Capítulo 13
Ali do chão eu sentia minha bunda dolorida da queda, latejando de um jeito que misturava dor com o resto de prazer que ainda rodava no corpo. Eu parecia uma criança que caiu do balanço mas se divertiu tanto que mal ligava pro tombo, rindo sozinha, ofegante, com as pernas moles e o cabelo grudado na testa de suor. Da cama, Lelê me olhava com um sorriso impaciente, uma cara de quem tem fome de verdade, não de comida, mas de mais. O rosto dela tava vermelho, suado, o rímel preto borrado embaixo dos olhos como se tivesse chorado de tanto gozar, e a boca rosa inchada, brilhando de saliva e de tudo que a gente tinha feito.
Ao invés de me ajudar a levantar, ela empurrou as coisas da cama pro lado, o vibrador que ainda zumbia fraco no chão, as roupas jogadas, o lençol amassado e deu uma ordem seca, voz rouca de tesão que não tinha acabado.
— Vem, depois você ri mais — ela disse, me puxando pelo braço com força, quase me arrastando. Eu tinha certeza que a vontade dela ali era me puxar pelos cabelos se pudesse, me dominar de vez. — Sobe.
Eu engatinhei de volta pra cama, as coxas tremendo, procurando qual posição eu deveria ficar agora, o corpo ainda zonzo, sensível em tudo. O ar do quarto tava pesado, cheirando a sexo, suor e o calor fincando insuportável.
— Deixa eu ver sua bunda? Tá doendo? — ela perguntou, o tom vulgar, masculino, algo meio mandão que eu não curtia muito nos caras.
— Sim, acho que vai ficar um roxo — respondi, rindo baixo, virando de lado pra mostrar, sentindo a pele quente e provavelmente vermelha da pancada.
— Deixa que eu cuido disso — ela murmurou carregada, e antes que eu pudesse pensar direito, as mãos dela estavam na minha cintura, me virando de bruços com uma firmeza que não deixava espaço pra discussão.
— Aí!
Eu me deixei guiar, o coração acelerando de novo, mas dessa vez com um frio na barriga diferente. Ela me posicionou de quatro, joelhos no colchão, bunda empinada, costas arqueadas. A posição era vulnerável pra caralho — exposta, aberta, como se eu estivesse oferecendo tudo sem defesa. O ar frio bateu na pele molhada entre as pernas, me arrepiando inteira, e por um segundo o desconforto da posição subiu: “Caralho, quantas vezes eu fiquei nessa posição para homem, e por que diabos que eu estou tão desconfortável agora?” Pensei em sair, em rir e virar de lado, dizer que tava cansada ou que doía, qualquer coisa pra voltar pro controle que eu tinha antes. Mas aí senti as mãos dela nas minhas coxas, afastando devagar, o peso do corpo dela se aproximando por trás, o calor da respiração na minha nuca.
A coisa ficou mais bruta ali, sem aviso. Não era mais o devagar curioso de antes, era fome crua, urgente. Ela encostou o corpo no meu, os seios pequenos pressionando minhas costas, uma mão subindo pra apertar meu peito com força, a outra descendo direto pro meio das minhas pernas, dedos escorregando sem delicadeza no que ainda tava molhado e sensível. Eu arfei, o corpo traindo qualquer ideia de fuga — as coxas tremeram sozinhas em espasmos involuntários, o quadril empinou mais, como se soubesse que queria aquilo.
— Relaxa, nome de flor — ela sussurrou no meu ouvido, mordendo o lóbulo com dentes, voz rouca e debochada. — Eu cuido mesmo.
Os dedos dela entraram fundo de uma vez, dois, três, esticando, fodendo com um ritmo rápido que não pedia permissão. A outra mão desceu pra bunda, apertando a carne dolorida da queda, espalmando uma palmada leve que doeu e ardeu gostoso ao mesmo tempo, fazendo tudo pulsar. Eu gemi alto, sem controle, a cara afundada no travesseiro pra abafar o som indecente que saía da minha boca. Era bruto, sim! Ela me segurava pelo quadril, puxando pra trás enquanto os dedos trabalhavam dentro, o polegar roçando o clitóris em círculos cruéis, sem pausa.
O desconforto inicial virou outra coisa: uma entrega que eu não esperava, um tesão que crescia apesar do medo de ser tão vulnerável. Eu me empurrava pra trás sozinha, encontrando o ritmo dela, gemendo o nome dela entre dentes, o corpo suado colando no dela. Ela ria baixo, satisfeita, como se tivesse ganhado uma aposta que eu nem sabia que existia.
— Isso, vai… empina mais — ela mandava e eu obedecia, perdida, o prazer voltando forte.
Eu me entreguei de vez, esquecendo o roxo na bunda, esquecendo o medo, só sentindo ela me tomar por trás como se eu fosse dela pra usar daquele jeito. E, caralho, era bom. Bom pra porra.
