A Nerd Mais Puta da Internet. Capítulo 1: Primeiro Frame

Um conto erótico de Dr.jakyll6
Categoria: Heterossexual
Contém 5101 palavras
Data: 21/02/2026 20:24:42
Última revisão: 21/02/2026 20:46:05

Eu nunca fui de chamar atenção.

Na escola, era a menina do canto da sala que tirava nota boa mas não abria a boca. Na faculdade, a mesma coisa. Administração, terceiro período. Meus dias tinham o cheiro de livro novo e café passado na garrafa térmica que eu trazia de casa, porque comprar todo dia era luxo.

Meu nome é Helena, mas todo mundo me chama de Lena. Tenho 22 anos, 1,65 de altura, um namorado chamado Pedro, um apartamento alugado no limite do orçamento e uma rotina que caberia num quadro de parede: de manhã, aula; à tarde, estágio num escritório de contabilidade; à noite, jantar com o Pedro e estudar pra prova que sempre vinha.

Fisicamente, eu sempre me considerei comum. Cabelo castanho comprido e liso, óculos redondos que escondiam meus olhos da mesma cor, corpo magro de quem passa mais tempo sentada do que deveria. Nada que chamasse atenção. Pelo menos era o que eu achava.

O Pedro discordava.

Principalmente quando eu tirava a roupa.

Porque por baixo das blusas largas que eu usava pra ir à faculdade, por baixo dos moletons surrados e das calças folgadas, tinha um segredo que eu mesma demorei a descobrir. Meus peitos eram grandes. Não daqueles empinados de academia, mas caídos naturalmente, pesados, com bicos rosados que eu sempre escondia em sutiãs estruturados. Minha bunda então... essa eu evitava pensar. Grande, carnuda, desproporcional a minha cintura fina. Pernas compridas, finas nos tornozelos, mas que engrossavam na coxa, criando uma curva que as calças jeans sempre apertavam demais.

Eu não malhava. Não fazia dieta. Simplesmente era. E odiava. Ou odiava até o Pedro me ensinar a gostar. Ou tentar, pelo menos. Porque mesmo com ele, eu ainda morria de vergonha.

Pedro é nerd igual eu, mas de um jeito diferente.

Ele faz Ciência da Computação, magro igual palito de fósforo, braços finos que eu brinco que quebram se eu apertar forte. Usa óculos de grau grosso, camisetas de bandas de rock que ninguém conhece e passa mais tempo na frente do computador do que eu. A gente se conheceu num fórum de jogos, antes de saber que estudávamos na mesma faculdade. Quando marcamos de nos ver pessoalmente, eu quase ri: dois nerds se encontrando, cada um mais sem jeito que o outro.

Mas ele é bonito. Jeito estranho de dizer, mas é. O rosto magro, o queixo fino, o sorriso torto quando ele acerta alguma piada. E os olhos por trás dos óculos... tem um brilho ali. Um brilho que só aparece quando ele me olha.

Principalmente quando eu tiro a roupa.

— Você é burra, Lena — ele dizia, com a mão magra passando pela curva da minha cintura fina antes de descer. — Podia usar isso. Podia usar tudo.

— Usar pra quê?

Ele sorria. Não respondia.

Mas eu não usava. Não conseguia. Toda vez que a gente transava, eu apagava a luz. Ficava de costas. Evitava que ele me visse demais.

O sexo era bom, mas simples. Rápido. Sem criatividade. Ele me comia de um jeito comum, eu gozava às vezes, ele sempre. Depois a gente dormia.

Nada demais.

Eu achava que era assim mesmo.

Minha família é complicada no jeito, mas simples no fundo.

Minha mãe, dona Marta, tem 56 anos mas não parece. Ela faz academia todo santo dia, cuida da pele, do cabelo, da alimentação. É uma coroa gostosa, todo mundo fala. Corpo durinho, perna grossa, bunda ainda empinada. Quando a gente sai junto, os homens olham mais pra ela do que pra mim. Eu nunca liguei. Na verdade, até achava graça.

— Filha, você precisa se cuidar mais — ela vivia dizendo. — Tem um corpo lindo escondido aí.

— Tô bem assim, mãe.

— Sei. Mas podia estar melhor.

Ela é assim. Cuidadosa. Às vezes chata. Mas no fundo só quer o melhor.

Minha irmã mais velha, Patrícia, tem 32 anos. É gordinha, bonita, mas sempre teve problema com o peso. Mora longe, em outro estado, com o marido e os dois filhos. A gente não conversa muito. Liga no aniversário, no Natal, nessas datas. Ela vive a vida dela lá, eu vivo a minha aqui.

