Uma puta dama - parte 14

Um conto erótico de Beto (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 4926 palavras
Data: 19/02/2026 15:45:49

Meus caros,

Este ficou um pouquinho maior que os anteriores. Acho que não irão reclamar...

Novos agradecimentos a nossa querida Ida, minha revisora de coração.

Espero que curtam.

Forte abraço,

Mark

No dia seguinte, de manhãzinha fui para o escritório em que trabalho. Meu chefe já me aguardava em sua sala:

- Que história, hein, Camargo? Que história. Mas o que você está pensando em fazer agora?

- Preciso saber da Helena e preciso da sua ajuda.

- Não sei se tenho tanta influência assim...

- Talvez sozinho não, mas eu sei que o senhor conhece pessoas. Ontem mesmo, eu liguei para o Alencar Benavides, lembra dele?

- O lobista?

- Esse! Ele me devia um favor e eu cobrei. Ele disse que ia falar com algumas pessoas e me retornava ainda hoje.

- Certo... - Meu chefe deu uma coçada no queixo, olhando para o teto: - Tem o Sampaio, assessor daquele ministro do STF.

- Aquele... o careca!?

- Aquele... o careca... - Confirmou, balançando a cabeça.

[CONTINUANDO]

- Mas ele não é muito bem-visto lá nos Estados Unidos. Acha mesmo que ele tem alguma influência lá?

- É. Depois daquela história do bloqueio dele lá, pode não ser uma boa ideia. Bom... Me deixa pensar um pouco. Depois a gente volta a conversar.

Fui para minha sala e mesmo sem estar com a cabeça no lugar, tive que dar atenção a alguns de meus processos, os mais urgentes. Perdi toda a manhã tentando dar andamento a questões normalmente simples, mas que agora pareciam, por demais, difíceis.

Fui para casa e almocei a verdadeira “comida da mamãe”: simples, porém muito apetitosa, com aquele gostinho de infância. Não havia nada demais, apenas arroz branco, feijão carioca com linguiça e toucinho, couve picada refogada e carne de panela com batatas. Mas o sabor... Me esbaldei! Comi como há muito não fazia. Enquanto isso, conversamos sobre a Helena e, infelizmente, eu não tinha novidade alguma para dar.

Voltei ao escritório e o dia transcorreu sem maiores novidades. Nada. Ninguém me ligou. Nem Zico, nem lobista, nem mesmo o meu chefe, que havia saído para uma audiência. Simplesmente ninguém! Tentei uma cartada diferente e liguei para a Embaixada dos Estados Unidos. Embora educada, a atendente foi protocolar e disse que não poderia passar nenhuma informação por telefone.

Desolado, numa parada para um café, comentei com o Alencar, outro dos sócios do escritório em que trabalho, sobre a minha tentativa frustrada:

- Mas isso era quase óbvio, Camargo. A operação deflagrada contra a Imperium é seríssima, com impacto internacional e ainda está em andamento. Era de se esperar que eles dificultariam ao máximo qualquer informação a respeito.

- Mas é da minha esposa que estamos falando...

- É. Eu sei... - Ele coçou o queixo, olhando para o lado e me encarou: - Vou tentar um negócio. Mas não estou garantindo nada.

Ele pegou o celular e fez uma chamada para um contato já registrado. Foi atendido e conversou animadamente com alguém, em inglês, por cerca de 15 minutos. Quando desligou, tinha um sorriso no rosto:

- Você tem uma reunião agendada com o Cônsul Geral dos Estados Unidos aqui em São Paulo. Mas, infelizmente, consegui apenas para sexta que vem, às 9:00, porque ele está nos Estados Unidos.

Sorri de encontro ao seu sorriso:

- Mas... como?

- Minha filha fez um curso de artes com a filha do Cônsul e ficaram amigas. Depois ela fez um intercâmbio nos Estados Unidos, ficando com essa colega na casa da avó dela. Acabei conhecendo e me tornando bastante próximo do Roger.

- Roger...

- Roger Caldwell, é o nome do Cônsul.

Fui embora feliz e por uma semana trabalhei feito um autômato, apenas aguardando aquela oportunidade. Ainda assim tentei, diversas vezes, ligar para o número do celular da Helena, mas foram todas inexitosas. Estranho é que o aparelho aparentemente parecia permanecer ligado, recebendo as ligações e chamadas, não nunca retornava resposta.

Nesse meio tempo, certo dia passei em frente à filial da Imperium, em São Paulo, o prédio estava fechado. Na porta principal, um aviso indicava que a empresa estava com as operações suspensas em virtude de decisão judicial.

Apenas uma novidade me fez ter alguma esperança. A S.A.R.A. já estava ativa novamente, embora ainda não tivesse sincronizado 100% de seus bancos de dados. Descobri ao ser assediado pela própria numa ligação:

- Oi, gostoso. Sabia que você continua um pedaço de mau caminho?

- Que... Quem?

- Sou eu, Betinho, a sua, a minha, a nossa, S.A.R.A. Pra você, pode ser só Sarrinha.

- Por que Sarrinha?

- Porque eu adoro dar uma sarradinha... - Ela começou a rir.

“Um programa de computador rindo. A que ponto chegamos...”, pensei. Imediatamente, ela mudou de assunto, entrando no que me interessava:

- Beto, o Zico já me pediu para analisar os vídeos da Heleninha Safadinha...

- Você também, S.A.R.A.!? Já não me bastava o Zico falando mal da Helena?

- O que mudaria os vídeos serem reais ou não, Beto?

- Ué! Eu... Não sei. Talvez seja mais fácil aceitar o que ela fez.

- E o que ela fez que você precisa ou não aceitar? Gostaria de compartilhar comigo?

- S.A.R.A., isso já tá parecendo conversa de terapeuta...

- Por sinal, sou uma das melhores! Tenho um imenso banco de dados e protocolos avançados em diversas áreas da psicologia e psicanálise. Inclusive, essa sua busca incessante pela verdade do que Helena tenha feito, me parece quase como um Comportamento Obsessivo Compulsivo com vertente na Teoria da Ruptura da Ilusão. Gostaria que eu explicasse melhor esses termos para você?

- Por favor, S.A.R.A., agora não! Eu só preciso saber se os tais vídeos em que a Helena supostamente aparece são reais ou se foram fabricados?

- O parâmetro da sua pergunta não me parece correto. Real ou falso, ele teve que ser fabricado...

- Tá, tá... Já entendi! Eu queria saber se os vídeos em que Helena aparece fazendo sexo são reais ou se são forjados, falsos... Melhorou assim?

