Eduarda Romero - Capítulo 14 - O Começo da Queda

Da série Eduarda Romero
Um conto erótico de Dudinha
Categoria: Heterossexual
Contém 9080 palavras
Data: 30/01/2026 18:37:41

Eu havia me prometido ser uma esposa melhor. Tudo estava indo bem, sabe? Roman e eu, vivendo aquela rotina confortável em nossa casa ampla e moderna, com as refeições quentes que eu preparava com carinho, as noites em que nos perdíamos em conversas leves ou em toques suaves que reacendiam a chama. Eu me sentia no controle, finalmente alinhada com o que esperava de mim mesma: uma mulher dedicada, serena, que construía um lar sólido. Meu peito se enchia de uma satisfação quieta, como se cada dia fosse uma vitória sobre as sombras do passado.

Até que veio aquele dia banal, como tantos outros. O sol se filtrava pelas cortinas da sala, e eu arrumava a mesa para o jantar quando Roman chegou, o rosto marcado por uma urgência que não era comum nele. Ele largou a pasta no sofá, afrouxou a gravata e me puxou para perto, como se precisasse de âncora.

Roman - Amor, preciso te contar uma coisa.

Disse ele, a voz baixa, os olhos fixos nos meus com aquela intensidade que sempre me desarma.

Roman - Meu irmão, Rodson... ele se separou. A mulher dele acabou com tudo de uma vez. Está precisando de um lugar pra ficar por um tempo. Uns meses, talvez. O que acha de ele vir pra cá?

Meu coração deu um salto sutil, um daqueles que a gente sente antes mesmo de entender por quê. Rodson. Eu o conhecia de festas de família, um homem de presença imponente, corpo largo e olhos que pareciam carregar histórias não contadas. Divorciado agora, vulnerável de um jeito que não combinava com a imagem confiante que eu tinha dele. Olhei para Roman, sentindo o peso daquela decisão se instalando devagar em mim, como uma brisa que anuncia a tempestade.

Como uma boa esposa, sorri para Roman, apertando sua mão com firmeza e afeto.

Eduarda - Claro, amor. Ele é da família. Pode vir pra cá, quantos meses precisar. Estou de boa com isso.

Ele me abraçou, murmurando um “obrigado” rouco, aliviado, e seguiu para o banho, deixando-me ali na sala com o eco das minhas palavras. Mas por dentro... por dentro, uma tempestade silenciosa se formava. Eu, que havia me afastado tanto de homens — olhares trocados em festas, conversas casuais que podiam virar faíscas — tudo para blindar meu compromisso com Roman, para provar a mim mesma que era capaz de lealdade absoluta. E agora? Um homem que não é Roman estaria aqui, sob o mesmo teto, dividindo o ar que eu respirava, os corredores que eu percorria sozinha durante o dia. Meu pulso acelerou só de imaginar: portas entreabertas, silêncios compartilhados na cozinha, o peso de uma presença masculina que não era a dele invadindo nosso santuário. Senti um calor subir pelo pescoço, uma mistura de pavor e algo mais perigoso, mais primal, que me fez morder o lábio e desviar o olhar para a janela escurecida. Como eu lidaria com isso sem trair a promessa que fizera a mim mesma?

Tentei não pensar muito sobre isso, empurrando os pensamentos para o fundo da mente como se fossem poeira sob o tapete. Foquei no jantar, no cheiro reconfortante do arroz cozinhando, no som da TV baixa ao fundo — qualquer coisa para ancorar-me na normalidade. Roman saiu do banho enrolado na toalha, o corpo ainda úmido e cheirando a sabonete fresco, e parou na porta da cozinha, secando os cabelos com uma mão. — Vou buscar o Rodson agora. Ele está no hotel, com as malas. — Sua voz era prática, decidida, como se aquilo resolvesse tudo.

Meu coração deu um pulo, mas me recompus rápido, virando-me com um sorriso sereno.

Eduarda - Me leva junto? Quero ajudar a receber ele direito.

Ele hesitou por um segundo, os olhos me avaliando, mas assentiu, vestindo-se depressa. Enquanto eu pegava as chaves e a bolsa, uma onda de ansiedade me invadiu — ver Rodson agora, pessoalmente, com o peso da notícia fresca. Seria como abrir uma porta que eu não sabia se queria atravessar. No carro, o silêncio entre nós era confortável para Roman, mas para mim, carregado de perguntas que eu engolia a cada quilômetro.

Chegamos ao hotel sob a luz amarelada dos postes, o ar da noite úmido e pesado como um presságio. Roman estacionou e eu desci atrás dele, ajustando a blusa com as mãos ligeiramente trêmulas. Na entrada, iluminados pelo neon piscante da portaria, não estava apenas Rodson — com sua silhueta imponente, barriga proeminente esticando a camisa, postura relaxada mas olhos afiados que varriam o estacionamento. Ao lado dele, um rapaz slim, de pele morena e estilo urbano, boné virado para trás e sorriso irreverente nos lábios: Mauro, o filho dele, meu sobrinho por afinidade.

Roman avançou primeiro, apertando a mão do irmão com um tapa nas costas firme.

Roman - Mano, que bom te ver. Vamos nessa.

Rodson riu baixo, um som grave que vibrou no peito largo.

Rodson - Valeu, irmão. Essa é a salvação.

Seu olhar passou por mim, demorando um instante a mais, um reconhecimento silencioso que me fez corar internamente.

Eu me aproximei, forçando naturalidade.

Eduarda - Oi, Rodson. Seja bem-vindo. E oi, Mauro! Faz tempo que não te vejo.

Apertei a mão de Rodson — grande, calejada, quente demais contra a minha —, sentindo um choque sutil percorrer meus dedos. Mauro me puxou para um abraço rápido, cheirando a colônia jovem e cigarro distante.

Mauro - Tia Duda, beleza? Salvando o dia de novo, hein?

Seu tom era leve, provocador, mas havia uma curiosidade nos olhos castanhos que me deixou desconfortável. Dois homens agora, não um. O espaço da nossa casa de repente pareceu menor, mais carregado de possibilidades que eu não ousava nomear. Ajudei com as malas, o coração martelando devagar enquanto seguíamos para o carro.

No estacionamento, com as malas no porta-malas, Roman trancou o carro e gesticulou para o banco da frente.

Roman - Rodson, vai na frente. Tem mais espaço pro teu tamanho, irmão. Eduarda, tudo bem pra você?

Sua voz era casual, mas eu sentia o peso da decisão pairando. Olhei para o banco de trás, onde Mauro já se esparramava, pernas longas esticadas, e forcei um sorriso leve.

Eduarda - Claro, amor. Nenhum problema.

Nada de problema — repeti para mim mesma enquanto entrava no carro, o couro frio do assento grudando na minha pele através da saia fina. Mauro se ajeitou ao meu lado, seu joelho roçando o meu por acidente no espaço apertado. O cheiro dele — suor leve misturado a loção pós-barba — invadiu meu espaço pessoal, e eu me endireitei, cruzando as pernas com cuidado. Rodson se acomodou na frente, o banco rangendo sob seu peso, e Roman deu partida, a conversa fluindo entre os irmãos sobre imóveis e o divórcio recente. Mas eu? Meu foco estava ali, colado a Mauro: o calor irradiando de seu corpo magro, o modo como ele virava o rosto para mim de vez em quando, olhos brilhando com uma irreverência que me fazia prender a respiração. Meu pulso acelerava, uma faísca de tensão se acendendo no ventre — não por ele, eu me convencia, só pelo desconforto da proximidade. Ainda assim, cada solavanco da estrada pressionava nossas coxas uma contra a outra, e eu mordi o interior da bochecha para sufocar o turbilhão interno. Como algo tão simples podia se sentir tão perigoso?

