O silêncio no corredor era tão denso que eu conseguia ouvir a batida do meu próprio coração contra as costelas. Mariana continuava ali, encostada na parede com os braços cruzados, me observando com uma intensidade que parecia querer perfurar a minha pele. O olhar dela era uma mistura turva de desconfiança e uma curiosidade maligna; ela não sabia o que tinha acontecido atrás daquela porta trancada, mas o faro dela para o pecado nunca falhava. Trocamos um olhar longo, sem palavras, uma ponte de tensão que quase estalou antes de eu virar as costas e entrar no meu quarto, fechando a porta com um alívio que beirava o desespero.
Joguei-me na cama sem sequer acender a luz. O quarto estava mergulhado em sombras, mas a minha mente era um projetor em alta definição. Eu fechava os olhos e ainda sentia o calor da pele da Ana Beatriz, o cheiro floral amadeirado misturado ao suor dela e a visão daquela buceta rosada e encharcada que eu tinha acabado de provar. O corpo dela, tão rígido por fora e tão vulnerável por dentro, era uma droga nova no meu sistema. Senti meu pau latejar dentro da bermuda, uma pedra rígida que ignorava qualquer cansaço. Levei a mão à cueca, revivendo cada gemido abafado que ela soltou, e me masturbei ali mesmo, no escuro, descarregando toda a adrenalina daquele quase flagra antes de finalmente apagar em um sono pesado e sem sonhos.
O sábado amanheceu com aquele mormaço típico do Rio, mas o clima dentro do apartamento era de uma frieza cirúrgica. Sentamos para o café da manhã e a coreografia era a mesma, mas com novos subtextos. Mariana parecia inquieta, batendo a colher na xícara enquanto anunciava que passaria o dia na casa de uma amiga para aproveitar a folga da faculdade. Minha mãe, Camila, também tinha planos de sair para resolver pendências da imobiliária, o que deixaria o apartamento apenas para mim e para a Ana Beatriz. Eu evitava olhar para a Ana, mas sentia a presença dela como uma carga elétrica; ela mantinha a postura impecável de sempre, mas havia algo diferente no modo como ela evitava o meu contato visual.
Assim que a porta principal bateu, selando a saída de Camila e Mariana, o silêncio tomou conta da casa. Eu fiquei no meu quarto por horas, jogado na cama, olhando para os livros de Direito e sentindo o peso da incerteza. Eu queria ir até o quarto dela, queria terminar o que a batida da minha mãe na porta tinha interrompido, mas o receio de encontrar a "sentinela" armada de novo me mantinha paralisado. Eu estava em um cabo de guerra interno, dividido entre a audácia do rebelde e o medo de estragar o terreno que tinha acabado de conquistar.
Fui surpreendido por três batidas secas na minha porta. Quando abri, dei de cara com a Ana Beatriz. Ela usava um conjunto de malha leve, mas a postura era a de uma juíza prestes a proferir uma sentença. — Já que estamos sozinhos e você é um calouro com muito o que aprender, não acho prudente desperdiçar o sábado. Pegue seu material e vá para o meu quarto agora. Vamos colocar essa mentoria em dia — disse ela, com uma voz firme que tentava, sem muito sucesso, esconder o tremor nas mãos.
O quarto estava fresco, mas o ar parecia saturado de eletricidade. Sentamos um ao lado do outro, com o Código Civil aberto entre nós, mas a mentoria era um teatro mal encenado. Ela falava sobre obrigações e contratos, apontando parágrafos com uma caneta que tremia levemente sempre que meu braço roçava no dela. Eu não estava ouvindo uma palavra. Eu observava o perfil dela, o modo como ela mordia o lábio inferior quando percebia que eu a encarava. O pretexto dos estudos era a nossa mentira compartilhada, o véu que cobria o que ambos sabíamos que ia acontecer.
Em meio a uma explicação sobre responsabilidade civil, eu fechei o livro com força, interrompendo a fala dela. — Chega de mentiras por hoje, Ana — sussurrei, aproximando minha cadeira da dela. Para minha surpresa, ela não recuou. Ela manteve a postura neutra, o rosto voltado para os papéis, mas os olhos verdes estavam dilatados. Levei a mão ao rosto dela, virando-a para mim devagar. A resistência que eu esperava não veio; o que vi foi uma entrega silenciosa, uma mulher que tinha decidido parar de lutar contra a própria natureza.
O beijo começou lento, quase uma negociação, mas logo se transformou em uma urgência animal. Ana não relutou dessa vez. Ela tentava manter aquela expressão séria e controlada, mas à medida que minhas mãos exploravam o corpo dela por baixo da malha, a máscara de advogada derretia. Ela soltou um suspiro pesado quando minha boca encontrou o pescoço dela, e o controle que ela tanto prezava foi substituído por uma fome desesperada. A sentinela tinha finalmente baixado todas as armas, e o escritório da Tijuca estava prestes a se tornar o palco da nossa primeira entrega total e sem interrupções.
O silêncio do quarto foi subitamente preenchido pelo som ofegante da nossa entrega. Eu a levantei da cadeira e a coloquei sentada sobre a mesa de mogno, espalhando os códigos e petições para os lados com um movimento ríspido. Precisava sentir o gosto dela novamente, aquela mistura de sofisticação e luxúria reprimida. Afastei a malha dela e mergulhei o rosto entre suas pernas, devorando-a com uma fome que parecia acumulada por décadas. Ana Beatriz arqueava as costas, as mãos agarrando a borda da mesa com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos, soltando gemidos que eu sabia que ela estava tentando desesperadamente abafar.