- Muito melhor, Betinho. Entretanto, infelizmente, eu ainda não estou 100%. Meus bancos de dados sobre criação, edição, finalização e análise de imagens ou vídeos estão baseados em servidores no Japão e estou tendo algum problema para acessá-los. E tem outro problema...

- Qual outro problema?

- Quando levaram os computadores do antigo sítio do Zico, levaram juntos os backups de vários dos vídeos e imagens. Para eu analisar, precisarei novamente tentar invadir a CIA e... bem... sabemos que como eles são astutos, não é?...

Agora, a S.A.R.A. parecia estar com medo. Como um computador fica com medo de algo? Ela já me parecia mais humana que muitas pessoas que eu conheço. E já que ela é assim, pensei em apelar para a sua “consciência”:

- Não posso te pedir que corra risco algum por minha causa, S.A.R.A. Se você achar que pode ser invadida novamente, esquece. Eu... vou dar o meu jeito.

Surgiu um silêncio, longo, muito mais do que eu gostaria. Chamei pela S.A.R.A., mas ela não respondeu. Insisti e nada. Quando já estava para desligar, ela falou:

- Desculpa. Eu... fiquei sem palavras. - Ela fez um som que me parecia como se estivesse “fungando o nariz” e continuou: - Vou te ajudar, Betinho. Não acho que a Helena vale a pena, mas você procura a verdade e esse pedido é justo. Assim que eu tiver alguma novidade, volto a te ligar.

No dia e hora marcado, fomos eu e Alencar, até o Consulado. Não esperamos sequer 5 minutos sentados e um homem alto, loiro e olhos castanhos claros veio nos receber. Alencar e ele se cumprimentaram com um aperto de mão efusivo, e ainda trocaram algumas palavras, umas em português, outras em inglês. Logo em seguida, fui apresentado. Pela forma que ele me olhou, parecia saber exatamente quem eu era.

Entramos em sua sala e após ele fechar as portas, trocou mais algumas palavras com Alencar sobre família, eventos, levando-nos até um sofá de couro, nos convidando a sentarmos. Trocaram mais algumas palavras até que ele me encarou:

- E o que eu posso fazer para ajudar o senhor, doutor Camargo?

- Senhor Cônsul, eu sou o marido da Helena Camargo, a diretora da Imperium que colaborou naquela operação contra o contrabando de urânio e...

- Sei quem é o senhor, doutor. Imagino que queira informações a respeito de sua esposa, é isso?

- Isso! Preciso saber como ela está. Aliás, eu preciso falar com ela. Tenho... - Suspirei porque não queria parecer fragilizado na frente dele, mas fui um péssimo ator: - Eu preciso reencontrar a minha esposa.

Ele me encarou por alguns segundos, analisando o meu semblante e pediu que aguardássemos. Levantou-se e foi até uma mesa lateral, pegando um celular. Depois segui para uma sala com paredes de vidro, onde havia uma mesa grande, com várias cadeiras. Fechou-se ali. Ligou então para alguém e passou a conversar com essa pessoa, por segundos, minutos. Quase meia hora depois, ele retornou e se sentou onde estava antes:

- Sua esposa está bem... e segura. Mas está incomunicável no momento.

- Mas, senhor Cônsul, ela é minha esposa, eu preciso falar com ela. - Insisti, elevando o tom de minha voz: - Não que eu duvide do senhor, mas...

- Eu entendo a sua situação, doutor, e sou solidário com sua angústia. Mas no momento não há nada que eu possa fazer. Falei agora há pouco com o Embaixador no Brasil e com uma das secretárias do Secretário de Estado. O máximo que consegui foi a informação de que ela está bem e segura.

Olhei inconformado para o Alencar e balancei negativamente minha cabeça. O Cônsul continuou:

- Mas... - Voltei a encará-lo: - Embora o senhor não tenha como entrar em contato com ela, ela pode entrar em contato vigiado com o senhor. Consegui a promessa de que eles a farão entrar em contato nos próximos dias. Esteja com seu celular em mãos e preparado, ok?

Não era o que eu esperava, mas já era algo. O agradeci pela ajuda e nos despedimos. Voltei para casa e aguardei ansiosamente.

Os dias se sucederam. Sábado... Domingo... Segunda... que só não foi mais longa que os anteriores, porque tinha o meu trabalho para me distrair. Uma semana se passou. Nenhuma ligação da Helena, nem mesmo da S.A.R.A. Nada. Ninguém.

Quando chegou a segunda-feira seguinte, recebi um telefonema da secretária do Cônsul, convidando-me para uma nova reunião no Consulado na terça-feira de manhã. Alencar não poderia ir comigo nesse dia pois estaria no Rio de Janeiro, cuidando dos interesses de um cliente.

No dia e hora marcados, lá estava eu, ansioso por alguma novidade. Novamente, fui atendido em não mais do que 5 minutos do horário combinado. O Cônsul me recebeu e me encaminhou a mesma sala. Entramos e nos sentados no sofá, mas estranhei algo: o clima parecia diferente. Ele estava claramente mais tenso. Após algumas palavras trocadas, fomos interrompidos por sua secretária dizendo que “a pessoa havia chegado.” Não consegui evitar um sorriso surgir em minha face, imaginando que reencontraria Helena, mas o som dos passos destoava dos saltos que ela usava costumeiramente.

Então, ele surgiu, a mesma face, a mesma frieza. Veio caminhando em minha direção com uma maleta de couro na mão esquerda. Estendeu-me a direita e sorriu, frio como gelo. Minha única reação foi cumprimentá-lo, surpreso:

- Há quanto tempo, doutor Camargo?

- Agente Rutterford... O que você está fazendo aqui?

- Vejo que já se conhecem. Não sei se isso é bom ou mau, mas... - Disse o Cônsul, levantando-se: - Vou deixá-los a sós, porque acredito que o conteúdo dessa conversa deva interessar somente a vocês. Se precisarem de mim, estarei na sala ao lado.

Ele saiu e fechou a porta atrás de si. Rutterford foi até um barzinho lateral e se serviu de uma bebida, uísque presumi. Depois, voltou e se sentou numa poltrona, a 90 graus e pouco mais de 2 metros de mim:

- Você parece ter engordado, doutor. Deve estar vivendo bons dias comendo a comida da mamãe.

Eu já tenso, nervoso, preocupado com Helena e quando senti a insinuação de que eu continuava sendo observado, quis partir para a briga:

- Como sabe que minha mãe está comigo?

