Entre as curvas e cheiros de mamãe. pt 2 - Entre sol, praia e suor

Um conto erótico de Yan
Categoria: Heterossexual
Contém 4466 palavras
Data: 25/02/2026 22:18:07

Acordei na manhã seguinte com um turbilhão no peito.

Havia algo dilacerado dentro de mim, a consciência da transgressão, o peso do que fizemos. Mas, ao mesmo tempo, uma estranha mistura de emoção e felicidade insistia em sobreviver à culpa.

Fiquei alguns minutos imóvel, encarando o teto. E a imagem de mamãe com os peitões de fora invadiram minhas lembranças.

Isso realmente aconteceu?

Ou foi apenas o vinho… um sonho imprudente demais para ser verdade?

Levantei devagar, quase receoso de encarar o mundo. Mais especificamente, de encará-la. Não fazia ideia do que diria a minha mãe. Como sustentaria aquele olhar depois da loucura da noite anterior.

Mas o medo de encontrá-la logo se transformou em outro, o medo de não encontrá-la.

O quarto estava silencioso demais.

Ela não estava ali.

O coração disparou. Procurei pelas malas. Lá estavam. Intactas. Um alívio quase infantil me atravessou. Ela não tinha ido embora.

Peguei o telefone. Pensei em ligar.

Congelei.

A simples ideia de ouvir sua voz me parecia arriscada demais. Então esperei.

Tomei um banho demorado, como se a água pudesse organizar meus pensamentos. Comi alguns biscoitos sem realmente sentir o gosto. Depois me joguei no sofá, rolando o celular, tentando distrair uma mente que insistia em reviver cada detalhe da noite.

A porta se abriu alguns minutos depois.

Ela entrou usando um vestido roxo de alcinhas, leve, fluido, insinuante sem esforço. Um óculos de sol pendia dos cabelos desalinhados, e ela trazia sacolas de papel em uma das mãos.

Caminhou pelo quarto como se estivesse completamente à vontade. Como se nada tivesse acontecido.

Passou por mim, sorriu com naturalidade quase cruel.

- Até que enfim acordou. Pensei que fosse precisar te jogar da cama.

Eu sorri para ela, tentando parecer tranquilo. Mas o sorriso não sustentou o olhar.

A vergonha era pesada demais. Desviei os olhos, baixei a cabeça e respirei fundo. Uma pressão invisível se instalou no peito, como se a noite anterior estivesse prestes a me esmagar.

Mamãe, porém, agia com uma serenidade desconcertante. Sentou-se ao meu lado no sofá e me entregou uma das sacolas.

- Toma. Comprei protetor solar… e uma sunga pra você.

Fez uma pausa leve, quase divertida.

- Eu sei que você não é muito fã de praia. Mas achei meio absurdo a gente estar num hotel de frente pro mar e não aproveitar.

O sorriso dela era tão natural, tão carinhoso, que aos poucos a pressão no meu peito começou a ceder.

- Comprei um biquíni pra mim também. Acho que vai ficar bom.

Abriu a outra sacola e puxou as peças pretas com uma naturalidade desarmante.

Peguei a sacola que ela me entregou, mas continuei em silêncio. A confusão dentro de mim só aumentava.

Foi então que ela disse, olhando para a parede, evitando meus olhos:

- Sabe… fazia muito tempo que eu não bebia como ontem. Nem lembro direito como a gente chegou no quarto. Na verdade… não lembro de quase nada.

O tom parecia leve demais. Ensaiado demais.

Eu entendi.

Ela estava me oferecendo uma saída. Uma forma elegante de apagar a noite.

Ficar em silêncio seria concordar com esse pacto.

Depois de alguns segundos, finalmente consegui encará-la com mais calma.

- Tudo bem… - respondi. - Vamos à praia. Eu me arrumo.

Ela riu, quase infantilmente feliz com a resposta.

E foi então que eu realmente a observei.

O vestido roxo caía leve sobre o corpo dela, desenhando formas sem esforço. O decote não era exagerado, mas havia ali uma presença impossível de ignorar. Um movimento sutil sob o tecido, livre, natural. Ela não usava sutiã. Os seios estavam em movimento e me convidavam a observá-los.

