Sacanagens num cinema

Da série As Amantes
Um conto erótico de Insensarez
Categoria: Heterossexual
Contém 2515 palavras
Data: 23/01/2026 16:28:27

Trocaram as primeiras fotos. Linda deu o endereço do hotel onde ficaria em Pinhais. Combinaram de se encontrar no sábado pela manhã.

'Me pega depois das dez horas, pode ser?'

'Claro, te espero no hall do hotel.'

'Me avisa quando chegar.'

Dez em ponto Sônia parou o seu Jeep no estacionamento. Ia mandar uma mensagem, mas resolveu fazer uma ligação de vídeo.

"Oi garota! Cheguei."

"Bom dia! Tô pronta, já vou descer."

Se encontraram na portaria.

Linda com os seus cabelos castanhos curtos, um vestido azul claro que lhe definia as formas, um cinto na mesma cor. A pele clara, os olhos negros, uma boca carnuda, bem ao gosto de Sônia. Os seios médios, uma cintura bem definida, as ancas nem tão volumosas.

"Oi menina! Prazer te conhecer."

Foi Sônia quem primeiro reconheceu a amiga. Linda abriu um sorriso cativante, trocaram três beijos nas faces. Se abraçaram.

Linda sentiu o volume aconchegante de Sônia. Os seios fartos, as ancas largas, as coxas musculosas. Guardados num tailleur vinho, com uma blusa de seda e um perfume de rosas. Seus olhos azulados brilharam e a boca vermelha se abriu mostrando os dentes bem tratados.

A jovem não conseguia entender como uma mulher tão exuberante pudesse se render aos desejos de alguém como ela. Devia ser o contrário.

"Pra onde você vai me levar?"

"Conhece a cidade, Curitiba?"

"Conheço, já estive por aqui algumas vezes."

"Que tal se fôssemos tomar um café num bistrô que eu conheço?"

"Pode ser."

"Depois a gente faz um passeio no shopping. Almoça."

"Ótimo! O que você quiser."

Trocaram olhares furtivos. Sônia sentiu uma comichão pra tascar um beijaço na nova paixão. Se conteve, afinal era a entrada do hotel e nem todo mundo estava acostumado com essas trocas de carinho entre mulheres.

Linda entendeu o desejo da outra, mas mesmo ela não queria que a coisa toda se incendiasse assim tão cedo.

Entraram no Jeep e voltaram para Curitiba, pararam no bistrô e Linda se encantou com o lugar, com o que comeu e bebeu. Estava tudo tão delicioso que acabou comendo mais do que queria.

"Ai mulher! Assim vou ter que aumentar minhas idas a academia quando voltar para Santos."

"Que isso garota. Você está em forma, uma gata linda, eu é que preciso voltar pros meus exercícios."

"Gata é?"

Linda escondeu o riso atrás da xícara de chocolate fumegante. Os olhares faiscaram. Com algum cuidado Sônia pôs sua mão sobre a mão delicada da amiga deitada em cima da mesa.

Linda suspirou examinando o ambiente para ter certeza de que ninguém tinha visto aquela ousadia. Sentiu um frissom na coluna.

Ambas riram juntas como se estivessem cometendo um ato ilícito. A garota ficou ruborizada e Sônia ficou encantada.

"E agora, o que a gente faz? Não tenho muito tempo Sônia. É só o fim de semana, segunda-feira é o último dia do curso e eu embarco pra São Paulo à noite.

"Pena! Dois dias, queria mais. Queria passar uma semana com você."

"Tudo isso? E seu marido, eu vou conhecê-lo?"

"Dessa vez não. Marcelo viajou, foi pra Fortaleza. Coisa da firma dele."

Algo no tom da voz fez Linda desconfiar que havia alguma coisa que Sônia não queria contar. Mas era só uma intuição tola, achou melhor não insistir.

Chegaram no shopping quase meio-dia. Resolveram passear pelas lojas fazendo uma das coisas que a maioria das mulheres mais gosta, olhar e comprar.

Algumas horas depois, com algumas sacolas nas mãos, pararam na entrada do cinema.

"Quer assistir um filme ou jantar?"

Linda mexeu os ombros num gesto automático.

