Uma puta dama - Parte 5

Um conto erótico de Beto (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 4471 palavras
Data: 27/01/2026 10:49:38

Em homenagem à Ida, então.

Segue a continuação.

Espero que curtam.

Agradeçam a ela.

Forte abraço,

Mark

Ela então encerrou a chamada. Olhei atônito para o aparelho. Tentei fazer uma nova chamada, mas ela apenas chamava... chamava... chamava... Tentei 3 vezes e nada. Olhei na foto de perfil de Helena no WhatsApp e onde antes ficava uma foto de nossa última viagem, com ela sorrindo ao lado de um coco caracterizado como um rosto, havia sumido.

Peguei a chave do meu carro e rumei até o centro de convenções. Ela falaria comigo, nem que fosse em meio ao caos...

[CONTINUANDO]

Enquanto dirigia até o centro onde a convenção se realizava, fiquei me indagando sobre como chegamos até aquele ponto. Aquela mulher com quem falei ao telefone em nada se parecia com a Helena. Não com a mulher com quem casei. Não com aquela que sempre acordava com um sorriso no rosto, me olhando como se eu fosse a única pessoa que realmente importasse. Eu havia até mesmo suspeitado de que outra pessoa tivesse me mandado aquela maldita mensagem no avião, mas depois de hoje, do que ela fez me bloqueando sem qualquer explicação, eu já não sabia de mais nada.

Foram quase 45 minutos até o centro. Com o meu crachá do dia anterior, adentrei ao recinto e segui direto para a sala onde a convenção se desenrolara no dia anterior. Entrei discretamente só para vê-la totalmente silenciosa e vazia. Não havia uma única alma viva ali dentro. Até havia. Um faxineiro passava uma vassoura perto do palco e fui até lá falar com ele:

- Ah não. Hoje tiveram uma reunião de manhã, mas não tem nada programado para agora à tarde.

- Mas... e a convenção!? Acabou?

- Não que eu saiba. Parece que hoje fariam uma visita a alguma empresa, ou fábrica... Não sei direito.

- Como assim!? Todos eles?

- Não sei. Acho que é... Não sei, senhor.

Fui até a recepção, em busca de maiores informações e o retorno foi o mesmo, o de que hoje haveria uma atividade externa, mas que eles não sabiam explicar qual ou onde. Até um dos atendentes suspeitou de mim, afinal, eu deveria estar com o restante do grupo, mas justifiquei dizendo que não participara do evento da manhã e me separei do grupo, sem saber para onde foram. Foi uma péssima desculpa, mas ainda assim funcionou.

Saí dali desolado.

Voltei para o hotel, inconformado com a minha má sorte. Ou quem sabe seria uma nova coincidência para me afastar da Helena, mas... Não! Seria muito imaginar que eles teriam contratados dezenas de atores para simular uma convenção. Eles não teriam porquê fazer isso, afinal, ninguém imaginava que eu estaria ali.

No caminho de volta, nem sei como porque não fazia parte do trajeto, passei em frente ao café da Annie. Parei, estacionei e entrei. Ela estava atendendo um grupo de jovens e ao me ver entrando e acenando, abriu um lindo sorriso, acenando de volta. “Ah, Beto... Cê vai fazer besteira, caralho!”, pensei comigo mesmo. Alguns minutos depois, ela se aproximou da minha mesa:

- Café, senhor? – Perguntou com um sorriso nos olhar.

- Eu... queria que a outra mocinha me atendesse. – Fiz um meneio de cabeça para a colega da Annie que servia um senhor.

- Mas... por que? – Annie me perguntou, confusa.

- Ah, é que a que me atendeu ontem não sabe fazer um café, sabe?

Annie me encarou e colocou as mãos na cintura, boquiaberta, fingindo uma chateação. Mas sorriu em seguida:

- Espera aí que já vou resolver isso...

Ela foi até atrás no balcão e minutos depois voltou com uma xícara grande de café, e quando digo grande, quero dizer grande, imensa, tamanho família. Além disso, trouxe um bolinho, parecido com uma queijadinha. Assim que me serviu, sentou-se à minha frente e bebericou a xícara, sorrindo:

- Quero ver reclamar...

Dei uma risada da cara que ela fez. Naqueles meus últimos dias de turbulência, Annie era realmente um oásis de paz e tranquilidade. Beberiquei o meu café, saborosíssimo diga-se de passagem e sorri para ela. Então, dei uma mordida na queijadinha e me surpreendi com o sabor:

- Gostou? – Ela me perguntou, sorrindo.

- Muito bom. Parece um doce do Brasil chamado queijadinha.

- Aqui se chama Topfenstrudel.

Ofereci para ela, mas ela recusou, dizendo que já havia comido bastante enquanto preparava:

- Você!? Você cozinha?

Ela deu de ombros e olhou ao redor, como se dissesse “Eu trabalho aqui, cara. Óbvio que cozinho.”, mas ainda assim, educadamente explicou que adorava cozinhar. Era um hobbie que ela acabou incorporando ali na cafeteria.

Mulheres são muito mais sensíveis do que imaginamos. Com poucos minutos de conversa, Annie me encarou no fundo dos olhos:

- Você não está bem.

Eu não estava realmente, mas não imaginava que pudesse estar tão estampado no meu rosto. Sorri timidamente para ela e tentei mudar de assunto, mas ela foi enfática:

- Você quer conversar. Só está com medo do meu julgamento. Não tenha. Estou aqui para ouvi-lo e se puder te ajudar, ajudarei. – Ela complementou e tocou a minha mão.

O toque sutil, suave da mão dela sobre a minha, pareceu me dar um choque de realidade. Eu sabia que se ficasse ali, iria acabar me envolvendo com a Annie e traze-la para o furacão era algo inaceitável para mim:

- Annie... eu não me sinto à vontade.

- Tudo bem. Não precisa ficar à vontade. Apenas conte o que quiser contar. Eu ouço e bebemos café. – Disse ela, voltando a bebericar minha xícara.

Eu precisava ser totalmente sincero com ela e após refletir brevemente:

- Eu... preciso que você saiba que... sou casado...

Ela deu de ombros:

- Eu sei. Vi sua aliança.

Olhei na minha mão esquerda e num reflexo involuntário, a mão direita a cobriu:

- Pois é... E acho que estou sendo traído...

Agora, ela se surpreendeu. Ajeitou-se na cadeira, ficando ereta e olhou atentamente para mim:

- Tá. Isso eu não sabia. – Ela bebeu um bom gole do meu café: - Você tem certeza? Viu ou alguém te contou?

- Ela me contou...

Annie arregalou os olhos e cobriu a boca com uma das mãos:

- Nossa!...

- Pois é... Ela me mandou uma mensagem no WhatsApp dizendo que iria me trair. Não é loucura?

- Nossa... Nossa... Nossa... – Annie resmungou e logo fez uma carinha invocada: - Mas... Beto, por que ela faria isso? Quem trai, não faz às escondidas?

- Pois é também! Estou tentando conversar com ela há dias para entender tudo isso. A Helena, ela... – A dor de falar sobre a quase certa traição de Helena, me encheu os olhos de lágrimas, mas me contive: - Não parece a minha esposa, Annie. A Helena... simplesmente não é assim.

Annie fez um biquinho e tomou outro gole do café, depositando a xícara à minha frente e dizendo, sem levantar o olhar:

- Nenhum traidor é, Beto. Por isso, dói tanto. Acaba sendo uma decepção e tanto.

Conversar com a Annie ali, refletindo sobre Helena, me fez duvidar de minhas próprias conclusões até então, tanto que abri o aplicativo de mensagem e li aquela maldita mensagem, recuperada pelo Zico. Traduzi num aplicativo para o inglês e mostrei para a Annie, que ficou horrorizada, dolorida, com os olhos marejados.

Quando ela me entregou o celular, puxou os dois pés para o assento em que estava e desviou o olhar para uma janela ao lado. Ainda assim, eu via a dor em seu olhar, as lágrimas querendo cair e ela as segurando, talvez querendo se fingir de forte para tentar me dar alguma segurança.

Li novamente a mensagem, agora com ainda mais cuidado, mesmo que doesse:

“Amor,

Pensei muito se deveria escrever, ou te contar pessoalmente, ou nem te contar para evitar que você sofresse. (...)”

Tá. Essa parte é fácil. Ela escreveu, se arrependeu e decidiu que iria me contar tudo depois, como se isso fosse tornar a coisa mais fácil de ser aceita:

“(...) Mas eu jurei que seria honesta com você e mesmo que doa, em você e em mim, preciso me abrir. (...)”

“Doer nela... Só se for quando dá o rabo para o amante!”, pensei sarcasticamente. Mas eu também sabia da honestidade da minha esposa, ou talvez não soubesse:

“(...) Há algumas semanas, tenho sido semanalmente assediada por um alto executivo da empresa.

Sim. Assediada no sentido sexual da palavra.

Eu não transei com ele, nem queria, mas situações me levaram a concluir que se eu não fizer isso, tanto eu como você podemos ser muito prejudicados, talvez arruinados financeira e emocionalmente. (...)”

Helena não era uma novata e capacidade para se defender, ela tinha de sobra. A ideia dela se entregar a outro apenas por causa de um assédio não se sustentava. Além disso, eu sou advogado. Se ela tivesse se aconselhado comigo, eu a teria orientado a colher provas e meter um processo milionário de indenização contra a empresa.

Mas até não era isso o que me incomodava. O que me incomodou foi o trecho seguinte: “Eu não transei com ele, (...)” Ótimo! Então, haveria chance de eu evitar aquilo, mas não agora, passados 2 ou 3 dias, em que certamente ela já teria sido abatida. O problema era o trecho seguinte: “nem queria, (...)”, no passado. Ou seja, ou ela errou no momento de digitar, ou ela há havia se entregado e tentou suavizar a mentira dizendo que não havia transado ainda:

“(...) Essa viagem... Essa convenção... Tudo acabou convergindo para que eu tenha que fazer uma escolha que pode ser terrível, mas que, ao mesmo tempo, poderá ser um importante divisor de águas em nossa vida. (...)”

Sem dúvidas com isso eu concordava! Acontecesse o que acontecesse, esse seria um divisor de água entre Helena e eu. Só não sabia se seria para o bem:

“(...) Não posso te explicar todos os detalhes agora. Mas quero que saiba que tudo o que eu fizer a partir de hoje, será pensando em nosso futuro.

Sim. No meu e no seu futuro, juntos, se você ainda quiser ficar comigo. (...)”

Essa era a parte mais estranha. Como assim me trair pensando em nosso futuro? Não havia lógica alguma. A própria proposição em si já era contraditória ao resultado pretendido. Eu nunca aceitaria uma traição, mesmo sendo dela. Nada, nunca, justificaria uma traição.

