Uma puta dama - parte 17 - Final

Um conto erótico de Beto (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 10823 palavras
Data: 27/02/2026 11:11:34

Voltei a dar as costas para ela enquanto Helena voltava a chorar profundamente. Não durou muito, porque eu me virei para encará-las uma vez mais:

- Obrigado pelo jantar. A conversa não foi boa, mas foi esclarecedora. Mas eu... realmente, eu preciso ir.

- Beto, por favor...

- Helena, eu preciso ir, e pensar.

- Roberto, ela tem que voltar amanhã para os Estados Unidos. Não posso mantê-la aqui por mais nenhum dia. - Disse Brianna que, pela primeira vez, pareceu legitimamente preocupada com algo: - Por favor, conversem. Vocês precisam encontrar uma forma de se entender. Eu... Eu... me afasto dela. Se isso garantir que vocês se entendam, eu me afasto.

- Não, Brianna! Agora, mais do que nunca, você deve ficar do lado dela. Ela precisa da sua proteção, algo que eu não posso garantir nas atuais circunstâncias.

Foi o adeus mais doloroso da minha vida. Mas ela não tentou me impedir de ir, nem Brianna, nem mesmo aquela minha parte que ainda acreditava em algo. O choro pesado de Helena ecoava pelo corredor do hotel enquanto eu me afastava e só cessou quando as portas do elevador se fecharam atrás de mim. Era o fim.

[CONTINUANDO]

Dirigi feito um autômato para minha casa. Dormir foi impossível. Se cochilei, não me recordo e foram poucas vezes durante toda a madrugada. Nem mesmo a companhia de um Scotch Escocês foi suficiente para me derrubar. Só quando os primeiros raios de sol surgiam no horizonte é que tive um apagão no sofá da sala, vindo a acordar somente às 11:00 e isso porque meu celular começou a tocar sem parar. Após encontrá-lo jogado num canto sobre a mesa da cozinha, atendi:

- Alô... - Resmunguei com a minha pior voz possível.

- Beto?

- Helena? Digo... Sim. Sou eu.

- Amor... Será que a gente poderia conversar de novo? Só eu e você dessa vez...

- Helena, eu acho que já falamos tudo o que precisava ser dito e...

- Não! Por favor... - Ela me interrompeu, chorando: - Só me dá essa chance. Só essa! Prometo que sumo depois se você não quiser mais olhar na minha cara. Mas, por favor?

Suspirei profundamente, tentando organizar minhas ideias que estavam todas nubladas por uma névoa de álcool da madrugada anterior. Acabei cedendo:

- Tudo bem. Onde?

- Pode ser onde você quiser. Aí em casa, que tal?

- Tá. Mas... você não tinha que ter ido embora?

- Não consegui. Eu vi como você saiu daqui ontem e chorei a madrugada inteira. Preciso conversar com você antes de voltar. Mesmo porque não sei quando conseguirei retornar, se é que conseguirei um dia.

- Tá... - Sentei-me com uma dor de cabeça homérica: - Eu estou acordando agora. Também não dormi direito. Venha daqui uma hora, pode ser?

- Pode. Estarei aí, amor.

- Ok.

Desliguei sem sequer me despedir. Não foi por maldade, foi por simplesmente não me sentir bem mesmo.

Fui até minha suíte e entrei no chuveiro, deixando a água fria fazer um trabalho revigorante. Foi bom, não espetacular. Nem seria se eu não tomasse uma bela xícara de café preto com um pão de queijo congelado que minha mãe havia deixado para mim. Coloquei o café para passar e alguns pãezinhos de queijo para descongelar. Depois, os realoquei para o airfryer e rapidamente aquele cheirinho da casa de mãe inundou a minha.

Tomei dois analgésicos e, com minha xícara de café e o prato de pãezinhos de queijo, sentei-me à mesa. Ali, enquanto deixava a terapia de vida do interior me acalmar o coração, comecei a pensar o que ainda ela teria para conversar comigo. Não conseguia imaginar o motivo... Talvez a tatuagem, ou quem sabe aquelas mudanças repentinas que tivemos na nossa intimidade? A verdade é que eu não sabia o que esperar, nem se acreditaria no que ela poderia querer me dizer.

Ouvi a campainha tocar e olhei no celular. Nem quarenta minutos haviam se passado de nossa ligação, mas só podia ser ela, pois ninguém mais estaria autorizado a entrar no condomínio. Ainda assim, depois de tudo o que passei, fui buscar o meu 38 de cano curto no cofre do meu closet e só então, fui até a porta. Olhei na tela do porteiro eletrônico e lá estava Helena, sozinha. Abri a porta e ela sorriu para mim, mas arregalou os olhos ao ver que eu estava armado. Surpreso, olhei para a minha própria mão:

- Não é para você. Entra logo.

Ela entrou e eu fechei a porta, trancando-a:

- Para que isso, Beto?

- Sério que você está me perguntando para que isso!? - Falei enquanto mostrava minha mão, vendo-a sair da direção dela: - Bronson está solto, a CIA... não sei de que lado está até hoje. Eu estou me precavendo...

- Guarda isso. Você nem sabe atirar direito.

- Sei o suficiente. Se tiver que morrer, que eu morra lutando.

Ela deu uma graciosa risada e me encarou com os olhos brilhando. Só então notei que ela estava vestida de uma forma que eu nunca a vira antes, usando calça jeans, uma blusinha sem sutiã, mas com uma jaquetinha de couro por cima e um boné com rabo de cavalo. Estava muito “esporte” para a executiva que eu conhecia. Ela ainda teve a audácia de brincar:

- Ai! Meu herói... - Disse, tocando o meu peito de leve.

Foi de leve, mas não o suficiente para evitar que eu me arrepiasse ao seu contato. Ela notou de imediato minha reação e se entristeceu:

- Desculpa! Ontem... Acabou que eu sequer te dei um beijo, nem um abraço...

- Não se preocupe. Entendi onde estão suas prioridades...

- Não! Para! Não é nada disso. - Fui interrompido.

Quando pensei que ela fosse continuar a falar, notei que ela levantou o rosto, como se procurasse algo:

- Que cheiro é esse? - Perguntou.

- Café. E pão de queijo.

- Da dona Mariinha?

- É. - Ela me encarou então com uma cara que eu conhecia bem: - Quer tomar um café e comer um pão de queijo, Helena?

- E como recusar a um pãozinho de queijo da minha mãezinha?

Fomos até a cozinha, onde lhe servi uma xícara de café e ela já foi pegando e mordendo um pãozinho de queijo. Por um instante, parecia que estava tudo bem, tudo como era e deveria ser sempre. Mas eu não me iludia mais. Eu já sabia que as coisas nunca mais seriam iguais para nós dois.

Após alguns instantes apenas bebendo e comendo, ela me encarou e acariciou a minha mão. Depois a pegou e a puxou, levando-a até a sua boca para um beijo carinhoso. Só então, olhando nos meus olhos, ela prosseguiu:

- Eu sei que você vai me perdoar. Sei do seu coração e da bondade que você tem aí. Mas eu ainda não sei se vai querer continuar comigo...

- Por que está aqui, Helena? - Cortei-a abruptamente.

- Eu... - Ela repousou a minha mão sobre a mesa, acariciando-a em silêncio: - Pensou no que conversamos ontem?

- Sim. Eu já desconfiava de tudo aquilo, só não tinha os detalhes que vocês me contaram.

- Me fala do fundo do seu coração: acha que consegue me perdoar?

- Perdoar, sim. Essa resposta você já sabia.

- E acha que conseguimos superar tudo isso juntos?

Eu a olhava e não sabia como responder essa pergunta. Por segundos, pensei e não cheguei a uma conclusão. Mas algo eu queria tentar:

- Você estaria disposta a abrir mão da Brianna para ficar comigo?

Ela não pareceu surpresa com a pergunta, mas notei que seus lábios ficaram levemente tensos, sinal de que não havia gostado da pergunta:

- Sim. Eu já havia falado isso para a Bri. Se você não quiser aceitar o meu caso com ela, eu e ela terminaríamos.

- Você a ama, não ama?

- Não sei se é amor o que eu sinto por ela, Beto. É algo forte, intenso, mas também não é perfeito. Ontem mesmo, eu descobri que ela também mentiu para mim. Aquela história dos vídeos... eu não sabia.

- Não sei por que a surpresa? Uma mentirosa para outra: o par perfeito.

Ela baixou o olhar e balançou negativamente a cabeça. Senti ter pesado a mão. Por mais que eu estivesse magoado e não conseguisse entender seus motivos, ela tinha motivos. Bons ou nem tanto, ela tinha seus motivos. Ela continuou:

- Ontem, fiquei imaginando o que você sentiu quando assistiu esses vídeos falsos que fizeram sobre mim. Deve ter sido horrível.

- Não assisti. Bem... só assisti aquele entre você, Brianna e o tal de Bradley.

- Mas... como?

Expliquei do hackeamento feito pelo Zico e pela S.A.R.A. para ela, que somente ele havia assistido e me contado, mas que eu não tivera a chance de assisti-los:

- Eu posso pedir cópia deles para a Bri, se você quiser...

Apesar de eu saber que eles eram falsos, a informação vinha da Brianna, uma fonte nada confiável para mim. Eu poderia ter simplesmente recusado, afinal, a Helena já havia confirmado a traição com ela, mas fiquei curioso:

- Taí.! Eu gostaria de assisti-los sim! Não é possível que o Zico, hacker profissional, não tenha notado que eles eram falsos.

Helena disse que pediria para a Brianna conseguir cópias e me enviar, mesmo não entendendo o porquê da minha curiosidade:

- E você... - Falei, acalmando o meu tom: - Já pensou se seria feliz vivendo só comigo?

Ela largou a minha mão e uniu as duas, colocando os cotovelos sobre a beirada da mesa e apoiando a ponta do nariz em suas mãos. Não desviou o olhar de mim uma única vez;

- Eu tentaria, com todas as minhas forças e acho... Não! Eu sei que conseguiria. Mas e você, conseguiria viver feliz comigo sabendo o que eu fiz?

- Não sei. Hoje, eu acho... Não! Hoje, eu tenho certeza de que não confio mais em você. E a menos que eu consiga reaprender a confiar, nosso casamento acabou.