Tentei me ancorar na vista da cidade que desfilava pela janela — luzes neon borradas pelas gotas de chuva fina no vidro, prédios altos engolidos pela noite úmida da cidade grande, o ronco distante do trânsito. Qualquer coisa para distrair, para não pensar no calor sufocante do banco traseiro. Roman e Rodson tagarelavam na frente sobre negócios, vozes graves sobrepondo-se ao motor, mas ali atrás... eu sentia.

Mauro não falava muito, só intervenções curtas, mas seus olhos — eu percebia pelo canto do meu, sem ousar virar-me — desciam repetidas vezes para as minhas pernas cruzadas. A saia subira um pouco na subida para o carro, expondo a curva da coxa, a pele arrepiada pelo ar-condicionado gelado. Cada olhar era um toque invisível, demorado demais para ser casual, carregado de uma fome jovem e descarada que me fazia o estômago revirar. Meu corpo reagia contra a vontade: um formigamento subindo pela nuca, os músculos tensos se contraindo, um calor traiçoeiro se espalhando entre as pernas. Por que ele olhava assim? Eu era a noiva do tio dele, pelo amor de Deus. Descruzava e cruzava as pernas devagar, fingindo desconforto, mas só piorava — o tecido roçando a pele sensível, acendendo faíscas que eu sufocava com respirações rasas.

Ignora, Eduarda. É só um garoto, pensei, mas o conflito me consumia, desejo e culpa entrelaçados como vinhas apertadas. A viagem nunca parecerá tão longa.

Finalmente, o carro parou na garagem de nossa casa, o alívio me inundando como uma onda fresca. Desci tropeçando um pouco nas pernas dormentes, o ar noturno úmido aliviando o calor acumulado. Roman e Rodson descarregaram as malas, rindo de alguma piada interna, enquanto eu entrava primeiro, acendendo as luzes da cozinha ampla e iluminada.

Eduarda - Vou preparar algo rápido pra vocês comerem. Estão com fome?

Perguntei, com voz leve, fingindo normalidade. Rodson assentiu grato, afundando no sofá da sala, e Mauro me seguiu até a cozinha, silencioso como uma sombra. Eu me ocupei na bancada: cortando pães, montando sanduíches com queijo e presunto, o cheiro reconfortante preenchendo o ar. Meu corpo ainda zumbia da viagem, memórias daqueles olhares me traindo em flashes indesejados.

Então, ele pigarreou atrás de mim.

Mauro - Tia Eduarda... posso pegar uma água?

Eduarda - Claro, os copos estão no armário de cima.

Apontava sem me virar, focada na faca. Ele se aproximou — perto demais —, esticando o braço sobre mim para alcançar a prateleira alta. Seu peito roçou minhas costas, e então... o quadril dele pressionou de leve contra minha bunda, um toque fugaz, inocente como um acidente no espaço apertado. Meu fôlego travou, o corpo inteiro enrijecendo: o calor dele infiltrando-se através da saia fina, uma eletricidade pulsando direto no centro de mim. Foi breve, ele se afastou murmurando um “obrigado”, enchendo o copo na pia, mas o dano estava feito. Meu coração martelava, um rubor subindo pelo pescoço, culpa e excitação se digladiando no peito.

Por que meu corpo traía assim? Era só um roçar, nada mais. Peguei a faca com as mãos trêmulas, cortando o ar para disfarçar o tremor interno, desejando que Roman entrasse logo e dissipasse aquela névoa perigosa.

Ouvi os passos de Roman se aproximando da cozinha, firmes e confiantes como sempre, e forcei um sorriso ao me virar, ainda sentindo o fantasma daquele toque de Mauro queimando na pele. Ele parou na porta, gravata afrouxada, expressão cansada mas determinada, o celular já na mão como extensão do corpo.

Roman - Amor, preciso falar com você um segundo. Rodson precisa ir ao antigo galpão da família amanhã cedo, pegar umas coisas que ficaram lá do divórcio. Documentos, ferramentas... sabe como é.

Ele se encostou na bancada, ignorando Mauro que bebia sua água ali perto, olhos baixos mas atentos. Meu pulso acelerou — o galpão? Aquele lugar esquecido na periferia, poeirento e isolado, cheio de ecos do passado dos Joyner.

Roman - Eu vou estar atolado de reuniões o dia todo, trabalho não para. Você pode acompanhar eles? Ajudar a carregar, organizar... Rodson confia em você, e Mauro vai junto para dar uma mão. É rapidinho, volto.

Sua mão tocou meu ombro, um gesto possessivo e carinhoso, mas meus pensamentos giravam em turbilhão. Acompanhar Rodson e Mauro? Sozinha com eles num lugar afastado, sem Roman por perto? O roçar inocente de instantes atrás piscou na mente, misturado ao peso daqueles olhares na viagem, despertando um conflito visceral: lealdade ao noivo que me pedia isso com tanta naturalidade, versus o formigamento proibido que me invadia só de imaginar. Engoli em seco, assentindo devagar.

Eduarda - Claro, amor. Eu ajudo. Sem problema.

Ele sorriu satisfeito, beijou minha testa e saiu para chamar Rodson, deixando-me ali com Mauro, o ar da cozinha subitamente espesso, carregado de promessas não ditas que me faziam questionar cada batida do meu coração.

Rodson e Mauro devoraram os sanduíches com apetite voraz, murmurando elogios entre mordidas.

Rodson - Delícia, Eduarda, você é um anjo.

E eu sorri distraidamente, limpando as mãos num pano, o estômago revirando com a tensão acumulada. Roman surgiu na porta da cozinha, acenando para Mauro.

Roman - Vem cá, garoto, vou te mostrar o quarto que montei pra você. Tem os videogames lá, tudo pronto.

Mauro se levantou num pulo, seguindo o tio com um entusiasmo adolescente que aliviou o ar por um instante. A casa ficou mais quieta, só o zumbido distante do ar-condicionado e os passos ecoando pelo corredor. Peguei a bandeja com pratos e copos, levando para a pia, depois voltei à mesinha da sala onde Rodson ainda se esparramava no sofá, pernas abertas, expressão relaxada.

Limpei tudo meticulosamente: varrendo migalhas de pão com a mão, passando o pano úmido na madeira polida, me abaixando para alcançar as bordas. Meu vestido colava levemente nas coxas com o movimento, o tecido roçando a pele sensível, e eu me sentia exposta, vulnerável sob aquela luz suave. Então, senti. Aqueles olhos. Pesados, insistentes, cravados em mim como se pudessem despir camadas além da roupa. Ergui o olhar por um segundo, e lá estava Rodson, imóvel, me observando com uma intensidade muda: acompanhando o balanço dos meus quadris ao me inclinar, o modo como meus seios se delineavam ao esticar o braço, cada gesto meu dissecado pelo seu escrutínio silencioso. Não era lascivo, não exatamente — era faminto, experiente, como se ele soubesse segredos que eu nem imaginava carregar. Meu rosto queimou, um arrepio subindo pela espinha, mistura de desconforto e algo mais perigoso, um desejo inconfessável que me fazia hesitar no pano, prolongando o momento. Por que não parava? Por que meu corpo respondia assim, traindo a estabilidade que eu tanto prezava? Limpei mais devagar, o coração ecoando alto, ciente de que ele via tudo — e que eu, de algum modo, deixava.