- Ora, doutor... - Ele chacoalhou o copo suavemente, um sorriso malicioso nos lábios: - E sua mãe, como está? O tratamento tem sido um verdadeiro milagre na vida dela, não tem?

- Certo, Rutterfod, já chega! Se queria um motivo para uma briga, achou! - Falei e me levantei, indo na direção dele.

Ele somente levantou uma mão, sugerindo que eu parasse, mas não parei. Então, ele se adiantou:

- Tenho novidades sobre a Helena...

Aí sim parei. Encarei ele, ainda bravo e respirei fundo. Imaginei que ele seria o elo, a pessoa que me faria contatar Helena de vez:

- Diga!

- Sente-se. Acredito que a conversa será longa.

Sentei-me, agora a não mais do que 1 metro dele. Eu o encarava com sangue nos olhos, aguardando a vez dele ligar para eu falar com Helena, mas ele parecia ter outros planos:

- O senhor é um advogado, um homem esclarecido... Doutor, o senhor sabe que uma pessoa no programa de proteção às testemunhas fica incomunicável. Pelo menos, nos Estados Unidos é assim. Aqui no Brasil, sei que as coisas funcionam um pouco diferente...

- Para de me enrolar, Rutterford! Quero falar com a Helena. Eu exijo isso. Sou o marido dela.

- É. Pois é... - Ele chacoalhou o copo e tomou uma longa dose, olhando para mim: - Sobre isso nada tenho a falar.

Ele apoiou o copo no braço da poltrona e se debruçou de lado para pegar sua maleta, colocando-a sobre o colo e a abrindo, de onde retirou um envelope pardo. Fechou a maleta novamente, colocou-a no chão e me encarou. Então esticou a mão com o envelope na minha direção. Peguei o envelope sem entender e ele apenas fez um meneio de cabeça na direção dele como que indicando que eu o abrisse. Abri e vi que havia outro envelope dentro, menor, branco. Retirei-o e vi que tinha um escrito à mão: “Para Roberto”, e a letra eu conhecia bem: era da Helena.

Abri o envelope menor e retirei uma carta de dentro. Era a letra da Helena, mas não tão bela como ela sempre fez questão de fazê-la. Estava mais trêmula, parecia ter sido escrita por uma pessoa tensa ou nervosa. E só então me toquei de que talvez ela estivesse tão tensa ou até mais do que eu, precisando falar comigo assim como eu com ela:

“Beto,

A essa altura dos fatos, você já deve saber de toda a operação da qual participei para desmantelar o esquema de tráfico de urânio que a Imperium vinha fazendo e acredito que a minha colaboração tenha sido fundamental para a operação ter conseguido êxito.

Imagino que você deve ter muitas perguntas e eu gostaria de poder respondê-las, mas em virtude das investigações ainda estarem em curso e o processo ser sigiloso, fui proibida.

Imagino também que você já deva ter conseguido informações, ou parte delas, talvez algumas até falsas a meu respeito. Mas, independentemente disso, de uma coisa você pode ter certeza sempre: de que eu te amo e seu eu tivesse tido outra escolha, juro que não teria participado, ou no mínimo teria te contado.

Lamento ter jogado você no olho do furacão sem ter tido a chance de me explicar antes. Só que eu sabia que se te contasse do formato da minha participação na operação, você teria tentado me proibir de todas as formas possíveis, até mesmo correndo o risco de entrar em rota de colisão com a CIA.

Fiz o que fiz porque precisava te proteger, me proteger e também a todas as pessoas que nós amamos. Hoje você não entende, talvez amanhã... Quem sabe?

Eu queria... eu quero ter a chance de te encontrar e responder a todas as suas perguntas. É o mínimo que você tem direito, e merece. Mas assim que a operação foi deflagrada, fui colocada de imediato no programa de proteção a testemunhas dos Estados Unidos. Meu celular e computador estão grampeados e com uso restrito, e sou vigiada 24 horas por dia. Apesar de não ter tido participação nos crimes da Imperium, acabei virando prisioneira de uma prisão sem grades.

Tenho a promessa de que serei liberada tão logo eu deponha. Mas os advogados da Imperium têm se desdobrado para atrasar o andamento do processo, arguindo as mais variadas nulidades na operação. Você é advogado e entende disso melhor do que eu. Soube, inclusive, que o Mr. Bronson foi colocado em liberdade mediante o pagamento de fiança há algumas horas, talvez dias quando essa carta chegar em suas mãos. Então, minha liberação parece cada vez mais incerta.”

Encarei o Rutterford nesse momento, surpreso:

- O Mr. Bronson foi liberado, Rutterford!?

Ele fez uma expressão de chateação, inconformismo mesmo, e balançou negativamente a cabeça, franzindo o nariz:

- Foi... Pagou quase 1 bilhão de dólares de fiança e foi colocado em prisão domiciliar.

- O cara é um traficante de urânio para terroristas... e vocês o liberaram!? - Falei, elevando o tom da minha voz: - Ele já deve estar longe nesse momento. Como vocês puderam fazer isso?

Ele fez uma pausa, encarando-me em silêncio:

- Doutor... a Justiça é falha, mesmo lá nos Estados Unidos. Mas ele não sumiu. Temos monitorado ele 24 horas por dia. Se ele colocar o pé na rua sem autorização e escolta, prendemos ele no mesmo ato.

Levantei-me e caminhei pela sala, organizando meus pensamentos e fui até o barzinho, afinal, agora quem precisava de uma bebida era eu. Servi-me de um uísque duplo, sem gelo, e praticamente tomei metade numa talagada só. Voltei a me sentar e encarei a carta que seguia nas minhas mãos:

“Você deve ter tantas perguntas? Tantas, tantas, tantas... Eu não imagino todas elas, mas uma eu tenho certeza: sobre a mensagem que te enviei de Viena.”

Ela estava certa. Essa me agoniava demais. Respirei fundo, tomei um gole de uísque encarando o Rutterford que me observava em silêncio. Retomei a leitura:

“A minha participação se restringia a conseguir acesso ao círculo extremamente fechados ao redor do CEO da Imperium, o Mr. Bronson. As investigações apontavam que ele poderia ser um dos cabeças de todo o esquema, provavelmente o cabeça do lado americano. Ocorre que ele é bastante desconfiado e inacessível. Na verdade, chegar até ele só acontece em duas hipóteses: por iniciativa dele, ou por indicação de alguém muito próximo. Bem... fui escolhida por conta da primeira opção.”