E isso tornava tudo ainda mais perigoso.

Entrei no banheiro e vesti a sunga preta que ela havia comprado para mim. Por cima, coloquei uma bermuda leve e uma regata simples. Respirei fundo antes de sair, como se aquele fosse um novo começo.

Quando voltei ao quarto, ela estava ao telefone.

Caminhava de um lado para o outro, sorrindo com naturalidade, completamente à vontade. Já havia se trocado. Usava o biquíni preto que mencionara mais cedo, simples, direto, marcante.

Fiquei parado por alguns segundos.

Não por surpresa. Mas porque era impossível não olhar.

Havia algo no jeito como ela se movia, a segurança dos passos, o modo como inclinava o rosto enquanto falava, o hábito de enrolar uma mecha de cabelo entre os dedos enquanto ria; ou então os seios corpulentos que eram pressionados sobre a parte de cima da peça e pareciam querer se libertar a qualquer momento. E a parte de baixo? Pequena e ousada, mal parecia caber o grande pacote de carne que ela guardava.

O sol que atravessava a janela tocava sua pele com suavidade, desenhando contornos naturalmente agradáveis.

Ela era bonita de um jeito que não dependia de artifício. Havia presença nela. Maturidade. Uma sensualidade tranquila, que não precisava pedir atenção, simplesmente ocupava o espaço.

E eu estava ali, parado, tentando agir como se aquilo fosse apenas mais uma manhã qualquer.

Foi então que a pergunta me atravessou: quando, exatamente, eu havia começado a desejá-la? Aquilo não era recente, vinha de longe. Eu era bem mais novo e mal compreendia os meus sentimentos. Ainda assim, lembro com nitidez do efeito que ela tinha sobre mim. No início, tentei negar, fingir que era coisa da minha cabeça. Mas não era.

Ela desligou o telefone ainda sorrindo, com aquela energia luminosa de quem acordou de bom humor.

- Quem era? - perguntei, tentando soar casual.

- Sua tia. - respondeu sem hesitar, guardando o celular na bolsa de praia.

Depois me olhou de cima a baixo, avaliando discretamente.

- Está pronto? - perguntou, aproximando-se um passo. - Vamos aproveitar a praia. Hoje eu não pretendo voltar cedo pro quarto.

O sorriso veio acompanhado de uma piscadela rápida, cúmplice demais para ser inocente.

Era como se dissesse: o dia é longo… e imprevisível.

***

Passamos a manhã na praia.

Escolhemos um trecho mais afastado, perto de um quiosque abandonado que encarava o mar como um vigia cansado. À frente, algumas rochas de formas curiosas emergiam da areia, lembrando tartarugas de aço adormecidas.

Quase ninguém passava por ali. Dois vendedores surgiram ao longo da manhã, e depois o silêncio voltou a dominar tudo.

Ficamos praticamente sozinhos.

O mar estava calmo. O sol alto. O tempo parecia desacelerado.

Mamãe passou boa parte da manhã deitada sobre uma esteira, entregue ao calor. Colocou os óculos escuros, ajeitou o corpo com naturalidade e ali permaneceu, deixando que o sol desenhasse tons dourados sobre a pele já levemente marcada pelo bronzeador.

Havia algo hipnótico na forma como ela simplesmente existia naquele espaço, tranquila, segura, alheia ao efeito que causava.

Eu fiquei sentado ao lado dela, protegido pela sombra de um guarda-sol. Fingindo distração no celular.

Mas, de tempos em tempos, meu olhar escapava.

Não era apenas contemplação.

Era um esforço inútil de fingir indiferença diante de uma presença impossível de ignorar.

Como disfarçar a excitação diante daqueles seios volumosos, que queriam escorrer pelas laterais da parte superior do biquíni, e espalhavam-se pelo busto; eram lindos. E eu os tinha chupados. Mamado neles. Isso me enchia de um sentimento que misturava alegria e culpa. O resto do conjunto também estava ali. Sua barriga feminina brilhava, embebida em protetor solar. As pernas grossas e o pacote vultuoso de buceta. Tudo me hipnotizava.

Eu não conseguia sustentar a farsa de indiferença.