Nunca fomos próximas. A distância só aumentou isso.

Já a Fernanda, minha outra irmã, tem 25 anos. Três anos mais velha que eu. A gente se fala quase todo dia.

Ela é mais baixinha que eu, uns 1,58 no máximo. É um pouco acima do peso, mas tem uma bunda que... puta merda. A bunda dela é maior que a minha. Muito maior. Empinada, redonda, parece até que ela malha só aquilo. Mas não malha. É natural, igual a minha.

— Você tem sorte — eu vivia dizendo pra ela. — Se eu tivesse essa bunda...

— Você tem peito, eu tenho bunda. Cada uma com sua arma.

Ela ri. É divertida, a Fernanda.

Mora na mesma cidade que eu, num apartamento legal com o marido. O Marcelo.

Marcelo tem 33 anos, é mais velho que ela, mais velho que todo mundo na família, é o mais alto também, tem 1,78, o que numa família de baixa estatura é um gigante, não é malhado mas tem o corpo mais bem formado, de homem mesmo. Mas é gente boa demais. Brincalhão, divertido, daqueles que fazem piada de tudo. Quando a gente se encontra, ele passa o tempo todo zoando, contando história, fazendo a gente rir.

— E aí, cunhadinha, ainda nerd? — ele me provocava.

— Ainda.

— E o namorado, ainda mais nerd?

— Mais.

— Então vocês dois juntos devem formar um buraco negro de timidez.

Eu ria. Fernanda também.

Com ele, era fácil. Descontraído. Diferente de todo mundo.

Aos domingos, minha mãe fazia almoço e todo mundo que podia aparecia.

Patrícia quase nunca vinha, de longe. Mas Fernanda e Marcelo estavam sempre lá. Eu levava o Pedro, que ficava num canto, sem graça, respondendo com monossílabos.

— Esse teu namorado é quieto, hein? — Marcelo comentou um dia.

— Ele é tímido.

— Igual você.

— É.

— Dois tímidos juntos. Como é que vocês conversam?

— A gente joga.

— Joga? Que jogo?

— Videogame.

Ele riu.

— Então é isso. O amor moderno.

Eu ria. Fernanda também.

Era bom. A família, mesmo com as diferenças, era meu porto.

O problema é que ultimamente eu tenho acordado pensando em outras coisas. Ou melhor, não pensando em nada.

Era outubro quando a coisa começou.

Não de repente. Foi tipo aquela sensação de entrar num quarto e esquecer o que veio buscar. Só que o quarto era minha vida inteira. Eu sentava pra estudar e olhava pro nada. Lia a mesma frase cinco vezes. Respondia o Pedro com monossílabos. Atravessava os dias no automático, existindo sem realmente viver.

Ele notou, claro.

Uma noite, eu tava no computador, enrolada, vendo review de fone de ouvido no YouTube. Qualquer coisa pra não abrir o PDF da matéria. Ele chegou por trás, passou a mão no meu cabelo, deslizou os dedos até meu ombro, depois pro decote da blusa larga.

— Tá bem, Lena? — a voz dele era suave, mas com um tom de preocupação que eu conhecia bem.

— To sim. — respondi sem desviar o olhar da tela.

Ele inclinou a cabeça, tentando ler minha expressão. — Mentira.

Antes que eu pudesse protestar, ele apertou de leve meus seios por cima do pano, um gesto tão automático quanto íntimo, como quem confirma que eu ainda estava ali, inteira. Eu suspirei, desliguei o vídeo e me virei pra ele.

— Não sei, Pedro. Às vezes parece que... é isso, sabe? Vou me formar, vou trabalhar, vou pagar conta. E daqui a quarenta anos vou tar fazendo a mesma coisa, só que mais velha.

Ele riu, mas sem graça, a mão ainda pousada no meu ombro. — Crise existencial de quarta-feira?

— Crise de tudo. — minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia.

Foi aí que ele olhou pro computador, pro YouTube, e falou:

— Por que você não começa a jogar?

— Jogar o quê?

— Sei lá. Você vive reclamando que não tem tempo pra lazer. E joga bem, eu já vi. Quando a gente se conheceu no fórum, você detonava geral.

Bufei. — Isso não é lazer, é perda de tempo. Tenho prova segunda.

— Lena, você vai enlouquecer se continuar só estudando e trabalhando. Meia horinha por dia. Põe um jogo aí.

Eu olhei pra tela. Olhei pra ele. Ele sorriu com aquele sorriso torto que me fez ficar com ele. — Não tenho nem jogo baixado.

— Baixa.

— Não sei qual.

