As paredes do hotel corporativo eram da cor exata de nada—um bege-acinzentado fraco que vibrava em algum lugar entre poeira e drywall, como se a única inspiração do designer fosse "não cadeia, mas não muito caseiro também". Tava aqui há dois dias, e o cheiro fraco de Febreze, comida de máquina de venda, e cem caras como eu que viviam de malas de mão tava tão grosso que eu tava convencido que ia ficar no meu cabelo por semanas.
Era a terceira noite do meu exílio no interior e a única coisa que diferenciava esse quarto de hotel de uma cela de prisão era a fita de LED embaixo da cabeceira e uma tela plana com um daqueles canais de boas-vindas faux-local.
Me joguei no colchão, sapatos e tudo, e liguei meu celular. Tinha três mensagens não lidas da Manda, duas do meu chefe Alex, e uma da recepção me lembrando que "sua chamada de despertar agendada é para 5:30am."
As da Manda eram todas com data dos últimos trinta minutos:
manda: quantos dias faltam?
manda: você disse quatro. então mais dois? ou hoje já é um dos dias.
manda: também o vento e chuva aqui são uma bosta. sinto sua falta.
Encarei o cursor piscando, cérebro dividido entre "ela só tá sendo irritante" e "ela tá sendo vulnerável de verdade". A última vez que saí por mais de um dia, ela mandou mensagem talvez uma vez pra perguntar se eu podia trazer lanches legais do 7-Eleven pra casa.
Respondi: ainda dois dias, incluindo hoje. saio super cedo quinta então tô basicamente em casa em tipo, 36 horas.
A resposta dela foi instantânea, como se tivesse encarando o celular o tempo todo:
manda: então basicamente um ano, legal legal
Sorri, o que me fez sentir como um idiota real, mas não liguei. Era tão óbvio agora quanto eu queria a atenção dela que nem tentei esconder. Disparei uma resposta:
eu: não percebi que você ia sentir TANTA falta assim. quer que eu pegue umas capas de chuva ou você quer continuar sofrendo.
manda: quero tempo de irmãos. tô morrendo aqui.
Essa era a nova piada dela: chamar de "tempo de irmãos" como se fosse alguma tradição sagrada, em vez do que realmente era. Tinha rido a primeira vez que ela disse, mas agora sempre que lia, meu pau ia a meio mastro por reflexo. Tentei pensar numa resposta esperta, mas então meu celular vibrou com outra mensagem dela:
manda: também tenho uma surpresa pra você, checa seu snap.
Abri o Snapchat, me preparando pra um meme ou uma foto de cachorro comendo sapatos de novo. Em vez disso, era uma selfie de espelho da Manda: curvada sobre a cama dela, rosto virado, uma bagunça de cabelo cacheado caindo pra um lado. Ela não vestia nada além de um par de shortinhos de renda preta—sem sutiã, sem camisa, só costas nuas e uma curva perfeita de bunda. A foto tava cortada nos joelhos, mas a implicação era clara.
Um segundo depois, outro snap entrou. Dessa vez, era uma selfie de rosto completa: Manda, língua pra fora, dois dedos num sinal de paz, a alça da calcinha enganchada no polegar. A legenda lia: "sente falta de mim ainda?"
Era tão exagerado, tão obviamente feito pra me fazer entrar em combustão, que quase explodi de rir. Em vez disso, espalmei meu pau através do jeans, sentindo endurecer rápido, e mandei uma resposta:
eu: você parece insana. também, sim. muito.
Ela me deixou no lido por um minuto inteiro, depois mandou de volta: espero que você tenha tempo pra uma chamada mais tarde, temos que fazer tempo de irmãos virtual. é uma emergência.
Quase conseguia ouvir a voz dela na minha cabeça, aquele tom seco de "tô tirando sarro de você mas também não tô" que ela usava quando queria me provocar. Por uma fração de segundo, me perguntei se ela tava me zoando, mas então pensei no jeito que ela tinha parecido naqueles snaps—o jeito muito deliberado que ela posou, a confiança daquilo—e soube que ela tava mortalmente séria.