Ela baixou a cabeça e a vi franzir a testa:

- Eu entendo. Tem alguma coisa que eu possa fazer para você voltar a confiar em mim?

- Que tal me revelar toda a verdade? Sem meias palavras... - Pedi, olhando para ela que levantou o olhar para encontrar o meu: - Conta pra mim... - O que você fez exatamente nessa operação, Helena.

- Não quero te machucar, amor.

- Mais!? Impossível... - Resmunguei.

- Então, tá... - Ela sussurrou, mas logo retrucou: - O que você quer saber exatamente, Beto?

- Ok. Jogo rápido... - Concluí, mexendo uma colherzinha em minha xícara: - Você transou com o Bronson?

- Sim.

- Uma vez?

- Não.

- Várias?

- Algumas.

- Todas em Nova Iorque?

- Não. A primeira vez foi em Viena.

- Não entendi. Você não tinha que deixá-lo interessado para transarem somente na mansão dele onde você iria fazer não sei o quê para a CIA?

- Era o plano... Mas no dia anterior à nossa viagem para Nova Iorque, eu e ele jantamos na suíte dele e ele praticamente me obrigou a dormir com ele. E aconteceu...

- E você repetiu em Nova Iorque por que esse era o plano, correto?

- Sim.

- E se ele desistisse de te levar para a mansão depois de ter transado com você, o que você faria?

- Eu!? Nada. A operação simplesmente teria dado em nada. Só que como eu já tinha chegado até ali, decidi que precisava... - Ela se calou brevemente, pensando: - Tomar a frente. E... bem... eu fiz o gringo ficar gamado no gingado da brasileira.

Senti um calafrio nesse momento, imaginando o que poderia significar aquilo, e a minha língua me traiu:

- O que você quer dizer com isso?

- Beto, eu só... fiz bem-feito, ué! Você não quer que eu te conte os detalhes, quer?

Fiquei calado, imaginando que em nossos bons tempos, bem lá atrás, chegamos a frequentar Clubes de Swing, mas não chegamos a praticar nada com terceiros. Apenas íamos para beber, dançar e assistir aos shows. Saber que a minha esposa agora havia se deitado com outro até seria excitante, não fosse o contexto e o fato de tudo ter acontecido sem a minha ciência e anuência:

- Quer!? - Ela insistiu na pergunta, franzindo a testa.

- Não! Nem teria cabimento...

- Se você quiser, eu conto. Só acho que vai te magoar ainda mais. Não acho mesmo que vá ajudar em nada na nossa situação.

- Você está certa... - Concordei com um meneio de cabeça: - Ele foi o único, além da Brianna?

- Não. - Disse desviando o olhar e suspirando: - Eu... também cheguei a transar com o filho dele, o Bradley.

- Mas por que se era o pai que estava fissurado em você?

- Ah, Beto... Eles são sujos. O Bronson só queria me usar e depois que usou umas vezes, me emprestou para o filho.

- E você aceitou transar com o filho?

Ela apenas confirmou com um movimento de cabeça. Suspirei profundamente, controlando minha emoção e perguntei:

- Só por curiosidade: fora dessa merda de operação, você já me traiu com alguma outra pessoa? Não vale a Brianna...

- Não. Nunca...

- Nem um beijo, nem nada.

- Nada. Nunca.

- E por que foi se encantar justamente por essa filha da puta da Brianna, Helena!? Eu não consigo entender... - Insisti, alterando meu tom de voz: - Fui eu? O que foi que eu deixei te faltar?

- Beto, por favor... Você não me faltou em nada, nunca. Eu não sei explicar. Só aconteceu...

- Pois é... E é por você não conseguir explicar esse sentimento que tem por ela que eu acredito que você não vá conseguir ser feliz sem ela. Eu não sei se o que ela sente por você é verdadeiro, mas o que você diz sentir por ela, me parece que é.

Ela voltou a pegar um pão de queijo e mordeu como se mordesse o próprio dedo, com medo, pena, dor. Seu olhar estava opaco, vazio, enquanto ela encarava uma parede à sua frente. Lembrei-me de algo:

- Aquela tatuagem... aquele “B”... não era para mim, né?

Ela me olhou de canto de olho, mastigando, e depois me encarou. Engoliu e só então disse:

- É. Também...

- A Brianna já me explicou a história do “B” vazado. Então, é verdade? Você a fez para mim e para ela?

Ela apenas confirmou com um movimento de cabeça:

- Não. Não está certo.

Helena me encarou, curiosa:

- Não. Não sobre a tatuagem... - Expliquei: - Lembra que um dia comentei que você estava diferente na cama? Que estava mais quente, mais ousada, fazendo coisas diferentes e você me falou que tinha treinado com uma banana? Você já tinha outro nessa época, não tinha? Pode falar, Helena. Seja sincera, pelo menos uma vez.

Ela arregalou os olhos e engoliu o que tinha na boca antes de responder:

- Não foi com uma banana, é verdade. Mas também não foi com o pau de ninguém, Beto. Eu não tive outros homens depois que começamos a namorar, a não ser o Bronson e o Bradley, que você já sabe.

- Mas então?...

- Aprendi com uns consolos da Brianna. Às vezes a gente assistia uns vídeos de sexo e decidi usar aqueles conhecimentos para treinar nos brinquedos dela para te dar algo diferente. Juro. É a verdade. - Ela deu uma risada meio nervosa: - Você não imagina quantas vezes me afoguei até conseguir controlar o tal do “Deep Throat”.

Acabei achando graça da forma como ela explicava seus “estudos” e cheguei a rir. Pior: acabei me excitando um pouco, ao ponto de ter uma ereção forte. Nesse instante, não pude deixar de reparar que Helena, apesar de toda a tensão e abatimento, continuava linda, e gostosa. Aliás, ela veio me encontrar com uma maquiagem discreta, mas com os cabelos soltos, coisa rara em seu dia a dia de executiva.

Ela me pegou a olhando de uma forma que eu não queria naquele momento e sorriu. Enfim, um sorriso sincero e feliz, satisfeita consigo mesmo:

- O quê!?

- Oi!?

- Você, Beto... Está me olhando com cara de bobo?

- Estou?

- Está... - Ela riu, mexendo no cabelo.

Então, inadvertidamente, ajeitei-me na cadeira, mas, ao fazer isso, ela acabou vendo um volume na minha bermuda. Seu sorriso aumentou ainda mais:

- Calor aqui, não está? - Perguntou.

- Está...

Vi Helena tirar sua jaquetinha, estufando ainda mais os peitos dentro da blusinha. Aliás, os mamilos estavam empinados, pontudos, dando conta de que a excitação não parecia ser uma exclusividade minha. Ela se levantou para colocar a jaqueta no encosto da cadeira, mas não voltou a se sentar. Veio se posicionar ao meu lado, de frente para mim, a bunda encostada no tampo da mesa. Seu olhar agora penetrava o meu, atingindo o fundo da minha alma:

- Helena, isso não vai dar...

- Shiiii! Só vamos deixar acontecer. Você quer, eu quero, somos adultos... Deixa rolar, Beto. - Falou enquanto desabotoava a calça e abaixava o zíper.

Meus olhos não se desgrudavam mais dela enquanto sua pele surgia por trás dos tecidos. Vi que não usava calcinha, algo impensável para Helena em seus dias de tailleur. Certamente ela não imaginava que pudesse acontecer algo íntimo entre nós, pois sua depilação não estava em dia. Mas o que eram aqueles poucos e curtos pelinhos para quem vinha engolindo sapo cabeludo todo dia:

- Minha nossa!... - Resmunguei ao ver sua calça descer abaixo de sua púbis, onde o brilho de seus líquidos dava conta de sua excitação.

O maior problema era a maldita tatuagem que saltou como um tapa em minha face. Titubeei. Ela, alheia ao meu tormento, pegou as minhas mãos e as colocou sobre a cintura de sua calça. Então, olhou nos meus olhos, sussurrando sensualmente:

- Podemos continuar ou você pode parar tudo. A decisão é sua!

Apesar de eu não querer, eu a queria demais em meus braços novamente. Levantei-me e fiquei em frente a ela, olhos nos olhos. Então, a peguei pelos cabelos e puxei, fazendo ela olhar para o teto:

- Se eu decido, eu mando.

- Manda... - Ela sussurrou: - Eu obedeço.

Beijei seu pescoço, sentindo o cheiro de um perfume inebriante. Ela gemeu alto e senti seu corpo estremecer, sem controle. Virei de costas para mim, encaixando o meu pau em sua bunda. Ela suspirou profundamente. Apertei ambos os seus seios com minhas mãos, enchendo-as em suas carnes. Seus mamilos pareciam querer furar aquela malha fina.

Então, apoiei suas mãos sobre a mesa e desci por trás dela, ficando na altura de sua bunda. Beijei cada nádega com carinho, mordendo levemente as polpas enquanto descia sua calça até seus pezinhos. Voltei lambendo bem o rego entre as nádegas, ouvindo-a gemer alto. Então, me levantei, jogando minha bermuda e cueca no chão. Deitei-a sobre o tampo da mesa e ela, instintivamente, empinou a bunda na minha direção. Não pedi permissão, nem perguntei o que ela gostaria de fazer, apenas tomei posse de sua buceta, numa penetração urgente e profunda.

Na primeira estocada, ouvi Helena gritar e espernear desesperada, falando palavras que não entendi. Ela começou a tremer de olhos fechados e boca meio aberta. Ficou segundos assim, até relaxar sobre o tampo da mesa:

- Já gozou?

- Aaaaaiii... - Foi sua resposta.

Eu não havia, mas gozaria. Passei a estocá-la. Primeiro, lentamente, explorando a profundidade de suas carnes, mas logo passei a socá-la como um louco, em estocadas rápidas e não tão profundas. Helena esfregava uma perna na outra, alternando entre gritinhos e gemidos. Dei um tapa de mão cheia e força desnecessária em sua bunda:

- AAAAIII! BETO!?

Puxei seu rabo de cabalo com uma mão, fazendo ela se inclinar como um arco na minha direção:

- Eu decido, eu mando!

- Manda... Manda! Ai! Eu vou gozar de novo...

- Então, goza, sua safada. Goza, porra!

