Passei alguns anos morando longe de minha filha por motivos de estudo. E, quando ela voltou a morar comigo e sua mãe, algo mudou. Nunca imaginei que o relacionamento com a minha filha pudesse se tornar algo tão íntimo, intenso e erótico...
Meu nome é Jackson, tenho trinta e oito anos. Vivo em um relacionamento conturbado com minha esposa Tânia, um ano mais velha que eu. São quase vinte anos de casado, mais três anos de namoro. Pelo menos ainda estamos juntos após esse tempo todo.
Conheci Tânia nos tempos de colégio. Engatamos um namoro e, já na faculdade, Tânia engravidou. Por pressão de nossas famílias (mais da dela do que da minha), acabamos casando. Nossas famílias também nos ajudaram nesses anos iniciais em que nos tornamos pai e mãe; éramos imaturos e sem muita condição financeira à época.
Superamos as barreiras e conseguimos criar nossa filha e ter o nosso próprio canto para morar.
Moramos no interior do Piauí, na cidade de Picos. Quando nossa filha Marya Gabrielly completou o ensino fundamental, ela foi para Teresina fazer o ensino médio, período em que ficou residindo na casa de seus avós maternos.
Nesse ínterim, só nos víamos nas férias de dezembro, quando eu e a mãe dela podíamos tirar férias e viajar até a capital. Embora o contato presencial com minha filha tenha sido pouco nesse período, nunca perdemos nossa conexão de pai e filha. Mantínhamos contato frequentemente, seja por aplicativos de mensagens ou pelas redes sociais. Mesmo assim, a saudade de minha filha era imensa.
Quando Gabrielly concluiu o ensino médio, ela ainda passou mais um ano em Teresina fazendo curso preparatório para o Enem. Não conseguiu passar no curso que queria e retornou para nossa casa.
Hoje, Marya Gabrielly está com dezenove anos. É um pouco mais alta que a mãe, tem um metro e sessenta e cinco. Possui a pele clara, cabelos lisos e compridos, que batem na altura da cintura, na cor castanha.
Minha filha, apesar de já ser uma adulta madura e responsável, ainda tem toda uma inocência de menina. Ela sempre foi muito tímida e recatada, conversa pouco e ainda hoje permanece assim.
Quando Gabrielly retornou para nossa casa, passou vários dias fechada, trancada em seu quarto, ainda ressentida por não ter passado em Psicologia, curso que deseja fazer. Ela e eu conversamos e eu disse para ela não se preocupar muito com isso, já que ainda é jovem e tem muito tempo pela frente, e que eu e sua mãe sempre iremos apoiá-la. Mesmo após essa conversa, ela continuou reservada.
Decidi então levar minha filha para passar o final de semana fora de casa, para espairecer um pouco e sentir-se mais animada. Meu primeiro pensamento foi a chácara do meu pai, que fica a trinta e dois quilômetros de onde moramos. Ela fica localizada na zona rural, tem uma casa bem rústica feita majoritariamente de madeira. Pelos fundos da casa passa o Rio Guaribas, fazendo da chácara um pequeno balneário particular.
Fazia mais de ano que eu não ia lá, então seria uma ótima oportunidade para estar com a família, longe do movimento e preocupações da cidade. Meu pai não mora na chácara, apenas alguns dias por ano ele vai lá. Praticamente ele já deixou a propriedade para mim como herança adiantada.
Comentei a ideia com minha esposa, ela gostou, mas não poderia ir por motivos de trabalho. Eu nem insisti. Já fazia alguns dias que nós não brigávamos e estava bom demais assim para o clima ser quebrado.
Conversei com minha filha sobre essa viagem para a chácara e ela gostou bastante, fazia muito tempo que ela não ia lá também. Era uma quinta-feira e combinamos de ir ao final da tarde do dia seguinte.
Por volta de umas quatro horas da tarde da sexta, já havíamos arrumado nossas mochilas e Gabrielly e eu pegamos a estrada rumo à chácara.
A maior parte do caminho era no asfalto, mas havia alguns quilômetros de chão de terra.
Chegamos lá e o sol estava se pondo, o céu estava mesclado em tons de azul e carmim.
Todo o imóvel é rodeado de árvores e algumas plantas mais rasteiras; é um ambiente bucólico e tranquilo. Era possível escutar o barulho de pássaros ao longe. Um vento frio cortava o ar. Não havia outras propriedades por perto, era um local reservado, um refúgio particular da família. Do lado de fora da casa havia um alpendre com churrasqueira, uma mesa longa, duas cadeiras de balanço (que eu carinhosamente chamo de "cadeira de velho") e vários armadores de rede.
