Quando aquele verão começou, eu, Rafael, tinha terminado de completar dezoito anos. Era uma idade de transição, de limiar, e meu corpo parecia decidido a provar isso. Sempre fui alto, mas naquele ano estava dedicado aos treinos, e os resultados começaram a aparecer. Meus ombros se alargavam, os braços ganhavam contornos, e o peito se definia. Hoje, com vinte e dois, olho para trás e vejo um garoto no auge de sua transformação, um pote de pura testosterona e incertezas.
Morávamos numa casa confortável e espaçosa, um oásis no subúrbio, com um jardim exuberante e uma piscina que era o coração de nossa vida social. A família era composta apenas por mulheres, além de mim: minha mãe e minhas duas irmãs mais novas. Meu pai vivia em outro estado, uma figura distante que aparecia em raras graças, deixando minha mãe, Helena, como a matriarca indiscutível de nosso pequeno reino.
Helena era uma mulher de trinta e sete anos, divorciada há três. Loira de olhos azuis, com 1,60m e cerca de 60kg, ela carregava uma beleza clássica que os padrões atuais talvez considerassem "um pouco acima do peso", mas para mim, ela era a personificação da sensualidade. Seus seios eram grandes e macios, convidativos, e sua bunda era simplesmente fantástica — um par de glúteos fechados e firmes que balançavam de um modo hipnótico quando ela andava. Eu a observava, um sentimento confuso de admiração filial e desejo proibido germinando em meu peito.
Nossa casa era um ponto de encontro constante. Minha mãe adorava organizar eventos, churrascos e reuniões à beira da piscina, muitas vezes sem nenhum motivo além do prazer da companhia. Nessas graças, o quintal se enche de pessoas, e entre elas, as amigas de minha mãe. Era um desfile de mulheres maduras, algumas tão ou mais gostosas que minha própria mãe, cada uma com seu charme particular.
Mas nenhuma delas se comparava a Angela.
Angela era uma amiga de infância de minha mãe, e ela havia se tornado a protagonista principal das minhas fantasias mais secretas. Com trinta e oito anos na época, ela possuía um corpo que desafiava o tempo: 1,70m, 60kg, morena de pele dourada e olhos escuros que deixam ver através de você. Seus seios não eram grandes como os da minha mãe, mas eram perfeitos — firmes, com mamilos pequenos e rosados que eu podia imaginar perfeitamente através dos biquínis que usavam. E sua bunda... Deus, sua bunda! Era uma obra-prima, pequena e empinada, uma delícia que inspirava altas punhetas solitárias em meu quarto, onde eu me imaginava agarrando aquelas nádegas, sentindo sua maciez. Angela estava separada do marido há dois anos, e nesse tempo, nunca a vi com outro homem. Ela parecia contente em sua solidão, uma deusa solitária que circulava entre nós mortais.
Foi em um desses eventos, um sábado quente de dezembro, que o universo conspirou. A música tocava, as pessoas conversavam ruidosamente, e a piscina refletia a luz do sol. Eu estava de sunga, como sempre, sentado na borda da piscina com as pernas na água, observando o movimento. Foi então que Angela se aproximou.
"Rafael, meu menino, você tá parecendo homem agora", disse ela, sentando-se perto de mim. Seu perfume, uma mistura de coco e algo floral, envolve meus sentidos. Notei que ela estava um pouco alterada, os olhos alinhados de um jeito diferente, um sorriso solto no rosto. Uma bebida, sem dúvida.
Ela não parava de falar, de me elogiar. "Olha essa musculação, hein? Ficou tão forte!" Suas mãos começaram a vagar por pernas, inicialmente de forma casual, mas depois com mais intenção. Seus dedos traçavam círculos em minhas coxas, e cada toque enviava uma descarga elétrica por meu corpo. "Cresceu mesmo, rapaz", sussurrou ela, mais para si mesma do que para mim.
