Reencontrando Aquele Cara - Virando submisso de verdade - Parte 3 de 3

Da série Aquele Cara
Um conto erótico de Tales
Categoria: Homossexual
Contém 2447 palavras
Data: 21/02/2026 20:49:05

Boa noite pessoal. Segue a ultima parte. Espero que gostem!

Naquele final de semana não voltei a encontrar com ele e mal conversamos. Fiquei em casa ainda eufórico pela transa e com toda certeza bati uma, na verdade bati varias. A gozada foi gostosa, com a porra voando longe. Pensei muito na conversa que tivemos, uma relação como essa que ele propunha era algo que de fato sempre quis, mas nunca achei que fosse possível. Confesso que nesse final de semana senti falta dele, mas não mandei mensagem. Já havia ficado algumas vezes com homens como ele. No geral homens padrão se achavam de mais, sempre esperando que movêssemos o mundo para estar com eles, para logo ser trocado pelo próximo da lista. As experiências ruins talvez me deixaram receosos com o Renan, por isso não o chamei.

No domingo ele me mandou mensagem.

- Ta vivo?

- Estou aqui – respondi na mesma hora.

Ele me ligou na mesma hora. Atendei assim que tocou.

- Então porque não manda mensagem porra! - disse ele irritado do outro lado.

- Não queria incomodar – disse feliz, mesmo depois do xingo dele.

- Você não me incomoda – disse ele menos irritado. - Trabalhei muito esses dias então não tive tempo de mexer com você. Pode me chamar sempre que quiser. Se não puder responder na hora, falo com você assim que der

- Tudo bem – disse para ele. - Não sabia se estava trabalhando de fato, você tem uma escala diferente.

- Sim é verdade, e acabo dobrando as vezes – disse ele. - Vamos aproveitar que terça é feriado, vai na minha casa na segunda feira, depois que sair do trabalho. Quero passar a noite com você.

- Ok!

- Ok? - questionou ele.

- Sim, senhor.

- Vou começar a dar uns tapão na sua cara quando não me chamar como deve – disse ele. - Preciso desligar, beijos e não bate nenhuma até eu te encontrar – e logo desligou.

Estava de folga na segunda então acabei indo para a casa dele direto. Agora ele morava em outro lugar. Uma casa pequena que ficava em uma rua parada. O bairro era mais distante do centro e a casa era bem pequena. Ele me esperava na porta quando cheguei. Estava sem camisa, o peito peludo e musculoso a mostra enquanto me olhava chegar. Estava com uma bermuda jeans com cinto de couro na cintura e sandália.

- Demorou de mais porra – disse ele me olhando. - E que roupa é essa?

Tava vestindo uma camiseta regata, short bem curto e tênis.

- Não fui trabalhar hoje, estamos de recesso.

- Deu pra perceber, mas que porra de short curto e esse? - perguntou ele.

O short era tipo aqueles de jogar bola, Dryfit, bem acima do joelho.

- Normal – disse para ele estranhando.

- Está curto de mais – disse ele. - E essa camiseta regata mostrando esses braços magrelos. Quero você vestido assim não.

Ele falou de uma forma bem autoritária.

- E como é que devo então? - questionei. - Minhas roupas são todas assim.

- Suas roupas eram assim – disse ele. - Agora entra! - ordenou ele.

Entramos na casa e passamos por um terreiro um pouco grande com muito grama alta e sem aparar. A casa que ele morava era velha e não estava muito bem cuidada. Entramos pela cozinha que estava relativamente arrumada.

- Bateu uma esses dias? – disse ele enchendo um copo com água.

Pensei em mentir mas resolvi falar a verdade.

- Sim.

- Quantas?

- Umas cinco ou seis – disse para ele.

- Imaginei – disse ele. - Mesmo eu falando que não era para fazer você fez?

Não respondi nada.

- Vamos passar hoje e amanhã juntos. E hoje oficialmente está vindo como meu Submisso. Então vamos aprender algumas lições para já começarmos do jeito certo – disse ele.

- O que propõe?

- Uma surra bem dada – disse ele. - Acho que você ainda não encarou a realidade da nossa relação.

- Uma surra? - questionei.

- Sim.

- Não vejo razão…

- Eu vejo muitas – disse ele. - Você ainda não entendeu como nossa relação tem que ter e não viu o tipo de homem que sou. Hoje começo a te moldar e deixar do jeito que quero. Agora vem!

Ele seguiu para a sala e fui atrás dele. A sala tinha um sofá e uma televisão grande, uma de frente para o outro. Era relativamente grande, o piso era meio antigo, num tom bege. A janela estava aberta, com a luz do sol poente entrando em um feixe vermelho-alaranjado.

- Tira a roupa, fica de quatro ali próximo àquele canto, duas mãos abertas no chão, joelhos no chão, costa reta – disse ele com o mesmo jeito autoritário de sempre.

Fiz o que ele mandou, estava frio. Meu pau duro na hora. Sempre que via ele a reação era essa. Olhei para ele, aquele homem gostoso me olhando sério, meu pau duro babando. Ele tirou o cinto dando uma puxada e depois dobrou ao meio, puxando as pontas. O estalo ao puxar fez um sono sonoro “plaft” na sala silenciosa e fria.

