Flor da Pele, Vapor Barato

Um conto erótico de Érica
Categoria: Heterossexual
Contém 1533 palavras
Data: 07/02/2026 17:25:07
Última revisão: 07/02/2026 20:12:56

Eu gosto da minha vida, gosto de como as coisas acontecerem, sou uma mulher amada, uma dona de casa confiável, uma vizinha compreensiva, casada há poucos anos com um péssimo marido, mas um bom homem, que provê a casa, cuida de mim, me dá segurança, mas às vezes sinto que faltam coisas, as vezes sinto que estou vivendo uma mentira.

Era quase uma da manhã e eu esperava meu marido andando de um lado para o outro na minha sala, como ele pôde me deixar sozinha no dia do nosso casamento? Como ele poderia fazer isso comigo? Eu olho para janela de tempos em tempos, eu sempre fui uma mulher com um corpo do tipo cavalona, desde adolescente..

Meus cabelos castanhos estão bagunçados, meus lábios vermelhos trêmulos, meu corpo se enfraquece da janta não comida, o cheiro da comida que esfria sobre a mesa, eu olho para a tv onde um beijo acontece e sinto que as lágrimas querem escorrer eu seguro as lágrimas olho para a janela e o reflexo dos meus olhos na janela quase me fazem morrer, e aí ouço o carro e vejo ele entrando na garagem…

Eu corro até ele sorrindo, minha pele pegando fogo, desejo tão intenso que mal consigo explicar, me vendo de babydoll sem nada por baixo, ele me levanta no colo e me beija com a fúria da paixão, ele me cola na parede, o beijo, uma força um domínio, ele me desce do colo e me empurra contra o encosto do sofá, sem calcinha eu facilitei a vida, eu estou totalmente querendo, meu corpo está quente, minha cabeça anuviada, sinto ele invadir com força, com vontade, me arrancando um gritinho de dor e prazer.

Ele não me possui, ele toma o que é seu, ele não faz amor, ele fode, eu estremeço aos gritos, gozando sobre uma surra de pau que parece uma britadeira, me arrancando gritos de prazer, enquanto levo tapas na bunda, segurando meus cabelos e quando goza é uma enxurrada que me invade, fecho os olhos quase desmaiando de tão intenso…

Ele se levanta e vai para o banheiro…

Ele sai já indo para o quarto, “Amor?”... Eu corro até ele, ele já tirando a roupa, eu sinto que começo a chorar, “Amor você não vai jantar?”, “Anjo as coisas foram pesadas no trabalho e depois ainda inventei de ir com os caras para o happy hour amanhã eu experimento a sua comida, eu sei que deve estar maravilhosa.”, eu fico olhando para ele, me sentindo tão cansada, tão destruída.

“Eu não acredito mais em você.”, ele me olha confuso, ainda bêbado, “Como assim amor, você não acredita que eu meu trabalho de pesca é pesado? Que os caras me chamam para happy hour? Eu tenho amigos Érica, pelo amor.”, “Então me diz qual deles usa calcinha Bruno?”, eu abro a gaveta e pegou a calcinha que eu peguei do bolso do casaco dele e tinha guardado escondida, jogo em cima dele, um escandaloso fio dental cor-de-rosa…

“Isso… Isso é da mulher de um amigo Érica…”, eu olho para ele, com o olhar de quem não acredita, “Amanhã a gente conversa Bruno, dorme…”, ele mal consegue forças para me impedir, ele sabe que não há mais volta, quando ele dorme eu me visto e saio… Para sempre…

Uma legging vermelha, um casaco para me proteger do frio, anéis nos dedos, minha única riqueza, e atrás de mim o bilhete em cima da mesa…

“Bruno

Eu estou cansada, eu não acredito mais em você, por sorte nunca precisei de muito dinheiro, então estou indo embora, vou pegar o velho barco adeus…

Érica”

Ao invés de ir para o barco que poderia me levar, mas eu sabia que não levaria, porque não tenho muito dinheiro, resolvi ousar, vou até os pescadores… “Olá, quanto custa para me levar rio acima até a capital?”, “Oi Érica, o Bruno não vai te levar?”, “Eu estou largado ele Horácio, ele me traiu pela última vez ontem.”, “Poxa mulher, dá uma brecha para ele.”, “Já dei todas as brechas do meu corpo para ele, quem não aproveitou foi ele.”, ele me olha espantado mas ali vejo desejo, dele e de outros ao redor.

“Pode me levar? Só não tenho muito dinheiro.”, eu sorrio de leve, insinuando que faria pagamentos alternativos, pelo sorriso e voz manhosa… “Ok, sobe aí mulher, acho que o mundo precisa dos trouxas que se dão mal. Para outros se darem bem.”, eu dou risada… “Todas?”, ele sussurra enquanto passo por ele e eu sorrio, “Podem ser suas, se eu chegar totalmente segura na capital.”, “Combinado moça.”...

Enquanto navegamos eu olhava a água pensando no passado, mas quando chegamos no porto da cidade, antes de descer tinha meu pagamento, Horácio me leva para a parte interna do barco e nos beijamos, vejo o fogo nos olhos dele, amigo do Bruno, mas sempre me desejou, sempre deu indiretas, mas agora, sou cavala sem sela, cachorra sem dono, mulher bandida… Não tenho porque me conter.

Suas mãos buscam cada canto do meu corpo, cantos que há muito o Bruno não chegava, que me arrancam suspiros e arrepios, só de serem lembrados, arranco o casaco com o sutiã e tudo e meus seios, são um banquete para o Horácio, ele se satisfaz, beija, lambe, morde, me arranca suspiros, gemidos, gritos de prazer, mas logo só isso não é suficiente para nós dois.