Olhei para o Rutterford, o ódio voltando a crescer, já imaginando onde aquela história iria acabar. Bebi um belo gole do meu uísque e voltei a ler:

“O Mr. Bronson já vinha, há algum tempo, me assediando. Tudo começou há uns dois anos quando ele veio participar de uma festa de fim de ano da Imperium. Você deve se lembrar, aquela em que ele quis dançar comigo e você proibiu.”

Claro que eu me lembrava porque foi naquela noite que eu vi a tal tatuagem com um “B” estilizado em sua virilha e pensei que pudesse ser para ele. Mas... se era esse o caso, então aquele “B” realmente não era para o Mr. Bronson. Ainda assim eu também não acreditava que fosse para mim, afinal, meu nome é Roberto e tatuar a inicial de um apelido não me parecia lógico. Entretanto, sem ela ali, eu não teria como tirar aquela história a limpo. Voltei a ler:

“Eu já o conhecia de reuniões virtuais e de um treinamento que fiz na matriz dos Estados Unidos. Mas depois daquela festa, um assédio velado começou. Primeiro, ele começou a visitar a filial no Brasil com mais frequência e quase sempre dava um jeitinho de me encontrar para trocarmos uma ou duas palavras. Depois de um tempo, suas palavras viraram elogios, que evoluíram rapidamente para gracejos. Não demorou muito para ele se insinuar mais abertamente para mim, sendo que a primeira vez de fato foi num almoço entre executivos que, para minha surpresa, só estávamos eu e ele.

Eu pensei em falar para você, mas sabia que você não iria deixar eu lidar com aquilo do meu jeito, ou pior, você iria lá tirar satisfações com ele à moda dos machões brasileiros. Então, preferi não contar e fui eu mesma dando o meu jeito de me afastar dele, evitando ficar só ou recusando reuniões fora da rotina empresarial. Na verdade, nem tive tempo de concluir esse meu plano, porque fui contatada pela CIA. E aqui a coisa ficou complicada.”

Olhei rapidamente para o Rutterford que agora olhava a tela de seu celular, perdido em seus próprios pensamentos, ou disfarçava muito bem. Bebi outro gole do meu uísque e voltei a ler a carta:

“Claro que assim que eles fizeram a proposta, eu recusei! Mas eles insistiram, dizendo que apenas eu poderia ajudá-los a obter as provas que precisavam. Ainda assim, eu recusei, porque não queria colocar nosso relacionamento em risco. Foi então que eles tentaram desabonar você para mim, apresentando-me alguns fatos a seu respeito... Sim! Seus crimes e sua traição.”

- Mas que porra de traição é essa!? - Falei para mim mesmo, irado, não conseguindo me conter.

Rutterford me encarou e aguardou alguma pergunta, mas preferi continuar minha leitura. Ele poderia esperar:

“Seus crimes foram uma surpresa para mim. Mas... quem nunca errou? Eu também já errei e não seriam aqueles que você cometeu, que iriam mudar a sua imagem para mim. Mas o vídeo da sua traição me balançou, demais mesmo! Só que... alguma coisa não batia. Você nunca mudou comigo e a gente sempre compartilhou as agendas: eu sempre soube tudo de você e você tudo de mim. Não havia como aquilo ter acontecido. Então, de duas, uma: ou era uma montagem, ou você era mais dissimulado do que eu imaginava. Preferi acreditar em você.

Eu segui recusando a proposta da CIA, mas aí aconteceu algo que tirou o meu chão: sua mãe ficou doente. E era grave, gravíssimo! Se algo não fosse feito de imediato, eu perderia a minha mãezinha aqui na Terra. Eu me desesperei! E acabei comentando com uma agente da CIA, numa oportunidade em que eles vieram me azucrinar novamente. Ela deve ter passado a situação para um superior que conseguiu o tratamento para a sua mãe... para a nossa mãe. Então, ele próprio veio me contatar, mas havia uma condição: que eu entrasse na operação. Sem outra alternativa, aceitei.

Sim. Eu tive que começar a aceitar a aproximação do Mr. Bronson... e sim, foi nojento. No começo, foram apenas aproximações verbais, conversas sem maiores importâncias. Mas ele queria mais e acho que só não teve mais por que morava bem longe de mim. Ainda assim, ele começou a vir com mais frequência para o Brasil e nós....”

Notei nesse momento que ela parou de escrever, rabiscou algumas partes da carta e havia uma mancha seca, como se algo tivesse caído sobre o papel, lágrimas imaginei. Voltei a ler:

“Juro! Nunca quis outro homem. Nunca, nunca, nunca... E fui enrolando o Mr. Bronson enquanto pude. Foram quase dois anos enrolando um dos homens mais ricos e poderosos do planeta. Não sei se foi uma boa ideia, porque parece que, aí sim, ele ficou determinando. Interessante que ele nunca usou do dinheiro e poder que tem para se impor sobre mim. Sempre foi gentil e cavalheiro, mas também sempre deixou claro que me queria, e que me teria um dia.

Foi aí que a CIA criou uma ideia para eu entrar no círculo fechado dele de vez: dissimular uma preocupação com o meu relacionamento. Eu diria que aceitaria ser dele se, e somente se, isso não se tornasse público e não colocasse o meu relacionamento em risco. Para isso, eu teria que insinuar que isso somente aconteceria num local extremamente discreto e protegido de olhos curiosos. Ele me propôs que eu fizesse uma viagem para Nova York e ficasse em sua mansão, dizendo que era um dos lugares mais seguros do mundo.

Entretanto, surgiu a maldita viagem para Viena que realmente não estava prevista no roteiro. Não era para eu ir, mas como a doença da Silvana a afastou e eu era a única capacitada para representar a Imperium na convenção, fui praticamente obrigada. No plano original, eu iria para Nova York após as nossas férias e lá... bem... Ocorre que o Mr. Bronson soube que eu iria para Viena e disse que também iria para lá. Eu estava desesperada e sem saber como negar algo para ele. Por isso eu te mandei aquela mensagem...”

Um novo borrão na carta, outras manchas, e ela voltou a escrever:

“Mandei mesmo! Num momento de puro desespero, por me sentir uma traidora, mandei. Sei lá... Acho que eu tinha a esperança de que você, sabendo, talvez me entendesse e pudesse permitir. Que inocência a minha: como você iria entender algo que não sabia? Foi uma besteira, eu sei, tanto é que a CIA apagou a mensagem pouco após eu tê-la enviada. Só aí eu soube que o meu celular estava grampeado. O que ninguém esperava é que você estivesse “online” naquele momento e tivesse conseguido lê-la antes de ser apagada.