— Eu escolho. Sempre escolho os melhores, lembra?

Ri. Era verdade. Foi ele quem me apresentou metade dos jogos que eu gostava.

Naquela noite, ele baixou um jogo de sobrevivência. Nada demais, só correr, construir, não morrer. Ele sentou do meu lado, as pernas magras cruzadas, os óculos brilhando com o reflexo da tela.

— Isso é um porre — reclamei. — Fico só andando.

— Calma, vai melhorar. No começo de todo jogo é assim.

Melhorou. Na terceira noite, eu já tinha uma cabana, uma fogueira e uma plantação de milho. Na quinta, apareceu um bicho estranho e eu quase morri de susto, mas matei ele com uma flechada.

Pedro vibrou, os braços finos levantando no ar. — Viú? Você mandou bem!

Eu ri. Ri de verdade. Fazia tempo que não ria assim.

Na semana seguinte, ele apareceu com uma ideia.

— Por que você não faz live?

— Fazer o quê?

— Transmitir. Jogar ao vivo. Tem um monte de gente que faz isso.

— Pedro, eu mal sei jogar.

— Você joga bem pra caralho. E tem uma voz bonita. As pessoas iam gostar.

Olhei pra ele como se ele tivesse sugerido pular de paraquedas. — Você é doido. Eu morro de vergonha.

— Só tenta. Uma vez. Se não gostar, para. Eu te ajudo com a parte técnica.

Mordi o lábio. Sempre mordia o lábio quando pensava demais. — Preciso de câmera?

— Se tiver, liga. Mas só mostra o rosto de vez em quando, nada demais.

— Não tenho câmera.

— A do notebook serve. E eu posso ajustar as configurações, deixar melhor.

Olhei pro notebook velho, cheio de adesivos de evento de faculdade. — Essa câmera é horrível.

— Perfeito. Ninguém vai te reconhecer.

Ele riu. Eu também. Mas dentro de mim, alguma coisa acendeu. Uma faísca pequena, do tamanho de um pixel.

No sábado à noite, eu criei a conta.

Twitch. Nome de usuário: Lena_Joga. Foto de perfil: um desenho de fantasma que eu fiz no paint em cinco minutos.

Pedro sentou na cama, atrás de mim, com o celular na mão pra assistir. Ele mexeu nas configurações da câmera, ajustou a iluminação com uma luminária que virou pro meu rosto.

— Vou ficar nervosa. — minha voz saiu trêmula.

— Normal. Começa.

Liguei o jogo. Liguei a transmissão. Olhei pro contador de visualizações: zero.

— Não tem ninguém — falei.

— Espera.

Joguei por dez minutos. Zero. Quinze minutos. Zero. Já ia desistir quando o número mudou: 1.

— TEM UM — gritei, apontando pra tela.

Pedro riu baixinho, a mão magra apertando meu ombro. — Fala algo.

Falei "oi" pro espectador solitário. Ele não respondeu. Mas ficou. Ficou por mais vinte minutos, me vendo correr atrás de galinha virtual e tentar fazer uma cerca.

Quando ele saiu, eu ainda tinha um sorriso bobo no rosto. — Gostei — admiti.

— Sabia.

No dia seguinte, domingo, eu liguei de novo. Dessa vez, começou com três. Depois cinco. Depois oito. Um deles escreveu no chat: "boa noite". Meu coração disparou.

— Boa noite — respondi em voz alta.

Era só isso. Duas palavras. Mas alguém tinha me visto.

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Na segunda, voltei pros livros, pros números, pro escritório. Mas alguma coisa tinha mudado. Durante a aula de custos, me peguei pensando na live, nos oito espectadores, no "boa noite" que recebi.

À noite, contei pro Pedro. — To pensando em fazer de novo amanhã.

— Faz.

— Mas tenho trabalho pra entregar.

— Faz depois.

— Vou ficar até tarde.

— Durmo com você.

Olhei pra ele. Ele tava no celular, deitado na cama, distraído. Mas eu sabia que tava prestando atenção em mim.

— Pedro.

— Hm?

— Obrigada.

Ele levantou os olhos. — Pelo quê?

— Por... isso. Por me incentivar. Por não deixar eu virar planta.

Ele sorriu. Aquele sorriso torto que era só meu. Depois puxou minha blusa, revelando meus seios sem pedir licença.

— E isso aqui? — ele perguntou, passando o dedo no bico rosado que já endurecia. — Vai continuar escondendo?

— Lógico — respondi, mas minha voz saiu fraca.

— Uma pena. Merecia ser visto.

