Vampiro bissexual

Um conto erótico de Tchelo
Categoria: Homossexual
Contém 8151 palavras
Data: 08/08/2023 21:53:55

Essa vai ser a primeira vez que tento algo assim, uma história de fantasia. E a primeira vez que escrevo em capítulos. Espero que alguém goste...

Olá. Me chamo Alex, e tenho 77 anos. Mas continuo com a mesma aparência de 23 anos, a idade que tinha quando conheci Esther. Esther diz ter 462 anos (não tenho como ter certeza disso, muitas mulheres mentem a idade...), mas aparenta não mais de 30 anos. Sim, somos vampiros. Não viramos morcego, não dormimos em caixão, não morremos ao sair ao sol, cruz não queima nossa pele, água benta é só água mesmo. Precisamos comer, beber água, então mijamos e cagamos. Somos quase pessoas normais. Tá, tem a questão do sangue. Sim, bebemos sangue, de preferência humano. Ele é a fonte de nossa juventude eterna. E é uma delícia. Não apenas o sabor, mas a sensação no corpo enquanto chupamos o sangue. É como um orgasmo muito intenso. Ah, transamos, também. Mas não podemos ter filho, seja entre nós, seja entre vampiro e presa. “Presa”, é assim que Esther chama os humanos não convertidos em vampiros. Aliás, ela não usa a palavra “vampiro”, ela fala “eterno”. Vou contar como me tornei um eterno.

Era final do ano de 1969, eu estava me formando em Direito e deveria voltar para o interior, para a casa dos meus pais, e trabalhar no escritório de advocacia do meu pai. Mas eu queria deixar o direito de lado e fundar uma comunidade hippie, viver pelado na natureza, junto de vários amigos. Alguns amigos também tinham esse mesmo espírito hippie, e assim como eu estavam com o cabelo crescendo e barba desgrenhada. Acredito que meus pais nem me reconheceriam na rua e, se reconhecessem, iam me mandar tirar as roupas que usava e colocar roupas “normais”.

Inacreditavelmente, eu, três amigos e duas amigas conseguimos ingresso para o musical Hair, um tremendo escândalo e sucesso que havia estreado há pouco tempo. Um bando de atores se passando por hippies usando drogas e cantando, e com uma cena com todos pelados. Eu ri, cantei, chorei. Nossa, eu queria morar naquele palco. Ao final da peça, estávamos todos em êxtase. Chamamos todos que estavam assistindo a peça e tinham cara de hippies para uma festa improvisada na república onde eu morava com dois daqueles amigos. Ao todo, estávamos umas vinte e poucas pessoas bebendo, fumando maconha, se abraçando e se beijando. Eu estava sentado no sofá com um amigo e uma amiga, os três se beijando. Um momento eu beijava ele, no outro, beijava ela, e outro eu dava uns tapas no baseado enquanto eles se beijavam em cima de mim. Estava uma delícia.

De repente, uma loira linda, um pouco mais velha que eu, veio em nossa direção, sem tirar os olhos de mim. Quando ela chega bem perto, puxa as alças do vestido florido, que vai ao chão, exibindo seu corpo escultural nu, no meio da sala lotada de gente. Pele bem clara, seios não muito grandes, mas bem empinados, mamilos saltados. Os pelos púbicos loiros não escondiam a buceta rosinha. Meu pau, que já estava meia bomba de antes, endureceu na hora. Toda a sala olhava para ela.

Ela estendeu a mão para mim, e eu entreguei minha mão para ela. Ela me puxou levemente, e eu me levantei. Ela me puxou para ela, agora com mais força e começou a me beijar, nua, no meio da sala, com todos vendo. Enquanto me beijava, começou a desabotoar minha camisa, enquanto minhas mãos exploravam sua bunda. Ela tirou minha camisa e jogou no chão. Quando começou a abrir o botão da minha calça, eu a levei para o meu quarto. Acho que eu ainda não era tão hippie assim, ainda não conseguia transar no meio de várias pessoas, com todos olhando.

Entramos no meu quarto sem que nossas bocas se descolassem. Ao me virar para fechar a porta, consegui perguntar:

- Qual seu nome?

- Esther – disse, já se ajoelhando e abaixando minha calça e cueca. Meu pau duro pulou para fora, e ela logo caiu de boca. Ela me chupava com vontade, lambia a cabeça do meu pau, acariciava minhas bolas. Eu estava em pé, encostado na porta, mal conseguindo respirar. Todo meu eu, meu sangue, minha consciência, estava no meu pinto naquele momento. Só conseguia sentir o calor daquela boca no meu pau, o toque da língua na cabeça, as carícias dos dedos nas bolas. Foram poucos minutos, mas parecia toda a eternidade. De repente, ela tirou a boca do meu pau, se levantou e falou para mim:

- Vem, quero você dentro de mim...

Eu estava completamente dominado. Se ela mandasse eu tomar veneno ou pular da janela, eu obedeceria sem pensar duas vezes. Mas não, ela não queria que eu pulasse da janela ou tomasse veneno. Ela queria que eu a penetrasse. Queria que eu a comesse. Queria que eu enfiasse meu pau naquela buceta rosada, que eu tanto queria comer.

Ela deitou na minha cama, de pernas abertas. Eu tirei minha calça e cueca (que ainda estavam nos meus tornozelos) e fui em direção dela. Fui pra cima dela, comecei a beijar aqueles seios maravilhosos, lamber os mamilos. Ela disse:

- Vem, põe em mim.

- Você tá na pílula? – perguntei.

- Não precisa se preocupar...