Ao chegarmos, Gabrielly ficou admirando a paisagem e, em seguida, deixou sua mochila em cima da mesa e foi logo convidando:
─ Pai, vamos tomar um banho no rio?
─ Agora? Melhor não, a água deve tá muito fria.
Ela não me deu ouvidos e já foi tirando sua roupa ali mesmo, ao lado do rio. Gabrielly estava de short jeans azul e blusa branca. Eu estava varrendo as folhas caídas do lado externo da casa quando minha filha começou a tirar suas peças de roupa. Eu varria e observava-a ao mesmo tempo. Com um só movimento, tirou sua blusa e pendurou em um galho de uma árvore próxima ao rio, deixando seu sutiã sem bojo rosa-claro à mostra. Seus seios o preenchiam generosamente, fazendo os bicos dos mamilos marcarem bem o tecido. Ela não tinha os seios gigantes, eram médios e pareciam bem firmes.
Sem nenhum pudor, ela tirou o short e colocou no mesmo lugar, revelando sua calcinha na mesma cor do sutiã. E ainda deu aquela puxada na parte de trás da peça para desprender do fundo.
Eu estava estranhando aquela atitude de Gabrielly. Não parecia aquela garota que eu conhecia, tímida e na sua, ao ficar quase pelada na minha frente. Acho que os anos distantes estavam cobrando seu preço agora: minha filha havia mudado e eu estava atrasado para perceber.
Ao olhar com mais atenção para o seu corpo, não vi nenhuma celulite em suas pernas. Suas coxas eram torneadas, sem nenhuma marca, e sua bunda possuía um tamanho proporcional ao seu corpo, redonda e firme. Também foi possível notar, na parte da frente da calcinha, o volume e o perfeito contorno do que havia entre as suas pernas.
Gabrielly não possuía mais aquele corpo de adolescente que tinha quando saiu de casa. Minha filha agora era dona de uma silhueta de mulher sedutora e sensual.
Num primeiro momento, senti aquela vergonha típica de pai diante da filha pelada. Não imaginava que minha filha estivesse com um corpo tão lascivo, mas vê-la despindo-se foi algo quase hipnotizante. Após ela ficar só de calcinha e sutiã, foi direto para o rio. Eu achava que ela estaria de biquíni por debaixo da roupa, ou que tivesse pelo menos a paciência de colocar uma roupa mais apropriada para o banho. Mas, pelo visto, a vontade dela de tomar banho no rio foi algo de momento e irrefreável.
Após varrer o chão de cimento bruto, sentei em uma cadeira que estava do lado de fora e fiquei admirando-a no rio. Parecia uma sereia. Gabrielly entrou na água e nadou de uma margem à outra. Ao voltar para a beira, perto de onde eu estava, aproximou-se e convidou:
─ Vem, pai! A água não tá fria, tá bem quentinha.
─ Não, Gaby, melhor não. Eu nem tô com sunga de banho aqui.
─ Não precisa, pai, vem só de cueca mesmo.
Naquele momento eu não estava com muita vontade de entrar no rio. Mas como a intenção daquela viagem era dar uma animada em Gabrielly, resolvi agradá-la tomando um banho com ela, só de cueca mesmo. Tirei minha roupa e então percebi que fazia muito tempo que eu ficava com tão poucas vestes na frente da minha filha. Fiquei envergonhado, ainda mais porque ela não parava de me olhar enquanto eu me despia.
Assim que tirei a roupa, dei um pulo no rio.
De imediato, senti a água gelada sobre a minha pele e reclamei para minha filha:
─ Cê tá louca, Gaby? Aqui tá gelado demais!
Ela deu uma gargalhada e disse:
─ Ah pai, relaxa. Nem tá tão frio assim.
Ela deu mais um nado de uma margem à outra. Quando eu já estava prestes a sair do rio, ela falou:
─ Pera aí, pai, não sai ainda não.
Permaneci de pé na beira do rio, a altura da água ia até meu peito. Ela veio nadando até mim, foi chegando de mansinho e me deu um forte abraço.
Fiquei paralisado. Retribuí o abraço sem pensar, quase no piloto automático. A água do rio cobria quase tudo, menos o que eu sentia: o calor de seu corpo, a hesitação, a ansiedade...
Ela pousou sua cabeça sobre meu ombro e minhas mãos ficaram acariciando suas costas. Eu estava tremendo. Meu queixo se debatia de frio. A água estava fria, contrastando com o calor do corpo de minha filha.
