REVELAÇÃO

Um conto erótico de Nobling
Categoria: Homossexual
Contém 795 palavras
Data: 29/01/2026 03:14:27

Faço a chamada, olhando para cada um que responde, a fim de relacionar o nome ao rosto e aspecto do aluno. Ao chamar “Jacy!”, deparo a única aluna que não usava calças jeans; em vez disso, um vestido azul-claro de alças. Como o fato me chamou a atenção, no decorrer da aula, percorrendo a sala enquanto eles resolviam um exercício, observei-a.

Pequena e magra, cabelos escuros lisos abaixo dos ombros, sobrancelhas bem feitas, unhas artisticamente desenhadas, pele branca de quem evita o sol aqui do Norte. Apesar da visível ausência de seios, era linda, uma bonequinha.

Sentindo-se observada, ela fixou em mim, durante uns segundos, um olhar cheio de interrogações. Interrogações que eu me fiz nas semanas seguintes. Havia algo misterioso naquela aluna transferida de outro município que não me saía do pensamento.

Taciturna, ela se mantinha arredia aos grupinhos que se formavam naquela turma de terceiro ano do ensino médio, quase não falava e se recusava a ir à lousa. Em suma, era uma pessoa tímida.

Por isso, estranhei encontrá-la, semanas depois, numa festa ao ar livre, onde corria solta a bebida e outras coisas.

Foi ela quem se aproximou.

— Quer uma caipirinha, professor?

Aceitei. Bebi do seu copo; ela foi buscar outro; depois mais outro, que bebíamos conversando trivialidades, até que ela me pediu carona para retornar à sua casa.

Dentro do carro, não resisti. Aproximei a boca para um beijo, que ela aceitou, que se prolongou. Mas retirou a mão que eu ensaiava deslizar para baixo de seu vestido preto.

— É muito cedo pra isso, professor — disse ela com a voz macia que ainda ressoava em minha cabeça quando me deitei, um pouco zonzo da bebida e a consciência um pouco pesada por ter me envolvido com uma aluna.

Mas o envolvimento era recíproco.

Tendo salvo meu número, ela me mandou uma mensagem no dia seguinte, domingo:

“Bom dia, dormiu bem?”

“Dormi pensando em você.”

“Eu também”, escreveu, “vamos nos encontrar hoje à noite?”

Muitos beijos, doces beijos, paramos num barzinho, seguimos de mãos dadas até uma mesa dos fundos. Cerveja e beijos, cerveja e beijos.

— Vamos lá em casa?

— É cedo pra isso, professor.

Comecei a me irritar.

No carro, novamente ela me impediu de pôr a mão sob a saia.

Terminei de me irritar:

— Então é melhor a gente terminar!

Meu carro era um Maverick de coleção, bem conservado, que, em vez de dois bancos dianteiros, possui apenas um, comprido e confortável como um sofá. Como a alavanca de câmbio fica no cano do volante, nada impedia o contato dos corpos.

— Eu não quero perder você, professor — disse ela com voz triste, pousando a cabeça em meu ombro.

Seu calor, seu perfume, sua mão carinhosa sob minha camisa, a irritação foi diminuindo. “É a primeira vez que eu amo alguém de verdade”, disse ela, chorosa. Sua mão descendo, alisando meu pau por cima da calça. O tesão foi crescendo.

Desabotoando a calça, correndo o zíper, pus o pau para fora. Ela segurou, apertou, como se medindo o tamanho e a dureza, e se pôs a me masturbar como quem sabe. “Chupa”, pedi. Ela chupou um pouco, depois parou.

— Tá bom, professor, eu vou na sua casa, se você prometer não me tocar.

Misteriosa Jacy, que, na minha cama, chupou os meus 16 centímetros com dedicação, lambendo, deliciando-se, engolindo todo (“ai, que gostoso!”), interrompendo-se de vez em quando para admirar o membro teso que solidificava nossa relação. Gemendo e me contorcendo de prazer, gozei em sua boca, que ela não afastou. Após ingerir todo o esperma, ela se aninhou em meus braços.

— Eu amo o senhor, professor — disse ela.

Nos dias seguintes, quando nossos horários coincidiam, saíamos do colégio juntos, passávamos na minha casa, eu tomava banho (prezo muito pelo asseio) e lhe dava a pica para chupar. Era lindo ver aquela bonequinha com o meu pau na boca, fazendo-me gemer de prazer.

— Cada vez eu gosto mais — dizia ela.

E cada vez eu gostava mais dela. Mas me incomodava sua atitude de não querer que eu a tocasse intimamente. Então, certa noite, no mesmo bar onde nossa relação começara a se fortalecer, ela bebeu demais.

— Fofinho — disse ela com a voz pastosa —, eu preciso contar um segredo.

— O que é, linda?

Ela se calou.

No carro, ela me beijava, suspirava e, dessa vez, não me impediu de insinuar a mão sob sua saia. Mão que subiu, encontrou sua peça íntima e... surpresa! Um volume inesperado.

— O que é isso? — perguntei pronunciando lentamente as sílabas.

— É o meu pipizinho.

Os pensamentos se embaralhavam em minha cabeça. Como proceder diante de tal situação? E por que eu não retirava a mão daquele volume que endurecia? Por que eu estava acariciando-o por cima do tecido? Havia algo de muito excitante naquela situação.

CONTINUA

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