A Minha Melhor Amiga Sempre Foi Uma Gostosa e Só Eu Não Tinha Reparado - Pt. 2

Um conto erótico de Ramon66
Categoria: Heterossexual
Contém 3834 palavras
Data: 01/01/2026 04:26:15
Última revisão: 02/01/2026 03:30:44

>> Obs: precisei reorganizar o conto e acrescentar alguns diálogos para enriquecê-lo! Para uma melhor experiência releia apenas as partes 1 e 2! A partir da 3 será a continuação direta e não haverão mais edições! Bjs e espero que curtam!

***

Eu tava deitado no sofá cochilando enquanto o Flamengo tomava uma surra do Palmeiras. Eram só oito e meia da noite, mas depois de passar horas no sol limpando os parques, eu tava acabado.

Quando eu e a Sam terminamos o Parque Municipal, ela perguntou onde eu ia. Sabendo que ia ouvir, contei que a Júlia tinha pedido pra eu limpar o outro parquinho. A Sam me deu uma cara de "que trouxa", mas pra minha surpresa ofereceu ajuda.

O parque era bem pequeno. Como ficava no meio de um bairro, não era point de bebedeira e festinha igual o Municipal e só levou uma hora. Depois disso, paguei um milk-shake pra Sam no Bob's e deixei ela em casa.

A mãe dela tava na varanda e me convidou pra entrar, mas falei que precisava ir pra casa tomar banho. Na real, além de tá cansado e com calor, a irmã mais velha da Sam, a Brenda, tava lá, e ela pegava no meu pé por causa da Júlia até mais que a Sam. Na verdade, desde que eu comecei a namorar a Júlia, a Brenda, com quem eu sempre me dei super bem, tinha sido direto grosseira comigo na maioria das vezes.

Cheguei em casa pouco antes do Beto buscar a mãe e fiquei feliz de ver como ela tava empolgada pra viajar. Ela perguntou pela centésima vez se eu tava confortável com ela ficando com o Beto e eu disse que tava super feliz por ela.

E não era mentira. Meu pai era um babaca com quem minha mãe desperdiçou anos demais, e tenho certeza que muito desse tempo foi por minha causa. O Beto era gente boa que parecia se esforçar pra fazer todas as coisinhas pela mãe que o pai nunca fez. Na maior parte ele era o oposto do meu pai babaca, o que o tornava de boa no meu livro.

No tempo de meia hora que ficamos em casa juntos, a mãe perguntou várias vezes se eu ia ver a Júlia. Tenho quase certeza que ela suspeitava que eu tava feliz que ela ia viajar por outras razões além da felicidade dela. Essa suspeita foi confirmada quando a mãe me abraçou pra se despedir e disse:

— Tô orgulhosa de você, Bruno. Tu só tem dezoito mas é mais homem que teu pai jamais foi. Ele já era um cachorro no cio na tua idade. Não sei o que eu tava pensando quando casei com ele. Mas você não é igual a ele, e tenho certeza que a Júlia vê isso e sabe como tu é especial. — Ela pausou e com um sorrisinho maroto completou: — Acho que tu provou que é um homem de bem. Talvez seja hora de ser recompensado por isso.

Depois que ela saiu, fiz umas coisas em casa que ela tinha me pedido pra fazer e tirar da frente, tomei banho e coloquei uma bermuda e uma camiseta. Imaginei que ia só relaxar hoje de noite e assistir TV. Deitado ali, repassei as palavras da mãe e não consegui evitar sorrir.

Não tinha dúvida que aquilo era o sinal verde da mãe pra mandar ver, sem ser esquisito. As palavras dela me deixaram de bom humor. Por causa da merda do meu pai, tinha prometido pra mãe que seria melhor e manteria valores que ele nunca teve, mas ela oficialmente me tirou do gancho.

Não que eu não fosse receber a Júlia amanhã de qualquer jeito, mas a mãe me dando a bênção tirou qualquer sentimento de que eu não tava fazendo a coisa certa.

Ela tinha razão. Eu tinha merecido, ficando em casa batendo punheta enquanto todos os meus amigos já tavam transando e se divertindo. Até a Sam, a moleque indiferente que tava cagando pro visual e pro que as pessoas pensavam dela, tinha achado caras pra ficar.