"Não estou com fome e preciso descansar os meus pés."

"Eu também.Tem preferência, sabe de algum filme bom?"

"Não sei de nenhum interessante."

Escolheram o filme pelo cartaz, não haviam muitas poltronas vendidas. Sônia escolheu as poltronas na última fileira, num dos cantos. Algo mais afastado.

"Nossa tão escondido assim, por que?"

"Da última vez tinha uns chatos que me encheram a paciência. Um saco! Fiquei paranóica com isso."

"Então tá!"

"É tudo igual no final das contas. Mas eu acho melhor de assistir aqui, é mais reservado."

"Ok."

Sentaram, deixaram as sacolas no chão ao lado. Linda sentou-se próxima a parede, puxou o apoio para o braço e Sônia fez o mesmo.

Eram praticamente só elas e um pequeno grupo de pessoas sentadas nas poltronas mais afastadas, no centro do cinema. As luzes começaram a apagar.

"Se eu não gostar, pelo menos posso descansar."

Falou Linda com um jeito de quem estava cansada.

"Não vou te deixar dormir."

"Não. Por que?"

Sônia sorriu maldosa, a outra entendeu o sorriso e muito mais o silêncio revelador. Os braços encostados, a jovem mostrou a palma da mão. Sônia apertou os dedos da amiga entre os seus. Como se fossem namoradas se conhecendo.

A luz apagou por completo, os sons e as imagens começaram a se suceder de forma alucinante. Até que depois de um bom tempo, finalmente, num ritmo mais lento o filme começou.

Linda bocejou.

"Não vai dormir. Mal começou."

"Eu sei, você não vai me deixar."

Riram juntas se olhando, mesmo que não pudessem se enchergar muito mais do que as silhuetas . As mãos se apertaram com firmeza.

O filme começou lento, parecia que ia ser chato. As cenas eram mais escuras do que iluminadas. Diálogos longos e cansativos, mas era o que Sônia precisava. Nada muito interessante para deixar Linda mais interessada no que Sônia ia fazer com ela.

As mãos começaram a suar depois de um tempo. Linda desce seu braço. Sônia manteve a mão apoiada no encosto por uns minutos. E quando uma cena mais barulhenta aconteceu, Linda sentiu a mão da amiga em sua perna, quase na altura do joelho.

Um toque suave, o brilho na tela revelando o braço esticado de Sônia, displicente, como se não fosse nenhum problema, fazer carícias na perna de uma mulher casada.

Linda sorriu, o coração ficou acelerado, olhou na direção de Sônia. A silhueta desenhada na luz do filme. As duas se encararam num momento. Linda iluminada numa luz azulada, com um olhar misto de assustada e curiosa.

Advinhou o que sorriso de Sônia queria dela. Os dedos subiram lentos pela coxa nua ate encontrar a barra do vestido. Linda falou num sopro de voz.

"Cuidado! Alguém pode ver."

"Quem?"

Sônia riu e introduziu os dedos por baixo do vestido azulado. Linda sentiu um arrepio, a respiração foi ficando curta. A coroa atrevida olhou ao redor e se ajeitou na poltrona acompanhando as cenas do filme.

As duas assistindo as cenas mais agitadas, as falas irritantemente gritadas. Eram as discussões de um casal. Enquanto isso, a mão insidiosa de Sônia foi se afundando dentro do vestido da nova amiga.

Linda ficou congelada, olhou a outra com o canto olhos. Sônia com um sorriso estampado no rosto. Um ar de vitoriosa quando ela encontrou a calcinha rendada de Linda. Mordeu o lábio e continuou se fingindo interesse no filme, mas sua mão bolinava a pele sedosa das coxas da jovem. Explorava os contornos do tecido rendado que protegia a vulva. Achou menor do que esperava.

Linda começou a suar na virilha. Sônia riu de uma piada no filme e o indicador começou a fazer um carinho mais íntimo, uma siririca lenta por cima da calcinha.

"Ooooh!"

Linda gemeu lentamente, encarou a outra esperando uma resposta. Mas só viu o riso cinico no perfil brilhante de Sônia, que continuava a prestar atenção nas imagens que via.