Ela me abria com a mão vazia, os dedos espalmados nas nádegas, testando até onde minha pele esticava, puxando pra fora como se quisesse me virar do avesso, expor tudo sem pudor. Enquanto isso, a outra mão não parava — dedava fundo, ritmado, os dedos curvando lá dentro pra acertar aquele ponto que fazia minhas pernas tremerem. O polegar dela roçava meu clitóris, que tava sensível pra caralho depois de tudo, inchado, latejando. Cada toque nele era um espasmo puro, uma campainha elétrica que quando acionada parecia chamar um orgasmo direto do fundo da barriga. Eu ria, louca, a cara afundada no travesseiro, babando no tecido, sem acreditar no quanto aquilo me desmontava. Eu nunca, nunca com um homem, tive uma coisa tão intensa dessa forma — tão crua, tão precisa, como se ela soubesse ler meu corpo melhor que eu mesma.
Ainda não satisfeita, Lelê tirou os dedos de dentro de mim com um som molhado indecente, me deixando vazia por um segundo que doeu de vontade. Aí ela desceu. Enfiou a boca ali, sem aviso, lambendo tudo o que tinha pra ser lambido — os lábios inchados, a entrada que pulsava pedindo mais, o períneo, até o cu que contraía de surpresa. A língua dela corria quente, plana e larga no começo, depois ponta fina querendo invadir, forçando entrada onde os dedos tinham aberto caminho. O movimento era descoordenado às vezes, porque ela cansava a mão e trocava — voltava a dedar enquanto chupava, ou apertava a bunda com força pra me manter aberta. Eu sentia as unhas dela me incomodando no fundo, arranhando de leve a carne sensível, uma dorzinha que só aumentava o tesão, misturando tudo num caos gostoso.
Eu arfava alto, falava alto, pedia mais como uma cadela no cio — “porra, Lelê, não para, vai fundo, me come assim” —, as palavras saindo sem filtro, roucas, desesperadas. O corpo inteiro suado, colando no dela, o quadril empinando sozinho pra encontrar a boca, a mão, o que viesse. Ela ria contra minha pele, o som vibrando ali embaixo, me arrepiando mais, e chupava com fome, sugando o clitóris como se quisesse me sugar inteira.
O orgasmo veio diferente dessa vez — não aquela explosão rápida da tesourinha, mas uma coisa que crescia devagar, pesada, do fundo das entranhas, como uma onda grossa que subia arrastando tudo. Começou com um aperto no ventre, uma contração que não soltava, os músculos lá dentro piscando ao redor dos dedos dela. Eu senti o calor se espalhando, subindo pela coluna, queimando o peito, a nuca. As coxas tremiam violentas, tentando fechar, mas ela segurava firme, me mantendo aberta, vulnerável. O som da boca dela era obsceno, molhado, constante, e cada lambida agora acertava o ponto exato, sem errar.
Eu perdi o ar. O corpo arqueou todo, as costas se curvando pra trás, a cabeça jogada pra cima num gemido que saiu longo, quebrado, quase um urro abafado no travesseiro. As contrações vieram fortes, uma atrás da outra, apertando os dedos dela, pulsando na língua, o líquido escorrendo mais, pingando no lençol. Era como se o prazer me rompesse por dentro, lento e implacável, me deixando tremendo inteira, as unhas cravadas no colchão, os olhos revirando sem controle. Eu gozei choramingando o nome dela, o corpo cedendo aos poucos, mole, exausto, mas ainda pulsando em ecos que não paravam.
Eu ria ainda com a cabeça enfiada no travesseiro, tentando pateticamente respirar, o corpo todo mole, latejando em ecos que não paravam, as coxas grudando de suor e de tudo que tinha escorrido. O quarto cheirava a nós duas, pesado, doce e sujo ao mesmo tempo. Virei o rosto devagar, procurando por ela atrás de mim, esperando aquele colo, aquele beijo preguiçoso de after, o corpo dela colando no meu de novo pra gente ficar ali quietinha, respirando junto.
Mas não achei. Ela já tava de pé do lado da cama, nua, o cabelo bagunçado caindo no rosto, pegando o celular da cômoda com uma naturalidade que me deu um soco no peito. Digitava alguma coisa rápido, os dedos ainda molhados — molhados de mim, brilhando de leve na luz fraca do abajur, como se aquilo que a gente tinha feito não tivesse sido nenhum esforço, nenhum significado pra ela. Tipo um intervalo qualquer, uma fodinha rápida antes de voltar pra vida normal.
O riso morreu na minha garganta. Fiquei olhando, o coração que tava acelerado de prazer agora batendo torto, um vazio subindo devagar. Ela nem olhava pra mim de verdade, os olhos no tela, o polegar deslizando, mandando mensagem pra sei lá quem — a ex, uma amiga, qualquer uma que não fosse eu ali, destruída na cama dela.
Quando finalmente percebeu que eu a olhava, mal cruzou o olhar comigo, deu um sorriso rápido, mecânico, e soltou, casual pra caralho:
— Bora tomar um banho?
Eu pisquei, tentando entender, o corpo ainda tremendo por dentro, a buceta latejando sensível, e ela ali, já virando as costas, andando pro banheiro como se nada tivesse acontecido.
Engoli seco, forcei um sorriso que não convencia nem a mim mesma.
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