Franzi a testa com esse último pensamento. Não foi legal, especialmente vendo como a Sam era boa amiga. Nunca pensei que era melhor que ela ou qualquer outra pessoa, mas foi o que pareceu. Também soou como algo que a Júlia diria quando tava zoando outras pessoas, o que ela fazia direto.

A Sam tinha feito aquele comentário hoje, que eu era diferente perto da...

Pulei quando meu celular tocou na mesa de centro na minha frente. Pegando, vi que era o Jim, que depois da Sam era meu amigo mais próximo.

— E aí, tudo certo? — atendi. — Tu não tem nada melhor pra fazer num sábado de noite além de ligar pra um cara?

— E aí, Bruno. — Ele não soava feliz. — Cara, preciso falar contigo.

— Sobre o quê? Eu... — Parei quando ouvi várias pessoas rindo e gritando ao fundo. — Onde tu tá?

— Tô na Praia de Grumari.

— Grumari? Ei, a Júlia tava lá hoje.

— Ela ainda tá. Por isso que liguei.

— O que tá rolando? — Sentei no sofá.

— Olha, Bruno, isso é uma merda pra mim porque tu sabe que tu é meu brother, mas eu seria um babaca se não falasse nada.

— Sobre o quê? — Senti o estômago apertar. — O que tá rolando?

— Eu e o João topamos com a Júlia e as amigas dela aqui quando tavam limpando. Ela disse que se a gente ajudasse podia sair com eles na casa do tio dela na praia e dar um rolê. Então é onde a gente tá agora e... Bruno, tu sabe que o Robinho tá aqui, né?

— Eu... — Respirei fundo. — Jim, vai direto ao ponto.

— O ponto é que a Júlia tava bebendo desde que a gente chegou na casa às cinco e ela tava descontrolada. Dando em cima de todos os caras, dançando por aí. Porra, ela tirou a parte de cima num momento.

— Jim, tu tá me zoando? — Mesmo sabendo que tinha quase certeza da resposta, precisava perguntar.

— Bruno, a gente é amigo desde a quarta série. Tu acha que eu ia brincar com isso?

— Não, eu... — Engoli seco. — E o Robinho?

— Bom, depois de ela dar uma provocada em quase todos os caras ali com uns rebolados e amassos, ela praticamente deu uma dança de colo nele, daí pegou uma garrafa de Capitão que alguém trouxe e os dois entraram pra dentro da casa.

### Parte 3 - Completa

Fechei os olhos e massageei a têmpora latejante. O Jim tinha razão; de jeito nenhum eu ia achar que ele mentiria sobre isso.

— Ei, tá aí?

— Tô — disse baixinho. — Ela sabe que você e eu somos amigos e fez isso mesmo assim.

— Falei alguma coisa pra ela e ela mandou eu não ser viado e não falar nada.

— Não acredito nisso.

— Pois é, mas acredita, porque daí ela me disse que se eu fosse bonzinho e não te contasse, ela ficava comigo fim de semana que vem lá e ia valer a pena.

— Ela... o quê?

— Ela tava bêbada, então talvez não quis dizer, mas tu deveria ter visto ela, Bruno. Tu nunca quis ouvir, mas eu sabia que ela era meio doida — mas cara, teve uma hora que achei que ela tava procurando uma gangbang.

— Tu contou pra ela que ia me ligar?

— Não. Não quis deixar ela pistola, mas ela soltou umas indiretas mais cedo que ia ficar na tua casa amanhã de noite. Segundo ela, tu foi bonzinho e ela achou que ia te dar uma migalha.

— Dar... uma... migalha... — Minha têmpora latejava mais forte, o choque tendo virado raiva.

— Me sinto um babaca fazendo isso por telefone, mas tô preso aqui com o João e a gente vai sair na casa do primo dele amanhã. Queria que tu soubesse antes dela te ver amanhã.

— Eu... não sei se consigo agradecer — disse com nojo.

— Eu entendo. Mas a gente é brother, Bruno, e isso é sacanagem. Cara, não importa o quão gostosa ela seja, eu não comia aquela vadia nem com o pau de outro. Vai saber onde ela já andou?

— Eu sei onde ela não vai estar — falei. Por mais que eu quisesse finalmente transar, de jeito nenhum ia ser usado assim.

