Sou mãe de dois adolescentes. Na verdade, minha filha, Carla, tem dezenove anos; é uma moça pacata, reservada e dedicada aos estudos. Apesar da idade, não curte a vida noturna, não bebe e vive focada nos livros e filmes. Ela é loira; minha filha é perfeita. Já o Carlito, filho do meu esposo que adotei — principalmente depois da morte repentina da mãe dele —, tem 22 anos. Ele é moreno, tem um porte atlético e é alto; puxou muito os traços da família de sua saudosa mãe. Desde que ele veio morar na nossa casa, tudo mudou na vida da Carla.
Assim que o acolhemos, percebi os olhares da Carla; mãe percebe de longe. Minha filha deve ter esquecido que se tratava do seu irmão por parte de pai. Antes o contato era zero, eu mal lembrava do irmão, mas com a sua chegada e o convívio cotidiano, houve uma revolução na vida da Carlinha. A menina não estudava mais e passou a beber. Uma loucura foi o primeiro porre: tive que dar banho e pô-la na cama; no outro dia, como sempre, ela não lembrava de nada. Vivia na piscina com ele e passou a usar biquíni — antes, ela entrava na água de short e camisa. Tudo isso sem qualquer freio, já que eu e o maridão trabalhamos fora, saindo cedo e chegando tarde.
Nos finais de semana, ele só andava de sunga pela casa, já que seu hobby é nadar. Usava a piscina, inclusive, para treinar. O volume que apresentava na sunga era considerável; isso mole, vá saber como seria duro. Meu esposo chamava a atenção dele para procurar um emprego, mas, nesse ponto, sou obrigada a defendê-lo: apesar de parecer sem rumo, ele era esforçado. Já tinha concluído o curso técnico e estava como trainee em uma conceituada empresa.
Através da influência dele — o cara era muito bom de lábia —, Carla passou a frequentar a academia onde ele treinava. Confesso que foi um ganho, pois minha filha era sedentária. Onde estava um, o outro estava lá; o famoso dito popular: "a corda e a caçamba". Ela vivia no quarto dele e, mesmo com os avisos que eu passava para ela, percebia que eram em vão. Carla, cada vez mais fissurada no "brother", era uma espécie de best friend para o Carlito; mas o que percebi como mãe é que ela o via como homem.
Dei várias incertas na madrugada, andando pela casa; ia até os quartos atrás de algum ruído estranho, imaginando que poderia encontrar algo fora do normal. A minha gatinha era outra pessoa. Certa vez, vi que ela escreveu para uma amiga dizendo que tinha sonhado com o irmão e que, ao acordar, se masturbou. Continuou dizendo que o achava lindo, cheiroso e com "cara de macho", diferente do Júlio, que a queria, mas tinha cara de menino. Já o irmão, segundo ela para a amiga, era diferente e tinha um "pirocão". Eu fiquei pensando como ela percebeu; também, pudera, pelos trajes com que ele anda pela casa... E essa amiga dava o maior apoio para ela transar com ele. Eu, sem saber o que fazer, lia tudo de canto de olho enquanto preparava o café da manhã e ela escrevia de costas para mim.
Tentei conversar com ela, tateando o assunto, mas ela vinha sempre com respostas formais e prontas, reconhecendo apenas que ele era seu irmão por parte de pai. O flagrante deu-se no dia em que precisei viajar a trabalho e eles ficaram sozinhos em casa. Retornei antes do dia combinado; era uma quarta-feira, por volta das dez da manhã. A Carla deveria estar estudando e o Carlito no emprego. Fui entrando e ouvi um gemido:
— Ai, ai, ai...
Ouvi a voz da Carla pedindo para colocar devagar, porque estava doendo. Coloquei a bolsa no sofá e segui passo a passo pela casa. E a voz da Carla:
— Maninho, seu piru é muito grande e grosso... cospe antes e coloca devagarinho, sou apertadinha.
Eu gelei ouvindo aquilo. Quando cheguei à porta do quarto dela, estava vazio; ou seja, ela foi para o quarto dele. Já era de se imaginar, ela vivia indo atrás dele. Quando cheguei à porta do quarto dele, ele estava em pé, de costas para a porta, e a minha Carlinha estava na posição de "d4" na beira da cama. Ele metia nela e, pelo que assisti, fazia com força; ela gemia e se contorcia.
Entrei porta adentro perguntando o que era aquilo. Eles tomaram um susto. Ele saiu de perto dela e pediu desculpas. Meu Deus, a piroca do Carlito era enorme e grossa, com certeza maior que a do meu esposo. Ele pedia desculpas; a Carla, chorando, sentou na cama e também pediu perdão. Ele ficou em pé na minha frente, cabisbaixo, mas a piroca continuava em pé, não baixava mesmo com o susto. Pedi para ele sair e colocar uma roupa; pedi para a Carla se vestir. Ela se vestiu e já ia saindo, mas pedi para ela esperar e sentar. Precisava conversar e perguntei há quanto tempo eles transavam.
Aproveitei e falei que vi a conversa dela com a Suzane no celular. Ela, com um olhar e expressão de altivez, disse que era maior de idade e que não precisava dar satisfação. Mantendo o controle emocional, expliquei que eles eram irmãos por parte de pai; que, de fato, o rapaz é bonito e viril, mas que ela deveria se relacionar com outro rapaz que não fosse da linhagem da sua família. Ela, mais calma, disse que eles transavam há algum tempo, mas que ele não tinha "comido" a sua bucetinha porque ela tinha medo de engravidar; que todas as vezes era só "atrás" e que ela o chupava. Falou que tudo começou porque ela pediu e que gostava dele.
Ele voltou para o quarto só de sunga, e a bendita piroca marcava na roupa. Quando ele entrou, a minha filha fitou a rola dele; de fato, chamava a atenção. Ele confirmou tudo o que ela falou e anunciou que passaria alguns dias na casa da tia, irmã de sua mãe. Eu concordei. A Carla chorou, levantou da cama e o abraçou; disse que ele deveria ficar e que, se ele saísse, ela iria atrás dele. Consegui acalmá-la.
Ele foi para a casa da tia. Não comentei nada com o meu esposo e eles, provavelmente, se encontravam em outros locais, já que ela sempre saía com ele para eventos e avisava em casa que estava acompanhada por ele. Depois de sessenta dias, ele voltou. Ela estava visivelmente alegre com seu retorno. Tive que pedir para ela procurar um ginecologista, passar a tomar anticoncepcional e, claro, usar preservativo, porque era difícil acreditar que eles parariam de transar.
Mais uma vez, ouvi os dois transando, desta vez na madrugada. Ela reclamava do tamanho do pau dele, pedindo para colocar devagar porque o cu dela já estava machucado, e ele, com certeza, maltratando-a. Os gemidos ecoavam pela casa. Não sei como o Norberto não ouvia; nem quero pensar no que ele fará quando descobrir. Eu simplesmente ignorei e voltei para a cama.
Nem quero imaginar o que eles fazem na nossa ausência hoje, porque em casa fodem aos berros. Carla é do tipo que fode e todos precisam saber que ela está dando.
Até a próxima!