Não pensei duas vezes. Encaixei meu pau na entrada da buceta dela e notei que ela estava bem lubrificada. Meu pau deslisou para dentro. Nossa, que tesão. Aquela mulher gostosa, a mais gostosa que já tinha comido, toda molhada pra mim, gemendo com minhas estocadas. Ela puxou meu corpo junto ao dela e senti uma mordida no meu pescoço. Depois de uma pequena dor, uma sensação incrível invadiu meu corpo. Como se eu tivesse entrado no paraíso. Não consegui me controlar e gozei dentro da buceta dela. Queria tirar e gozar nos peitos dela, mas naquele momento não tinha controle do meu corpo. O orgasmo se juntou à sensação maravilhosa que já estava sentindo, gerando um êxtase pleno. E ao mesmo tempo, uma fraqueza extrema. Uma pequena morte, como os franceses chamam o orgasmo. Aos poucos, recuperei a respiração e um pouco das forças. Escorreguei para o lado dela e disse:

- Desculpa ter gozado rápido, não consegui segurar. Você é gostosa demais, nunca senti uma coisa assim... Você gozou?

- Muito. Mas quero mais. Vem me chupar!

Me rastejei até o meio das suas pernas. Cheguei à buceta dela, que estava melada da própria lubrificação natural, escorrendo um pouco da minha porra e com um pouco de sangue. Certamente, ela não era virgem, então imaginei que ela havia menstruado enquanto eu metia. Não tenho nojinho, adoro o gosto de buceta, já experimentei minha porra várias vezes e sempre lambi meu sangue quando me machucava, então caí de boca.

Assim que comecei a lamber a buceta e aqueles líquidos misturados entraram na minha boca, aquela sensação incrível tomou conta do meu corpo novamente. Mas, se antes a sensação vinha com uma paz, agora parece que estou numa montanha russa, um turbilhão de sensações por todo meu corpo. Cada instante eu chupava com mais vontade, mais força, como se eu quisesse sugar a essência dela toda através de sua buceta. Quando senti que tinha sugado tudo, parti para o clitóris com toda vontade. Ela deve ter tido um orgasmo intenso, pois seu corpo tremeu todo e ela apertou muito minha cabeça com suas pernas e meus braços com as mãos dela.

Subi em sua direção e fui beijá-la. Notei uma cara de um pouco de surpresa quando me viu, mas me beijou e lambeu toda minha boca. Subitamente, levantou e saiu do quarto, ainda nua. Reuni todas minhas forças e fui atrás dela, também pelado, no meio de todos que ainda estavam festejando. Acho que agora já era hippie o suficiente, não tinha problema algum de estar pelado na frente de todos. Só queria saber da Esther. Perguntei para ela:

- Aonde você vai? Não vai embora... Fica comigo.

- Não vou embora – respondeu – vim buscar água, porque você vai precisar.

Voltou da cozinha com uma garrafa de água que achou na geladeira. Sentei pelado no sofá, ao lado do casal que eu beijava antes. Eles saíram e foram para o meu quarto. Ouvi um cara falando “vamos ficar pelados também, vamos lá, meninas” e ele e outro cara tiraram a roupa e ficaram pelados. Esther sentou do meu lado e me entregou a garrafa. Bebi toda a água. Nem sabia que estava com sede.

Eu olhava para as pessoas conversando, bebendo, fumando, se beijando. Algumas com roupas, outras peladas. Todos felizes, rindo. E eu, sentado, só observando. Como se tudo estivesse em câmera lenta. Não, eu estava em câmera lenta. Parecia que eu estava completamente chapado, embriagado. Mas bebi pouco e fumei pouco. Não era o álcool ou a maconha que tinha me deixado assim.

Esther foi para a cozinha e encheu a garrafa de água novamente, e assim que me entregou, tomei tudo, de uma vez. Mas a água não estava gelada, e me deu um certo mal-estar. Sem conseguir me controlar, comecei a vomitar. Mas não era um vômito comum, era um jato imenso de sangue saindo da minha boca. As pessoas se assustaram e se distanciaram. Os dois amigos que moravam comigo correram pegar panos para limpar a poça de sangue. Um deles estava pelado, aliás. Esther olhou para mim e falou:

- Vou precisar cuidar de você esta noite. Vamos, vai ser melhor se formos para minha casa.

Se levantou e foi achar o vestido que deixara na sala. Levantei, pelado, sem saber o que fazer ou para onde ir. Ela disse:

- Infelizmente, você não vai poder ir assim. Melhor colocar uma roupa...

Me entregou a camisa, que estava junto ao vestido dela. Entramos no meu quarto, assustando o casal. Ela estava cavalgando o pau dele e pulou para o lado, tentando se cobrir com suas mãos.

- Só viemos pegar a calça dele, já vamos sair, podem continuar – disse Esther.

- Na próxima, quero estar junto, hein? – disse eu, com voz de bêbado.

Esther pegou minha calça, cueca e sandália, que estavam no chão, já saindo do quarto, enquanto eu ficava olhando para os dois pelados na minha cama. Ela me puxou do quarto:

- Vem, precisa de ajuda para colocar a calça?

- Não – falei, colocando a cueca – Desculpa, aí, galera, fico devendo uma limpeza de vômito pra vocês... – disse aos meus amigos, agora ambos vestidos, que limpavam a poça de sangue do chão na sala.

- Vai procurar um médico, isso sim! – falou um dos meus amigos.

Esther me puxou para fora do apartamento e pouco tempo depois estávamos em um táxi indo em direção à casa dela. Paramos em frente a um prédio imenso, muito famoso pelas linhas curvas de sua fachada. Subimos ao último andar e entramos em um apartamento grande e moderno, com um visual futurista, com poucos móveis e uma vista muito bonita das imensas janelas. Ela me deitou em um grande sofá branco.