Fingía que digitava no celular, que respondia mensagens urgentes, mas era apenas um disfarce frágil para o olhar que insistia em voltar até ela.

Mamãe permanecia deitada ao sol, os óculos escuros escondendo os olhos e tornando sua expressão indecifrável. Havia serenidade em seus traços. Um sorriso leve, quase imperceptível, repousava em seus lábios.

A luz refletia na pele protegida pelo bronzeador, criando um brilho discreto, quase líquido.

Em alguns momentos, perguntei a mim mesmo se ela sabia.

Se percebia que meu olhar sempre retornava.

Se sentia que minha atenção se demorava mais do que deveria.

Talvez soubesse.

Talvez aquele sorriso tranquilo fosse exatamente a resposta que eu temia.

Foi ela quem quebrou o silêncio.

- Com quem você fala tanto nesse celular?

Inventei que era um amigo.

Ela inclinou levemente o rosto.

- Pensei que fosse alguma nova namorada…

- Não quero namorar tão cedo - respondi. - Depois do que aconteceu… talvez seja melhor eu ficar sozinho por um tempo.

Mamãe virou o corpo na minha direção, apoiando a cabeça na mão. O sol tocava o contorno do rosto dela, mas a expressão agora era séria.

- Não fala isso - disse, firme. - A vida não acaba porque alguém traiu você. Existem muitas mulheres por aí… mulheres bonitas, interessantes… que adorariam estar com você.

Eu a escutava em silêncio, sustentando o olhar com a mesma intensidade.

Ela também tinha sido traída. Mais velha, mais experiente, envolvida no mesmo desastre que misturou o papai e minha ex-namorada. Ainda assim, falava com maturidade, quase como se estivesse alguns passos à frente de mim no processo de cicatrização.

Depois de alguns segundos, concordei.

- Você tem razão.

Ela sorriu com segurança.

- Eu sei. Eu quase sempre tenho.

Ela se sentou devagar na beira da esteira, os movimentos lentos, quase calculados, como se soubesse exatamente o poder que tinha sobre mim. Com um gesto simples, mas carregado de intenção deliberada, levou as mãos à nuca e amarrou os cabelos num coque frouxo. O gesto ergueu os braços, e ali estava de novo: aquele recorte perfeito que me desarmava toda vez.

As axilas surgiram expostas, impecáveis. Pele lisa, depilada com perfeição, levemente úmida do calor da manhã e do sal do mar que ainda grudava no corpo dela. Um brilho fino de suor cobria a concavidade macia, refletindo a luz do sol como se convidasse o olhar — e a boca — a se aproximar. O cheiro chegou em ondas sutis: uma mistura quente e natural de pele aquecida, suor fresco e o resquício de protetor solar com amêndoas, algo que era ao mesmo tempo inocente e obscenamente íntimo.

Logo abaixo, os seios grandes e cheios tensionavam o tecido fino da parte de cima do biquíni. O decote profundo subia e descia com a respiração dela, os mamilos endurecidos marcando o pano molhado, quase implorando para serem tocados de novo. A memória da noite anterior invadiu minha mente como um choque elétrico: minha boca fechada sobre eles, a língua circulando os bicos duros enquanto ela gemia baixo, os dedos enfiados no meu cabelo me puxando mais fundo.

Uma onda de calor subiu pelo meu peito, misturada a uma alegria estranha, quase possessiva. Era como se eu tivesse marcado aquele corpo, os seios que chupei até ficarem vermelhos, as axilas que lambi devagar até sentir o sal na língua, e agora, ali na luz do dia, ela me exibia tudo de novo, sem pressa, sem pudor.

Ela percebeu meu olhar fixo. Não baixou os braços. Pelo contrário: esticou-os um pouco mais, arqueando as costas de leve, fazendo as axilas se abrirem ainda mais, a pele esticada revelando cada poro minúsculo, cada centímetro de vulnerabilidade quente.

Fiquei imóvel.

Ela percebeu. Claro que percebeu.

Riu baixo, antes de dizer, ainda olhando para o mar:

- Sabe… eu nunca entendi o que a sua ex viu no no teu pai. Você é mais bonito. E… tem mais pegada.

Mais pegada?

A palavra ecoou.

Então ela lembrava da noite anterior.