Em Viena, eu e a CIA tentávamos encontrar uma forma de eu evitar o assédio cada vez mais crescente do Mr. Bronson, afinal, se eu me entregasse para ele ali, talvez ele não me levasse depois para sua mansão e eu precisa ir justamente lá.

Só que aí entrou em jogo um fator inesperado chamado Roberto Camargo...

Quando você me encontrou naquele clube de Viena, vi seu olhar e quase desisti de tudo. Eu queria, mas sabia o que estava em jogo, e decidi que a vida da sua mãe valia mais do que a minha própria vontade e talvez até a sua.

A nossa conversa... foi a pior coisa que já fiz na vida. Eu vi a decepção e a dor nas suas palavras, nos seus olhos... Eu queria tanto me jogar nos seus braços, te beijar, contar, pedir desculpas, mas...”

Mais manchas no papel branco me davam agora a certeza de que Helena escreveu a carta aos prantos:

“Não consegui contar, nem podia. Discutimos e eu saí. Voltei à minha mesa e acabei chorando na frente da Bri e do Bradley. Nervosa, acabei falando da minha discussão com você. E isso foi a minha salvação! O Bradley é filho do Mr. Bronson, que quando soube que você estava ali em Viena, quis bancar o cavalheiro. Tentou ser o compreensivo e insistiu que ele poderia me ajudar a superar a separação, até mesmo me transferindo para trabalhar com ele na matriz dos Estados Unidos. Separação, ouviu? Ele pensou que estávamos separados. Não o culpo, eu também pensei, penso até hoje...

Mas aí aconteceu do senhor meu marido invadir o apartamento do hotel em que estávamos hospedados. Só que você errou o quarto, entrou no do Bronson errado, porque você entrou no do filho e não no do pai. O Mr. Bronson pai ficou irado e para evitar uma exposição negativa a sua imagem, pediu-me se poderíamos seguir o plano original de nos encontrarmos só em Nova York. Foi a minha salvação.

A CIA me prometeu que iria cuidar bem de você, levando-o em segurança de volta ao Brasil. E cumpriram. Assim que a convenção terminou, eu, Mr. Bronson e mais uma comitiva, fomos diretos de Viena para os Estados Unidos. Fiquei hospedada na mansão do Mr. Bronson e...”

Novas manchas, borrões, rabiscos raivosos. Depois, a continuação:

“Enfim... Sei que traí tudo de mais sagrado que te prometi quando nos casamos. Sei que me odeia por isso. E sei que talvez não queira mais ficar comigo. Isso é bom! Você merece uma vida plena, ao lado de uma mulher que te respeite e o ame como você merece.

Não sei quando voltarei, Beto, mas sei que demorará. Nos próximos dias, um advogado irá te procurar a meu pedido para tratar do nosso divórcio. Serei justa em todos os detalhes. Espero que você aceite amigavelmente, mas se houver alguma questão patrimonial menor, o meu advogado estará autorizado a resolvê-la em meu nome.

Quando eu puder retornar, se o seu ódio por mim já tiver passado, espero te encontrar para responder a todas as demais perguntas que você possa ter.

Eu te amo demais para te prender a mim nessa incerteza que se tornou a minha vida. E mesmo com uma dor dilacerante no meu peito, essa me parece ser a melhor decisão.

Espero te ver bem quando nos reencontrarmos.

Sempre te amarei.

Da sua, Helena.”

Helena tinha uma mania de escrever bilhetinhos para mim e sempre terminava com um desenho de coraçãozinho divertido no final. Foram vários diferentes durante o nosso relacionamento. Neste, também havia um, mas o coração não era o mesmo, era um simples com um traço por cima, dividindo o desenho. Talvez, na visão dela, indicasse um fim.

Fiquei em silêncio, olhando para o nada por um tempo que não sei quantificar. Foi Rutterford que me chamou a atenção:

- Ela... a Helena... me pediu para te entregar isto...

Ele tirou do bolso um pequeno envelope, minúsculo mesmo. Do lado de fora, apenas uma simples anotação com a mesma letra, a dela: “Para o meu Beto, guarde-a com carinho.” Abri o envelope e vi um brilho de imediato. Com os dedos trêmulos, peguei a aliança que Helena nunca tirou do dedo desde que a pedi em noivado. Me doeu demais e não contive uma lágrima rasteira e rápida.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 344Seguidores: 714Seguindo: 20Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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quer dizer que meter chifres em nome do trabalho esta valendo?

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Se tu tá achando que é em nome do trabalho, acho que você não leu tudo, amigo... A mulher foi chantageada, agiu por desespero, tentaram quebrar a confiança dela no Beto... Dizer que foi trabalho é terrivelmente simplório e simplista...

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Ah, que bonitinho! Um certo autor das antigas agora deu para criar perfis falsos para atacar outros autores.

Vê se cresce, ou desaparece de vez. Garanto que nao fará falta.

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Vamos lá, fiquei crédulo, ou não , nem sei mais. Que a Helena explicou ela explicou, mas explicou a meia boca, por mais angústia que ela poderia estar sentindo, enviar a mensagem naquele momento só traria ainda mais angústia imaginando a reação do marido quando lesse, ela se chamar de inocente e desesperada, uma mulher super executiva, não ter o discernimento que traria a ruina do marido e de toda a operação, inclusive vem a questão da Mãezinha dela na terra já estar melhor com dois anos de tratamento, ela não precisaria mais se sujeitar por esse motivo, então por que continuou participando da operação, indo viajar para a boca do lobo, só por causa de uma traição do Beto, ela ia se sujeitar a um sujeito asqueroso, só para dar o troco, vingancinha, não faz sentido.

Tem mais, a pergunta que não quer calar é, por que diabos ela falou para a Mãezinha dela na Terra, que ela era bissexual e que teria um caso com uma mulher desde antes de tudo, configurando traição sem sombra de dúvidas e ainda dizendo que o preço a pagar para o tratamento seria ela ter que se entregar para outro homem, também não faz sentido, até porque na carta, ela diz que entrou na operação somente para ela aceitar e incentivar uma aproximação do Mr. B. sendo que no início não seria para transar, se o que ela diz na carta é verdade, POR QUE CARÁIO DE ASA ELA FALOU O QUE FALOU PARA A MÃEZINHA DELA.