Senti meu celular vibrar de novo. Dessa vez era o Alex, meu chefe, perguntando se eu tava pronto pro jantar.
Alex (19:41): Churrascaria é do outro lado da rua. De boa encontrar em 10?
Mandei de volta: sim, só terminando email. vejo você lá.
Então voltei pra mensagem da Manda, porque obviamente.
eu: tenho um jantar de trabalho com Alex e Jean. provavelmente drinks depois. mas te ligo assim que tiver de volta no hotel.
manda: é bom mesmo. ou vou achar outra pessoa pra fazer tempo de irmãos. (brincadeira)
Ela seguiu com um emoji de sorrisinho. Rolei pra cima pra foto da bunda dela de novo, me deixei curtir o arrepio estranho e perigoso daquilo, depois levantei pra trocar de roupa pro jantar.
Encarei o espelho do hotel, camisa meio abotoada, e tentei me imaginar como qualquer um que não fosse o cara que passava as noites fazendo sexting com a irmã mais nova e os dias arrumando Outlook pra vendedores de seguro que preferiam morrer a aprender o sistema novo. Parecia cansado, pálido, o tipo de cara que você escalaria pra interpretar um "antes" num comercial de academia.
Considerei mandar um snap pra Manda de mim numa camisa social, só pra ver se ela ia tirar sarro de mim ou me chamar de gostoso, mas isso pareceu desesperado. Em vez disso, fiquei com o que funcionava:
eu: não começa sem mim.
Ela respondeu: você sabe que não consigo terminar sem você, otário
Guardei o celular no bolso, sorrindo como um idiota, depois saí pela porta. O corredor cheirava a limpador de carpete industrial e tristeza. Mas por baixo disso, nos cantos afiados do meu cérebro, ainda conseguia cheirar o hidratante da Manda, o eco do último sussurro dela "boa noite, Bruno," o jeito que a bunda dela parecia quando se esfregava contra mim, o jeito que ela sempre dizia meu nome quando tava prestes a gozar.
Eram só mais duas noites. Não sabia se conseguia aguentar.
Mas também não podia esperar ela tentar me quebrar.
Só tem um tipo de restaurante num raio de três quilômetros de qualquer aeroporto regional, e a opção de hoje era uma ameaça tripla: anexo a um Pub, "Old School" no nome, e com um bar tão grande que era basicamente um santuário pro alcoolismo. Segui o som de vidros e facas de carne pra uma cabine no fundo, onde Alex e Jean já tavam quatro cervejas dentro e beliscando uma "torre de aperitivos" que era só anéis de cebola, coquetel de camarão, e algum tipo de bola de queijo.
Alex me acenou, o que significava que a conversa tava prestes a ficar vinte por cento mais performática. Ele usava um blazer esporte sobre uma camiseta e tinha a postura de um cara que achava que todo quarto era uma entrevista de emprego. Jean, ficando careca e construído como se fizesse supino com armários de arquivo por diversão, só acenou e continuou mastigando.
"Você conseguiu!" Alex disse, me servindo um copo antes mesmo de eu sentar. "Como tá o quarto? Não muito assassino?"
"Tá ok," disse, e tentei não soar como se preferisse estar em casa.
Jean grunhiu, limpou a boca. "Última vez que fiquei aqui, peguei uma erupção dos lençóis. Espero que tenha trazido sua própria fronha, garoto."
Não trouxe, mas não ia admitir isso.
Alex pulou. "Você viu a academia? O lugar é tipo, duas máquinas Bowflex e uma prateleira de toalhas. É isso. Eles até têm uma placa que diz 'Limpe Após Cada Uso' com um germe de desenho animado." Ele olhou pra mim, sobrancelhas pra cima. "Você ainda malhando, ou o estilo de vida corporativo reivindicou outra vítima?"
Dei de ombros. "Tento ir na academia. É isso ou virar um daqueles caras que precisa de bengala aos 40."
Jean riu. "Tarde demais pra mim. A última vez que fiz um agachamento, meu joelho fez um som tipo pipoca de microondas."