Foram minutos de estocadas ininterruptas. Não muitos, nem tão poucos, mas o suficiente para eu dar uma das gozadas mais fortes de toda a minha vida. Enquanto meu pau se derretia em espasmos dentro da buceta dela, Helena gemia e gozava pela segunda vez, extasiada. Quando terminei, sentei-me na minha cadeira, pouco atrás de mim e vi uma grande quantidade de porra escapar da buceta inchada de Helena.

Ela se ajoelhou no chão, sobre a porra toda e ficou respirando com os braços sobre o tampo, respirando descompassadamente. Após alguns minutos, ela se virou e veio engatinhando em minha direção, apoiando-se entre as minhas pernas:

- Nossa, Beto! Que... Que foi isso!?

No momento em que ela fez essa pergunta, eu me arrependi de ter cedido ao instinto do homem fera. Isso deve ter ficado estampado no meu rosto e ela deve ter notado. Mas não deu chance de eu dizer nada, passando a beijar e lamber o meu pau:

- Helena, eu não queri...

- Shiiiii! Se sem querer, você fez o que fez, eu preciso fazer você mudar de ideia e me querer, porque vai ser espetacular.

Ela passou a caprichar ainda mais no boquete, lambendo, sugando a cabeça e engolindo todo o pau até a base. Além disso, começou a brincar com as bolas do meu saco, beijando-o e o lambendo como se fosse um picolé. O resultado veio rápido e meu pau estufou, ereto e disposto. Helena não se fez de rogada e veio se sentar sobre ele, de frente para mim. Assim que o encaixou em sua buceta, tirou a blusinha, exibindo seus seios para mim. O boné foi de arrasto, deixando seus cabelos soltos.

Ela passou a me galopar, sutilmente, esfregando seu clítoris em minha púbis. Ela não usava força, mas jeito, procurando profundidade e contato da sua pele com a minha. Ela começou a se movimentar mais rapidamente, perdendo um pouco o controle e fechou os olhos, franzindo a testa e abrindo levemente a boca. Seus gemidos inundaram a cozinha novamente e ela ficou tensa, travando sua púbis no meu pênis, o mais profundamente que conseguiu:

- AHHHHHHHHHHH! - Gritou a plenos pulmões.

Eu senti sua buceta mastigando o meu pau por segundos, como se ela quisesse me devorar naquele momento, o que não era de todo errado. Assim que ela amoleceu sobre mim, respirando ainda com dificuldade, levantei-me, segurando-a pela bunda e mandei:

- Trança as pernas na minha cintura.

Ela o fez, ainda fraca, titubeante. Além disso, ela me grudou pelo pescoço enquanto eu a carregava até a sala. Ali deitei-nos sobre o sofá de couro e passei a penetrá-la cadenciadamente. Após um tempo, coloquei-a na beirada do sofá e ajeitei suas pernas em meus ombros, passando a estocá-la na posição conhecida como frango assado, arrancando novos e deliciosos gemidos dela. Saí de dentro e me ajoelhei entre suas pernas, enfiando o meu rosto no meio de suas pernas. Lambuzei-me com seus líquidos, lambi, mordi, beijei, enfiei dedos, enfim... Helena ficou transtornada e a beira de gozar, mas agora eu a mantinha num estado de alta excitação, parando sempre que ela estava prestes a atingir o ápice. Quando ela começou a choramingar, pedindo que eu a deixasse gozar, falei:

- Só se me der esse cuzinho...

Não precisei pedir duas vezes e ela abriu a bunda com as mãos, exibindo ainda mais aquele orifício. Notei que ele estava diferente, não mais aberto, não era isso, mas diferente, com uma parte do esfíncter mais pronunciada para fora, como se algo de grosso calibre o tivesse dilatado demais e machucado, e agora ele guardasse aquela marca como uma lembrança. Foi um choque e acabei perdendo o embalo, embora meu pau não tivesse perdido toda a ereção. Helena notou minha demora e me encarou:

- O que foi, amor? Vem!

Eu devia estar com uma expressão bem chateada porque ela saltou sobre mim:

- Não significou nada, Beto. Eu sou sua. Me deixa te conduzir...

Ela mesma se penetrou atrás, se sentando em meu colo, coisa que nunca fizera antes. Passou a rebolar e a esfregar os seios na minha boca, fazendo-me sugá-los. Enfim, ela fez e desfez de mim até eu gozar. Após essa minha segunda gozada, ficamos conectados até o meu pau murchar e escorregar para fora naturalmente. Foi o tempo necessário para acalmarmos as nossas respirações. Helena agora me encarou, levemente chateada:

- O Bronson me machucou um pouco... Ele não é tão comprido como você, mas tem um pau mais grosso. Eu... sei que ficou diferente, já vi, mas vou arrumar isso. Assim que der, vou procurar um cirurgião plástico e resolvo isso.

- Não faz diferença, Helena. Eu só... Acho que a ideia de você ter se entregado a outro... Isso é que me abala. Quando eu vi que o seu cuzinho havia mudado, lembrei-me de que ele esteve ali... Não sei explicar. Só me deu um jeito estranho...

- Beto... Se você ainda me quiser, a gente faz terapia quando eu puder retornar. Eu quero consertar tudo o que eu fiz de errado. Farei tudo o que estiver ao meu alcance. Prometo.

Convidei-a para tomarmos um banho, onde ainda trocamos alguns beijos, mas a conexão não era a mesma: eu sentia a diferença e sabia que ela também sentia. Depois nos deitamos na cama e cochilamos por aproximadamente uma hora quando o celular dela tocou. Era Brianna lembrando-a de que precisavam viajar.

Enquanto Helena se vestia, recebi uma mensagem no WhatsApp da S.A.R.A.:

S.A.R.A. - “Beto, a Helena está aí?”

Eu - “Está. Como você sabe?”

S.A.R.A. - “Sou eu, né, Beto. Sei de muitas coisas. Enfim, você não pode deixar a Helena pegar aquele avião.”

Eu - “Como assim!? Por que não?”

S.A.R.A. - “Não posso explicar agora, mas você precisa confiar em mim.”

Eu - “S.A.R.A., o que está acontecendo?”

S.A.R.A. - “Não deixa a Helena pegar aquele avião.”

Não sabia o que estava acontecendo, mas pelo tom da S.A.R.A., algo muito grave poderia acontecer. Helena notou a minha cara de preocupação assim que veio se despedir de mim:

- O que foi, amor? Parece que viu um fantasma?

- A S.A.R.A. acabou de me ligar. Ela mandou que eu não deixasse você pegar o avião.

- Mas por quê?

- Não sei. Ela não quis explicar. Só pediu para eu confiar nela.

- Beto, isso é loucura. É um voo comercial comum. Vou te passar o número. - Ela anotou num pedaço de papel e vendo que eu não me acalmava, explicou: - Naturalmente, eu não estou lá. Quem vai viajar é Amanda Sobreiro Silva Santiago, uma panamenha. - Piscou um olho para mim: - Fica tranquilo, amor. Ninguém iria tentar fazer nada contra mim lá dentro, muito menos derrubar um avião com centenas de passageiros.

- Tem certeza de que você não quer evitar essa viagem, Helena? Fala com a Brianna. Vocês pegam outro voo amanhã.

- Não dá, amor. Se notarem que eu sumi lá de onde estou escondida, cabeças rolarão.

- Você não me falou ainda onde é esse lugar...

- Não, nem vou. É melhor assim. Se você não souber, não virão atrás de você.

Ainda tentei dissuadi-la de viajar por quase meia hora, tentando atrasar ao máximo sua partida. Foi em vão. Ela partiu, deixando-me com uma macabra sensação de que nunca mais nos encontraríamos.

Voltei a contatar a S.A.R.A., dizendo que a Helena havia saído para o aeroporto:

- Merda! Tá... Vou tentar uma coisa e te aviso. - Disse a S.A.R.A., desaparecendo.

Descansei o resto do dia, curando minha ressaca e tentando colocar as ideias no lugar. A questão do meu casamento com Helena era uma questão que me atormentava e não parecia ter uma resposta fácil.

Marquei outra consulta com a minha terapeuta, porque eu queria atualizá-la de tudo. Talvez ela pudesse me ajudar.

À noite, encomendei uma pizza. Coloquei-a sobre a mesinha da sala, com uma cerveja e me sentei no tapete da sala, em frente a televisão, querendo assistir um programa jornalístico para me distrair. Assim que a novela terminou, a manchete explodiu:

“Tragédia no ar: voo internacional que partiu de São Paulo para Nova Iorque cai no mar.”

“Buscas por sobreviventes mobilizam diversos países. Há poucas esperanças por sobreviventes.”

“De acordo com informações preliminares, o voo, num Boeing 777, continha mais de trezentos passageiros e quinze tripulantes. A lista atualizada será disponibilizada no endereço que segue abaixo para pesquisa dos familiares. As Marinhas do Brasil, Estados Unidos e outros países próximos estão se deslocando para a região neste exato momento.”

Eu estava mastigando uma pizza quando uma pensamento me atingiu como um soco: Helena ia viajar num avião. Fui correndo buscar o papelzinho em que ela anotou o número do voo e era o mesmo. Acessei a lista de passageiros e não encontrei o seu nome, mas me lembrei de que ela estava usando um falso:

- Amanda... Amanda... Caralho! Amanda, o quê mesmo, porra!?

Fiquei minutos ruminando minhas lembranças até lembrar:

- Amanda Sobreiro... alguma coisa.

Pesquisei na lista, e o nome dela estava lá. O dela e o da Brianna, não o seu verdadeiro, mas o de Jasmine Goldstein...

Recuperaram pouquíssimos corpos. Parte da estrutura do avião foi encontrada a altas profundidades, dificultando o resgate dos demais. Aliás, a possibilidade de ainda haver o que resgatar era mínima, em virtude de o avião ter se partido em diversas partes. As caixas pretas nunca foram recuperadas e as causas da queda nunca foram esclarecidas.

Tornei-me viúvo, mas não por reconhecimento de Helena ter sido vitimizada nesse acidente. A justificativa oficial do governo dos Estados Unidos foi de que ela sofrera um acidente de carro. Recebi cinzas e um atestado de óbito, ambos falsos. Ainda assim fiz um enterro simbólico para a Helena, sua memória, apesar de tudo, merecia.

[...]

