Corpos, Desejos e Silêncio... Historias que Nunca Ousamos Dizer. Capítulo 29 — O Verdadeiro Show — Parte 3

Um conto erótico de Bernardo
Categoria: Gay
Contém 5933 palavras
Data: 24/02/2026 21:55:26

O ar no interior daquele clube parecia ter ficado subitamente mais denso, saturado pelo perfume de uísque, pelo cloro que ainda evaporava de nossas peles e por uma eletricidade sexual que não pedia licença para existir. Assim que rompi o contato visual com o Murilo e o Lucas, após aquele beijo triplo que ainda deixava um gosto metálico e doce na minha boca, minha primeira reação foi buscar o Arthuro.

​Meus olhos varreram a área da piscina, os reflexos azulados da água dançando nas paredes, mas o lugar onde ele estava antes, rindo com a loira de lingerie, agora estava vazio. Um vácuo estranho se instalou no meu peito, uma mistura de alívio e uma pontada inexplicável de abandono.

​Sentindo minha breve distração, Lucas não me deixou escapar. Suas mãos grandes e firmes, que pareciam ter decorado o contorno da minha cintura, puxaram-me de volta para o seu raio de ação. Ele me colou ao seu peito largo, o calor da sua pele morena agindo como um ímã irresistível.

​— Procurando por ele? — Lucas sussurrou, a voz vibrando contra o meu pescoço, carregada de uma segurança que me desarmava.

​— Ele sumiu de vista... — murmurei, ainda tentando processar a velocidade com que as coisas escalavam.

​— Relaxa, Bernardo.

— O Murilo tem um assunto envolvente, não tem? — Lucas desviou o assunto, olhando para o rapaz tatuado que nos observava com um sorriso malicioso de quem sabia exatamente o poder que exercia.

Murilo, com sua silhueta definida, as tatuagens parecendo se mover sob a luz fraca, deu um passo à frente.

— Eu acho que eu preciso procurar meu namorado por aqui — ele disse, com uma naturalidade que beirava o surreal.

​— É estranho, né? — eu disse, arqueando a sobrancelha.

— Falar com tanta calma que vai procurar o namorado depois de tudo o que a gente fez aqui.

​— Que nada, gente. Eu estou acostumado com isso. Já são anos juntos, a gente se conhece no olhar. Se vocês me dão licença, eu vou lá encontrar ele e daqui a pouco eu volto aqui. O clima está fresquinho, aproveitem — Murilo despediu-se com um aceno leve, sumindo entre as sombras do bar.

​Ficamos eu e Lucas. O silêncio entre nós dois durou apenas o tempo de uma respiração pesada. Lucas me apertou mais, seus dedos se enterrando levemente na parte do meu quadril.

— Nossa, que cara doido, né? — Lucas soltou uma risada nasalada.

​— Você não achou? Ele beija bem, porém... — provoquei, olhando para os lábios de Lucas, que ainda brilhavam pela umidade do beijo anterior.

​— Beija. Mas o que foi aquilo, Bernardo?

​— Justamente o que eu ia te perguntar. Aquele beijo que você me deu... eu nem sabia que você tinha essa... vontade toda.

​Lucas inclinou o rosto, seus olhos escuros perfurando os meus.

— Não é que eu já tivesse planejado, mas... vamos ser sinceros, né? Você veio até aqui sentado no meu colo naquela moto, sentindo tudo. Eu não sou de ferro.

​— É... deu para sentir que alguma coisa aí é de ferro mesmo — respondi, com uma vulgaridade que a noite parecia exigir.

— Impossível não sentir o volume que você estava carregando.

​Lucas riu, uma gargalhada baixa e rouca, e me deu um selinho demorado, um toque de lábios que prometia muito mais do que apenas carinho.

— Tá... você viu que o Arthuro entrou, né?

​— Não vi. Estava de costas.

​— Ele entrou com aquela garota. Já tem um tempo. Devem estar em algum dos quartos ou em algum canto mais reservado.

​— Ah, deixa ele aproveitar — falei, embora sentisse o peso daquela informação.

​— É... enquanto ele aproveita lá, a gente aproveita aqui. Nós dois — Lucas sentenciou.

​Pousei minha mão no peito dele, sentindo os batimentos cardíacos acelerados sob a musculatura firme. Puxei-o para um beijo intenso, uma troca profunda de línguas que parecia querer selar um pacto de silêncio e prazer. Nossos corpos nus da cintura para cima se fundiram, o suor agindo como lubrificante entre nossas peles. Quando nos separamos minimamente, olhei bem nos olhos dele, a consciência tentando retomar o controle.

​— A gente não pode esquecer que trabalha junto, Lucas. Segunda o mundo real volta.

​— Relaxa... eu não vou esquecer. E, para sua informação, eu pedi permissão ao Arthuro antes.

Senti um solavanco no estômago.

— O quê? Como assim?

​Lucas pareceu perceber que tinha falado demais, mas não recuou.