Ele arranca minhas calças, sem a mínima cerimônia, me sento no painel do barco dele e abro as pernas, alisando a parte interna das coxas, “Vem provar querido Horácio, o que seu amigo trouxa perdeu.”, ele avança como um animal no cio, sua boca me arrancou arrepios e gemidos, “Que delícia de boca Horácio.”, estremeço, recebendo o oral que não recebia desde o casamento, estremeço gozo, gritando, tremendo.

Desço do painel e retribuo, chupo, chupo com gosto, girando o rostinho, movendo a língua, quero que ele sinta cada textura macia, cada movimento, que o corno do amigo dele, trocou para ter outra, duvido que ela faz como eu faço, eu olho para cima e ele está alucinando olhando para o teto, gemendo alto, quando goza, me enche a boca de porra, que eu faço questão de engolir toda.

Me levanto olhando para ele… “Acho que essa cavalona, como você já me chamou, ainda quer mais…”, subo de joelhos na cadeira do capitão, apoiando meu corpo no encosto, um pé no chão, um joelho no banco e dou um tapa forte, estalado na minha própria bunda, deixando a pele morena levemente avermelhada… “Vem Horácio mata sua vontade.”...

O Horácio vem por trás e enterra com vontade, com o desejo de anos, desde que eu era só uma potranquinha no canto da sua visão acompanhando o papai, “Caralho Érica, que delícia de cavala… Que gostoso.”, ele fala enquanto me fode, mata seu desejo, me enche de tapas, eu com as mãos agarradas com o encosto da cadeira, gemendo alto, “Vai Horácio, essa cavala não têm mais sela, mata sua vontade homem.”

Ele soca por vários minutos até gozarmos de forma intensa como não gozava desde antes do casamento, caímos os dois no chão, trocando carícias, tomando fôlego, falei para ele, que tenho conhecidos na cidade, então estarei amparada, só sem rumo, por enquanto, ele sorrio, sinto sua mão passando pelo rabão da cavala, seu dedo alisa o encontro das duas bandinhas sem se afundar entre elas me causando arrepios.

“Acho que quero a ultima brecha que falta…”, eu dou risada… “Nunca fiz anal com o Bruno.”, “Mas você falou todas…”, “Não significa que ele aproveitou todas… SE ele pedisse seria dele.. Eu já fiz antes.”, ele suspira, vejo a excitação voltar ao seu olhar, à sua respiração, à sua tensão, “Vai fazer ou não Érica, mas promessa é dívida e você prometeu tudo.”, eu dou risada, “Tah bom, vou cumprir…”...

Me viro de quatro, o rosto no chão, as mãos para trás abrindo minha bunda o máximo que eu consigo… “Vem Horácio, só por favor não faz eu me arrepender…”, “Que isso Ériquinha para essa cachorrinha sem dono só o maior carinho…”, ele se ajoelha atrás de mim e sua língua dá o trato que meu rabo nunca teve durante o casamento, gemendo suspirando, revirando os olhos, tremendo inteira no chão.

Quando ele me vê toda entregue vem a pinceladinha e a invasão profunda, me tirando o ar, me arrancando um grito de dor e prazer, tremendo toda com as lágrimas se formando nos olhos, ele fode, fode gostoso, logo não têm mais dor só prazer, ele soca com carinho, com jeitinho, mas firme, constante, eu começo a me tocar por puro tesão de ser enrabada por um homem que sabe fazer.

Gozamos juntos aos gritos…

Depois desse sexo selvagem ele me deixou no porto e eu entrei na cidade, dançando por todas as ruas, agora, definitivamente, uma cavala sem sela, uma cachorra sem dono, mulher bandida…

=== === === … … … FIM … … … === === ===

Esse conto foi criado para o desafio pirata de música.

Pois é povo, eu gosto dessa versão, Flor da Pele / Vapor Barato, Zeca Baleiro, do disco "Por onde Andará Stephen Fry"

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Foto de perfil de GizGizContos: 59Seguidores: 236Seguindo: 40Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

Comentários

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A mulher largou o aço, conseguiu largar a obsessão do manguaça, mas quem tava no lugar certo e na hora certa foi o Horário, foi O General por uma noite alucinante, eu acho que a Erika até que um dia volta, mas para dar outra volta de barco com Horário para esquecer de vez aquele velho marido. Diretamente pancadão como a música, só me permita discordar da versão, Zeca Baleiro é massa, mas fico com sonoridade instrumental intensa do O Rappa.

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Gosto da Valor Barato do Rappa, gosto bastante, eu usaria a versão deles, mas esse conto usa mais a Flor da Pele, nessa versão Vapor Barato aparece como feature.

A frase do refrão, “Barco sem rumo, sem vela Cavalo sem sela, cachorro sem dono, menino bandido…”

Se torna a base da personagem, apesar que Cavala sem Sela, Cachorra sem Dono e Mulher Bandida, tem uma conotação muito diferente da masculina é definitivamente interessante para o conto.

Muito obrigada pelo comentário.

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Seus contos sempre são extraordináriamente excitantes.

Tendo por base essa música que é uma verdadeira joia, o resultado so podia ser esse, um conto excelente ⭐⭐⭐

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Muito muito obrigada, essa música é muito perfeitinha.

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Também gosto dessa versão do Zeca! E a gravação dela no acústico da Gal é uma obra prima...

Muito bom GIZ!!! Erotismo na medida certa. Referências sutis à letra da música. Tudo muito bem elaborado... Parabéns!...⭐⭐⭐

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A versão do Acústico foi como eu conheci a música, ela é lindaaaa. 💞💞💞

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