Passados dois anos em outro estado por conta das funções militares, volto para casa aos 22 anos. Foi uma festa naquele dia: uma recepção maravilhosa no clube com piscina. O calor favorecia o evento, com várias fotos, amigos com quem eu só tinha contato pelas redes sociais, abraços e frases positivas. Meus pais estavam radiantes, meus avós emotivos e a gatinha do passado, com quem eu já tinha ficado, também estava por lá. Enfim, a confraternização pelo meu retorno foi perfeita.
Sou o João Marcos, moreno, hoje bem mais forte e "saradão" graças aos intensos exercícios que fazemos no trabalho. Voltei cheio de ideias e metas para esta nova etapa; agora, com a força e o carinho dos familiares, sinto que a distância trazia inseguranças.
Na segunda semana de volta ao meu quarto — já repaginado, com uma bela cama de casal onde eu me jogava para dormir após os expedientes —, ouvi um bate-boca entre meus pais. Sinceramente, ignorei; qual casal não discute? Estava muito exausto e precisava descansar. Dormi muito bem e não soube qual foi o desfecho do "auê" deles. No dia seguinte, também não procurei saber e segui firme na rotina de trabalho e estudo, sem relacionamentos sérios, querendo apenas viver minha vida em paz.
Cerca de quinze dias depois da primeira briga, já de madrugada, ouvi novamente um burburinho. Escutei o falatório, mas continuei na cama. Minha mãe entrou chorando no meu quarto e deitou ao meu lado. Continuei na minha posição; ela entrou debaixo da coberta, abraçou-me e dormimos juntos. No outro dia, levantei cedo. Ela estava de camisola, uma mulher de 42 anos, linda e maravilhosa. É impossível não reparar que ela tem um corpo belíssimo. Fui para o banheiro, tomei meu banho e parti para o trabalho.
As brigas tornaram-se constantes, com meu pai chegando tarde e bêbado, e minha mãe dormindo no meu quarto. Já acordei com ela alisando meu corpo na madrugada; achei estranho, mas encarei como um carinho maternal. Estranhei ainda mais no dia em que ela entrou no banheiro enquanto eu tomava banho, ajudando a ensaboar minhas costas e elogiando meu físico. Tentei entender aquilo como algo normal, mas comecei a desconfiar quando ela passou a me secar e a tocar em mim de forma mais íntima, dizendo que eu era dela.
A situação mudou de vez no dia em que acordei com ela me masturbando. Quando despertei, ela se entregou ao momento, pedindo para que eu chegasse ao ápice. Sob os estímulos, não tive como evitar. Ela dormiu de conchinha comigo novamente naquela noite.
Meu pai não questionava absolutamente nada. Minha mãe passou a sentar no meu colo com frequência quando eu chegava do trabalho. Não sei como eram os dias de plantão no quartel, quando eu não voltava para casa, mas sempre que eu dormia no meu quarto e havia briga entre eles, ela vinha me procurar, sempre de camisola.
Ela passou a dizer que eu era só dela. O contato físico evoluiu para algo mais intenso e frequente, em diversas posições, sempre pedindo para que terminássemos da forma que ela mais gostava. Não sei se meu pai desconfiava e ignorava; ele já estava muito entregue à bebida. O que eu ouvia nas brigas era que ele já não comparecia como antes — algo que talvez um tratamento resolvesse, já que ele tem 50 anos.
Acredito que, na cabeça dela, aquilo não era uma traição comum; ela tinha necessidades que meu pai não sanava mais. Embora eu nunca tenha questionado, estava claro que era isso. Eu era acordado com carinhos, e ela se comportava de forma intensa, como se estivesse em busca de um prêmio. Dessa loucura toda, o que mais me impressionava era a habilidade dela em me levar ao ápice apenas com gestos e palavras.
Sinceramente, fiquei perplexo no início, mas hoje encaro a situação como parte da nossa rotina.
Até a próxima.