Meu sangue correu para um único lugar. Em segundos, meu pau estava duro como uma pedra, pulsando debaixo do tecido molhado da sunga. Era uma ereção monumental, impossível de se esconder na posição em que estávamos. O constrangimento queimou meu rosto. Tentei cruzar as pernas, disfarçar, mas foi inútil. Angela notou. Seus olhos se arregalaram um pouco, e um sorriso mais ousado, mais predatório, surgiu em seus lábios. Ela não disse nada, apenas continuou a massagear minha coxa, agora um pouco mais perto da virilha, e o piscar de seus olhos me disse que ela sabia exatamente o que estava causando.
A festa contínua ao nosso redor, mas para mim, o mundo tinha se limitado ao espaço entre nós dois, ao toque de sua mão e ao meu pau latejante, um segredo gritante sob o sol da tarde, até que chegou um ponto que ela me deu outra piscada e saiu de perto.
Os dias seguintes foram uma tortura. A imagem de Angela, seu sorriso, seu toque, a forma como ela notou minha ereção — tudo isso gravado em minha mente, alimentando minhas fantasias com um novo combustível. Cada punhada era mais intensa, cada ejaculação mais explosiva. Eu me pegava olhando para a bunda da minha mãe e imaginando a de Angela, comparando-as, desejando-as. Era um inferno delicioso.
Até que o dia chegou. Uma terça-feira quente. Minhas irmãs e minha mãe tinham decidido ir às compras, uma expedição que prometia durar horas. Fiquei em casa, alegando precisar estudar para as provas da faculdade. A verdade é que eu precisei de espaço, de ar, de um momento para rir da tempestade que havia em mim.
Resolvi nadar. A água da piscina era uma vitória, refrescante, acalmando meu corpo e minha mente. Nadava de um lado para o outro, sentindo os músculos trabalharem, tentando exorcizar o desejo que me consumia. Estava sozinho, em paz, com a casa toda para mim.
Tocou a campainha e eu resmunguei para mim mesmo, irritado com a interrupção. Sai da piscina, gotejando, e caminhei até o portão. Quando abri, meu coração quase parou. Era Ângela.
Ela estava parada ali, na calçada, usando um conjunto de ginástica justo que não deixava absolutamente nada à imaginação. A blusa sem mangas revelava seus braços tonificados e a alça do sutiã esportivo marcava em suas costas. As calças legging se ajustavam às suas coxas e, principalmente, bunda que eu tanto cobiçava. Era uma tensão em forma de mulher.
"Oi, Rafael", disse ela, com um sorriso tímido. "Sua mãe está em casa? Passei para ver se ela queria caminhar comigo."
Minha garganta seca. "E-ei, Ângela. Não, ela não está. Foi ao shopping com as minhas irmãs. Mas... entra, espera por ela, se quiser." Minha voz saiu mais grossa do que o normal.
Ela hesitou por um segundo, depois aceitou. "Só se não for incomodar."
"Claro que não!"
Caminhamos em silêncio até o quiosque, uma pequena estrutura de madeira com um sofá e uma mesa, ao lado da piscina. Meu coração batia forte contra minhas costelas. Eu estava só de sunga, ainda molhado, e ela estava ali, tão perto, o cheiro dela preenchendo o ar.
Sentamo-nos no sofá de madeira. O silêncio era pesado de expectativa. Ela foi a primeira a quebrá-lo.
"Você está com um corpo impressionante, Rafael. De verdade", disse ela, e seus olhos percorreram meu peito, meus braços, minhas pernas. "E você é sempre tão gentil."
"Obrigado", eu consegui dizer, sentindo o rosto esquentar. Seus elogios eram como uma injeção direta na minha autoestima e no meu desejo.
Ela inteligente, um sorriso um pouco triste desta vez. "É bom ser gentil. Eu sinto tanta falta disso... às vezes me sinto tão sozinha." Ela se ajustou no sofá, e sua mão, como que por acaso, pousou novamente em minha coxa. Dessa vez, mais alta, quase na particular da perna com o tronco. "Sabe, não tenho filhos. Às vezes a casa fica tão vazia."