Um frio percorreu meu corpo: mistura de nervosismo e tesão.

Respirei fundo. Não podia recuar agora.

- Eu também nunca entendi o que o papai viu na minha ex. - respondi, com a voz mais firme do que eu me sentia. - Porque a senhora… é muito mais bonita e gostosa que ela. Se eu fosse o papai, nunca teria lhe traido.

- Isso foi uma cantada? - perguntou ela, com um brilho divertido nos lábios.

Olhei para a areia. Depois para o horizonte. Procurava uma coragem que ainda não sabia se tinha.

- Talvez… - respondi, sentindo a voz vacilar por um instante. - Talvez tenha sido, sim.

Tentei soar leve, quase brincalhão. Se ela recuasse, eu poderia fingir que era só uma piada. Um comentário solto levado pelo sol e pelo vento.

Mamãe ergueu os óculos escuros e os apoiou sobre a testa. Pela primeira vez naquela manhã, seus olhos me encararam sem barreiras.

O sorriso ainda estava ali - mas havia algo mais por trás dele.

- Então toma cuidado… - Disse, com calma. - Eu não sou uma mulher fácil.

Fez uma pausa breve, sustentando o olhar.

- E você precisa ter certeza absoluta do que quer. Pois, existem situações que não tem mais volta.

Não esperou minha resposta.

Levantou-se com naturalidade e começou a caminhar em direção ao mar. Não havia pressa nos passos, era quase um desfile involuntário, seguro, consciente da própria presença.

Eu fiquei ali, vendo-a se afastar, com a sensação de que o jogo tinha acabado de ficar muito mais sério.

Permaneci sentado por alguns minutos, observando enquanto ela entrava no mar.

A água subia lentamente por suas pernas, pela cintura, até envolvê-la por completo. Havia algo quase hipnótico naquele movimento, como se o mar a recebesse com intimidade.

Fiquei ali, perdido em pensamentos.

Será que ela sempre soube? Que eu a desejava há tanto tempo, em silêncio? E por que só agora, naquela viagem, começou a provocar?

As perguntas se acumulavam. Talvez ela estivesse, sim, me oferecendo uma chance. Talvez estivesse apenas brincando com a minha insegurança.

E a noite anterior… teria sido apenas vinho?

A única maneira de descobrir era atravessar o medo.

Olhei em volta. Aquele trecho da praia continuava quase vazio, protegido pelas rochas e pelo silêncio.

Respirei fundo.

Tirei a bermuda e a regata, ficando apenas de sunga. O vento tocou a pele aquecida pelo sol como um alerta tardio. Ainda dava tempo de desistir. Mas não desisti.

Caminhei até a água.

Mamãe me observava enquanto eu me aproximava. Sorria com uma calma que parecia saber exatamente o que eu estava enfrentando por dentro.

- Nada como os vinte anos, não é? - disse ela, com leveza. - Desse jeito você ainda vai acabar em propaganda de sunga.

Senti o rosto esquentar.

Ela percebeu.

Riu do meu desconcerto, mas sem crueldade. Era um riso cúmplice. Como se dissesse: relaxa… tá tudo bem.

- Eu sei o que eu quero - respondi assim que a água envolveu meu corpo.

Fiz uma pausa, buscando firmeza na voz.

- Só que algumas coisas… são difíceis de processar. A senhora mesma disse. Depois que acontecem, não tem volta.

Evitei encará-la diretamente. O horizonte parecia mais seguro do que os olhos dela.

Mamãe não respondeu com palavras.

Apenas começou a nadar ao meu redor, lenta, quase circular, como se me estudasse. A água se movia suave ao seu redor, acompanhando o ritmo dela.

De repente, mergulhou.

Meu coração acelerou no instante em que a perdi de vista.

Ela emergiu bem na minha frente, rompendo a superfície com um pequeno estalo líquido. A água espirrou ao redor enquanto ela afastava os cabelos molhados do rosto.

Sorriu. Aquele sorriso maroto que misturava desafio e convite.

Estávamos próximos demais agora. Eu sentia o calor da pele dela mesmo com o mar entre nós. A perna dela roçou na minha, leve; talvez por acaso. Talvez não.