A garçonete apareceu, toda dentes e bronzeado falso, pronta pra pegar nosso pedido. Alex fez a coisa onde tentou fazer uma piada sobre cada item do menu, depois perguntou se podíamos "pegar o porterhouse mal passado o suficiente pra andar de volta pra cozinha sozinho." Ela sorriu, nem um pouco divertida, depois pegou o pedido e saiu.
Uma vez que estávamos sozinhos, Alex se inclinou. "Então, Bruno, como você tá gostando do trampo novo? Não muito show de merda, espero."
Tava prestes a responder quando Jean cortou. "Ei, você é solteiro, né? Sem esposa, sem filhos?"
Acenei, já sentindo a direção que isso tava indo.
Ele olhou pro Alex, depois de volta pra mim. "Aproveita, cara. Tô falando sério. Esses são seus anos no auge. Você NÃO quer acabar como nós."
Alex sorriu, mas foi forçado. "Ei, tô vivendo o sonho, parceiro. Família, casa, o pacote completo. Só, sabe, talvez tenha sua diversão enquanto você é jovem."
Bebi minha cerveja, acenei junto. Continuei esperando pelo momento onde a conversa mudaria de "cervejas com os garotos" pra "o que você realmente faz da sua vida," mas nunca realmente fez. Eles só trocaram histórias de guerra sobre projetos passados, chefes antigos, a vez que o Jean acidentalmente começou um pequeno incêndio numa sala de servidor, e como o Alex uma vez teve que tirar um time inteiro de um desastre de clube de strip durante uma conferência.
Chequei meu celular debaixo da mesa. A Manda não tinha mandado mensagem desde o último "é bom você me ligar." A falta de notificação fez minha pele coçar.
Alex me pegou olhando. "Tem alguém especial em casa?" ele perguntou, num tom que era ou sincero ou um teste de RH.
Menti. "Não realmente. Só coisa de família."
"Esperto," Jean disse. "Você mantém simples, mantém sua sanidade." Então ele apontou a faca pra mim, como se pra sublinhar o ponto.
O jantar se arrastou, a carne tava ok, a cerveja nunca parou de fluir, e quando chegamos na segunda rodada de "cara, vamos só tomar shots," meu cérebro já tava girando na frente pra chamada de vídeo com a Manda. Imaginei ela na cama dela, pernas pra cima, shortinho preto, esperando. Era honestamente difícil pensar em qualquer outra coisa.
Depois do segundo uísque, pedi arrego. "Ei, quero ir na academia de manhã. Preciso capotar. Não quero aparecer de olhos mortos pro cliente."
Alex pareceu aliviado. "Idem, cara. Tô acabado."
Jean piscou, mas não seguiu. "Vou ver se consigo bater meu recorde pessoal no coquetel de camarão antes de fecharem o bar."
Apertamos as mãos, fizemos o "te vejo às 9, ou o que for, sem pressa," e andei de volta pro hotel, meio bêbado e faminto por algo que não fosse bife.
No quarto, o silêncio era estranhamente intenso. Tirei a camisa de botão, chutei os sapatos, e disparei uma mensagem pra Manda:
eu: sobrevivi ao jantar. vou tomar banho e depois te ligo.
Ela respondeu instantaneamente: não se vista depois. instruções claras.
Bufei, abri a geladeira do hotel, e peguei uma das garrafinhas de vidro de água. Me deixei imaginar a Manda, esticada e nua, esperando minha ligação. Queria tanto que minhas mãos tremiam.
Coloquei o celular na mesa de cabeceira, pluguei, e liguei o chuveiro. O som da água era a única coisa mais alta que meu batimento cardíaco.
Dois minutos dentro, meu celular vibrou de novo. Manda, dessa vez uma foto: o rosto dela, meio na sombra, cabelo bagunçado, com uma legenda que só dizia: "pronta quando vc tiver."
Alex e Jean tavam totalmente errados. A diversão real não tava lá fora. Tava bem aqui, no pequeno mundo secreto que tínhamos construído. E eu pegaria isso sobre mil jantares de bife qualquer dia.