— Eu conversei com o Arthuro antes, na hora em que estávamos na piscina e você estava lá na espreguiçadeira. Na verdade, ele que me puxou para a conversa. Ele me perguntou, na lata, se eu ficaria com você.

​— E você disse o quê? — perguntei, incrédulo.

​— Eu disse que você era alguém interessante, mas que não necessariamente estava no meu radar de caça. Aí ele riu e falou que, se dependesse dele, poderia super rolar. Ele disse que eu deveria realmente provar do seu beijo, que valia a pena.

​— Vocês estão combinando coisas pelas minhas costas? — eu disse, entre a irritação e uma excitação confusa.

​— Não é combinação, Bernardo. É... liberdade.

​Nesse momento, a conversa foi interrompida pela volta de Murilo. Ele não estava sozinho. Ao seu lado, caminhava um rapaz que parecia ter sido moldado no mesmo molde estético, mas com algumas variações que o tornavam igualmente perigoso para a minha sanidade.

​— Aqui, ó! — Murilo anunciou, encostando a mão nas minhas costas e apresentando o companheiro.

— Esse aqui é o Bernardo, e esse aqui é o meu namorado.

​O namorado de Murilo era uma cópia aprimorada. Também era um homem branco, padrão, com o corpo coberto por tatuagens que seguiam o mesmo estilo de Murilo. No entanto, ele era um pouco mais alto, com ombros mais largos e uma musculatura mais evidente, fruto de treinos mais pesados. A barba estava por fazer, conferindo-lhe um ar mais rústico, e o cabelo tinha um tom levemente mais claro, cortado em um fade impecável que realçava seu rosto anguloso.

​— Prazer... — comecei a dizer, mas fui interrompido.

​— O nome dele é Douglas — Murilo completou.

​Estendi a mão para um aperto cordial, mas Douglas ignorou o protocolo. Ele me envolveu em um semi-abraço e, sem a menor cerimônia, colou seus lábios nos meus em um selinho estalado e firme. Ele se afastou rindo da minha cara de choque.

​— Espero que não tenha problema, né? — Douglas disse, a voz mais grave que a de Murilo.

— Geralmente, quem o meu namorido prova, eu também provo. Faz parte do nosso contrato.

​— É... isso é muito novo para a minha cabeça — consegui dizer, sentindo o olhar de Lucas sobre nós.

​— E esse aqui é o Lucas, que eu acabei de te falar, Douglas. Um gostoso completo — Murilo apresentou, apontando para o meu colega.

​O encontro entre Lucas e Douglas foi ainda mais explosivo. Ao invés de um selinho, os dois se engajaram em um beijo cinematográfico ali mesmo, na frente do bar. Foi um beijo de exploração mútua, as mãos de Douglas subindo pelo peitoral de Lucas enquanto o clima subia de temperatura.

​Murilo não ficou para trás. Ele virou meu rosto para o dele e me deu um beijão, segurando minha cintura com uma força que me fez arquear as costas. Senti o calor do corpo dele e, num movimento instintivo de resposta, desci minhas mãos para a bunda dele, apertando a carne firme por baixo do tecido da cueca. Estávamos ali, em um quarteto improvisado de desejos: eu e Murilo nos perdendo em línguas de um lado, enquanto Lucas e Douglas se devoravam do outro.

​O beijo era profundo, úmido, carregado de uma curiosidade tátil. Murilo apertou minha cintura e, entre um movimento e outro, senti seus dedos apertarem os meus.

​— Tá de olho na minha bunda, né, Bernardo? — Murilo sussurrou contra meus lábios quando finalmente encerramos o beijo.

​Todos nós começamos a rir, uma risada cúmplice e carregada de adrenalina. A conversa que se seguiu foi leve, mas os olhares continuavam pesados, escaneando corpos e testando limites. Eu estava no centro de um furacão liberal, entre o colega de trabalho que tinha a bênção do meu melhor amigo e um casal que tratava o desejo como um esporte coletivo.

O convite de Douglas vibrou no ar como um comando.

— Vamos lá para dentro, ele disse — seus dedos apertando meu braço com uma firmeza que ignorava qualquer hesitação.

— Aqui em cima tem uns quartos e a gente tem a chave de um deles.

​Murilo, no entanto, trocou um olhar cúmplice com o namorado.

— Amor, a Cíntia pegou a chave do 09. Eu vi quando ela entrou com aquele rapaz da piscina.

No momento em que ouvi o nome da prima dele, minha mente deu um estalo. A loira escultural que estava devorando o Arthuro com os olhos era a chave para o nosso destino naquela noite. Antes de subirmos, fiz um sinal para o Lucas e corremos até as espreguiçadeiras. Recolhemos tudo: minhas roupas, a bermuda que o Lucas arrancara de mim e os pertences do Arthuro. Com os braços carregados de tecidos que cheiravam a cloro e adrenalina, seguimos o casal.

