Já vivi o dilema de toda mulher que sai com dois caras distintos e não sabe com quem ficar: um é o sonho de consumo — gentil, educado e carinhoso; o outro encarna as fantasias mais pervertidas que só a mente consegue produzir.
Sou a Thaís, tenho trinta e quatro anos, sou formada em marketing e amo viajar. Como mochileira, eu saía pelo mundo com algumas amigas e, em uma dessas aventuras, conheci o Tom, um descendente de asiáticos que, coincidentemente, morava perto de casa. Foi muito engraçado; somos vizinhos, mas nos encontramos e tivemos contato na Europa. Ele é engenheiro, lindo; o tipo de rapaz que Deus criou para uma mulher casar. É de família, todo certinho — aliás, certinho até demais. Como adendo, fazia jus ao estereótipo de dotes pequenos. Às vezes eu perguntava a Deus por que ele era tão carinhoso e estabilizado financeiramente, mas tão limitado na cama.
Já o "Dr. Piruzão", como eu chamava o Marcos, era o oposto do Tom. Branco, morador da Zona Oeste do Rio, playboy com cara de cafajeste, médico e muito gostoso. Tudo o que eu não tinha com o Tom, eu vivia com o Marcos. Conheci-o em um barzinho; ele chegou à nossa mesa e já me chamou para conversar, muito destemido, inteligente e charmoso. Descobri pelas redes sociais que ele era noivo, mas ainda assim saíamos — a noiva dele que lute. Eu ia sempre que ele me chamava, como uma cachorrinha pronta para atender ao estalar de seus dedos.
Certa vez nos encontramos no trabalho. Foi engraçado, pois ele estava atendendo e eu exercendo minha função. Na hora do almoço, nos encontramos na fila do refeitório e almoçamos na mesma mesa; ele passou o tempo todo pedindo para "chupar a sobremesa" no seu consultório. O Dr. era um tesão, o tipo de homem que não passava despercebido. Acabei cedendo no trabalho: uma rapidinha maravilhosa na sua mesa de atendimento. Ele simplesmente se apossou de mim e eu segui sua vontade. Tive o empurrão das amigas "capetinhas", já que comentei com as pestes, que não valem nada, e elas me aconselharam a dar para ele ali mesmo com o belo argumento: "Só se vive uma vez".
O cara tinha um dote enorme e uma pegada bruta, exatamente como eu gosto. Eu ficava ardida, marcada e dolorida. Já com o Tom, era beijinho e carinho; nem sempre podíamos nos ver, pois ele estava trabalhando ou viajando. Era tudo marcado e agendado. Além disso, ele chegava ao ápice rápido e nunca ousou puxar meu cabelo, muito menos me xingar — era tudo no quarto, em cima da cama.
Já o Marcos ligava e dava a sinopse do que seria o encontro; só na ligação eu já ficava ansiosa. Na hora H, eu era "invadida", virada pelo avesso e literalmente abusada. Era enforcada, amarrada e amordaçada com aquela mão enorme dele — às vezes com a minha própria calcinha, que ele enfiava na minha boca. Eu saía da transa com a bunda vermelha de tantos tapas; até cintada já levei. Era difícil dizer não às suas vontades. Lembro do dia em que voltei para casa com a alça do vestido arrebentada porque ele cismou que eu deveria satisfazê-lo no estacionamento do shopping. Quando o segurança apareceu e ele me puxou para eu me sentar rápido, acabou rasgando a roupa sem querer.
Eu queria que o Tom fosse assim. Conversando com um amigo, ele sugeriu que eu passasse um "passo a passo", um tutorial para o Tom sobre o que eu gostava. Aquilo martelou na minha mente. Criei o script e manduei por mensagem, "tim-tim por tim-tim". Graças a Deus, ele entendeu e fez até melhor do que pedi.
No dia marcado, eu o esperava em casa. Meus pais tinham viajado e a casa era só minha. Eu já estava "a ponto de bala", tinha bebido duas caipirinhas e o aguardava de lingerie vermelha, perfumada e maquiada. O "japinha" entrou pulando o muro e, quando percebi, ele já estava dentro de casa. Tomei um baita susto! Ele veio por trás, me deu um "mata-leão" e, enquanto alisava meu corpo, disse ao pé do ouvido que eu podia gritar, pois ele iria abusar de mim.
Não acreditei que estava sendo tão perfeito. Ele chegou acelerado, exatamente como eu pedi. Colocou-me para trabalhar com a boca — algo que nunca tinha acontecido antes — e ainda fui xingada e levei tapas. Estava inimaginável. Ele me possuiu com força na varanda de trás, na mesa do quintal, onde qualquer vizinho poderia assistir, já que o muro é baixo. Fiquei impressionada com a mudança; ele foi até onde nunca tinha ido antes.
Naquela noite, a falta de pudor fez com que eu não desejasse o Dr. Piruzão enquanto estava com o japa. Em contrapartida, o Marcos infernizava querendo me ver. Eu fugia, embora confesse que me masturbava ligando para ele quando eu bebia e ficava alegre. Ele atendia o telefone falando putarias, perguntando se eu queria um macho de verdade ou se minha bunda precisava de "paulada". A voz grave dele era suficiente para me deixar encharcada.
O meu japa se esforçava, mas ainda era muito aquém do cafajeste genuíno. O destino acabou nos afastando por conta de trabalho e mudança de estado, mas ficaram as boas memórias. Continuei fugindo do Marcos, vivendo os momentos apenas nas ligações ou nas rodas de conversa com as amigas — mulherada gosta de falar de aventuras sexuais, e nós comentamos mesmo.
O passado ficou no passado. Há cerca de quatro anos conheci meu marido. Deixei claro o meu "script", tive sucesso com ele e estou muito feliz. Sigo fugindo do Marcos, que também casou, mas, pelo jeito, não conhece o segredo do tutorial.
Ultimamente, ando com uma fantasia na mente: acho que aceitaria ir à casa dele e transar com a esposa dele também. Vou sugerir isso a ele, afinal, como dizem as amigas pervertidas: "Só se vive uma vez". Se ele aceitar, voltarei para contar como foi a experiência.
Até a próxima!