A preliminar foi uma tortura de prazer. Eu a trabalhava com a língua e os dedos, sentindo-a tremer e transbordar, até que ela me puxou para cima, os olhos verdes injetados de desejo. Sem dizer uma palavra, ela se posicionou para um 69, revelando uma agilidade atlética que eu não conhecia. Enquanto eu me perdia no calor daquela buceta impecável, sentia a boca dela me envolvendo com uma técnica que me fez latejar. Era um duelo de línguas e prazer, onde a Advogada e o Rebelde se fundiam em um só ritmo obsceno.
A mesa de mogno ficou pequena para o que ela queria. Ana me puxou pelos cabelos, guiando-me para o quarto dela em um transe de pura luxúria. Assim que atravessamos a porta, o lado selvagem que ela escondia sob o coque e o terno de grife explodiu de um jeito que me deixou em choque. Eu olhava para ela e não conseguia enxergar a irmã que me dava sermões; no lugar da mulher certinha, havia uma fêmea insaciável. Eu a joguei contra o guarda-roupa com um baque seco, e o som da madeira ecoando serviu apenas para deixá-la mais sedenta. Ela abriu as pernas, prendendo-as na minha cintura e implorando para ser arrombada ali mesmo. Eu a possuí de pé, sentindo o impacto das minhas estocadas ecoar por todo o móvel, enquanto ela gritava obscenidades, chamando-me de "seu macho" e "seu animal", perdendo totalmente o filtro da razão.
Eu estava estupefato. Cada palavra suja que saía daquela boca que costumava citar doutrinas jurídicas era como um combustível para o meu pau, que latejava mais forte a cada "me fode" que ela disparava. Fizemos do quarto dela um campo de batalha. No chão, sobre o tapete felpudo, eu a penetrei por trás, segurando-a pelos cabelos e admirando como a bunda branca e imensa dela balançava violentamente a cada golpe do meu pau. Ana Beatriz não era apenas uma irmã mais velha; era uma cadela no cio, movendo o quadril com uma maestria que me deixava tonto, implorando para que eu a tratasse como a puta que ela sempre sonhou ser.
Eu não conseguia acreditar que aquela era a mesma pessoa que, horas antes, corrigia minha postura à mesa. Voltamos para a cama, e ali a depravação atingiu o ápice. Eu a dobrava em posições que desafiavam a anatomia, entrando até o talo, sentindo as paredes daquela buceta apertada e encharcada esmagarem meu membro em espasmos de puro êxtase. Ela gozou sucessivas vezes, jorrando o próprio suco enquanto arranhava meu peito e mordia os próprios lábios para não acordar a vizinhança.
Eu estava no limite, o pau latejando como um vulcão prestes a entrar em erupção, quando ela se ajoelhou à minha frente na beira da cama. O olhar dela era de pura perdição, o rosto suado e o cabelo totalmente desgrenhado. Ela abriu a boca, puxando-me com uma urgência que me fez tremer.
— Goza, João... goza tudo na minha boca! Eu quero tomar o leite do meu irmão... me dá porra até eu engasgar! — ela sussurrou com uma voz rouca, os olhos fixos nos meus, faminta pela minha semente.
A surpresa de ver a "General" reduzida a uma mulher implorando por porra na boca foi o gatilho final. Naquele momento, eu descarreguei tudo, jatos quentes e grossos que inundaram a garganta da sentinela, enquanto ela engolia cada gota com uma satisfação diabólica. A advogada mais rígida da Tijuca tinha acabado de ser batizada pelo pecado, e eu sabia que aquele era o início de um caminho sem volta.
O silêncio que se seguiu ao batismo de pecado no quarto da Ana Beatriz foi cortado apenas pelo som do ar-condicionado e das nossas respirações pesadas. A entrega selvagem de minutos atrás parecia agora um delírio febril. Ela se levantou da cama com uma agilidade mecânica, recolhendo as peças de roupa espalhadas pelo chão sem olhar para trás. A fêmea insaciável que implorava por leite havia desaparecido em um piscar de olhos, dando lugar novamente à carcaça da advogada pragmática.
— Acabou, João. Levanta, se arruma e sai do meu quarto agora — ela ordenou, com um tom de voz seco e cortante que me fez questionar se eu realmente tinha acabado de possuí-la. Não havia doçura, não havia cumplicidade; apenas a urgência fria de quem precisava reconstruir o muro que eu tinha acabado de derrubar.
Saí do quarto dela ainda atordoado, sentindo o peso do meu próprio corpo e a confusão mental de quem acabara de descobrir o segredo mais obscuro da "General" da casa. O restante do sábado foi uma experiência bizarra. Quando minha mãe e Mariana voltaram, a cena no apartamento era de uma normalidade cínica. Ana Beatriz agiu como se absolutamente nada tivesse acontecido. Ela manteve aquela postura de sempre, impecável, sentada à mesa discutindo casos jurídicos com a mesma seriedade e rigidez de antes. O olhar dela passava por mim como se eu fosse apenas um móvel da sala, um estranho, sem deixar escapar um milímetro de falha na sua máscara. Eu a observava, sabendo que por baixo daquela seda e daquela arrogância, havia uma mulher que agora carregava o meu gosto na boca, e esse era o início do nosso jogo mais perigoso.