Empilhei os pratos na bandeja, o coração martelando com dúvida e um calor traiçoeiro — seria só imaginação minha? Rodson ali, tão quieto no sofá, ou aqueles olhos devoradores eram reais, eco de uma tensão que eu mesma alimentava? Caminhei devagar para a cozinha, sentindo o peso invisível nas costas, e então, num impulso que me horrorizou e excitou ao mesmo tempo, soltei o garfo. Ele tilintou no piso de cerâmica, rolando sob meus pés.

Fingi surpresa, um suspiro abafado, e me abaixei devagar — muito devagar —, empinando a bunda involuntariamente, o vestido subindo um fiapo pelas coxas curvilíneas, expondo a curva generosa que eu sabia ser provocante. Meu pulso trovejava, vergonha e desejo se digladiando no peito: o que eu estava fazendo? Testando limites que não deviam existir, traindo Roman com um gesto tão sutil, tão meu. Peguei o garfo devagar, os dedos tremendo levemente, e ergui o rosto o suficiente para espiar pela borda da visão periférica.

Lá estava. Rodson, imóvel, mas agora com o maxilar contraído, olhos fixos naquela visão proibida, pupilas dilatadas num brilho predatório que confirmava tudo. Ele não piscava, o peito subindo mais ritmado, uma mão descansando na coxa como se contivesse um ímpeto. Meu corpo reagiu antes da mente — um pulsar quente entre as pernas, um rubor que me fez morder o lábio — e me endireitei rápido demais, bandeja trêmula nas mãos, fugindo para a pia com o pretexto da louça. Água correndo, esponja frenética, mas dentro de mim o conflito rugia: desejo cru, culpa lancinante, e a certeza de que aquele olhar agora era mútuo, um fio esticado prestes a romper.

Enxaguei os pratos às pressas, a água gelada nas mãos não aplacando o fogo que subia pelo meu ventre, aqueles pensamentos adúlteros serpenteando como veneno doce — o olhar dele, a curva que eu ofereci, o modo como meu corpo ansiava por mais. Não, Eduarda, pare. Roman era meu porto, minha estabilidade, isso era loucura, um abismo. Enxuguei as mãos no avental, respiração entrecortada, e voltei à sala, forçando um sorriso casual, como se nada tivesse acontecido. Rodson ainda ali, pernas abertas no sofá, presença imensa e opressora, olhos semicerrados me seguindo de volta.

Eduarda - Rodson... o seu quarto fica no fim do corredor, à direita. Tem toalhas limpas no banheiro e a cama já está arrumada.

Disse, com voz firme demais, evitando encará-lo diretamente, sentindo o ar carregado entre nós como eletricidade estática. Ele assentiu devagar, um meio-sorriso curvando os lábios grossos, murmurando um.

Rodson - Obrigado, cunhadinha.

Que soou rouco, íntimo demais. Meu estômago revirou, o desejo pulsando insistente, e não aguentei. Virei nos calcanhares e corri para o nosso quarto, porta batendo suave atrás de mim, encostando as costas na madeira como se pudesse barrar o turbilhão. Caí na cama, mãos no rosto, ofegante: por que meu corpo traía assim? Por que a imagem dele, empinado e faminto, me deixava úmida e perdida? Roman voltaria logo, e eu precisava me recompor, sufocar isso antes que consumisse tudo. Mas o calor persistia, um sussurro perigoso prometendo mais.

Fechei os olhos na cama, o corpo ainda fervendo daquela troca com Rodson, um vazio latejante que exigia alívio — algo, qualquer coisa para apagar esse fogo antes que Roman chegasse e percebesse o caos em mim. Levantei num sobressalto, abri o closet e peguei a lingerie que ele amava, aquela vermelha e preta de renda fina, que abraçava minhas curvas como uma segunda pele sensual, os sutiãs push-up realçando os seios fartos, a calcinha fio dental marcando o monte de Vênus. Despi o vestido devagar, sentindo o tecido roçar a pele hipersensível, e vesti-a, o espelho devolvendo uma Eduarda provocante, peitos erguidos, quadris amplos emoldurados pela renda ousada. Para Roman, repeti para mim mesma, deitando na cama com as pernas entreabertas, mão descendo devagar pela barriga trêmula.

Toquei por cima da calcinha, dedos pressionando o tecido úmido contra o clitóris inchado, um gemido escapando baixo enquanto me aquecia para ele, imaginando seu corpo firme sobre o meu, sua posse confiante. Mas os pensamentos traidores invadiram, não Roman, não — era a roçada de Mauro na cozinha mais cedo, aquele corpo jovem e esguio roçando minha bunda acidentalmente ao passar, o calor da pele morena dele, o cheiro fresco de colônia misturado a algo cru, masculino. Meu quadril ergueu involuntário, dedos circulando mais rápido, a renda encharcada agora, ondas de prazer me percorrendo enquanto viajava na memória daquela fricção breve, inocente, o pau dele endurecendo de leve contra mim? Ah, Deus, o conflito me rasgava — prazer proibido, culpa ardente — mas o orgasmo veio impiedoso, corpo arqueando, bocas entreaberta num suspiro rouco, deixando-me ofegante e vazia, manchada de traição que nem ele saberia. Limpei as lágrimas de frustração, cobrindo-me com o lençol: o que eu estava virando?

O som da porta da frente ecoou pela casa, e meu coração disparou — Roman. Ainda de lingerie, pele corada do clímax solitário, eu me ajeitei na cama, pernas cruzadas para disfarçar a umidade traidora, mas ele já estava lá. Empurrou a porta do quarto só o suficiente para espiar, olhos escuros faiscando fome voraz ao me ver assim, exposta e tentadora na renda vermelha e preta que ele tanto desejava. Não pensou duas vezes: avançou com passos decididos, terno amarrotado do dia, mãos já abrindo o zíper, pau saltando rígido e grosso, veias pulsantes de urgência.

Roman - Minha Esposa... pronta pra mim.

Rosnou baixo, voz grave de desejo, tombando sobre mim, lábios devorando meu pescoço enquanto me deitava de costas. Mas eu quis o controle dessa vez, para provar a mim mesma que era dele, só dele, empurrei-o de leve, invertendo as posições, montando-o com quadris ondulantes. Segurei seu pau latejante, guiando-o para dentro de mim devagar, gemendo com a espessura preenchendo meu calor escorregadio, calcinha afastada para o lado. Comecei a cavalgar, seios balançando na renda, mãos no peito dele, unhas cravando levemente enquanto subia e descia, o atrito delicioso me levando ao delírio, suor perolando nossas peles.

O que não percebemos — ele perdido nos meus movimentos, eu nos meus próprios gemidos — foi a porta mal fechada, uma brecha fina de luz no corredor. Foi então que vi: Mauro ali, parado na sombra, olhos arregalados fixos em nós, corpo magro e moreno imóvel, calça de moletom protuberante onde o pau endureceu visivelmente. Ele assistia, fascinado, mão hesitante roçando o volume, e um choque elétrico me atravessou — pavor misturado a um tesão sujo, proibido, meu interior contraindo em torno de Roman involuntariamente, acelerando o ritmo sem querer, ondas de prazer culpado me empurrando para o abismo enquanto aqueles olhos jovens devoravam cada rebolada minha. Pare, fuja, gritei em silêncio, mas o corpo traiu, gemendo mais alto, o orgasmo se aproximando impiedoso sob o olhar voyeur dele.