Antes que eu pudesse reagir, ela bateu a mão na água, lançando um jato contra mim.

Demorei meio segundo para entender a provocação, e respondi na mesma medida.

Rimos. A tensão se dissolveu por alguns instantes na leveza da brincadeira. A água voava entre nós, misturando riso e respiração acelerada.

- Eu desisto! - Disse ela, entre risos, erguendo as mãos em rendição.

Eu diminuí o ataque.

Foi quando ela se aproximou de novo.

Mais devagar dessa vez.

De repente, sem aviso, ela me envolveu por trás. Seus braços deslizaram ao redor da minha cintura, firmes e quentes, me prendendo contra ela como se eu fosse dela. Senti o impacto imediato: os seios grandes e cheios se pressionaram contra minhas costas nuas, macios, pesados, ainda quentes do sol apesar da água. Os mamilos endurecidos roçavam minha pele a cada respiração dela, dois pontos firmes que traçavam linhas invisíveis de fogo ao longo da minha coluna. A água escorria entre nós, mas o calor do corpo dela vencia; era como se ela estivesse me marcando com o próprio fogo.

Sua pele molhada colava na minha, escorregadia, sedosa, o sal do mar misturado ao suor sutil que ainda restava dela. Cada centímetro de contato era elétrico: a curva da barriga dela contra minhas costas, os quadris se encaixando nos meus, o monte macio do sexo dela roçando de leve na base da minha coluna quando uma onda maior nos balançava. E então veio o cheiro; aquele perfume feminino de baunilha doce e quente, agora intensificado pelo sal do mar, pelo calor da pele aquecida, por algo mais primal que subia do corpo dela. Era inebriante, invadia minhas narinas a cada inspiração profunda, me deixando tonto, faminto.

Ela encostou o queixo no meu ombro, os lábios roçando minha orelha, a voz baixa e rouca, quase um sussurro que se misturava ao barulho das ondas.

- Eu adorei ontem à noite... no quarto - murmurou, o fôlego quente contra minha pele arrepiada.

Enquanto falava, ela apertou o abraço um pouco mais, empurrando os seios com força contra mim, os mamilos duros agora cravados como promessas. Senti o corpo dela se mover sutilmente, um rebolado lento, quase imperceptível, que fez seu sexo roçar de novo na minha bunda. Meu pau, já duro, latejou dolorosamente dentro da sunga fina, pressionado contra o tecido molhado.

- Me cheirar de novo - continuou, a voz ganhando um tom de ordem suave. - Quero sentir aquilo de novo.

Ela ergueu um braço devagar, deixando a axila exposta bem perto do meu rosto — a pele lisa, ainda brilhando com gotas que escorriam devagar, o cheiro natural dela misturado ao baunilha e ao mar invadindo tudo. Uma gota escorreu da dobra úmida e caiu na minha clavícula, quente, salgada.

Eu virei o rosto de leve, o nariz quase tocando ali, inalando fundo. Ela gemeu baixinho no meu ouvido, um som que vibrou direto no meu pau.

— Vai... cheira. Lambe se quiser. A gente tá sozinho.

A água nos balançava, os seios dela subiam e desciam contra meu peito a cada onda, e eu soube que não ia resistir por muito tempo.

E eu não resisti. Nem tentei. Minhas mãos deslizaram pela cintura dela, dedos afundando na pele quente e escorregadia, segurando firme como se o mar pudesse nos separar a qualquer momento. Puxei o corpo dela mais para perto, e levei o rosto devagar até uma das axilas perfeitas; exposta, convidativa, brilhando com gotas de água do mar misturadas ao suor sutil que o calor da tarde ainda insistia em produzir.

Respirei fundo, bem perto. O aroma me invadiu como uma onda maior: baunilha doce e quente, agora entrelaçada ao sal do oceano, ao cheiro natural e limpo da pele dela depois de horas exposta ao sol e à água. Era o tesão em forma de essência; perfume caro misturado ao suor fresco, aos segredos que só o corpo revela quando está excitado, à intimidade de uma mulher bem cuidada que sabe o poder que tem. Inalei devagar, deixando o ar entrar pelos poros, sentindo o calor irradiar da dobra macia contra meu nariz. Meu pau latejou forte dentro da sunga, pressionado contra a coxa dela.