Alinhei meu celular na mesa de cabeceira pra câmera ficar angulada bem certo: não tão baixa que mostrasse meus pés, não tão alta que fizesse minha cabeça parecer um dedão. A iluminação do hotel me fazia parecer que tinha icterícia, mas a Manda uma vez disse que gostava do jeito que fazia minha pele parecer "nível golden retriever," então deixei a luminária de mesa ligada, só pra ela.
Me chequei no espelho—cabelo ainda úmido do banho, peito rosa da depilada-e-esfoliada de última hora que fiz pra me livrar de qualquer cheiro de alho pós-jantar. Até passei um pouquinho minúsculo de colônia, o tipo que a mãe me deu no Natal e que a Manda sempre disse que cheirava a "matemática de menino, mas gostoso."
Meu celular vibrou com uma nova mensagem:
manda: última chance de fazer certo, perdedor. se você ligar com roupa, tô desligando.
Considerei mandar uma foto minha no casaco de inverno completo e botas que usei pro jantar, mas decidi guardar essa piada pra quando precisasse fazê-la rir mais tarde. Em vez disso, fiquei pelado, exceto pela toalha na cintura. Até encenei um pouco, sentando de pernas cruzadas na cama com as cobertas bem assim, como se tivesse em algum tipo de audição de OnlyFans de nível médio.
Apertei Facetime. A tela carregou por meio segundo antes do rosto da Manda preencher, queixo apoiado num ninho de cobertores. Ela olhou pra cima pra mim e imediatamente fez uma careta.
"Você tá usando toalha. Isso é tecnicamente roupa," ela disse, mas já tava sorrindo.
"Tem que ir devagar," disse. "Não quero estourar minha carga nos primeiros trinta segundos."
Manda bufou, depois se reposicionou de modo que o celular apoiasse nos joelhos. Ela estava, fiel à palavra, inteiramente nua, lençóis puxados pra cima apenas como sugestão. Conseguia ver a curva da clavícula, as sombras fracas dos peitos, o rosa das bochechas, e o emaranhado selvagem de cabelo que dizia que ela tinha acabado de sair do banho também.
Ela fez um show de me inspecionar pela tela. "Você se depilou," ela disse, voz partes iguais impressionada e predatória.
"Gosto de parecer bem pros meus fãs," disse. "E você é a única inscrita, então ganha todas as vantagens."
Ela revirou os olhos, mas o sorriso ficou. "Vamos ver, então. Fora com a toalha, bobão."
Considerei fazê-la implorar, mas eu era quem tava meio-duro desde a primeira mensagem dela, então deixei a toalha cair. O ar bateu no meu pau e ele imediatamente saltou pra atenção, o que ela notou, claro.
"Uau," ela disse. "Sentiu minha falta, ou você é só fácil assim?"
"Por que não os dois?" respondi.
Ela se mexeu na cama, deixando as cobertas escorregarem um pouco. Peguei um flash de mamilo, escuro e rígido, depois ela puxou o cobertor pra cima de novo, só pra mexer comigo.
Nos encaramos por um segundo, ambos esperando o outro fazer o primeiro movimento.
Finalmente, disse, "Então, qual a emergência? Você disse que tinha uma crise."
Manda mordeu o lábio. "Só queria ver se você realmente me ligaria pelado."
Deixei isso assentar por um momento. "Te assusta? O quão fácil isso é, quero dizer?"
Ela balançou a cabeça, cabelo caindo pra frente. "Nop. Você?"
Dei de ombros. "Penso em você o tempo todo. Quer dizer, o tempo todo. Não é normal."
Ela sorriu, depois lentamente deixou as cobertas caírem. Ela tava iluminada apenas pelas luzes de fada penduradas no teto, mas o efeito era perfeito. Ela se esticou, mãos atrás da cabeça, e só me observou por um segundo.
"Quer que eu faça a coisa que você gosta?" ela perguntou, sobrancelhas levantadas.
Não tive que dizer sim. Ela deslizou a mão pra cima, dedos beliscando o mamilo esquerdo, torcendo em círculos preguiçosos. A outra mão vagou pra baixo, fora de vista, mas conseguia ver a respiração dela mudar, peito subindo e descendo em gaguejos pequenos. Ela fez questão de me observar observando ela, olhos travados, lábios partidos.