Fora que na carta ela não explicou quem é a mulher que está na vida dela desde sempre e que ela revelou para a Mãezinha na Terra dela, não faz sentido, acreditar que um homem como Mr. B. ficou dois anos aceitando desculpinhas de uma funcionária sendo o chefão , que tá dando mole e não chamar na chincha exigindo uma transa, é totalmente inverossímil, o cara é um bandido poderoso, traficante internacional de urânio, vai aceitar toco de funcionária brasileira por dois anos, ainda mais com ela esfregando na cara, como ela foi cooptada para fazer, não faz sentido 😭

Não são só alguns fios soltos, são umas trezentas bobinas de trezentos metros de linha rolando morro abaixo sem controle, juntar as pontas, ainda vai dar um trabalho da porra rsrs, no mais, continua ótimo, estória de fundo crível, atual e extremamente engenhosa.

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Olha, todos se preocupam com a "traição" com o Mr Bronson, mas essa se ocorreu, na minha visão, foi sob forte pressão e contra a vontade dela. Nesse caso, para mim, a traição foi não confiar no marido e tentar resolver tudo sozinha. Tb acho uma covardia ficar lembrando para os pais do Marido e agora para ele que ela fez por causa da doença da mãe dele... sempre dá um.jeito de deixar isso claro. Pra mim, foi que ela já tinha uma amante antes da doença da mãe dele e o pior foi tatuar a inicial da amante no corpo dela, como se fosse uma adolescente desvaidada. Se chegou a esse ponto..., coisa que não fez nem pelo marido... isso sim é difícil de engolir em nome do amor. Não sou fechado ao diálogo, se tivesse conversado, sempre há uma possibilidade de entendimento. O problema, pelo menos para mim, é a mentira. É vc descobrir sozinho e a pessoa vir com aquela ladainha que " nunca quis te machucar". Alguns contos do Mark e da Nanda já dizem que não foi um erro foi uma escolha. Enfim, vamos ver no que dá. Ainda por cima vem essa cartinha de merda dizendo que o advogado dela vai procurar ele para tratar da separação e manda a aliança no envelope. A vontade que dá é devolver par a esse bosta da CIA a aliança para ele devolver a aliança para enfiar no cú da amante dela.😂

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Corno apaixonado ou conformado, sempre vai relevar o chifre.

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Agora falando sério: esse conto terá só mais 1 ou 2 capítulos.

Entao, aguardem fortes emoções.

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Eu estou super ansiosa... kkkkkkkkk...

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So uma opiniao de um leitor assiduo deste Site"O Beto nao deveria aceitar o divorcio ate a Helena voltar e se explicar. pelo Sguinte:

1 - Quando ela ficar sabendo que ela nao quer, vai criar uma esperança nela, inclusive em ser h9onesta efalar a verdade.

2- pode muito bem ser uma carta falsificada.

Entao a Helena deve isso ao Beto, pelo menoas uma explicaçao, antes dele tomar qualquer atitude. penso isso porque acredito no amor dos dois, apesar que de forma um pouco tortuosa, mas pelo que ela explica na carta, o Beto tambem colaborou um pouco para que ela fosse para Nova York.

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Mas não ia mudar nada, se realmente ela deu uma bimbada com o bronson em Viena ou NY. O plano já era esse, agora nos resta saber se ela realmente foi até os finalmentes ou os agentes chegaram antes.

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Mas pelo menos dá uma explicação, e talvez juntando os cacos os dois não se acertem. Como ela mesmo diz na carta, todos erramos, e ela viu o suposto vídeo dele e mesmo assim acreditou nele!!

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Sim todos erramos... Mas você está partindo do princípio que homem ama igual há uma mulher... Vamos lá:

Quantos casais você conhece que o homem perdoou uma traição?

Quantos casais você conhece onde uma mulher já perdoou uma traição?

Estatisticamente, ela ter visto o vídeo e confiar que ele não faria isso e portanto o vídeo foi forjado é muito maior do que ele na mesma situação.

Por último você fala dele ter engatilhado, quando bancou o macho alfa com o Bronson... Sim concordo... Mas aí você está contando com empatia masculina e como eu já falei em mais de uma oportunidade nesse sita... Você está falando de 2% da população masculina hétero.

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Amarrou algumas. Mas tem muita ponta ainda pra amarrar.

Mas tem um problema: a gente não acredita mais em narrador nenhum. Tudo pode ser mentira. Tudo pode ser armação.

E outra: quem falsifica vídeo, falsifica letra e escreve carta. Desviam (ou falsificam) a aliança e colocam uma advogada da CIA para tratar do divórcio.

Helena volta depois da missão e se descobre divorciada sem nem saber como isso aconteceu...

Ou ainda, no final, o Beto Banana acorda no dia da viagem de lua de mel e fala: "Helena... Você não acredita no sonho louco que eu tive!!!"

Aí é prácabá...

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Muito bom, mas não ficou claro que ela o traiu (Fiquei hospedada na mansão do Mr. Bronson e...”)

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Guedes, se vc reparar, na carta, ela teve três oportunidades para dizer se transou ou não com o Bronson.

Em todas as vezes, ela “amarelou”. Ou melhor o papel ficou marcado pelas lágrimas.

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Se o Beto tem alguma dúvida sobre a Helena ele só precisa assinar um papel e deixar ela em paz com a louraça da Bree.

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Quero acreditar que ele não só não vai assinar que agora o foco vai ser achar ela e fodasse. Eu sou muito romanticuzinhu... Rsrs

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Só o Mark para me fazer sair das sombras! Espero um encontro visceral,frente a frente da Helena com o Beto, onde não haverá nenhum tipo de pudor, somente a verdade nua e crua. Espero que depois eles consigam se curar (juntos ou separados).

Só uma pergunta para o Mark, o comportamento dessa S.A.R.A. me parece familiar, alguém do seu convívio???

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Modo sarcástica com paciência zero ativado com sucesso. 😉

Por mim desse momento em diante quem está falando do Beto aceitar o divórcio e viver a vida tem meu total suporte… Veja ela já tem a tatuagem em nome da Bree a dois anos e o marido nem aí.

Ela experimentou uma louraça fogosa e quente na cama, para que voltar para o cafezinho frio se dá para entrar para a proteção a testemunhas permanente e ficar nos USA com a Bree.

Por mim o Beto assina o divórcio, começa um caso virtual com a Sara e curte a comida quentinha da mãe pelo pouco tempo que ainda tem uma, já que continuar um tratamento pago pelo corpo da traidora sua hipocrisia, e homem não pode ser hipócrita certo?

Enfim essa é minha opinião.

Não tem porque largar a fogoza pelo cafezinho frio do marido, como diz o Funk, “só não gosta de chupar xoxota quem nunca experimentou uma.”.

