História de Carol - Pt. 6

Um conto erótico de Carol Neves
Categoria: Crossdresser
Contém 755 palavras
Data: 22/02/2026 09:19:01

O sábado foi se despedindo devagar, tingindo o céu de tons alaranjados que entravam pela janela do quarto. Carol observou o pôr do sol por alguns minutos, como se estivesse se preparando mentalmente para algo especial.

A noite seria dela.

Foi para o banheiro e iniciou mais um ritual — mas agora com intenção diferente. Não era dia comum em casa. Era noite de balada particular.

Tomou um banho demorado, deixando a água quente percorrer o corpo. Usou o sabonete perfumado, reaplicou o esfoliante leve nas pernas para deixá-las ainda mais macias. Lavou o cabelo natural, mesmo sabendo que usaria a peruca depois — gostava da sensação de limpeza completa.

Ao sair, envolveu-se na toalha e passou hidratante com movimentos lentos, quase coreografados. Escolheu um perfume mais marcante da mãe — doce, levemente amadeirado — aplicando atrás das orelhas, no colo e nos pulsos.

Diante do guarda-roupa, decidiu que aquela noite pedia ousadia.

Vestiu uma lingerie preta de renda como base. Depois escolheu uma saia curta, justa, que marcava bem o quadril. Para a parte de cima, optou por um cropped de tecido brilhante, com leve decote, que deixava parte do abdômen à mostra. O contraste da pele lisa com o tecido reluzente fazia o look ganhar presença.

Sentou-se para a maquiagem com concentração.

Base bem trabalhada, contorno mais definido que durante o dia. Iluminador nas maçãs do rosto e no arco do cupido. Um delineado gatinho mais alongado, puxado com precisão. Sombra levemente cintilante nas pálpebras. Cílios postiços aplicados com cuidado.

Nos lábios, um batom vermelho intenso.

Quando colocou a peruca loira e ajeitou os fios sobre os ombros, inclinando levemente a cabeça, o reflexo devolveu uma imagem segura, quase desafiadora.

Faltavam os saltos.

Escolheu um par alto, fino, que alongava as pernas e exigia postura. Ao ficar de pé, sentiu a transformação completa. Ombros alinhados, quadril solto, passos decididos.

— Hoje é noite de Carol — murmurou para o espelho.

Foi até a cozinha e preparou dois drinks simples, misturando refrigerante, gelo e um pouco de bebida que havia na casa. Colocou música alta na sala — batidas pop e dançantes que faziam o chão vibrar levemente.

Começou tímida.

Movendo os ombros. Marcando o ritmo com os pés. Mas, conforme a música avançava, soltou o quadril, levantou os braços, girou pela sala. O salto batia no piso acompanhando a batida. A saia subia levemente nos movimentos, e ela ajustava com naturalidade.

Não havia plateia.

E era justamente isso que a libertava.

Dançava sem julgamento, sem medo, sem precisar se encaixar em expectativa alguma. Ria sozinha. Jogava o cabelo para trás. Cantava trechos da música olhando para o próprio reflexo na TV apagada.

Em um impulso de coragem — talvez incentivado pelo drink, talvez pela euforia — sentou-se no sofá e pegou o celular.

Abriu um site de bate-papo.

O coração acelerou de um jeito diferente agora. Criou um apelido simples: **CarolCD**. Escolheu uma foto bem enquadrada, mostrando o rosto maquiado e parte do look, sem revelar demais.

Entrou na sala de conversa.

As primeiras mensagens foram frias. Alguns usuários desconectavam rapidamente. Outros faziam perguntas diretas demais. Como “menina”, percebeu que precisava lidar com expectativas e desconfianças. Por alguns minutos, sentiu uma pontada de insegurança.

Talvez fosse cedo demais.

Talvez estivesse exagerando.

Então surgiu uma nova notificação.

Um rapaz com foto de perfil simples: parecia alto, cabelo escuro, sorriso discreto. A imagem transmitia uma calma diferente das abordagens anteriores.

Ele iniciou a conversa perguntando o que ela estava fazendo naquela noite.

Carol respirou fundo antes de responder.

“Curtindo uma baladinha em casa. E você?”

As mensagens começaram a fluir.

Ele disse que estava sozinho também, ouvindo música. Perguntou que tipo de som ela gostava. Ela comentou sobre o que estava tocando e, em tom leve, disse que estava dançando de salto alto na sala.

Ele respondeu com um emoji rindo e comentou que devia estar linda.

O coração dela disparou.

Não era apenas o flerte — era a validação. A sensação de estar sendo vista como ela se apresentava.

A conversa seguiu leve. Ele perguntou qual era sua bebida favorita. Ela mandou foto do copo na mão, sem mostrar o rosto inteiro dessa vez. Ele elogiou o batom. Disse que combinava com ela.

Carol sentiu o calor subir pelo peito.

Respondeu perguntando o que ele faria se estivesse ali naquela “balada particular”. Ele entrou na brincadeira, dizendo que provavelmente a chamaria para dançar.

Ela mordeu o lábio, olhando para a própria imagem refletida na tela do celular.

A música continuava tocando ao fundo.

A noite estava apenas começando.

E a conversa prometia ir além.

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Comentários

Foto de perfil genérica

Aguardando a continuidade, rs

Vc poderia anexar uma fotos da Carol aqui

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