— Boa, e se ela perguntar, pode dizer que fui eu que contei.

— Ela vai sacar. Vou ligar pra ela amanhã. Nem quero ela vindo aqui.

— Não te culpo. — O Jim suspirou. — Sem querer te zoar, mas uns de nós te falou que ela tava te enrolando.

— Fico feliz que tu contou, Jim, mas não preciso de um "eu te avisei" agora, tá?

— Tranquilo, cara. Não vou tocar no assunto de novo. — Ele riu.

— Que porra é tão engraçada?

— Tava pensando que eu não vou precisar dizer "eu te avisei", e ninguém mais vai. A porra da Sam vai ficar te dizendo isso pelos próximos seis meses. Ela sacou aquela vadia desde o primeiro dia.

— Valeu por me dar isso pra esperar — falei secamente. — Valeu de novo, Jim. Agora vai tentar se divertir.

— É, vou. Fica tranquilo, mano, beleza? Ela não vale nada de idiota e tem um monte de mina que tem interesse em ti. Ei! Bruno, tu deveria ligar pra Cindy! Ela já te falou na cara que quer ficar contigo.

— A Cindy é... meio rodada.

— E daí? Ela quer transar, então vai lá e mete. Se livra dessa vadia e se diverte. Tu tem o número dela, liga! Tu tem a casa pra ti. Imagina acordar com ela de manhã! — Ele assobiou no telefone. — Acho que ela tá em casa hoje de noite também, então liga pra ela.

Imaginei a Cindy com o cabelo ruivo comprido, bunda perfeita pequena e peitos empinados, e lembrei dela me dizendo: "Foda-se a Júlia, Bruno. Eu sou muito mais divertida que aquela vadia metida."

— Sabe de uma coisa, talvez eu ligue.

Desliguei sem me despedir e recostei no sofá. Não podia acreditar que a Júlia tinha feito isso comigo. Eu não tava convencido que eu e ela íamos ficar juntos pra sempre, mas não achei que ia ser parte de um rodízio.

Me sentia um porra de um perdedor. Ela provavelmente tava comendo o cérebro do Robinho agora e planejando aparecer aqui amanhã como se nada tivesse acontecido.

Considerei brevemente deixar a Júlia vir e foder ela de qualquer jeito. Eu tinha chegado tão perto da minha primeira vez. Nessa altura eu saberia que não significava nada, mas ainda seria sexo.

Não, não ia deixar ela rir de mim assim. O Jim tinha razão. A Cindy vinha dando em cima de mim desde o primeiro ano do médio. Uma ligação e ela taria a caminho. De novo, não significaria nada. A Cindy era uma patricinha festeira que só gostava de curtir. Mas diferente da Júlia, a Cindy diria na cara que só queria diversão, então não era como se eu tivesse usando ela ou sendo usado.

Usado. Quantas vezes a Sam disse isso pra mim só hoje, sem falar nos últimos seis meses? Ela tinha estado absolutamente certa. Agora eu me sentia ainda pior. Eu tinha sido babaca com ela mais cedo. Esfreguei os olhos. Pra meu desespero, senti lágrimas. Podia agir puto o quanto quisesse, mas eu tava machucado. Eu deveria ter fodidamente sabido não confiar na Júlia. Ela não era nada parecida comigo ou o resto dos meus amigos.

De certa forma, eu tinha sido igual meu pai, pensando com o pau — não com a cabeça — e agindo feito idiota só pra ficar com ela, na esperança de eventualmente conseguir alguma coisa. Eu teria conseguido alguma coisa, tá certo. Alguma coisa do Robinho. Alguma coisa de quem quer que ela tivesse ficado ontem de noite.

Limpei os olhos de novo e percebi que não tava machucado tanto quanto tava frustrado. Eu tinha cumprido minha promessa pra minha mãe, e honestamente eu tava orgulhoso de ter tentado fazer do jeito certo encontrando alguém que eu pudesse dizer que amava, alguém pra tornar especial.

Pra todo o bem que me fez.

Cometi o erro de esperar por uma garota que só tava esperando pra "me dar uma migalha" enquanto chupava todo mundo. Agora eu tava de volta à estaca zero. A ideia de conhecer alguém, namorar por um tempo e ver se era a pessoa certa tava fora de questão. Eu tava de saco cheio dessa merda. Hora de fazer o que o Jim e todos os meus outros amigos vinham fazendo nos últimos dois anos. Transar de uma vez.

