Tenho quase certeza que Clara lançou aquilo como um desafio que jamais imaginou que o “playboy mimado” seria capaz de cumprir. Mas no mês seguinte, em todos os tempos livres que eu conseguia, só procurava me aperfeiçoar para impressioná-la. Comecei a ver vídeos sobre jardinagem, podas e cultivos. Comecei a seguir receitas de pratos que ela sempre elogiava quando a empregada cozinhava. A piscina estava sempre cristalina, sem uma única folha manchando a superfície límpida. Suas roupas de grife estavam sempre passadas à perfeição e dobradas. Eu até me arriscava a oferecer alguns drinks ou uma taça de vinho a noite, em dias cansativos.
Voltei a me exercitar com rotinas de treinos em casa, recuperando um pouco do físico que costumava ter antes da minha vida virar de cabeça pra baixo.
Ela me olhava como sempre, com aqueles olhos claros e frios, mas não chamava mais minha atenção, por muitas vezes até engajava em conversas comigo.
Foi numa dessas conversas banais sobre a conta de luz, eu, de pé, ao lado da cadeira dela no escritório, esperando que ela assinasse alguns papeis para que eu os levasse ao correio. Foi nesse dia que percebi pela primeira vez. Meu olhar, agora treinado para notar cada nuance da casa, captou algo diferente nela. Ela usava um vestido de seda cinza, e o decote, discreto, subia e descia com sua respiração de forma um pouco... irregular. Não era ofegante, era quase imperceptível. Mas eu percebi. Percebi também que ela não tinha me mandado embora. Ela continuou fingindo ler o documento, mas a caneta não se movia.
- A senhora precisa de mais alguma coisa? - perguntei, a voz neutra, o tom perfeito de serviçal.
Ela ergueu os olhos, e pela primeira vez, não vi o gelo imediato. Vi uma hesitação de uma fração de segundo.
- Não. Pode ir, Daniel.
Dias depois, foi durante uma massagem. Ela reclamou de dor nas costas, resultado de uma longa reunião, e ordenou, com a frieza habitual, que eu aplicasse um gel. Foi a primeira vez que ela permitiu meu toque prolongado. Minhas mãos, agora fortes e calejadas do jardim, trabalharam nos músculos tensos de seus ombros. Senti Clara relaxar, contra sua própria vontade. Um suspiro quase inaudível escapou de seus lábios. E então, no final, quando meus polegares pressionaram a base de seu pescoço, ela emitiu um som. Um pequeno, profundo, incontestável gemido abafado.
Ela se endireitou imediatamente, puxando o roupão para se cobrir como se eu tivesse tentado violá-la.
- É o suficiente agora. Saia.
Saí. Mas o som não saía da minha cabeça. Não era o som do desprezo. Era o som da rendição física.
Foi aí que a estratégia mudou. Eu não estava mais apenas me aperfeiçoando para ser um serviçal impecável. Estava me aperfeiçoando para ser uma provocação ambulante. Um teste vivo para o autocontrole dela.
Comecei a chegar mais perto do que o necessário para lhe entregar coisas. Ao servir o jantar, me curvava de uma forma que ela pudesse ver, se quisesse olhar, a linha dos meus músculos sob a camiseta simples. Lavava o carro dela só de shorts sob o sol, sabendo que ela me observava da janela do escritório. Não era uma exibição patética como antes. Era uma oferta silenciosa, confiante.
E ela começou a falhar. Pequenas falhas, mas para mim, gritantes. Ela esquecia o que ia dizer no meio de uma frase. Uma vez, deixou um copo cair da mão no jardim, quando eu me ajoelhei para recolher seu brinco que havia caído. Outra, me chamou ao quarto dela tarde da noite para ajustar a persiana que rangia, vestindo apenas um short de seda e uma camiseta justa, um “descuido” gritante para uma mulher tão calculista.
