Que conto magnífico. Não vejo a hora da continuação, especialmente pelo momento em que eles possam se entregar a Oswaldo, cedendo à sua chantagem e permitindo que ele assuma o controle e estabeleça suas próprias regras, inaugurando essa nova realidade ficcional.
Vejo alguns comentários pedindo para que o marido “mude de atitude” ou “coloque um basta” na situação, mas isso iria contra a fantasia dele. Ele é um cuckold, um masoquista emocional, um submisso, e é justamente nesse lugar que está o seu desejo e a sua realização: ceder, ser diminuído, ser humilhado, ele buscou por isso e sente prazer com isso, e trata-se de um conto ficcional, e o sentido da narrativa é exatamente esse, ao meu ver.
Nem toda fantasia segue os mesmos valores ou expectativas da vida real. Se fosse um relato real, eu também desejaria que ele tomasse uma atitude e colocasse um basta nisso. Mas aqui estamos falando de ficção, e o desejo tanto do marido quanto da esposa é esse. O marido não sente prazer apenas em ser humilhado e diminuído diante dos dois, mas também em ver sua parceira sendo humilhada, e da mesma forma, a esposa sente prazer em ser tratada como um objeto, em ser objetificada e colocada nesse lugar.
Não devemos confundir ficção com realidade quando, na verdade, a narrativa é uma exploração consciente do que se tornou um desejo do marido e da esposa.
Que venham mais capítulos e contos e mais desdobramentos dessa dinâmica.
Entendo parcialmente e o Bruno também. Mas a parada saiu do controle quando eles o excluíram e quando o cara drogou ele.