Era aniversário da minha esposa e eu tinha que trabalhar. Faço entregas para a pizzaria como segunda renda, à noite, nos finais de semana. Ela não queria que eu fosse, mas expliquei que retornaria por volta da meia-noite. Resumindo: ela aceitou a contragosto. Tive que ceder em algumas coisas para compensar; só assim consigo reverter a situação. O almoço no restaurante à tarde, o celular que ela queria e a transa pela manhã não foram suficientes. O trabalho não era surpresa, ela já sabia, até porque ajuda justamente a sanar seus desejos e ímpetos.
Na pizzaria, fui o primeiro a chegar na equipe de logística; queria terminar logo as entregas e bater uma média boa de delivery, já que recebemos por produtividade. A fdp da minha esposa jogou sujo e pesado: disse que só me daria o "prêmio" quando eu chegasse. Mas, quando você está com pressa, tudo acontece.
Na terceira entrega, o porteiro avisou à moradora que seria necessário descer. A pessoa demorou; pedi para o colega interfonar novamente e a mulher pediu o número do meu WhatsApp. Passei para o porteiro e logo a mensagem entrou. A cliente se apresentou como Joana e pediu para eu subir. Expliquei que não tinha condições, que ainda tinha várias entregas para fazer e já estava atrasado; lembrei também que as pizzas chegariam frias.
A tal Joana disse que só tinha feito o pedido por minha causa, que queria me ver e perguntou se eu tinha compromisso. Achei tudo aquilo estranho; imaginei logo que fosse um "teste de fidelidade" da minha mulher, que é ciumenta ao extremo. Fui educado: escrevi que agradecia a preferência, informei que sou casado e que iria cancelar a entrega. Ela continuou insistindo, dizendo que fez a compra na esperança de me reencontrar porque me achou lindo. Reforçou o convite: "Tem certeza de que não vai subir?".
Nisso, chegou uma foto e um vídeo em modo de visualização única. Na foto, ela estava nua — que peito bonito, mamilos rosados! No vídeo, ela estava se masturbando e repetindo a pergunta. Perdi todo o compasso. Esqueci das outras entregas e subi. Deixei a moto na entrada do condomínio e fui para o bloco cinco. Subi pelo elevador com a pizza na mão. Quando toquei a campainha do apartamento 504, a mulher abriu a porta completamente nua, com um cigarro na mão e uma maquiagem carregada. Ela apenas perguntou: "Não vai entrar?".
Parecia um sonho; a mulher era linda. Meus neurônios buscavam algo na memória, mas nada; eu não conseguia lembrar dela. Mal entrei, ainda ressabiado, ela já beijou minha boca e fechou a porta. Agradeceu pela "entrega", pegou o sachê de ketchup, colocou a caixa de pizza no sofá e disse que ia dar cinco estrelas no atendimento. Cortou o sachê com o dente, espalhou o molho nos seios e pediu para eu "limpar".
Passei a mão na cabeça. Vi um porta-retrato com a foto dela e um cara; ela vestida de noiva e, pela farda, o sujeito era policial. Só pensava que seríamos flagrados. Perguntei se não havia perigo, mas ela puxou minha cabeça e eu caí de boca naqueles peitões. Lambi tudo enquanto ela fumava e eu apertava. Ela me entregou um frasco de lubrificante, bebeu o resto do vinho que estava na taça e se debruçou na mesa. Meu celular tocava insistentemente e eu ignorando tudo.
Ela gemia alto, pedia para "socar a calabresa". Coloquei-a de quatro e a intensidade só aumentava. A todo momento ela gritava: "Me fode, me fode!" enquanto tragava o cigarro. Olhando para o retrato, ela dizia que também sabia trair dentro de casa. Entendi que era um troco e, àquela altura, não estava nem aí se estava sendo usado ou não. Quando eu ia chegar ao ápice, ela pediu que fosse "na encomenda". Abriu a caixa e pediu para eu gozar na pizza. Espalhou tudo com o dedo, passou o dedo sujo na minha boca e me beijou.
Pediu minha chave Pix. Passei o número do celular. Ela ligou para o marido e pediu que ele transferisse cinquenta reais para a chave que ela ia informar. Em instantes, o dinheiro caiu na minha conta. Ela anunciou: "A pizza chegou, volta logo para casa porque vai esfriar".
Quando consegui sair da casa daquela louca, tive que acelerar para fazer as outras entregas. Meu celular tinha mais de dez ligações da pizzaria. Expliquei que o pneu furou e segui o itinerário. Ouvi várias reclamações, mas não estava nem aí; estava leve por tudo o que tinha acontecido. Ficava imaginando o policial comendo a pizza com o meu "tempero" e ainda me pagando para ter comido a mulher dele sem saber.
"Muito mais perigosa que bala perdida / É mulher traída", já dizia a letra da música.
No horário combinado, eu já estava em casa. Tive que juntar forças para dar atenção à minha esposa enquanto cantava parabéns para ela no sofá. Ela queria a posição de quatro e eu, ali, só conseguia pensar na loucura que tinha acabado de realizar.
Como sempre digo: o CLT nunca tem um minuto de paz.
Beijos e até a próxima "entrega".
P.S.: Lembrei que teve o caso do rapaz gay que queria pagar a pizza desse mesmo jeito, na frente do marido. Prometo contar na próxima.
