"O frasco azul de suplementos estava no lugar errado." Foi o que pensei ao abrir o armário do banheiro, sentindo aquele frio na espinha que sempre vem quando algo foge ao controle. Meus dedos tremeram levemente ao pegar o potinho — o mesmo onde, horas antes, eu havia escondido os comprimidos do Carlos, discretamente trocando o rótulo para que o Rafael, nosso filho de dezenove anos, não desconfiasse de nada. A tampa estava frouxa.
O apartamento silencioso de repente ficou barulhento demais: o zumbido da geladeira, o ranger da porta do quarto do Rafael, minha própria respiração acelerada. Desci a tampa do vaso e sentei, as pernas fracas. "Ele não teria...", mas o pensamento se completou sozinho, acompanhado da imagem do Rafael na academia, sempre obcecado com aquele corpo que herdou do pai. Meu maxilar apertou quando ouvi, vinda do quarto dele, uma respiração rouca e intermitente.
A maçaneta gelou na minha mão antes de eu perceber que estava parada diante da porta dele, sem coragem de girar. Através da fresta, um som úmido, repetitivo, e o cheio inconfundível de sexo no ar. "Mãe?" A voz dele veio rouca, mas não surpresa, como se já soubesse que eu estava ali — como se quisesse que eu soubesse.
Quando a porta se abriu, o que vi me travou: Rafael, de pé, o corpo todo brilhando de suor, o pau inchado e vermelho como nunca, pulsando entre seus dedos que não paravam. A cuecha jogada no chão, a cama revirada, e no rosto dele uma mistura de prazer e desespero que me fez engolir seco. "Ajuda...", ele gemeu, e eu não soube se era um pedido ou uma advertência.
Meus joelhos dobraram sozinhos quando ele deixou escapar outro jato, espesso e quente, que respingou no meu pé descalço. A pele ardia onde aquilo pingou, como se fosse ácido — ou como se meu corpo soubesse, antes de mim, que aquilo era errado demais para sentir tesão. Mas senti. "Quantos você tomou?", perguntei, tentando manter a voz firme, mas minhas mãos já se mexiam, puxando o lençol sujo para limpar o chão, evitando olhar para aquela ereção que não cederia.
"não lembro", ele arqueou as costas, os músculos da barriga contraindo enquanto outra onda o dominava. O cheiro dele, acre e masculino, encheu meu nariz quando me aproximei, instintivamente pegando uma toalha para limpar o suor do peito dele. Sua pele estava quente demais, e eu sabia o que aquilo significava. "Você tá se machucando, Rafa", sussurrei, mas ele só gemeu mais alto quando minha mão, sem querer, roçou o abdômen dele.
O barulho da porta da frente sendo aberta nos congelou. Carlos. Minha garganta apertou quando ouvi os passos dele no corredor, pesados, familares. Rafael me olhou, os olhos vidrados, e eu vi nele a mesma pergunta que ecoava na minha cabeça: o que diabos íamos explicar? Sua mão, ainda molhada, fechou em torno do meu pulso como se eu fosse a única âncora num mar de pura necessidade. "Por favor", ele arfou, e eu não tive escolha.
Puxei ele para dentro do banheiro, fechando a porta com o quadril enquanto ele se apoiava na pia, o corpo todo tremendo. O espelho embaçou com a respiração rápida dele, e eu mal reconheci a mulher refletida ali — cabelos desalinhados, blusa manchada, os olhos escuros de culpa e algo mais profundo. "Segura isso", ordenei, enfiando uma toalha gelada em suas mãos antes de me virar para o barulho da torneira do chuveiro, tentando disfarçar o tremor na minha voz. "Você precisa se acalmar, Rafa."
Mas ele não me ouvia. Suas pernas bambearam quando outra onda de prazer o atingiu, e eu tive que segurá-lo pela cintura, sentindo os músculos contraírem sob minha palma. A pele dele queimava contra a minha, e o cheiro do próprio desespero dele me envolveu — salgado, intenso, quase animal. "Eu não consigo parar", ele gemeu no meu ouvido, e a voz rouca dele fez algo dentro de mim se contorcer.
Lá fora, Carlos chamou nossos nomes. Apertei os dentes, tentando ignorar como a minha calcinha estava encharcada, como cada gemido abafado do Rafael ecoava direto no meu útero. "Só mais um pouco", menti, esfregando as costas dele como se fosse capaz de apaziguar o fogo que o consumia, sabendo muito bem que não era só o Viagra falando ali — era aquele olhar que ele me deu, cheio de algo que nunca deveria ter existido entre nós.
