Caio ficou paralisado por um segundo, os olhos devorando a visão de Aline nua, de quatro, no centro do seu domínio. O choque deu lugar a um desejo primitivo. Ele avançou, caindo de joelhos atrás dela com um baque surdo no tablado. Suas mãos grandes e calejadas de lutador agarraram os quadris de Aline com uma força que deixaria marcas, e ele se entregou.
Ele a invadiu com a língua, chupando-a com uma ferocidade animal, como se estivesse faminto há anos. Aline, que até então mantinha o controle mental, sentiu a barreira romper. O contraste do suor dele com a sua pele limpa, o cheiro de couro do ringue e a agressividade do momento arrancaram dela gemidos altos que ecoaram pelo ginásio vazio.
— Caio... — ela arqueou as costas, a cabeça jogada para trás. — Me coma... mata a sua vontade! Agora!
Ela sentiu o corpo dele vibrar de tensão. Mas, mesmo no auge do transe, a voz de Violeta — a personagem que Henrique tanto amava — ditou a regra final:
— Só tenho um pedido... não goza dentro. O resto... é tudo seu.
Caio não respondeu com palavras. Ele a possuiu com a brutalidade de quem precisava provar que ainda era o homem da situação, embora ambos soubessem que ele era apenas um peão. O ringue balançava com o ritmo frenético. Aline recebia cada estocada como uma medalha, sentindo o poder de ser, naquele momento, a "esposa puta" que Henrique tanto desejava que ela explorasse.
Quando o fim chegou, Caio rugiu, descarregando tudo sobre o rosto e o peito dela, um mapa branco de sua derrota total para os encantos daquela mulher.
Aline não se limpou completamente. Ela vestiu apenas o agasalho longo por cima do corpo ainda quente e marcado, sentindo o sêmen de Caio secar em sua pele. Ela desceu do ringue sem olhar para trás, deixando o lutador sentado nas cordas, exausto e mentalmente quebrado.
Ao abrir a porta do carro, o cheiro de sexo e adrenalina invadiu o veículo. Henrique a olhou, os olhos fixos nas manchas no rosto dela, na vermelhidão em seus pulsos. Ele não sentia raiva; ele sentia uma adoração quase religiosa.
— Você foi maravilhosa, princesa — ele sussurrou, a voz trêmula de desejo.
Aline não disse nada. Ela apenas se inclinou sobre o console do carro, buscando a boca do marido. Ali, no estacionamento escuro da academia, com os restos de outro homem ainda em seu corpo, o casal se amou com uma paixão renovada. Foi um sexo de celebração, onde o amor de Henrique se fundia com a depravação da experiência que ela acabara de viver. Eles eram um só, fortalecidos pelo segredo, pela sujeira e pela verdade absoluta que só eles compartilhavam.