Provocatore

Um conto erótico de Leliouria
Categoria: Heterossexual
Contém 2061 palavras
Data: 23/03/2024 17:02:34
Última revisão: 25/03/2024 08:20:56

Apesar da vontade, desejo, anseio que todo homem nutre pela mulher comprometida (e claro eu entendo que existem homens fiéis e honrados e que abominam qualquer coisa relacionada a isso; mas o desejo está lá, suprimido e contido por toneladas de honra), existem situações que de fato repelem com mais intensidade a grande maioria dos homens.

Tenho um parente não tão próximo em questão de sangue, mas que sempre esteve presente pela proximidade da família, Fabrício, um pouco mais velho do que eu, 8 anos, me lembro de o ver como uma figura de admiração na infância, praticava esportes, natação, e muitos outros esportes, e era o exemplo do que todos poderíamos nos tornar, os primos e irmãos menores.

Ele se casou com uma gaúcha, Italiana, de cabelos vermelhos vibrantes (pintados), lisos, pouco além da altura dos ombros, tinha a pele bem branca, olhos esverdeados, 1,70, seios grandes, e quadril um pouco mais aquadradado, um bumbum mediano, mas proporcional.

Até nisso ele despertava a admiração:

-Viu lá a namorada do Fabrício?

-Caralho eu vi, o cara e foda mesmo em?

Conforme fomos crescendo, se casaram, ele se tornou atleta profissional, daqueles que fazem corrida, de pé, de bicicleta, nado, e foi muito bem sucedido, a família estava sempre comentando as conquistas e vitórias. Posteriormente se tornou treinador, e continuou acompanhando de perto aquilo que ama, e ainda na ativa, nunca parou apesar de se colocar na posição de mestre/professor.

A esposa, Camila, fez fisioterapia, e trabalhava com ele no cuidado profissional do marido, e dos alunos, enfim, programaram tudo a longo prazo.

Nas reuniões e encontros da familia sempre estavam lá juntos, nessa época eu já adulto, continuava deslumbrado com a beleza dela, mas o respeito e admiração pelo Fabrício ainda existia, se já passaram por isso vão entender, não me atreveria nunca a chegar perto, nem fazer nada.

Na verdade até tinha um sentimento de respeito e proteção envolvido, se visse algo do tipo, um cara dando em cima dela, desrespeitando, pode ter certeza que eu, e qualquer um dos meus primos e irmãos a defenderíamos com unhas e dentes.

Ela sempre usava vestidos bem longos, com um ar meio hippie, mas claramente muito vaidosa, considerando a maquiagem sempre bem elaborada, cabelos sempre cuidados, e jóias de madame que não caberiam em uma hippie naturalista.

Aí começa o problema, pois pezinhos belos, delicados, femininos são uma fraqueza, meu calcanhar de aquiles, e não importa a força que eu fizesse para não demonstrar, do tempo que nos víamos já adultos até a data presente, ela sabia.

Em diversos momentos em que faze-lo se mostrava possível, eu olhava, instintivamente, e ela percebia, quase sempre me pegando no ato enquanto desviava o olhar disfarçando.

Ela agia naturalmente, não incentivava, mas não se mostrava incomodada, continuava a conversar ou fazer o que estava fazendo, mas sempre me passando aquela vibração de (eu sei que você está aí, eu sei que está olhando, e estou alerta).

Isso nunca mudou, até recentemente.

Eu tenho 35 anos, o Fabrício 43, e a Camila 37.

O Fabrício teve um problema no carro, que usava para ir e vir com a esposa, trabalhavam no mesmo lugar. A peça ia demorar dois meses pra chegar, por motivos que eu desconheço, e não fiz questão de perguntar pois nunca fui um aficionado por automotivos.

Da família que morava perto eu nem era o que estava mais próximo, mas era o único que tinha disponibilidade, e assim ele me pediu para que ajudasse na locomoção deles nessa janela de 2 meses.

E assim decorreu, logo no primeiro dia ainda no carro ele me diz me chamando pelo apelido:

-Fabrício:Ou **, você vai pra casa no almoço?

-Vou sim porque?

-Fabrício: É porque a Camila sempre vai pra casa no almoço, e volta a tarde, se desse pra passar na volta, ia ser bom.

-Camila: Ah eu não aguento, tenho que tomar um banho, tirar minha ceia.

Ela confirma rindo.

-Passo sim tranquilo.

E assim fizemos, levava os dois, e no almoço pegava a Camila e trazia de volta, e a tarde levava ela de novo ao trabalho, onde o Fabrício ficava.