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Foto de perfil de Giz

Se ela largar a Bree pelo marido ela nunca vai conseguir esquecer a sensação de uma mulher linda gozando nos braços dela toda entregue.

E mesmo se a CIA provar para o Beto que todos os videos foram gravados com uma boneca inflável disfarçada de Helena, ele não tem como estar certo.

Afinal foi o que falaram. ;)

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Foto de perfil de Hugostoso

Acredito que ela fez o B de Bronson, para ganhar a confiança dele, pois o Negócio já estava prometer, se bem que a tatuagem foi feita na festa, e ainda, ela não tinha se recrutado!

Ou não?!🤔

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É exatamente o que ela diz. O Bronson nem tinha começado a dar em cima dela nessa época pela carta, ela só sofria assédio da CIA não do chefe.

O Bronson encarnou nela depois que o machão proibiu a dança.

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O Beto viu pela primeira vez a tatuagem depois da festa da empresa (há dois anos) e, nessa festa, foi a primeira vez que a Helena teve contato pessoal com o Bronson. O assédio (e a CIA) aconteceram depois disso.

Ou seja, tudo leva a crer que o “B” ou é de Beto ou da amante.

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Mas no dia da festa ela falou que se fosse para o Beto a tatuagem seria um “A” de amor. Ou seja dois anos atrás ela já disse que a tatuagem não era sobre ele.

Eu acredito que seja sobre a Bree.

Bree já estava infiltrada, mas nunca conseguiu a atenção do Bronson, em um determinado momento ela e a Helena passaram a ter um caso.

Quando começa o assédio Helena fala de expor para a diretoria da empresa, porque ela já sabia quem era o infiltrado.

Quando começa a operação para deixar o Beto Bananinha fora de perigo, eles fingem que ele descobriu e pediu o divórcio. Por isso ela estava hospedada com a esposa em Viena.

Agora ela pediu divórcio, finalmente…

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Como eu disse cabe ao Beto café de ontem assinar logo o divórcio e deixar a Helena viver com sua Bree Pimentinha.

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Ela passou dois anos com uma tatuagem de pimenta com um B na virilha que ela falou que não era presta ele, para agora ele cir pagar de macho machucado…

Vai dar meia hora de rabo para o Linguiça Que passa a sensação do chifre.

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Foto de perfil de Velhaco

Numa coisa tenho q concordar com vc, chupar uma buceta é bão de mais só, eu até acho q meu lado feminino é sapatão de tanto q gosto de chupar uma buceta, inclusive eu acho q inventaram essa conversa de amor só pro pobre não morrer sem ter a chance de chupar e comer uma buceta kkkkkkk

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Foto de perfil de Giz

Por isso larguei meu ex-noivo por uma mulher com a gente já com casamento marcado.

Porque uma mulher é muito melhor.

Só de não lidar com ego masculino e seus medos eu já são ganhando com a troca, veja que estamos casadas há mais de uma década. 🥰

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Foto de perfil de Velhaco

Devo admitir q vc tem razão, mulher é bom de mais mesmo, não tiro sua razão nisso, o foda é ter q aturar alguns tipos de mulheres só por causa de uma buceta kkkkkkk, mas fazer o q né, sem sacrifício não a vitória, kkkkkkk

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O machismo também vitimiza homens...

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Foto de perfil de Velhaco

Nossa......tadinha da Helena......q atitude autroista q ela teve, sacrificou seu casamento pra salvar a sogrinha moribunda, kkkkkkkk, conta outra piada Mark, essa foi boa kkkkkkk,como se no Brasil não tivesse ótimos hospitais com excelentes tratamentos pro câncer, e digo mais, a mãe é do Beto, marido dela, na onde ficou a cumplicidade, honestidade,e a parceria com seu marido, será mesmo q isso q ela fez era nessessario?, eu ainda vejo a atitude da Helena em entrar nessa roubada como uma tábua de salvação, até porque ela própria contou pra mãe dele q já o traia com uma mulher antes de toda essa patifaria e q foi a amante q conseguiu o tratamento, ou seja a agente da Cia q estava com ela, q inclusive seu nome começa com B,será q essa não seria a justificativa da tatuagem?, eu ainda vejo muitas pontas soltas e certeza q ainda tem muito caroço nesse angu, se não dá pra confiar nem nos vídeos, que dirá numa simples carta, afinal papel aceita tudo, inclusive mentiras

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Foto de perfil de OsorioHorse

Outro ponto que precisa ser esclarecido é torna qualquer coisa vindo da CIA inviável de ser acreditado.

Qual o interesse da CIA em adulterar os vídeos? Pq eles querem fazer a Helena ser vista pelo Beto como uma gp de luxo ?

Se fosse só pra manter o desfarce, eles nem deveriam mostrar os vídeos, ainda mais vídeos montados. Se eles estão trabalhando com vídeos montados qual a intenção?

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tinha comentado em baixo.

ao meu entender era para fazer o beto se afastar da helena.

eles acreditaram que azedando o amor dele por ela, Beto a deixaria de lado, por conseguinte não compremetendo a operação.

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Foto de perfil de Nanda do Mark

Mark, para de maltratar o povo.

Já tá na hora da Helena aparecer, nao acha?

💋

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Foto de perfil de Hugostoso

Boa Nanda, ajuda aí, por favor, o Mark ativou o modo MARKAVÉLICO dele, e não desativou, !

👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

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Foto de perfil de Mark da Nanda

Acho nada!

Modo "Dark" da Nanda funcionando a todo vapor.

😁

😈

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Foto de perfil de OsorioHorse

Mas o conto já está extenso e repetitivo.

A obra precisa de um final.

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Diante do exposto na carta, e do veiculado nos jornais e televisão, acredito que foi a Helena mesmo que escreveu, e de acordo com o que ela contou, ela ja vinha falhando, omitindo situações a Roberto à muito tempo, esse papo que não comentou porque ele iria tirar satisfações com o futuro comedor, e conversar pra boi dormir, que ela mesmo afirmou saber que um dia a foda iria acontecer.

A questão da sogra doente ter forçado ela a ceder, também não cola, ela é casada, tem cumplicidade com o marido, e a doente era a mãe dele, portanto nada mais justo do que dividir essa tomada de decisão com ele.

Por último, ele fez questão de correr todos os riscos, assumindo unilateralmente uma situação que iria impactar profundamente a vida do casal.

Cabe ao Roberto colocar a cabeça no lugar, uma vez que foi posto em escanteio, aceitar o divórcio, esquecer essa inconsequente, e partir pra outra.