Ele abaixou a cabeça e chupou devagar, quente. Eu fechei os olhos. Pensei nos oito espectadores. Pensei em como seria se eles pudessem me ver assim.

Depois afastei o pensamento. Guardei num canto escuro da mente, onde coisas proibidas esperavam a vez.

— Não esquece de mim quando tiver famosa, Lena — ele murmurou entre os beijos.

Deitei do lado dele. Apoiei a cabeça no peito magro, senti a respiração, o cheiro de sabonete. — Nunca.

E na hora eu acreditava nisso.

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As semanas seguintes viraram um ritual.

Acordar, café, faculdade. Teoria das organizações, contabilidade de custos, matemática financeira. O escritório de contabilidade das duas às seis, planilhas e mais planilhas. Chegar em casa, jantar rápido, abrir o computador.

Lena_Joga entrava no ar lá pelas nove.

Os números cresciam devagar.

De oito pra doze. De doze pra quinze. No final de outubro, eu batia vinte espectadores nas noites boas. Sempre os mesmos apelidos repetindo no chat. Eles pediam dicas, comentavam minhas jogadas, perguntavam que dia ia ter live de novo.

Era pouco, mas era meu.

E eu comecei a gostar.

Gostar de falar e ser ouvida. Gostar de ver meu nome no chat. Gostar de sentir que, por alguns minutos, eu não era invisível.

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Na faculdade, ninguém sabia.

Eu entrava no prédio de óculos, moletom gigante, cabelo amarrado, cara de quem quer passar despercebida. Sentava no fundo, não abria a boca.

Mas dentro de mim, algo já estava mudando.

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Numa quarta-feira de novembro, eu cheguei do estágio exausta.

Tinha prova no dia seguinte, matéria atrasada, e a live marcada pra daqui a meia hora. Pedro tinha ido comprar pizza.

Vesti o primeiro pijama que encontrei. Uma camiseta velha do Pedro, cinza, enorme, e um shortinho de lycra preta que eu usava pra dormir.

Liguei o computador. Abri o jogo. Entrei no ar.

— Boa noite, pessoal — falei, esfregando o olho. — Hoje tô podre, mas vamos de Overwatch.

O chat respondeu com "boa noite" e "finalmente" e "tava com saudade".

Comecei a jogar no automático. Foi numa morte besta que eu me inclinei pra frente. A camiseta do Pedro era grande, mas quando inclinei o tronco, o decote abriu. Não mostrou nada, só um pedaço do sutiã, o começo do volume.

O chat explodiu.

— CARALHO

— que isso senhora

— volta atrás

— NÃO ACREDITO QUE PERDI

Eu estranhei. — O quê? — perguntei.

— O decote, Lena

— mostra de novo

— foi sem querer mas foi lindo

Olhei pra baixo. Ajeitei a camiseta, sem graça. — Gente, foi mal. Tô de pijama, nem percebi.

— FICA DE PIJAMA ENTÃO

— melhor live

— nunca critiquei as lives de pijama

Eu ri, sem jeito. Voltei a jogar, mas agora tava consciente. Cada movimento, cada inclinação.

O chat não perdoava.

— mostrou o short

— que coxa é essa

— Lena tu é gostosa escondida hein

Meu rosto queimou. Mas eu não desliguei.

Pedro chegou com a pizza em algum momento, sentou atrás de mim com o celular, assistindo. Eu sabia que ele tava vendo o chat.

Não falei nada. Ele também não.

A live terminou uma hora depois. Quando desliguei, olhei pro número de espectadores.

Sessenta e três.

Quase o triplo do normal.

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Fechei o notebook e fiquei olhando pra parede.

— Lena — Pedro chamou.

— Hm?

— Você viu os comentários?

— Vi.

— E aí?

Levantei os olhos. — E aí o quê?

Ele se aproximou, sentou na cama ao meu lado. — Acho que você descobriu uma coisa.

— Que coisa?

— Que seu corpo chama atenção.

Mordi o lábio. — E isso é bom?

— Cê gostou?

Pensei. — Gostei.

— Então é bom.

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Naquela noite, depois da pizza, algo mudou.

Eu não apaguei a luz.

Puxei Pedro pela camisa, joguei ele na cama. Subi por cima, sentando no colo dele.

— O que você tá fazendo? — ele perguntou, surpreso.

— Você não quer me ver?

— Quero.

— Então olha.

Tirei a camiseta. Fiquei só de short. Meus peitos enormes na frente dele, os bicos já duros.

Ele me olhava como se fosse a primeira vez. — Caralho, Lena.

— Gostou?

— Gostei.

— Então me chupa.

Ele riu, incrédulo. — Pedido atendido.