“(...) Espero que compreenda que faço tudo por nós, mesmo que nos machuque um pouco no caminho.

Rezo a Deus para que você me perdoe.

Eu te amo, mais do que a minha própria vida.

Da agora não somente sua, mas sempre sua,

Helena.”

O resto era somente uma tentativa de pedir o meu perdão para algo que ela já parecia ter decidido. Tendo me traído ou não, ela trairia, e isso me matava sempre um pouco:

- Isso é coisa de gente doente... – Ouvi a voz da Annie, tirando-me do meu transe.

Eu a encarei e apenas balancei a cabeça concordando. Um silêncio nos engoliu, mesmo com o tilintar de xícaras e talheres:

- Annie! Me ajuda aqui, por favor? – Pediu sua colega.

A Annie apertou a minha mão, um olhar caridoso agora na face:

- Espera eu voltar?

Balancei a cabeça, concordando e lá foi ela. Reli a mensagem duas vezes, cada uma doendo igual a outra. Logo, a Annie voltou:

- Você precisa se desligar disso...

- Oi!?

- É. Você precisa sair, relaxar um pouco, e vai ser hoje.

- Annie, não estou com cabeça...

- Estou nem aí! Vai sair comigo sim. – Ela pegou um papel e escreveu o seu endereço: - Me pega às 20:00!

Peguei o papel com o endereço e ela insistiu:

- Em qual hotel você está?

- Por quê?

- Porque se você não for me buscar, eu vou buscar você.

Fiquei surpreso, mas também convencido de que ela faria realmente o que dizia. Ela tinha um... fogo no olhar. Algo que eu vi várias vezes em Helena. Curiosamente, não nos últimos 2 anos...

Peguei o papel e marquei o nome do hotel e o endereço. Ela olhou e balançou a cabeça, concordando:

- 20:00, Beto. Venha me buscar ou eu vou te arrastar pelo colarinho. – Disse e deu uma gostosa risada: - Use algo social, mas despojado. Não precisa vir de gravata, mas um terno ou uma jaqueta de couro social, seria uma boa escolha.

Paguei o meu café, mesmo ela insistindo que não iria receber, aliás, só recebeu porque eu ameacei de não ir ao seu encontro. Depois sai, porque ela precisava trabalhar e não cuidar de um chifrudo como eu.

Voltei ao hotel e me joguei na cama. Dormi. Acho que a tensão estava me cansando sem nem eu perceber. Foram 2 horas direto. Acordei às 18:00 e decidi tomar um banho, pois tinha um compromisso, enfiado na goela pela Annie, mas ainda assim, um compromisso.

19:15 saí do hotel rumo ao seu endereço. Em 30 minutos cheguei ao endereço que Annie havia me passado. Já de cara pensei que estivesse no endereço errado, pois o prédio era de uma arquitetura arrojada e numa localização aparentemente bem valorizada. Não havia campainha ou interfone, mas sim uma guarita. Dirigi-me até lá e me apresentei, informando que Annie do apartamento 22, me aguardava. O porteiro de olhou de cima a baixo, mas cautelosamente ligou interfonou para lá. Rapidamente seu semblante mudou:

- Miss Annie pediu para lhe informar que já está descendo. Pediu que o senhor aguardasse no saguão.

“Saguão!? Que porra de prédio de apartamentos é esse?”, pensei enquanto andava por um jardim na direção indicada pelo porteiro. Adentrei a um saguão chique, com vários sofás, uma lareira, livros e um cafeteira automática. Sentei-me e aguardei. Mas não muito, porque logo Annie desceu. Linda. Resplandecente.

Helena é a mulher mais bonita que eu já conheci, em diversos aspectos. Senhora de uma beleza clássica, formal, séria, mas estonteante, principalmente quando ela quer me seduzir, quando passa a transitar entre as caricaturas da executiva poderosa, ou então da mãe de família, ou ainda da esposinha casta, e da putinha devassa. Mas Annie não ficava atrás. Ela era loira, alta, esguia, e agora produzida para a noite, estava belíssima. Usava um vestido vermelho forte, curto até o meio das coxas longas e torneadas. O busto era adornado por um decote bonito, nem grande, nem pequeno, os braços nus com exceção de algumas pulseiras. Ela usava um rabo de cavalo alto e uma maquiagem marcante, mas não exagerada. Eram belezas distintas, mas igualmente surpreendentes. Certamente o homem que a tivesse do lado, seria um homem de sorte. Opa! Esse sou eu. Acho...

Cumprimentamo-nos com um discreto beijo na face. Eu não cansava de olhá-la e ela gostou do efeito que causou em mim, pois abriu um sorrisão:

- O que? Não está bom? – Perguntou, levantando e abrindo os braços à altura do busto, e dando uma voltinha.

- Bom!? Nossa! Você está linda. Simplesmente espetacular.

- Ah! Obrigada. – Disse me dando um tapinha no peito: - Você também está bem bonito.

Um silêncio nos engoliu, mas não um constrangedor e sim um contemplativo, meu para ela. Ela deu uma gostosa risada:

- Vamos?

- Hã!? Ah tá. Vamos...

Entramos em meu carro de aluguel, um sedã médio de uma marca francesa, que agora parecia pouco para a beleza de Annie. Ainda perdido com a beleza da jovem loira, perguntei:

- Então, moça... Para onde?

- Do que você gosta, Beto? Agito, sonzeira, baladinha...

Claro que eu não estava numa boa “vibe”. Ela nem esperou a minha resposta e digitou um endereço no GPS:

- Só vai. Certeza que você vai curtir.

Foram 30 minutos dirigindo. Eu me esforçava para não desviar a minha atenção até Annie, mas estava difícil. Logo comecei a ter um certo “deja vú” enquanto seguia as indicações do GPS. Mais alguns minutos e eu passava em frente a um já conhecido prédio histórico, o mesmo em que Helena esteve com o Mr. Bronson e aquele outro dias atrás. Olhei para a Annie que sorriu:

- É um clube bem exclusivo, chique até demais para o meu gosto. Mas acho que você vai gostar, porque é tranquilo e poderemos nos divertir sem excessos.

- Já estive aqui. Não vão nos deixar entrar...

- E por que não deixariam?

- É um lugar para pessoas bem abastadas. – Esfreguei meu polegar e o indicador.

Ela me olhou surpresa por um instante:

- Só vai. Estaciona na frente da portaria e deixa o resto comigo.

Agora quem estava surpreso era eu. Não imaginava o que aquela moça poderia dizer para nos colocar lá dentro. Mas ela foi tão incisiva que eu decidi pagar para ver.

Estacionei bem em frente a portaria e logo um “valet” veio abrir a porta para Annie, auxiliando-a a sair. Enquanto isso, eu já dava a volta e parei ao seu lado. Entreguei a chave para o “valet” e ela segurou o meu braço. Seguimos até onde ficava o acesso. 3 seguranças estavam lá nesse dia, 1 dos quais me barrou a menos de 24 horas:.

Naturalmente, ele me reconheceu e se colocou de prontidão. Mas estranhamente ao ver com Annie, arregalou levemente os olhos. Um mais velho, que parecia ser o chefe dos outros dois, cumprimentou a Annie com uma reverência que me surpreende:

- Boa noite, miss Rothschild. É muito bom revê-la após tanto tempo.

- Olá, Mr. Franz. Seria possível conseguir uma mesa para mim e meu acompanhante?

- Certamente, miss.

Ele bateu palmas e uma jovem atendente surgiu do nada. Fomos orientados a acompanha-la. Eu olhava surpreso para a Annie que sorriu para mim e me piscou um olho. Não pude deixar de olhar com um certo sarcasmo quando passei do lado do segurança que me barrou na noite anterior, porque sua cara era de pura surpresa, de espanto mesmo.

Assim que nos sentamos à uma mesa, não me contive:

- Rothschild!? É um sobrenome poderoso...

- É. Acho que sim. – Disse Annie, com um certo desdém.

- Como você fez aquilo?

- Aquilo o quê?

- Ora! Como o quê!? Entrar aqui. Esse não é um clube exclusivo.

- É sim. Mas ser filha do Chanceler me abre algumas portas.

- Chanceler!? Você é filha do Chanceler da Áustria.

- Desde que eu nasci... – Ela brincou e sorriu: - Isso muda alguma coisa?

Eu fiquei perplexo, mas logo sorri de volta. Aliás, dei uma risada gostosa:

- Claro que muda. Ontem, eu fui barrado e hoje quase fui carregado no colo...

- Por que você esteve aqui ontem?

Acabei explicando para ela da minha investigação, da minha tentativa frustrada de entrar aqui e da minha campana que deu em nada. Fomos interrompidos brevemente por um garçom que veio pegar nossos pedidos. Ela, entretanto, me ouvia atentamente, em silêncio. Só quando acabei e isso depois de chegar a parte em que Helena me bloqueou é que Annie falou:

- Essa mulher não te ama, Beto. Não vejo nada que possa justificar uma atitude dessas.

- Pois é. O pior é justamente ela fazer sem me explicar o porquê. Se ela ainda me dissesse “terei que ficar off line por alguns dias em virtude de alguma cláusula de sigilo empresarial”, eu aceitaria, mas me deixar assim sem nenhuma explicação é que me machuca.

Annie se apiedou de mim e tocou a minha mão, acariciando. Só então me dei conta da palavra que usei “machuca” e, pela primeira vez desde que cheguei ali, senti ter me aberto totalmente para alguém.

Assim que nossas bebidas chegaram ficamos em silêncio até o garçom nos servir. Aproveitei para dar uma analisada no ambiente. O luxo despontava absurdamente. Realmente estávamos entre os “mais mais” dos “mais mais”. Fiquei até com medo de imaginar quanto o meu uísque e o Spritzer de Annie custariam. Mas Annie, entretanto, parecia habituada e despreocupada.

Ela, notando o meu deslumbramento, começou a me falar do local, dando aula sobre estilo clássico, neo clássico e outros tantos que eu nunca ouvi falar, explicando isso e aquilo de algum detalhe daquele salão. Outro garçom se aproximou e nos entregou os cardápios, retirando-se após. Abri e meu queixo quase caiu no piso de mármore carrara. Havia pratos a partir de € 40 (uma simples saladinha) até €a espécie de carpaccio com caviar).

Após algum tempo, um senhor bem vestido, maduro, de andar ereto e olhar sóbrio se aproximou e nos cumprimentou. Annie se levantou e o abraçou, conversando algo em alemão. Ele parecia a conhecer há tempos e após retribuir a gentileza, trocando algumas palavras, me olhou, estendendo a mão:

- Sou Hans Fritz, seu criado. Espero que sua experiência hoje seja a melhor possível, senhor.