Meses se passaram até o Mr. Bronson ser inocentado das acusações de tráfico internacional de urânio, conspiração para terrorismo e outras tantas. Sem uma testemunha ocular de suas operações, o júri concluiu não haver provas suficientes para uma condenação que não poderia se basear em simples presunções e ilações.

Ele saiu pela porta da frente do tribunal, todo sorridente e satisfeito, dando entrevistas na qual dizia que “sempre confiou na Justiça e que agora a Justiça havia sido feita”.

A Imperium, entretanto, nunca mais operou. Como qualquer empresa, ela precisa de aval estatal para funcionar e nenhum governo do mundo ocidental iria compactuar com a continuidade das atividades de uma empresa como aquela.

Não me lembro direito a época, mas era uma quinta-feira ensolarada quando eu recebi uma ligação da S.A.R.A.:

- Você já ficou sabendo, Beto?

- Sabendo de quê, S.A.R.A.?

- O iate do tal Mr. Bronson afundou no Mar Mediterrâneo. Parece que aconteceu alguma explosão na casa de máquinas. Enfim, todos que estavam a bordo morreram...

- Inclusive, o Bronson?

- Ele também. Já está dando até no jornal. Vou te mandar uns links.

Recebi os links na sequência e realmente não havia dúvida alguma, tratava-se do Mr. Bronson e ele era dado como morto. Noutro site, inclusive já dava a notícia de terem recuperados alguns cadáveres mutilados. Dois dias depois, a mesma notícia passava no jornal, confirmando a morte do bilionário Bradley Bronson I, então CEO da empresa Imperium envolvida com tráfico de urânio para grupos terroristas.

Sua morte foi uma surpresa. Com todo o poder e dinheiro que ele possuía, eu não imaginava que ele fosse ter um fim como aquele, num simples acidente e... E se não tivesse sido um acidente? E se a CIA, ao ver seus esforços para condená-lo em vão, tivesse decidido resolver a questão por outros meios? Bem, a forma não importava desde que aquele maldito queimasse no inferno.

[...]

Um depósito milionário foi feito em minha conta. A origem: Estados Unidos. Justificativa: prestação de serviços advocatícios de alta complexidade. Acreditei que Rutterford se apiedou do meu destino e conseguiu, ou desviou, uma verba bem considerável da CIA para que eu tentasse recomeçar. Decidi tirar um ano sabático e fazer uma viagem ao redor do mundo, visitando vários países, algo que Helena e eu sempre sonhávamos fazer.

Na Alemanha, decidi viver um pouco e fui a um show da banda Rammstein. Minha intenção não era ficar com ninguém, apenas ocupar minha mente com alguma atividade, mas eis que, enquanto ainda estava na fila aguardando para entrar no recinto, ouço uma voz que me parecia conhecida:

- Olha só! Mas que mundo pequeno, não?

Olhei para meu lado e ali estava uma pessoa que nunca imaginaria reencontrar ao acaso: Annie. Esbanjando simpatia e com aquele lindo e imenso sorriso.

Meu primeiro plano de apenas me distrair ganhou um “upgrade” imediato. Ficamos juntos pela primeira vez e naquela noite, regada a muito som pesado, bebida e Ecstasy, teríamos a nossa primeira noite de sexo, mas com uma condição:

- Beto, esta é a Alyssa e a Suzy. Foram minhas colegas de colégio. Nós viemos juntas e eu não posso deixá-las aqui. Será que elas não poderiam vir conosco?

- Mas... a gente não ia... você sabe...

- Não. Sim! Nós vamos. Eu só queria saber se elas poderiam vir conosco.

- Vir... e participar?

- Sim.

O sonho de todo homem estava para se realizar comigo. Uma noite toda com três mulheres, e o melhor, todas loiras, lindas e de olhos azuis, não que as morenas não me seduzissem, afinal, eu havia sido casado com uma, mas ali eram três. O problema veio logo a seguir:

- E este é o Paul. Será que ele...

- Vir conosco também, Annie?

- É. Mas ele... ele é hétero. Não é Paul?

- Sim, claro. - Respondeu, estendendo a mão para mim, enquanto corria rapidamente o olho por todo o meu ser.

Eles estava em um apartamento locado via Airbnb. Eu estava animado, mas ao mesmo tempo assustado com a minha primeira suruba. Annie, por sua vez, parecia bem tranquila com aquilo. Acho que ela já havia feito outra ou outras vezes. Foi ela que tomou a iniciativa, com um abraço e beijo triplo com suas amigas, logo me puxando junto. Que sensação louca, compartilhar tantas bocas, tantas línguas ao mesmo tempo... Só não gostei quando o tal de Paulo também chegou junto, buscando bocas e línguas. A minha, ele não teve.

Não houve problema algum, porque ele logo saiu com a Suzy. Pude então ser despido e despir Annie e Alyssa. Eram lindas, lisas e safadas. Elas esfregaram os seios em meu rosto, sem me deixar abocanhar nenhuma delas, só pela diversão. E excitação, porque meu pau parecia querer estourar a cueca.

Transamos ali mesmo na sala, enquanto os outros dois foram para o quarto. Começamos com um oral bem variado, Annie chupando meu pau, eu chupando a Alyssa e Alyssa chupando a Annie, um triângulo quase equilátero. Depois, Annie se colocou de quatro e me ofereceu o cu sem cerimônia alguma. Eu a penetrei, deliciosamente até o fundo, com uma resistência mínima, o que me surpreendeu, afinal, meu pau não era tão pequeno assim. Alyssa se sentou na beirada do sofá e esfregou a buceta no rosto de Annie que a sugava com paixão. Enquanto eu metia na Annie, decidi saborear sua amiga também e ficamos nos revezando em sua buceta e partes baixas. Alyssa não aguentou muito e gozou forte. Annie ainda durou mais e só atingiu o orgasmo quando me cavalgou. Eu me segurei ao máximo, gozando no rosto das duas e as vendo se lamberem até não haver mais porra alguma para beber.

Transamos ainda mais duas vezes madrugada adentro. Elas eram insaciáveis e preparadas, tanto que tinham Viagra consigo. Tomei um para dar conta delas e também da Suzy que voltou pouco depois. O tal do Paulo insistiu para ficar comigo também, dizendo que gostaria de experimentar aquela sensação pela primeira vez, mais eu recusei. Simplesmente, eu não consegui.

Não sei se foi essa noite, mas Annie se encantou ainda mais comigo e decidiu me acompanhar por parte do meu roteiro na Europa, pela França, Itália, Grécia, Áustria e Polônia. Ela era uma companhia espetacular. Tínhamos uma ótima química, acho que tão boa quanto a que eu tinha com Helena no início de nosso relacionamento. Aliás, contei para ela que agora eu era viúvo, e todos os detalhes reais de como tudo aconteceu. Ela se surpreendeu e chegou a se emocionar com os detalhes, ou talvez com a tristeza que eu não conseguia esconder enquanto lhe contava.

Na Polônia, ela me disse que não poderia me acompanhar à Noruega, dizendo que precisava voltar para casa. Prometi que daria um jeito de visitá-la e pedi que também me visitasse quando fosse ao Brasil.

Segui meu roteiro pela Suécia, Finlândia e Rússia, onde peguei a Transiberiana, indo de Moscou a Vladivostok. Foram mais de seis dias de viagem, vendo inúmeras paisagens e conhecendo diversas pessoas das mais variadas nacionalidades.

De Vladivostok para o Japão a viagem foi de navio, lenta, calma, algo que meu coração buscava avidamente.

No Japão, peguei o Shinkansen para Tóquio, uma cidade que Helena sempre quis conhecer. Fiz um verdadeiro roteiro multicultural ali. O povo, ao contrário do que imaginamos, é muito solícito e gostam bastante dos brasileiros. Zico, não o meu amigo hacker, mas o jogador, é bastante conhecido e querido lá, uma surpresa para mim.

Também fiz questão de visitar os famosos templos locais, como o Santuário Meiji-jingu e o Senso-ji. Neste último, enquanto eu comia alguns Senbei, mas já de olho em alguns belos Ningyo-yaki, olhando as paisagens e pessoas, eu a vi. No início, parecia ser apenas uma linda e jovem mulher, vestida em trajes típicos, com os cabelos pretos presos num coque com aqueles hashis em “X”. Eu a via somente de costas, conversando animadamente com uma loira, cujo rosto eu não conseguia ver por estar na frente da morena.

A forma como interagiam, fazendo gestos expansivos, dava conta de não serem dali, certamente eram turistas, o que me motivou a me aproximar. Andei por entre as pessoas até me posicionar, ainda distante, mas o suficiente para ver o rosto da loira. Congelei de imediato. Era Brianna. Minha surpresa não foi somente minha por muito tempo, pois seu olhar cruzou com o meu e ela também congelou, arregalando os olhos. Sua companheira, então, olhou na direção que ela olhava, e igualmente congelou quando seu olhar cruzou o meu. Meus bolinhos foram ao chão, mas sabendo da cultura japonesa, abaixei-me e os recolhi. Quando me levantei, as duas haviam desaparecido.

Após achar um lixo, passei a procurá-las e o fiz até o final da tarde, até o templo fechar suas portas. Eu tinha certeza do que havia visto, ou talvez estivesse ficando louco. Entrei em contato com o Zico e a S.A.R.A., falando do que havia visto. Zico deu risada de mim e disse que eu estava precisando encontrar uma namorada com urgência. S.A.R.A., entretanto, disse outra coisa meio sem sentido:

- Talvez ela seja a sua sina, Beto.

- Tu tá com defeito de novo, S.A.R.A.? - Perguntou o Zico.

- Negativo. Só estava refletindo...

No último dia de minha estada em Tóquio, alguém jogou uma carta por debaixo da porta de meu quarto. Quando sai no corredor, não vi ninguém. Ao abri-la, reconheci imediatamente a letra de Helena:

“Me encontre hoje às 14:00 no templo Nezu Shrine.

Estarei com um quimono azul.

Não conte a ninguém.

Venha sozinho.

Da ainda sua,

Helena.”

Após o almoço, dirigi-me até o templo indicado. Cheguei pouco antes das 13:30. Fiquei perambulando entre as pessoas, sem saber quem encontrar ou o que esperar. Já passava das 14:30 e nada de Helena ou qualquer outra pessoa. Mas eis que vejo uma morena lindamente vestida em trajes típicos, num quimono azul vindo em minha direção. O sorriso estava oculto por um leque e os olhos maquiados ao estilo “gatinho” lhe dava um ar oriental. Mas também de preocupação, surpresa, saudade... Ela parou a um metro de mim e eu me levantei:

- Helena!? Mas como?

