Minha Namorada Não Era Tão Inocente - FINAL

Um conto erótico de contos.eroticos
Categoria: Heterossexual
Contém 1145 palavras
Data: 25/02/2026 09:05:51

(Gustavo.)

Faz alguns anos desde tudo aquilo.

O tempo passou, mas não levou tudo embora. Algumas coisas não somem, só mudam de lugar dentro da gente. E, olhando hoje, eu consigo entender melhor coisas que, na época, eu só sentia.

Naquele tempo, eu tinha certeza de tudo. Do que era certo, do que era errado, de como a vida deveria ser vivida. Eu não questionava. Eu seguia.

E achava que isso era fé.

Depois que a Fernanda saiu da minha vida, eu tentei manter isso ainda mais forte. Como se apertar mais aquilo fosse impedir que outras coisas escapassem. Mas não funcionou.

Porque o problema não era falta de força.

Era excesso de rigidez.

E, aos poucos, aquilo começou a rachar.

Primeiro vieram as dúvidas pequenas. Depois o incômodo. E quando eu percebi, eu já não conseguia mais ignorar o fato de que eu estava tentando sustentar algo que não fazia mais sentido dentro de mim.

Eu saí.

Não de forma impulsiva, nem revoltada. Só… parei de fingir.

Mudei de cidade, comecei uma vida nova, construí outras referências. E, com o tempo, fui entendendo que o mundo era muito maior do que aquilo que eu achava que era.

Mas, mesmo com tudo isso… tinha uma coisa que sempre voltava.

A Fernanda.

Não como saudade.

Mas como ponto de virada. Como alguém que, mesmo sem querer, fez parte de uma mudança que eu demorei mais pra aceitar.

Eu nunca procurei saber dela. Talvez porque, no fundo, eu já imaginasse.

Ela não ia ficar no mesmo lugar.

E eu também não fiquei.

Até que, anos depois, aconteceu.

Foi em uma festa, em outra cidade. Um ambiente comum, gente conversando, música, nada que tivesse importância… até eu olhar e ver ela ali.

Eu reconheci na hora.

Mas não foi só aparência.

Foi o jeito.

A Fernanda estava diferente. Mais tranquila, mais segura, como alguém que já passou por coisas que eu nem conhecia.

Mas não era uma mudança superficial.

Era… interna.

Quando ela me viu, sorriu.

E naquele sorriso eu entendi uma coisa que, anos atrás, eu não teria conseguido.

Ela não estava mais em conflito.

A gente se abraçou, conversou, atualizou a vida como duas pessoas que seguiram caminhos diferentes. Ela tinha se formado, estava trabalhando, independente. Mas não era isso que mais chamava atenção.

Era a forma como ela falava.

Sem precisar provar nada.

Sem precisar se defender.

Eu contei da minha vida também. E, quando falei que tinha saído da religião, ela só assentiu, como se aquilo fosse natural.

E talvez fosse.

A conversa foi leve, mas carregada de significado. Não tinha mais aquele peso de certo ou errado entre a gente. Só entendimento.

Em algum momento, a gente se afastou do barulho.

E foi ali que eu percebi o que eu não tinha entendido antes.

Naquela época, eu achava que a Fernanda tinha se perdido.

Hoje eu vejo que não.

Ela só teve coragem de atravessar algo que eu não tive naquele momento.

Ela saiu primeiro.

Eu demorei mais.

Mas acabei chegando no mesmo lugar.

– A gente era muito novo, eu disse.

Ela sorriu.

– Era.

E não tinha culpa ali.

Nem arrependimento.

Só reconhecimento.

Nossos olhares se cruzaram novamente, ela foi se aproximando de mim e eu dela, começamos a nos beijar, o beijo intenso cheio de desejos, sem culpa, sem receios, sem certo ou errado.

O beijo foi evoluindo de maneira intensa, eu perguntei se ela queria sair dali e ela aceitou, dirigi meu carro até um hotel próximo, assim que entramos, começamos a nos beijar novamente.