A máscara dela estava rachando. E por trás da rachadura, eu não via apenas a dominadora frustrada. Via uma mulher em conflito. Eu não queria mais apenas ser usado. Queria fazer ela quebrar. Queria que ela admitisse, nem que fosse com um gesto, que aquele jogo de poder tinha dois jogadores, e que eu, o escravo, ao aceitar plenamente meu papel, tinha conquistado um poder terrível sobre sua senhora.
O próximo movimento teria que ser dela. Eu já havia feito minha jogada. Me tornei a perfeita, silenciosa, e irresistível tentação.
E uma noite, depois de um jantar particularmente tenso onde nossas conversas haviam sido carregadas de duplos sentidos e olhares presos por um segundo a mais do que o socialmente aceitável, ela não me dispensou para a louça.
Ficou sentada à cabeceira da mesa, os dedos batendo um ritmo lento e irregular no cristal da taça de vinho vazia. A luz baixa do lustre acentuava os ossos altos de suas maçãs do rosto e a linha tensa de sua boca.
Eu permaneci de pé ao lado da mesa, as mãos cruzadas atrás das costas, esperando. Cada músculo, cada nervo, estava alerta. O sucesso da refeição era meu relatório mais recente.
Ela ergueu os olhos lentamente, da taça para mim.
- O jantar estava impecável, Daniel - disse, a voz suave como veludo sobre lâmina. - Você está se tornando... notavelmente eficiente.
Ela se levantou com uma lentidão deliberada, o vestido de seda cinza sussurrando contra as pernas. Caminhou até mim, e eu senti cada fibra do meu corpo travar, um soldado em atenção. Ela não parou. Passou lentamente ao meu redor, como um predador avaliando uma presa já capturada. Seu perfume, me envolveu, uma névoa intoxicante.
- Tão obediente - murmurou, sua voz próxima do meu ouvido, mas sem me tocar. - Tão ávido por... validação. É quase comovente.
Parou à minha frente, finalmente. Seus olhos claros percorreram meu rosto, meu pescoço, a linha tensa dos meus ombros sob a camiseta simples.
- Você acha que sabe o que eu quero - continuou, a voz caindo para um sussurro carregado. - Mas e se o que eu quiser for simplesmente ver até onde vai o fundo desse seu desejo doentio por aprovação? Até onde o Daniel mimado, que chorou porque não ganhou de mão beijada uma fortuna, está disposto a se rebaixar?
Meu coração martelava contra as costelas. A saliva sumiu da minha boca.
- Fala - ela ordenou, suave. - Até onde você iria?
A palavra saiu rouca, mas clara, antes que eu pudesse detê-la:
- Até o fim, senhora.
O quase-sorriso voltou, mais definido. Um brilho de interesse genuíno, cruel, se acendeu em seus olhos.
- O fim é um conceito vago. Prefiro coisas concretas - ela olhou para baixo, para seus próprios pés calçados em finas sandálias de couro. Depois, olhou novamente para mim. - Você se esmera tanto em cuidar da casa, do jardim, das coisas... Mas o culto verdadeiro, Daniel, começa no nível mais básico. Na adoração.
Com um movimento deliberado, ela deslizou uma sandália, depois a outra. Ficou descalça no piso frio de mármore. Seus pés eram pálidos, bem cuidados, os ossos delicados desenhando sombras sob a pele, as unhas pintadas de vermelho.
- Vamos tornar isso concreto - ela disse, e a voz agora era plana, o tom de quem dá uma instrução técnica. - Se você quer tanto a minha atenção, a minha... consideração, me mostre que sua submissão não é apenas performance.
Ela recuou até a cadeira estofada na cabeceira da mesa e sentou-se, não como uma convidada, mas como uma soberana em um trono improvisado. Estendeu ligeiramente as pernas.
- Se ajoelhe - ordenou. - E beije meus pés. Não como um ato sexual. Como um ato de reconhecimento. De que você, Daniel, reconhece o seu lugar. De que todo o seu esforço tem, no fundo, esse único propósito: se tornar digno de me tocar.