Annie voltou a se posicionar à frente de sua cadeira e ele a ajudou a se assentar, empurrando a cadeira pouco à frente. Depois, voltou sua atenção para mim:

- Já estão prontos para pedir, senhor?

Antes que eu dissesse algo, algo que eu não sabia o que era, Annie me encarou:

- Que tal fazermos um menu de degustação, Beto. Conheço o chef daqui e ele é simplesmente divino. Acredito que se surpreenderá.

Imaginei que a facada me engoliria vários e vários euros, mas o Mr. Fritz se adiantou, dizendo que a sugestão de Annie era espetacular, uma verdadeira viagem pelos tons, sabores e sensações.

Antes que eu dissesse algo novamente, uma figura jovem, pouco mais velho que a Annie, mas bem mais nova que o Mr. Fritz se aproximou:

- Annie!? É você mesma? – Disse o rapaz, todo paramentado como um chef: - Há quanto tempo?

Annie novamente se levantou e o abraço agora foi mais efusivo, apertado, íntimo mesmo. De imediato, entendi que ali havia alguma história. Annie o apresentou para mim como Leo. Apenas Leo... Levantei-me e ele me abraçou ao invés de apertar minha mão, dando ainda dois beijos em meu rosto, algo que me surpreendeu bastante.

Annie falou de sua sugestão de fazermos o tal menu de degustação:

- Magnifique! – Disse o tal Leo, quase quebrando o punho: - São meus convidados. Faço questão de surpreendê-los.

Trocamos algumas palavras e ele saiu em direção à cozinha, quase saltitando de tanta felicidade:

- Ex-namorado? – Perguntei assim que já estávamos sentados.

- Quem? O Leo!? – Indiquei que sim com um sorriso e ela gargalhou, contendo-se em seguida: - Beto, o Leo é gay! Não viu o jeitinho dele? Nós fizemos um curso de línguas juntos. Só isso...

Dei uma risada e ela continuou:

- Bem, não foi só isso... Na verdade, eu apresentei um amigo para ele... – Annie sorriu e piscou novamente um olho para mim.

Bom, resumindo... Foi uma noite simplesmente espetacular. Bebemos, comemos, conversamos muito e nos divertimos demais. Chegamos até a dançar coladinhos uma música do Júlio Iglesias, bem ao lado da nossa mesa, chamando a atenção de quase todos no salão.

A uma certa altura, a natureza fez o seu papel e precisei usar o banheiro. Pedi licença e disse que voltaria em breve. Ela disse que me aguardaria no bar, pois ainda queria tomar um drink, cujo nome agora não me recordo.

No banheiro, após me aliviar, enquanto lavava as mãos, me peguei imaginando se não poderia estender a noite com Annie. Ela queria, estava estampado em sua cara. Acho que só dependia de mim e não era fácil. Decidi não decidir nada, deixando para o acaso.

Fui até o bar e não vi Annie de imediato. Imaginei que ela pudesse ter ido ao toalete. Pedi outro uísque e me sentei num banco para aguardá-la. Fiquei bebericando e olhando tudo ao meu redor, tudo, todos e ninguém ao mesmo tempo. Até que, numa mesa mais escanteada, eu a vi: Helena. E ela não estava só. Junto dela havia 1 homem que eu nunca vira antes.

Helena estava linda, usava um vestido longo e chique, parecia preto de onde eu estava. Seus cabelos estavam soltos, caindo em ondas sobre os ombros, algo que ela usava apenas em momentos particulares. De tudo, o que mais me impressionou é que ela parecia estar feliz, conversando, sorrindo, mas sem intimidades excessivas. Apesar de que, de onde eu estava, parecia ver alguns movimentos sugestivos sob a mesa.

Eu não consegui desviar o meu olhar dela e não sei quanto tempo fiquei ali encarando a minha própria esposa, como se eu fosse um tarado qualquer. Mas foi tempo suficiente para, num momento em que seu acompanhante saiu e ela ajeitava o cabelo, vê-la olhar na minha direção, e me encarar, abrindo a boca de imediato.

Sustentei o meu olhar, mas ela não. Helena fechou os olhos e baixou a cabeça, balançando-a como se estivesse tonta ou se duvidasse de si mesma. Ela voltou a olhar na minha direção, os olhos espremidos, atentos, e depois de confirmar que eu era eu, os arregalou novamente, voltando a ficar boquiaberta.

Dei uma golada no meu uísque e levantei o copo na direção dela, brindando a nossa desgraça. Eu quase podia ouvir o seu coração batendo descompassado de onde eu estava. Não sei quanto tempo ficamos assim, porque o tempo passou a ser um incerteza como muita coisa em nossas vidas. Mas durou até ela colocar uma mão sobre a boca, como se estivesse contendo um grito do mais puro horror.

Ali, naquele momento, só havia eu e ela. Nem me dei conta de que seu acompanhante já havia retornado, agora com uma loira alta e que estranhamente me parecia conhecida. Assim que eles viram que algo estava errado com Helena, começaram a conversar com ela, tentando tirá-la daquele transe, e conseguiram tirar a atenção dela de mim por um instante. Aproveitei para sair do balcão e como a Annie não apareceu, retornei à nossa mesa.

Annie estava lá, conversando animadamente com o Leo que agora ocupava o meu lugar, mas que se levantou ao ver minha aproximação:

- Desculpa, Beto, mas eu estava com tanta saudade de Annie... – Disse ele, quase quebrando o pulso.

Ela também me encarou, sorrindo, meio constrangida:

- Desculpa, Beto. Acabamos ficando entretidos aqui.

Acenei positivamente com a cabeça e me sentei, sorrindo para o nada.

Leo agora estava de pé ao nosso lado e Annie seguia conversando com ele até dizer:

- Ainda quero o meu drink. Você me acompanha, Leo?

- Claro, querida.

- Tem algum problema para você, Beto?

Eu estava entorpecido e não era pela bebida. Ainda assim me esforcei para lhe dar um sorriso e pisquei um olho, dizendo que a aguardaria. Ela se levantou e foi até o bar com o tal Leo a tiracolo.

Olhei para as minhas mãos e vi apenas o meu copo. Fiquei bebericando meu uísque, ainda sem saber o que fazer: confrontar Helena enfim, ou simplesmente dar-lhe as costas? Afinal, ela estava acompanhada, de outro. Foram minutos de um breu existencial, até que senti um toque em meu ombro. Suspirei fundo, vestindo a minha melhor máscara de “tudo bem”, tentando não afetar a Annie e falei:

- Já era hora...

Imaginei que fosse Annie, mas, quando subi o meu olhar, senti como se o mundo todo parasse, porque ali, parada ao meu lado, com o olhar de quem havia visto ou ainda via um fantasma, estava ela: Helena.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

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Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 336Seguidores: 712Seguindo: 28Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

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Boa tarde! Quando opnei que ele deveria sair com a Anie, não foi no sentido de transar, mas no sentido de se distrair, desparecer, para dividir os problemas com ela, desabafar, que ela se mostrou uma boa ouvinte, para de cabeça fria resolver melhor sua situação com a esposa.

Mas volto a enfatizar: vamos esquecer a primeira mensagem, que existe uma boa chance de ter sido escrita e enviada por outra pessoa, por motivos óbvios que já foram bastante discutidos aqui. Mas só o fato de ter bloqueado o marido, já é motivo suficiente pra condenação dela, como esposa.

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Essa história tá ficando boa demais...

Mas existe algo de podre no Reino da Dinamarca ou Áustria ou sei lá onde... Kkkkkk

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Desacordo com o que li em comentários postados aqui, traição não é só o ato sexual en si, mas também atitudes tomadas pelo pelo marido/esposa, no caso da Helena:

Optar por não realizar a viagem com o marido,

Se negar a falar com ele,

Bloquear o número do marido.

Sei que é muito fácil resolver a questão dos outros, mas acredito que nessa abordagem dela no final desse capítulo, o Beto deveria deletar ela nesse momento, não dar atenção e ir saindo com a Anie e fazer de conta que não conhece a Helena. Como quem diz: ela quis assim, depois agente resolve. Ele tem que se valorizar um pouco, e parar de ser deixado em segundo plano pela esposa.

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Beto com a Annie não é traição???

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Alguém colocou em um cometário que ele já se considera solteiro. E que encontrar a Helena atrapalhou o rolê. Daí, na cabeça dele não seria.

Para mim, enquanto não houver uma sentença definitiva, os dois estão casados.

Então, respondendo, para ele não seria. Para mim seria.

Temos que lembrar que antes de ser bloqueado ele perguntou se tinha um problema entre eles e ela não disse que sim com a palavra sim. Mas disse que tem que conversar pessoalmente. E que não queria magoá-lo mais. Se isso não é um sim indireto, não sei o que é.

Não sabemos ao certo se houve ou não traição.

Mas que esse casamento subiu no telhado, não há dúvidas.

Falta comunicação entre eles. Cuidado. Presença.

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Concordo quando fala que as atitudes tomadas pela Helena são extremamente dolorosas e podem doer mais que uma traição física que ainda não foi confirmada. Mas entendo que ele tem sim a obrigação de dar a ela o direito a se explicar, e dependendo das respostas dela(não sei porque mas acredito na conversa deles, ele será publicamente humilhado por ela e pelos chefes) e aí sim tomar uma atitude

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Vinix ele se considerar solteiro por causa de uma mensagem no aplicativo, é de uma falta de consideração com a esposa sem precedentes, isso sendo uma mensagem que nem foi confirmada pela Helena, ao contrário, ela categoricamente afirma que não mandou mensagem, ainda perguntando se o Beto leu o conteúdo e numa cena burlesca de humor sem sal, ele imita estar perdendo o sinal do celular, numa clara e sem sentido demonstração de falta de confiança na esposa, este é o início patético de tudo, no mais, com certeza a Helena errou, mas se tirasse o carimbo de traidora mor, seria somente uma executiva enrolada com alguma falcatrua dentro da empresa e vivendo esse imbróglio, realmente deixou o marido em segundo plano, já o Beto no meu ponto de vista, já traiu de fato, ou se a mulher de alguém desse um selinho num lourão, gostosão, tipo Viking, filho do Chanceler da Austria, em Viena, talvez a cidade mais propensa a romance da Europa, depois de um almoço cheio de insinuações sensuais e ainda marca um encontro na noite da Cidade da Sedução, todos os amigos aceitariam de boa, tendo a certeza que não foi traição por parte dela?

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Sim, concordo com você na parte da traição.

Mas discordo da "executiva enrolada".

Não que ela seja um monstro.

Mas a falta de comunicação e consideração, de ambas as partes, vem de, pelo menos, dois anos antes dessa viajem fatídica.

O Beto banana é sim o traidor.

Não apenas traidor, mas candidato a membro do CPB.