Atravessamos o salão, onde a liberdade era a única regra. Vi minha aluna, Daniela, perdida em um beijo em um sofá , mas não paramos. Subimos as escadas de madeira, sentindo o ar ficar mais quente e abafado. Quando chegamos ao corredor de luzes vermelhas, Murilo testou a porta do 09 e suspirou.

​— Cara, o 09 está ocupado e o quarto que eu consegui liberar agora é o 10, que fica nos fundos.

Murilo virou-se para nós, com um sorriso travesso

— O problema é que o 10 é uma suíte conjugada. Não tem entrada autônoma. Para chegar lá, vamos ter que atravessar o quarto onde sua prima está.

​Um frio elétrico percorreu minha espinha. Olhei para Lucas, que deu de ombros, os olhos brilhando de curiosidade. Douglas não esperou; ele girou a maçaneta do 09 e empurrou a porta devagar.

​— Vamos tentar ser discretos — sussurrou Murilo.

​Entramos em fila indiana. O quarto estava mergulhado em uma penumbra mística, iluminada apenas por um abajur de luz quente. Tentamos passar na ponta dos pés, mas o Lucas, carregando aquele monte de roupas, acabou esbarrando em uma cadeira de madeira, fazendo um ruído seco que ecoou pelo ambiente.

​O silêncio que se seguiu foi preenchido por uma gargalhada rouca e familiar. Arthuro riu, um som carregado de virilidade e satisfação. Meus olhos foram atraídos magneticamente para a cama de casal no centro do quarto. A cena era crua, explícita e de um erotismo avassalador. Arthuro estava ajoelhado entre as pernas abertas de Cíntia, que arqueava as costas contra os travesseiros. O rosto dele estava mergulhado na intimidade dela; dava para ver claramente o movimento rítmico de sua língua enquanto ele chupava o clitóris da loira com uma voracidade selvagem. Ela gemia alto, um som agudo que preenchia o quarto, as mãos enterradas nos cabelos de Arthuro, empurrando-o contra si.

​— Desculpa, prima! Foi mal! — Murilo soltou um riso rápido e nervoso.

— Só estamos de passagem!

​Arthuro nem sequer parou o que estava fazendo por mais de um segundo; apenas levantou um dos dedos em um sinal de positivo, enquanto Cíntia soltava mais um gemido de perder o fôlego. Murilo abriu rapidamente a porta interna que dava para o Quarto 10 e nos empurrou para dentro, fechando-a atrás de nós.

​O Quarto 10 era um santuário à parte. Uma cama King Size dominava o espaço, coberta por lençóis de cetim. O impacto da cena que acabáramos de ver deixou o ar carregado. Mal a porta se fechou, Douglas me prensou contra a madeira, seus olhos dilatados de tesão.

​— Se o seu amigo está aproveitando assim, a gente não pode ficar atrás — Douglas murmurou, atacando minha boca com um beijo que sabia a urgência.

​Atrás de mim, Lucas se colou às minhas costas. Senti o calor de seu peito nu e, imediatamente, a rigidez do seu desejo pressionando minha bunda através da sunga molhada. Lucas começou a distribuir beijos úmidos pelo meu pescoço, suas mãos grandes descendo para apertar minhas coxas. Eu estava no centro de um turbilhão; de um lado, o beijo frenético e profundo de Douglas; do outro, a possessividade física de Lucas.

​Douglas soltou minha boca e passou a beijar Lucas por cima do meu ombro, as línguas se encontrando em um duelo de salivas. Ele foi mais ousado: enfiou a mão por dentro da minha cueca cinza, seus dedos encontrando minha pele quente e iniciando movimentos rápidos, de cima para baixo. Eu soltei um gemido baixo, inclinando a cabeça para trás, encontrando o olhar de Murilo, que observava tudo enquanto começava a se despir.

​— Você quer isso mesmo, Lucas? — sussurrei, enquanto trocávamos de posição na cama King.

​— Vamos curtir, Bernardo. É entrar na brincadeira. Não precisamos fazer nada que não queiramos — ele respondeu, a voz rouca, antes de me puxar para um beijo que parecia querer extrair minha alma.

​Nos jogamos na cama, uma massa de quatro corpos que se buscavam. Eu e Lucas nos tornamos o foco um do outro por um instante, nossas mãos percorrendo peitorais e abdômens, enquanto Douglas e Murilo interagiam entre si ao nosso lado, celebrando a própria química liberal. O som dos impactos rítmicos e dos gemidos vindos do quarto vizinho, o som do Arthuro dominando a Cíntia, atravessava a porta conjugada, servindo como uma trilha sonora perversa e excitante para o que estávamos começando a construir ali.

​Douglas livrou-se da cueca em um movimento brusco.

— Caraca, que cena vocês dois... que delíci — ele exclamou, olhando para mim e Lucas.

​— Olha, amor, eles se pegam muito gostoso — Murilo concordou, sua mão descendo para o meu pau, apertando-o com força por cima do tecido.