Abusada a mão pousou sobre a curvatura do monte de Linda. Um monte duro e tenso, que ficava cada vez mais quente.

"Uuhh!"

Linda gemeu, as duas olharam, se entenderam. Linda afastou as pernas e subiu o vestido. Sônia introduziu a mão audaciosa por dentro da calcinha rendada.

"Oooh!"

Linda fechou os olhos e foi abrindo a boca na medida em que masturbação ficava mais indecente. Seu grelo crescido, seus humores escorrendo dentro.

"Aaah!"

Sônia ficou os dedos molhados, a pulsação da vagina, o calor brotando no meios dos lábios de Linda. Seu coração batendo apressado.

Veio um som de um disparo nas caixas de som, mas elas não prestaram atenção. Só se encararam. Tensas e intensas, os rostos desenhados nas luzes piscantes da tela.

Sônia se dobrou sobre Linda, os lábios delicados se encontraram. O beijo sedento veio acompanhado de uma música suave.

A língua de Sônia invadiu a boca da amiga. Atrevida, curiosa, assim como o dedo médio que se afundou nos lábios da xoxota da jovem. Linda se viu penetrada duplamente, incendiada duplamente.

Seu gemido foi abafado por um grito na tela. As duas pararam, examinaram o ambiente e o filme. Ninguém prestava atenção a elas. Era só o proibido deixando as duas tensas e cúmplices.

Sonia mostrou o sorriso sedutor e voltou a carga, ainda mais confiante e audaciosa. Levantou os encostos dos braços das poltronas. Ficou quase de frente, escondendo Linda nas sombras.

A mão direita puxou o tecido rendado de Linda. Fez a calcinha chegar aos joelhos da jovem. Jeitosa, Linda fez a calcinha descer até os calcanhares e guardou aquilo na bolsa.

"Você é doida Sônia."

"Você é que me deixa assim."

Um riso safado surgiu no rosto das duas, que se danem os outros, o que podiam pensar delas. Esfomeadas se beijaram, quase se mordendo os beiços. A mão de Sônia encontrou de novo a buceta nua. Linda se entregou aos dedos experientes de Sônia.

Dedos que invadiram aquela grutinha apertada e úmida. Havia um calor abafado que deixa as duas ainda mais excitadas.

Os dedos da milf pervertida exploraram o mundo proibido de Linda. Habilidosa Sonia massageava o grelo com o polegar, ao mesmo tempo que introduzia seus dedos no meio da xana, no fundo da gruta.

"Uuuuh!"

Linda gemeu de novo. Veio um espasmo acompanhado de um grito que foi abafado pela boca de Sônia. Um arrepio que fez as pernas de Linda tremerem incontroláveis. Seu olhar de assustada fez Sônia rir do que tinha provocado na nova namorada.

Sônia olhou para baixo e examinou a vagina exposta.Uma vulva bem cuidada, filete mínimo de pelos no alto. Fez menção de se abaixar. Linda se assustou.

"Nao! Alguém pode nos ver."

"Depois tudo isso, você acha que eu vou perder a chance de te provar?"

"Sua louca."

Sônia se inclinou e sumiu atrás das poltronas. Linda apavorada foi ficando curiosa quando a língua pontuda lambeu a boceta.

"Aaah! Aaaa!"

Linda moveu a cintura, rebolou como deu. Esfregando a xoxota da cara da outra. Fez um cafuné e forçou inda mais o rosto da coroa contra o seu quadril.

Gemeu sofrida, ansiosa pelas lambidas. Sonia se afundou mais nas carnes. Uma língua pontuda e longa a lamber os seus sumos, os sucos de uma jovem excitada. Fez Linda se sentir nas nuvens O sabor de uma mulher tesuda desceu pela boca de Sônia. O gosto quente escorrendo pela garganta.

Linda voltou a gozar, orgasmo intenso, só não podia berrar para não assustar os que assistiam o filme. Quando recuperou a razão e o senso, fez Sônia se levantar.

"Chega. Para! Não quero ficar assim."

Sônia sentou comportada na poltrona do lado. Linda envergonhada, Sônia com um ar de vitoriosa estampado na face.

"Vem cá, deita aqui no meu ombro."