Tava rolando meus contatos procurando o número da Cindy, quando pensei na Sam. Mesmo não estando com humor pra ouvir ela dizer como tava certa, eu devia um pedido de desculpas e queria tirar isso do caminho.

Na verdade, a Sam geralmente era a primeira pessoa que eu ligava quando tava puto ou chateado com qualquer coisa, e eu era aquele pra quem ela sempre vinha quando tava no mesmo barco. Odiava despejar as coisas nela. Mas como ela sempre dizia, é pra isso que servem os amigos.

Ela atendeu no segundo toque. — E aí, garanhão, que foi?

— Olha, Sam, eu...

— Tu precisa de ajuda pra limpar outro parque hoje de noite pra garantir tua trepada amanhã?

— Valeu, Sam — disse. — Não era isso que eu precisava ouvir agora.

— Desculpa, falei alto demais?

— Tu fala tudo alto demais — disse baixinho. — Mas não esquenta; não liguei pra pedir nada.

— Ei, tá tudo bem? — ela perguntou. — Tu não tá com uma voz boa.

— Não tô. Acabei de receber uma notícia ruim.

— Ah, merda! Desculpa, Bruno! Me sinto uma idiota! O que aconteceu, tu tá bem?

A preocupação sincera na voz dela me fez sentir ainda pior. Não só por mais cedo hoje, mas por duvidar que ela tava olhando por mim o tempo todo com a Júlia.

— Acho que sim. Quer dizer, não é nada tão sério, eu acho.

— O que foi?

— O Jim me ligou. Ele tá numa festa na praia em Grumari. A mesma onde a Júlia tá e...

— E o quê?

— Sam, tu tava certa. O Jim disse que a Júlia tava se esfregando em todo mundo, provocando os caras e que ela e o Robinho entraram pra dentro da casa do tio dela pra ficar.

— Puta merda! E bem na frente dele?

— É. Ela... ela até tava falando pras pessoas que ia me dar amanhã. Disse que achou que ia me dar uma migalha.

— Nossa. Isso é sacanagem, Bruno. Sinto muito mesmo.

— Tu sente? Tu avisou o tempo todo.

— Eu... acho que não sinto de um jeito porque isso seria pior se tu descobrisse depois de transar com ela, mas sinto por ti.

— Eu também sinto, Sam. Sinto por ter sido babaca hoje, e eu... tenho sido um desde que conheci ela.

— Não sente. Eu sei que tu tava envolvido com ela. Acho que tu tava mais focado em só tentar ter a primeira vez e acabou pensando mais no ato que na menina. Mas tu não me deve desculpa.

— Sim, devo. Acho que não tava convencido também e sempre que tu tocava no assunto, eu era idiota e descontava em ti.

— Ei, é pra isso que servem os amigos. Além disso, eu peguei muito no teu pé sobre isso. — Ela pausou. — Bruno, tu tá bem?

— Eu... não, Sam, não tô. Tô puto e tô pra caralho de humilhado! Ela tá lá transando e contando pras pessoas que eu sou o próximo. Tá de sacanagem?

— Isso é bem baixo. Não achei que ela fosse tão ruim assim.

— O Jim disse que ela tava bebendo e são amigas dela, então vai saber? Mas eu...

— Dói — a Sam completou. — Não te culpo.

— E tô pra caralho de frustrado! — disparei. — Eu fui certinho, Sam, fui mesmo, e amanhã era pra ser o dia!

— Eu sei, mas tu ia querer que fosse com ela e depois descobrir essa merda?

— Eu... sabe de uma coisa? Talvez eu ia querer.

— O quê?

— É, com certeza! Pelo menos se descobrisse depois eu teria transado!

— É, mas...

— E eu fiz uma promessa sobre a primeira vez. Depois que eu fizer, não preciso mais pensar nessa promessa idiota! Posso só ir me divertir de verdade como eu deveria ter feito!

— Bruno, essa promessa é uma das coisas que te fazem um cara tão legal! Tu é bem diferente do...