O ar saiu dos meus pulmões. A humilhação era um clarão branco e quente na minha mente. Era exatamente o que eu temi e, em segredo, ansiei. Era a linha que, uma vez cruzada, apagaria para sempre o Daniel de antes.
Minhas pernas se moveram antes que minha consciência pudesse protestar. Me ajoelhei no chão duro, o mármore gelado penetrando os ossos dos joelhos. A distância entre meu rosto e seus pés era um abismo de hierarquia.
A visão deles de perto era íntima e avassaladora. Eu hesitei por um segundo, o último suspiro de orgulho lutando.
- A submissão hesitada é pior do que a rebeldia - a voz dela veio de cima, clara e cortante. - É ridícula.
Fechei os olhos. E quando os abri, não era mais eu quem estava ali. Era o escravo. O vazio que precisava ser preenchido com sua desaprovação ou, milagre dos milagres, com seu consentimento.
Me inclinei para frente. Meus lábios tocaram primeiro o peito do pé direito, a pele surpreendentemente macia e fresca. Foi um contato seco, reverencial. Depois, o esquerdo. Um tremor percorreu minha espinha, uma mistura de náusea e êxtase perverso.
- Não foi tão difícil, foi? - ela sussurrou. - Agora, os dedos. Um por um. Devagar.
Obedeci. Levei cada um dos dedos de seus pés à boca. A vergonha era um fogo lento, mas junto dela, uma sensação estranha de... paz. De ter finalmente passado no teste.
Quando terminei, fiquei ajoelhado, olhando para o chão, ofegante.
- Muito bem - ela disse. - Você passou na primeira prova. Mas a sala de jantar é um lugar inadequado para certas... adorações.
Ela se virou e caminhou com uma lentidão deliberada em direção à ampla sala de estar adjacente, iluminada apenas por uma única luminária de pé. Eu levantei e a segui, como um cão atrás da sua dona.
Na sala de estar, ela parou diante do sofá de couro grande. Se virou para mim, me olhando com um os olhos impenetráveis.
- Tire suas roupas - ordenou, a voz clara como cristal. - Quero ver o estado do instrumento que está tão ansioso para me servir.
Meus dedos trêmulos obedeceram. Camiseta, botão, zíper, calça, cueca. Quando fiquei completamente nu, o ar frio da sala arrepiou minha pele, mas nada gelava o calor pulsante entre minhas pernas. Minha rola já estava dura, latejante, a cabeça inchada e úmida só pelo ato de beijar seus pés e seguir seus comandos.
Ela observou, os olhos percorrendo meu corpo nu, parando no membro ereto. Um quase-sorriso tocou seus lábios.
- Excelente. Já está completamente entregue, não é? Tão fácil.
Então, foi a vez dela. Sem pressa, como se estivesse realizando um ritual, suas mãos foram às alças finas do vestido e, me olhando fixamente, sem um piscar de olhos, deslizou-as para baixo dos ombros. O tecido escorregou como água, um sussurro contra a pele, e caiu ao chão, formando um círculo pálido a seus pés.
Ficou de pé, diante de mim, completamente nua.
O ar saiu dos meus pulmões. Eu sempre a imaginei perfeita, uma escultura de cirurgia e dinheiro, mas nada havia me preparado para a realidade crua e viva daquele corpo.
Seus seios eram maiores do que qualquer fantasia que eu tivesse ousado ter, pesados e cheios, com uma queda natural que era obscenamente linda. Os mamilos eram de um rosa surpreendentemente claro, as aréolas grandes. A cintura era fina, contrastando com a curvatura generosa dos quadris e da bunda, que eu só vi disfarçada sob tecidos caros. E entre as coxas, um pequeno e perfeito triângulo de pelos escuros, bem aparados, destacando-se contra a pele alva. Era o corpo de uma mulher verdadeira, madura, luxuosa. Era o corpo que eu, em segredo, havia odiado e desejado em igual medida.