Enquanto ela conversava, sua investigação começou a fazer pequenos movimentos circulares na minha pele. Foi o suficiente. Meu pau, que mal tinha se acalmado, começou a dar sinal de vida outra vez, suportando rapidamente sob o tecido da sunga. Dessa vez, não havia como esconder. Ele cresceu, empinando o panorama, um monumento ao meu desejo por ela.
Angela notou imediatamente. Seus olhos se arregalaram, e ela prendeu a respiração por um instante. O sorriso triste e ausente, substituído por uma expressão de pura surpresa e... algo mais. Desejo. Certeza. Ela não deu a mão. Pelo contrário, seus dedos se moveram um pouco mais para cima, roçando levemente na base do meu pau duro.
"Rafael...", sussurrou ela, e a voz saiu embargada, cheia de uma emoção que eu não ousava nomear.
Ela se inclinou para mim. O tempo pareceu desacelerar. Vi meus reflexos em seus olhos escuros, vi o desejo crescendo neles. Sua outra mão veio protegida no meu peito, sentindo a batida acelerada do meu coração. Seu rosto estava tão perto que eu podia sentir o calor de sua pele.
Ela me beijou.
Não foi um beijo tímido ou amigável. Foi um beijo de fome, de necessidade. Seus lábios se abriram sobre os meus, e sua língua invadiu minha boca, explorando, possuindo. Eu retribuí com a mesma urgência, minhas mãos subindo para encontrar seu rosto, para prender seus cabelos. A beirada da sunga coçava, meu pau pulsando contra a barriga dela, e eu não me importei. Não me importei com nada além daquele beijo, daquela mulher, daquele momento.
Quando nos separamos, ambos ofegantes, seus olhos brilhavam. "Eu queria fazer isso há tanto tempo", confessou ela, a voz rouca. "Desde que você vi nesse último churrasco, todo musculoso, todo homem..."
Ela não terminou a frase. Sua mão desceu do meu peito, deslizando lentamente pelo meu abdômen até encontrar o elástico da sunga. Seus dedos se enroscaram no tecido, e ela me olhou nos olhos, como se pedisse permissão. Eu apenas acenei com a cabeça, incapaz de falar.
Com um movimento lento e deliberado, ela deixou a sunga para baixo. Meu pau saltou para fora, duro, grande, vermelho, pulsando. O sol da tarde bateu nele, e eu vi Angela engolir em seco, seus olhos fixos em minha ereção.
"Que lindo...", sussurrou ela, e então se ajoelhou no chão de madeira do quiosque.
Eu não acreditei no que estava acontecendo. Angela, a mulher das minhas fantasias, estava ajoelhada na minha frente. Ela pegou meu pau com a mão, e o toque foi tão mais intenso do que qualquer um dos meus. Sua mão era macia, quente, e ela começou a mover-se para cima e para baixo, lentamente, estudando cada centímetro de mim.
Depois, ela inclinou a cabeça e lambeu a glande. Um gemido escapou dos meus lábios. Sua língua era molhada, quente, e ela a usava para explorar toda a cabeça do meu pau, antes de finalmente abrir a boca e me engolir.
O calor, a umidade, o sentir de sua boca me envolveu... foi quase demais. Eu joguei minha cabeça para trás, mãos se prendendo em seus cabelos enquanto ela começava a me chupar com um ritmo crescente. Ela não era tímida. Ela sugava com força, com fome, sua cabeça subindo e descendo, uma de suas mãos massageando minhas bolas enquanto a outra se agarrava à minha coxa. Eu olhei para baixo, para o rosto dela, para seus olhos fechados em concentração, e a visão quase me fez gozar ali mesmo.
"Angela... você...", eu avisei, o corpo todo tenso.
Ela não parou. Pelo contrário, acelerou o ritmo, sugando com mais força. E então eu explodi. Minhas pernas tremeram, e jorraram dentro de sua boca, ondas de prazer me percorrendo enquanto ela engolia tudo, não perdendo uma gota, seus lábios selados ao redor da minha base até o último espasmo.
Quando ela finalmente me soltou, eu estava ofegante, fraco, as pernas bambas. Ela se limpou a boca com as costas da mão e sorriu, um sorriso de satisfação, de poder.
