O Pastor Valdomiro era um monumento de santidade. Cabelos grisalhos impecavelmente penteados, ternos escuros que nunca amassavam, voz grave que recitava versículos com uma convicção que fazia as senhoras suspirarem e os homens se encherem de respeito. Aos domingos, sua pregação sobre a santidade do casamento e a fidelidade era tão ardente que mais de um marido traído na plateia baixava os olhos, tomado por uma culpa inconsciente.
Mas o Pastor Valdomiro guardava um segredo. Ou melhor, vários. Em um cofre escondido atrás de uma falsa parede em seu estudo, ele não guardava dinheiro, mas troféus: fotos íntimas, brincos esquecidos, meias-calças rasgadas. Todas de mulheres casadas de sua congregação. Ele era um gourmet do pecado, um colecionador de suspiros roubados. E seu instrumento, um segredo ainda maior, era uma herança de família que ele atribuía à graça divina: trinta centímetros de pura, densa carne, que ele chamava, em seus pensamentos mais íntimos, de "o Cajado do Senhor".
Larissa era seu mais novo desafio. Tinha 22 anos, casada havia oito meses com Bruno, um irmão dedicado, simples, que trabalhava como motorista de caminhão e fazia viagens longas. Larissa era um botão de rosa num vaso de plástico, cheia de uma energia que a rotina da igreja e a solidão não conseguiam drenar. Pastor Valdomiro a observava. Via a inquietação nela, o brilho um pouco opaco no olhar quando cantava hinos. Começou com gentilezas pastorais. "Irmã Larissa, como vai o coração? Sinto que o Senhor tem um propósito grande para você." Ofereceu-se para estudos bíblicos em sua casa, "para fortalecer o lar do irmão Bruno, que se ausenta tanto".
A primeira visita foi impecável. Bíblia aberta, chá de camomila. A segunda, ele deixou escapar uma história sobre "tentações da carne" e viu o rubor subir pelo pescoço de Larissa. Na terceira, num dia abafado, ele chegou quando ela vestia apenas um shorts e uma camiseta leve. O estudo foi sobre a fragilidade humana. Ele se levantou para ir ao banheiro e, ao passar, "acidentalmente" roçou seu braço no dela. O choque foi físico. Ela recuou, mas seus olhos não se afastaram dos dele.
"Pastor... eu... tenho me sentido tão sozinha", ela confessou, lágrimas nos olhos.
"O Senhor vê sua solidão, minha filha", ele disse, aproximando-se. Sua mão, grande e pesada, pousou sobre a nuca dela. "Às vezes, Deus usa vasos inesperados para trazer consolo."
O beijo foi uma conquista lenta, uma profanação calculada. Ele a saboreou, sentindo-a vacilar entre o pavor e um deseho antigo e adormecido. Levou-a para o quarto, o quarto que ela dividia com Bruno, e ali, sob o crucifixo na parede, Pastor Valdomiro desembainhou seu "Cajado". Larissa ficou paralisada, não pelo medo, mas pela pura, animal estupefação. Ele a dominou com uma experiência devastadora, uma mistura de palavras suaves e uma fúria carnal que a fez gemer em gritos abafados no travesseiro do marido. Ele conhecia cada ponto, cada curva, como um maestro que já havia regido muitas orquestras semelhantes. Larissa, em uma hora, viciou-se. O remorso veio depois, agudo e cortante, mas apagado pela memória do êxtase.
Assim nasceu o ritual. Bruno viajava. Pastor Valdomiro aparecia para "cuidar das coisas, dar uma bênção na casa". A porta se fechava e a santidade se desfazia. Ele a comia no sofá da sala, na cozinha contra a pia, no banheiro ainda úmido do banho dela. Uma vez, ele a fez atender o telefone de Bruno enquanto ele a possuía por trás, e ela precisou cobrir a boca para não soltar um gemido no ouvido do marado.
As outras, suas "ovelhas especiais", ele mantinha em rotação cuidadosa, sempre com histórias de retiros espirituais ou visitas a enfermos. Eram mulheres de meia-idade, ávidas por uma centelha de fogo, todas viciadas na intensidade brutal e na sensação proibida que só o "santo homem" podia lhes dar.
Larissa, porém, era a predileta. A juventude, a entrega, o risco extra de ser a mulher de um irmão tão presente na igreja, excitava-o como nada. Ele frequentava a casa do casal até quando Bruno estava. Jantavam juntos, o pastor sábio e paternal, dando conselhos matrimoniais, colocando a mão no ombro de Bruno com solidariedade masculina. E sob a mesa, descalço, seu pé subia pela perna de Larissa, que corava e balbuciava, enquanto seu coração batia acelerado. Bruno ria, agradecido por ter um pastor tão presente e atencioso.
Numa dessas noites, após o jantar, Bruno foi ao mercado comprar cervejas para o pastor. Mal a porta se fechou, Valdomiro puxou Larissa para o chão da cozinha, levantou seu vestido e a tomou com uma ferocidade silenciosa e rápida. Ela mordeu o próprio pulso para não gritar. Quando terminaram, ela arrumou as roupas a tempo de ouvir a chave girar na fechadura. Bruno entrou sorrindo, com as cervejas geladas.
"O pastor parece cansado hoje", comentou Bruno, servindo a bebida.
"A obra do Senhor não cansa, meu filho, apenas nos esgota para depois nos preencher", respondeu Valdomiro, com um sorriso sereno, enquanto sob a mesa seu pé encontrava novamente o tornozelo de Larissa, que bebia sua água com mãos trêmulas.
Enquanto dirigia para casa, Pastor Valdomiro sentia a paz dos justos. O Jardim do Éden era uma metáfora, ele pensava. O verdadeiro paraíso era um jardim secreto, regado com o suor do pecado alheio, onde ele, o pastor, era a única serpente necessária — e todas as Eva do seu pequeno mundo estavam mais do que dispostas a morder o fruto que ele lhes oferecia, repetidas vezes, sem jamais saciar sua fome.
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