As roupas foram saindo de nossos corpos de forma natural, enquanto nos beijamos nos tocamos, nossa nudez agora não era mais tabu, e ela … bom ela continuava maravilhosa, seu corpo com curvas bem marcantes, seios grandes e um sorriso sacana nos labios. A tomei em meus braços novamente e fomos para a cama, eu a beijei dos pés a cabeça, até chegar em sua buceta, onde cai de boca, me deliciando com sua excitação.

Os gemidos dela eram musicas para meu ouvido, o tezão estava a flor da pele, Fernanda então pede para eu parar e me deitar, assim que faço isso, ela vem, por cima de mim, caindo de boca no meu pau, me mamando de forma incrivel, engolindo todo meu caralho com sua boca.

Toda intensa, sabendo exatamente o que queria, ela para de me chupar e encaixa a buceta no meu pau e começa a sentar, quicando forte, gemendo alto, nós matamos a saudades um do outro, nossos corpos suados e o tezão a flor da pele.

Ela começa a gozar, me beijando logo em seguida, mas não para de sentar e rebolar, ela queria mais, e eu, bom, eu estava disposto a ir onde ela queria que eu fosse.

Peço para ela ficar de 4, ela me obedece, aquela bunda linda, empinada, meu pau pulsava de tezão por ela, logo começo a meter na buceta dela, um vai e vem forte, agarro em sua cintura, dando tapas em sua bunda, deixando aquela pele branquinha marcada com minha mão.

Ela apenas gemia, gemia alto, forçava a bunda contra meu pau, isso era de mais para mim, o tezão era intenso, não conseguiria mais aguentar por muito tempo, então aviso que vou gozar, ela de afasta, fico olhando o que ela iria fazer.

Ela começa então a mamar meu pau, chupando de forma intensa e gulosa, fazendo vai e vem com a boca nele eu começo a gozar logo em seguida, com Fernanda engolindo tudo.

Deito do lado dela ofegante, ela se aninhou em meus braços, ficamos assim um tempinho, conversando sobre a vida, como fazíamos antigamente.

Levantamos um tempo depois, e fomos até o banheiro, tomar um belo banho, tivemos mais um momento gostoso de prazer de baixo do chuveiro e finalmente fomos dormir.

Sem peso.

Sem necessidade de provar nada.

E, ainda assim… foi intenso.

Mas não pela novidade.

E sim pela consciência.

Naquela noite, eu entendi outra coisa.

O que a gente teve no passado era cheio de desejo reprimido, culpa, conflito. Tudo era mais forte porque era proibido.

Mas também era vazio.

Na manhã seguinte, não teve promessa.

Não teve tentativa de transformar aquilo em algo maior.

Porque não precisava.

Antes de ir, ela me olhou e disse:

– Eu achei que precisava passar por tudo aquilo pra entender quem eu era.

Eu fiquei em silêncio por um segundo.

Porque, finalmente… fazia sentido.

Não foi o Rafael.

Não foi o erro.

Não foi a rebeldia.

Foi o processo.

Ela não estava buscando alguém.

Ela estava se encontrando.

E eu só fui entender isso… anos depois.

Ela saiu.

E eu não senti vontade de impedir.

Porque, dessa vez, não era perda.

Era conclusão.

E talvez essa tenha sido a maior diferença de todas.

Naquela época, a gente tentou ser quem não era.

Agora… a gente finalmente era.

Mesmo que não fosse juntos.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 18 estrelas.
Incentive contos.eroticos777 a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários

Foto de perfil genérica

Muito boa a abordagem da problemática do casal, que gera reflexões sobre muitas coisas, mas esse capítulo do reencontro, no nosso entendimento, poderia ter sido bem mais desenvolvido, tanto a conversa, quanto as emoções das quatro paredes. Corrigir ou não corrigir os outros é uma decisão difícil, porque uma é indelicada, a outra é negligente, mas vamos lá: é "tesão", não "tezão". Parabéns!

0 0