Ela gemeu baixo, um som rouco que vibrou contra minha orelha, misturando-se ao barulho das ondas.

- Isso é tão... estranho - sussurrou, a voz tremendo de surpresa e prazer. - Mas é bom pra caralho. Ninguém nunca... nunca fez isso comigo.

Então eu lambi. Passei a língua devagar, da parte mais baixa da axila até o músculo do braço, sentindo a textura lisa, ligeiramente pegajosa do sal e da umidade. O gosto era perfeito: levemente salgado, quente, com um toque metálico e doce que fazia minha boca salivar mais. Beijei com vontade, lábios abertos, sugando de leve a pele macia, pressionando a língua contra cada poro como se quisesse beber tudo dela. Ela facilitou, erguendo o braço ainda mais, arqueando o corpo para me dar acesso total. O movimento fez os seios dela se apertarem mais contra minha pele, os mamilos duros roçando como promessas.

- A outra também... - pediu ela, ofegante, virando o corpo de leve na água para me guiar.

Trabalhei na axila esquerda com a mesma fome: lambidas longas, beijos molhados, mordidinhas suaves na pele sensível. Ela tremia, os gemidos ficando mais altos, mais urgentes, ecoando no vazio da praia deserta. No processo, seu corpo se movia ritmado pelas ondas; e por desejo. Ela rebolava devagar, guiando meu rosto para baixo, para os seios que ainda lutavam contra o tecido do biquíni.

Eu entendi na hora. Abocanhei a parte que escapava do pano molhado, chupando com força, sentindo o mamilo endurecido através do tecido fino. Ela gemeu mais fundo, enfiou os dedos nos meus cabelos molhados e me puxou para si, acariciando minha nuca como quem incentiva um animal faminto.

— Aproveita... — murmurou, voz rouca de tesão.

Com uma mão trêmula, ela mesma puxou a parte de cima do biquíni para cima. Os seios pularam livres, pesados, balançando com o movimento da água. Grandes, firmes apesar do tamanho, com mamilos marrons escuros, bicos redondos e bem esculpidos, auréolas largas e texturizadas que pareciam desenhadas para serem devoradas. A pele ao redor ainda brilhava com gotas salgadas, e o cheiro de baunilha misturado ao mar subia dali também.

Não perdi tempo. Me alimentei deles. Fechei a boca sobre o seio direito primeiro, língua circulando o mamilo devagar antes de sugar com força, puxando o bico para dentro da boca como se pudesse extrair a essência dela pelos poros. O gosto era doce-salgado, quente, viciante. Ela jogou a cabeça para trás, cabelos molhados caindo nas costas, gemendo alto agora; um som que o mar engolia, mas que reverberava no meu corpo inteiro.

- Continua... por favor... tá muito bom... — pediu, voz entrecortada, apertando meus cabelos com mais força.

Passei para o outro seio, alternando: chupadas longas, mordidas leves nos bicos, língua traçando as auréolas como quem mapeia um território sagrado. Ela se entregava completamente, corpo arqueado na água, sexo roçando contra o meu a cada onda. Meu pau escorregou para fora da sunga com o movimento, roçando na coxa interna dela, e ela riu baixo, safada, apertando as pernas para me prender ali.

- Somos loucos... - sussurrou, uma mão descendo para apertar meu pau devagar, enquanto a outra mantinha minha boca grudada no seio. – Você vai gostar disso. Tenho certeza.

As ondas nos balançavam, o sol queimava, e eu soube que estávamos só começando. Ela ergueu os braços de novo, axilas expostas, seios livres, corpo inteiro oferecido; e eu continuei, lambendo, chupando, inalando, me perdendo na essência dela.

Ela segurou meu pau com firmeza, a mão quente e escorregadia pela água salgada, e começou os movimentos lentos, ritmados, como se estivesse dançando com as ondas. Cada deslize era deliberado: da base até a cabeça, polegar circulando a glande inchada, depois descendo de novo, apertando de leve na raiz para me fazer tremer. Senti o corpo inteiro se contrair, um arrepio subindo da virilha até a nuca, mas não parei de mamar nela. Minha boca grudada no seio esquerdo, língua girando o mamilo duro como uma pedra quente, sugando com força enquanto o gosto salgado-doce explodia no paladar; baunilha residual, suor fresco, mar e tesão puro.