Mas não é o único a ignorar o parceiro.

É disso que estou falando. Eles se acostumaram a se ignorar mutuamente.

Isso é triste.

E fatal para o relacionamento.

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Outras coisa: “ Seus cabelos estavam soltos, caindo em ondas sobre os ombros, algo que ela usava apenas em momentos particulares.”

O que significa “momentos particulares” ???

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Eu interpretei esse momento como "situações mais intimas"

Como se ela tivesse em um jantar com o marido, passeio e tal, fora do profissional.

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Eh, eu também !!!

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Pode ser também a Síndrome de Casmurro, estar vendo aquilo que quer ver. Até porque, quantas vezes ele a viu em um jantar sem que ela soubesse da presença dele, como ele poderia ter certeza que ela só agia assim estando com ele?

Ele a perseguia anteriormente, secretamente para observar seu comportamento longe dele, fora de um ambiente particular?

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Quando você se relaciona a muito tempo com alguém, você passa a perceber os comportamentos, gestos e dinâmica da pessoa.

Você sabe quando a pessoa está mais séria, com medo, solta, a vontade etc.

Do mais, sobre comparar o personagem com o Bento de Dão Casmurro não sei se dá certo.

O cara tomou um banho de água fria da esposa quando ela decidiu fazer a viagem a trabalho ao invés de comemorar o aniversário de casamento com o Marido.

Depois tem a primeira menssagem que ele recebeu no celular e a questão dela ter bloqueado ele e dado preferência a outros assuntos.

Cara em uma vida a dois, dentro de um compromisso de casado, esse tipo de comportamento é FODA, a traição vai além do relacionamento sexual com outra pessoa, ser trocado pelo emprego, preterido pelo momento e etc, também é traição, também machuca.

Mesmo que o personagem passe o resto da vida, seguindo a teoria da galera aqui, sem saber se a esposa deu pra outro ou não, só esses motivos já servem pra frustrar o relacionamento.

A confiança quando abalada fica tudo uma merda.

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Se fosse um homem cancelando aniversário de casamento, aniversário dos filhos, por causa de trabalho, sendo um alto executivo de uma empresa, esse comentário nem teria sido feito sobre ser trocado por trabalho também ser traição.

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Eu tenho uma filosofia de vida: não troco minha família por nada.

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Seria bom se mais pessoas pensassem assim.

Por outro lado, as vezes a manutenção do emprego precisa ser pesada.

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É o discurso ideal quando se estão garantidos alimentação, saúde, moradia, educação e recreação de toda a família, senão muitos julgarão irresponsabilidade em não proporcionar o máximo de sua capacidade, a vida moderna é cruel e a família pode ser ainda mais, ainda mais estando insatisfeita.

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Ok, todo mundo tem que trabalhar pra pagar as contas.

Mas no caso não foi uma reunião, ou uma viagem qualquer. Ela ja tinha agendado uma viagem com o Marido, era uma viagem comemorativo do casamento e a empresa já estava avisada.

Ela deu mancada...

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Eu acho egoísmo por parte do cônjuge que não entende uma oportunidade única na vida profissional do companheiro (a) deixar de ser realizada, se um viagem de férias pode ser reprogramada, já uma grande oportunidade no mundo dos grandes negócios é quase impossível de se ter outra oportunidade igual, quanto as férias estaria sendo reprogramada de imediato com a ida do Beto para Vienna, o que estragou e está estragando tudo foi a maldita mensagem, que torno a dizer, pode ser Fake. Se não fosse a mensagem, eles estariam curtindo uma cidade estonteante quando possível.

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Mas ele entendeu isso.

A viagem dele a Viena não foi para dar um flagrante.

Foi para fazer uma surpresa amorosa.

A mensagem atrapalhou sim. Mas o descaso dos cois com a comunicação é que tem atrapalhado mais.

E isso não é da viagem. Vem de antes.

Desde o primeiro capítulo quando o Beto narra o encontro de dois anos atrás com Mr. Bronson, eles já vinham deixando conversas importantes para depois. Encobrindo com silêncio ou com sexo.

A tatuagem por exemplo.

Quem faz uma tatuagem sem nem comentar com o companheiro que está pensando em fazer?

Não falo nem do conteúdo da tatuagem, mas da simples ação de fazer sem comentar o desejo.

Dá pra ver que tinha muita lacuna de comunicação.

Talvez não só comunicação.

O cara não viu a tatuagem na esposa? Parece que faltava presença também...

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concordo com vc em grau e gênero e também o Mark e a Nanda já que em varias comentários eles deixaram bem claro isso

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Porque já vi um milhão de vezes acontecer e nem estou falando do meu padrassto, porque aquele ali se pudesse trocar algo da minha vida por uma tarde no bar com a sinuca trocaria sem pensar duas vezes.

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some a isso a tatuagem que todos sabem que não foi pra ele. imagina você homem ir chupar sua esposa e ver ela marcada com algo que nao foi pra você, isso é de doer. e falando em dor, a dor emocional de se sentir preterido, escanteado como foi no caso da viagem, do recado e do bloqueio telefônico doe tanto ou até mais do que ver a amada em um ato sexual em se.

Fica uma impressão de que os homens nao tem direito de se sentirem emocionamente abalados

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Mas o ela na intimidade, chama ele de quê, não é Beto, Beto e com B, novamente vendo aquilo que quer ver.

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mas posso ter me enganado o que é normal rsrsrs

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"Amor" seria o apelido carinhoso, no trato diário é Beto, por isso que eu não entendo, se ela tatuasse um A de Amor seria mais convincente ou o primeiro sujeito com a inicial de nome A, seria o amante secreto da esposa... 🤔

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Exato.

Ela diz:

*Se* eu fosse tatuar uma letra pela forma como te chamo, teria que ter tatuado um “A” de amor...

Então, se o B não é pela forma como ela o chama, é por outro motivo. Mas isso foi há dois anos. E ficou por isso mesmo...

Acho que B é de Banana...

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De qualquer maneira que possa interpretar a Helena é traidora e o Beto e coitado, mas quem já tá pegando a Annie é o Beto kkkkkkkkkkkkkk

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E não podemos esquecer da moca do escritório... Esqueci o nome... Acho que naquela tuba tem gato também.

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Isso já é conjectura, não podemos fazer isso com o Beto. Kkkk

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Mas Osório, está Inverso, ele está reclamando que ela está agindo e se portando igual, e não diferente do normal da própria dinâmica, para mim isso é o cúmulo da Neurose, até porque ninguém tem o parâmetro de saber como o nosso cônjuge age longe de nós, a questão é essa, ela está agindo dentro da normalidade, ou ele queria que ela se vestisse no estereótipo de vestimenta de escritório, terninho e cabelo preso em coque baixo, em um clube elegantíssimo, por mais que supostamente seja um encontro de negócios, uma mulher de negócios tem que estar bem apresentável nesses tipos de ocasiões, para mim, ele tá vendo o que quer ver, o comportamento dela e vestimenta está extremamente condizente com um evento social de negócios.

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Sensatez, você está muito influenciado pelo “Don Casmurro” !!!

Não vejo como ser possível, durante o casamento, ele não ter presenciado ela sair para um evento social sem ele.

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Como ele sabe como ela se comportou durante o evento?

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Fora que cada evento é um evento, no qual a mulher se porta e se veste de maneiras distintas, além disso, ele citou o comportamento particular como parâmetro, ou seja, ela se comportando da mesma que quando está com ele, não vejo nada de negativo nisso, aliás vejo com positividade, ou ela estava se comportando com insinuações de flerte com o homem?

Eu não vi isso citado no texto, também qualquer outro tipo de comportamento indevido ou então estou realmente ficando paranóico em achar bom minha companheira, quando está sozinha, se portar socialmente da mesma maneira que quando está na minha presença.

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Já falei sobre isso, não vou entrar na questão de gênero, vou citar quem ocupa o cargo de responsável por Aquisições e Fusões de uma Multinacional, acha que investidores irão esperar o Beto tirar férias com a esposa e perder uma oportunidade de negócios internacional, ela deveria não pular no cavalinho selado passando na frente dela, sendo uma oportunidade única uma grande fusão de grandes empresas multinacionais, sendo ela a responsável pelo negócio.

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Para mim o comportamento da Helena está muito ambiguo, mas tendendo para a traição mesmo, afinal:

1 - Ela vai viajar a trabalho "do nada", em pleno aniversário de casamento e com viajem marcada com o marido.

2 - Avisa isso de última hora, sem se despedir nem dar mais informações ao coitado e ainda pelde que ele confie nela.

3 - Deixa o marido falando sozinho em vários momentos ou no "silencio" por várias horas/dias.

4 - Em um momento diz que vai largar tudo na viajem de trabalho e voltar para saber so marido.

5 - Mas logo em seguida, quando o marido telefona para ela, quem atende é o chefe/amante, que fica puto com o marido e ainda manda ela bloquear ele para que não incomode mais e ela aceita isso de imediato e sem questionar e sem dar explicação nenhuma ao marido.

6 - A propria reação da Helena ao ver o marido onde ela supunha que estaria "protegida" ja mostra o grau de incerteza que ela se encontra, pois não sabe a quanto tempo o marido está em Viena, nem o quanto ele ja sabe de suas "aventuras". Isso deve ter feito um turbilhão de sentimentos e pensamentos nela, praticamente congelando-a.

Resta saber agora, qual caminho e desdobramentos o Mark vai dar para eles. A história está ótima, mas torço para que o Beto tenha sua redenção e os traidores, se houverem, paguem devidamente "no marmore do inferno"!!!! rsrsrsrs

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1 - A profissão dela exige, ela é chefe de aquisição e fusão numa multinacional.

2 - Uma oportunidade de negócios deste nível não é difundida, então a pessoa responsável por uma devida proposta de aquisição ou fusão, pode ser convocada de última hora sim, de acordo com a disponibilidade dos investidores.

3 - Ela está trabalhando em uma fusão internacional de empresas, mesmo assim arrumou tempo para ligar para o marido e ele recusou para dar atenção a uma mulher que acabou de conhecer.

4 - Mostrando o quanto ela se preocupa com o bem estar e segurança do marido que ficou incomunicável, fazendo-a ligar para parentes, inclusive os pais dele, para ter notícias do marido, apesar dele estar de férias, esse tipo de comportamento não é de uma mulher em viagem de adultério.

5 - Não foi logo em seguida, foi após ele recusar a ligação dela durante um almoço com uma forte presença de flertes, e o chefe atendeu o telefone e foi escutado outras vozes no mesmo recinto, como se fosse uma reunião, aí sim, logo em seguida ela fala para todos ao redor, deixando claro que seria o marido, portanto teria prioridade em atende-lo.