​​O comentário de Douglas sobre a química entre eu e Lucas funcionou como um interruptor. Percebemos, em segundos que estávamos em território alheio e que a cortesia daquele after liberal exigia uma partilha mais equitativa de prazer. Instintivamente, nossos corpos se reorganizaram sobre os lençóis quarto. Eu me voltei para Murilo, o homem do mergulho audacioso, enquanto Lucas focou sua energia em Douglas, o anfitrião daquela situação.

​A cena era um banquete visual. Enquanto eu e Lucas ainda permanecíamos de cuecas, a minha cinza e a dele preta, ambas marcadas pela umidade e pelo volume latente, Murilo e Douglas já haviam se despojado de qualquer barreira têxtil. Sem as roupas, as tatuagens deles pareciam saltar da pele, contando histórias de rebeldia e estética. Em Murilo, o desenho de uma arma na altura da cintura, milimetricamente tatuada, parecia uma extensão da sua própria perigosidade sedutora.

Ao nos beijarmos, a língua de Murilo explorou a minha com uma cadência nova, mais possessiva. Ele se afastou apenas alguns milímetros, o hálito quente de uísque e desejo batendo no meu rosto.

— Que bom que você não se assustou, Bernardo — ele sussurrou, a voz carregada de uma satisfação rouca.

​— Como assim? — perguntei, sentindo o peso do corpo dele sobre o meu.

​— Ah... com a minha abordagem lá na piscina. E com o fato de eu e o Douglas sermos um casal. Muita gente trava quando percebe que a dinâmica é aberta, mas você... você fluiu.

​— Esquece isso, Murilo — respondi, puxando-o de volta para um beijo que calou qualquer explicação.

​Minha mão desceu pela lateral do seu corpo, sentindo a textura das tatuagens e a rigidez das costelas, até descansar na sua cintura. Com um movimento sinuoso de quadril, ele guiou minha mão para baixo, fazendo meus dedos se perderem na firmeza da sua bunda. Ao mesmo tempo, Murilo já trabalhava no elástico da minha cueca, puxando-a com uma urgência que fazia meus pelos se arrepiarem.

​Ao olhar para o lado, vi que a dinâmica entre Lucas e Douglas havia atingido um ponto de ebulição. Douglas estava deitado, entregue, enquanto Lucas o dominava com uma virilidade ancestral. Mas o jogo virou rápido; Douglas, com uma agilidade surpreendente, livrou Lucas da cueca preta.

​Foi nesse momento que eu paralisei. Meus olhos se fixaram no que acabara de ser revelado. O pau do Lucas era algo fora da curva, uma peça de anatomia que parecia desafiar a lógica, latejando com veias calibrosas e uma cor de carvalho escuro que reluzia sob a luz do quarto.

​— Caralho... — o palavrão escapou dos meus lábios antes que eu pudesse contê-lo.

​— O que foi, Bernardo? — Murilo perguntou, parando o movimento das mãos.

​— Nada... só... nada — menti, mas meus olhos não conseguiam desviar.

Lucas, percebendo o meu choque, apenas deu um sorriso de lado, jogando as mãos para trás da cabeça e apoiando-as no travesseiro, expondo-se completamente. Douglas não perdeu tempo. Ele avançou e abocanhou boa parte daquela estrutura colossal de uma vez só. Ouvi o som abafado da garganta de Douglas lutando para acomodar o volume e o suspiro profundo, quase um rugido de alívio, que Lucas soltou:

— Ahhh... porra... isso... — o ar saindo dos pulmões de Lucas parecia carregar toda a tensão da noite.

​Inspirado pela cena ao lado, Murilo me empurrou mais para o centro da cama.

— Agora é a minha vez — ele disse, com um olhar predatório.

​Ele desceu o corpo, sua barba curta roçando minhas coxas, e começou a lamber meu pau com uma técnica lenta, circulando a cabeça com a ponta da língua antes de me chupar com vontade. Eu e Lucas estávamos agora deitados lado a lado, sendo servidos por aquele casal de desconhecidos que pareciam mestres na arte da sedução.

​Houve um momento de troca silenciosa. Murilo parou, trocou um olhar com Douglas, e eles inverteram as posições. Agora era Douglas quem estava entre minhas pernas. E a diferença foi imediata. Douglas tinha uma entrega visceral; ele não apenas chupava, ele engolia. Ele deslizava até o limite, os olhos revirando de prazer enquanto massageava a base do meu pau. Era uma calma técnica, intercalada com lambidas gulosas que me faziam apertar os lençóis com força.

​Inclinei o pescoço para o lado, encontrando o rosto de Lucas. Ele também me olhava, o rosto suado, os lábios entreabertos. Nos aproximamos para um beijo úmido e preguiçoso, um refúgio de familiaridade no meio daquele bacanal.

​— Nós somos dois loucos, né, Bernardo? — Lucas sussurrou no meu ouvido, a voz falhando pelo tesão.

​— Sim... mas relaxa. Vamos aproveitar — respondi, sentindo a boca de Douglas fazer maravilhas lá embaixo.