"Você gosta de mim, Rafael?", perguntou ela, já sabendo a resposta.
Eu só consegui balançar a cabeça, ainda recuperando o fôlego.
"Então me prove", disse ela, se levantando. Com movimentos lentos, sensuais, ela tirou a blusa, liberando aqueles seios perfeitos que eu tanto desejava. Depois, desceu as calças legging, revelando que não usava calcinha. Sua buceta era linda, com pelos curtos aparados e escuros, já úmida de tesão. Fiquei ali, paralisado, olhando para aquele corpo que eu só tinha visto em meus sonhos.
Ela se deitou no sofá de madeira, as pernas abertas, um convite claro. "Me mostre o quanto um homem forte como você pode me fazer feliz."
Eu não preciso de mais incentivo. Me ajoelhei entre as pernas dela, meu pau já duro de novo, ansioso por entrar nela. Comecei a beijá-la, beijar suas coxas, seu abdômen, subindo até seus seios. Chupei seus mamilos duros, ouvindo seus gemidos, sentindo suas mãos nas minhas costas, me puxando para mais perto.
"Venha agora, Rafael. Por favor", ela implorou.
Eu me posicionei, guiando meu pau até a entrada de sua buceta. Estava molhado, quente, pronto. Empurrei devagar, e o sentimento de entrar nela foi indescritível. Era apertada, macia, e ela se ajustava a mim com um gemido longo e profundo. Fiquei assim por um momento, dentro dela, olhando em seus olhos.
Então comecei a me mover. Primeiro devagar, depois mais rápido, encontrando um ritmo que nos fazia gemer em uníssono. Cada golpe era mais profundo, mais intenso. Eu a pegava com força, e ela me recebeu, as pernas envolvendo minha cintura, os quadris se colocaram para encontrar meus empurrões. O som de nossos corpos se bate, o cheiro de sexo e cloro, os gemidos dela... tudo isso me levou ao paraíso.
"Vira de quatro", eu gritei, minha voz rouca de desejo.
Ela obedeceu, se virando e se apoiando nos braços do sofá, oferecendo-me aquele bundão fantástico que eu tanto cobiçava. Foi a visão mais sexy que eu já tinha visto. Aqueles glúteos perfeitos, o pequeno orifício rosado do seu cu... eu não resisti.
Enquanto eu a fodia por trás, meus dedos começaram a explorar seu rabo, uma circular em volta de seu cu. Ela gemeu mais alto, empurrando o traseiro para trás, um convite claro. Umedeci meu dedo com o suco de sua própria buceta e comecei a iniciar lentamente, até que ele entrou.
"Ah, sim! Aí! Mete o dedo no meu cu!", ela simbólica, e a ordem só me deixou mais louco.
Eu obedeci, introduzindo o dedo lentamente enquanto continuava a foder sua buceta com força. O interior de seu rabo era apertado, quente, e cada movimento meu fazia ela gemer mais alto. O contraste entre a umidade de sua vagina e o aperto de seu ânus me deixa completamente fora de mim.
"Quer mais, Ângela? Quer meu pau no seu cu?", perguntei, a voz bem rouca.
"Sim! Por Deus, sim! Me fode no rabo, Rafael! Quero sentir você inteiro dentro de mim!", ela respondeu, o corpo todo tremenda de antecipação.
Retirei o dedo e meu pau de sua buceta. Umedeci meu pau com o líquido de seu prazer e posicionei a cabeça na entrada de seu cu. Empurrei com cuidado, e a cabeça do meu pau entrou com uma certa dificuldade, seguida por um gemido alto de dor e prazer de Angela.
"Devagar, meu filho... você é muito grande", ela gemeu, o rosto contorcido em uma expressão de êxtase.
Fui entrando devagar, centímetro por centímetro, dando tempo para ela se acostumar. A abertura era incrível, muito mais apertada que sua buceta, e a sensação era quase dolorosa de tão prazerosa. Quando finalmente entrei completamente, fiquei parado, orientado por ela, por um instante, deixando ela se adaptar.
"Já pode", ela sussurrou. "Me fode agora. Me fode no rabo como uma cadela."