6 - A reação dela foi de uma mulher perceber que tem um marido mentiroso, pensando que ele estaria perto de casa afogando as mágoas pela ausência dela, em um SPA, por falta de opção melhor, mas ela acaba de vê -lo, do outro lado do mundo num clube exclusivo, mesmo assim, por falta de iniciativa dele, ela vai ao encontro dele para tirar satisfação, se fosse uma mulher sendo flagrada em adultério internacional, agiria procurando o marido traído, ou em via de regras, ela tentaria sair do ambiente para tentar se explicar melhor longe do delito flagrante, ou seja longe do suposto amante, o que beneficiária a ela o confronto com o marido naquela condição.

Esse texto do Mark é fantástico por isso, tudo que você citou tá no texto, mas também tudo que eu citei, também está no texto, depende da visão de cada um interpretar as passagens do texto.

É o encanto de um texto bem redigido, não é só a idéia em si, é como as ações se desenvolvem em conjunto com as percepções dos personagens e também da percepção sob o olhar do leitor, sendo que cada leitor tem uma maneira peculiar de interpretar situações intencionalmente ambíguas.

Mas o que eu acho mais interessante, é que todos aprovam o comportamento do marido supostamente traído, na minha opinião ele efetivamente não se importa com a Helena, ele se importa realmente somente com a possibilidade de estar sendo traído, ele está se comportando com uma indiferença com a esposa, que é mascarado pelo sentimento coletivo de empatia a um marido traído (supostamente)

Reintero, que de concreto, somente o motivo pelo qual o Beto mudou toda sua visão em relação a esposa, ele a enxerga como uma vagabunda traidora, somente por causa da mensagem que foi apagada no celular, realmente existiu, mas ela não reconhece que a escreveu, nem o marido falou de seu conteúdo com ela, erradamente na minha opinião, muitos estão achando que ele foi viajar para pegar a mulher em adultério, mas isso não é verdade, ele caiu em si em estar contrariado por ela não ter podido viajar, mas por causa do trabalho, e remarcou a sua viagem para poder fazer uma surpresa e tentar criar uma história de ratificação do amor em um país diferente, tudo mudou por causa de uma mensagem que pode ter sido fake, só posso parabenizar ao Mark, mais atual do que isso impossível, pois toda a humanidade está sendo manipulada por Fake News, imagina um marido com tendências de Bentinho. Rsrs, Id@ só agora entrou o Casmurro.Rsrs

Essa é minha visão deste conto, se a mensagem não existisse, provavelmente a estória seria outra, mas esse conto mostra exatamente o que nós estamos vivendo no nosso dia a dia, uma mensagem digital ter mais valor que uma conversa em pessoa, desculpem, sempre eu escrevo muito, mas desta vez me superei, pois é um tema que me atinge fortemente, a humanidade está mudando de uma maneira exponencial e na minha opinião, neste sentido de intercomunição pessoal está mudando para pior devido a forma rasa que a comunicação digital está propondo.

Inclusive esse comentário extenso que estou fazendo, a maioria nem vai ler, não por ser desinteressante, que pode até ser, mas por ser muito grande, não importa o conteúdo, se for grande, é demais, então não merece ser lido, repito, a proposta da comunicação digital é rasa, é esse conto mostra isso com maestria, um casal que se ama, está sendo dizimado por causa de uma mensagem em um aplicativo, que por si só é um absurdo, imagina se a mensagem for Fake.

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Respondendo um pouco a tua interpretação, tem muitas coisas a serem explicadas mas ao meu ver o trabalho dela não e e nunca será mais importante que a família e cito se fosse tão importante a presença, hoje com todas a tecnologia disponível reunião e decisões podem ser feitas ao longe em qualquer lugar do mundo

Então isso seria a traição da Helena ao casamento, não necessariamente sexo

Mas vamos ver o Mark se mostrou um excelente manipulador dos leitores rrss

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Você tem razão quanto diz que mcom a tecnologia atual é comum se fazer reuniões virtuais de negócios, mas cabe lembrar o sigilo que reuniões finais de uma fusão ou aquisição tudo é diferente, demanda sigilo total e por muitas vezes horas, podendo se transformar em dias de negociações, é "OTO PATAMÁ", por isso o ambiente tem que ser totalmente controlado para as pessoas que estão nessas negociações, exatamente conforme está descrito no conto, ela ter ido falar com o marido, sem uma terceira pessoa já é uma quebra de protocolo gravíssima, ou às negociações já findaram, agora vou falar conforme a Giz falaria, se fosse um homem no cargo dela, não se acharia que estaria desprestigiando a família, e sim, garantindo o futuro com o próprio sacrifício em viajar a negócios, do que com a família em férias, eu mesmo fiz muito isso, guardada as devidas proporções, pois a Helena é Pica das Galáxias, e até me arrependo, mas fiz, e nunca fui julgado negativamente.

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Concordo com a sua visão também. Ambas são factiveis.

Discordo apenas na questão profissional e da viajem. Sou advogado e trabalhei em grandes multinacionais justamente em aquisições e fusões.

A coisa não acontece assim "no susto", há sempre uma agenda de atos e decisões a serem tomadas e uma viajem como essa seria apenas a "cereja do bolo", o último ato da aquisição, portanto, seria agendado com semanas ou meses de antecedencia, justamente para que todos os envolvidos pudessem se programar para estarem presentes.

Jamais se faz esse tipo de transação assim tão atabalhoada e desorganizada.

Perlo cvontrário, o que dá a entender é que a viajem foi para uma "CONVENÇÃO" OU REUNIÃO de investidores ou acionistas, das quais ja participei de muitas.

Nesses lugares se fazem apenas apresentações de intenções e propostas, colhen-se os apoios e negocia-se com os divergentes, nada tão importante que demandasse tamanha urgencia da Helena.

Nesse caso parece muito ter uma interferencia externa influenciando os acontecimentos, igual a "mensagem fake", cujo maior suspeito é o Sr. Bronson, até pq está muito claro que ele tem acesso ao celular da Helena(pq será?? desde quando??), o que vc acharia se fosse o celular da sua esposa na mão do chefe dela e sem que voce saiba disso??

No mais, reitero o mueu último parágrafo do comentário anterior.... Só o Mark sabe o que vai acontecer.

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Você está afirmando que uma grande fusão de consequências internacionais, em sua fase final, é compartilhada extensamente com todos os envolvidos, por muito menos eu vi e vivi sigilo completo, fora que todas as grandes fusões de mega empresas só são anunciadas após o término da negociação, caso contrário, se houver vazamento, toda a negociação retrocede, os mercados do mundo inteiro pagariam com a existência para saber a respeito de uma grande fusão ou aquisição de âmbito mundial com antecedência, mas não posso dizer que você está errado, só tenho a percepção de que seria sigilo total, por observação midiática e do mercado financeiro, nunca vivi in loco, uma negociação desse calibre, mas já vi sim pessoas sendo convocadas de último momento em situações infinitamente menores.

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sim, esse sigilo existe, mas apenas para quem é "de fora" do circulo que está à frente das negociações, e não me parece que seria o caso da Helena.

Dificilmente o "ato final" dessas fusão ou aquisição seria feita num evento parecido com o que está no conto, justamente pq os executivos envolvidos precisam estar focados inteiramente na reunião é que ela é marcada com muita antecedencia, permitindo que todos se programem sem sobressaltos e com o devido sigilo (a menos que permitamos uma certa "licença poética" ao Mark, para extrapolar os limites do que é real, para dar mais corpo à história).

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Só para completar.

Uma reunião tão importante JAMAIS teria uma segurança tão fraca.

Se até o Beto (um mero marido em busca de respostas e sem conhecimento nenhum em Viena) conseguiu se infiltrar na reunião e mesmo em lugares "exclusivos", o que não fariam os paparazzis da vida ou algum concorrente querendo melar tudo??

Por isso, para mim, essa reunião não é nada muito importante, mas serviu de pretexto para o "terceiro elemento" manipular as coisas e conseguir o que quer, afastar a Helena do marido e acabar de "domina-la".

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Sim, mas vale lembrar que na minha teoria a fusão no qual estamos falando é fraudulenta, fora dos trâmites convencionais, muito provavelmente aproveitando um evento para tentar não levantar suspeitas, e mesmo em fusões totalmente legais, até onde eu saiba, os envolvidos muitas vezes tem que estar em pronta disponibilidade, para qualquer reunião emergencial de fechamento de condições, como eu disse já vi acontecer com conhecido que teve que largar a família em Búzios para ir para Argentina emergencialmente, não sei a empresa e na realidade nem o cargo dele, mas tinha alto padrão, mas trabalhava com aquisições, se não engano ele trabalhava em análise de mercado, entretanto devo ter me equivocado em ser possível acontecer em um patamar mais alto.

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Caro Cycloppe, faltou dizer o que eu acho do Mr. B. ter acesso ao celular da Helena, tudo depende do contexto, se ela estiver em uma reunião, desligar o aparelho, jogar o aparelho na bolsa e coloca-la num aparador, o Mr. B. com certeza é misógino e machista o suficiente para caso veja o celular piscando dentro da bolsa, atender a ligação, ou seja, um acesso indevido ao celular, nenhuma conclusão pode ser feita sem a devida comunicação entre todos os envolvidos, isto é primordial para ser feito um juízo de valor equilibrado.

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eu li, e sempre leio atentamente seus comentários que faze. juz ao nome

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Em tempos de textão, aí vai o meu :-D

Estava com muitas dúvidas se havia traição ou se estavamos sendo levados por um narrador não confiável (Beto).

Reli todos os episodios.

Notei, de ambas as partes, muito descaso pela relação.

Já esive em muitas viagens a serviço. Muitas vezes em situações de muita tensão com muita pressão de todos os lados.

Sempre, em todas elas, pelo menos um bom dia por texto mandava para minha esposa com votos de que tivesse dormido bem. É pouco? Extrememente pouco. Mas nem isso nenhum dos dois se prontificou a fazer.

Os dois se acostumaram a se deixar no vácuo. Perece que ficou comum entre eles.

Outra coisa muito importante que não lembro de ter visto nos comentários: logo antes de ser bloqueado pela própria esposa o Beto pergunta:

"Tem algum problema entre a gente?"

A resposta:

"

- É complicado... - Ela se calou, trazendo o silêncio novamente para o seio do nosso relacionamento: - Mas não é justo fazer isso por telefone. Precisamos conversar pessoalmente.

- Porra! E eu vou ter que esperar uma semana para poder conversar com você?

Ouvi uma respiração dela, profunda, intensa. Ela parecia buscar coragem no fundo da alma para me revelar algo. Tremi. Não tenho vergonha de dizer. Um medo de que o fim estivesse próximo me cobriu:

- Eu... sei que você vai não entender agora... mas eu vou bloquear o seu contato até eu retornar. Depois, iremos sentar porque precisamos conversar muito seriamente.

