A casa parecia a mesma, mas já não era.
Depois que Sara e Mateus cruzaram a linha, tudo ficou carregado de eletricidade. Um olhar no café da manhã, um toque disfarçado ao passar o prato, a porta do quarto dela que nunca mais ficava totalmente fechada à noite. Eles aprenderam a ser silenciosos, rápidos, precisos. Mas o desejo não aprende a ser discreto.
Roberto, o pai de Mateus e marido de Sara, era um homem de 52 anos, caminhoneiro, ausente cinco ou seis dias por semana. Quando aparecia em casa, chegava cansado, sujo de estrada, falando alto e querendo comida quente na mesa em dez minutos. Sara sempre obedeceu. Durante vinte e cinco anos de casamento, ela foi a esposa perfeita: silenciosa, organizada, fiel. Ele nunca desconfiou que aquela mulher de ferro pudesse ter fogo por dentro.
Até aquela sexta-feira.
Roberto avisou que chegaria no sábado à noite, mais cedo que o normal. Sara recebeu a mensagem no celular enquanto estava de quatro na cama, com Mateus metendo devagar por trás, uma mão tapando a boca dela para abafar os gemidos. Ela leu a mensagem, os olhos arregalados, e empurrou o filho para longe.
— Seu pai vem amanhã à noite.
Mateus, suado, pau ainda duro, respirou fundo.
— A gente para até lá. Limpa tudo. Vai ficar tudo bem.
Eles passaram o sábado inteiro nervosos. Lavaram lençóis, arejaram o quarto, jogaram fora a calcinha rasgada que ficou esquecida no chão do banheiro. Sara mandou Mateus dormir no próprio quarto “pra não dar na cara”. Ele obedeceu, mas às três da manhã bateu na porta dela só de cueca.
— Não consigo dormir sem você — sussurrou.
Ela abriu a porta, puxou ele pra dentro, e transaram rápido, de pé, contra a parede, com medo de fazer barulho na cama. Gozaram quase ao mesmo tempo, mordendo os próprios braços para não gritar. Depois Mateus voltou pro quarto dele. Sara achou que estava tudo sob controle.
Mas não estava.
Roberto chegou às sete da noite, mais cedo ainda do que disse. A chave girou na porta no exato momento em que Sara estava na cozinha, de avental, fazendo o jantar que ele gostava: bife acebolado, arroz soltinho, feijão grosso. Mateus estava no banho.
Roberto entrou sem barulho. Deixou a mochila no chão da sala, tirou os sapatos pesados. A casa cheirava a comida e a algo mais… um cheiro doce, de sexo recente, que ele não sentia há anos. Franziu o nariz. Andou devagar pelo corredor.
O quarto de casal estava com a porta encostada. Ele empurrou de leve.
A cama estava arrumada, mas o lençol de baixo estava torto, como se alguém tivesse ajeitado às pressas. Havia uma marca de mão suada no espelho do guarda-roupa. No cesto de roupa suja, por cima de tudo, uma cueca boxer cinza do filho. Roberto conhecia aquela cueca: Mateus usava desde o ensino médio. Mas estava endurecida na frente, com manchas brancas secas. Ele pegou com dois dedos, sentiu o cheiro. Era porra. Fresca.
O suficiente para ainda ter cheiro.
O coração dele começou a bater descompassado.
Foi até o quarto do filho. A porta estava aberta. A cama estava feita, mas o travesseiro tinha um fio de cabelo longo, preto, liso. Cabelo de mulher. Cabelo de Sara.
Ele pegou o travesseiro, cheirou. Lavanda misturada com suor masculino. O estômago dele revirou.
Quando Mateus saiu do banheiro, de toalha na cintura, ainda pingando, Roberto estava sentado na beirada da cama do filho, segurando o travesseiro.
— Pai… chegou cedo — Mateus tentou sorrir, mas a voz saiu tremendo.
Roberto não respondeu de imediato. Só olhou para o corpo do filho: os músculos, a barriga tanquinho, o volume na toalha que nem o medo conseguia esconder totalmente. Olhou como homem olha outro homem que tomou o que era seu.
— Cadê sua mãe? — perguntou, voz baixa, perigosa.
— Na cozinha.
Roberto se levantou. Andou até a cozinha como quem vai para uma guerra.
Sara virou-se quando ouviu os passos pesados. O sorriso morreu no rosto dela.
— Roberto…
Ele não gritou. Homens como Roberto não gritam. Eles quebram coisas.
Parou a um metro dela. Olhou-a de cima a baixo: o avental, o decote da blusa, os seios ainda arfando de leve. Cheirou o pescoço dela. O mesmo cheiro do travesseiro.