Seu corpo se contorceu contra o meu quando outra ejaculação o atingiu, e eu senti cada espasmo através da minha roupa, quente e viscoso. "Tá doendo", ele choramingou, mas suas coxas ainda se abriram quando minha mão escorregou sem querer mais para baixo, quase acariciando o quadril dele. O espelho embaçado refletiu nossa silhueta grudada, e pela primeira vez notei como ele estava maior que eu agora, como a sombra dele me engolia inteira.
A torneira pingou no silêncio súbito, e eu contei os segundos até Carlos bater na porta. "Vocês dois aí dentro?", sua voz veio rouca de cansaço, e Rafael prendeu a respiração contra meu pescoço, seu pau latejando entre nós como um terceiro personagem nessa loucura. Minha mente traidora imaginou como seria se o Carlos abrisse agora, como explicaríamos nossos corpos colados, o cheiro do sexo pairando no ar úmido.
Quando Rafael enterrou o rosto no meu cabelo, seus lábios roçaram meu ouvido num quase-beijo que me fez tremer. "Ele vai saber", ele murmurou, e não era medo o que ouvi naquela voz — era desafio. Sua mão, ainda pegajosa, encontrou a minha no escuro e apertou, e eu percebi tarde demais que estávamos além do ponto de retorno quando meu próprio corpo respondeu, pressionando-se contra ele num movimento involuntário que delatou tudo.
O cheiro do meu próprio desejo se misturou ao dele quando entrei na água gelada do chuveiro ainda vestida, arrastando-o comigo num ato falho de contenção. A blusa colou no meu corpo como uma segunda pele transparente, e Rafael não resistiu — seus dedos traçaram o contorno dos meus seios por cima do tecido molhado, hesitantes mas determinados, enquanto eu tentava convencer a mim mesma que era apenas para ajudá-lo, sempre apenas para ajudá-lo.
Carlos bateu de novo, mais forte desta vez, e a porta tremeu. "Um minuto!", gritei, mas minhas mãos já puxavam a bermuda do Rafael pra baixo, como se o contato direto da água na pele pudesse aliviar a pressão insuportável que o mantinha ereto há horas. Seu gemido abafado contra meu ombro me traiu — eu sabia exatamente como aquela água gelada devia sentir em pele tão sensível, e a imagem fez meu útero contrair.
A primeira gota quente escorreu entre minhas coxas quando Rafael finalmente se recostou contra o azulejo, seus olhos negros queimando-me com um entendimento que não deveria existir. "Não faça barulho", sussurrei, escorregando de joelhos no boxe molhado enquanto lá fora ouvia os passos do Carlos se afastando — mentindo pra mim mesma que faria isso rápido, que era só uma mãe ajudando o filho, que eu não estava memorizando cada veia pulsante daquele membro que não era do meu marido.
Minha língua queimou ao roçar a cabeça inchada dele, e o gosto salgado explodiu na minha boca junto com seu gemido abafado. Suas mãos se enterraram nos meus cabelos, não empurrando, mas segurando como se eu fosse o último fio de sanidade dele — e talvez fosse, porque quando olhei pra cima através da cortina de água, vi nos olhos dele o mesmo pânico e fascínio que eu sentia. "Fecha os olhos", ordenei, mas ele sacudiu a cabeça, fixo no movimento dos meus lábios envolvendo-o, como se quisesse gravar cada detalhe pra depois.
O azulejo gelado arranhou meus joelhos quando outra ejaculação o atingiu, mais forte dessa vez, e eu engoli automaticamente enquanto pensava em como explicaríamos meu rosto encharcado, meu corpo tremendo, minha roupa transparente colada na pele. Seu pau pulsou contra minha língua num ritmo que conhecia demais — não era mais o remédio, era puro desejo cru, e a parte mais suja de mim vibrou ao perceber que tinha feito isso nele.
A água começou a esquentar quando ouvi a porta do quarto do Carlos fechar, e Rafael puxou-me de volta pra cima com uma força que me fez escorregar contra seu corpo molhado. Seu hálito quente no meu pescoço cheirava a puro desespero adolescente quando ele sussurrou: "Você não vai contar pra ele, né?", e eu senti seu coração batendo acelerado contra o meu — dois cúmplices, não mãe e filho, enquanto minhas mãos ainda tremiam agarradas aos seus quadris, tentando convencer a nós dois de que era só o remédio falando.
