As surpresas que a vida proporciona

Um conto erótico de O sortudo
Categoria: Heterossexual
Contém 810 palavras
Data: 16/10/2025 04:47:30
Última revisão: 12/03/2026 14:18:23

Moro no interior de SP, em uma cidade onde rolam eventos de fama internacional referentes ao mundo dos rodeios. Sinceramente, não sou muito fã desse tipo de evento — me refiro à aglomeração —, mas curto ver a cidade cheia, o comércio agitado, a economia pujante e as novas amizades que são geradas.

​Eu sou um jovem senhor de quarenta e cinco anos, negro, solteiro, amante de uma boa cervejinha (de preferência as artesanais). Me considero bem "raiz": passo meu tempo sentado no portão, em companhia do meu cooler e do celular tocando as músicas que eu curto, já programadas na playlist.

​O povo transita como se fosse o último dia do evento. Esta narrativa tem como pano de fundo uma surpresa com que a vida me presenteou e que tenho certeza de que jamais esquecerei. Segue o relato:

​Ouvindo Dire Straits e viajando no solo de guitarra, avistei uma mulher vindo na minha direção. Acredito que tinha uns 1,60 m e carregava um senhor bem mais alto, forte e visivelmente bêbado. Ela estava com bastante dificuldade e com medo de ele cair. Eu me aproximei e ofereci ajuda; ela tentava abrir o carro que estava estacionado bem próximo ao meu portão. Enquanto eu segurava o "homenzarrão", a senhora chorava e o bêbado falava "coisa com coisa". Após alguns minutos, conseguimos colocá-lo no banco de trás; no mesmo instante ele dormiu e ativou roncos que era possível ouvir a léguas de distância.

​Voltei para o meu banco com a sensação de dever cumprido por ter ajudado a moça. Retornei à minha música e à minha cerveja, quando ela se aproximou, agradeceu pela ajuda e desabou a chorar com a mão na cabeça. Ela começou a desabafar; eu me levantei e deixei que ela sentasse no meu banco. Coloquei a bolsa dela no banco do carona do carro e ela continuou desabafando, dizendo que o esposo sempre bebe e não deixa opção de diversão para ela, que precisa sempre "ser babá". Peguei uma lata de cerveja no cooler, dei a ela e disse que aquela noite era o dia de ela beber. Ela riu e virou a lata em um instante.

— Estava com sede! — foi o meu comentário.

​A mulher estava "sem filtro". Deu um arroto, rimos, e ela perguntou se eu tinha outra lata — caso contrário, ela compraria. Dei a segunda; ela já bebeu com mais calma, e eu passei a repará-la: a mulher era linda. Uma morena de calça, bota e blusa de botão. O sutiã marcava na blusa, seios médios... Comecei a elogiar a roupa e ela disse que o marido havia escolhido a vestimenta. De fato, a Deise (seu nome) era muito gata.

​Passou um ambulante e ela comprou seis latas de cerveja, apesar de dizer que tinha mais em casa. Perguntou se eu estava sozinho, já que não queria apanhar de esposa ou namorada. Falei que morava sozinho e ela, então, pediu para ir ao banheiro.

​Entrando na minha casa, já na sala, a mulher tirou a blusa. Eu, olhando a cena, vi quando ela tirou a calça, revelando uma calcinha branca minúscula. Sem qualquer explicação plausível ou racional, ela partiu para cima de mim e transamos ali mesmo, na sala. Jamais imaginei que aquilo pudesse acontecer, mas curti a oportunidade que a vida me deu. Ela tirou minha bermuda olhando fixamente nos meus olhos e "caiu de boca". Com uma mão na minha piroca e a outra na sua bucetinha se masturbando, nunca tinha ganhado uma "chupeta" tão gostosa. Impressionante a mamada; a boca deslizava, era muito prazeroso. Tinha verdadeiramente uma boca de veludo.

​Ela ficou de pé, debruçou-se na mesa e pediu para eu colocar no cu. Não me fiz de rogado: fizemos sexo anal. Tudo sem proteção, pele na pele. De fato é perigoso, todos concordam, mas é muito gostoso. Sou louco, mas quem iria pensar nisso em uma hora dessas? A mulher pedia para eu socar com força, mandava eu xingá-la de puta, de safada, e eu seguia as orientações. Ela era muito fogosa, mudava de posição, e eu dei uns tapas naquela bunda. Ela saiu da posição, deitou de costas na mesa e disse que "a janta estava servida". Exigia sempre por trás; não podia colocar na bucetinha — rosadinha e pequena —, e eu concordei.

​Após gozar no seu cuzinho, ela vestiu a roupa e voltamos para o carro. Nem foi ao banheiro, como tinha pedido inicialmente. Já no veículo, o marido continuava roncando. Nos despedimos com um beijo na boca, ela entrou no carro e se foi.

​Voltei para o portão. No outro dia, até o fim do evento e no ano seguinte, nunca mais vi aquela mulher. Parecia um sonho. Não anotei a placa do veículo; quem sabe eu tivesse outra chance? Mas me pego pensando que a sorte foi a oportunidade que eu aproveitei.

​Obrigado, vida. Até a próxima surpresa!

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