Ela se acomodou no sofá com uma graça estudada, uma perna cruzada sobre a outra.
- Me mostra. Quero ver sua devoção se traduzir em movimento.
A vergonha misturou-se ao êxtase. Eu envolvi meu pau com a mão e comecei a me masturbar lentamente, diante dela, meu olhar preso ao seu corpo.
- Bom garoto. Agora venha aqui. Mostre que você quer adorar meu corpo. Comece devagar. Mostre respeito - ela falou com a voz baixa e hipnótica, se deitando.
Me ajoelhei novamente, agora aos pés do sofá. Meus lábios começaram uma peregrinação tímida, cheia de medo de cometer um erro. Beijei a parte superior de seus pés, depois os tornozelos, sentindo a pele macia. Subi pelas panturrilhas, beijando a parte interna dos joelhos. Beijei a pele aveludada de suas coxas, mas evitei deliberadamente o centro. Beijei sua barriga lisa, os ossos do quadril. Meus lábios subiram até seus seios magníficos, aqueles seios que eu sempre observei com ódio e desejo secreto. Eram ainda mais impressionantes de perto, pesados e perfeitos. Os beijei com reverência, sentindo-os se contorcerem de leve. Desci novamente, beijando suas coxas, suas canelas, e retornei aos seus pés.
Involuntariamente, encostei o nariz no arco de um de seus pés e inspirei profundamente. O cheiro era salgado, terroso, humano, um cheiro de suor sutil e pele que tinha passado o dia dentro de sandálias caras. Era um cheiro íntimo e incrivelmente excitante.
- Gostou do cheiro dos meus pés, Daniel? - ela perguntou, a voz carregada de um prazer perverso.
Eu assenti com a cabeça, sem conseguir falar, minha mão ainda se movendo em meu pau.
- Então me mostra o quanto gostou - ela ordenou.
Obedeci. Minha língua saiu e lambeu a sola de seu pé, desde o calcanhar até a base dos dedos. Era levemente salgado, mas delicioso. Lambi cada dedo, enfiando a língua entre eles, beijando as pontas. Ela soltou um suspiro baixo. Continuei subindo, lambendo as canelas, os joelhos, a parte interna das coxas, até chegar novamente aos seus seios. Dessa vez, não havia mais reverência. Era fome. Envolvi um mamilo com a boca e chupei com força, lambendo e mordiscando a aréola, enquanto minha mão batia punheta cada vez mais rápido.
Ela não me mandou parar. Permaneceu deitada, agora com a respiração ligeiramente mais acelerada, me observando devorar seu corpo. Depois de alguns minutos, com um gemido rouco, ela ordenou que eu parasse.
Eu soltei seu seio imediatamente, ofegante.
- Fica aqui - ela disse, indicando o chão à sua frente. Eu me ajoelhei, obediente. Ela se sentou na borda do sofá, de frente para mim, as pernas ligeiramente abertas. - Você fez um trabalho... aceitável. Como recompensa, vou te dar um prêmio.
Meu coração acelerou. Ela abriu as pernas completamente, se expondo pra mim. A visão era de tirar o fôlego: sua buceta estava rosada, inchada e brilhante de excitação. Ela separou os lábios com os dedos, expondo o interior úmido e convidativo.
- É toda sua, Daniel - ela sussurrou.
Um sorriso de triunfo e desejo irrompeu em meu rosto. Comecei a me levantar, meu corpo se movendo para me encaixar entre suas pernas.
Mas, num movimento rápido, ela colocou a sola do pé no meu ombro e me empurrou para baixo, com força suficiente para me fazer cair de volta no tapete.
- Onde pensa que vai? - ela riu, um som seco e dominador. - Achou que eu ia dar pra você assim tão fácil? Que seu serviço básico já havia conquistado o privilégio de me possuir?