- Me bloquear!? MAS POR QUE? – Berrei, descontroladamente.

- Porque eu te amo e não quero te machucar mais... – Disse ela, com uma voz chorosa.

"

Outra coisa: logo no primeiro capítulo ela, ao comunicar a viagem ao marido, diz: "aconteceram fatos estranhos aqui no trabalho"

Depois o marido diz que recebeu uma mensagem dela que ela nega ter enviado e, mesmo com coisas estranhas acontecendo em volta dela, não questiona mais a mensagem. Para uma alta executiva, desatenta demais a indicadores de problemas. A menos que estivesse ciente dos problemas.

Uma coisa que o Mark fez com maestria para nos deixar intrigados é não revelar quanto tempo se passou entre o envio da mensagem e ela ser apagada.

Fiquei pensando: quanto tempo essa pessoa ficou de posse do celular da Helena até que se certificasse da leitura e apagasse a mensagem? Sem que a Helena percebesse?

Aí lembrei: a Helena é descrita pelo Beto como uma negação em tecnologia. Pode estar com o whats aberto no computador de alguém e nem lembrar. Ou até não saber. Ex.: Mr. Bronson tem um curto acesso ao celular dela, espelha em seu notebook e devolve. Ela não tem o hábito de checar o "Dispositivos conectados" e ele tem o acesso pelo tempo que quiser sem que ela saiba.

De qualquer forma, a comunicação entre eles é desleixada. É isso que abre as portas para os mal entendidos.

Apesar que "Porque eu te amo e não quero te machucar mais" não me parece um mal entendido.

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Me perdoa, dentro do seu texto que tem coisas que interpreto igual outras diferentes, vou destacar uma, mas uma coisa mas uma que é fato, quando o Beto diz para esposa que está querendo falar com ela a dias, mas na verdade ele recusa uma ligação dela só porque estava conversando com a Annie, se é ao contrário, o mundo acaba em xingamentos contra a Helena, isso é fato.

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Sim, é fato.

Mas não disse que só ela não atende ele. Há desleixo de ambos os lados.

A reação dos leitores é sim como você citou.

Mas elas não me preocupam.

Me preocupa é a história.

E na história, desde o primeiro capítulo a Helena *também* ignora as ligações do marido.

Lembra? O Beto diz que ia viajar sozinho e ela fica pururuca da vida. Daí o Beto revê seu posicionamento e liga para ela duas vezes, que ela não atendeu e depois passa a retornar como fora de área.

Ele manda uma mensagem se desculpando. Ela responde amorosamente e tudo parecia se encaminhar para um bom termo.

Helena não recebe a mensagem do Beto feita às 6:00. Normal. Seriam 10:00 em Viena, horário de trabalho. Mas ela não responde até as 17h (21h em Viena). São 11h em que ela ignorou as mensagens do marido.

Não estou dizendo que ela é horrível. Nem que ele é santo. Nem o contrário dessas duas afirmações.

Estou dizendo que falta um pouco de consideração um pelo outro. Das duas partes.

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Vini, a diferença é que possivelmente ela ignorou por estar trabalhando, ele não ignorou, ele recusou a ligação da Helena após uma noite que ela possivelmente estava transando com dois velhos, inclusive dormido igual bebê, cansadinho da viagem, mas ele por sua vez porque estava com outra mulher flertando descaradamente, inclusive deu um selinho na Annie, mas todos só falam como a Helena fosse uma Cleópatra pós moderna devoradora de homens, é o que eu percebo nos comentários.

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Para mim, situações não profissionais.

Desde um jantar romântico com o Beto até uma pizza na casa da sogra.

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O mistério que essa série está trazendo é espetacular. Só pude ler agora, nem li os comentários ainda, mas é coincidência demais tudo envolvendo a Annie.

Eu tinha gostado dela por achar o encontro com ela como algo aleatório, como se fosse coisa de destino. Mas agora, vendo, parece até mesmo coisa de destino, mas forçado.

Acredito que teremos reviravoltas surpreendentes simplesmente pelo fato de que tudo está tão óbvio, mas tão óbvio, que de óbvio demais, vai acontecer tudo de diferente.

Nota 10, três estrelas como sempre.

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Como eu já disse, Beto está sendo monitorado, o encontro com a Annie na cafeteria foi legítimo e real, até o fim do almoço e a marcação de uma saída posterior, nesse meio tempo, a Annie foi cooptada para se transformar na filha do Chanceler da Áustria, que estranhamente estava trabalhando em um café, mas o tonto do Beto nem questiona, dinheiro compra pessoas e cria estórias críveis, tudo para afetar a Helena, imagina saber que o marido é amante da filha do Chanceler, abala até Madre Superiora de Convento Carmelita, tudo para que sua capacidade de resistir às investidas sexuais do Mr. B. fique alquebrada. Teorias são um beleza kkkkkkkkkkk

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Amigo, de fato, você tem um ponto. Beto tem que se questionar mais. Porém, dou um desconto porque quando estamos afetados emocionalmente, nosso cerebro não funciona na qualidade esperada. É complicado.

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Concordo e foi muito tudo em cima de vários acontecimentos e tudo muito bem elaborado, passar a impressão de todos a conhecerem no clube, foi um fator bastante convincente, para mim soou até meio fake, forçadinho, com tamanha integração, mas para quem está vivenciando é compreensível a credulidade .

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Não entendo porque a Annie não pode ser filha do Chanceler?

É comum, na Europa, as pessoas, mesmo que abastadas ou poderosas, fazerem trabalhos como o dela. Eles não se prendem muito na grana e eu já vi vários exemplos de pessoas (principalmente em países muito mais desenvolvidos) em que o próprio primeiro ministro vai trabalhar de bicicleta, limpa o chão quando faz sujeira e é extremamente cordial com os outros.

A arrogância só impera em países menos desenvolvidos onde o poder e a grana fazem diferença (para o bem e para o mal).

Eu acredito que não seja uma armação tão grande assim (a Annie estar mancomunada com o Mr Brown).

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Você tem toda razão, mas uma coisa é ter a vida sem as grandes suntuosidades, mas uma jovem mulher que pode escolher qual profissão seguir, trabalhar num café é meio radical, pode até ser por escolha ideológica, mas essa mesma jovem ao sair a primeira vez com um cara no qual ela está super se interessando, peremptoriamente ela o leva no antro da a arrogância e suntuosidade que são esses clubes exclusivos, mostrando uma tamanha integração de quem passou muito tempo por ali, para quem quer levar a vida sem ostentação por ideologia, é para mim um paradoxo a ser levado em conta.

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Veja bem, não é levar a vida sem ostentação. É não considerar a ostentação uma obrigação e sim uma opção. Não se esqueça que eles escolheram a opção meio termo para ir jantar. Ou seja, tinha lugar mais caro e mais em conta.

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Foi no almoço que a primeira opção dela seria um restaurante mais barato, dentro de três opções, ainda mostrando um viés de personalidade sem ostentação, mas depois, no encontro a noite, ela já estava decidida, a dúvida momentânea para mim foi cena, tanto que nem esperou resposta do Beto, pode até ter um restaurante mais caro, mas o clube é um obelisco de Poder e Ostentação, que não combina com a personalidade de uma jovem mulher idealista que trabalha numa cafeteria por opção e se interessa em se envolver com homens simples, esse paradoxo que sustenta minha teoria, achei tudo muito encaixado.

Sei que é um conto fictício, mas como você citou a vida real de autoridades européias que realmente é uma concepção de vida oposta a das autoridades Tupiniquins, então vou falar pessoalmente, não tenho muitas afinidades com coincidências, sou extremamente pragmático, então o Efeito Borboleta no Destino é minha teoria de Norte, nada é por acaso, nada é sem querer.

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Você está correto. Engano meu. A escolha foi no almoço.

Eu também não acredito em coincidências!!!

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Começando cedo !!!!

Cadê o capítulo de hoje ????

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Bom dia para você, minha querida Ida.

Ansiedade não é bom para a saúde, hein?

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Bom dia !!! Meu ansiolítico já não está dando resultado !!!

Agora, o spoiler da “dona da pensão” foi de cair o ** da bunda !!!!

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Ela é mesmo um amor, não é?

Viu que tinha faísca em cima do palheiro e fez o favor de jogar um pouco de gasolina...

Amo essa mulher!

🤣🤣🤣

Enfim, hoje acho difícil conseguir postar uma continuação. Ainda mais depois de várias ideias "maravilhosas" que tive lendo os comentários. Inclusive, acredito que vá adotar a do "flash back" em alguns capítulos antes do encontro se desenrolar efetivamente...

Mas vamos trabalhar que já é chegada a hora.

Enquanto isso... Respira fundo, Ida:

"- Beto!? Mas... o que você está fazendo aqui?

- Eu poderia te fazer a mesma pergunta, Helena. Afinal, pensei que você tivesse vindo para cá para um evento profissional... Ou será que há mais do que algo profissional envolvido, hein?"

De novo, Ida... Respira fundo! Uma, duas, três vezes...

E repete!

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Agora fiquei preocupada. Alem de não ter capítulo hoje, você vai aproveitar novas "ideias". Ai, meu Deus !!!

Bom, se você precisar de mais ideias (ou pitacos), me procure.Sou boa nisso.

Eu imagino o quanto você ama a dona Nanda.

Bom trabalho.

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- Como assim Beto ? Há quanto tempo você está aqui ? Quando você veio pra cá?

- Beto responde: há uns 03 dias, tempo o suficiente.

Nesse momento o coração de Helena aperta e as lembranças do passado passam diante dos seus olhos como se fosse um filme:

Aí começa o Flashback.

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Foto de perfil de Mark da Nanda

Vocês estão pedindo, hein? Depois eu meto um "flash back" de 3 capítulos e vão ficar bravos comigo...

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Foto de perfil de Mark da Nanda

Quase pronto, Ida, e sem flash back.

Quer mais uma prévia ou prefere ler quando eu postar, com a emoção acumulada do momento?

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Manda a prévia !!! Manda a prévia !!!

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Foto de perfil de Mark da Nanda

Aqui ou no seu e-mail?

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Se quiser mandar no meu e-mail … Só para deixar os os leitores mais “furiosos” !!! Rsrsrs

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Foto de perfil de Mark da Nanda

Manda nada! Você também vai ficar na vontade.

🤣🤣🤣

Foi a Nanda que mandou eu te tratar assim. Briga com ela!

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Que brincadeira boba !!! Magoei !!!

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Foto de perfil de Id@

Agora ela está na minha lista negra !!! De mal !!! Para sempre !!!

Agoras brincadeira foi minha. Eu sei que vc nunca faria isso !!!