- Essa surra vai ser por vario motivos – disse ele. - Vai doer, mas você vai aguentar.

A primeira cintada veio bem nas costas, batendo na região das escapulas, senti o barulho do cinto e o ardor da cintada. Depois deu mais uma cintada.

- Primeiro pela forma que terminou quando nos conhecemos – disse ele dando outra cintada. - Pela forma que falou comigo, o desdem, o deboche – disse dando outra. - Nunca mais vai me tratar daquele jeito, nem se brigarmos – disse ele dando mais duas cintadas.

As cintadas desciam forte enquanto eu envergava o corpo e tentava sair.

- Tem que me tratar com respeito – disse dando outra cintada, batendo com gosto. - Sou seu macho, seu dono, entre nós e assim que as coisas funcionam – disse ele. - Segundo pelos contatinhos que você ainda não apagou e nem excluiu das suas redes sociais – disse ele dando mais uma cintada forte. - Se já está comigo por qual caralho ainda tem essas porras adicionados?

Ele deu mais duas cintadas rápidas enquanto eu de quatro tentava sair. Eu tentei levantar e saí na direção do sofá...

- Volta aqui!

Relutei.

Ele deu mais uma cintada que pegou no braço.

- Volta aqui agora! - disse puxando as pontas do cinto dobrado. O olhar dele autoritário dele pesando em mim.

Voltei.

- De quatro, costa reta, dois joelhos no chão, sem sair do lugar – disse ele rígido. - Vai aguentar calado, não quero um pio. Vou bater e parar quando achar que devo, entendido?

- Sim...

Mais uma cintada nas costas, e outra.

- Sim, senhor porra! - disse ele dando varias cintadas. - É assim que vai me tratar daqui pra frente. Sempre senhor ao falar comigo.

- Entendi, senhor.

- Terceiro motivo é porque bateu punheta todos esses dias mesmo eu falando que não deveria – disse ele dando outras cintadas, e dessa vez batendo mais rápido. - Eu disse para não bater punheta, não disse?

As cintadas desceram com força nas minhas costas. Sentia elas ficando vermelhas com as marcas do cinto enquanto batia.

- Aqui! Parado e quieto – disse dando outra cintada. - Volta aqui!

Eu voltei para a mesma posição que estava. Fiquei de quatro aos pés dele.

- Se sair de novo vai ser pior, não estou brincando, fica quieto e aguenta seu macho te castigar!

Fiquei novamente e ele começou a dar mais cintadas.

- E por ultimo – disse dando cintadas enquanto falava – para aprender que agora tem um dono, um macho – dizia dando cintadas sem parar. - Que acabou essa vinda mansa sua – disse com o cinto descendo nas minhas costas. - Vai viver na rédea curta comigo, vai aprender a virar homem comigo – disse dando varias cintas. - Vai vestir igual homem, se portar igual homem. Vai ser nítida a mudança que você vai ter ao meu lado. E em casa vai levar rola do seu homem sem reclamar, quando eu quiser.

Sentia os cintadas rápidas e fortes nas cotas, braços pernas e na bunda. Ele tava batendo com força, castigando seu submisso. As cotas estavam muito vermelhas e com marcas de hematomas na forma do cinto. Alguns vergões na bunda e nos braços, mas as costas eram as mais marcadas.

Ele parou com as cintadas, eu deitei no chão.

- De joelho, olhando a parece. Rápido! Se recomponha! Vai ficar um tempo ai para pensar na nova vida que tem – disse ele. - Rápido!

Levantei e ajoelhei olhando a parede. Meu pau já não estava mais duro, apesar de muito babado.

- A vida sendo submisso não é fácil, mas você disse que queria – disse ele sentando-se no sofá. Tudo ficou um silêncio por um tempo.

Ficamos alguns minutos, ambos sem dizer nada. Ele estirado no sofá. Depois de um tempo abriu uma cerveja e relaxou. O silêncio da sala foi tanto que podia ouvir o respirar cansado dele. A luz do sol poente ainda entrava na sala e o vento, as vezes, soprava a cortina para dentro, fazendo ela flutuar.

Minhas costas doíam por conta das cintadas, mas também sentia o braço e as coxas. Tudo latejava. Castigo pesado. Meu homem estava sentado descansado no sofá com a rola de fora, babada, pousada na coxa. Tomava uma cerveja calado. Meus joelhos já gritavam depois de poucos minutos ajoelhado, mas não queria falar nada. Sentia vontade de estar com ele.

Logo ele começou a assistir uma série. Aos poucos escureceu e não sei ao certo quanto tempo fiquei ajoelhado. Depois de um tempo ele foi até mim, pegou a rola mole e colocou na minha boca. O mijo veio e um jato forte e eu tomei todo, sabia que não poderia deixar uma gota cair no chão. Depois quando terminou de mijar sentou-se no sofá novamente.