Meu corpo se rebelou contra a razão, quadris acelerando voraz, cavalgando Roman com fúria cega, pau dele fundo em mim, esticando minhas paredes latejantes a cada descida violenta, seios saltando livres da renda frouxa, suor escorrendo pelo vale entre eles. Tentei ignorar a brecha, olhos cravados no rosto extasiado de Roman.

Eduarda - Isso, amor, me fode assim.

Gemendo rouca para abafar o caos interno, mas de canto de olho, inevitável, vi Mauro: a mão morena deslizando para dentro da calça de moletom, sacando o pau jovem, longo e curvado, veias inchadas, cabeça rosada brilhando de pré-gozo. Ele começou a se masturbar devagar, punho firme subindo e descendo, olhos vidrados no meu corpo rebolando, nos sons molhados da penetração, respiração pesada audível no silêncio tenso. Um arrepio profano me invadiu, clitóris latejando contra o osso púbico dele a cada estocada, prazer sujo se misturando ao meu, me fazendo contrair mais forte em torno de Roman, gemidos escapando mais agudos, quase um pedido mudo. Não olhe, não sinta, mas o calor dele ali, exposto e punhetando para mim, inflamou tudo — culpa, desejo, loucura — empurrando-me para o clímax iminente, corpo tremendo no limite enquanto Roman gemia alheio, mãos apertando minha bunda.

Os quadris ganharam vida própria, cavalgando Roman mais rápido, voraz, pau dele me arrombando fundo, bolas batendo contra minha bunda a cada mergulho frenético, o atrito insano me deixando zonza de tesão, paredes internas massageando-o em espasmos ritmados. De canto de olho, Mauro se contorcia, punho voando no pau rígido, corpo magro arqueando, músculos contraídos em prelúdio ao gozo — e eu não aguentei. Olhei direto para ele pela brecha, olhos travados nos dele famintos, lábios se abrindo num sussurro rouco, fingindo para Roman, voz entrecortada pelos solavancos:

Eduarda - Isso, amor... goza pra mim... goza tudinho, me enche de porra quente…

Palavras safadas ecoando, mas destinadas a Mauro, que acelerou, gemido abafado escapando, pau inchando na mão enquanto jatos grossos espirravam no chão do corredor, corpo tremendo em êxtase voyeur. O tabu me incendiou, orgasmo explodindo violento, interior moldando Roman sem piedade, gemendo alto.

Eduarda - Goza, vai, pra mim!

Ondas de prazer culpado me rasgando enquanto ele, alheio, pulsava dentro de mim, enchendo-me quente e abundante, ignorante do espectador que me levará ao abismo. Meu corpo desabou sobre Roman, ofegante, coração martelando com o segredo sujo, pele arrepiada pelo olhar ainda fixo de Mauro na brecha.

Mauro piscou, olhos arregalados de susto ao captar meu olhar direto, pau ainda latejando nos últimos jatos, e num pulo recuou, sumindo pelo corredor escuro como um fantasma pego no flagra. Meu coração disparou, mas o orgasmo nos consumiu, Roman gozou forte, rosnando meu nome, corpo mole sob mim, e logo ressonou em sono profundo, braço pesado sobre minha cintura.

Esperei o silêncio se instalar, respiração dele ritmada e pesada, antes de escorregar devagar da cama, porra dele escorrendo quente pelas coxas internas, mix de fluidos pegajosos me marcando como troféu sujo. Desci nua até o banheiro, peguei um pano úmido, mas o chão do corredor me chamava — aquela poça irregular, leitosa, resquício do gozo de Mauro, brilhando sob a luz fraca. E se eu provasse? Só um gosto proibido, quente da juventude dele... o que isso faria comigo? A tentação me queimava, clitóris ainda sensível pulsando com a ideia pecaminosa.

Ajoelhei devagar, pano na mão, passando-o na poça devagar, mas “acidental”, o canto da mão roçando a viscosidade morna, um cordão pegajoso aderindo à pele. Levantei-me trêmula, coração na garganta, e levei a mão aos lábios sem pensar duas vezes — língua deslizando devagar, provando o salgado almiscarado, mais fresco e intenso que o de Roman, essência jovem e selvagem explodindo no paladar, me fazendo gemer baixinho sozinha. Um fio escorreu pelo queixo, lambi tudo, corpo arrepiando em nova onda de tesão culpado, Meu Deus, que delícia errada... Antes de limpar o resto rápido, voltando para a cama com o segredo lambuzado na boca, mente girando em um abismo de desejo inconfessável.

Voltei pro quarto na ponta dos pés, corpo ainda formigando com o gosto salgado de Mauro na língua, escorreguei sob os lençóis ao lado de Roman adormecido, o cheiro de sexo pairando no ar úmido. O sono me pegou pesado, sonhos turvos de olhares furtivos e fluidos quentes me consumindo em segredo.

Acordei com o sol filtrando pelas cortinas, cama vazia — Roman já havia partido pro trabalho, como sempre, sem despedida barulhenta. Levantei sonolenta, pele pegajosa de suor e resquícios noturnos, e fui pro banheiro. O chuveiro quente cascateou sobre mim, sabão deslizando pelas curvas, dedos roçando os lábios inchados entre as pernas, memória do sabor proibido me fazendo corar sozinha. Só um devaneio... ele nem sabe. Sequei-me rápido, vesti só a calcinha de renda rosa, fiozinho apertando a bunda macia, e joguei por cima a regata branca folgada, alças finas escorregando nos ombros, tecido leve roçando os seios livres, mamilos pontudos marcando de leve. Era meu ritual diário em casa, confortável e íntimo, esquecendo por completo as visitas — Rodson e Mauro, hospedados no quarto de hóspedes desde ontem, mas a mente enevoada pelo sono e pelo segredo nem registrou.

Desci as escadas devagar, quadris rebolando soltos, cheguei na cozinha e liguei a cafeteira, aroma forte se espalhando. Peguei a xícara, inclinei-me na bancada pra pegar o açúcar, regata subindo pelas costas, expondo a renda da calcinha e a curva da bunda, alheia ao mundo, só no meu ritmo matinal preguiçoso, coração leve com o dia vazio à frente.

Estava ali, inclinada na bancada, colher girando o café fumegante, mente vagando em flashes da noite, quando um calafrio subiu pela espinha — virei o rosto devagar e congelei. Rodson, parado a poucos passos, olhos fixos em mim com aquela presença maciça, obesidade não escondendo o ar confiante, relaxado, como se a cozinha fosse dele. Meu coração deu um salto, susto me fazendo derrubar um pouquinho de café na pia, regata folgada escorregando mais no ombro, expondo a pele nua. Merda, as visitas... como esqueci? Ele me viu assim, quase pelada…

Rodson - Bom dia, Eduarda.

Murmurou ele, voz grave e calma, dando um passo à frente sem pressa, me puxando num abraço inesperado, corpo grande me envolvendo como uma onda quente. Seus braços fortes me cingiram, e senti a mão dele descer devagar pela minha cintura, dedos pressionando a carne macia das curvas, traçando o contorno do quadril sob a renda fina da calcinha, polegar roçando a borda elástica como se testasse o território. Meu corpo reagiu contra a vontade, pele arrepiando sob o toque experiente, seios roçando o peito dele através da regata fina, mamilos endurecendo involuntariamente. O que ele tá fazendo? Foco, Eduarda, é só um abraço. O cheiro dele invadiu minhas narinas — colônia amadeirada misturada a algo masculino, primal — e por um segundo, hesitei no abraço, coração acelerado entre pânico e um calor traiçoeiro se acendendo no ventre.