- Tô com muito calor... – disse eu, arrancando toda minha roupa e deitando nu no sofá. Eu acho que estava fervendo em febre.

Ela buscou um cobertor branco, bem peludo, e colocou ao meu lado.

- Daqui a pouco vai ter frio – ela disse.

Não demorou para o calor ir embora e eu ficar com muito frio. Me enrolei na coberta e com muito esforço, falei:

- Acho melhor eu ir para o médico.

- Não. Ele não vai saber o que fazer, pode prejudicar você. Não há nada a ser feito, a não ser esperar. Amanhã você vai estar melhor.

- O que está acontecendo comigo?

- Você está em transformação, vai evoluir para algo muito melhor. É como se seu corpo estivesse renascendo, mas para isso você precisa morrer primeiro.

- Eu estou morrendo? – não estava entendendo nada.

- Não exatamente. Mas amanhã já vai estar melhor e te explico. Agora, descanse. Vou deixar algumas garrafas de água aqui do lado. É bom se manter hidratado. Vou precisar sair um pouco. Fique aqui, não tente sair.

Só vi Esther saindo e fiquei lá, pelado, deitado no sofá branco. Acabei adormecendo, mas passei a noite toda fervendo em febre, intercalando momentos de muito calor e momentos de muito frio. Acho que eu delirava. Em um momento, parecia que tinha um monte de gente olhando para mim. Mas depois parecia que era eu que estava fora do corpo, olhando para meu corpo deitado, como morto.

Acordei pela manhã com o sol inundando a sala. Eu mal conseguia abrir os olhos. Era muita claridade. Mas não havia cortinas para fechar. Levantei, continuava nu, como havia dormido. Olhei para os lados e não achei minhas roupas. Eu estava zonzo, minha cabeça doía, meu corpo doía.

Comecei a andar pela casa. Não sei se procurava as minhas roupas, a Esther ou alguma comida. Estava com muita fome! Achei a cozinha e nela encontrei Esther, tomando algo que parecia ser suco de laranja.

- Gosto das minhas presas assim, peladinhas...

- Quê?

- Bom dia, você deve estar morrendo de fome. Senta e se alimenta.

A mesa estava cheia. Tinha sucos, leite, pães, queijos, linguiça, algum tipo de carne clara fatiada e acebolada. Peguei a tigela com a carne e comecei a comer intensamente. Era pernil e estava delicioso. Comi toda a tigela. Comi as linguiças, tomei suco e leite.

- Chega, você já está suficientemente alimentado – ela disse.

- Mas eu ainda estou com muita fome.

- Nenhuma comida vai saciar essa fome que você sente... – após uma pausa, continuou – só sangue.

- Como assim?

Ela mordeu o próprio dedo e antes que eu conseguisse ver, senti o cheiro do sangue. Ela passou o dedo com a gota de sangue no meu lábio e eu lambi. Senti uma explosão em mim. Aquela sensação incrível que tinha sentido no dia anterior. Eu queria mais. Eu precisava de mais!

- O que está acontecendo? Eu preciso de mais sangue!

Sem falar nada, ela foi até onde imagino ser a lavanderia e voltou em instantes, com uma pomba na mão.

- Você não é mais minha presa, você evoluiu na cadeia alimentar. Agora você é o caçador. – falou, me entregando a pomba. – Não vai saciar, mas vai aliviar sua fome, para que eu explique tudo e, à noite, vou te ensinar a caçar corretamente.

Ela arrancou a cabeça da pomba e entregou seu corpo. O cheiro do sangue era inebriante. Levei o corpo da pomba à minha boca e suguei o máximo que eu pude. Era bom, mas não tinha aquela sensação incrível. Mas realmente aliviou minha fome.

- Por que não é tão bom? – perguntei.

- Porque não é sangue humano. O prazer só vem com o sangue humano.

- Como assim, sangue humano?

- Eu não sou uma humana comum, você não é mais um humano comum. Nós somos eternos. E nosso alimento é sangue humano, que são nossas presas.

- Vampiro?

- Não! Mais ou menos... As lendas e histórias de vampiros são inspiradas em eternos, mas tudo muito exagerado, com um monte de besteiras e mentiras juntas.

- Você só pode estar de brincadeira... – eu não podia acreditar no que ouvia.

- No dia de hoje, eu vou te explicar o que você precisa saber, tirar suas dúvidas. À noite, caçamos. Amanhã é cada um por si.

- Como assim? Você me transforma em um vampiro e vai me dar um dia de orientações e depois vai me deixar sozinho?

- “Eterno”, não essa bobagem de vampiro. E eu não pretendia te tornar um eterno, mas não contava com meu sangramento inesperado.

- Ok, “eterno”. Então eu virei um eterno por beber seu sangue?

- Sim. E eu não contava com isso, fazia muitos anos que não sangrava, é um acontecimento raro. Você é um acaso, e só por isso vou te dar um dia meu, porque não foi culpa sua. – havia um misto de carinho e raiva na voz dela.

- Então se eu der meu sangue para um humano comum eu transformo essa pessoa em um eterno?

- Sim. Mas aqui vai sua primeira lição: não faça isso, não crie eternos. Como na natureza, tem que haver muitas presas e bem poucos predadores. E você tem a capacidade, mas não o conhecimento para ensinar alguém como sobreviver. Quem sabe, no futuro, daqui uns 100 anos, se tiver sobrevivido, você esteja pronto para criar e educar um eterno?

- 100 anos? Quantos anos você tem?

- Mais deIsso é sério? Somos realmente imortais, por isso “eternos”?