Depois de um tempo ele chamou para ir para o quarto, já havia escurecido. Ele estava pelado me olhando, meu corpo estava bem marcado. Parecia avaliar as marcas que deixou com a surra de cinto. O pau dele estava mole, pousado de lado na coxa. Mesmo mole era enorme e grosso, cheio de pentelhos.

Enquanto olhava o corpo dele ele pegou um objeto de acrílico transparente e colocou perto de mim. Era pequeno, tinha o formato de um pênis mole, oco. Era um cinto de castidade. Ele possuía um local para enfiar o pinto, um anel onde por passava o saco e uma trava onde provavelmente era trancado, que prendia o anel a parte que colocava o pinto.

- Muito grande para essa rola minuscula que você tem – disse ele colocando do meu lado. - O César era pausudo, então comprei um maior para ele – disse mais para si do que para mim. Se eu colocasse aquele cinto provavelmente meu pau ficaria sobrando dentro dele. - Vou comprar um novo essa semana.

Queria dizer que não usaria, mas depois da surra que acorreu a pouco já tinha um certo receio de dizer. Se ele quisesse faria eu usar e sair de casa com ele. Estava totalmente submisso a ele. E como se sentisse que ele mandava em mim.

- Essa semana vou comprar um novo, ai começamos aos poucos – disse ele pegando meu pau. - Vai usar comigo aqui aos fins de semana, depois vamos introduzindo ao longo da semana, depois vai ficar com ele o tempo todo, tirando apenas para lavar e, se eu deixar, bater uma as vezes. Entendido.

- Sim, senhor – disse para ele.

Ele estava sentado, eu estava de pé. Ele passou a mão na cintura e eu vi o pau dele endurecer só de encostar em mim. Ele voltou os olhar para mim, os olhos azuis lindos e rígidos dele pousaram sobre os meus.

- Sentiu como vai ser comigo não é? – perguntou ele. - Pegada forte e bruta, disciplina.

Fiquei calado olhando os olhos dele.

- E vai se comportar para não levar outra surra dessa?

- Vou, senhor – disse para ele.

- Vai bloquear todos os contatinhos agora mesmo, na minha frente. Vai apagar conversas, nudes enviados e recebidos e sair de todos os grupos – disse ele. - Não vou olhar seu celular e tirar sua privacidade, mas agora quero ver fazendo isso.

Senti que não tinha escolha. Agora sentia que era submisso de fato, se recusasse ele provavelmente faria a força. Ele naquele momento mandava em mim. Era meu dono.

- Vou excluir – disse para ele.

- Surras como essa não ocorrem com frequência – disse ele passando a mão na minha cintura. Depois subiu para as minhas costas que estavam quentes e com vergões formados pelos cinto. Estava latejando em alguns pontos - Bati onde tem músculo, não acertei qualquer lugar que poderia machucar, também não deixei marcas que não podem ser cobertas – dizia enquanto a mão acariciava. - Eu sempre cuido do que é meu. Mas você precisava dessa surra para definirmos bem nosso papel na relação. Agora você entende que comigo não tem nenhum diálogo, é fazer o que eu mando ou levar na mesma hora. Nem sempre vai ter prazer quando castigar, igual hoje. Algumas surras e castigos são para te disciplinar.

Fiquei calado um tempo, meu pau duro enquanto ele me alisava, a rola dele babando enquanto me olhava.

- O que achou? - perguntou ele ainda calmo.

- Deu para entender bem meu papel com o senhor – disse para ele. - Sei como as coisas serão a partir de hoje.

- Ótimo – disse respirando fundo. - Aos olhos de todos somo um casal – disse ele. - Um casal com um dos pares autoritário, ciumento, até meio rude, mas um casal.

- E como vai ser na frente dos outros? – perguntei a ele.

- Vai me chamar de senhor normalmente, e vou te tratar com autoridade do jeito que sempre tratei desde que conheci. Talvez algumas pessoas digam que eu sou grosso com você ou que até toma uns tapas em casa. Mas quanto a isso não tem o que fazer – disse ele. - É assim que trato meus submissos. Mas saiba que vou cuidar e proteger você. Vou ser seu porto seguro.

Olhos dele eram intensos e penetrantes. Ainda estava de pé enquanto ele acariciava minha cintura, os dois braços em volta de mim. E de fato, mesmo diante de tudo, conseguia sentir isso. Sentir que ele estava ali, cuidando de mim. Por uma razão bem estranha senti que não estava sozinho. Estar envolto naqueles braços fortes era reconfortante.

- E vai estar comigo sempre? - perguntei ele. - Não vai sumir?

- Jamais – disse ele. - Não vai se ver livre de mim. A não ser que queira – disse ele. - Sei bem como a maioria dos dominadores são. Confesso que já fui assim também. Com você não existe chance disso acontecer.

Assenti.

- Agora vamos procurar algo para comer por que estou morrendo de fome – disse ele se levantando. - E ainda quero meter em você ainda, quero meter até esse rabo fica frouxo. E já vamos sair com você se vestido como homem agora. Vou te passar algumas roupas minhas já que usamos o mesmo tamanho. E também, vai tirar uma foto hoje e trocar a foto das redes sociais. Vamos dar um jeito nesse cabelo grande também. Vida nova para você Estressadinho.

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