A boca dele encontrou meus peitos, quente, molhada, faminta. Eu gemia alto, sem vergonha, puxando o cabelo dele.

— Assim... isso... chupa essa puta...

Ele parou, me olhou. — Putinha?

— É. Sua putinha. Agora chupa.

Ele obedeceu.

Desceu. Tirou meu short. Enfiou a cara entre minhas pernas.

— Me come — pedi. — Me come agora.

Ele subiu. Enfiou.

O pau dele dentro de mim, médio, normal, mas naquele momento era o centro do mundo. Eu cavalgava, rebolava, pedia mais.

— Mais fundo... mais rápido... me fode...

Ele obedecia, ofegante, suado.

Gozei gritando.

Ele gozou junto, gemendo meu nome.

Depois, deitados, ofegantes, ele me olhou. — Quem é você?

Ri. — A mesma. Só que agora sem vergonha.

---

Nos dias seguintes, as lives continuaram.

Os números subiam devagar. Sessenta, oitenta, cem. Nunca passava muito disso. Mas os comentários ficavam mais quentes.

"gostosa", "linda", "mostra mais".

E cada comentário me acendia.

Eu comecei a escolher a roupa com mais cuidado. Nada muito ousado ainda, mas blusas mais justas, shorts menos largos. Mostrava a curva, a pele, o começo.

Pedro adorava.

Depois de cada live, a gente transava. Eu tava sempre molhada, sempre pronta, sempre pedindo mais.

— Que fome é essa? — ele brincava.

— Fome de você. De ser vista. De ser desejada.

Ele me comia e eu gozava pensando nos comentários.

---

Numa tarde de sábado, navegando no celular, apareceu um vídeo no meu feed.

Era uma influenciadora fazendo alongamento. Só isso. Alongamento.

Mas ela tava de roupa sensual — shortinho bem curto, top cropped, o corpo todo marcado. Os exercícios eram simples, mas a câmera focava nas curvas, nos movimentos, na pele.

Os comentários eram uma loucura.

"gostosa", "deusa", "queria ver mais".

E ela tinha trezentos mil seguidores.

Fiquei olhando, hipnotizada.

Pedro apareceu atrás. — O que é isso?

— Uma mina fazendo alongamento.

— E?

— Ela tem trezentos mil seguidores.

Ele olhou pro vídeo, olhou pra mim. — E você com cento e vinte.

— É.

— Tá pensando o quê?

Mordi o lábio. — Tô pensando... será que se eu fizer isso... será que cresce?

Ele riu. — Lena, você é mais gostosa que ela.

— Será?

— Olha no espelho.

Olhei.

Me vi de short e regata, o corpo marcado, os peitos grandes, a bunda enorme.

— Talvez.

Ele me abraçou por trás. — Faz. Faz alongamento. Mostra o que você tem.

— E os comentários?

— Vão enlouquecer.

Pensei.

Pensei nos cem seguidores. Nos duzentos que eu queria. Nos trezentos que ela tinha.

— Vou fazer.

Ele me beijou. — Tô aqui.

---

Na segunda-feira, depois do estágio, eu arrumei o quarto.

Pedro me ajudou a posicionar a câmera num ângulo que pegava o colchão no chão, onde eu ia fazer os alongamentos. Coloquei um tapete velho, arrumei a iluminação com duas luminárias, e vesti a roupa que escolhi: um shortinho de lycra preta bem curto e um top cropped que mal cobria os peitos.

— Tá pronta? — Pedro perguntou, atrás da câmera.

— Tô nervosa.

— Normal. Só começa.

Respirei fundo. Liguei a transmissão.

— Oi, gente — falei, sentada no tapete. — Hoje vai ser diferente. Vou fazer uns alongamentos com vocês.

O chat, que tinha umas quarenta pessoas, reagiu na hora.

— ALONGAMENTO?

— LENA DE CROPPED?

— QUE ROUPA É ESSA?

— MEU DEUS

Comecei devagar. Sentada, pernas esticadas, tentando alcançar os pés. O top cropped subia um pouco, mostrando a barriga. O short apertava nas coxas.

— Isso é um alongamento mesmo? — alguém perguntou.

— É sim — respondi, rindo. — Saúde é importante.

Deitei de lado, levantando a perna. A câmera pegou a curva da coxa, o começo da bunda. O chat foi à loucura.

— CARALHO QUE COXA

— LENA TÁ DE SACANAGEM

— ISSO NÃO É ALONGAMENTO

— É PRA GENTE

Eu ria, continuando. Deitei de bruços, arqueando as costas. O short subiu um pouco, mostrando a pele da bunda. O chat explodiu.