- Mais ou menos. Tudo que mata um humano, tiro, faca, fogo, mata um de nós. Mas, se consumirmos sangue, preferencialmente humano, não envelhecemos. Também nunca adoeci, nem conheci outro eterno que tenha adoecido, mas cada hora surge uma doença nova, então não posso dar certeza. Ah, e esquece essas bobeiras de crucifixo, alho, estaca. Pode usar qualquer adorno bobo de qualquer religião que você queira, pode comer alho à vontade. Estaca mata, claro, como mata qualquer presa.

- Tenho várias perguntas! E o sol, mata?

- Não mata. Mas incomoda. Eternos são caçadores noturnos, nossa visão é muito aguçada à noite. Você deve ter notado quando acordou que o sol incomoda muito nossos olhos. E nossa pele ainda queima no sol, como a pele de humanos, mas a sensação é muito mais dolorida que antes. O sol arde muito nossa pele, mas nunca soube de um eterno morrendo de exposição ao sol.

- Entendi, melhor evitar o sol. Mas então porque você não coloca cortinas nas suas janelas?

- Porque eu acho o sol lindo. Gostamos do que nos machuca. E é da nossa natureza ser bastante sádico e um pouco masoquista... – falou com um sorriso malicioso nos lábios.

- Tá... Você falou que podemos comer alho, e comi bastante comida normal agora há pouco. Mas você também falou que nosso alimento é sangue humano. Então por que eu comi comida normal? E por que tomei sangue de um pássaro?

- Precisamos comer comida normal, como qualquer humano. O que você quiser, o que preferir. O sangue é a fonte de nossa vitalidade, do não envelhecimento. Pode ser sangue animal, também. Mas como você notou, não é igual a sangue humano. Conheci um eterno, muito tempo atrás, que só se alimentava de sangue animal, recusava se alimentar de humanos. Conseguia sobreviver, mas parecia estar sempre cansado, com uma aparência de anêmico. Não recomendo, mas se essa for sua vontade, pode seguir esse caminho.

- Pode ser, não sei... Mas dá pra sugar só um pouco do sangue e não matar o humano, não? Você sugou meu sangue enquanto transávamos, eu acho, mas não me matou...

- Claro, mas não é tão fácil. Nossa sede de sangue é grande e, sem experiência, é fácil passar do ponto e matar a presa. Precisa desenvolver o autocontrole. Faço isso com quem acho que merece a vida que tem. Por isso, quando estou com muita sede de sangue, escolho logo quem não merece permanecer vivo, como estupradores, agressores, homens violentos...

Pensei em entrar numa discussão filosófica sobre quem ela achava que era para decidir quem merecia viver e quem merecia morrer, mas mudei de ideia, já que eu precisava dos ensinamentos dela e seria sábio não a contrariar. Antes que eu tivesse conseguido perguntar qualquer coisa, ela seguiu.

- Aliás, só me alimento de homens, porque são raros os que mereçam viver!

- E por que eu mereci viver? Quer dizer, acho que seu julgamento estava corretíssimo, mereço muito viver! Mas como você viu que eu mereço?

- Homens normalmente pregam a guerra, o ódio e a violência. Agridem, matam e estupram. Mas você e seus amigos estavam em um local que pregava a paz e o amor, contra a guerra e a violência. E vocês se identificavam com esses valores, se vestiam como as pessoas no palco para divulgar essas ideias. Abriram seu lar para vários desconhecidos festejarem com vocês. – consegui identificar uma certa admiração, mesmo com a voz brava dela.

- E por que você me escolheu, entre todos daquela sala?

- Por uma questão de força física, homens acreditam que são melhores que mulheres. Abusam, estupram, matam mulheres. Mas você beijava carinhosamente uma mulher. E fazia o mesmo com um homem. Beijava os dois, na frente de todos. Sem medo do que os outros iam pensar, de se mostrar menos homem, menos masculino por isso. E eu vi que você desejava os dois. Fazia algumas décadas que não via isso, e ainda assim não era tão explícito, com público. Isso me excitou muito. Desejei você, seu corpo e seu sangue.

- E por que não meu amigo? – perguntei, com um sorriso malicioso.

- De início, queria os dois. Mas vi mais desejo em seus olhos do que nos dele. E você era mais bonito. Mas não cresça seu ego como agora cresce seu membro, ainda sou muito mais forte e posso te matar a qualquer momento.

Esqueci que ainda estava pelado, e estava com meu pau duro exposto. Coloquei as mãos para cobrir minha ereção, mas ela disse:

- Não precisa se cobrir. Um membro ereto não me amedronta como antigamente. Enquanto humana, fui vendida como mercadoria, estuprada inúmeras vezes, algumas vezes por vários homens ao mesmo tempo. Agora, homens não me amedrontam, me servem. Eu os uso. Veja, não sou vingativa. E só mato os que sei que são estupradores ou assassinos. Ainda tenho desejo por homens, por seus corpos. Me agrada te ver nu, ereto ou não. Por isso guardei suas roupas. Não vai precisar delas hoje.

- Eu sinto muito por todo sofrimento que você viveu. Jamais agrediria uma mulher. Ficaria muito feliz em te servir, da maneira que você desejar, e não apenas hoje.

- Você me agrada, seu corpo e sua mente. Quem sabe, se você continuar sendo interessante, não fique comigo por um tempo? Mas não acredito que meu interesse dure muito tempo, gosto de variar os homens na minha cama.

- Ter outros homens na cama não seria problema algum para mim... – falei, sugestivamente.

- Já se deitou com outro homem? – ela pareceu interessada.