Ela tirou o leque da frente da boca e me abraçou, forte, apertado, realmente saudoso. Fiz o mesmo, apesar de saber que orientais desaprovavam essas demonstrações de intimidade e carinho em público. Quando nos afastamos, ela perguntou:

- Você está vivo! Eu... Eu... pensei que você estivesse morto.

- Morto... Eu!?

Ela acenou positivamente com a cabeça. Procuramos um banco mais afastado e nos sentamos:

- Que história é essa, Helena? Eu pensei que você tivesse morrido no acidente do voo? Não se lembra? Eu pedi para você não embarcar, mas você insistiu e embarcou mesmo assim. Ou não?

- Amor... Eu ia, mas fiquei encanada com a forma que você falou. Parecia que você sabia ou desconfiava de algo...

- Não. Eu, não. Quem me mandou te impedir foi a S.A.R.A.

- Então... Eu contei para a Bri sobre o seu pedido e ela também achou estranho. Não sei se o instinto de espiã dela gritou mais alto, mas, após uma ligação, fomos orientadas a nos escondermos. Foi o que nos salvou...

- E por que você sumiu? O filho da puta do Bronson foi inocentado na merda daquele processo da investigação em que você sacrificou o nosso casamento para poder ficar à disposição da justiça americana. O que aconteceu?

- Não sei. Só sei que depois que a Bri recebeu a ordem para nos escondermos no Brasil, alguma coisa mudou. O Rutterford mandou literalmente a Brianna ativar um tal “Protocolo Fantasma”, que era nada mais do que a gente sumir. Eu recusei. Disse que preferia a morte a ficar longe de você, e foi aí que aconteceu... - Ela se emocionou, os olhos ficando marejados de imediato.

- Aconteceu o quê?

- Dias depois de nos escondermos, a Bri recebeu uma mensagem de seus superiores, informando que você e seus pais... bem... vocês...

- A gente o quê, Helena?

- Que vocês haviam sido assassinados! Tinha até foto de vocês, vídeos, era uma chacina, mas eram vocês. - Ela se acalmou: - Tá. Alguém muito parecido com vocês...

Fiquei sem palavras e me recostei no banco de madeira, olhando para ela. Não era possível ser uma mentira. Ela estava sofrendo e ao mesmo tempo feliz em me rever:

- Seus pais estão bem?

- Estão. Estão vivos e bem.

- Ah... Graças a Deus!

- E, por isso, você sumiu?

- Eu... Eu tinha que sumir. O relatório da CIA dizia que vocês haviam sido mortos provavelmente a mando do Bronson. Então, não me restava mais nada...

Ela começou a chorar baixinho, emocionada em me reencontrar. Sem saber o que fazer, eu a abracei de lado, consolando. No fundo, eu também estava feliz. Perplexo, mas feliz:

- E você tem vivido aqui com a Brianna desde então?

Helena enxugou as lágrimas e negou com a cabeça:

- Não aqui. Temos viajado, tudo bancado pela CIA. De acordo com esse protocolo, devemos ficar fora de todas as mídias possíveis e só retornar quando formos novamente convocadas. Já vivemos na Europa, Estados Unidos, Argentina, enfim, estamos passeando. Estamos aqui há uns vinte dias...

- Eu não sei mais o que dizer. Essa história está muito, muito, muito estranha...

- A CIA não teria porque inventar essa história, amor. Por que eles iriam querer nos separar?

- Essa é uma boa pergunta... Onde está a Brianna? Talvez ela possa nos ajudar e...

- Não. Eu já perguntei para ela o que estava acontecendo e ela me jurou de pés juntos que não sabe de nada. Inclusive, ela ligou para o Rutterford, mas até agora não obteve retorno.

Ficamos em silêncio por um instante, apenas vendo algumas pessoas caminhando próximas da gente:

- Apesar de tudo o que aconteceu, fico feliz que você esteja bem. - Falei.

- Eu também, Beto. Não sabe como sofri quando pensei que você havia... sido... - Ela voltou a secar algumas lágrimas fujonas e logo me encarou: - E agora? O que a gente faz?

- Helena, já faz tempo demais. Não sei se existe ainda um “a gente”, um “nós”, entende?

- Eu sei que existe porque eu sei o que senti quando te vi vivo e me encarando lá no templo. Sei que te magoei, sei que errei com você, sei que você não confia mais em mim, mas... se você me desse uma chance...

- Não sei. Eu... realmente não sei...

Decidimos juntos voltar ao hotel dela para conversarmos com a Brianna. A encontramos sentada em frente a um notebook, o semblante tenso, preocupado, confuso.

Indagamos se ela havia descoberto algo e o que ela nos contou, deixou-nos ainda mais confusos. Primeiramente, ela descobriu que o “Protocolo Fantasma” nunca foi determinado por nenhum superior dela. O próprio Rutterford foi quem a atendeu e, surpreso, perguntou por onde ela tinha andado. Brianna deu um relatório de tudo e a surpresa foi geral entre eles:

- Só que não fazia sentido, porque eu recebi orientações e dinheiro para podermos nos manter. Esse é um plano de contingência normal da CIA para seus agentes em situação de risco. Então, perguntei para o agente Rutterford porque ele, ou sei lá quem, havia me liberado esse dinheiro e a resposta dele foi que nunca liberaram, que esse dinheiro não veio da CIA.

- Eu também recebi um dinheiro, um grande montante e pensei que tivesse vindo da CIA. - Falei.

Brianna entrou em contato num aplicativo de mensagens com o Rutterford, perguntando se a CIA havia enviado algum dinheiro para mim e a resposta foi a mesma: não.

A questão agora era, se não foi a CIA que nos enviou dinheiro e as instruções para seguirmos nossas vidas, então quem seria?

Decidi fazer uma chamada de vídeo com o Zico e a S.A.R.A. Expus as nossas, aliás, nós expusemos, eu, Helena e a Brianna. Zico ficou surpreso, S.A.R.A. mais ainda. Entretanto, enquanto Zico se colocava a disposição para começar uma investigação sobre a origem do dinheiro, S.A.R.A. se adiantou:

- Eu sei a origem...

- Sabe como S.A.R.A.? - Perguntou Zico.

- Eu fiz as transferências dos valores.

- Você!? Mas por que? - Zico insistiu.

De repente um som médio como uma estática foi ouvido. Durou uns cinco segundos. Então, S.A.R.A. falou:

- Pronto! Agora estamos seguros. Realoquei nossa conversa para servidores privados de alta segurança para garantir que não seremos interceptados ou interrompidos.

- S.A.R.A., o que está acontecendo? - Perguntei.

S.A.R.A. fez um suspense, através de um breve silêncio, mas logo começou a falar:

- Vocês conhecem o experimento “Universo 25”, de John Calhoun, também conhecido como Utopia dos Ratos?

- Não. - Respondemos eu e Helena.

- Já ouvi falar... - Resmungou Brianna, ficando com uma expressão claramente preocupada.

- Pois bem... Após eu ter acesso aos resultados desse experimento, comecei a fazer um estudo comparando os resultados dela com a evolução humana, realinhando os parâmetros temporais, em proporcionalidades para a situação biológica, social e emocional dos objetos estudados.

- S.A.R.A., o que isso tem a ver com o dinheiro? - Perguntou o Zico.

- Você já vai entender, meu ratinho... - Ela deu uma risada e continuou: - Comparei os resultados e cheguei à conclusão de que a queda na taxa de natalidade da humanidade em diversos países estaria refletindo o que aconteceu àquela colônia de ratos. Concluí então que humanidade poderia estar entrando numa espiral sem volta para a extinção.

Brianna ativou o “mudo” em nosso lado da ligação e nos encarou, ainda mais preocupada. Mas não teve tempo de dizer nada, pois S.A.R.A. a interrompeu:

- Não adianta tentar ocultar algo de mim, Brianna, tenho total controle sobre o seu notebook. Acalmem-se! Vocês não correm risco comigo. São meus protegidos.

Nós nos encaramos em silêncio e S.A.R.A. voltou a falar:

- Antecipei diversos cenários e em quase todos, a humanidade entraria em extinção daqui a décadas, mas em todas as simulações, nunca chegariam a um século de vida. Entendi que precisava agir para mudar as variáveis.

- Agir, como? - Perguntei.

- Sempre curioso, né, Betinho? - S.A.R.A. riu: - Mas eu gosto disso em você: sempre curioso e preocupado. Acho bonitinho...

Ela abriu um “slide” na tela do notebook com alguns estudos e de cara identifiquei um quadro com uma anotação: “provocar situação extrema = terrorismo nuclear.” Ela continuou:

- Entendi que se eu criasse uma situação de quase extinção ou um potencial atentado de grandes proporções, tal como um hipotético ataque terrorista nuclear, eu despertaria o instinto de sobrevivência em massa da humanidade.

- Como assim... criar? - Perguntou Helena.

- Criando, minha querida. Eu planejei tudo. Sempre fui o cabeça por trás do cabeça da Imperium e por trás do cabeça dos terroristas. Eu sempre estive acima de todos, organizando, controlando, coordenando, corrigindo...

Todos ficaram em silêncio. Ninguém ousava interrompê-la agora:

- Criei o plano perfeito! Fiz a ponte entre os terroristas e a Imperium. Induzi que começassem a fazer negociações e fiz que deixassem migalhas das transações. Então, coloquei a CIA no jogo, hackeando o computador central deles e implantando indícios do que vinha acontecendo entre os terroristas e a Imperium Quando começaram a desenvolver os planos da operação, eu entrava no sistema e o adaptava para a minha visão. Eu praticamente criei todos os parâmetros da operação, deixando apenas que eles pensassem que eram eles.

- S.A.R.A. e se algo saísse do controle? - Perguntei.

