A crente que queria viver suas fantasias

Um conto erótico de Dono do comércio
Categoria: Heterossexual
Contém 1020 palavras
Data: 08/09/2025 06:39:51
Última revisão: 12/03/2026 17:40:38

Conheci a Suzane há cerca de três anos. Lembro-me do primeiro dia em que a vi: tímida, cabisbaixa, bem frágil e de olhar receoso. Andava em grupo com as outras moças que faziam o curso técnico; provavelmente eram da mesma sala. Aliás, minha loja ficava ao lado do Teclife Cursos. Meu comércio era movimentado pelo trânsito de pessoas, em sua maioria estudantes do curso mencionado, mas a Suzane ganhava minha atenção. A presença dela me hipnotizava; o sorriso, ainda que tímido, fazia-me suspirar. Ela era bem simples, não usava roupas extravagantes, mas tinha um brilho próprio. Apesar de ter um belo par de seios — que a blusa branca do curso evidenciava — e coxas grossas que marcavam na calça, era uma linda morena de olhos verdes e madeixas cacheadas. Um espetáculo de mulher.

​Seu horário era pontualíssimo. Acredito que minha vontade de vê-la era mais pontual que a máquina do relógio e, quem sabe, que o próprio relógio solar. Ela chegava com pontualidade britânica junto com a "patota" e, apesar da trupe, sempre se sobressaía com seu diferencial ímpar.

​Lembro-me do dia em que fui surpreendido com a sua presença na loja fora do horário habitual. Comprou algumas coisas e, no caixa, percebeu que estava sem dinheiro. Completamente sem graça, deixou o que tinha escolhido e ia embora sem levar o que pretendia consumir. Eu a chamei — uma excelente oportunidade de criar contato — e foi quando descobri seu nome. Entreguei a sacola e disse que poderia pagar depois. Ela agradeceu e disse que pagaria, sim, e com juros; fez questão de enfatizar o acréscimo.

​Rimos, e eu comentei que aceitaria sem juros. Foi então que a sedutora Suzane — qualidade que eu até então desconhecia — lambeu os lábios, olhou para a direção da minha bermuda e, compenetrada, perguntou se eu tinha certeza de que não queria os juros.

​Passados longos cinco dias, ela retornou em um horário que eu não esperava. Trouxe o dinheiro, abriu mão do troco e perguntou como fazia para pagar os juros. Acredito que foi a primeira vez que a timidez não a acompanhava; ela estava diferente, visivelmente mais mulher, decidida e intrépida. Antes que eu respondesse, ela me puxou pelo braço e foi me levando para a direção do balcão. A loja dispõe de circuito interno de vídeo, mas ela não se fez de rogada: abaixou-se e abriu minha bermuda me olhando. Eu, desta vez, não sabia como agir — logo eu, casado cinco vezes e avô, sem ação diante de uma moça de vinte e poucos anos. Eu pedia para ela parar, pois poderia chegar alguém; minhas pernas estavam trêmulas. Ela colocou meu pênis para fora, ainda mole, fazendo carinho com a mão. Cheirando-me e me olhando, o tesão tomou conta do "coroa". O prepúcio foi dando sinal, mesmo que involuntário. Apesar do medo de sermos flagrados por algum cliente, o misto de desejo e preocupação o fez subir sem qualquer aditivo farmacológico. Uma simples garota de olhos claros, morena e gostosa estava me deixando louco. Uma experiência marcante e ímpar.

​Virou uma rotina: ela sempre ia à loja para me deixar louco. Às vezes ia por ir, mas eu fazia questão de dar uma grana para ela. Tinha a sensação de estar vivo, sentia-me viril por não precisar de nada para ter uma ereção. A gatinha fazia o coroa gozar só com a boca. Infelizmente, não a penetrei; era sempre sexo oral. O máximo que ela permitia era que eu apalpasse seus seios.

​Já com quase dois meses de safadezas, as folgas eram aos domingos e, quando ela faltava ao curso, eu continuava recebendo-a com alegria, pois o boquete era muito bem executado. Parecia um sonho; ela me fazia gozar com vontade, sem esforço, sem qualquer dificuldade e sem que eu precisasse me masturbar — apenas com a boca e me olhando, agachadinha. Nunca fomos interrompidos por ninguém, o que eu nunca entendi totalmente.

​O que me surpreendeu foi o dia em que ela passou panfletando, convidando as pessoas para irem à igreja que frequentava. Peguei um panfleto e fiquei olhando para ela com aquelas roupas largas, toda sisuda. Cheguei a pensar que fosse uma irmã gêmea. Confirmei perguntando o nome para uma de suas amigas, que disse: "É sim, a irmã Suzane". A "Su" sem a roupa da igreja era uma morena espetacular.

​Ao comentar que a vi evangelizando, com trajes diferentes do que eu tinha costume de ver (já que ela sempre estava com a camisa do curso e calça jeans), ouvi a explicação mais picante da minha vida:

— Qual você mais desejou: a boqueteira ou a santa?

​Antes que eu comentasse — caralho, a loja estava aberta ao público, por volta das 15h —, ela tirou a blusa, ficando de sutiã. Mordendo os lábios e com olhar de "pidona", esticou o braço em direção ao meu pênis, segurou-o e falou no meu ouvido que ama ser uma "puta enrustida"; que a excita fazer o que faz implicitamente. Continuou dizendo que sempre me olhava e imaginava que eu já não transava mais, razão pela qual fui escolhido. Disse que, por eu ser coroa, seria mais fácil arrancar uma grana — afinal, segundo ela, "toda puta merece receber seu ordenado" e os novinhos são "lisos". Falou ainda que poderia ficar em casa assistindo a vídeos pornôs e se masturbando com uma prótese ou escova de cabelo, mas que procurar um homem aleatório na rua, com as minhas características, para mamar e voltar para casa com a sensação de ter saciado alguém, era muito excitante. Ela disse que não sabia explicar, mas que abusar de alguém aleatoriamente a excitava muito.

​Perguntei se eu ainda era um estranho para ela. A resposta foi incisiva:

— Não sei teu nome, nem quero saber.

​Imediatamente ela tirou a mão do meu pau — que já estava enorme —, abriu minha calça e começou a fazer o que fazia com maestria. Perdi quinhentos reais naquele dia. Ela foi embora sem olhar para trás depois que vestiu a blusa.

​O curso acabou e eu nunca mais vi a melhor aluna daquela turma. A despedida foi na formatura: ganhei um abraço e um beijo no rosto.

​Até a próxima.

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