— MOSTROU A BUNDA

— PUTA QUE PARIU

— LENA TÁ SOLTA

— MELHOR DIA

Os números subiam. Cem pessoas. Cento e cinquenta. Duzentas.

Fiquei uma hora alongando, rindo, conversando. No final, quando desliguei, tinha trezentas visualizações.

— Trezentas — Pedro disse. — Triplicou.

— Eu vi.

— E os comentários?

— Vi também.

Ele sorriu. — Tá gostando?

— Tô.

E era verdade.

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Na quarta, repeti.

Dessa vez com um short ainda mais curto, um top que mal segurava os peitos. Os alongamentos foram mais ousados, mais provocantes. Eu sabia o que tava fazendo agora.

Seiscentas pessoas.

Os comentários eram uma loucura. "gostosa", "deusa", "mostra mais", "que bunda", "Lena você é perfeita".

Li todos.

Cada um.

E cada um me dava um calor no corpo.

---

Na sexta, passei de mil.

Mil pessoas me vendo alongar de shortinho e cropped.

Pedro tava atrás da câmera, excitado. Depois da live, a gente transou como nunca. Eu gemia, pedia mais, falava putaria.

— Goza pra mim — ele pedia.

— Vou gozar pensando nos comentários.

— Pensa. Pensa neles te desejando.

Gozei gritando.

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No sábado, fui almoçar na minha mãe.

Fernanda e Marcelo estavam lá. Pedro veio junto, quieto como sempre.

No meio do almoço, Marcelo me olhou. — E aí, cunhadinha, tá diferente.

— Tô? — fingi surpresa.

— Tá mais solta. Mais bonita.

— Obrigada.

Fernanda riu. — Ela tá fazendo umas lives de alongamento.

— Alongamento? — Marcelo arregalou os olhos, um sorriso malandro no canto da boca.

— É. Pra saúde. — respondi, tentando manter a compostura.

Ele riu. — Sei. Saúde.

Mudei de assunto rapidamente, mas no fundo, sabia que ele sabia.

---

Na segunda, a live foi diferente.

Eu tava mais solta, mais provocante. Os alongamentos eram quase uma dança. O short subia, o top descia, a pele aparecia.

Duas mil pessoas.

No meio da live, uma mensagem privada apareceu no direct do Instagram.

Era de um perfil que eu não conhecia. Foto de paisagem. Nome aleatório.

Abri.

Era um vídeo.

Um pau.

Gigante.

Nunca tinha visto um pau daquele tamanho. Grosso, comprido, veias saltadas, a cabeça enorme. O homem segurava com a mão, mostrando, balançando.

Meu coração parou.

Fechei na hora.

Olhei em volta. Pedro tava na cozinha, fazendo café.

Respirei fundo.

Abri de novo.

Assisti.

O pau gigante, duro, latejando. A mão deslizando. O homem gemendo baixo.

Senti um calor subir entre as pernas.

Fechei. Guardei o celular.

Passei o resto da live tonta, respondendo no automático.

Quando desliguei, Pedro veio. — Tudo bem?

— Tudo.

— Cê tá estranha.

— Só cansada.

Ele me abraçou. Não perguntou mais.

Mas naquela noite, deitada na cama, eu não conseguia dormir.

O pau gigante não saía da cabeça.

---

Nunca tinha visto outro pau além do Pedro.

E o do Pedro era normal. Médio. Bom. Gostoso.

Mas aquele... aquele era outra coisa.

Era assustador.

Era errado.

Era proibido.

E me dava um tesão que eu não sabia que existia.

Passei a noite acordada, imaginando. Como seria? Como seria sentir aquilo? Como seria ser comida por um pau daquele tamanho?

De manhã, acordei molhada.

---

Na terça, a live foi um borrão.

Eu mal lembro o que fiz. Só sei que os comentários vieram, os elogios, os pedidos. Mas minha cabeça tava longe.

No meio, abri o direct de novo.

A mensagem ainda estava lá.

Assisti de novo.

O pau gigante.

De novo.

E de novo.

Meu corpo respondia. O calor, a umidade, a vontade.

Fechei. Continuei a live.

Quando desliguei, Pedro tava me olhando da cama.

— Vem cá — eu disse.

Ele veio.

Sentei no colo dele, ainda de shortinho da live. Enfiei a mão na cueca dele. Ele já tava duro.

— Tô com uma vontade — falei, mordendo o lábio.

— Que vontade?

— De dar pra você. Muito. Com força.

Ele riu, surpreso. — Pode vir.