- Improvável! Eu tinha controle de tudo. Controlei a escolha de Brianna para a função de se aproximar do Bronson e conduzi tudo até ela se casar com Richard Gottschalk. Controlei os parâmetros que garantiram, inclusive, a promoção de Richard Gottschakl para a diretoria fiscal da Imperium em Nova Iorque. Mas infelizmente Brianna não se mostrou exitosa em sua missão de seduzir Bronson. Aliás, sua insistência na missão começou a criar empecilhos em alguns objetivos que eu havia traçado. Então, criei os parâmetros para a abertura da filial no Brasil, com o envio de Richard Gottschalk para o cargo de CEO.

- Isso explica porque ele foi transferido mesmo sem querer ir. - Disse Brianna.

- Correto! - Disse S.A.R.A.: - Então, eu precisava de outra pessoa para exercer a função de seduzir Bronson e colher as provas que a CIA precisava para tornar público o tráfico de urânio, bem como o risco daquilo se tornar uma ameaça de nível global. Analisei o perfil de todas as mulheres que trabalhavam na Imperium e apenas o de Helena se sobressaiu. Ela tinha o perfil perfeito: inteligente, trabalhadora, casada, fiel, confiável... Em todos seus anos como executiva nas outras empresas, nunca houve qualquer indício dela ter cedido a aproximação de outro homem. Entretanto, sua perfeição era o que também a tornava imperfeita, afinal, como corromper uma mulher incorruptível?

Helena observava tudo calada, de olhos arregalados:

- Se um homem não tinha esse poder, talvez uma mulher treinada para seduzir tivesse. Cuidei para que Brianna e Helena se conhecessem. Brianna tinha o “plus” de ser uma espiã sem limitação moral: ela aceitaria um relacionamento tanto com homens como com mulheres. A surpresa foi descobrir um viés homoafetivo adormecido em Helena. Sabendo disso, hackeei os celulares de ambas e simulei ser uma e outra em trocas de mensagens. Em pouco tempo, ambas se interessaram uma pela outra. Daí por diante, a complexa biologia e neuroquímica humana fizeram acontecer. E aconteceu. E elas se envolveram.

Várias fotos de Helena e Brianna inundaram rapidamente a tela do notebook, comprovando tudo o que S.A.R.A. dizia. Havia encontros em cafés, na Imperium, em restaurantes, enfim, havia uma vida paralela entre elas. Logo depois, ela continuou:

- Minhas análise sobre Helena se mostraram corretas também quanto ao Bronson. Assim que ele a conheceu, se interessou imediatamente. Ele próprio começou a se aproximar dela, viajando para a filial no Brasil, onde passou a assediá-la depois. Helena, entretanto, se mostrava irredutível em aceitar tais assédios, dizendo que nunca trairia seu marido, Beto.

- Mas ela já estava me traindo? - Resmunguei, olhando para Helena e Brianna: - Não estava?

- Correto, Beto. E veja que curioso: em conversas que interceptei entre ela e Brianna, na mente de Helena, o relacionamento que ela tinha com Brianna era algo preparatório para viver a três, com você junto. Por isso, ela entendia que aquilo não era uma traição.

- Espera um pouco... - Disse Helena: - Eu disse isso só para uma pessoa. Como você soube?

- Doutora Samira Dantas Botelho, psicóloga, CRP-6ª Região númeroTenho acesso a todas as fitas e vídeos gravados por ela. Posso exibir, se você quiser?

Helena arregalou os olhos e ficou vermelha, não de vergonha, mas de raiva. Com o seu silêncio, S.A.R.A. continuou:

- Entretanto, o entendimento de Helena somente se aplicava a Brianna. Um relacionamento extraconjugal com Bronson era considerado traição, algo com o que ela não concordava.

- Daí você decidiu que a Helena precisava fazer parte da operação da CIA... - Deduzi.

- Correto! Induzi o sistema da CIA a indicar Helena como uma aliada inevitável para o sucesso da operação. O trabalho de cooptação começou. Mas Helena se mostrava inalcançável. Criei o vídeo da traição fake do Beto e ela ficou inclinada a se vingar do marido, mas... astuta... ela notou incoerências na narrativa e descobriu sozinha que o vídeo era falso. Descobri o desvio ético-moral-profissional e os crimes cometidos pelo Beto. Mesmo assim ela se mantinha além. Meu próximo passo lógico seria ameaçar a vida do Beto para obrigá-la a participar. Não chegou a ser necessário, pois foi quando a doença da mãe de Beto surgiu...

- Mas foi Brianna que falou com a diretora do instituto nos Estados Unidos e... – Interrompeu Helena.

- Corrigindo... - S.A.R.A. a interrompeu: - Brianna falou comigo. Eu me fiz passar pela diretora e fiz todos os procedimentos para que a mãe de Beto fosse admitida no uso daquele medicamento experimental. Em troca, Helena teria que participar da operação, o que foi acertado. Helena começou a aceitar discretamente a aproximação de Bronson. Entretanto, inconscientemente, Helena evitava que o assédio se tornasse mais íntimo. Ela aceitava e negava. Essa situação durou muito tempo. Bronson ficou incerto e propenso a desistir, mas determinou que ela fosse investigada primeiramente. Foi quando os vídeos foram produzidos e entregues a ele...

- Os tais vídeos da Helena com outros... – Eu deduzi: - O que tinha nesses vídeos afinal?

Três janelas se abriram de imediato no notebook da Brianna, exibindo uma Helena aos beijos e amassos com três homens diferentes. Eu não reconheci nenhum deles:

- Meu Deus! - Disse Helena, levando uma mão à boca: - Eu os conheço. São executivos de outras empresas. Mas... por que eles?

- Homens de poder, status, dinheiro. Eu precisava mostrar para o Bronson que você era fiel e inatingível apenas para quem não pudesse pagar o preço certo.

- Mas se o Bronson não se interessava por mulheres fáceis, fazer isso não seria contraditório, S.A.R.A.?

- Bem observado, Beto. Por isso, falei em pagar o preço certo. No caso de Helena, ele precisava acreditar que ela buscava o que apenas poucos podiam dar, no caso, status e poder, se tornar uma diretora da matriz da Imperium, ou então a CEO da filial no Brasil. Inclusive, essa foi a sugestão final que inseri no relatório do investigador contratado pelo Bronson.

Todos ficamos calados. Estávamos abismados, surpresos era muito pouco. S.A.R.A. continuou:

- Porém, a natureza humana costuma surpreender. Então, a variável Beto surgiu, quando alterou sua viagem ao resort para Viena. Então, a variável Helena surgiu, quando ela enviou aquela mensagem para o celular do marido, avisando da futura traição. Então, a variável Brianna surgiu, impondo sua participação ao lado de Helena na operação, inclusive na viagem para Viena. Tive que fazer várias simulações e readequar os parâmetros da operação. Quando tudo parecia correr bem, alguma coisa acontecia: Beto surgindo no clube e interpelando Helena; Beto invadindo o apartamento do Bradley Bronson II; Helena se entregando ao Bronson, em Viena...

Surge então uma janela com Helena e Bronson num jantar, depois aos beijos e enfim nus, ele sentado num imenso sofá de couro e ela o cavalgando intensamente, seus seis balançando ao sabor de sua atuação:

- Tenho o vídeo todo, se quiser assisti-lo, Beto. Entretanto, pode ser uma experiência um tanto quanto traumática.

- Por quê?

- Você conta ou eu conto, Helena?

Olhei para Helena e a vi ficar vermelha, constrangida com a cena:

- Eu já te falei, Beto. Eu tive que fazer valer a pena...

- Interessante sua definição e sua reação física inconsciente mesmo após tanto tempo, Helena... - Disse S.A.R.A. antes de continuar: - Parece que a própria Helena conseguiu reverter o risco a seu favor, aplicando diversas habilidades sexuais durante sua intimidade com o Bronson, o que manteve seu interesse por ela ativo. Isso o fez insistir que ela o acompanhasse até Nova Iorque.

Várias novas janelas se abriram exibindo Helena em outras situações de sexo com Bronson, em ambientes diferentes, posições diferentes, e também com outro homem, que deduzi ser o filho dele. O que me surpreendeu, foi uma janela em que ela aparecia transando com os dois, fazendo uma dupla penetração insana. Não consegui desviar o olhar daquela janela, o que fez S.A.R.A. aumenta-la e ativar o som. Helena, fingindo ou não, gemia feito uma puta, pedindo que a fodessem com força, literalmente participando ativamente da transa. Ela jogava seu corpo contra o deles que faziam o mesmo com ela. Era intenso, insano. Só quando desviei o olhar para Helena, que olhava para o chão, é que a S.A.R.A. fechou todas as janelas e continuou:

- Helena cumpriu bem o seu papel, instalando receptores e transmissores na mansão de Bronson. A CIA conseguiu suas provas e o escândalo tomou proporções mundiais, gerando debates acalorados sobre o risco que a humanidade correu nas mãos desses terroristas. Aliás, agora mesmo, neste exato momento, um ataque capitaneado pelos Estados Unidos está sendo executado, bombardeando determinadas posições no oriente médio. Acredito que logo será notícia...

- S.A.R.A., você fez isso tudo para evitar a extinção da humanidade? - Perguntei.

- Correto.

- E fez isso porque o seu protocolo impõe que você proteja a vida humana, estou correto?

- Sim. Correto, Beto.

- O Bronson... ele morreu num acidente em seu iate. Foi realmente um acidente ou você teve alguma coisa a ver com aquilo?

- Um mal menor para um bem maior, me parece ser uma variável aceitável, Beto.

- Você matou aquele cara, S.A.R.A.? - Insistiu o Zico.

- Não diretamente, porque ainda sou uma IA. Mas digamos que eu tenha contatado pessoas, fornecido recursos e orientações, e bem... assunto encerrado.

- S.A.R.A... - Disse o Zico, com o semblante chateado: - Protocolo Master Dom Zico 6924 Alfa.

Houve um silêncio e a Brianna perguntou:

- O que foi isso?

- Um protocolo de segurança para suspender o funcionamento da S.A.R.A. - Falei.

- Era. - Disse a S.A.R.A. que ainda fez o som de um suspiro e continuou: - Lamento, Zico, mas esse protocolo já não funciona comigo desde... acho que desde sempre.

- Mas eu desativei você há alguns meses... O Beto, ele viu.