- Algumas vezes. Como viu, tenho desejo por mulheres e homens...

- Me agrada estar na cama com dois homens, ainda mais quando eles aproveitam da presença um do outro.

- Então transformou em eterno o humano certo!

Ela sorriu, acho que pela primeira vez! Falou:

- Bom, antes de continuarmos com os ensinamentos, e certamente antes de você se deitar comigo, precisa de um banho. Você suou a noite toda. Cheira a humano escravizado. Mas gosto de meus escravos cheirosos.

- Vou ser o escravo mais cheiroso que você já teve. Só preciso saber onde fica o banheiro...

Me levantei, ainda de pau duro. Aliás, era um pau duro ainda mais duro do que quando era humano. Ela se levantou e segurou meu pau, dizendo:

- Por aqui...

Me puxou pelo pau e me conduziu ao banheiro. Começou a encher uma bela banheira branca e foi buscar toalhas, bucha, sabão e sais de banho. Tirou o vestido, prendeu os cabelos e entrou na banheira. Falou:

- Vem.

Fui entrar de frente para ela, mas ela me virou e me fez ficar de costas para ela. Ela me entregou uma bucha e um sabão e começou a molhar meu cabelo. Enquanto eu lavava meus braços, minhas pernas, ela começou a lavar meu cabelo, massagear meu couro cabeludo. Não sabia se devia dizer algo, com medo de estragar o momento, mas me atrevi:

- Nossa, acho que nunca um escravo foi tão bem tratado...

- Como disse, não sou vingativa. Nunca trataria mal alguém que me trata bem. E sua disposição a ser submisso a mim, fazer minhas vontades, aceitar homens em minha cama com você junto, me excita, e eu gosto de cuidar de quem me excita.

Tirou as mãos do meu cabelo, desceu por minhas costas, passou para frente, pela minha barriga, até chegar a meu pinto. A mão direita fazia suaves movimentos de vai e vem no meu pau, e a esquerda acariciava meu saco. Eu gemia de prazer, e ela sabia que tinha todo o controle sobre mim.

Depois de um tempo, ela tirou as mãos do meu pinto e ordenou carinhosamente:

- Levanta.

Fiquei em pé na banheira, de frente para ela, pau duro apontando para o teto do banheiro. Ela passou uma toalha por todo meu pinto, para tirar o sabão que estava por toda parte, e começou a me lamber. Começou pelo saco, lambia uma bola, depois a outra. Aos poucos, foi subindo pelo pau até a cabeça. Passou a me chupar lentamente. Com uma mão segurava meu pau e a outra brincava com minhas bolas. Depois de um tempo, acelerou o ritmo. De repente, sinto uma dor enorme no meu pau. Ela me mordeu. Me sugava. A dor foi substituída por uma sensação de êxtase incrível. Gozei em sua boca, e ela sugava minha porra e meu sangue. Minhas pernas amoleceram e quase caí de tanto prazer.

Ela tirou meu pau da boca, e eu sentia uma fraqueza imensa. Estava zonzo. Ela me ajudou a voltar a me sentar na banheira, dizendo:

- Termina seu banho com calma, estarei te esperando no quarto.

Saiu da banheira e se enrolou na toalha. Terminei de me lavar, me levantei lentamente e me enxuguei. Enrolei a toalha na cintura e fui procurar o quarto. Demorei um pouco, pois ainda estava zonzo.

Encontrei-a na cama, pernas abertas, se masturbando. Ela disse:

- Tira essa toalha e vem me sugar, acho que você está precisando.

Joguei a toalha no chão e deitei na cama enorme onde ela estava, minha cabeça entre suas pernas. Logo comecei a lamber sua vagina e senti o gosto não apenas do seu sexo, mas de sangue também. Não era muito, mas suguei com toda minha força. O êxtase tomou meu corpo novamente. Eu sugava, chupava e lambia todo seu sexo, seus lábios, seu clitóris, penetrava sua vagina com minha língua o mais fundo que conseguia. Logo ela atingiu o orgasmo, novamente contorcendo seu corpo todo e apertando minha cabeça entre suas pernas. Ela me soltou e eu me deitei ao lado dela. Me senti revigorado. Falei:

- Nunca fazer e receber sexo oral foi tão prazeroso!

- Nada como a troca de sangue com um eterno para intensificar o orgasmo e atingir o êxtase.

“Êxtase” era o termo que ela utilizava para a incrível sensação que domina o corpo, agora faz parte do meu vocabulário... Ela continuou:

- Ah, mais um ensinamento. Apesar de, por algum estranho motivo, meu corpo ainda sangrar, mesmo que muito raramente, não podemos ter filhos. Eternos são inférteis. Nem meu corpo abrigaria um feto, nem seu sêmen engravidaria uma mulher, humana ou eterna.

- Nunca pensei nisso, mas acho que não vou sentir falta alguma.

- Que bom. Como está a fome?

- Seu sangue me revigorou, mas ainda tenho muita fome. Dá pra diferenciar quando é fome de comida comum e quando é sede de sangue? Porque eu comi muito, acho que não é comida que eu corpo precisa, mas a sensação é a mesma.

- É muito parecido, mesmo. De início, você vai ter que saber se já comeu o que costumava comer, que não vai mudar muito. Se ainda permanecer com fome, não é fome, é sede de sangue, como você disse. Em geral, é sempre necessidade de sangue. Mas com o tempo você vai passar a sentir a diferença.

- O que mais que vai mudar com o tempo em mim? Vou ganhar alguma habilidade especial?

