Puta que pariu. Eu não conseguia acreditar que meu marido tinha feito aquilo. Ele não sabia, claro, mas como o destino foi capaz de fazer dois raios caírem no mesmo lugar, no mesmo dia?
Esse pensamento martelava na minha cabeça enquanto eu me trancava no banheiro, fugindo da visão do Reinaldo recebendo seus "novos amigos" na nossa área gourmet. Ele estava radiante, apresentando quem o ajudaria na faxina e ornamentação do seu churrasco de aniversário: Zico e Jair. Só de escrever esses nomes, meu corpo inteiro estremece.
Sou casada há 13 anos. Me chamo Kelly, tenho 42 anos e sou mãe de dois filhos. Reinaldo é o tipo de marido que vive para o aniversário; ele quer a casa cheia, dos vizinhos aos colegas de trabalho. Setembro é sempre o mês do caos organizado. 2022 prometia ser a festa do ano, com mais de trinta convidados. Mas nada me preparou para a surpresa que o "Rei" trouxe para dentro de casa.
Zico e Jair. Primos. Zico é um monumento: negro, alto, com traços fortes e uma presença que intimida qualquer um. Jair, moreno e igualmente imponente. No passado, fomos um trisal clandestino. Conheci os dois nas areias de Copacabana e o que começou com um "olhar as coisas para eu mergulhar" virou uma amizade colorida que durou dois anos.
Saíamos três vezes por semana. Na casa do Zico, eu deixava de ser a "Dona Kelly" para ser o recheio daquele sanduíche de músculos. Eles não tinham pena. Eu era a puta, a vadia, a vagabunda deles. Foi com eles que descobri o que era sexo de verdade; nada daquela "fofura" formal do meu ex. Com o Zico e o Jair, a penetração era bruta, profunda. Eu mal gozava de uma estocada e o outro já estava me reivindicando. Saía dos encontros admirando meus hematomas, com o cu e a buceta ardendo de tanto prazer, mal conseguindo sentar no dia seguinte.
Lembro-me de um cinema em uma tarde vazia. Entre as poltronas escuras, eu alternava entre os dois. Zico segurava minha cabeça com força contra sua rosca grossa, me fazendo babar e lacrimejar, enquanto Jair esperava sua vez para me fazer engolir tudo. Saí daquela sessão arrotando o esperma dos dois, com o gosto deles impregnado na minha garganta.
Mudei de estado, perdi o contato e conheci o Reinaldo. Decidi ser a esposa perfeita. E agora, o "Rei" os traz para dentro do meu santuário.
— "Kelly, vem conhecer os rapazes!" — Reinaldo me chamou.
Fui, fingindo a neutralidade de uma esposa educada. Cumpri a formalidade, dei as boas-vindas e me retirei para a cozinha, sentindo o peso do olhar deles nas minhas costas. Foi quando ouvi aquela voz grave, que eu reconheceria no inferno:
— "Senhora Kelly... onde fica o banheiro?"
Era o Zico. Dei um pulo com o susto. Apontei a porta e, antes de entrar, ele simplesmente abriu a braguilha, colocou aquele membro colossal para fora por um segundo e sussurrou:
— "Ele está feliz em te rever."
Fiquei gelada. O medo do flagrante se misturava a um tesão proibido que eu achei que estivesse enterrado. Ao sair, ele passou por mim, apertou minha bunda com força e murmurou no meu ouvido:
— "Eu e o Jair vamos te visitar. Dia de semana, quando as crianças e o corno do teu marido estiverem fora. A gente sabe o horário dele."
O Rei voltou para a cozinha, me beijou apaixonado e gritou para o quintal:
— "Estou feliz! Tenho uma família linda e vou comemorar mais um ano!"
— "Tem mesmo, Rei. Parabéns!" — Zico respondeu lá de fora, com um cinismo que só eu entendia.
Ao devolver a garrafa de água, o veneno final veio do Zico:
— "O Jair e eu vamos te comer na tua própria cama, sua puta. Como nos velhos tempos."
Fiquei muda. O arrepio que percorreu minha espinha não era apenas de medo. Eu estava encurralada entre a vida que construí e os homens que me destruíam de prazer.