Logo no primeiro dia, chego para buscar ela a tarde, entra, e a primeira coisa que faz é tirar os sapatos, e colocar os pés no painel:

-Camila: Ai desculpa posso? Não aguento ficar com isso tanto tempo.

-Fica a vontade.

Enquanto dirijo ela fala, sem rodeio:

-Você olha muito pros meus pés né?

-Eu???? Eu não porque?

-Olha sim, pode falar, eu sei.

Fico quieto pensando no que dizer:

-É desculpa.

-Não precisa pedir desculpa, eu te entendo.

Continuo calado pra não dar trela:

-O negócio é de família porque foi desse jeitinho mesmo que eu peguei o Fabrício.

Ela ri alto, enquanto se escora na porta do carro com o cotovelo e espreguiça os pezinhos.

Ligo o som, e mantenho curso, me esforçando ao máximo para não encarar os pés no painel:

-Camila: **, o Fabrício te falou?

-Não o que?

-Tão reformando o predio lá, tá uma zona.

-Vixi

-Vou nem conseguir dormir.

E eu calado.

-Você não tem um cantinho lá na sua casa pra eu tirar a soneca? Fica até mais fácil, menos trajeto.

Fico pensando já sentindo que estou sendo manipulado e já incomodado:

-O Fabrício tá sabendo?

-Claro que tá menino, kkkkk, já falei com ele antes.

-Então tá tranquilo, quer que passe na sua casa antes?

-Não, já está tudo aqui na mochila.

-Ué, e já sabia então.

-Claro!!! Até parece que você ia me enxotar.

Dou risada calado, enquanto ela também ri baixo.

Chegamos em casa, e peço o almoço por delivery:

-Já comeu?

-Já, tem cantina lá, eu venho só pra tomar banho e dormir.

Já entendendo, mostro pra ela o banheiro, dou o que precisa, toalha, sabonete novo, shampoo:

-Não precisa, tá na mochila, eu disse. Só a toalha, da qui.

Ela entra, fecha a porta e ouço o chuveiro ligando. Volto pra sala, e ali tenho uma mesa que fica grudada na parede, e o sofá logo do lado. Sempre fico no computador ali um tempo.

Antes dela sair do banheiro, a comida chega, pego e almoço na cozinha. Quando termino volto pra sala, e ela está deitada no sofá, babando, com um pijama confortável, mas a posição.

Deitada ali de lado, ela coloca os pés no braço do sofá, que termina de lado colado na mesa, onde geralmente me sento para usar o computador.

Penso comigo (aí fodeu, tchau computador).

Não a acordo, mas parado ali na porta fico uns 2 minutos olhando pra cara dela, pra ver se meche, se está de sacanagem comigo. Ninguém tem o sono tão rápido ou pesado assim, eu sei que ela está consciente.

Saio e deito na cama, no quarto.

O horário vem, e a levo de volta, normal, nem uma palavra sobre aquilo, ela leva na maior naturalidade, falando de outras coisas.

Os dias passam e sempre o mesmo modus operandi. A essa altura já procurei umas palavras cruzadas que tinha perdidas lá em casa pra fazer enquanto ela dorme, dois meses sem o horário do pc vai ser tranquilo, pensava.

No quinto dia ela entra no carro já de bico:

-Ai credo que cansaço, hoje foi pesado e só foi metade do dia.

-Quer dormir na cama em vez do sofá? Fica toda torta lá não?

-Não, eu gosto do sofazinho, prefiro até.

-Tá bom.

-Só se você quiser, tá querendo usar o computador e eu fico lá né?

-Não não.

-Tá sim, pode usar lá, eu tenho o cochilo pesado, ainda mais depois do almoço.

Nesse dia chegamos, e ela sai do banheiro, enquanto almoço na mesa da cozinha, ela para na porta, cabelos molhados, com a calça do pijama, e de sutiã, com a toalha no ombro:

-**, tá um calor do caramba, você não se importa de eu ficar sem a blusa?

Dou aquela engasgada, do susto, bebendo um copo de refrigerante:

-É não, pode ficar, ma...

Antes de terminar ela sai falando, enquanto ouço a voz diminuindo:

-E pode usar o PC lá viu?

Ignorando o que ela disse, deito na cama, e logo ela aparece na porta:

-Tô começando a achar que eu to atrapalhando.

-Que isso Camila, não está não.

-Senta lá no PC então, eu tenho certeza que você só não fica lá porque eu estou aqui.

-Jamais, quando eu quiser usar eu vou, pode ficar tranquila.

Ela volta pro sofá, e logo me sento lá pra dar a entender que não está atrapalhando.

