Quando cheguei em casa, parecia que alguma coisa tinha mudado dentro de mim. Não era só a lembrança do que tinha acontecido… era a sensação. Eu me sentia sujo. Não fisicamente, mas por dentro, como se tivesse atravessado uma linha que eu sempre disse que nunca cruzaria. Fiquei um tempo sentado na cama, olhando pro nada, tentando organizar os pensamentos, mas tudo voltava pro mesmo ponto. A imagem dela, o toque, o jeito que eu simplesmente deixei acontecer. Aquilo não saía da minha cabeça.
Eu tentei orar.
Mas não consegui.
As palavras não vinham. E quando vinham, pareciam vazias. Era como se eu soubesse exatamente o que tinha feito, e ao mesmo tempo não tivesse coragem de admitir aquilo de verdade. Eu só ficava repetindo na minha cabeça que aquilo era errado, que a gente tinha passado do limite, que aquilo não era quem eu era.
Mas era.
No outro dia, acordei já com o peso no peito. Peguei o celular e vi a mensagem da Fernanda. Ela dizia que me amava, perguntava se estava tudo bem, como se nada tivesse acontecido. Aquilo me incomodou mais ainda. Como é que ela conseguia agir assim? Como se fosse normal?
Eu não respondi.
Passei o dia inteiro tentando me distrair com trabalho, mas não funcionava. Qualquer silêncio era o suficiente pra minha mente voltar pra aquela noite. E quanto mais eu pensava, pior ficava. Porque não era só culpa. Tinha outra coisa ali.
Eu tinha gostado.
E isso me incomodava mais do que qualquer outra coisa.
Os dias seguintes foram iguais. Ela mandava mensagem, tentava puxar assunto, e eu simplesmente ignorava. Não porque eu não queria falar com ela… mas porque eu não sabia como olhar praquilo sem sentir que tava fazendo algo errado de novo. Era mais fácil evitar.
Só que evitar não resolvia.
No terceiro dia, eu não aguentei mais. Respondi.
Falei tudo de uma vez. Que aquilo era errado, que a gente tinha passado do limite, que a gente tinha pecado. Que o certo era falar com os anciãos e aceitar as consequências. Enquanto eu escrevia, parecia que eu tava tentando me convencer mais do que convencer ela.
A resposta dela veio rápida.
Calma.
Ela dizia que não sentia culpa. Que não tinha feito nada de errado. Que a gente só tinha se deixado levar, e que isso não precisava destruir tudo. Mas no final, ela falou algo que me travou.
Se eu contasse, a gente seria expulso.
Aquilo pesou.
Porque, no fundo, eu sabia que era verdade.
Fiquei olhando pra tela do celular por um bom tempo, sem responder. Era como se duas coisas dentro de mim estivessem brigando o tempo todo. Uma dizendo que eu precisava fazer o certo, custasse o que custasse. E a outra… tentando justificar, minimizar, fingir que talvez não fosse tão grave assim.
E o pior é que nenhuma das duas me dava paz.
Os dias foram seguindo, o final de semana chegou e nos encontramos novamente no culto, até então tudo normal, bom eu fingia que estava tudo normal, e como de costume depois do culto, fomos comer pizza com o pessoal da congregação e, como sempre, tudo parecia normal por fora. Conversas, risadas, aquele ambiente leve… mas por dentro eu não conseguia ficar em paz.
A Fernanda estava linda. Vestido comportado, como sempre, mas marcando o corpo de um jeito que me deixava desconfortável… não pela aparência, mas pelo efeito que aquilo ainda tinha em mim. Eu evitava olhar, mas sempre acabava olhando de novo.
Na hora de ir embora, ela entrou no meu carro com mais duas amigas. Segui o caminho deixando uma por uma em casa, tentando manter a cabeça no lugar, mantendo a postura de sempre. Tudo certo, tudo dentro do esperado. Mas quando ficou só nós dois, o silêncio tomou conta do carro de um jeito diferente. A música continuava tocando baixa, mas parecia distante. Eu sentia a presença dela ali do meu lado mais do que devia.
Foi quando percebi ela se mexendo. Tirou o cinto devagar, com calma, como se não tivesse pressa nenhuma. Olhei de lado, sem entender.
- Para o carro um pouco. Ela disse, olhando direto pra mim.
A voz dela estava tranquila, mas firme. Tinha alguma coisa ali.
Parei numa rua mais escura, ao lado do parque. Não passava ninguém. O lugar perfeito pra não ser visto… e isso só piorava o que eu já estava sentindo.
Antes que eu perguntasse qualquer coisa, ela se ajeitou no banco, encostando as costas e levando a mão até o zíper do vestido. Eu ainda tentei entender o que ela estava fazendo.
- Entrou algum bicho aí? falei, meio sem graça.
Ela só riu.
E puxou o zíper.
Devagar.