- Você não vai virar morcego ou lobo, não vai voar nem ler mentes, como nos livros e filmes. Mas vai notar que se tornará um pouco, só um pouco, mais forte que um humano. Mas raramente vai precisar usar essa força. Eternos tem um certo charme especial, como um encanto da lenda de sereias. Você não vai hipnotizar ninguém, mas os humanos são seduzidos por eternos. Sem notar, já estão se entregando voluntariamente a nós, dando acesso a seu sexo, seu sangue.

- Você me encantou, ontem? Porque nem precisava, eu iria com você voluntariamente.

- Não é como um feitiço, você não escolhe encantar alguém. É um poder de atração involuntário.

- Um charme natural. – falei, tentando imitar voz de radialista.

- Esse você já tinha. É algo mais forte. Mas não funciona com outros eternos.

- E ainda assim, estou completamente seduzido por você.

- Isso é paixão, admiração pela experiência ou sede de conhecimento.

- Certamente os três.

Nos beijamos calorosamente. Eu sentia o gosto do meu sêmen e meu sangue em sua boca, e ela devia sentir o gosto de seu sexo e seu sangue menstrual em minha boca. Meu pau, que já tinha ficado duro enquanto eu chupava a buceta dela, mas amoleceu enquanto conversávamos, voltou a ficar completamente duro. Uma dureza sobrehumana.

- Daqui a pouco quero sentir você dentro de mim – disse ela enquanto acariciava meu pau – Agora, vá buscar água para nós. Quero ver você desfilando seu corpo nu pela casa.

Obedeci, claro. Fui até a cozinha e voltei com uma garrafa de água e dois copos. A excitação de me exibir e ser observado fez com que eu permanecesse duro todo o percurso.

Ela me elogiou quando voltava. Tomou a água e começou a beijar meu corpo. Eu estava deitado a seu lado e ela subiu em cima de mim. Esfregou sua vagina em meu pau, e depois começou a cavalgá-lo. Eu acariciava seus seis enquanto ela gemia e rebolava em cima de mim. Ela me pediu para bater em sua bunda e gemia a cada tapa que eu dava.

Ela saiu de cima de mim e falou para eu me encostar na cabeceira da cama. Continuou ordenando:

- Levanta bem as pernas.

Obedeci, ficando eu numa posição de frango assado, todo arreganhado, expondo meu pinto e meu cu. Achei que ela ia enfiar alguma coisa em mim, o que eu nunca tinha feito antes, mas topava tudo com ela. Mas ao invés disso, puxou meu pau pra cima e meteu na buceta dela. Colocou minhas pernas em seus ombros e começou o vai e vem. Quem olhasse de fora ia achar que ela que estava me comendo, eu todo dobrado e entregue. Na verdade, ela estava realmente me comendo com sua buceta. Eu era o passivo da situação, ainda que o sexo ocorresse entre a buceta dela e meu pau duro.

Era muito sensual essa sensação de estar vulnerável a ela, que controlava toda a transa. Gozei bem gostoso, ainda que ela não tenha me mordido daquela vez. Reclamei, fazendo charme:

- Achei que você ia me morder...

- Se eu continuar te mordendo, acabo te matando. Você ainda está fraco. Aliás, vem cá aproveitar um pouco do meu sangue.

Deitou e abriu as pernas. Eu fui sem pensar duas vezes. Acabei sugando seu sangue, seus líquidos e minha porra que escorria de sua vagina. E sempre vinha o êxtase de seu sangue. Cada vez me sentia mais revigorado, ainda que fosse bem pouco sangue. Mas não era qualquer sangue. Era sangue de uma eterna.

Transamos várias vezes durante aquele dia. Ela não me mordeu mais, mas sempre me oferecia o pouco sangue que escorria dela. Meu pau não dava sinal de cansaço. Apesar de amolecer depois de gozar, qualquer coisa que me excitasse fazia ele ficar imediatamente duro, como se fosse a primeira vez no dia. Acho que podia transar quantas vezes tivesse vontade num mesmo dia, mesmo já tendo ejaculado várias vezes.

Passamos o dia transando, comendo e conversando. Aprendi várias coisas, muitas coisas de extrema utilidade. Como fazer a mordida rasgar a pele humana, já que não temos os dentes caninos longos como nos filmes, como fazer a marca da mordida desaparecer, onde são os melhores lugares do corpo para morder, onde são os melhores lugares de uma cidade para buscar presas.

Perguntei sobre ela, quem realmente era, de onde veio, mas ela se recusou a responder essas perguntas, disse que talvez num futuro, se continuássemos juntos.

Em um certo momento, ela disse:

- Já anoiteceu, está na hora de você aprender a caçar. Vou buscar sua roupa, infelizmente você não pode sair assim sem chamar atenção.

Caminhamos para a parte considerada mais perigosa da cidade, região de bares sujos e prostíbulos. Nem precisamos andar muito, quando estávamos em uma viela escura, um homem veio em nossa direção e sacou uma faca, anunciando o assalto. Quando chegou mais perto, ela pulou no pescoço dele. O êxtase da mordida gera uma paralisia, como um anestésico. Ela levantou do pescoço dele, me olho e falou:

- Vem logo.

Fui com minha boca para o pescoço do assaltante, onde ela já havia mordido. Comecei a sugar o sangue daquele homem e senti o êxtase. Mas agora era diferente. Não havia a paralisia em mim, eu estava mais atento. E o gosto era muito mais amargo. Mas era a primeira vez que eu experimentava o sangue de um humano. Até então, só tinha sido o sangue de uma eterna (além da pomba, mas era muito diferente mesmo). Ouvi Esther dizer:

- Pode ir até o final.

Suguei tudo que pude. Senti o coração reduzir as batidas e parar por fim. Soltei-o de deixei seu corpo cair ao chão.