Sônia encostou na poltrona e Linda fez a outra pediu. Deitou como uma garotinha se aninhando nos braços da mãe. Mais calma, recuperando da agitação.

O momento ali fez a jovem puxar de lado o casquinho do tailleur da amiga pode admirar os peitões de Sônia. Era visível a protuberância dos bicos. Linda passou a mão pelos seios num carinho suave, e só então se deu conta de que Sônia não estava de sutiã.

"Safada! Veio sem nada foi?"

"Hum humm!"

"Não acredito, nem a calcinha?"

Sônia só balançou a cabeça confirmando , o riso marcou o seu rosto e seus dedos fizeram um cafuné nos cabelos de Linda.

"Você é louca mulher!"

"Por você eu sou."

A frase dita como uma confissão fez Linda se encher de coragem. Desabotou a blusa da amiga, puxou um dos seios. Cheio, redondo e bicudo. Peito de mulher muito gostosa, peito de mãe safada. Alisou a pele macia, brincou com o bico duro e beliscou com vontade. Quase numa maldade.

"Ai! Garota, é pra me machucar?"

"Você merece, depois do que fez comigo."

Falaram num quase sussurro.

"Eu sei... e eu gosto quando me tratam assim, mas não aqui."

Se beijaram, um beijo curto com a mão pequena de Linda esmagando o peito de Sônia.

"E onde eu posso provar você do jeito que você merece?"

Sônia riu mordendo a língua, encantada imaginando as sacanagens que Linda faria com ela.

"Depois lá fora. Aí você me maltrata."

"Queria agora, aqui."

"Aqui voce prova, vê se gosta."

Linda desceu e engoliu o bico duro mamou com se fosse a filha de Sônia. Enfiou a mão por dentro da saia e sentiu a potência de uma vulva madura, era carnuda, macia, sem pelos. O calor era o de uma fornalha. Um grelo maior do que o dela.

"Uuuuuuuuuh!"

O gemido profundo de Sônia. Os espasmos controlados em seu corpo. Molhou a mão de Linda quando o orgasmo veio forte, quente e babado. Se beijaram, saciadas. Linda ainda assustada, Sônia mais relaxada.

O filme caminhava para o final. Um filme chato, filme ideal para um namoro insano numa sala de cinema. Quando terminou as duas foram direto ao toalete, mas não foram as únicas.

Como sempre havia uma pequena fila de espera. Linda sentia as coxas molhadas, já Sônia conferiu se seus seios estavam cobertos pelo casaquinho.

Tudo normal exceto quando uma jovem olhou para elas e reagiu como se visse algo estranho. Não disse nada e logo saiu acompanhada por outra, olhando para elas e falando.

"Você está com o rosto manchado. Deixa que eu limpo."

Molhando o polegar na ponta língua Sônia limpou a marca de batom no queixo da namorada. Linda ficou envergonhada.

"Esquece, ninguém percebeu."

Se aliviaram, limparam e sairam pelo meio do shopping, admirando as lojas de mãos dadas como duas adolescentes apaixonadas, mas sem querer chamar a atenção.

Foram assim até chegar no estacionamento. Sônia apertou o botão liberando as portas do carro e perguntou quando entraram.

"Vamos?"

Linda sorriu e seus lábios foram formando um biquinho. 7m jeito feminino de dizer que sim.

"Prefere um motel? Tem um no final da avenida."

"Prefiro no seu apartamento?"

"Meu apartamento! Nada muito romântico, você merece mais."

O sorriso de Linda ficou maldoso e mais pecaminoso.

"Queria conhecer sua sala, seu quarto. Você fala tanto deles nas suas histórias."

"Meu quarto, pra quê?"

Se olharam e se entenderam com a troca de sorrisos. Só que Linda pôs mais fogo na conversa.

"Pra te foder, na sua cama. Te maltratar como as outras. Não foi isso que você escreveu?"

Sônia mostrou um sorriso orgulhoso. Acionou o botão ligando o automóvel.

"Você é quem manda meu amor. Eu sou sua. Sua Sônia."

"É claro que é. E eu quero o que é meu. Não é o que sempre escreve no final das mensagens?"

"Sou sua?"

"Agora eu quero tomar posse de você.

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