Deitei na cama, puxei ele por cima. Ele entrou devagar, como sempre. Mas hoje eu não queria devagar.

— Mais rápido — pedi. — Mais fundo.

Ele obedeceu.

Fechei os olhos.

E veio.

O pau gigante.

A imagem na minha cabeça, nítida, quente, latejando. Eu sentindo ele, imaginando aquele pau enorme me preenchendo, me rasgando, me tomando inteira.

— Isso — murmurei. — Assim.

Pedro acelerou.

— Mais — pedi. — Mais fundo.

Ele cravou fundo.

— Isso... meu Deus...

A imagem do pau gigante dominava tudo. Eu via ele, sentia ele, gozava com ele.

— Me chama de puta — pedi.

— O quê?

— Me chama de puta. Me xinga.

Ele hesitou. — Puta — disse, baixo. — Minha putinha.

— Mais alto. Me chama de vadia.

— Vadia — ele repetiu, mais confiante.

— Isso... me fode, caralho... me fode com esse pauzão...

Ele gemeu, surpreso com minhas palavras. — Que pauzão, Lena?

— O seu. Seu pauzão. Me fode com ele.

— Mas eu tô te fodendo.

— Mais. Me fode como se fosse um pau gigante. Me fode como se fosse a última vez.

Ele entrou no jogo.

Acelerou. Bateu forte. Me virou de lado, de quatro, de costas.

— Assim? — ele perguntava. — Assim que você quer, putinha?

— Isso... mais... mais fundo...

— Quer mais, vagabunda?

— Quero... quero muito...

— Então toma.

Ele metia com força, as bolas batendo em mim, a respiração ofegante.

Eu gemia, pedia mais, imaginava o pau gigante.

— Me fode... me fode com esse pau enorme... me enche toda...

— Vou encher, puta. Vou gozar dentro de você.

— Goza... goza na sua puta...

Ele gozou.

Grunhiu, cravou fundo, tremeu.

Eu gozei junto, gritando, agarrando as costas dele.

Ficamos assim, abraçados, suados, ofegantes.

Depois de um tempo, ele levantou a cabeça. — Lena.

— Hm?

— O que foi isso?

— O quê?

— Você falando de pau enorme. De pau gigante.

Engoli seco. — Sei lá. Tesão.

— Mas você nunca falou assim.

— Tô solta. Tô diferente. Não gostou?

Ele me olhou. — Gostei. Só achei estranho.

— Foi só putaria, Pedro. Deixa pra lá.

Ele deitou de novo. — Tá bom.

Mas eu sabia.

Não era só putaria.

Era aquele pau.

Aquele maldito pau gigante que não saía da cabeça.

---

Na quarta, recebi outra mensagem.

O mesmo perfil.

Dessa vez, uma foto. O pau gigante, duro, com uma mensagem:

"Gostou do que viu, princesa? Quer mais?"

Meu corpo tremeu.

Respondi:

"Quem é você?"

Ele:

"Só um fã. Que te acompanha desde o começo. Que vê seus alongamentos todos os dias."

"Por que mandou isso?"

Ele:

"Porque você merece. Merece ver o que é um pau de verdade. Merece ser comida por um homem de verdade."

Fechei o celular.

Coração acelerado.

Abri de novo. A foto ainda lá.

Olhei.

Toquei na tela, sem querer.

Senti um choque.

Guardei o celular.

Mas a imagem ficou.

---

Na live de sexta, bati três mil pessoas.

Fiz alongamentos mais ousados, mais provocantes. Mostrei mais pele. Rebolei mais. Abri mais as pernas. Inclinei mais o corpo.

Os comentários enlouqueceram.

"gostosa", "deusa", "que bunda", "Lena você é uma puta", "gostosa demais", "queria ver você rebolar assim em cima de mim".

Li todos.

Cada um.

E pensei no pau gigante.

Quando desliguei, puxei Pedro de novo.

— Vem — falei, a voz rouca.

Ele veio.

Dessa vez, eu tava mais solta. Mais safada. Mais puta.

— Senta aqui — mandei.

Sentei no colo dele, de frente. Enfiei a mão na cueca, puxei o pau dele pra fora.

— Hoje eu quero de outro jeito.

— Que jeito?

— Quero você me comendo devagar. Bem devagar. Depois acelera.

Ele obedeceu.

Entrou devagar, sentindo cada centímetro.

Fechei os olhos.

A imagem do pau gigante veio imediatamente.

— Isso... assim... — murmurei.

— Assim? — ele perguntou, a voz baixa.

— É. Devagar. Bem devagar.

Ele continuou, o movimento lento, profundo.

— Agora mais rápido — pedi.