Os pezinhos quase no meu colo, ela "cochilando" mexe os dedos, e me provoca.

Dá a hora, e levo ela embora, novamente, tudo normal, papo normal, atitude normal, como se nada tivesse acontecido.

E nisso se passa a primeira semana, sábado e domingo não os vejo, e na outra semana, tem um feriado bem no meio, de três dias, penso que logo isso tudo acaba e estou livre.

O penúltimo dia transcorre "normal", com as mesmas atitudes, a mesma energia, no computador sentado, percebo ela estender um pouco os pés, e tocar de leve algumas vezes na minha calça, mas nada além disso.

Durante o feriado penso nos dias que se passaram, e só consigo pensar nos gladiadores romanos (sim, eu sou estranho assim). Eu como retiarius, e ela como um secutor, dispõe de toda a indumentária para me derrotar.....mas me lembro dos provocatores, e imagino que talvez deva nivelar esse jogo.

É o último dia, passo para buscar ela, e aparentemente ela está pronta para desferir o golpe final.

Enquanto almoço, prestes a receber a minha rudis, vou para a sala do computador, e a vejo deitada, com a toalha enrolada na mesma posição, com os pezinhos sobre o braço do sofá, a linha inferior da toalha, um pouco acima da bunda como se tivesse saido do lugar após "escorregar" pra cima.

Provocatore.

Puxo a cadeira e sento, a visão é essa, ela deitada de lado, quase em posição fetal, pezinhos perfeitos, a pele branca, parte da bunda exposta, ela "dormindo", a tensão da toalha mantendo o rabo levemente e convenientemente aberto, a região entre as pernas, onde estaria a bucetinha dela tem um dedo repousando por cima e "cobrindo" a entrada, com o brilho e a umidade aparente mostrando que ela já está um pouco molhada.

Afasto a cadeira, tiro a camisa, desabotoo a calça, e abro o ziper, olhando ela fingindo dormir. Obviamente ela ouve tudo isso, coloco o pau pra fora, e já sai com a cabeça melada, soltando filete grudado na cueca, dessas semanas de provocações.

Começo a massagear o pau, e o barulho da secreção e da borda da cabeça do pau fazem um barulho alto, audível. Ela percebe, e na mesma hora o dedo que repousa sobre a entrada da bucetinha dela começa a se mover fazendo movimentos circulares na entrada.

Continua "dormindo", e começo a me masturbar mais forte, olhando pro rosto dela, o barulho é alto, de pau melado, chega a ser ridículo.

Ela vai cada vez mais enfiando a ponta do dedo dentro dela mesma, um dedo que fugia por entre as pernas vira dois, e logo ela está se comendo enquanto finge cochilar.

Dou uma gozada forte, respirando fundo, e um filete lateral mais fino de sêmen espirra e cai na pele da bunda dela e na toalha.

Nessa hora ela solta um gemido fraco quase inaudível, e vejo ela dando tudo de si para não levantar a cabeça e olhar. Os dedos ainda dentro e o cuzinho piscando de leve.

Me levanto, guardo o pau, e vou pra cama, deito lá e pego a palavra cruzada.

Ela logo aparece na porta, de toalha ainda, descabelada, ofegante, a perna entre as coxas com aquele brilho do melado:

-Precisa de alguma coisa Camila?

Ela fica ali com a mão na toalha, uns 15 segundos sem dizer nada, e sai para o banheiro.

Já à noite, quando passo para buscar os dois pela última vez:

-Fabrício: Valeu mesmo **, o carro lá fica pronto amanhã, foi tranquilo?

-Foi tranquilo cara, a Camila dorme pra caramba né?

Falo olhando pra ela no retrovisor, enquanto solto um riso descontraído.

-Camila: Nossa, vamos ter que comprar um sofá daquele amor.

Com uma cara de safada, me olhando de volta.

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Comentários

Foto de perfil de Tito JC

Há alguns dias tenho visto várias publicações suas e fico curioso com os títulos, sempre muito intrigantes. Mesmo não sendo textos da temática em que escrevo, eu fico curioso, pois gosto de boas leituras. Hoje resolvi verificar mais a fundo. Achei muito bom o seu texto. Uma aula de como se descrever uma situação provocativa. Muito bom!!! Espero me surpreender com os outros que pretendo ler. Abraços!

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Foto de perfil de Morfeus Negro

Porra cara, história muito legal, tô acompanhando seus contos. Até agora valeu a pena ler todos eles. Mas é frustrante o cara não traçar uma gostosa como essa Camila. Sacanagem né?

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Foto de perfil de Leliouria

Haha valeu cara, concordo, mas ás vezes é assim.

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