Deixei minha própria mão vagar pro meu pau, acariciando devagar, combinando com o ritmo dela.
"Me diz o que você tá pensando," ela disse, voz baixa.
Engoli. "Tô pensando em quanto quero estar em casa. Como quero te chupar até você chorar. Como quero te foder tão forte que a estrutura da cama racha."
Ela riu, um latido pequeno e afiado. "Deus, você é tão pervertido."
"Você começou," disse, pegando velocidade.
Ela rolou de lado, se apoiando num cotovelo. O cabelo caiu pra frente, escondendo o rosto por um segundo, e quando empurrou pra trás, parecia completamente feral. Ela mordeu o lábio inferior, depois beliscou os dois mamilos de uma vez, forte o suficiente pra fazê-la arfar.
Ela deixou a mão vagar mais baixo, de volta entre as pernas. Conseguia ouvir—o som molhado, escorregadio dela esfregando a buceta, nem tentando ser sutil.
Ela sussurrou, "Me mostra. Quero ver tudo."
Angulei o celular pra ela ter uma visão perfeita: meu pau, duro e vazando, mão se movendo em movimentos lentos. Foquei no rosto dela, o jeito que o maxilar apertava, o rubor que rastejava descendo o peito e através dos peitos.
Ela começou a falar, rápido e sem fôlego, como se não pudesse segurar. "Quando você chegar em casa, quero que me foda na escada. Quero que me foda no chuveiro. Quero que goze na minha boca e depois me beije. Quero tanto, Bruno."
As palavras dela fizeram meu corpo todo tensionar. Acelerei, combinando com o ritmo dela.
Ela gemeu, um barulho baixo, animal, depois enterrou o rosto no travesseiro por um segundo antes de pular de volta.
"Você vai gozar?" ela perguntou, olhos selvagens.
"Só se você for primeiro," disse, porque ainda era aquele cara, sempre tentando fazer ela terminar primeiro.
Ela soltou um som agudo, lamentoso, depois pressionou dois dedos dentro de si mesma. O corpo todo arqueou, dedos do pé enrolando, cabelo uma bagunça.
Ela disse meu nome—só "Bruno," mas me acertou como um caminhão.
Observei ela se desfazer, olhos apertados fechados, lábios partidos, respiração irregular. Queria alcançar através da tela e segurá-la, foder ela, fazer todas as coisas que prometemos. Em vez disso, desacelerei, só pra não terminar cedo demais.
Ela desceu devagar, corpo tremendo. Quando finalmente abriu os olhos, olhou pra mim com aquele sorriso preguiçoso e satisfeito.
"Te amo," ela disse, e foi tão honesto, tão cru, que quase perdi ali mesmo.
"Também te amo," disse, e foi a coisa mais fácil do mundo.
Ela se apoiou, cabelo um desastre, e me observou.
"Ok," ela disse. "Agora você pode terminar."
Fui pra cima, rápido e bruto, pensando apenas nela—a voz dela, o corpo, o olhar no rosto quando fiz ela gozar. Gemi, tentando manter quieto, mas sabia que ela ouvia cada segundo.
Quando acabou, só colapsei na cama, celular ainda na mão, encarando o teto como se tivesse corrido uma maratona.
A Manda ainda tava observando. "Boa," ela disse, depois riu. "Fez uma bagunça, não fez?"
Limpei a mão na borda da toalha, dei de ombros. "Risco ocupacional."
Ela bocejou, o tipo de som sonolento e feliz que me fazia querer dirigir pra casa no meio da noite só pra vê-la. "Pode me ligar amanhã antes de sair? Mesmo se for, tipo, seis da manhã?"
"Sim," disse. "Te ligo primeira coisa."
Ela sorriu, suave e pequeno. "Boa noite, Bruno."
"Boa noite, Manda."
Desligamos, mas continuei encarando a tela preta. Por um longo tempo, só fiquei ali, ouvindo o zum do frigobar.
Chequei meu celular mais uma vez antes de dormir. Uma nova mensagem da Manda:
manda: eu ganho. te vejo em breve, bobão.
Sorri, fechei os olhos, e apaguei, já contando as horas até poder tocá-la de novo.