Os gemidos dela vinham diretos no meu ouvido, roucos, entrecortados pelo barulho da água batendo em nossos corpos. Cada “ahh...” dela vibrava contra minha pele, me deixando mais louco. Ela sabia bater punheta como ninguém: carinho misturado a perícia, acelerando devagar quando sentia meu pau pulsar mais forte, desacelerando para me torturar, mantendo-me na beira do abismo.

- Goza pra mim, vai... - sussurrou ela, lábios roçando minha orelha, voz baixa e carregada de comando suave.

As palavras entraram como um foguete nos meus tímpanos. Nunca imaginei ouvir isso saindo da boca de minha mãe - aquela mulher elegante, de sorriso discreto e perfume caro, agora nua na água, seios livres, mão no meu pau, me ordenando o prazer. Foi o gatilho final. O orgasmo veio forte, poderoso, como uma onda quebrando dentro de mim. Meu corpo inteiro tremeu, quadris empurrando involuntariamente contra a mão dela, jatos quentes se misturando à água morna ao nosso redor. Gemi contra o seio dela, dentes roçando o mamilo de leve, enquanto o prazer me atravessava em espasmos longos e intensos.

Demorei alguns segundos para me recompor. O mundo voltou aos poucos: o som das ondas, o sal no ar, o calor do sol se pondo tingindo tudo de laranja. Os músculos relaxaram devagar, um cansaço gostoso se espalhando, mas logo veio aquela pontada familiar: vergonha misturada a culpa, o medo de ter ido longe demais, de ter me exposto, de ter feito aquilo com ela de novo. Tentei esconder, respirei fundo, mantive o rosto enterrado no vale entre os seios dela por mais um instante.

Ela percebeu. Sempre percebia. Soltou meu pau devagar, com carinho, e ergueu meu queixo com os dedos molhados para me fazer encará-la. Seus olhos brilhavam; não de julgamento, mas de triunfo safado e ternura. Um sorriso lento se abriu nos lábios dela, daqueles que dizem “eu sei exatamente o que a gente fez, mas está tudo bem”.

- Ei... - murmurou, voz suave agora. - Tá tudo bem?

Assenti, ainda atordoado, a voz saindo rouca:

- Sim... tá perfeito.

Ela riu baixo, um som quente que me aqueceu mais que o sol. Inclinou-se e me deu um beijo carinhoso na bochecha; lento, demorado, lábios macios deixando um rastro úmido. Depois, me puxou para um abraço apertado, seios pressionados contra meu peito, braços ao redor do meu pescoço. Ficamos assim mais um tempo, balançados pelas ondas suaves, sem trocar mais palavras. Só olhares de cúmplices: os dela cheios de promessas, os meus ainda vidrados no que tinha acabado de acontecer.

Ela ergueu um braço devagar, deixando a axila exposta de novo perto do meu rosto; um gesto sutil, quase brincalhão. Inalei de leve, só para sentir o cheiro residual dela misturado ao mar, e ela sorriu mais largo.

- Vamos voltar pra areia? - perguntou finalmente, voz baixa. — Ou você quer... continuar aqui um pouco mais?

Não respondi com palavras. Só apertei a cintura dela, sentindo o corpo dela ainda quente contra o meu, e começamos a caminhar devagar para a praia rasa, mãos entrelaçadas, corpos roçando a cada passo na água que ia ficando mais baixa.

O sol ainda estava forte atrás da gente, pintando o céu de fogo, e eu soube que aquilo era só o começo.

Chegamos ao hotel trocando olhares e sorrisos. Carregados de alegria, um pouco de culpa, e cumplicidade que não durariam muito. Pois logo na entrada encontramos o meu pai. Ele estava na recepção falando com uma funcionária do lugar.

Eu senti medo, raiva e culpa, muito culpa. Parecia que ele estava ali para questionar a transgressão que tinhamos acabado de cometer.

Aquilo mudou completamente o rumo de nossa viagem.

Quando vier aqui de novo, eu conto o que aconteceu.

Continua...

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