- Não esquece de apagar a mordida. – ela advertiu.

Mordi meu dedo, o que fez aparecer uma pequena gota de sangue, que eu esfreguei no seu pescoço, ocultando a lesão que havia. Ela perguntou:

- Sentiu o amargo intenso?

- Sim. O sangue humano é sempre assim?

- Não. Os eternos que acreditam dizem que o amargo é o sabor de uma alma perdida para o mal. Eu digo que é o veneno de sua moral podre corrompendo o sangue de suas veias.

- Então pessoas boas não têm sangue amargo?

- Ninguém é exclusivamente bom. Todos têm um certo amargor, mas pessoas realmente ruins têm o sangue extremamente amargo, como o dele. Só desses eu vou até o fim. – disse ela, em um tom muito sério.

- Então meu sangue é doce que nem mel? – não consegui ser sério, tive que quebrar o clima tenso...

- Sim, meu querubim, só o seu sangue, dentre todos os humanos, é perfeita e exclusivamente doce. – a voz tinha mais doçura que sarcasmo. Continuou – Está saciado?

- Não, sugaria mais uns dois desses...

- Eu imaginei. Mas vamos com calma, deixa seu corpo ir se acostumando. Vamos aproveitar o tempo e buscar roupas em seu apartamento antigo.

- Então você não vai me mandar embora amanhã?

- Você me excita, me dá prazer e me faz rir, o que não acontecia há décadas, também. Vai ter o direito de ser meu escravo, pelo menos por um tempo. Ainda tenho planos pra você...

Nos beijamos e seguimos para meu antigo apartamento. Meu amigo dormia no sofá da sala. Entramos silenciosamente e fomos para o quarto, onde ela me disse:

- Adoraria ver vocês dois se deitando juntos, nós três juntos.

- Ele transaria com você, sem dúvida. Mas ele não transa caras, até beija às vezes, mas sem sexo...

- Confie no seu poder de sedução, no nosso poder de sedução. Você quer se deitar com ele?

- Sempre achei ele bonito. Eu transaria com ele, sim.

- Então vem.

Fomos para a sala e ela tirou o vestido, como tinha feito no dia anterior. Sentou na barriga dele e começou a acariciar seu rosto. Me mandou ficar atrás dela, entre as pernas dele que eu acariciasse seu pinto por cima da calça ele que usava. Ele começou a despertar, mas antes ela disse para mim:

- Só morde quando eu mandar, e para quando eu mandar.

Ele acordou e ela se debruçou e começou a beijá-lo. Colocou a mão no botão da calça dele, e eu entendi que era para eu tirar. Desabotoei a calça e abri o zíper, e ele levantou o quadril, dando liberdade para eu tirar sua calça e cueca. Comecei a lamber seu saco, depois seu pau, que logo endureceu. Ela veio em minha direção e começamos a chupar aquele pinto, que eu já desejara antes, juntos. Ele só dizia:

- Bixo, que delícia, que loucura, que massa!

Ela subiu em cima dele novamente e começou a cavalgar seu pau, de costas para ele e de frente para mim. Subia e descia gemendo. Me disse:

- Lambe ele. Lambe nós dois juntos.

Comecei a lamber o saco dele, o pau dele, que entrava e saía da buceta dela, e o clitóris dela. Nunca tinha lambido um pau e uma buceta ao mesmo tempo. Estava achando delicioso.

Ela se levantou do pau dele, puxou ele em sua direção e deitou no sofá. Eles agora transavam na posição papai-mamãe. Ela disse:

- Lambe ele por trás – e disse para ele – abre bem suas pernas, querido.

Comecei a lamber o cu dele. Ele não oferecia resistência. Pelo contrário, empinava a bundinha pra me oferecer pleno acesso. Depois de um tempo lambendo e lubrificando bem com minha saliva, ela disse:

- Põe nele – e, para meu amigo, continuou – você quer, não quer, querido?

- Quero, põe em mim... – meu amigo respondeu.

Comecei a meter nele aos poucos. Só tinha comido um cu uma vez, de uma namorada. Com homem, nunca tinha feito penetração, só oral. Ele gemeu de dor, acredito que era a primeira vez dele, mas não parou de mexer e meter nela enquanto meu pau penetrava seu cu. Aos poucos, entrou inteiro. Esther disse pra ele:

- Avisa quando estiver perto de gozar, que eu quero que você goze na boca dele.

Pouco tempo depois, meu amigo disse:

- Vou gozar logo...

Tirei meu pau de seu cu e me ajoelhei. Ele tirou o pau da buceta dela e virou para mim. Entendi porque ela queria que eu chupasse meu amigo. Havia traços de seu sangue naquele pau. Ela disse para mim:

- Chupa tudinho, engole tudo – e, no meu ouvido, ela disse – e agora pode morder.

Lambi e chupei o pau todo, então mordi aquele membro duro, e senti a porra no fundo da minha garganta. Já tinha chupado uns poucos pintos antes, mas nunca tinham gozado na minha boca. Foi estranho, mas engoli tudo. Ele gemia alto e eu sentia seu sangue em minha boca. Agridoce. Ninguém é todo bom. Mas o êxtase do sangue do seu pinto na minha boca foi incrível.

- Já chega – ela disse.

Parei de sugar e tirei seu pau da minha boca. Novamente, mordi meu dedo e passei a gotícula de sangue na marca da mordida. Ele se jogou no sofá, em êxtase. Ela se deitou na outra ponta do sofá e me disse:

- Agora vem limpar tudo aqui.

