Acordei antes dela. A luz da manhã entrava pelas frestas, iluminando o corpo da Raquel. Nua. Linda. Minha.
Ou pelo menos, eu achava que era.
Levantei o lençol e olhei pra ela. Os seios espalhados, a pele macia, o triângulo de pelos que eu conhecia tão bem. Mas a imagem que veio à minha cabeça não foi a de nós dois fazendo amor. Foi a do Miguel ontem. As mãos dele. Os olhares deles. A risada dela enquanto o short caía.
Senti um gosto amargo na boca. Era ciúme? Era raiva? Ou era aquele tesão doentio que me fez gozar sozinho no banheiro pensando neles vendo ela? Eu me sentia sujo. E excitado.
—Bom dia... —ela murmurou, abrindo os olhos. Aquele azul cristalino me encarou, e por um segundo, vi uma sombra ali. Ela sabia. Ela sabia o que tinha feito.
—Bom dia —respondi, seco.
Ela percebeu o tom. Se arrastou pra cima de mim, a pele quente colando na minha. —Ei... tá tudo bem?
—Não sei, Raquel. Tá? —Olhei fundo nos olhos dela. —Ontem... aquilo foi demais.
Ela suspirou, deitando a cabeça no meu peito. Não desviou o olhar, o que me assustou. —Eu sei. Eu queria te contar uma coisa.
Meu estômago gelou. —O quê?
—Eu gostei —ela sussurrou. Não houve arrependimento na voz, só uma confissão crua. —Eu queria provocar eles. Queria que eles me desejassem. Eu sempre fui assim, Brian. Gosto de ser olhada. Gosto de saber que sou a coisa mais gostosa da sala.
—Eles são meus amigos, Raquel —minha voz falhou. Eu deveria estar gritando, mas estava paralisado.
—Eu sei. E isso deixou tudo mais... intenso. Ver eles babando, sabendo que não podiam tocar... ou quase não podiam. —Ela passou a mão no meu pau, que traiu minha raiva e endureceu. —E eu vi como você ficou. Você odiou, mas seu corpo amou.
—Eu não quero que você vire a puta da casa —soltei a frase com veneno.
Ela recuou, ofendida, mas havia um brilho de desafio nos olhos. —Não sou puta. Sou sua namorada. Mas sou uma mulher bonita numa casa cheia de homens. As coisas acontecem, Brian. A menos que você queira que eu ande de burca.
—Só... se controla. Por favor.
—Vou tentar —ela disse, mas o sorriso no canto da boca dela me disse que "tentar" não era "conseguir".
Transamos ali, mas foi diferente. Foi agressivo. Eu a penetrei com força, marcando território, puxando o cabelo dela, querendo apagar as memórias de ontem. Ela gemeu alto, arranhou minhas costas, e gozamos com uma intensidade desesperada. Como se fosse uma despedida.
Nos vestimos pra ir pra prainha. Ela escolheu um biquíni azul. Cobria mais que o maiô, mas ainda era... pouco. Muito pouco pra quem prometeu "se controlar".
Descemos e o cheiro de bacon invadiu meu nariz. Caio estava no fogão. André e Miguel no sofá. O silêncio caiu na sala quando ela entrou.
Não foi um silêncio respeitoso. Foi um silêncio faminto.
—Bom dia, meninos! —ela cantou, e a mudança de postura foi imediata. A namorada preocupada do quarto sumiu. A "deusa" apareceu.
Ela foi até o Caio. —Ah, meu cozinheiro favorito! —Ela o abraçou por trás. Vi os peitos dela se esmagarem contra as costas dele. Vi o Caio travar, a espátula parando no ar.
—B-bom dia —ele gaguejou.
Me servi de café, minhas mãos tremendo levemente. Olhei pra cena. A mão da Raquel estava na barriga dele. Acariciando. Descendo. Os dedos roçaram o elástico da sunga.
*O que você tá fazendo, Raquel?* Eu queria gritar. Mas a voz não saía. Eu estava preso naquele pesadelo excitante. O Caio olhou pra mim, pânico e desejo nos olhos. Eu desviei. Covarde. Eu desviei o olhar.
Sentamos pra comer. A tensão na mesa era palpável. O ar parecia elétrico.
—Não tem lugar pra mim —ela disse, segurando o prato.
—Senta aqui —o Miguel bateu na própria perna. O volume na sunga dele era obsceno. Ele não estava nem tentando esconder. Estava duro. Pela minha namorada. Na minha frente.
Raquel olhou pra ele, depois pra mim. Um desafio silencioso. *Você vai me impedir?*
Eu não disse nada. Bebi meu café.
—O Caio cozinhou, ele merece —ela disse, e sentou no colo do Caio.
O Caio ficou vermelho como um tomate. Ela se acomodou, rebolando levemente pra achar posição. Vi o momento exato em que a bunda dela encontrou o pau dele. O Caio fechou os olhos e mordeu o lábio.
—Confortável? —o André perguntou, a voz carregada de malícia.
—Muito —ela respondeu, e pegou um pedaço de bacon, levando à boca do Caio. —Abre a boca.
Eu assisti aquilo. Minha namorada alimentando meu amigo, sentada no pau duro dele, enquanto os outros dois comiam ela com os olhos. Eu me senti um intruso na minha própria vida. A dor no peito era real, física. Mas meu pau estava latejando debaixo da mesa. Que tipo de monstro eu era?