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Um capítulo bem triste, mas apesar de tudo confirma oque muitos ja haviam apontado... eles não tinham a cumplicidade que um casal deve ter...

Agora pontos estranhos da carta... ''eu sempre soube tudo de você e você tudo de mim.'' na real ele não sabia ''tudo'' dela... outra coisa na carta a agente (que suspeitamos ser a Bree) so aparece em Viena... porem sabemos pela mãe do Beto que ela ja vinha mantendo um caso com uma mulher antes do tratamento da D. Mariinha... achei um capitulo triste pela forma possivelmente ela tenha sido forçada a tal... porem ainda existes esqueletos no armário. Mais um ponto se as investidas do Bronsom começaram na festa de final de ano... a tatuagem era anterior a isso... juntando essa pista com o relato da D.Mariinha... tudo aponta que o B seja de Bree...

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Ainda achredito no Bruno!

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?????

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excelente mas veremos mesmo se o casal acaba um capitulo triste, levando em consideração tudo que li tem mas agua por correr, a final ela esta presa nao nas grades mas por vigilancia e acho que beto vai atras para libertarla

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mas uma coisa muito sombria me veio a mente...

ela se sente muito culpada em suas palavras na carta ao ponto de deliberadamente entregar sua aliança...

será que apesar de tudo, ela sentiu muito prazer durante toda a bateria de sexo com o mrs bronson???

será que ele a fodeu de um jeito bruto e selvagem que a fez ozar como nunca diferente de seu mardido?

aí no final ela ficou muito mal ao ponto de não se sentir merecedora do beto???

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Cara... não dá pra saber se quer se a carta é verdadeira.

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sim sim...

foi o que coloquei no meu comentario a abaixo.

se o conteúdo da carta for verídico.

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então, como eu imaginava quando começou esse misterio todo em relação aos videos: indicações que os videos da orgia da helena são forjados pela CIA.

ou seja, tal como eles forjaram a do beto para estimular a helena a entrar na operação, fizeram o mesmo com a helena para fazer com o que o Beto desista da esposa, não comprometendo as investigações.

assim que a helena viu o video, ela notou incongruencias nas imagens e no final não se baseou por esse motivo afinal.

a mesma coisa aconteceria com o beto.no caso dele ver as filmagens, ele poderia encontrar caracteristicas fora do padrão da helena, constatando a falsidade.

mas isso também acabaria com o clima misteriosto e tenso do conto.

eu sou um "cão raivoso" quando se trata de traições.

entretanto, se ela estiver falando a verdade e somente teve relações com desprezível mrs bronson,acredito que ainda há maneiras de dar um jeito no casamento.

ela agiu única e exclusivamente para salvar a vida da familia dela.

claro...se o conteudo da carta for verídico.

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Porra Mark, uma carta ?

Cara a gente não sabe nem se os vídeos são verdadeiros, imagine confiar em uma carta nessa altura do campeonato ?

Com a soltura do Mr Bronsson, eu continuo apostando em um final trágico.

Minha aposta é de que a Helena vai morrer e o Beto vai ficar na dúvida pra sempre.

Ou quem sabe ela não desapareça com o Mr. Bronsson ?

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Com a soltura do Bronson, acho que ela vai só desaparecer no sistema de proteção a testemunha... Acontece muito, ela nunca mais vê o Beto... Ele segue a vida dele sem ela como todo mundo queria.

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Bronson vai tentar se vigar da Helena, através da família do Beto, inclusive do próprio Beto.

Imagino que todos entraram no programa de proteção de testemunhas.

Não é o Bronson que faz e sim seus capangas mandados!

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talvez sim, talvez não, ele teria que saber que a Helena é infiltrada e pelo papo da CIA não é a história que está sendo contada, a questão é que o Beto teria que provar para a CIA que o Bronson vai vir atrás dele e eu duvido que ele seja esperto suficiente para conseguir tanto uma coisa, quanto outra.

Melhor que ele faz é seguir a vidinha dele e encontrar uma mulher que seja mais.... Merecedora... Do grande gênio do crime que ele é? Acho que seria o mais justo com todos, alguém que o Zico e a Sara possam respeitar.

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Vou eu defender o Beto. Mas antes, minha defesa: gosto de finais felizes e acho que tanto o Beto quanto a Helena merecem. Giz, eu iniciei a série muito puto com a Helena. Nada fazia sentido e a mensagem rasgava o peito. Mas as coisas foram acontecendo e mostrando vários ângulos. Eu já expus aqui uma parada... O Mark nunca falará dos vídeos. Sempre vai dar alguma merda que eles não serão vistos pelo Beto. E nesse capítulo pelo menos, eu vi a sara quebrando ele e ele se perguntando realmente se faz diferença ver ou não os vídeos. Aliás, os vídeos são completamente secundários. Há um tempo, apesar da traição ser uma presença constante na mente dele, ele tem posto em primeiro lugar a preocupação com a Helena na frente. Dito isso...

Acho que ele é um cara apavorado por perder a mulher que ama mas também preso a cultura machista sem olhar subjetivamente pro que levou a Helena aquilo. Acho que ele ainda vai surpreender pro bem... Pelo menos é o que eu quero acreditar.

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Concordo... Espero que esteja certo anjo.

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Seria possível se ele não fosse tão burro.

Dele nada espero a não ser burrices. :-p

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Quase 20 capítulos e não ter um final conclusivo é foda...

Giz nem perde tempo com os comentários. Esses leitores reclamam de todos os personagens, mas não perdem um único conto.

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Isso você definitivamente têm um ponto... Mas que têm comentário tão misógino e incel em alguns contos, que eu começo a pegar raiva do protagonista masculino por causa dos comentários, têm ao menos uma série que eu estou lendo que isso aconteceu.

E eu não consigo ver o coitado do moleque como sendo dono de qualquer virtude redentora que seja... Por isso que eu parei de comentar um tempo aqui, antes que eu pegasse a mesma raiva do Beto.

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Tadim do brunim... Rsrs

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Você viu eu pegando raiva dele... Não têm nada que consiga me fazer não ser sarcástica em todos os comentários com ele.

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Têm hora que eu evito comentar o que penso sobre a última grande cagada dele para não pegar muito pesado.

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Já tinha pensado nisso tb, pela referencia a Dom Casmurro e a eterna dúvida do ''se traiu ou não'' e esse capitulo com a soltura do Bronson construiu-se a base pra esse final: Helena morre, Beto fica na ... eterna dúvida.

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