— Mas cara... que pau enorme é esse? — confessei baixinho, referindo-me ao que eu acabara de ver.

​Lucas riu, uma vibração que senti em todo o meu braço encostado no dele.

— Que nada, Bernardo... é genética.

​— Genética boa, né? — retruquei, ainda impressionado. — Isso chega a assustar para o dia de amanhã.

​— Tudo bem, você não vai nem provar hoje? — ele provocou, roçando o nariz no meu, seus olhos escuros brilhando com um desafio erótico.

​Antes que eu pudesse responder, o beijo recomeçou, mais selvagem, enquanto Douglas e Murilo continuavam o seu trabalho de adoração aos nossos corpos, transformando o quarto em um templo de sedução, suor e verdades nuas.

As línguas se entrelaçavam em um ritmo frenético, e o suor agora era o lubrificante natural que unia os quatro corpos sobre a cama King Size. A entrega de Douglas e Murilo era algo visceral; eles não estavam ali apenas para participar, eles pareciam devorar a nossa energia. Douglas, em especial, tinha uma fome que parecia inesgotável. Ele se desdobrava, querendo sentir cada centímetro de pele disponível, alternando entre mim e o Lucas com uma agilidade de quem conhece os caminhos do prazer como ninguém.

​Sentindo essa vibração, eu decidi tomar as rédeas. Em um movimento ousado, segurei Douglas pelos ombros largos e o puxei para cima de mim.

— Vem cá, deixa eu te sentir melhor — murmurei contra a boca dele.

Ele não hesitou. Douglas montou sobre o meu corpo, sentando-se com firmeza sobre o meu quadril. A bunda dele, firme e quente, esfregava-se contra o meu baixo ventre, criando um atrito que me fazia perder o fôlego. O contraste da minha pele com a dele, iluminada pela penumbra avermelhada do quarto, era um espetáculo à parte.

​— Você é muito gostoso, garoto — Douglas soltou, a voz saindo em um suspiro pesado enquanto ele rebolava sobre o meu pau latejante.

— Que escolha foda o Murilo fez na piscina.

​Eu ri, uma risada carregada de adrenalina.

— Foi seu namorado que me escolheu, lembra? — brinquei, apertando a cintura dele.

​— Ele faz boas escolhas, Bernardo. Ele também me escolheu — ele retrucou, e rimos juntos, uma cumplicidade erótica selada com um beijo sensacional, profundo, que parecia querer extrair cada gota de saliva.

​Douglas interrompeu o beijo por um segundo para analisar o meu corpo. Seus olhos desceram até a base do meu abdômen.

— Olha essa marquinha de sol aqui... que delícia. Você gosta de uma praia, né?

​— Gosto muito — respondi, sentindo o olhar dele queimar minha pele.

— Dá para ver que vocês também, mas vocês não têm nenhuma marca de sunga. Estão uniformemente bronzeados.

​— A gente aproveita tudo, sem marcas — ele riu e voltou a me beijar, sarrando o corpo tatuado contra o meu, enquanto sua respiração se tornava um sopro quente no meu pescoço.

​O peito de Douglas era uma obra de arte: definido, coberto por tatuagens ricas em detalhes e adornado com um piercing no mamilo que brilhava sob a luz fraca. Eu não perdi a oportunidade. Inclinei-me e abocanhei o mamilo dele, sentindo o metal frio contra a minha língua antes de começar a chupar com força. Douglas soltou um gemido rude, uma respiração profunda que denunciava o quanto aquele estímulo o atingia.

​Enquanto eu estava perdido no corpo de Douglas, olhei de relance para o lado. A cena entre Lucas e Murilo era de uma brutalidade excitante. O rosto de Murilo estava completamente babado, os olhos revirando enquanto Lucas o dominava. Lucas segurava o rosto de Murilo com uma mão feroz, os dedos enterrados nas bochechas dele, forçando-o a engolir seu pau colossal.

​Dava para ver o esforço de Murilo; ele tentava acomodar aquela estrutura, mas a garganta parecia pequena demais para o volume do Lucas.

Lucas mantinha um sorriso de safado, uma expressão de satisfação total enquanto controlava o ritmo, chegando a apertar levemente o nariz de Murilo para forçá-lo a uma sucção mais profunda. Foi uma cena de dominação pura. Lucas deu dois tapas forte na bunda de Murilo, o estalo ecoando no quarto, antes de puxá-lo para um beijo babado e voraz.

​— Chupa, viadinho safado... engole tudo — Lucas murmurou, a voz rouca, antes de cuspir um pouco de saliva na boca aberta de Murilo, que aceitou o gesto com uma satisfação absoluta, voltando a chupar o pau do Lucas com uma fome renovada.

O tesão no quarto era palpável. Meu pau estava escorregadio, roçando intensamente na fenda de Douglas, que continuava a rebolar sobre mim. Ele se inclinou, o suor pingando do seu peito no meu, e falou direto no meu ouvido:

— Eu quero dar para você, garoto. Agora.