Eu fiquei atordoado, olhando para ela, minha rola pulsando com frustração e desejo.
- Não, Daniel - ela continuou, os olhos brilhando com diversão cruel. - A recompensa é muito mais simples. Vou deixar que você goze... enquanto cheira minha buceta. E para um escravo como você, isso já é uma honra imensa. Está reclamando?
A mistura de humilhação e excitação era quase insuportável.
- Não, senhora - eu gemi. - Não estou reclamando.
- Então vamos - ela ordenou, abrindo ainda mais as pernas e recostando-se no sofá. - Aproveite a oportunidade.
Eu me arrastei para mais perto, meu rosto agora a centímetros daquela visão proibida. O cheiro era inebriante, um aroma doce e salgado de mulher excitada, misturado com o perfume sutil de seu perfume caro. Era o cheiro da dominação, da vitória dela, e eu estava viciado.
- A sua buceta é... um paraíso - eu sussurrei, minha voz rouca, enquanto minha mão retomava o ritmo frenético em meu pau. - Sei que sou apenas um escravo, mas... estou desesperado para te comer, senhora. Desesperado.
Ela soltou um riso baixo, satisfeito.
- Você está sendo um ótimo escravo. Continue me elogiando, Daniel, e talvez no futuro eu pense em recompensas melhores.
A promessa, vaga como era, alimentou meu fogo. Eu me humilhei ainda mais, as palavras saindo como uma oração:
- Sempre serei um ótimo escravo para a senhora. Vou fazer tudo que a senhora quiser. Posso beijar seu corpo e seus pés todas as noites, se desejar.
Ela ficou em silêncio por um momento, seus olhos analisando minha devoção abjeta. Então, perguntou, sua voz um fio sedoso de tentação:
- Tem mais alguma parte do meu corpo que você queira beijar, Daniel?
Eu assenti avidamente.
- Onde?
- Aqui mesmo, senhora - eu disse, meu olhar queimando sua buceta exposta. - Sua buceta. Eu nunca desejei tanto lamber uma buceta na minha vida.
Ela fez uma expressão pensativa, fingindo hesitar.
- Não sei se devo deixar. Você sabe fazer um bom trabalho?
- Sim, senhora! - eu implorei, minha mão punhetando a rola sem parar. - Posso provar que estou falando a verdade. Por favor.
Ela suspirou, como se estivesse fazendo um grande favor.
- Então prove.
Não precisei de mais permissão. Meu rosto mergulhou entre suas pernas. Minha língua lambeu de baixo para cima, coletando o melzinho que escorria dela. Tentei manter o controle, ser meticuloso, mas a fome era grande demais. Em segundos, eu estava lambendo e sugando sua buceta como um animal faminto, focando no clitóris inchado, bebendo cada gota de sua umidade, perdido no sabor e no cheiro da minha própria submissão. O mundo se reduziu àquela carne úmida, à sua respiração ofegante acima de mim, e ao movimento frenético da minha mão me levando à beira do abismo.
- Ah, muito bem. Assim... assim mesmo, Daniel - ela gemeu, a voz rouca e quebrada. - Continua... mais rápido! É isso que você sabe fazer de melhor, não é? Lamber.
Eu obedeci com fervor religioso, minha língua focada no grelinho rosa e inchado que pulsava contra meus lábios. Seus quadris começaram a sacudir de forma descontrolada. Minha mão se movimentando sob minha rola era um movimento frenético e desesperado. A pressão era insuportável, uma onda prestes quebrar.
- Você está quase lá, não está? - ela arfou, sua voz cortando o ar, carregada de prazer. - É patético. Olha para você... Um playboy mimado, ajoelhado, batendo punheta como um adolescente enquanto lambe a buceta da madrasta que odeia. Você é tão previsível...