Comecei a me mover, primeiro devagar, depois aumentando o ritmo. Cada golpe era mais profundo, mais intenso. Eu a pegava com força, e ela me recebia, empurrando o quadrilátero para trás para me receber completamente. O som de nossos corpos se bate, os gemidos dela, o cheiro de sexo e cloro... tudo isso me levou ao paraíso.
"Vou gozar, Ângela! Vou gozar no seu cu!", gritei, o corpo todo tenso.
"Sim! Goza dentro de mim! Enche meu rabo com sua porra!", ela implorou.
E então eu explodi. Jorrei dentro dela, ondas de prazer me percorrendo enquanto ela gemia, seu corpo tremendo em um orgasmo simultâneo. Fiquei dentro dela até o último espasmo, depois me deitei sobre suas costas, ofegante, exausto.
Ficamos assim por vários minutos, recuperando o fôlego, nossos corpos suados e colados. Então, ouvi um som que gelou meu sangue.
O rangido do portão da garagem.
"Minha mãe!", gritei, pulando do sofá como se tivesse levado um choque.
Angela também ficou em pânico. "Meu Deus! O que vamos fazer?"
Começamos a nos vestir freneticamente, minhas mãos tremendo tanto que mal consegui amarrar o cordão da sunga. Angela vestiu o conjunto de ginástica numa velocidade que eu nunca pensei que fosse possível. O som de uma porta se abrindo, de vozes — minha mãe e minhas irmãs, retornando do shopping — se aproximava.
"Esconde-se no banheiro do quiosque!", sussurrei, empurrando-a para a pequena porta ao lado do sofá.
Ela entrou e eu fechei a porta um segundo antes que minha mãe e minhas irmãs aparecessem no quintal.
"Rafael, você não vai acreditar nos descontos que encontramos!", disse minha mãe, sorrindo, com várias sacolas nas mãos. "E olha só, compramos umas roupas novas para você também!"
Minhas irmãs correram para a piscina, mergulhando com gritos de alegria. Minha mãe se mudou do quiosque, colocando as sacolas na mesa.
"Você esteve nadando?", perguntou ela, notando meu cabelo molhado.
"Sim, um pouco", respondi, tentando manter a calma, meu coração batendo como um louco.
Ela se sentou no sofá, exatamente no mesmo lugar onde Angela estava minutos antes. O cheiro de sexo ainda estava no ar, ou pelo menos eu achei que estava. Fiquei parado, imóvel, com medo de fazer qualquer movimento que pudesse denunciar nosso segredo.
"Sabe, querido", disse minha mãe, com um tom casual que me deixou ainda mais nervoso. "Quando cheguei, parei o carro na rua, como sempre faço. O portão da garagem estava com defeito de novo, então tive que entrar pela porta da frente."
Ela fez uma pausa, olhando para mim com um olhar que eu não consegui decifrar. "É uma pena que a vista daqui não dê para a porta da frente. Senão eu teria visto quem foi que deixou a Ângela na porta antes de ir embora."
Meu sangue gelou. Ela sabia.
"Mas a vista dá para o quintal", continua ela, com um sorriso pequeno e estranho. "E a janela da cozinha dá uma vista bem bonita do quiosque. Principalmente quando as cortinas não estão completamente fechadas."
Ela se declarou, veio até mim e passou a mão no meu cabelo, como sempre fazia. Mas desta vez, o toque foi diferente. Mais carregado.
"Você está crescendo, meu filho", disse ela, e seus olhos azuis me retornaram. "E aprendendo a se divertir, parece."
Ela se virou e começou a caminhar em direção à casa. "Vamos arrumar essas compras. Depois a gente conversa."
Fiquei parado, paralisado, ouvindo-a se afastar. Minhas irmãs ainda brincavam na piscina, alheias a tudo. E do outro lado da porta do banheiro do quiosque, Angela estava escondida, a mulher que eu tinha acabado de foder, a mulher que minha mãe tinha me visto transando.
O verão tinha acabado de começar, e eu tinha a certeza de que nunca mais eu seria o mesmo.