​— Calma... — eu disse, a voz falhando, sentindo que estava no limite.

​Nesse exato momento, três batidas secas soaram na porta do quarto. Ignoramos. O mundo lá fora não existia. Novamente, mais três batidas, desta vez mais insistentes. Antes que pudéssemos reagir, a porta se abriu de supetão.

​— Eita porra! Desculpa, desculpa! — A voz era inconfundível.

​Era o Arthuro. Ele estava completamente nu, a pele brilhando de suor, com o pau duro apontando para a frente. A imagem era imponente. Ele parou no umbral, olhando a zona que tínhamos transformado aquele quarto.

​— Lucas, desce o fogo e me ajuda aqui — Arthuro disse, com um sorriso de canto, mas com uma urgência no olhar.

​Lucas levantou-se da cama em um salto, o corpo magnífico exposto. Eu ameacei levantar também, mas Douglas me segurou pelos ombros, pressionando-me contra o colchão.

— Deixa eles, Bernardo. Depois ele volta. Aproveita aqui — Douglas sibilou, voltando a se esfregar em mim.

​Enquanto Lucas ia até a porta, o Murilo se juntou a nós. A dinâmica mudou para um trio focado em mim. Enquanto Douglas se posicionava para o ato, Murilo abocanhou meu pau com uma vontade renovada, ao mesmo tempo que usava a língua para estimular o ânus do próprio namorado. Eu me sentia o homem mais desejado da terra, mas meus olhos não conseguiam deixar de seguir o Lucas.

​Ele estava na porta, em uma conversa sussurrada e rápida com o Arthuro. Lucas mexeu no monte de roupas que tínhamos trazido da piscina, tateou o bolso da sua bermuda e tirou um pacote camisinha, entregando-a na mão do Arthuro algumas. O Arthuro riu, aquele sorriso de moleque safado que eu conhecia bem, e segurou o braço do Lucas, puxando-o levemente para o outro lado do corredor, saindo do meu campo de visão enquanto a porta se fechava novamente.

O som da porta se abrindo novamente cortou o ar denso do quarto. Em um movimento rápido e carregado daquele gingado inconfundível, Lucas retornou. Ele não apenas andava; ele desfilava. Estava completamente nu, e seu pau enorme, aquela genética que desafiava a gravidade, balançava pesadamente a cada passo, batendo contra as coxas musculosas. Era um monumento de ébano, uma visão que impunha respeito e despertava uma admiração quase hipnótica.

​Mesmo com o corpo de Douglas montado sobre o meu e a boca de Murilo ocupada em me devorar, meus olhos se fixaram em Lucas. Ele parou ao lado da cama, um sorriso de quem detinha todos os segredos daquela noite iluminando seu rosto suado. Sem dizer uma palavra, ele alcançou o monte de roupas e retirou três preservativos, colocando-os sobre a mesa de cabeceira com um estalo seco. Curvou-se e me deu um beijo na testa, um gesto quase terno que contrastava com a crueza do ambiente.

​— O que está acontecendo, Lucas? — perguntei, a voz saindo falha, enquanto tentava processar a cena.

​— Seu amigo me convidou ali do outro lado — ele respondeu, com uma piscadela maliciosa.

​Antes que eu pudesse questionar, Douglas, movido por uma voracidade súbita, esticou a mão e envolveu o pau de Lucas, puxando-o para a boca com uma rapidez impressionante. Lucas não se acanhou; enterrou os dedos nos cabelos de Douglas e começou a forçar o quadril, ditando um ritmo bruto. Enquanto Douglas se engasgava com o volume colossal de Lucas, Murilo continuava o trabalho em mim, intercalando as chupadas no meu pau com carícias manuais no cuzinho do próprio namorado.

​Lucas interrompeu o boquete por um segundo, retirando seu membro da boca de Douglas e inclinando-se até o meu ouvido. O calor do hálito dele me arrepiou até a alma.

— Isso aqui é para você usar, tá? — ele apontou para as camisinhas.

— Qualquer coisa, grita. A gente está aqui do lado. Vai ficar tudo bem, Bernardo. Aproveita esses dois.

​Dando um último beijo rápido na minha boca, ele se virou. As costas de Lucas eram uma paisagem de músculos definidos que se moviam em perfeita harmonia; sua bunda, redonda e dura como pedra, brilhava sob a luz vermelha. Ele saiu e a porta se fechou, deixando para trás o eco de sua presença dominante.

​O silêncio que se seguiu não durou nada. Douglas já mudava de posição, as mãos espalmadas no meu peito, posicionando-se para sentar com tudo no meu pau.

— Calma aí... deixa eu colocar isso aqui — falei, pegando um dos envelopes de preservativo.

​— Não precisa disso, cara. Somos três homens — Douglas retrucou, a voz embargada pelo tesão, rebolando o quadril para sentir minha ereção.

​— É, mas vocês são namorados e é a primeira vez que nos vemos. Segurança primeiro — insisti.