— Eu não quero ser! — gritei. — Não quero ser um babaca igual meu pai, mas porra, Sam, não tem nada de errado em transar! Perdi muita diversão, mas sabe de uma coisa? Chega! Eu tava de coração nisso esse fim de semana e vou conseguir!

— Opa! Bruno, tu não vai deixar a Júlia vir, vai?

— Que se foda ela! — Ri sem humor. — Não — espera — ela tá fodendo todo mundo! Não, ela não.

— Bom, mas então o que tu quer dizer que ainda vai?

— Vou ligar pra Cindy e...

— Cindy Reed? — A Sam ofegou. — Qualé, Bruno! Ela dá pra qualquer um. Pode ser a Júlia.

— Ela dá pra qualquer um. Esse é o ponto. E ela não é igual a Júlia porque ela não finge que quer outra coisa além de transar! Ela praticamente já pulou em cima de mim antes. Vou ligar pra ela quando desligar de ti e...

— Bruno, não faz isso!

— Por que caralho não? Vou conseguir o que quero. A Cindy vai conseguir o que quer. Qual é o problema?

— Tua primeira vez não deveria ser tão sem sentido, não depois de quanto tempo tu tentou fazer de um jeito certo.

— Que se foda isso! Tentei do jeito certo. Dispensei meninas que teriam transado comigo porque não achei que fossem ser sérias, e daí chego tão perto e dá errado. Esperei tempo suficiente pra manter minha promessa idiota pra minha mãe.

— Essa promessa foi legal, não idiota.

— Beleza — idiota, legal — escolhe o que tu quer. Minha mãe até soltou uma indireta que ela sabe que vou transar enquanto ela tá fora. Vou. Só não vai ser com quem ela acha que vai ser.

— Tu vai mentir pra ela?

— Não acho que ela vai perguntar de verdade, Sam. A mãe não quer saber dos detalhes. Vou contar pra ela semana que vem que a Júlia tava me traindo, daí vou seguir em frente e ela não vai ligar se eu começar a sair com outras.

— É isso que tu quer fazer, Bruno? Ir de menina em menina igual teu pai?

— Não vem com essa comigo, Sam! Não sou meu pai! Ele usava mulheres. Não vou usar ninguém. Só vou ficar com meninas que querem ficar.

— Bruno, por favor pensa antes. O verão tá chegando e tu vai tá muito na praia, e a gente começa a UERJ em setembro. Vai conhecer um monte de meninas novas e...

— Eu não vou esperar! — gritei. — Não vou esperar pra conhecer alguém, daí namorar até ver como me sinto. Isso pode levar meses! Que se foda isso!

— Bruno, por favor se acalma. Não precisa gritar comigo.

— Eu... desculpa, Sam. Não tô puto contigo, mas tô puto, e pior, me sinto um idiota, e não tem razão pra me privar de me divertir. Desculpa se te decepciono e o que tu quer pra mim.

— Eu... não tô decepcionada com a Júlia — ela disse baixinho. — E não tô decepcionada contigo por ter esperado. Tô orgulhosa de ti. Honestamente, Bruno, tô chateada comigo mesma por não ter esperado pelo cara certo.

— E podia ainda tá esperando. Pelo menos tu se divertiu e sabe como é. Além disso, tu ficava lá às vezes e me contava como o Diego era bom a ponto de eu mandar tu parar porque tava me irritando.

— Bom, todos os caras falavam das namoradas. Por que eu não deveria? — Daí ela perguntou: — Por que te incomodava?

— Porque eu não tava comendo ninguém! Tu agia como se nunca ligasse e nunca tentava impressionar um cara e tu tava transando! De qualquer jeito, liguei pra dizer que tava arrependido e te contar o que aconteceu e que tu tava certa. Agora vou ligar pra Cindy e ver...

— Bruno, por favor não faz isso! Por favor?

Ela soava mais chateada que eu, e com um suspiro perguntei:

— Sam, por que caralho tu se importa? Tu se importou que fosse a Júlia e agora eu entendo por quê, mas a Cindy não vai partir meu coração. Eu sei o que vou conseguir, e é ser comido.

— Bruno, a gente é amigo, né?

— Tu é minha melhor amiga, Sam. Tu sabe disso. Por isso que liguei. Eu... precisava desabafar e contar pra alguém o que aconteceu.

— Fico feliz que tu fez isso. Agora vou te pedir um favor.

