quase juntos, um tremor coletivo.
A noite virou madrugada. Mais uma rodada: Vanessa me comendo enquanto eu chupava o Vini. Depois Vini me comendo enquanto Vanessa sentava na cara dele. Experimentamos de tudo, sempre rindo quando algo dava errado (tipo o lubrificante que escorregou e fez a gente cair da cama).
No final, exaustos, deitamos abraçados. Eu no meio, cabeça no peito do Vini, perna por cima de Vanessa.
— Isso… isso é real? — Vanessa perguntou baixinho, traçando círculos no meu braço.
— É real — respondi. — E é nosso.
O Vini beijou o topo da cabeça dela.
— Reformamos a casa… e construímos uma família. Três é definitivamente melhor que dois.
Eu ri, cansada e feliz.
— Só uma coisa: amanhã eu não consigo andar direito. Vocês dois são culpados.
Rimos juntos. O sol já nascia quando pegamos no sono, os três entrelaçados, suados, cheios de amor e porra.
Nos dias seguintes, a rotina mudou pra melhor. Vanessa praticamente se mudou. O escritório novo virou o espaço dela também. As obras terminaram, mas nosso trisal só começou. Tinha dias de sexo selvagem, dias de carinho puro, dias de só assistir filme abraçados.
E toda vez que alguém fazia comentário preconceituoso (e ainda rolou mais um ou outro), a gente se defendia junto. Porque agora éramos três contra o mundo.
E, honestamente? Nunca fui tão feliz.
A casa estava reformada. Nossos corações também.
E o melhor de tudo: ainda tínhamos muito projeto pela frente.