A cortina do chuveiro grudou na minha coxa quando ele se moveu, e de repente foi sua vez de cair de joelhos na minha frente, os olhos escuros fitando minha calcinha encharcada com uma fome que me fez engasgar. "Rafa, não—", mas ele já enterrava o rosto entre minhas pernas, lambendo o tecido fino como se fosse a última refeição dele, e eu tive que morder meu próprio pulso pra abafar o gemido que subiu da minha garganta sem permissão. Seus dedos cavaram nas minhas coxas, deixando marcas que doeriam depois, e eu sabia que deveria empurrá-lo — mas meu corpo arqueou pra frente ao invés disso, oferecendo mais.
O barulho da TV lá fora nos traiu quando ambos congelamos, ouvindo Carlos tossir no corredor. Rafael olhou pra cima com meu creme nos lábios, e a expressão dele era de um menino assustado misturado com um homem que acabou de descobrir um poder novo — e eu, de perna aberta e pulsando, era a prova viva disso. "Continua", sussurrei, puxando-o de volta pra mim com uma mão no seu cabelo enquanto a outra tapava minha própria boca, meu corpo traidor já contraindo em antecipação suja.
Seu gemido abafado contra minha pele foi a única resposta quando ele rasgou minha calcinha os dentes, e eu não reconheci a voz que saiu de mim — rouca, quebrada, implorando por coisas que nunca deveria querer do meu próprio filho. Quando sua língua finalmente encontrou meu clitóis sem barreiras, eu enterrei os dedos nos azulejos atrás de mim e senti a loucura da situação bater como uma onda: o cheiro do sexo, o gosto dele na minha boca, o som úmido dos seus lábios devorando a mãe que devia estar protegendo ele, não isso, nunca isso.
O primeiro orgasmo me pegou de surpresa, violento e vergonhoso, fazendo meus joelhos baterem no chão do boxe enquanto tentava em vão abafar os gemidos na palma da minha mão. Rafael olhou para cima com meu prazer escorrendo pelo queixo dele, e eu vi nele uma transformação assustadora — o menino desaparecera, substituído por um predador que sabia exatamente o quanto me dominava nesse momento. "Outra vez", ele ordenou, e quando seus dedos entraram em mim sem aviso, eu arquejei sentindo como estavam molhados do próprio sêmen que eu engolira minutos antes.
A água quente escorria entre nossos corpos colados quando ouvi o barulho da porta do banheiro sendo testada, e o pânico me fez contrair em torno dos dedos dele num espasmo sujo de medo e excitação. "Carlos...", eu tentei avisar, mas Rafael só sorriu — aquele sorriso de canto de boca que ele herdou do pai — e acelerou o movimento dos dedos dentro de mim enquanto sua boca sugava meu pescoço, marcando território. Eu deveria ter lutado, deveria ter gritado, mas meu corpo se entregou novamente, tremendo contra ele como se fosse minha última noite na terra.
O cheiro do sexo e do shampoo barato se misturava quando ele me virou contra a parede do boxe, minha barriga colando no azulejo gelado enquanto suas mãos agarravam meus quadris com uma força que deixaria hematomas. O reflexo distorcido no espelho embaçado mostrava como ele se encaixava perfeitamente atrás de mim, e pela primeira vez eu notei que meu filho já não era mais criança — sua sombra engolia a minha, seu corpo musculoso curvado sobre o meu como um amante, não como um filho. Quando ele entrou em mim num empurrão bruto, meu gemido ecoou no banheiro e eu tive que morder meu próprio braço para silenciar o próximo.
Lá fora, ouvimos a maçaneta se mexer novamente e a voz de Carlos chamando "Tudo bem aí dentro?", mas Rafael só gemeu mais alto no meu ouvido, seus quadris batendo contra minhas nádegas com um ritmo que fazia a água espirrar no chão em ondas sujas. "Diz que tá tudo bem", ele ordenou enquanto suas mãos subiam para apertar meus seios, seus polegares roçando meus mamilos endurecidos através do tecido molhado. Minha voz saiu irreconhecível quando obedeci, mentindo para o meu marido enquanto o filho dele me possuía num ângulo que me fazia ver estrelas.
Quando finalmente saímos do banheiro, ensopados e trêmulos, o apartamento estava silencioso — Carlos tinha ido dormir. Rafael me puxou pelo pulso até o quarto dele antes que eu pudesse protestar, e quando ele me jogou na cama ainda úmida, vi nos olhos dele aquele mesmo brilho perigoso. Ele me cobriu com o corpo antes que eu pudesse fugir, seu pau novamente duro contra minha coxa, e quando seus lábios encontraram os meus num beijo que sabia a pecado, eu soube que estávamos perdidos. "Mãe", ele murmurou contra minha boca enquanto suas mãos desciam para abrir minhas pernas mais uma vez, "ainda tá duro".