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Foto de perfil de Id@

Deixo a decisão por sua conta !!!

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Vou dar um spoiler, mas fui autorizada pelo Mozão:

Sério mesmo que vocês não notaram uma certa semelhança do nome do protagonista com o de um famoso personagem da literatura?

Digo mais nada!

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Que fala de cigana dissimulada... Rsrs

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Qual é Jagunço, que cigana o quê, respeita a Deusa Grega do Amor e da Beleza e a mais Bela das Mortais, a Afrodite mesmo sendo a Deusa da Beleza, invejou a beleza da Helena então lançou uma encantamento divino que obrigou a Helena a deixar o marido e fugir para longe com o amante, livre interpretação.

Pensei nesse drama milenar enquanto matutava o spoiler. Coisa de Maluco, não de Cigana kkkkkkkkkk

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Faz muito mais sentido que o meu!!! Auhauhauh

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Admito que to procurando mentalmente um personagem famoso da literatura que se chame Roberto e nao to conseguindo decifrar o enigma ...

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Pode ser o Bento de Dom Casmurro, Bentinho como é mais conhecido.

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Bento, Beto, suspeitas sem provas.

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Mas tomara que não seja, ou é melhor que seja, ou alguém sabe responder com certeza se a Capitu traiu o Bentinho mesmo ou tudo não passou de paranóia ululante do protagonista, será que vai ser um conto erótico com mote ambíguo? Quem trará a certeza das atitudes da Helena? Será um leitor não confiável ou o protagonista terá seu discurso abalado na confiança dos leitores?

Esse spoiler deixou tudo ainda mais pirado rsrs

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Esse é o maior mistério da literatura brasileira. Mas ninguém nunca se perguntou sobre o fato do bentinho não ser um narrador confiável

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É isso, a Nanda fala em ''certa semelhança''

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E o Mark gosta de Dom Casmurro, tomara que ele consiga terminar o conto sendo uma memorável adaptação, a eterna Capitu, se for isso mesmo, o conto ficará ainda mais interessante até o final.

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Tu me gongou então, safado!!!!! Auhauhauha

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Kkkkkkkkkkkkkkk que isso nobre colega kkkkkkkk não foi minha intenção kkkkkk

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Beto Camargo é parecido com Bento Santiago, o provável corninho da Capitu, devoto de São José (marido de Maria e "pai" de Jesus, padroeiro dos desenganados, digo, dos enganados)

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Nesse conto o Mark não está dando ponto sem nó.

Quem será a loira alta que voltou para a mesa junto com o acompanhante da Helena e que o Beto “estranhamente” achou conhecida?

Não pode ser a Annie pois ela estava conversando com o Leo.

Outra coisa: já estamos parte 5 do conto e ainda não vi ainda nada relacionado com bissexual, menage e suruba, mas tem traição. Tudo nas tags. De quem será a traição? Da Helena? Do Beto?

Para dar atenção esses assuntos que estão nas tags, o conto tem que seguir uma "certa" linha de raciocínio !!!

PS: já que funcionou, porque não tentar novamente … Mark, posta outro capítulo !!!

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Olha Mark, adoro os seus textos, mas ultimamente eles estão ficando muito curto. Mal começo a ler e já acaba. Vamos esticar um pouquinho, que tal umas 10.000 palavras? 😋

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Curiosíssima... Começando a achar que não há traição, exceto a desconfiança do Beto... Mas ei lá tudo pode acontecer, está muito aberto e tirando a tatuagem, ele não viu nada de mais...

Acho que o buraco onde ele está se enfiando é muito mais embaixo.

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Acho até que já houve mas se for por pressãi como o sensatez conjecturou, é capaz da Helena ser salva pela Annie.

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Na verdade na minha teoria toda a contrariedade dela seria dela está sendo "chantageada" e obrigada a fazer coisas ilícitas usando sua expertise profissional em fusões, não em ela ser um mulher linda e gostosa e traidora, ela pode até estar sendo assediada pelo Mr. B, que é esse tipo de homem nefasto, mas por não ser o principal motivo da viajem, a traição não se concretizou ainda, talvez se concretize se ela usar o mesmo expediente que o Beto vem usando, na dúvida toca o zaralho, sendo que com o Beto, não há dúvidas nas intenções dele de ficar com a Annie. É assim que eu vejo até aqui.

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Na moral mesmo, o autor criar uma mulher tão poderosa, no meio de um universo predominantemente masculino e fazer dela uma putinha de luxo, para mim é um baita contra senso e desperdício de uma ótima personagem, mas o autor é totalmente soberano no destino das suas criações, então se ela for uma mulher mau caráter e traidora, vou retirar quase todas as defesas que fiz dela, todas de caráter pessoal, ficando só a admiração parcial de sua escalada profissional, parcial pois pode ela ter usado sexo para subir mais rápido na empresa, lamentar e esperar se numa próxima estória tudo se enquadra na minha visão, fazer o que néh kkkkkkkkkkkkkk afinal sou leitor e não escritor kkkkkkkkkk

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Realmente eu torço para que sua teoria seja a correta e que ela.por algum motiva esteja sendo obrigada a fazer o que não quer, mas meu coração diz que não é isso, que ela até certo ponto está sofrendo também por fazer o que está fazendo mas está fazendo por livre e espontânea vontade. vai ser triste ver isso.

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Sim, mas ela pode estar fazendo por livre e espontânea vontade coisas ilícitas, por isso a vergonha do marido que é advogado, mas utilizando somente seu lado profissional e não o seu lado puta que ela entrega somente ao marido, sairia um pouco da mesmice.

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torço pra isso, para que o casal não se finde ao final do contone nem que ele ou ela fiquem submissos um ao outro

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SE beto for o Bentinho... HAHAHAHAHAHAHAHA.... Enfim... Ainda acho que o buraco que ele está se enfiando é muito mais em baixo...

Curiosíssima.

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Não sei se estou viajando muito, mas acho que sentado com a Helena podem ser os pais da Annie. KKKK. "Nem me dei conta de que seu acompanhante já havia retornado, agora com uma loira alta e que estranhamente me parecia conhecida". Sei não. A Annie tem muita coisa para contar. De simples atendente de cafeteria para filha do chanceler.

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Pensei a mesma coisa. E mais. Pensei que ele pode se tornar um poderoso aliado do casal. Não vou falar mais, mas tenho algumas teorias, e nelas a Helena é vítima, tanto quanto o marido.

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Ainda não li os comentários, meio ocupado, mas vou soltar mais uma pérola. Se a Helena está traindo, ela é a melhor atriz de todos os Tempos, mais fria que um Iceberg da Antártida, mais calculista que um Engenheiro Aeroespacial, pois ela conversou com o marido algumas horas atrás, acreditando que ele estaria no Brasil, afogando as mágoas pela ausência dela, num pequeno SPA, agora ele aparece num clube super exclusivo em Vienna, dando nela um flagrante de traição, então ela reage partindo para um confronto, que diga-se de passagem o Beto arregou, se essa mulher for traidora, tem que ser analisada minuciosamente pela NASA. Kkkkkkkkk

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Esse capítulo só serviu para ratificar que o Beto é um Banana Split Quádruplo com Sorvete de Manteiga Belga, cacetada, ela vê a mulher dele, olho no olho, ela fica sozinha e se afasta porque ela tá acompanhada de outro homem, é ser muito frouxo das idéias, precisou que a Helena tomasse a iniciativa que deveria ser indubitavelmente dele, nem vou falar mais nada, ele me deixou com um desgosto profundo, a Helena tem que explicar um monte, não sei se consegue, mas como já disseram, traição dela, ainda não teve flagrante com provas.

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Fico imaginando ele indo até ela e pedindo para conversar e ela dando uma negativa pra ele na frente de todos e tendo que passar por mais esse constrangimento perante todos ali que vão ficar rindo do corno que surgiu do nada e tá levando toco.

Pensando assim talvez tenha sido mais inteligente essa estratégia, tendo em vista a surpresa da sua presença em local tão exclusivo e também o fato de quem tem que se explicar é ela.

Mas não sei porque lembrando de outros contos do proprio Mark o de um personagem chamado Gervásio foi humilhado pela esposa com um ricaço em uma festa eu creio que o mesmo vai acontecer com ele. De alguma forma bem gritante ela vai humilhar ele neste evento e isso vai ser um divisor de águas.

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A mulher que eu amo tá me traindo e eu vou ficar com etiqueta do outro lado do mundo, além disso, os dois tem que dar explicação, pois com certeza o Beto está num encontro romântico, já a Helena pode ser qualquer coisa, inclusive havia mais uma mulher, o que quer dizer que pelo menos, não era um encontro hiper romântico como o do Beto e da Annie, pode ser até uma pré suruba, mas igualmente romântico não.

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Explicação do que? A princípio ele tá solteiro!

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Ele tá solteiro por que, não entendi?

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Bicho, ele viajou já sabendo que era/seria corno. Conheceu a Annie e ela falou um monte pra ele. No momento que ele aceitou sair com ela, ela já tinha batido o martelo do que ele queria pra si. Encontrar a Helena atrapalhou o rolê.

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Ele ficou sabendo da SUPOSTA traição durante a viagem e até agora ele ainda não teve o culhão de tirar a limpo com a Helena, cara frouxo irmão, ainda não se tem certeza que a Helena traiu sexualmente o Beto, mas independente de traição, as atitudes dele são lamentáveis, cara, voltar para o hotel e deixar a mulher que eu amo a mercê de dois velhos babacas, poderia ser na Casa Branca irmão, mas eu não sairia sem minha esposa, nem que fosse para dar um se liga na moral e acabar com tudo e seguir meu rumo, mas o bonitão voltou para o hotel e dormiu até nove da manhã, enquanto a mulher que ele ama supostamente estaria transando com dois velhos... acordou e foi tomar cafezinho da manhã, se envolvendo com uma loura bonitona, recusa uma ligação da mulher após uma noite totalmente esquisita, dando prioridade a uma mulher que acabou de conhecer, acabando com uma bitoquinha, demostração maior que na realidade ele não ama a esposa não existe, me impressiona é que só eu vejo isso; em atitudes, ele tá cagando e andando para a SUPOSTA traição da esposa, só fica se lamentando em pensamento, igual um adolescente desiludido, porra o cara é advogado, tem que estar acostumado a confrontar e não ficar seguindo conselhos duvidosos de uma senhorinha meio doida. Rsrsrs

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Eu concordo com boa parte!! Mer'mão nem se jesus desce na minha frente me impediriam de entrar naquela porra, mas... Seguindo a linha que está traçada. No momento que ele aceitou sair com a Annie, ele não se declarou mas se assumiu solteiro. Largou o foda-se, saca? Se de fato não houve traição física, ele já manifestou a intenção. E se ainda não houve por parte da Helena, se a Annie for tão poderosa quanto o Mark fez parecer, ela pode tirar a Helena dessa roubada

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Quanto ao fato dele ser meio mimado... Isso parece uma constante esquisita em casos de cuckhold, eu acho

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Até que não acho ele Cuckold, na minha opinião a passividade dele com uma SUPOSTA traição, vem da falta de um amor verdadeiro, é só amor por conveniência, só no bem bom, mulher gostosa e bem sucedida e poderosa, quem não amaria, mas quando surge qualquer problema toca o foda-se, acho não, tenho certeza que isso não é amor.