— Não vou esperar, Sam! — Balancei a cabeça como se ela pudesse ver. — De jeito nenhum.

— Bruno, tu tá puto, machucado e frustrado. Tu não quer fazer assim.

— Eu...

— Deixa eu terminar. São só nove horas e é sábado de noite. Nenhum de nós tem que trabalhar amanhã, então que tal eu ir aí e ficar um tempo?

— Sam, sem ofensa, mas tu não é a menina que eu tô procurando passar a noite.

— Eu... eu sei disso. Tu deixou claro que eu não sou essa menina. — Ela soou magoada, mas continuou. — Como eu disse, hoje de noite tu tá puto, e deveria pelo menos se acalmar. Então que tal isso? Eu vou aí e no caminho pego pipoca e uns filmes de terror trash. A gente só fica na boa e dá risada.

— Sam...

— Prometo sem "eu te avisei", sem "tu deveria ter sabido", e prometo que não vou tentar te convencer a não ligar pra Cindy.

— Não vai? Não sei se acredito nisso.

— Prometo. Se tu quiser falar sobre isso, a gente fala. Se não, só eu e tu comendo pipoca e inventando diálogo pros filmes ruins. Igual a gente fazia antes de tu começar a namorar a Júlia.

— É, mas...

— E amanhã, quando tu se acalmar, se ainda quiser ligar pra Cindy, então vai em frente. Mas tô te pedindo pra pelo menos tirar uma noite pra pensar, e vou te fazer companhia pra tu não ficar remoendo. Que tal?

— Eu... não sei, Sam.

— Por favor, Bruno? Considera um favor pra mim.

Fechei os olhos e pensei sobre isso.

Ela tinha razão que agora eu tava puto. Se eu chamasse a Cindy, podia não ser tão divertido quanto deveria. Eu tinha esperado tanto tempo. Mais uma noite não faria diferença. Depois de dar tanta bola pra Júlia nos últimos seis meses, eu devia alguma coisa pra Sam.

— Beleza. Tu tem razão. Provavelmente tô melhor com uma amiga que com uma vadia agora. — Ri. — Pena que não consigo achar uma vadia amiga!

— É, pena. Acho que vai ter que se contentar comigo.

— Não tô me contentando — falei, me sentindo muito mais calmo. — Prefiro passar tempo contigo agora de qualquer jeito, Sam. Tu nunca me decepcionou e agradeço tu vir aqui.

— Isso... isso significa muito, Bruno. Mais do que tu imagina. Tu me ajudou tanto quanto eu te ajudei, sabia?

— É pra isso que servem os amigos, né? — Ri.

— Isso mesmo, Bruno. Bons amigos fazem qualquer coisa um pelo outro. Chego aí em uma hora.

****

>> CONTINUA…

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Comentários

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Vamos ver o que essa noite reserva para a dupla de amigos, espero que pelo menos comecem a se acertar, tem alguma coisa me fazendo intuir que as transas da Sam são uma falácia.

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Que ele foi traído já foi confirmado, será que vai rolar uma coisa especial com a amiga fiel?

Se bem que, sabendo que a namorada é uma traidora,ele podia deixar ela atuar,e na hora da (migalha),ele pegar ela de jeito,fazer um sexo bruto com ela, com bastante raiva e depois jogar na cara dela que sabe que ela é uma puta traidora e desmanchar o namoro com ela.

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Bicho... Vou nem colocar o fato da Sam já ser melhor que a outra. A mulher tá na praia, com um ex e vai fazer um luau. O amigo é corno e tá esperando laudo...

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Amigo apenas fiz umas edições nos diálogos e acrescentei algumas coisas na parte 1 e 2! Se quiserem ler a parte 3 com imersão total sugiro reler ambas as partes que citei (1 e 2). Desculpem e obrigada!

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Caraca , que dialogo de prender a respiração.

A Sam é maravilhosa , gosta e ama o amigo .

O problema que o amigo esta pensando com a cabeça de baixo e nao esta vendo a namorada manipulando

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Amigo apenas fiz umas edições nos diálogos e acrescentei algumas coisas na parte 1 e 2! Se quiserem ler a parte 3 com imersão total sugiro reler ambas as partes que citei (1 e 2). Desculpem e obrigada! Bjss

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