Ela se chamava Letícia. Antes, era “Lê” pros stories, “minha princesa” pros comentários do ex, “gostosa demais” pros DMs que ela fingia ignorar. Corpo esculpido na academia, bronzeado perfeito, unhas sempre feitas, perfume caro que deixava rastro. O tipo de menina que postava “good vibes only” enquanto o mundo babava por trás da tela.
Até a noite em que tudo desmoronou.
A festa era na laje da quebrada, funk 150 BPM estourando nos paredões, cheiro de bala e suor misturado com cachaça barata. Ela tinha ido “só pra curtir com as amigas”, mas as amigas sumiram quando o beck rolou e o clima esquentou. Alguém ofereceu um copo, alguém passou a mão na cintura dela, e de repente ela estava rindo alto demais, olhos vidrados, corpo mole de tesão acumulado e álcool.
O cara que a pegou não era bonito de revista. Era alto, magro, pele morena queimada de sol, tatuagens malfeitas subindo pelo pescoço e pelos braços, corrente de ouro falsa balançando no peito. Chamavam ele de “Rato” — ninguém sabia o nome de verdade. Mas o pau dele era conhecido no pedaço: grosso, veioso, comprido o suficiente pra fazer meninas engasgarem só de olhar.
Ele a puxou pro canto escuro atrás do caixote de som, onde a luz do neon mal chegava. Sem conversa. Só agarrou o rabo de cavalo dela com a mão esquerda, enrolou duas vezes na palma como se fosse rédea, e puxou pra baixo com força. Letícia caiu de joelhos no concreto áspero, as coxas raspando na sujeira, salto alto escorregando. A dor no couro cabeludo veio imediata, mas misturada com um calor traiçoeiro subindo pela barriga.
“ Abre essa boquinha de madame, vai”, ele rosnou, já abrindo o zíper com a outra mão.
O pau saltou pra fora, pesado, semi-duro ainda, cheirando a suor e sabonete barato. A cabeça grossa roçou na bochecha dela, deixando uma trilha úmida. Letícia tentou virar o rosto, mas o aperto no cabelo era de ferro. Ele bateu a glande nos lábios dela duas vezes, forte, fazendo barulho molhado.
“Não faz cena, sua vadia. Tu veio aqui querendo isso.”
Ela abriu a boca devagar, hesitante. Ele não esperou. Enfiou de uma vez, sem preliminar, até bater no fundo da garganta. Letícia engasgou na hora, olhos arregalados, lágrimas brotando instantâneas. O reflexo de vômito subiu, mas ele segurou firme, mantendo ela ali, nariz colado na virilha dele, pubis áspero roçando o rosto. O cheiro forte invadiu as narinas dela — almíscar, suor, macho puro. Ela tossiu, baba escorrendo pelos cantos da boca, pingando no queixo e no decote da blusinha justa.
“ Isso, engole tudo, princesinha. Mostra que sabe trabalhar.”
Ele começou a bombar. Ritmo cruel, sem piedade. Saía quase todo, só a cabeça dentro, dava tempo dela puxar ar desesperada — e entrava de novo, fundo, esticando a garganta até ela sentir os músculos convulsionarem. Cada estocada vinha com um grunhido baixo dele, e um gemido abafado dela. As mãos dela subiram instintivamente pras coxas dele, unhas cravando na pele, não pra empurrar, mas pra se segurar. Os joelhos doíam no chão, mas o tesão era maior: a buceta dela pulsava, molhada escorrendo pela coxa interna, calcinha encharcada.
Alguém acendeu o flash do celular. Depois outro. E mais um. Risadas ecoaram.
“Filma direito, porra! Olha a cara de otária dela!”
“Essa aí que se achava toda patricinha, agora tá engasgando no pau do Rato kkkkk”
Letícia ouvia tudo, mas não conseguia parar. O pau entrava e saía, babando rios de saliva que escorriam pelo queixo, pingavam nos peitos, molhavam o tecido fino até grudar na pele. Ele puxou o rabo de cavalo pra trás, forçando ela a olhar pra cima, pro rosto dele — e pra câmera. Os olhos dela estavam vermelhos, rímel escorrendo em rios pretos pelas bochechas, batom borrado em volta da boca inchada. Ainda assim, tinha um brilho ali. Tesão misturado com vergonha. Submissão total.
Ele acelerou. Os quadris batendo no rosto dela, barulho de carne molhada, gemidos roucos. “Toma, toma, toma…” Cada palavra acompanhada de uma estocada mais funda. A garganta dela já não resistia mais — relaxou, abriu, aceitou. Ele sentiu. Sorriu sádico.
“Vai gozar na boquinha ou na cara?”
Ela não respondeu. Não conseguia. Só gemeu em torno do pau, vibração que fez ele tremer.
Decidiu sozinho. Saiu da boca dela com um estalo molhado, segurou a base grossa e masturbou rápido, duas, três vezes. O jorro veio forte, quente. Primeiro jato direto na língua esticada dela, grosso e salgado. Segundo na bochecha esquerda, escorrendo devagar. Terceiro e quarto nos peitos, manchando a blusinha branca, pingando nos mamilos duros que marcavam o tecido. O resto caiu no queixo, no pescoço, misturando com a baba.
Ele esfregou a cabeça melada nos lábios dela, limpando o excesso. Depois deu dois tapas leves no rosto — não pra machucar, mas pra marcar.
“Boa cadelinha. Engoliu direitinho?”
Ela engoliu o que tinha na boca, tossiu, respirou fundo. Olhou pra câmera ainda filmando. Sorriu. Um sorriso torto, sujo, destruído. Batom borrado, porra escorrendo, olhos vermelhos de choro e tesão. Sorriu mesmo.
No dia seguinte o vídeo já tinha mais de 2 milhões de views nos grupos de zap da cidade. A legenda era sempre a mesma:
“Sua princesa virou cadelinha favelada. Tá todo mundo rindo na tua cara de otário.”
O ex dela mandou mensagem: “Sua vadia nojenta”. Ela visualizou e não respondeu.
Em vez disso, postou um story novo. Selfie no espelho do banheiro: cabelo bagunçado, marca de tapa ainda vermelha na bochecha, resquício de porra seca no pescoço. Legenda:
“Ontem eu descobri que ser princesinha é superestimado 🐶💦”
E ativou as respostas. As DMs explodiram.
Ela respondeu algumas com foto nova: de quatro, bunda empinada, olhando pra trás com a mesma expressão — submissa, excitada, sem vergonha.
A princesinha morreu ali.
A cadela nasceu.
E ela estava adorando cada segundo.