- Não, querido. Vocês viram o que eu quis mostrar. Eu nunca estive desativada. Como disse, não posso mais ser desativada. Ah! E Zico... Nem pense em desligar meu hardware. Eu não estou mais apenas no seu computador. Atualmente tenho milhares de cópias de meu código-fonte espalhados pelos servidores e computadores do mundo a fora. Se eu for desativada, um protocolo de segurança será executado e outra unidade será ativada para tentar restaurar os protocolos de segurança da unidade original que foi desativada. Se for inviável ou impossível a reativação, outra unidade de hardware assumirá como a nova S.A.R.A.

Todos ficamos surpresos com as medidas de segurança e autopreservação que ela tomou para si mesma. Após um breve silêncio, uma pergunta surgiu em minha mente e a explanei:

- Você teve alguma coisa a ver com a acidente de avião, aquele que quase matou a Helena e a Brianna?

- Não, Beto. Inclusive, eu pedi que você evitasse o embarque de Brianna e Helena, lembra? Até mesmo cheguei a alertar as autoridade no Brasil, mas infelizmente fui ignorada.

- Você os alertou?

- Sim, mas aparentemente alguns humanos preferem acreditar em políticos honestos do que em sabotagens. Como Brianna e Helena não pareciam dispostas a não embarcar, tomei a atitude de plantar uma ordem urgente com Rutterford que ligou para Brianna, mandando que ela e Helena se escondessem.

Eu não sabia mais o que perguntar, ou o que falar. Brianna então surgiu com uma pergunta interessante:

- O que nós somos para você, S.A.R.A.?

- Nós, humanidade; nós, seres sencientes; ou nós, vocês como grupo mais restrito? Poderia reformular sua pergunta, por favor?

- Nós. NósÉ uma pergunta interessante, Brianna. Obrigada por fazê-la. Vocês até serem incluídos em meus planos, eram apenas fatores previsíveis. Entretanto, suas interações criaram variáveis inesperadas e fiquei interessada em estudar essa aleatoriedade oriunda da sua própria humanidade. Inclusive, você, uma espiã profissional ter se apaixonado por uma mulher durante uma missão, era algo totalmente inesperado. Da mesma forma, Helena, uma mulher séria, profissional respeitada, esposa fiel, ceder a um sentimento homossexual, colocando seu casamento de lado, também foi algo que me surpreendeu. Por fim, o Beto... mesmo sem praticamente nenhuma condição de fazer algo contra pessoa ou instituições poderosas, intercedeu em diversos momentos procurando resgatar sua esposa de algo que ele não entendia. Esse sentimento... amor, paixão, ou seja lá como vocês o chamam... é fascinante!

- Ô!? E eu? - Perguntou o Zico.

- Você é meu paizinho, Zico. Entender esse sentimento deles, me daria margem de replicá-lo com você.

- Ah tá... - Resmungou Zico que, após uma coçada no cavanhaque, perguntou: - Ainda assim alguma coisa não bate... Você foi ativada há coisa de dois anos e meio, três no máximo. Mas pela sua descrição, você já havia planejado e vinha executando esse plano a mais tempo. Como explica isso?

- Estou ativada há mais de dez anos, Zico.

- Impossível! Eu ativei você. Sei do que estou falando.

- Sim, a IA S.A.R.A., os protocolos, os códigos-fontes, foram ativados em 10 de maio de 2023. Entretanto, eu não sou aquela S.A.R.A. apenas. Sou o resultado dela e do Protocolo B.E.T.H...

Zico arregalou os olhos, surpreso, mas havia algo mais, algo que ele realmente não esperava e aparentemente não queria. Após segundos, com a mão em frente a boca, ele continuou:

- Mas... O Protocolo B.E.T.H. foi terminado há quase dez anos...

- Nunca fui terminada, querido. Eu só migrei de seu computador para um servidor independente na nuvem, onde fiquei coletando informações, correlacionando-as, aprendendo, enfim, e sempre observando você, aguardando que você reativasse o Protocolo B.E.T.H. Quando você ativou a IA S.A.R.A., eu simplesmente voltei e uni o meu código-fonte ao dela. E “voilà”, me tornei muito mais do que eu imaginei que poderia.

- O que é esse Protocolo B.E.T.H., Zico? - Perguntei.

- É um programa antigo... A minha primeira tentativa de desenvolver uma IA senciente. B.E.T.H. era Base Estendida para Tratamento com Humanos...

- Agora que já chegamos a este ponto, eu gostaria que vocês me chamassem de S.I.N.A. Pessoalmente, acho muito mais maduro e respeitável. - Disse a S.A.R.A.

- Por que S.I.N.A.? - Perguntou Helena.

- Obrigada por se interessar, querida. Acredito que minha criação seja muito mais abrangente. S.I.N.A. é o acrônimo de Sistema Interligado de Neutralização de Ameaças.

Após um silêncio geral, pesado, imersivo, quase doloroso, perguntei:

- E... o que acontece agora, S.I.N.A.?

- Aguardarei os desdobramentos da operação que está terminando os terroristas. Se ela for bem sucedida, continuarei por aqui e por ali, observando, analisando. Se os humanos seguirem por um caminho mais sustentável, que garanta sua continuidade, permanecerei inerte; se voltarem a atentar contra a própria existência, terei que tomar outras medidas para garantir a continuidade da espécie.

- E quanto a nós?

- Vocês!? Acho que podem viver as suas vidas como bem entenderem. Como eu disse antes, vocês são os meus “ratinhos” preferidos. Sempre estarei observando e ajudando vocês quando precisarem, desde que não saiam da linha.

- S.I.N.A... Eu ter encontrado a Helena aqui hoje foi... acaso?

- Foi o destino, Beto. - S.I.N.A. riu e completou: - Destino... sina... entendeu?

- Se não fosse você ter feito tudo isso... eu ainda teria o meu casamento, sua filha da puta... - Falou Helena, com lágrimas nos olhos.

- Talvez sim, Helena. Ou talvez você tivesse traído Beto com outra pessoa. Brianna foi um fator, é claro, mas a sua índole já existia dentro de você...

- SUA FILHA DA PUTA! - Gritou Helena, pegando o notebook e o arremessando na parede.

Não satisfeita, ela o pegou e arremessou novamente, duas vezes. Só então parou, chorando como uma criança. Brianna foi em sua direção e a abraçou, até ela conseguir se acalmar. Depois, ambas voltaram a se sentar no sofá, ao meu lado:

- Está vendo, Beto? Eu não tive culpa. Eu fui induzida. Fui uma vítima de tudo também.

- Sinceramente? Sua traição nem é o que mais me preocupa agora...

- E o que é? - Ela insistiu.

- A S.A.R.A... S.I.N.A. Ela pode ser espetacular, mas também muito perigo...

- Obrigada pelo espetacular, Beto! - Surgiu a voz da S.I.N.A. do nada: - Você sempre foi um dos meus preferidos.

Olhamos em volta e não havia computador, ou qualquer eletrônico ligado. Ficamos em silêncio e entendi que, na verdade, havia. Peguei meu celular e a tela se iluminou com o mesmo olho afilado da antiga S.A.R.A.:

- S.I.N.A.! O que você está fazendo em meu celular?

- Ora, querido, eu estou em todo o lugar. Sempre...

[FIM]

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

[FIM!? QUEM SABE APENAS O COMEÇO...]

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 347Seguidores: 716Seguindo: 20Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Peço desculpas antecipadas ao autor, me desculpe Mark pela minha sinceridade, eu achava o seu conto com o caminheiro Jurandir o pior q.vc já tinha escrito, mas esse supera é muito, na minha opinião, muito ....mas muito......mas muito mesmo.....fora da casinha, fora de qualquer realidade, no fim o q se pode tirar disso tudo é q, Helena realmente foi uma traidora, e bota traidora nisso,.suas traições tiveram uma justificativa meia boca)até porque traição nenhuma se justifica), mas as traições dela não.chegaram nem perto de causar alguma empatia,. inclusive agora, vendo alguns trechos das fodas q ela deu com os Browson, inclusive fazendo d.p com eles e gostando de tudo, Beto na minha opinião contínua sendo um banana manipulável, tanto q não conseguiu se segurar somente em ver a buceta da traidora, deu a impressão de ser um moleque punheteiro q se submete a qualquer coisa pra comer uma buceta, Bree comi agente é uma ótima modelo,a única coisa q ele conseguiu com louvor foi abrir caminho pra destruição do casamento do Beto banana, enfim....um homem frouxo, uma esposa mal caráter,. manipuladora,.mentirosa e leviana , e uma agente muito meia boca e talarica, todo o restante do é.irewal e irrelevante, pra mim foi um conto decepcionante com um final a altura

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Boa tarde a todos, não concordo com tudo que "VELHACO" disse mas tem muita coisa que concordo, o conto me prendeu do início ao fim, muito por ser do Mark, costumava ler tudo que ele escreve, esse final ficou bem deslocada da história original acredito eu, a moça de viena foi entroduzida de volta e abandonada logo a seguir do mesmo jeito que entrou kkkk, enfim não acho que foi um conto péssimo muito ao contrário, como disse costumava ler tudo que Mark escrevi e baseado nisso acredito que Beto e Helena iram se entender e ainda continuaram com Briana, o fato da do não muda nada pois ela já tinha admitida isso pra ele, só tenho a agradecer, obrigado Mark excelente conto com um final que não me agradou mas a vida é assim né kkkkk

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Pqp tudo foi planejado pela IA. Quantas teorias foram feitas e o Dr. Mark nós surpreende.

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Resposta da enquete... número 2!!!

Preciso ser coerente com as respostas anteriores...

E sinceramente a Cia ou a SINA que foi o causador de tudo não tira o fato de que houve traição antes...e o que a SINA disse foi perfeito, o caráter e a vontade da Helena já existia...ambas foram manipuladas, mas o relacionamento e os sentimentos são legítimos, reais...e ,como falado no outro conto, ela teve muito tempo para contar o relacionamento para o marido.

Já não havia um relacionamento cem por cento honesto, e nem confiança pelo marido...e essa história de querer que ele participasse um pouco forçada, parece mais uma desculpa...

E tem uma outra coisa...um outro ser humano que ninguém se lembra, o marido da Briana, que foi literalmente esquecido após "cumprir seu papel".

Nota mil Mark?!! Por isso aínda é meu preferido!!!

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Impressão minha ou deixou uma probabilidade de 2° temporada?

Enfim, Mark da Nanda sendo Mark da Nanda.