O som do tecido abrindo pareceu alto demais dentro do carro. O vestido foi cedendo no corpo dela, revelando aos poucos o contorno por baixo… até que ela soltou o tecido dos ombros. Ele desceu o suficiente pra mostrar mais do que devia, e eu simplesmente fiquei olhando, hipnotizado pelos seios grandes e lindos dela, sem conseguir disfarçar.
Ela percebeu.
E não se escondeu.
Pelo contrário.
Sustentou o olhar.
Como se quisesse ver até onde eu ia.
Aquilo não era mais a mesma Fernanda.
Tinha intenção ali.
Tinha provocação.
E tinha controle.
Ela se aproximou de mim, devagar, como se estivesse saboreando o momento, e quando me beijou, não tinha mais hesitação nenhuma. Era um beijo diferente, mais profundo, mais seguro… como se ela soubesse exatamente o efeito que causava em mim.
Minha reação foi imediata. As mãos foram até ela quase sem pensar, explorando o corpo que antes eu só imaginava. A pele quente, o toque macio… tudo parecia mais intenso ali, naquele espaço fechado, no silêncio da rua escura.
Ela soltava a respiração perto do meu rosto, me olhava nos olhos entre um beijo e outro, como se quisesse confirmar que eu estava ali, completamente entregue.
- A gente não pode ir além… ela disse, com a voz baixa, mas firme , mas eu quero que você me veja.
Eu não respondi. Nem precisava.
Ela já sabia.
E continuou.
Sem pressa.
Sem vergonha.
Cada movimento dela parecia calculado, não no sentido frio… mas no sentido de quem estava se permitindo, de quem estava descobrindo algo novo em si mesma e gostando disso. O jeito que ela se mostrava, o jeito que se aproximava, o jeito que me olhava… não era só desejo. Era consciência do próprio corpo.
Ela foi fazendo o vestido sair do seu corpo, revelando sua calcinha pequena de renda, e logo se aproximou novamente de mim, me beijando. Os beijos dela começaram a ficar mais intenso, eu já estava todo excitado com o volume da calça em evidência, minhas mãos percorriam o corpo dela, alisando seus seios grandes e fartos, ela por sua vez, levava as mãos no meu pau, por cima da roupa, apertando ele.
E aquilo me desmontava.
Eu já não pensava em nada. Nem na igreja, nem no certo ou errado. Só no momento. No calor, no toque, na proximidade. No quanto ela parecia diferente… e ao mesmo tempo ainda era ela.
Ela foi abrindo minha calça, puxando o meu pau pra fora, me olhou com uma carinha sacana, e se inclinou, começou a colocar meu pau na boca dela, ainda sem jeito, raspando os dentes, mas logo foi pegando o ritmo, parecia uma atriz dos filmes pornos que eu em minha hipocrisia assistia sozinho em casa. Meu pau não era tão grande, Fernanda conseguia colocar ele todo na boca, chupando e mamando ele, um pouco sem jeito, mas estava uma delicia, me deixando todo louco de tezão. Ela ficou de joelhos no banco do carona, com a bunda empinada pra cima, mamando meu pau.
O suficiente para eu conseguir alisar a buceta dela, que estava toda molhada, ela gemia toda manhosa, com minha mão alisando aquele buceta gostosa.
Ela parava um pouco de me chupar, respirando fundo, nos beijamos de forma intensa, e então ela se afasta, abrindo as pernas, oferecendo a buceta dela para mim, eu começo a tocar uma siririca para ela, sem jeito, mas com ela me guiando, caio de boca nos seios dela e começo a chupa-los, com calma, ouvindo seus gemidos intensos e pela primeira vez na vida, eu faço Fernanda gozar, ela gemia alto, com o corpo reagindo aos meus toques e ao seu orgasmo de forma intensa.
Depois de gozar, Ela novamente começa a me chupar, cheia de vontade, um boquete intenso e babado, sem demorar muito eu começo a gozar, e Fernanda engole tudo, meus jatos de porra dentro da boca dela.
Quando tudo foi desacelerando, o silêncio voltou. Mas agora não era o mesmo silêncio de antes. Era mais pesado. Mais difícil.
Eu me afastei um pouco, respirando fundo, tentando organizar a cabeça… mas a culpa veio junto, quase na mesma hora.
Ela percebeu.
O olhar dela mudou.
Não falou nada.
Só se ajeitou devagar, voltando pro lugar, como se entendesse sem precisar de explicação.
No caminho até a casa dela, ninguém disse nada. A música continuava ali, mas parecia ainda mais distante.
Quando parei na frente da casa dela, ela me olhou por um segundo… como se esperasse alguma coisa.
Eu não dei.
Nos despedimos com um beijo rápido, sem intensidade, sem o mesmo peso de antes.
E quando eu voltei pra casa, a sensação veio com tudo de novo.
Porque tinha sido bom.
E exatamente por isso… parecia ainda mais errado.
Mais tarde, vi a mensagem dela no celular.
“Te amo. Adorei a noite de hoje.”
Fiquei olhando pra tela por alguns segundos.
Mas não respondi.
Continua ...