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Ótimo!!!!! Agora vamos ver quais são as reações de ambos. Essa jogada do Mark foi ótima. Colocou os dois em pé de igualdade, ela acompanhada de um cara "poderoso", mas ele tb está com alguém muito influente. Ela jamais esperaria que ele tivesse acesso a tal lugar e ainda acompanhada da filha do "Chanceler". Claro que são por situações diferentes, mas de certa forma vai ser bonito de ver o embate, principalmente quando a Annie voltar e se apresentar e a Helena constatar que o marido está acompanhado de uma mulher deslumbrante.😂😂😂😂😂😂 Manda o próximo capítulo hoje Mark.

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Mark vc é um gênio em criar histórias e expectativas...

Acho que sobre a história há pouco p comentar...não acho que Annie esteja envolvida, seria muita coincidência ele ir bem naquele café e etc...na vdd ninguém nem sabia que ele estava lá!!!

Acho que a esposa caiu numa espécie de máfia de prostituição internacional...de alguma forma foi obrigada fazer isso ou então, achou que a parte financeira garantiria o futuro financeiro da família. Só esqueceu de combinar com o marido. Até pelo título, acho que vai ser mais ou menos isso.

Aí o dilema do cara, aceitar e aguentar a situação se divertindo TB, ou acabar com tudo (o que não parece pelas tags) ou simplesmente se autodestruir aos poucos. Ela não vai parar e mesmo se parasse que tipo de relacionamento eles iriam ter após tudo isso?

Muito bom...mas, como na maioria dos contos do Mark, o cara vai sofrer até aceitar a cornitude. Kkkk

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Manfi82 por favor me ajude com uma questão

Porque bons homens bons maridos decentes normais sempre tem de ser feitos de corno e praticamente obrigado a aceitar isso na maioria dos contos?

Não consigo ver lógica, na realidade pensonque tudo isso é muito triste e deprimente.

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Porque se não, não haveria conto.

Se o cara fosse um canalha, fdp, arrogante, um marido de merda um péssimo pai, todo mundo ia achar certo ele levar chifre.

Agora o fato do marido ser gente boa, honesto, lutar pela família e demais virtudes, faz com que o leitor se interesse pela história e fique do lado do personagem.

Outro ponto é que 95% dos leitores desse tipo de conto são homens, então o personagem a se dar mal é um homem. A verdade é que o leitor desse tipo de história busca um pouco a dor do personagem. Porisso que todos que reclamam desse tipo de história não perdem uma.

Em todos os contos de traição eles estão lá reclamando, brigando, atacando, mas estão lendo todos.

Bizarro né ?

Outra coisa é que os leitores dos contos cuckold/hotwife e traição dificilmente estão lendo outros temas.

Então os autores dão o que os leitores querem. ..

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Acho que poderíamos nos classificar como um bando de fofoqueiros querendo saber da vida de outros casais kkkkk, o problema é que sou muito romântico e sempre desejo que o amor vença assim como a verdade a cumplicidade e a honestidade e na maioria doa contos quem é gente boa sempre se ferra.

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Ou será que gostamos da dorzinha que esses contos transmitem?

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Apenas manfi, por favor.

Eu acho que é o que o Osório respondeu...os meus contos mesmo começam com o cara sendo enganado e etc... é mais difícil vc enganar um malandro, um enganador, cafajeste e etc do que uma pessoa de bem, ingênua e etc.

Vc viu minha série principal (inacabada kkk), mas a minha personalidade e etc é exatamente aquela do personagem principal e eu evito enfrentando, discussões e etc....muitos confundem isso com passividade e etc, mas a força do silêncio e da indiferença é muito maior do que tudo...mas eu TB não tive muitos casos e etc...sou bem tímido...via os mlks da República trair as namoradas na cara dura, com outras da faculdade que depois iria sentar do lado sendo grandes amigas...uma vez perguntei p uma amiga pq ela traia o namorado e ela disse que a sensação, a emoção da traição é até mais forte que o próprio prazer.

Enfim...vc vê conversas de pessoas contando sobre o que fazia no passado com namoradinhos e namoradinhas, se vangloriando e etc...pra mim isso é apenas egoísmo puro.

E eu nunca iria aceitar traição...e qd falo p minha esposa ela fala...p cara me dá mais prazer do que vc ele deve ser um Deus...kkkk...uma dica, não sejam nojentinuos, não priorizem vocês em vez delas, não esqueçam de dar uns tapas, enforcadinha, puxao de cabeça, uma brincadeirinha de dominação leve...usem brinquedinhos..acha que o pau é pequeno, usem os dedos, a mão, tem capas de diversos tamanhos...uma mulher satisfeita não trai...e, se mesmo assim acontecer, pule fora e valorize você...se ame mais do que outra pessoa... enfim...acho que me impolguei...kkk

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Se empolgou não Manfi, concordo com tudo que você disse, só acrescento que tudo que você falou tem que ser consensual, sei que você tem essa noção, mas não custa ratificar, o importante é ir tentando de tudo que é saudável sexualmente falando, cada casal tem seu limite, basta ter honestidade e cumplicidade, sem tabus que possam mascarar as próprias vontades com o cônjuge, isso é que geralmente planta a sementinha do mal para uma possível traição, falta de transparência, não posso fazer tal coisa com meu cônjuge, ele não iria gostar, muitos chegam a essa conclusão sem nem conversar a respeito por vergonha de se abrir com o parceiro (a), darei minha dica, conversem sobre tudo com seus cônjuges, política, religião, tendências e sobretudo sobre suas fantasias sexuais e a possibilidade de serem realizadas em comum acordo, antes de mais nada, respeitem esse comum acordo a risca, qualquer exceção tem que ser renegociada novamente em comum acordo. Em tempo essa dica serve para qualquer tipo de estilo de vida. "Dialoguem sem hipocrisias"

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Com ctz!!! E é o que eu falei la no história do vizinho nojentao...um cara para aceitar liberar a esposa ou mesmo fazer sexo com outras pessoas junto com a pessoa deveria ser muito auto confiante. Saber o seu valor e não se deixar se intimidar pelos outros, muito pelo contrário, deixar claro que a concessão feita é única e exclusivamente para o prazer do CASAL...mas a prioridade é o casal, com regras claras, palavras de segurança e etc.

Precisa haver abertura, diálogo e etc...mas tudo feito as claras, com responsabilidade e segurança...pode ter percalços no caminho, mas se ambos realmente se amarem e etc , nada fica no caminho.

Vou dar um exemplo pessoal...minha esposa descobriu que sente tesão por outras mulheres e quer experimentar e etc.. eu faço questão que ela tenha essa experiência, até pq isso eu realmente não consigo resolver...kkkk...ela quer que eu esteja junto, que ensinei ela como e onde tocar, usar a boca e etc....única ressalva, ela não quer que eu brinque de dominação com essa possível garota...kkk...por mim ela iria sozinha e descobriria a sexualidade tranquila e etc ...enfim...se tiver honestidade, e confiança tudo se resolve....pode dar ruim, pode...mas se der prefiro que ela seja sincera...ela será mais feliz e eu 5b...como disse, o amor por mim é maior que todo o resto.

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Parabéns pelo posicionamento perfeito, não é a toa que nós já discordamos várias vezes, mas sempre se chega a um posicionamento neutro, ou perto disso kkkkkkkkkkk

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Talvez pq eu esteja quase sempre certo?? Kkkkk

Brincadeira...o meu modo de pensar é bem pragmático e até previsível...diria que tende ao bom censo...apenas em casos em que é preciso ver nuances que talvez haja alguma discordância.

E os melhores escritores sao os que trabalham bem as nuances...pq é o que se encontra na realidade. 70, 80 porcento da população está dentro da mediana comportamental. Os excessos são visíveis e gritantes para todos. Mas a pessoa normal, real, não é, nem santa e nem psicopata.

Enfim...acho que me empolguei de novo...kkkk

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Boa tarde Manfi, a Helena é uma Executiva de uma Multinacional especializada em Fusões e Aquisições, comandando uma equipe de cinquenta especialistas em fusões, essa mulher ganha por baixo, duzentos e cinquenta mil dólares ano, fora bônus e prêmios, será que ela se sujeitaria a ser Puta de Luxo, acho improvável essa possibilidade, mas tudo está aberto.

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É o que parece, pelo o título e pelo o que foi escrito até agora.

Ele descreveu que a mulher estava sorrindo, feliz... normalmente se fosse algo obrigado nao seria no clube mais chique e exclusivo da cidade...seria num inferninho com seguranças e etc evitando fugas e etc.

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Primeiro uma observação: dos contos que li, ainda não achei um autor com melhores cliffhangers que você. Um dia vou escrever um conto nesse sentido e você vai ser minha inspiração com certeza. Dito isso...

Bicho, a Annie tá envolvida? Porque é coincidência demais. Ele ver a Helena "se divertindo" não quer dizer muita coisa. A vida é um jogo de máscaras e ela como executiva sabe bem como se mascarar. A questão agora é... Até onde essa coisa doentia foi? Cacete, que loucura!!!

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Vc tb é um dos melhores escritores desse site, sou seu fã, adorando a saga do Big Mac hahaha

Dito isso, excelente teoria, a Annie leva o Beto ao clube que a Helena está, some por muito tempo ... O figurão que provavelmente tá ''comendo'' a Helena pode ser o pai da Annie traindo a mãe dela e ela descobriu e resolveu armar o flagrante, mas a teoria tem um furo pq o Beto que encontra a Annie sentando na cafeteria que ela trabalha ...

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Obrigado, amigo... Eu fico sem jeito... Rsrs eu acho que tô melhorando! Um dia eu chego no patamar desses pessoal tipo o Mark... Rsrs

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Só falta experiência, lastro em manter a criatividade e qualidade por tanto tempo, realmente tem que ter o valor diferenciado, mas talento para chegar nesse patamar você tem de sobra. e o Carlos também, mas não fala pra ele não, vai ficar todo mimadinho igualzinho ao Bruno kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Sacanagem com o Bruno, po kkkkkkkkk

O Mhcmm é muito melhor do que o que ele imagina.

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