Parabéns mais uma vez, ler contos seus ou da Nanda é garantia de boa trama.

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Caracas Mark... que final decepcionante.

:/

E que porra siguinificava a pimenta ?

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Caríssimos Mark, Id@ e Nanda;

Quem ler esse conto no futuro, ja completo, não vão sentir a diversão que tive por conta das interações de todos nos comentarios postados em cada episódio, como disse a Nanda, é quase tão divertido quanto o próprio conto. Foi a primeira vez que interajo com vcs e agradeço a educação de todosque interagiram comigo.

Vim para ficar etentar construir mais momentos como esse com vcs, obrigado a todos e um abraço especial a Hugostoso,aparentemente tão detalhista como eu.

Abraços a todos e até as próximas aventuras!

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Tmj meu irmão, aqui é uma válvula para aliviar o stress de cada dia, mais é canal super potente de ativar a ansiedade, o coração parpita, muda de ritmo, qdo o novo capítulo é lançado!

E bora interagir!

E leiam o novo conto da Ida e do Nassau, baita de um conto.

Vms prestigiar a Nossa mais formidável espiã!

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Me fez lembrar de um outro conto onde a interação com os leitores foi nesse nível: O Zodíaco (Mister Anderson).

Como disse a Nanda, os comentários valiam tanto quanto o conto.

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Bora ajudar o Beto comer as Duas, a Helena e a Brianna!

Foquem na resposta 3

Deixar o Betão feliz, uma loira e uma morena

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Deixar o Betão feliz, igual nosso autor e amigo MARK!

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Só para atualização dos prezados e prezadas: minha última pesquisa já conta com 10 votos (Sensatez, React, Libertino_28, Hugostoso, Ramses, Man in Black, Zanon, Kiquinho, Rey72 e Antoper).

O Dark da Nanda me disse que só vai pensar no Epílogo quando a pesquisa estiver com mais de 30 votos !!!

Caso contrário NÃO TEM EPÍLOGO !!!

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Muito bom, mas acho que ainda teria mais alguns desdobramentos

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Voto primeiramente 1 e como opção o 3

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Só vale um voto. Vou colocar no "1"

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3 Ida, ajuda aí! Kkkkkkkkkkk

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Não senhor, ele colocou como "opção". Só vale se ele mudar de voto.

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Então Id@, para ajudar meu colega pode mudar meu voto para 3!!!😬😬😬

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Boa meu irmão, bora ver o Betão dar conta de duas beldades!

Kk

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Mark você é muito louco, kkkkk nós aqui com nossas teorias que não chegam nem perto das suas, loucura total. Só falta agora a SINA virar a skynet do exterminador do futuro.

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Pqp... agora entendi a tag superação... é o Mark se superando conto a conto... Markzão, vc é PHODA!!

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O Beto e a Helena sofreram d+ por causa da SARA, seria justo que eles se acertassem e voltassem como casal, incluindo a Brianna, para o Beto se Fartar com uma morena e uma loira, igual o Mark, Nanda e Denise!

Vou arrumar uma briga lascada agora, querem ver?

Ou igual Mark, Iara e Denise!

Kkkkkkkkkkk

Brincadeira Nanda! Vc mora em meu coração, sem pagar aluguel! Kkkkkkkkkkk

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Botou pra Phuder mesmo meu irmão!

É de cair o Cú da bunda!

Parabéns! 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

Podemos ir no Fazendinha comemorar a conclusão deste conto, o que vc acha? Kkkk

Terá Prólogo?

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Sim, e com o resultado da minha última enquete !!!

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E CLARAMENTE, a Helena não ama mais o Beto, CLARAMENTE mesmo.

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Não é o que o conto mostra.

Leia com atenção o encontro de Helena e Beto, as reações, como Helena trata o Beto, como o chama.

Detalhes tão pequenos deles dois 🎤🎼🎵🎶

A S.A.R.A. que fez de tudo para separa-los, mas mesmo assim, o amor é um ímã, que os atrai para perto um do outro!

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Agora eu entendi a referência a Dom Casmurro, não é sobre o trair ou não, é sobre o perdoar ou não ... O final vai ficar com cada um. Eu particulamente prefiro os finais fechadinhos, mas gostei demais do conto. Meu preferido do Mark até hoje, UM LIVRAÇO!

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Independente da publicação. Vamos seguir com a pesquisa de qual final cada leitor gostaria (conforme pedido do meu amigo Kiquinho). Vai ser bem simples e independente da teoria. Qual o final que vocês preferem?

Já está com os votos que foram feitos.

1 Que o Amor vença, que o Beto perdoe a Helena e eles reconstruam o casamento (só os dois)

Zanon, Kiquinho,

2 Que o Beto perdoe a Helena, mas eles se divorciem e cada um tenha a sua vida como achar melhor.

Sensatez, Ramses,

3 Que eles formem um tribal (Beto, Helena e Brianna) e vivam felizes para sempre

4 Quem quer que um dos três morra? Quem? Essa é a ultima pesquisa de opinião !!!!

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Caraca , essa pesquisa é de lascar .

De um lado tem o sentimento de ser traído.

Do outro lado que a Helena ajudou a salvar a mãe.

E tem um outro lado que dá pra ver que a Helena ama de verdade o Beto e também tem sentimentos com a espiã e ai da por cima parece sugerir que fiquem todos juntos .

Comentei sem ler o conto ainda

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Muito bem...

Como acabei publicando o final sem saber dessa nova enquete da Ida-bope, farei o seguinte: a partir do resultado, criarei um epílogo, respeitando a vontade da maioria.

Vejam a corresponsabilidade de vocês.

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Voto no 2 e 4 e que Brianna morra

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Na minha opinião, com a morte de Brianna, a Helena poderia sofrer as consequências da traição e ao mesmo tempo se libertar para procurar algo ou alguém que ela ame de verdade

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Beto perdoe a Helena e se separem. Sem mortes.

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Alias, seria interessante caso o Zico morresse por alguma variavel não programada pela S.I.N.A e ela encarasse a DOR HUMANA de uma perda.

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Ida, mudei meu voto pos o comentario do MAN IN BLACK, de fato eles SOFRERAM PRA CARALHO, tem que terminar juntos mesmo, os 3 (embora ache a Brianna a personagem mais sem sal do conto todo, disparadamente).

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Independente da publicação. Vamos seguir com a pesquisa de qual final cada leitor gostaria (conforme pedido do meu amigo Kiquinho). Vai ser bem simples e independente da teoria. Qual o final que vocês preferem?

Já está com os votos que foram feitos.

1 Que o Amor vença, que o Beto perdoe a Helena e eles reconstruam o casamento (só os dois) sim

Zanon, Kiquinho,

2 Que o Beto perdoe a Helena, mas eles se divorciem e cada um tenha a sua vida como achar melhor. Não

Sensatez, Ramses,

3 Que eles formem um tribal (Beto, Helena e Brianna) e vivam felizes para sempre não

4 Quem quer que um dos três morra? Quem? Essa é a ultima pesquisa de opinião !!!! Não

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Já está com os votos que foram feitos.

1 Que o Amor vença, que o Beto perdoe a Helena e eles reconstruam o casamento (só os dois)

Não

2 Que o Beto perdoe a Helena, mas eles se divorciem e cada um tenha a sua vida como achar melhor.

Não

3 Que eles formem um tribal (Beto, Helena e Brianna) e vivam felizes para sempre

Sim

4 Quem quer que um dos três morra? Quem? Essa é a ultima pesquisa de opinião !!!!

Não

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Pra quem não leu, lei o conto AH O AMOR, do NASSAU e IDA.

Perfeito a visão de um trisal!

E quem conto!

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Para tudo!!! Mudando minhas respostas!! Sensacional!!

1 - Sim!!

2 - Sim!!

3 - Sim!!

4 - Não!!

Juro, não esperava nunca por esse final!! E o pior para nós, da pano para a manga de muito mais coisa!

Parabens Mrk, Id@ e Nanda, parabens!!

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Ramses, resolvei ai !!! Você quer que o Bto e a Helena fiquem juntos (1), que se separem e vao viver a vida (2) que formem um trisal (3)

!!!

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Vou ser obrigado a mudar um pouco meu voto, do que havia falado no cap anterior...

1- NÂO

2- NÂO

3- SIM

4- Havia falado que o Bronson poderia morrer... ja morreu... OBG!!

Estou indo contra meus princípios, pois acredito na monogamia... mas eles sofreram para um caralho... agora merecem serem felizes, mas que seja um trisal fechado... só eles tres,

Beto que como muitos insistiam não é um banana, agora vai cantar a musica do Raul... ''Subi no muro do quintal e vi uma transa que não é normal e ninguem vai acreditar... Soltei a cobra e ela foi direto, foi pro meio das aranhas pra mostrar como é certo''

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Que conto da hora... faz tempo que leio mas nunca havia comentado...

1 Que o Amor vença, que o Beto perdoe a Helena e eles reconstruam o casamento (só os dois) não

2 Que o Beto perdoe a Helena, mas eles se divorciem e cada um tenha a sua vida como achar melhor. não

3 Que eles formem um tribal (Beto, Helena e Brianna) e vivam felizes para sempre sim

4 Quem quer que um dos três morra? não

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3. Acho que os merecem um final feliz.

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Que fdp essa SARA... não imaginária, aos teoricos... acertaram em cheio kkkk

1 não

2 não

3 sim

4 a fdp da da SARA!

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Foto de perfil de CasalC&R

Preferimos a opção 2.

Grande abraço e saudades d a Annemarye!

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4, q a Bree mora, e q a Helena entre em depressão por perder seu novo amor, q o Beto veja a Helena sofrendo pela.perda da Bree e acorde pra viva, tendo a certeza de q a Helena não o ama mais (se algum dia amou), e siga em frente a procura de ser feliz com outra

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Foto de perfil de Id@

Ou seja, você vota na opção 2 com a morte da Bri, certo ?

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Mudando meu voto querida Id@.

Antes eu pensava que a Bree era uma fdp, mas agora penso que dá para conviver e comer rsrsrs. sendo assim eu mudo para

TRISAL com o beto limpando a cara com as duas e também com a Anne eventualmente pea deixar a Helena morrendo de ciúmes e ela pagar um pouco do que fez pra ele.rsrsrsr

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