Vizinho casado

Um conto erótico de Taradenhum
Categoria: Gay
Contém 735 palavras
Data: 29/11/2025 11:21:43
Assuntos: Gay

O sol castigava a terra vermelha do sítio. Da minha varanda, eu via a casa do vizinho, silenciosa. Sabia que a família dele estava na cidade. Um convite inesperado veio pelo celular: “Preciso de uma ajuda com a cerca quebrada. Você vem?” A resposta foi um “já estou indo” seco.

Trabalhamos lado a lado a manhã inteira, o suor escorrendo em riachos pelas nossas costas, a tensão palpável no ar abafado. A ajuda, eu sabia, era só um pretexto. A cerca era o menor dos nossos problemas.

Ao meio-dia, ele parou, encostou a enxada no tronco de uma árvore e me olhou. “Chega. Vamos nos refrescar.”

A água da piscina foi um choque gelado e revigorante. Ficamos ali, apenas de shorts encharcados, a correnteza invisível entre nós puxando cada vez mais forte. A cerveja que tomamos depois na varanda não acalmou os ânimos, só os afiou.

Um silêncio pesado caiu entre nós, interrompido apenas pelo canto dos pássaros. Foi quando nossos olhares se encontraram e se prenderam. Não havia mais dúvida. Ele se levantou. Eu me levantei. Ele abriu a porta da casa. Eu entrei atrás dele.

O quarto era escuro e fresco, a persiana bloqueando o mundo exterior. A porta fechou-se com um clique suave. Antes que meus olhos se acostumassem à penumbra, suas mãos já estavam no meu rosto, puxando-me para um beijo urgente e faminto. Era tudo dentes e língua e desejo contido explodindo de uma vez. Minhas mãos agarram a cintura dele, puxando seu corpo contra o meu, sentindo a ereção dura através dos tecidos molhados.

Roupas encharcadas foram um estorvo. Nós as arrancamos numa luta frenética, tecidos pesados caindo no chão. De pé, pele contra pele suada, ele me empurrou contra a parede fria. Sua boca desceu pelo meu pescoço, peito, enquanto suas mãos apertavam minha nádega, puxando-me com força contra ele.

“É a sua vez,” ele sussurrou roucamente, girando meu corpo contra a parede. Sua língua percorreu minha coluna enquanto suas mãos abriam minhas nádegas. Eu gemi, me entregando, me abrindo. Ele cuspiu na própria mão e depois em mim, o som obsceno enchendo o quarto antes que eu sentisse a pressão da cabeça do seu pau no meu portal.

A entrada foi uma dor breve e afiada, transformada rapidamente em um prazer avassalador enquanto ele se enterrava em mim, fundo, preenchendo cada centímetro. Um grito rouco escapou da minha garganta. Ele começou a se mover, um ritmo primal e possessivo, suas mãos segurando meus quadris com força, suas coxas batendo contra as minhas. Cada investida era um socro no universo, me levando para mais perto do abismo. Eu me curvei, me oferecendo, me entregando completamente àquela fúria que nos consumia.

Quando senti que não aguentava mais, que ia explodir, ele me puxou para a cama. De costas, pude ver seu rosto contraído pelo prazer, seus músculos tensos. “Agora você,” ele ordenou, rolando de lado e me guiando para cima dele.

A posição mudou, o controle também. Agora era a minha vez. Empurrei suas pernas para trás e me posicionei entre elas. A visão dele, vulnerável e completamente aberto para mim, foi intoxicante. Entrei nele num movimento lento e deliberado, observando cada nuance de prazer e dor no seu rosto. Ele gemeu profundamente, seus olhos escuros fixos nos meus.

Comecei a me mover, estabelecendo um ritmo diferente, mais profundo, mais consciente. Minhas mãos seguravam suas coxas, abrindo-o ainda mais enquanto eu o possuía. O som da nossa respiração ofegante e da pele suada se colidindo era a única música. Eu o observei perder o controle, seus dedos se enfiando no lençol, sua cabeça se virando para o lado.

Foi o sinal. Acelerei, cada investida um passo mais perto do inevitável. O gemido gutural que saiu dele, seguido pelo jato quente que jorrou em seu próprio estômago, foi o meu estopim. Com um último empurrão, enterrei-me nele até o fim e explodi, um tremor percorrendo todo o meu corpo enquanto eu me esvaziava numa onda cega de prazer.

Desabei sobre ele, ofegante, nosso suor se misturando. Ficamos deitados assim por um tempo, o silêncio agora pacífico, carregado do cheiro do nosso sexo. Sem uma palavra, ele se virou e me puxou para um abraço, suas pernas se entrelaçando nas minhas. O mundo exterior, a cerca, as responsabilidades—tudo tinha desaparecido. Naquela cama, naquela penumbra, só existiam dois corpos que haviam encontrado, de forma crua e direta, exatamente o que precisavam.

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