Ele acelerou.

— Isso... mais... mais fundo...

Ele cravou.

— Me chama de puta de novo — pedi.

— Puta — ele disse. — Minha putinha.

— Fala mais. Fala que eu sou sua vadia.

— Minha vadia. Minha cadela.

— Isso... mete... soca fundo esse pau...

Ele metia forte, rápido, sem parar.

— Tá gostoso, putinha? — ele perguntou.

— Tá... muito... quero mais...

— Quer o quê?

— Quero um pau maior.

Ele parou.

— O quê?

— Quero um pau maior. Quero um pau gigante enfiado em mim.

Ele me olhou, confuso. — Lena...

— Continua. Continua me comendo. Imagina que você tem um pau gigante. Imagina que você é enorme.

Ele hesitou, depois continuou.

— Assim? — perguntou, a voz incerta.

— Isso... imagina que você é aquele pau... aquele pau enorme... que vai me rasgar...

Ele metia, mas agora com um olhar diferente. — Que pau é esse, Lena?

— Não sei. Um pau que vi. Um pau gigante. Que não sai da minha cabeça.

— Você viu outro pau?

— Uma foto. Um vídeo. Não sei.

Ele parou de novo. — Você viu outro pau?

— Foi sem querer. Um seguidor mandou.

— E não me contou?

— Tive vergonha.

Ele ficou em silêncio.

— Pedro, continua. Por favor. Continua me comendo.

Ele hesitou, depois voltou a meter.

Devagar, agora.

— Tá pensando nele? — ele perguntou.

— Tô.

— Enquanto eu te como?

— Tô.

— E é bom?

— É. Me dá mais tesão.

Ele acelerou.

— Então pensa. Pensa naquele pau gigante. Pensa nele te comendo.

Fechei os olhos.

A imagem veio forte. O pau enorme, grosso, latejando, entrando em mim.

— Isso... assim... — gemia.

— Tá bom, putinha? Tá bom pensar nele?

— Tá... muito...

— Goza pensando nele. Goza pra ele.

Gozei.

Gritei.

O corpo inteiro tremendo.

Ele gozou junto, gemendo.

Depois, ficamos em silêncio.

Muito silêncio.

— Lena — ele disse, finalmente.

— Hm?

— O que a gente tá fazendo?

— Transando.

— Não é isso. Você tá pensando em outro.

— É só fantasia.

— Fantasia com pau de outro cara.

— É. E daí?

Ele me olhou. — Daí que eu não sei se gosto.

— Você não gostou de me ver gozar assim?

— Gostei.

— Então?

— Então não sei.

Ficamos em silêncio de novo.

— Pedro — falei. — Eu nunca vi outro pau. Só o seu. E de repente aparece um gigante na minha frente. Isso mexe com a cabeça da gente.

— E você quer ver mais?

Pensei. — Quero.

— Ver outros paus?

— Ver. Só ver. Não pegar.

Ele suspirou. — E se um dia você quiser pegar?

— Não vou.

— Como sabe?

— Porque te amo.

Ele me olhou. — To confuso.

— Também tô.

Deitei no peito dele.

— Me ajuda? — pedi.

— Ajudar como?

— Me ajuda a entender isso. Esse tesão novo. Essa vontade.

— Como?

— Fazendo comigo. Me comendo. Deixando eu pensar. Me xingando. Me chamando de puta.

Ele riu sem graça. — Você quer ser puta?

— Quero ser sua puta. Mas puta que pensa em pau gigante.

— Isso é doido.

— É. Mas é verdade.

Ele me abraçou. — Então vamos.

— Vamos?

— Vamos nessa. Vamos ver onde isso dá.

Sorri. — Obrigada.

— De nada, putinha.

Ri.

Naquela noite, depois que Pedro dormiu, fiquei de olhos abertos encarando o teto, a mente acelerada. Eu precisava ousar mais. Os alongamentos tinham funcionado, tinham trazido gente nova, mas os números ainda estavam longe do que eu queria. Se eu quisesse realmente crescer, precisava mostrar mais. Muito mais. Pensava em roupas cada vez mais curtas, tops que mal segurassem os peitos, shorts que fossem quase fio dental. Imaginava os movimentos mais lentos, mais provocantes, a câmera focando em cada curva, cada pedaço de pele. Quanto mais ousada eu fosse, mais visualizações viriam. Mais comentários. Mais elogios. Mais desejo. E eu queria isso. Queria sentir aquela onda de atenção, de poder, de tesão crescendo a cada live, a cada número subindo no contador. Queria ser vista.

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Comentários

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Começou bem demais! Na espera dos próximos.

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