Me soltei um pouco do abraço, mas os dedos dele ainda ancorados na minha cintura, quentes e firmes, me mantendo perto demais. Corri os olhos pelo corpo dele, aquela silhueta imponente me deixando sem ar, e gaguejei, voz baixa e envergonhada:

Eduarda - Desculpa, Rodson... tô vestida desse jeito porque é minha rotina diária sozinha em casa. Esqueci completamente que agora tem gente pela casa durante o dia.

Meu rosto queimava, regata folgada demais, calcinha de renda úmida de leve pelo susto e pelo toque, sentindo o ar fresco da cozinha roçar as coxas expostas. Que idiota, ele deve achar que sou uma exibicionista... mas por que meu pulso tá disparado assim?

Ele sorriu de lado, olhos escuros percorrendo meu corpo sem pudor, voz rouca ecoando baixa:

Rodson - Não tem problema nenhum, Eduarda. Somos família, né? Pode ficar à vontade.

E então, sem aviso, me puxou mais perto, corpo maciço colando no meu, peito largo esmagando meus seios contra ele, uma das mãos subindo pras minhas costas nuas sob a regata. Senti o sopro ofegante dele contra meu pescoço, hálito quente e irregular roçando a pele sensível, barba rala pinicando como faíscas. Meu corpo traiu, arrepios descendo pela espinha até o centro latejante entre as pernas, quadris se moldando involuntariamente aos dele, sentindo a rigidez crescente pressionada ali. Deus, o que é isso? Ele tá... excitado? E eu, por que não me afasto? O café esfriava na xícara esquecida, cozinha virando um casulo de tensão, desejo proibido se enroscando no meu peito como uma serpente.

Meu corpo, contra toda razão, começou a retribuir, braços se erguendo devagar para envolver os ombros largos dele, unhas roçando a nuca tatuada sob a camisa folgada. A respiração ofegante de Rodson acelerou contra meu pescoço, e eu senti — oh, Deus, senti claramente — o pau dele endurecendo, grosso e pulsante através do tecido fino da calça, pressionando firme na minha barriga macia, o calor irradiando como uma promessa pecaminosa. Não, para Eduarda, isso é errado... mas é tão vivo, tão cru... faz tempo que não sinto isso. Meus quadris se moveram de leve, instintivos, roçando nele, umidade crescendo entre minhas coxas, regata subindo um pouco mais, expondo a curva dos seios.

De repente, passos leves na entrada da cozinha — Mauro surgiu na porta, slim e urbano na camiseta justa, pele morena brilhando sob a luz da manhã, olhos curiosos piscando surpresos.

Mauro - Bom dia!

Disse ele, voz irreverente e animada, parando ali com um sorriso torto.

Nós nos soltamos num estalo, como culpados pegos no flagra. Rodson se endireitou rápido, mão saindo da minha cintura como se queimasse, eu puxando a regata pra baixo com dedos trêmulos, coração martelando no peito. Merda, merda, ele viu? Como disfarçar isso?

Eduarda - Bom dia.

Murmurei seco e rápido para Mauro, voz falhando um pouco, evitando os olhos dele enquanto virava e corria pro quarto, pernas bambas, porta batendo atrás de mim. Lá dentro, encostei nas madeira, ofegante, mão descendo instintivamente pro ventre ainda quente do toque dele, cheiro de Rodson grudado na pele. O que eu tô fazendo? Roman... não, foco. Vista-se, agora. O espelho me devolveu o rosto corado, mamilos duros marcando a regata, um caos de culpa e fogo pulsando no fundo de mim.

Fiquei ali, de costas na porta do quarto, o ar rarefeito me sufocando enquanto o corpo ainda zumbia com o eco do toque dele. As mãos tremiam ao puxar uma calça jeans do armário, mas parei, olhando o reflexo no espelho — olhos vidrados, lábios inchados de leve, pele arrepiada como se ele ainda respirasse no meu pescoço. Rodson... aquele volume duro contra mim, tão real, tão insistente. Não, para com isso. Vista a regata por baixo de uma blusa solta, mas o pensamento grudava, viscoso e quente: quão difícil vai ser se conter esses dias? Ele e Mauro aqui pela casa, o irmão do meu noivo, o cunhado, corpo imenso rondando os cômodos, olhos que devoram sem pressa. Eu sou noiva, caramba, mas... e se eu não me contivesse? E se cedesse só um pouquinho mais, só pra sentir de novo? O dilema me rasgava por dentro, estabilidade gritando contra o abismo do desejo, pernas fracas só de imaginar as mãos dele subindo de novo, me abrindo. Sacudi a cabeça, calcei um tênis, mas o fogo latejava baixo, um segredo perigoso se enraizando no peito. Saí do quarto devagar, forçando um sorriso neutro, o dia inteiro se estendendo como uma tentação viva.

Respirei fundo, alisando a blusa solta sobre os seios ainda sensíveis, e voltei pra cozinha com passos leves, o coração um tambor descompassado. Rodson estava de lado, mexendo no celular, costas largas ocupando o espaço, mas ignorei — foquei em Mauro, sentado na cadeira alta da ilha, pernas magras balançando casuais, olhos castanhos erguidos curiosos pro nada. Ele é jovem, inocente... precisa de afeto, né?

Eduarda - Desculpa o seco de antes, garoto.

Sorri doce, aproximando-me devagar, e me inclinei num abraço generoso, braços envolvendo os ombros dele com firmeza maternal, puxando-o para mim. Meu corpo curvilíneo se moldou ao dele, rosto dele afundando direto entre meus seios fartos, a blusa fina cedendo o suficiente pro calor da pele dele roçar o vale macio, perfume meu, invadindo as narinas dele num instante. Senti o nariz dele pressionar de leve, respiração quente e surpresa contra mim, e um arrepio traiçoeiro subiu pela espinha, Meu Deus, que intimidade... ele é só um garoto, mas... não pense nisso agora.

Eduarda - Desculpa, Mauro, amor.

Murmurei suave no ouvido dele, voz melosa de remorso, mão afagando as costas magras enquanto me demorava uns segundos a mais no abraço, seios roçando o queixo dele.

Eduarda - Não te dei um bom dia direito. Esqueci que a casa não tava só minha hoje, acabei de regatinha e correndo pra me vestir. Tá tudo bem?

Soltei devagar, endireitando-me com um sorriso inocente, mas o rubor subiu no pescoço dele — ou era só imaginação? Rodson ergueu o olhar do celular, expressão neutra, mas algo faiscou ali, observador. E agora? O que ele viu? O que eu tô provocando sem querer? O ar da cozinha pesou, carregado de possibilidades que eu mal ousava nomear.

Afastei-me de Mauro com um toque leve no ombro dele, sentindo o calor residual do abraço latejar nos seios, e virei pros dois com um sorriso prático, mãos batendo leves nas coxas pra dissipar a tensão que pairava. Foco, Eduarda. Eles precisam de ajuda, sou a anfitriã perfeita. Rodson guardava o celular, corpo imenso se mexendo preguiçoso, enquanto Mauro piscava devagar, cor subindo no rosto moreno.

Eduarda - Pronto, meninos, agora tô arrumadinha pra ajudar vocês a irem pro galpão da família.

Falei animada, voz leve como se nada tivesse acontecido, pegando as chaves do porta-chaves na parede.

Eduarda - Vou ligando o carro, quem vem comigo? É pertinho, mas melhor do que ônibus nesse solzão.

Saí pela porta dos fundos primeiro, o sol da manhã batendo quente no quintal, e apertei o controle — o motor do meu SUV ronronou à vida no estacionamento lateral, ar-condicionado já soprando fresco. Abri a porta do motorista, coração ainda acelerado pelo abraço impulsivo, por que eu me inclinei tanto? Ele sentiu tudo... e Rodson assistindo. Controle-se, pelo amor de Roman. Olhei pra trás, acenando pros dois.