Notei a mão do Caio sumir debaixo da mesa. Na coxa dela. Subindo. Olhei pra Raquel. Ela estava sorrindo, conversando com o Miguel, mas vi a respiração dela acelerar. Ela sabia. Ela permitia.
De repente, ela segurou o pulso dele. Parou. Tirou a mão dele dali.
—Vamos pra praia? —ela disse, levantando rápido. O rosto dela estava corado. O do Caio, culpado.
Ele tinha tocado nela? Onde?
Descemos em silêncio até a prainha.
—Vocês me fizeram sentir super bem-vinda —ela disse, estendendo a toalha.
—Pena que você não é um dos caras mesmo —o Miguel provocou. Ele estava testando limites. Empurrando a cerca pra ver se ela caía.
—Como assim? —ela perguntou.
—A gente tá sem camisa. Você não.
—Miguel, cala a boca —eu disse, mas saiu fraco. Sem autoridade.
—Ah, é? —Raquel me olhou. Havia uma chama nos olhos dela. Uma decisão sendo tomada. —Então tá.
Ela virou de costas pra eles, de frente pra mim. E tirou o top.
O mundo parou. Meus amigos uivaram atrás dela. Eu vi os seios dela, livres, balançando. Ela piscou pra mim. Um pisco cúmplice? Ou cruel?
Ela jogou o top na cara do Miguel sem virar.
—Satisfeito? —ela perguntou.
—Vira pra cá! —o André pediu.
—Nem fodendo —eu disse. Tentei soar firme. —Ela fica de frente pra mim.
—Ah, qual é, Brian! —o Miguel riu. —Deixa de ser chato. Ela quer se enturmar.
—Posso fazer um sutiã de areia —ela sugeriu. A ideia veio rápido demais. Ela já tinha pensado nisso.
—Isso! —os três concordaram.
Ela foi pra água se molhar. Os três foram atrás, como cachorros no cio. Eu fiquei na toalha, vendo a cena de longe. Me sentindo impotente. Pequeno.
O Miguel correu e a derrubou na água. O corpo dele contra o dela. Mãos bobas na confusão. Ela riu. Ela não o empurrou. Ela riu.
Quando voltaram, ela se jogou na areia. Rolou. Levantou coberta de grãos dourados. Parecia uma estátua erótica. A areia cobria, mas realçava tudo. Os bicos duros marcavam a crosta de areia.
—Ficou falhado aqui —o Miguel disse, e antes que eu pudesse reagir, ele avançou.
As mãos dele foram pros peitos dela. Grandes. Ásperas. Ele esfregou areia nos seios da minha namorada. Apertou. Modelou.
Raquel não recuou. Ela olhou pra ele, boca entreaberta, peito subindo e descendo rápido.
Foi o estalo.
—TIRA A MÃO DELA! —Gritei, levantando num pulo. O sangue pulsava nos meus ouvidos.
O Miguel recuou, rindo, mãos para cima. —Calma, estressadinho. Só tava ajudando.
Raquel veio até mim, olhos baixos. —Desculpa... ele foi rápido demais.
—Você deixou —sussurrei, segurando o braço dela com força. —Você gostou.
—Não... eu só... —ela gaguejou, mas não negou.
Ela deitou pra tomar sol. Eu passei protetor nas costas dela, minhas mãos possessivas, tentando reclamar o que era meu. Mas eu sentia os olhares deles queimando nela. Eles já tinham tocado. Já tinham visto. Eu estava apenas passando óleo numa propriedade que estava se tornando pública.
Quando ela virou de barriga pra cima, a areia caiu. Os seios ficaram à mostra. Sujos, mas expostos.
—Preciso limpar e passar creme —ela disse, pegando o frasco.
—Vai lá se lavar no lago —eu ordenei.
—A água tá fria... e vai tirar o protetor do corpo todo —ela argumentou. —Vou só limpar aqui mesmo.
Ela olhou pra mim. Aquele olhar de novo. *Eu vou fazer isso. Você vai deixar.*
E eu deixei.
Ela começou a limpar a areia dos peitos na frente de todos. A areia arranhava, os seios balançavam, hipnotizantes. Os mamilos, duros como pedra, emergiram.
Meus amigos estavam paralisados. O André estava de boca aberta. O Miguel tinha a mão no pau, por cima da sunga.
Ela pegou o creme. E começou a esfregar.
Lento. Deliberado.
As mãos dela deslizavam pelos próprios seios, apertando, puxando os mamilos, espalhando o creme branco. Ela gemia baixinho, fingindo que era esforço, mas eu sabia. Era prazer. Ela estava se exibindo. Ela estava dando um show particular para três homens que queriam fodê-la, e um namorado corno que estava assistindo tudo.
Senti uma lágrima de raiva escorrer, mas ao mesmo tempo, meu pau estava rasgando a sunga. Eu odiava aquilo. Eu amava aquilo. Eu estava perdendo ela, pedaço por pedaço, toque por toque, e não conseguia fazer nada além de assistir.
—Pronto —ela disse, ofegante, os peitos brilhando de óleo no sol.
Ela deitou de costas, braço sobre os olhos. Os seios apontando pro céu, oferecidos.
O silêncio na praia era pesado. Ninguém disse nada. Ninguém precisava. A barreira tinha sido quebrada. Eles viram tudo. E ela sabia que eles viram. E eu... eu só fiquei ali, olhando pro corpo da mulher que eu amava, percebendo que talvez ela nunca tivesse sido realmente só minha.
***
>> E aí? Continua?