— Há quanto tempo, Sara?
Ela não respondeu. Só abaixou a cabeça.
— Há quanto tempo você tá comendo o menino?
Mateus apareceu na porta da cozinha, agora de calça jeans, sem camisa.
— Pai…
Roberto virou-se tão rápido que a cadeira caiu.
— Cala a boca.
Deu um passo em direção ao filho. Mateus não recuou. Ficou ali, peito estufado, olhos firmes. Roberto viu, com um choque que quase o derrubou: o menino não tinha medo. Tinha orgulho.
— Você… meteu na sua própria mãe? — A voz de Roberto saiu rouca, quebrada.
Mateus sustentou o olhar.
— Eu amo ela.
Sara deu um passo à frente, voz firme pela primeira vez.
— Roberto, me escuta…
— Não quero ouvir você. Quero ver.
Os dois congelaram.
Roberto deu um sorriso frio, sem humor.
— Quero ver o que vocês fazem quando acham que eu não tô aqui.
Sara balançou a cabeça.
— Você tá louco.
— Tô não. Tô querendo entender como a minha mulher virou puta do meu filho.
Mateus avançou um passo.
— Fala com respeito.
Roberto deu um tapa tão forte no rosto do filho que o som ecoou pela casa. Mateus cambaleou, mas não caiu. Sangue escorreu do canto da boca.
Sara gritou:
— Para! Pelo amor de Deus!
Roberto virou-se para ela.
— Tira a roupa.
— O quê?
— Tira a porra da roupa. Vocês dois. Aqui. Agora. Quero ver como é.
Houve um silêncio tão pesado que dava pra ouvir o relógio da sala.
Sara olhou para Mateus. Mateus olhou para ela. Alguma coisa passou entre os dois, um entendimento antigo, quase animal.
Sara desamarrou o avental devagar. Deixou cair no chão. Desabotoou a blusa, uma a uma. Os seios apareceram, sem sutiã — ela não usava mais em casa. Os mamilos já estavam duros. Desceu a saia. Ficou só de calcinha branca, simples, mas molhada no meio.
Mateus tirou a calça. O pau já estava meio duro, marcando a cueca. Tirou também. Ficou nu, grande, latejando no ar da cozinha.
Roberto respirava pesado. Os olhos arregalados. Raiva, nojo, e — pior de tudo — um calor subindo pelo peito dele que ele não sentia há décadas.
Sara se aproximou do filho. Encostou o corpo nele. Beijou-o na boca, devagar, com língua, como fazia quando estavam sozinhos. Mateus segurou a cintura dela, apertou a bunda com as duas mãos. O pau dele subiu de vez, encostando na barriga dela.
Roberto não se mexeu. Só olhou.
Sara virou Sara de costas para ele, abaixou a calcinha dela até os joelhos. Abriu as nádegas. Mostrou. A buceta dela estava inchada, vermelha, brilhando. Ele enfiou dois dedos sem aviso. Sara gemeu alto. Os dedos saíram melados.
— Olhou para o pai.
— É isso que o senhor queria ver?
Roberto deu um passo atrás. O rosto contorcido.
— Vocês… são uns animais.
Mas a voz saiu fraca. Porque o pau dele, contra a vontade de tudo que era sagrado, estava duro dentro da calça jeans surrada.
Sara se virou, nua, os seios balançando. Olhou para o volume na calça do marido.
— Quer participar, Roberto? Ou só olhar?
Ele negou com a cabeça, mas não saiu.
Mateus pegou a mãe no colo, como se ela não pesasse nada, e colocou em cima da mesa da cozinha. Abriu as pernas dela. Entrou de uma vez, até o fundo. Sara gritou de prazer. Começou a meter forte, sem tirar os olhos do pai.
Roberto ficou ali, parado, vendo o filho foder a esposa na mesa onde ele comia todo sábado. Vendo os seios dela balançarem, os gemidos dela, o suor escorrendo entre os dois. Vendo o pau do filho — maior que o dele, mais duro — entrando e saindo daquele lugar que um dia foi só seu.
Quando Mateus gozou dentro dela, gemendo “mamãe”, Roberto deu as costas e saiu da cozinha. Bateu a porta do quarto com força. Trancou.
Sara e Mateus ficaram ali, abraçados, ofegantes, gozo escorrendo pela coxa dela.
Naquela noite, Roberto dormiu no sofá.
No dia seguinte, arrumou a mochila e foi embora sem dizer adeus.
Nunca mais voltou.
A casa antiga ficou só para os dois.
E as paredes grossas continuaram guardando o segredo — agora sem medo de serem descobertas.