​Douglas riu, um som anasalado de quem achava graça da minha prudência, e saiu de cima de mim. Murilo, com uma agilidade coreografada, pegou a camisinha da minha mão. Ele abriu o envelope com os dentes, um gesto de pura vulgaridade que me excitou instantaneamente, e começou a desenrolar o látex no meu pau. Suas mãos subiam e desciam, lubrificando a borracha com a própria saliva, deixando tudo pronto.

​— Tá aí, Bernardo. Colocadinho e brilhante — Murilo sussurrou, dando uma última lambida na ponta protegida antes de dar espaço para o namorado.

​Douglas voltou a se posicionar. Eu via a entrada do seu cu, dilatada e brilhante pelas lambidas prévias de Murilo. Ele guiou a cabeça do meu pau para a abertura e começou a descer devagar. Murilo, agora de pé sobre a cama, assistia à cena como um maestro do caos.

— Vai, amor... senta nele do jeito que você gosta. Senta com vontade — Murilo comandava, a voz rouca.

​Murilo se curvou sobre Douglas, beijando-o intensamente enquanto enfiava o próprio pau na boca do namorado.

— Cala a boca agora, para você não fazer muito barulho — Murilo brincou, rindo contra os lábios de Douglas.

​Douglas soltou o pau de Murilo por um segundo e arqueou as costas, o rosto transfigurado.

— Caralho, Bernardo... é grosso, né? Puta que pariu, que fogo é esse? — ele gemeu, sentindo a plenitude do meu preenchimento.

​Murilo colocou as mãos nos ombros de Douglas e o empurrou para baixo, forçando-o a acomodar cada centímetro. Douglas desceu com tudo.

— Ahhh! Tá tudo dentro agora! — ele gritou, enquanto começava a rebolar de forma lenta e circular.

​A sensação era divina. O aperto do Douglas, o calor interno e a forma como ele contraía o esfíncter em volta do meu pau me faziam perder a razão. Dei um tapa rude na bunda dele, o som do estalo ecoando no quarto e sendo respondido por um grito de "Ai!" que misturava dor e prazer absoluto.

​— Que delícia de bunda, Douglas! — exclamei, puxando Murilo para um beijo enquanto o outro trabalhava no meu quadril.

Nesse momento, a barreira do som entre os quartos pareceu derreter. Do outro lado da porta conjugada, no quarto quarto ao lado, a sinfonia era outra. Eu escutava os gemidos estridentes da Cíntia, mas eles agora estavam misturados a algo novo. O som de corpos colidindo com violência — a bunda batendo contra as coxas — era constante. Mas o que me fez travar por um segundo foi um som profundo, rouco e vagabundo que atravessou a parede.

​— Aahhh... porra... sim... — Era o gemido do Lucas.

​O Lucas estava gemendo de um jeito que eu nunca tinha ouvido. Era um som de entrega total, de quem estava sendo possuído ou possuindo com uma ferocidade animal. O eco do prazer dele no quarto ao lado sincronizou-se com as investidas de Douglas em mim. Eu estava fudendo o namorado do Murilo, enquanto o meu melhor amigo, o homem com a genética de um cavalo, estava do outro lado, entregue a um bacanal com a prima do casal e o Arthuro.

​— Eu também quero dar para você, Bernardo... — Murilo sussurrou, as mãos descendo para massagear o próprio cu enquanto via o namorado ser preenchido por mim.

​A vulgaridade tomou conta do quarto. Eram palavrões sussurrados, o cheiro de sexo impregnando o ar e a certeza de que, naquela noite era um Verdadeiro Show, não tinha figurantes. Éramos todos protagonistas de uma obra de sexo e suor.

O ar no Quarto tornou-se irrespirável, saturado pelo cheiro de suor, látex e o almíscar inconfundível do sexo desenfreado. A atmosfera era de uma competição silenciosa, mas ensurdecedora. De um lado da parede, os gemidos de Cíntia e os urros baixos de Lucas criavam um ritmo tribal; do nosso lado, Douglas e Murilo pareciam decididos a provar que o prazer ali era mais agudo, mais visceral.

​Douglas estava em transe. Ele cavalgava no meu pau com uma fúria renovada, subindo até a ponta da cabeça e descendo com tudo, fazendo questão de que o som do impacto de sua bunda contra as minhas coxas fosse ouvido do outro lado. Ele gemia meu nome entre palavrões, os olhos revirando, buscando o fundo da minha pica a cada sentada. Eu segurava sua cintura com força, meus dedos afundando na pele dele para ditar o ritmo, impulsionando meu quadril para cima para encontrá-lo no meio do caminho.

​Foi então que Murilo decidiu elevar o nível da jogada. Em um gesto audacioso, ele se levantou e posicionou-se exatamente sobre o meu rosto. A visão era hipnótica: o cu dele, rosado e perfeitamente limpo, estava a milímetros dos meus lábios. Não esperei permissão; avancei com a língua, explorando cada centímetro, enquanto Murilo se deliciava com a cena.