Ficamos alguns segundos assim, um de frente para o outro, com nossos corpos colados, nos abraçando e nos aquecendo um no corpo do outro. O tempo parou por alguns instantes.
Acredito que todo pai de menina, em algum momento, já teve uma ereção por sua filha, seja involuntária ou não. Seja carregada de culpa ou não. Estava eu ali de pé, com meu corpo grudado ao corpo seminu de minha primogênita, e uma ereção foi inevitável. Não sei se ela percebeu a estaca dura sob minha cueca. Como estávamos tão colados, talvez tenha notado sim...
Ela, de repente, soltou meu corpo dando um sorriso e voltou a nadar. Aproveitei para sair da água gelada do rio e gritei para ela:
─ Gaby, não demore muito aí! Venha logo pra casa.
Ela acenou com a cabeça que sim e eu saí do rio. Eu ainda estava duro dentro da cueca. Peguei minhas coisas e entrei na casa.
Tentei retirar da cabeça a imagem de minha filha só de calcinha e sutiã, mas não foi fácil. Então tratei de ocupar minha mente e fui preparar algo para comermos, que não deu tanto trabalho assim: só coloquei no forno uma pizza congelada que havíamos trazido da cidade.
Após o jantar, ainda trocamos algumas palavras e depois fomos dormir.
Na casa, há três quartos: dois com cama de casal e um com uma cama king size. Gaby foi dormir em um dos quartos com cama de casal. Eu me acomodei no quarto com uma cama maior, mas o sono não chegava. Resolvi ir dormir em uma rede do lado de fora.
Sob o alpendre, fazia um pouco de frio. Dava para ver a lua crescente e um monte de estrelas. Esse é um dos lados bons de estar no interior: o céu não é ofuscado pela poluição e luzes da cidade.
Levei uma coberta para me aquecer. Antes de adormecer, voltei a lembrar de Gabrielly várias vezes e da sensualidade de seu corpo juvenil. Mas não gostava disso, de ficar com a imagem de suas belas curvas ecoando em minha mente. O que estava acontecendo comigo?
No dia seguinte, quando acordei, fazia muito frio e chovia. Alguns respingos ainda caíram sobre mim. Entrei rápido em casa.
Choveu o dia todo e minha filha passou a maior parte do tempo fechada em seu quarto, reclusa novamente.
Às vezes era difícil entender Gabrielly. A ideia era aproveitarmos o tempo ali para interagir, curtir a chácara, criar algumas memórias, mas no sábado ela resolveu ficar trancada em um dos quartos. Só nos falamos durante o almoço e jantar. Não recriminei seu comportamento, resolvi deixá-la no seu canto. Talvez o tempo frio e chuvoso estivesse contribuindo para seu confinamento.
Naquela noite, novamente, tive dificuldade para adormecer na cama e resolvi dormir na rede do lado de fora outra vez.
Acordei no dia seguinte com o sol batendo em meu rosto. Olhei no relógio e já eram quase dez da manhã. Ao lado, minha filha tomava banho no rio. Quando ela viu que eu estava acordado, foi logo berrando:
─ Vem tomar banho, pai! Dessa vez a água tá bem quentinha, juro!
Sentei-me na rede e fiquei observando-a. Estava um dia ensolarado e bonito, bem diferente do dia anterior. Minha filha estava com o corpo submerso no rio, balançando os braços, só dava para vê-la do pescoço para cima.
Já que da outra vez eu tinha ido tomar banho só de cueca, resolvi ir mais uma vez assim. Levantei da rede, tirei meu pijama e fui de cueca mesmo.
Quando me aproximei de Gabrielly, olhei pela água corrente do rio e parecia que ela estava sem calcinha e sem sutiã dessa vez. Eu disfarcei, fingi não perceber e dei um nado até o outro lado do rio, onde parei e fiquei em pé com os braços cruzados. Novamente veio aquele estranhamento e vexame de vê-la sem roupa.
Ela nadou até onde eu estava e chegou me dando um abraço, falando ao meu ouvido:
─ Oi, pai! Por que o senhor dormiu aqui fora na rede?
A primeira coisa que notei foram seus seios tocando em meu peito. Eles eram firmes, quase do tamanho de uma pera, e dava para sentir os bicos bem durinhos sobre meu tórax peludo. Eu fiquei sem reação, mas consegui responder:
─ Não consegui dormir na cama, Gaby!
Ela continuou abraçando-me, com seu rosto colado em meu pescoço. Minhas mãos estavam em suas costas e queriam descer até a sua bunda mas, com muito esforço, me contive.