Eduarda - Vamos? Sentem onde quiserem, tem espaço pra todo mundo.

O cheiro de couro novo invadiu as narinas quando entrei, pernas roçando o volante, esperando eles se aproximarem — Mauro com passos rápidos, Rodson mais lento, presença que preenchia o ar antes mesmo de entrar. Esses dias vão ser um teste de fogo.

Vi Rodson contornar o capô com passos pesados, o corpo obeso se acomodando no banco do passageiro com um grunhido baixo — couro rangeu sob o peso dele, preenchendo o espaço ao meu lado como uma muralha quente, cheiro de colônia amadeirada misturando-se ao ar fresco do carro. Tão perto... presença que sufoca e atrai, por quê? Mauro pulou pro banco de trás, magro e ágil, cinto estalando enquanto se ajeitava, olhos no retrovisor encontrando os meus por um segundo elétrico. Liguei o som baixo, uma playlist suave, e engatei a ré, saindo devagar pela rua arborizada do bairro.

Eduarda - Confortáveis aí?

Perguntei casual, mão no câmbio roçando de leve a coxa grossa de Rodson sem querer, calor subindo pela pele dele pro meu braço. Ele assentiu, sorriso preguiçoso nos lábios carnudos.

Rodson - Perfeito, Eduarda. Valeu mesmo. O galpão fica ali na saída da cidade, uns 15 minutos.

O carro deslizou pela avenida, sol filtrando pelas árvores, e o silêncio se instalou carregado — Mauro quieto atrás, talvez revivendo o abraço, Rodson com braço apoiado na janela, dedos tamborilando ritmados. Meu peito apertava com o peso da proximidade, desejo confuso brotando como erva daninha: Estabilidade com Roman, mas isso aqui... agitação que me faz viva. Não olhe pro retrovisor de novo. Virei na estrada secundária, poeira subindo, o galpão familiar surgindo ao longe — estrutura velha de tijolos, pai provavelmente já lá consertando algo. Estacionei na sombra, o motor morrendo num suspiro.

Eduarda - Chegamos.

Desci primeiro, saia rodopiando leve nas coxas, ar quente do campo envolvendo-nos como um abraço proibido.

Sairei do carro atrás deles, o sol escaldante do meio-dia batendo nas costas nuas da blusa fina, suor já perolando na nuca enquanto seguíamos pelo terreno poeirento até o galpão. Rodson destrancou a porta enferrujada com uma chave que tirou do bolso, o trinco rangendo alto como um gemido abafado — ar abafado e empoeirado nos envolveu, cheiro de óleo velho e madeira úmida. Lugar da família, memórias de pai suado consertando motores, mas agora com eles aqui... tudo muda de tom.

Ele mergulhou nas caixas empilhadas perto da entrada, mãos grandes revirando papéis amarelados e ferramentas enferrujadas, resmungando baixo.

Rodson - Nada aqui... Mauro, vai pro outro lado, olha essas caixas baixas. Deve tá nos documentos do tio ou algo assim.

Mauro obedeceu rápido, corpo esguio se esgueirando entre as pilhas, enquanto Rodson avançou pro fundo do galpão, onde montanhas de caixas se amontoavam contra a parede úmida. O espaço era sombrio ali, feixes de luz cortando a poeira, e ele se abaixou, ombros largos bloqueando a visão. Segundos viraram minutos, e ele se endireitou, limpando suor da testa com o dorso da mão tatuada.

Rodson - Eduarda, me dá uma força aqui? Olha essas caixas ao meu lado, deve ter os papéis da herança ou ferramentas do antigo dono. Não acho nada.

Meu pulso acelerou, aproximando-me devagar — calor dele emanando como fornalha, corpo roçando de leve o meu ao nos agacharmos lado a lado, joelhos no chão áspero. Abri a primeira caixa, dedos tremendo levemente entre papéis mofados e parafusos soltos, presença dele tão próxima que sentia o ritmo da respiração pesada. Ajuda inocente... ou pretexto pra isso? Meu corpo responde sem permissão, pele formigando onde nossos braços se tocam.

Eduarda - Tá vendo algo?

Murmurei, voz baixa no confinamento sombrio, coração martelando o dilema entre dever e o fogo que se acendia.

Meu coração deu um salto quando a voz rouca de Rodson cortou o ar abafado, sussurro quente contra meu ouvido:

Rodson - Achei... aqui embaixo, Eduarda. Olha isso.

Virei o rosto devagar, nossos rostos a centímetros no escuro úmido do galpão, olhos dele faiscando com algo além de alívio — intensidade crua, faminta. Antes que eu pudesse reagir, sua mão grande, calejada, escorregou pela lateral da minha coxa sob a saia leve do vestido, erguendo o tecido devagar, devagar demais pra ser acidental. Dedos quentes encontraram a curva da minha bunda, apertando com firmeza possessiva, traçando a renda da calcinha num roçar lento que enviou choques elétricos pela espinha. Meu Deus... não, para. Roman... mas o corpo trai, se arqueia involuntário pro toque, desejo represado explodindo em ondas. Soltei um suspiro trêmulo, caixa esquecida nas mãos, pele arrepiando sob a pressão dele — polegar circulando preguiçoso, explorando a maciez exposta, enquanto Mauro ainda vasculhava do outro lado, alheio. Conflito me rasgava por dentro: Estou noiva, isso é loucura... mas o calor dele me dissolve, faz o mundo encolher pra esse toque proibido.

Eduarda - Rodson…

Sussurrei rouca, voz falhando entre protesto e rendição, quadris se mexendo sutilmente contra a palma dele, galpão pulsando como testemunha silenciosa.

Sua mão não parou, ousada e inexorável, deslizando da curva da bunda pela parte interna da coxa, unhas roçando pele sensível enquanto o vestido subia mais, expondo-me ao ar pegajoso do galpão. Dedos grossos roçaram o tecido úmido da calcinha, traçando o contorno dos lábios inchados por cima dela — um roçar lento, circular, que me fez morder o lábio para abafar o gemido subindo pela garganta. Não... isso é errado, Roman confia em mim, mas o corpo implora, lateja pelo toque dele, tão cru e urgente. O cheiro dele me invadiu, suor misturado à colônia velha, enquanto pressionava mais, sentindo o calor úmido através da renda fina.

Então, com um grunhido baixo, ele puxou a calcinha pro lado, expondo-me completamente — ar fresco chocando contra o calor latejante. Um dedo grosso invadiu devagar, penetrando a umidade traiçoeira, curvando para dentro num movimento que me fez arquejar, paredes internas se contraindo ao redor dele. Meu Deus, tão cheio... tão fundo. Logo veio o segundo, esticando-me, bombeando ritmado, polegar roçando o clitóris inchado em círculos torturantes. Pernas tremiam, caixa caindo das mãos com um baque surdo no chão empoeirado, corpo se inclinando para trás contra o peito largo dele. Mauro ainda remexia caixas distantes, voz ecoando vaga, mas aqui, no fundo sombrio, só existia isso: dedos dele me fodendo em silêncio, prazer proibido me rasgando entre culpa lancinante e êxtase crescente.

Eduarda - Rodson... ah…

Gemi baixinho, unhas cravando no braço dele, rendida ao ritmo impiedoso, mente girando em vórtice de desejo e vergonha.