​— Olha isso, amor! Olha o Bernardo... — Murilo gritava, a voz embargada enquanto eu o devorava por baixo.

— Olha como ele tá me comendo com a boca! Que delícia de homem, caralho!

​Douglas, ainda cavalgando em mim, segurava meu pau como se fosse o troféu da noite, ajudando o namorado a se equilibrar sobre o meu rosto. O caos era perfeito. Eu ri entre uma lambida e outra, soltando um "Desculpa" abafado.

​— Desculpa o quê, porra? Continua! — Murilo rebateu, arqueando as costas.

​Douglas, num estalo de luxúria, saiu de cima de mim, mas não parou. Ele se abriu na beira da cama, as pernas escancaradas, e começou a bater uma punheta frenética enquanto nos assistia.

— Vou gozar só de ver vocês dois se pegando — ele sibilou.

Eu não deixei Murilo apenas sentado. Com uma força que brotou do ápice do tesão, segurei sua cintura e mudei nossa posição. Ficamos de lado, ele de costas para mim, em uma "conchinha" agressiva. Penetrei-o plenamente, sentindo o aperto do seu corpo envolver meu pau por inteiro. Murilo virava o rosto para trás, buscando minha boca para beijos desesperados enquanto eu socava o quadril contra ele.

​— Fode, porra! — ele urrava no meu ouvido. — Que piroca gostosa, caralho! Enche meu cu, vai! Mete essa rola lá no fundo!

​Virei-o de bruços, deixando-o debruçado na cama King Size, com a bunda empinada para o alto. Comecei a dar tapas estalados em suas nádegas, deixando a marca das minhas mãos na pele vermelha.

— Você gosta assim, né, seu vagabundo? — eu dizia, a voz saindo vulgar e carregada.

— Toma essa pica, sente o peso dela!

​— Caralho, bate mais! Come esse cu direito, filho da puta! Vai, mergulha essa porra em mim! — Murilo estava fora de si, e os gemidos dele agora competiam em volume com os que vinham do quarto de Lucas e Arthuro.

​Douglas, vendo a cena, posicionou-se atrás de mim. Senti sua boca na minha orelha e seu hálito quente no meu pescoço. Ele colocou a mão perto da minha bunda, e eu travei por um segundo.

— Não... não quero ser comido hoje — avisei, a respiração curta.

​— Relaxa, Bernardo — Douglas sussurrou com uma voz aveludada. — Também não quero te comer, não. Só me deixa sarrar em você. Deixa eu sentir o calor dessa foda.

​Douglas começou a sarrar na minha retaguarda com um pau pesado, sentindo o movimento do meu quadril enquanto eu continuava a estocada em Murilo. O atrito de três corpos masculinos era algo que eu nunca imaginei experimentar com tanta intensidade.

​— Deixa eu te dar de quatro, Bernardo! Agora! — Murilo implorou.

Reposicionamos. Ele ficou em quatro apoios, com a coluna arqueada e o olhar fixo no namorado, que continuava a se masturbar. Eu me levantei na cama, ajoelhado atrás dele, e enfiei meu pau com toda a força. O grito de Murilo foi estridente, preenchendo o quarto e ecoando pelo corredor.

​— Deixa eu fuder meu namorado agora — Douglas disse, aproximando-se da frente de Murilo enquanto eu o possuía por trás.

​Tirei meu pau por um segundo, e Murilo soltou um "Ai!" de protesto, sentindo o vazio. Douglas aproveitou e começou a dar socadas rítmicas naquele cu já dilatado e sedento.

— Você gosta da porra assim, né? — Douglas dizia para o namorado.

​— Eu gosto... mas deixa o Bernardo gozar em mim! Deixa ele gozar na minha cara! — Murilo exclamou, os olhos suplicantes.

​Sacudi o suor do rosto, sentindo que o meu próprio ápice estava a segundos de distância. O som que vinha do quarto ao lado era uma loucura total. Lucas e Arthuro pareciam estar atingindo o seus próprios limites com a Cíntia, em gemidos roucos e atritos violentos de pele contra pele. A competição de prazer entre os dois quartos havia chegado ao ponto máximo.

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Comentários

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É agora que eu digo?: eu avisei ??? Arthuro : curtição,já estava até te empurrando pra outro pra não se sentir tão culpado pela "liberdade " que conseguiu. Arthur foi surpresa, muito intenso,amar Bernardo mais que Arthuro, mas não sei se esse excesso é saudável afinal ele joga pesado, não teve coragem de abrir o jogo sobre vc e Arthuro ( porque sim ,pode gerar atrito entre os irmãos),as outras fodas,aventuras e pregações estão em análise e também confirmar que Bernardo teve um lance tórrido com o pai dos gêmeos.

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Se me permite uma análise...

Arthuro é leveza, Arthur é pressão, e os outros que não foram citados? São surpresas que vocês ainda estão descobrindo...

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