Foi então que o mais inusitado desse final de semana aconteceu: ela soltou minhas costas e desceu sua mão direita pelo meu peito, minha barriga, indo parar dentro da minha cueca!
Naquela altura, eu já estava para estourar de tesão!
Senti sua mão pequena e macia pegar em meu pau duro. Ela ficou olhando para baixo e o pegou com firmeza, trazendo-o para fora da cueca. Continuou seu atrevimento tateando, deslizando sua mão por toda extensão dele, terminando por acariciar a glande com os dedos.
Essa ação de minha filha fez meu corpo trair qualquer esboço de resistência que eu ainda tinha. Fiquei mais duro, o coração acelerou e eu fiquei à mercê da vergonha e do desejo.
Olhei para baixo e a água distorcia a minha visão. Não consegui ver muita coisa. Mas ela estava evidentemente nua. O movimento da água e a refração não me davam uma visão plena que me permitisse ver com clareza entre as suas pernas.
Sem saber o que dizer e o que fazer, olhei para seu rosto e perguntei:
─ O que é isso, Gaby?
Ela deu um sorriso malicioso e disse:
─ Só curiosidade, pai...
Ela soltou ele devagar, subiu sua mão até meu peito e voltou a nadar.
Sua mão macia segurou meu mastro duro por apenas alguns segundos, mas foi suficiente para me abalar psicologicamente.
A pergunta não saía da cabeça: "Por que ela fez isso?" Sua resposta evasiva não me satisfazia. Fiquei repassando cada segundo daquele abraço, daquele toque, tentando achar uma resposta — e com medo de encontrá-la.
Era um comportamento que não tinha muito a ver com a filha que eu conhecia. Acho que eu estava conhecendo ali uma nova Gaby.
Enquanto eu estava absorto nesses pensamentos, ela saiu do rio, indo em direção ao alpendre. Não pude ver todo o seu corpo, mas deu para vê-la nua de costas, e o que eu posso afirmar é que era uma visão maravilhosa. Suas costas delicadas, cintura fina, quadris largos, bunda redonda e coxas tinham uma harmonia quase perfeita. Quase não: era deveras perfeita!
Minha filha enxugou seu corpo, ainda de costas para mim, enrolou-se na toalha e veio em minha direção às margens do rio, perguntando:
─ Pai, ainda existe aquele restaurante que a gente costumava ir nos finais de semana?
─ Existe sim, filha, por quê?
─ A gente pode almoçar lá no caminho pra casa?
─ Podemos sim. Você quer ir pra casa que horas?
─ Pode ser agora.
─ Por que agora?
─ Por nada não, só deu vontade mesmo de ir agora.
Olhei para ela um pouco ressentido e respondi:
─ Tudo bem!
Era domingo e eu queria retornar para casa apenas no final da tarde daquele dia ensolarado, mas acabamos voltando antes do meio-dia.
Pouco tempo depois de ela sair do rio, arrumamos nossas coisas e pegamos a estrada, indo direto para o restaurante onde Gabrielly queria almoçar.
No caminho para casa, no carro, não trocamos palavras. Só dava para escutar o motor do carro e a playlist de rock das antigas.
Por um momento, pensei em perguntar por que minha filha havia me tocado daquela forma. Seria uma brincadeira, apenas? Curiosidade? Ou algo mais intencionalmente libidinoso? Por algum motivo não tive coragem e não comentei nada com ela.
Gabrielly estava impassiva, olhando com certa melancolia a paisagem que passava rapidamente pela janela do carro.
Nosso silêncio no carro só fazia aumentar meu embaraço. Eu queria puxar algum assunto, tentar cortar o clima, mas as palavras não vinham. Talvez fosse o medo ou a culpa.
O fato é que a volta para casa pareceu bem mais longa e desgastante que a ida para a chácara.
Chegamos em casa e Gabrielly se fechou no seu quarto durante o resto do domingo. Minha esposa estava dormindo quando chegamos. Certamente estava cansada das aulas que deve ter lecionado durante quase todo o final de semana. E eu fui para o banheiro tomar uma ducha.
Ao entrar no box e ligar o chuveiro, enquanto a água quente embaçava todo o vidro do banheiro, as lembranças enevoavam meu pensamento, trazendo à tona o que Gabrielly havia feito.
Seu corpo nu, colado ao meu, e o toque de sua mão em meu pau duro são coisas que não irei esquecer tão cedo. Nunca imaginei que seu corpo exalasse tanta sensualidade. Também não passava por minha cabeça que um dia eu iria sentir tanto tesão por ela.
Pela primeira vez, me masturbei pensando em minha filha.
(continua)