A voz de Mauro irrompeu do outro canto do galpão, ecoando no espaço apertado, distraída e frustrada:

Mauro - Pai, aqui não tem nada... só porcaria velha. Vai que tá no outro lado?

Meu corpo inteiro convulsionou com o som, mas Rodson não hesitou — ao contrário, acelerou, dedos grossos mergulhando mais fundo, mais rápido na minha buceta encharcada, esticando e fodendo com fúria controlada, polegar pressionando o clitóris em rodopios implacáveis. Ondas de prazer me atravessavam, joelhos fraquejando, respiração entrecortada enquanto eu me agarrava à prateleira pra não cair. Ele não para... com o filho ali, tão perto... isso é insano, mas o risco só atiça o fogo, me faz querer gozar gritando. O som úmido, sutil, traía cada estocada, coração martelando no peito como um tambor de guerra.

Rodson inclinou a cabeça pro lado, voz grave e casual, como se nada acontecesse:

Rodson - Continua procurando, garoto. Eu achei algo aqui... vai que tem mais. Não para agora.

Ele grunhiu baixo no meu ouvido, quente e possessivo, enquanto os dedos curvavam pra acertar aquele ponto perfeito dentro de mim, me levando ao limite — prazer explodindo em faíscas, boceta pulsando ao redor dele, luta interna se dissolvendo em rendição pura, Roman, me perdoa... mas não consigo mais resistir a isso. Gemi abafado contra o ombro dele, quadris se movendo involuntários no ritmo dele, o mundo reduzido a esse segredo febril no escuro.

O sussurro de Rodson veio como um comando rouco, lábios roçando minha orelha, ar quente me arrepiando toda:

Rodson - Goza pra mim, Eduarda... eu sei o quanto você quer isso, tá pingando na minha mão. Goza agora, rápido, antes que o Mauro desconfie de algo.

Cada palavra era um estalo de desejo, me empurrando pro abismo. Ele acelerou ainda mais, mão inteira trabalhando furiosa — dois dedos bombeando fundo e veloz na buceta escorregadia, polegar martirizando o clitóris com pressão circular implacável, o som úmido ecoando baixo no escuro. Ele me lê como um livro aberto... sabe que eu queimo por isso, traio tudo pelo prazer. Não aguentei, afundei o rosto no peito largo dele, inalando o cheiro almiscarado de suor e homem, gemendo abafado contra a camisa úmida.

Eduarda - Hmmm... ahh... Rodson…

Voz tremendo enquanto o orgasmo me rasgava. Boceta se contraiu violentamente ao redor dos dedos dele, ondas de êxtase explodindo do centro para todo o corpo, pernas trêmulas, unhas cravando na carne dele enquanto gozava forte, jorrando quente na palma possessiva. Culpa e gozo se misturam, me destroem... mas é tão bom, tão vivo. Segundos eternos de tremor, corpo mole contra o dele, enquanto Mauro remexia caixas ao fundo, alheio ao meu colapso secreto. Rodson me segurou firme, dedos ainda pulsando devagar dentro de mim, prolongando as réplicas, sussurro satisfeito:

Eduarda - Meu Deus... o que eu fiz?

Rodson soltou uma risadinha baixa, rouca e triunfante, enquanto retirava os dedos devagar da minha boceta sensível, deixando um rastro de umidade que me fez estremecer. Com cuidado quase terno, ele ajeitou minha calcinha encharcada de volta no lugar, tecido colando na pele latejante, o toque me recordando do que acabara de acontecer — ele ri... como se fosse só um jogo, mas me desmontou inteira. Levantei o rosto do peito dele, bochechas coradas, pernas ainda fracas, evitando o olhar dele por vergonha e desejo residual.

Ele se endireitou, voz casual e alta o suficiente pro Mauro ouvir, como se nada tivesse transpirado:

Rodson - Acho que é só isso, garoto. Não vai ter mais nada nesse galpão empoeirado. Vamos voltar para casa.

Meu coração acelerou de novo, o risco agora invertido — voltar fingindo normalidade, com o corpo marcado pelo prazer dele. E se ele notar? E se eu não conseguir esconder o rubor, o jeito que ando agora? Rodson me deu um olhar cúmplice, rápido e elétrico, antes de se virar pro sobrinho, me deixando ali, recompondo a respiração, o mundo girando entre culpa lancinante e uma fome que só crescia.

Entramos no carro em silêncio cúmplice, o ar carregado de tensão não dita. Rodson assumiu o volante, Mauro no banco de trás mexendo no celular, alheio ao furacão dentro de mim. O motor ronronou pela estrada de volta, poeira subindo atrás, e eu me encostei na janela, corpo ainda formigando das réplicas, calcinha úmida um lembrete constante. Ele dirige como se fosse dono do mundo... e agora, de mim também? Olhares furtivos nos cruzavam no retrovisor — intensos, elétricos, cheios de promessas sujas — sempre que Mauro virava a cabeça ou se distraía. Cada troca me aquecia por dentro, desejo reacendendo devagar, lento como brasas.

Chegamos à casa ao entardecer, sol alaranjado tingindo tudo de ouro falso. O dia se arrastou em conversas banais — almoço, TV, Mauro tagarelando sobre faculdade — mas meus pensamentos giravam em Rodson, no galpão, na mão dele me possuindo. Quase escurecendo, o cansaço e a umidade pegajosa me venceram: resolvi tomar um banho. Subi as escadas devagar, corpo pesado de segredos, fechei a porta do banheiro e deixei a água quente cair, sabão escorrendo pelas curvas, lavando o suor... mas não a memória dos dedos dele, nem o pulsar insistente entre as pernas. Água não apaga isso... só me faz querer mais. Fechei os olhos, vapor embaçando o espelho, imaginando o que viria depois.

Debaixo do chuveiro escaldante, vapor envolvendo meu corpo como um véu, fechei os olhos e me entreguei à lembrança — a mão grande de Rodson me invadindo, o sussurro mandando eu gozar, o prazer me rasgando. Por que ele me faz isso? Estável, noiva, mas aqui, sozinha, eu queimo por ele. Dedos desceram devagar pela barriga, traçando a curva dos quadris, até encontrar o clitóris inchado e sensível. Comecei a me masturbar lentamente, círculos leves e provocantes, água batendo nos seios, gemido baixo escapando.

Eduarda - ahh…

Imaginando aqueles dedos grossos em vez dos meus finos, bombeando fundo enquanto ele ria na minha orelha. O prazer subia preguiçoso, tensão se acumulando de novo.

Abri os olhos de repente, ofegante, e lá estava ele: Mauro na fresta da porta entreaberta, olhos arregalados fixos em mim, no meu corpo nu e molhado, mão ainda entre as pernas. Ele se assustou, corando violento, virando pra sair às pressas.

Eduarda - Para!

Mandei, voz rouca e autoritária, ecoando no vapor.

Mauro congelou na soleira, rosto vermelho como brasa, gaguejando:

Mauro - Desculpa, tia... eu... a porta estava entreaberta, eu pensei que... me perdoa.

O som de passos pesados ecoou do corredor — Rodson, de longe, voz grave e curiosa:

Rodson - Que porra tá acontecendo aí?

Meu coração disparou, pânico misturado a uma faísca de excitação proibida. Não posso deixar o pai dele pegar o garoto me vendo assim... vai ser um inferno. Sem pensar duas vezes, saí de debaixo do jato nu, pele pingando, e puxei Mauro rápido pra dentro do banheiro, fechando a porta pela metade. Ele tropeçou, corpo magro colando no meu por um segundo úmido e elétrico, cheiro de sabão e juventude me invadindo.

Eduarda - Não é nada!