Foi então, no exato instante em que as palavras de desprezo ainda ecoavam na sala, que ela deu a ordem. Sua voz mudou abruptamente de escárnio para comando puro, cortante como navalha:
- Não goza, Daniel. Não vou te deixar gozar. Não ainda.
O choque tentou congelar meus movimentos. Por uma fração de segundo, minha mão vacilou no meu pau pulsante. Mas era tarde demais. Muito tarde. A bomba-relógio já estava no zero. A visão dela perdendo o controle, o som dos seus gemidos, o gosto dela na minha boca, a humilhação das suas palavras, tudo convergiu num ponto de não retorno.
Eu estava além da obediência.
Com um último movimento desesperado da língua, focando no clitóris inchado que pulsava contra meus lábios, eu desencadeei o orgasmo dela.
Um grito profundo rasgou o silêncio quando ela gozou, seu corpo arqueando violentamente contra minha boca. E no mesmo instante, como se seu prazer fosse o meu gatilho definitivo, não consegui me controlar e jorrei leite no tapete caro da sala. Um rugido de rendição total saiu da minha garganta enquanto jatos quentes manchavam o padrão persa, minhas pernas e minha mão. Gozei em espasmos violentos, exatamente no mesmo segundo em que ela tremia no seu próprio orgasmo, nossas ondas de prazer se colidindo e misturando naquele espaço carregado.
Por um instante de puro êxtase sincronizado, não houve senhora nem escravo, apenas dois corpos explodindo numa conexão animal e proibida.
O silêncio que se seguiu foi pesado, cortado apenas pelo som da nossa respiração ofegante. Então, lentamente, como se emergisse das profundezas do próprio prazer, as mãos dela desenroscaram dos meus cabelos.
Ela puxou minha cabeça para trás.
Meus olhos, turvos e perdidos, encontraram os dela. A fúria que os habitava era glacial, absoluta, mais aterrorizante que qualquer grito.
Sem uma palavra, ela moveu a mão.
O tapa não foi apenas um estalo. Foi um impacto total, uma explosão de dor que fez minha cabeça girar, meus ouvidos zumbirem. O gosto de sangue encheu minha boca.
- Desobediente - a palavra saiu como um sibilo, carregada de um desprezo que queimava. - Eu disse NÃO. Você é surdo?
Ela agarrou meu queixo com força, me forçando a encarar sua ira. Seus seios, ainda ofegantes, subiam e desciam rapidamente.
- Quem te deu esse prazer? Quem? - ela exigiu. - Até o leite que sai da sua rola patética me pertence agora, e você roubou de mim. Foi um furto!
Antes que eu pudesse responder, ela me puxou para um beijo. Era uma violação. Seus lábios se esmagaram contra os meus numa mistura brutal de sangue, saliva e o gosto de seu próprio mel ainda na minha boca, o gosto do nosso prazer misturado, do meu crime. Era uma afirmação de que até meu ar lhe pertencia.
Ao se afastar, ela limpou os lábios.
- Limpe essa sujeira - ela ordenou, sua voz recuperando a frieza mortal enquanto se levantava, seu corpo nu glorioso sob a luz. - Deixe esta sala impecável. E depois vá para o seu quarto. Durma sabendo que nunca mais vai gozar sem minha ouvir minha voz te dando permissão.
Ela se virou, começando a subir as escadas nua.
- E amanhã, Daniel - sua voz ecoou de cima -, enquanto trabalha nos jardins, lembre-se: seu prazer tem dona. E ela não perdoa ladrões.
Eu fiquei ajoelhado no meio da nossa bagunça compartilhada, o gosto do sangue e dela na boca, a marca da sua mão queimando no meu rosto. Com a desobediência no ápice, ao gozar com ela em um sincronismo proibido, eu não a desafiei, mas me entreguei por completo. Ela era dona até da minha rebeldia.
(N.A.: O que estão achando do desenvolvimento? Têm alguma ideia de onde essa aventura vai parar? Me contem suas ideias!)