Gritei pro corredor, voz controlada mas trêmula, forçando normalidade.

Eduarda - Só derrubei o shampoo, Rodson. Já cuido!

Ouvi os passos dele subindo as escadas, pesados e hesitantes, parando perto... perto demais. Meu pulso acelerou, Mauro ainda preso entre mim e a parede fria, olhos dele no meu corpo exposto, peito arfando contra o dele. Segurei a respiração, esperando o som se afastar, então empurrei a porta devagar até fechar, trancando-o ali dentro comigo, o vapor nos envolvendo como um segredo perigoso. Agora estamos sozinhos... e ele viu tudo.

A batida na porta veio firme, voz de Rodson do outro lado, baixa e desconfiada:

Rodson - Eduarda, tá tudo bem mesmo aí? Abre pra eu ver.

Meu estômago revirou, calor subindo pelo pescoço. Virei rápido de costas para Mauro, pressionando o corpo contra a porta para escondê-lo, seios roçando a madeira fria, bundinha quase tocando o garoto atrás de mim — proximidade perigosa, ar úmido carregado de tensão.

Eduarda - Tá tudo ótimo, Rodson!

Respondi, voz doce e firme, forçando um riso leve.

Eduarda - Só um escorregão bobo com o sabonete, juro. Vai descer, eu já saio.

Ele resmungou algo sobre cuidado, passos demorando, mas finalmente descendo as escadas, ecoando alívio no silêncio. Soltei o ar devagar, o corpo relaxando... até me virar. Mauro estava lá, encostado na parede de azulejos, calça abaixada, pau na mão — duro, latejante, punhetando devagar enquanto devorava meu corpo nu com olhos famintos, gotas d'água ainda escorrendo pelos meus seios e barriga. Meu Deus... ele tá se acabando me olhando. Jovem, ousado... e eu, pelada pra ele. Um arrepio me atravessou, desejo e culpa se embolando no peito.

Mauro - Desculpa, tia…

Murmurou Mauro, voz rouca e entrecortada, mão ainda bombeando devagar o pau ereto, olhos grudados em mim.

Mauro - Eu não consegui me conter... você é tão gostosa, caralho. Olha pra você... perfeita.

Travei no lugar, nua e pingando sob o chuveiro parado, coração martelando como um tambor proibido. Ele me viu gozar sobre o tio dele... e agora isso. Meu corpo traiu, formigando inteiro. Mordi o lábio inferior devagar, gosto de desejo subindo pela espinha, e perguntei baixinho, voz trêmula de curiosidade pecaminosa:

Eduarda - Você... realmente acha eu gostosa?

Mauro - Claro que sim, tia.

Gemeu Mauro, punhetando mais firme agora, olhos traçando minhas curvas como fogo.

Mauro - Seu corpo é incrível... esses seios, essa bunda... eu fico louco só de olhar. Você é tipo... uma deusa.

Uma onda quente me invadiu, prazer puro de ser desejada assim, crua e jovem. Ele me quer de verdade, sem filtros... e eu gosto disso, demais. Sorri de lado, mordendo o lábio de novo, e disse suave, voz carregada de permissão tentadora:

Eduarda - Tá bom... ganhou um ponto. Pode terminar de se masturbar olhando pra mim.

Desci devagar até a privada, sentando na tampa fria com as pernas escancaradas pra ele, joelhos dobrados expondo tudo — buceta ainda inchada do prazer recente, umidade misturando com as gotas do banho. Segurei os seios juntos com as mãos, empinando-os pro garoto, mamilos duros como pedras sob o olhar dele.

Eduarda - Olha pra mim, Mauro... veja o que você faz comigo.

O ar do banheiro ficou mais pesado, meu pulso acelerando com essa entrega ousada, desejo latejando entre as coxas enquanto esperava ele se perder.

Mauro acelerou o ritmo, mão voando no pau grosso e apontando direto pra minha cara, veias pulsando sob a pele esticada, gemidos ecoando baixos no vapor do banheiro. Ele tá no limite... por mim. Meu corpo o levou pra isso, e eu adoro o poder, o risco queimando na pele. Coloquei a língua pra fora devagar, provocante, lambendo o ar úmido entre nós, olhos fixos nos dele — convite mudo, safado, coração disparado com a ousadia que me consumia. Ele não resistiu, corpo tensionando como corda esticada, sem aviso, gozou forte, jatos quentes de porra espirrando nos meus peitos fartos, escorrendo pela barriga, e salpicando minha cara, boca entreaberta capturando o gosto salgado no ar. Quente... tanto... ele me marcou toda. Fiquei ali, imóvel, sentindo o sêmen escorrer lento pela pele, um tremor de prazer culpado me percorrendo inteira.

Estendi a mão trêmula, dedo indicador roçando a cabeça sensível do pau dele, ainda latejando, colhendo o vestígio viscoso de sêmen que pingava. Tão macio agora... e eu provando o proibido. Levei o dedo à boca, chupando devagar, língua rodando no gosto salgado e quente, olhos cravados nos dele para provocá-lo mais, um fogo interno me devorando com a própria audácia. Depois, voz firme mas rouca de desejo reprimido, ordenei:

Eduarda - Sai do banheiro agora, Mauro. E nunca mais me espiona.

Levantei da privada, pernas moles, e terminei de me lavar sob o chuveiro morno, sabão escorrendo pela pele marcada pelo sêmen dele, apagando as evidências quentes que ainda formigam. Errado... mas o desejo não some com água. Sequei-me rápido, vesti um robe solto que roçava os seios sensíveis, e caminhei pelo corredor silencioso até o quarto de Mauro, coração apertado de conflito. Empurrei a porta, entrei e a fechei atrás de mim com um clique suave, o ar ali carregado de tensão fresca.

Eduarda - É errado me espionar assim, Mauro.

Comecei, voz baixa e grave, olhos fixos nele, moral e excitação brigando dentro de mim. Por que vim? Pra repreender... ou pra sentir isso de novo?

Mauro baixou os olhos, rosto corado, e murmurou sincero:

Mauro - Desculpa de novo, tia... não aguentei.

Meu robe roçava os mamilos ainda eretos, um calor traidor subindo pela barriga só de estar ali perto dele, cheiro jovem e masculino impregnando o quarto. Tão perto... corpo dele ainda quente do que fizemos. Eu devia odiar isso, mas o desejo reprime tudo, lateja baixo. Sorri leve, voz suave para acalmar nós dois:

Eduarda - Tá tudo bem, mas não precisa me espionar mais. Você ganhou um ponto quando disse que me achava gostosa... falou bonito.

Virei pra porta, quadris balançando involuntário no robe fino, e soltei ao sair, tom provocante velado:

Eduarda - Se continuar se esforçando, pode ganhar ainda mais pontos. E aí... melhores recompensas.

Meu Deus, o que tô prometendo? Mas o fogo não para. Fechei a porta devagar, pulso acelerado, corpo inteiro consciente do risco delicioso.

Voltei pro meu quarto devagar, pés descalços silenciosos no piso frio, robe colado úmido na pele ainda sensível, eco dos meus próprios passos martelando o peito acelerado. Ele vai pensar nisso a noite toda... e eu? Esperando Roman como se nada tivesse queimado dentro de mim. Fechei a porta do quarto, sentei na beira da cama king size, pernas cruzadas para conter o formigamento baixo, olhos na janela escura, ouvindo o relógio tiquetaquear enquanto esperava pelo marido chegar, desejo e culpa entrelaçados como lençóis amarrotados. Roman... logo aqui. E eu, marcada por outro.

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