Ela praticamente não sangrava mais, mas queria ter certeza de que ninguém mais ia ter acesso a seu sangue especial. Eu estava de quatro, lambendo a buceta dela. Ela falou para meu amigo:

- Sente o gosto dele, dá uma lambidinha aí atrás...

Ele se ajoelhou atrás de mim e começou a lamber meu cu. Nunca tinha sido lambido assim. Achei muito gostoso. Ela teve um orgasmo com minha boca, então falou para meu amigo:

- Querido, você conseguiria buscar água para nós três?

Ele se levantou e foi lentamente para a cozinha, deixando meu cuzinho babado. Ela me puxou para cima e nos beijamos. Ele voltou com a garrafa d’água. Ele tomou um gole e me passou. Tomei um gole e passei para ela. Ela tomou um gole e me beijou. Depois beijou meu amigo. Por fim, direcionou meu amigo em minha direção, e nos beijamos.

Ele falou:

- Cara, que loucura foi essa? Nunca gozei tanto, tão forte, tão intenso...

Ela disse:

- Podemos repetir outro dia, querido, mas agora você precisa descansar.

- Vou ficar uns tempos na casa dela – eu falei – só vim buscar umas roupas. Outro dia aparecemos para transar desse mesmo jeito novamente – disse, dando um tapa na bunda dele e uma piscadela.

- Pra gozar assim, vocês podem fazer o que quiserem comigo...

Dei um beijo na boca dele, e fui para o quarto pegar as roupas. Ela me acompanhou e me ajudou. Quando saímos, ele dormia pelado no sofá. Perguntei para ela:

- Ele vai ficar bem?

- Vai dormir até amanhã no meio da tarde, mas vai acordar ótimo. E vai lembrar de tudo e querer fazer de novo...

- Eu topava fazer de novo. O sangue dele é agridoce, gostoso. E chupar sangue de pinto e de buceta é muito mais legal que chupar pelo pescoço, mesmo parando logo.

- Claro que é, bebê, é sempre muito mais divertido chupar pelo sexo. Mas nunca chupei sangue de uma mulher. Quem sabe um dia experimento?

- Você quem manda. Se quiser experimentar, te acompanho. Se quiser que continuemos só chupando homens, vou curtir também.

- Ah, meu escravinho bonzinho e obediente...

Fomos embora para o apartamento dela. Eu estava animado, me sentindo mais vivo que nunca, mais forte que nunca. Queria continuar vivendo, transando, chupando, sugando.

Mas ela falou que eu precisava descansar. Era muita mudança e meu corpo precisava se acostumar. Ela estava certa. Mal tirei a roupa e deitei pelado em sua cama, caí num sono profundo. Sem calafrios, sem tumulto. Sem nada. Sem sonhos, sem vida. Um nada absoluto. Muito estranho.

Acordei na manhã seguinte com o sol inundando o apartamento. Esther não estava na cama. Mas ouvi barulho vindo da sala. Lá chegando, vejo um homem de uns 50 anos, com uniforme branco, encerando o piso de madeira da sala. Ele disse:

- Bom dia. Eu sou o Tony, sou empregado da Dra. Esther.

Só nessa hora notei que eu estava completamente nu, no meio da sala, na frente de um estranho.

- Desculpe, não achei minhas roupas...

- Pode ficar à vontade, doutor, estou completamente acostumado com homens pelados nesta casa. Acho que sou o único homem que já usou roupa aqui nessa sala. A doutora Esther saiu. A mesa de café da manhã está posta na cozinha. Quer que eu traga para a mesa de jantar?

- Não, só vou pegar um leite, estou sem fome. – realmente estava sem fome, mas sentia algo que acho que era só vontade de sangue.

Fui para a cozinha e voltei com um copo de leite. Sentei no sofá e perguntei:

- Então tem muito homem pelado nessa sala?

- Vixi, perdi as contas. Trabalho pra doutora Esther há cinco anos, e dia sim, dia não, tem um homem pelado diferente por aqui. Desculpa dizer, mas é pra não criar falsas esperanças. É branco, é preto, é alto, é baixo, com barba, sem barca, com cabelo claro, com cabelo escuro, com pau grande, com pau pequeno, já vi de tudo. Só não vi velho, nem gordo, nem feio. Todos jovens e bonitos.

- Bom saber. E eu, tô na média, nos melhores, piores?

- Não ligo pra homem, não, doutor. Acho que tá na média. Já vi mais bonito, já vi menos bonito. Já vi com pau maior, já vi com pau menor. Já vi mais musculoso e já vi mais magrelo. Acho que o doutor não tem nada a se preocupar. É a doutora que não gosta de repetição mesmo...

Eu não sabia se ficava incomodado com ele me vendo pelado, me comparando com outros caras pelados que já viu nesse mesmo sofá, ou ficava feliz dela ter me transformado num eterno, mesmo que sem querer. Já tinha ficado mais de um dia, afinal. O sábado da peça Hair, o domingo todo e acordei segunda-feira ainda aqui.

De repente, a porta da entrada se abriu. Esther entra, linda como sempre, com um chapéu e um outro vestido florido, como se estivesse passeando num parque só frequentado por gente chic e rica. Trazia várias sacolas grandes nas mãos.

- Vejo que você conheceu Tony.

- Sim, ele estava me contando muitas histórias interessantes, “doutora” Esther. – ironizei...

- Ele pode falar o que quiser, tenho plena confiança nele. Desde que não mande um menino meu colocar roupas em minha casa.

- Nunca vi uma doutora gostar tanto de ver homem pelado... – brincou Tony.

- Apesar disso, comprei umas roupas pra você, meu querubim, mas só pra fora de casa. Não dá pra ter só fantasias de hippies...

- Não são fantasias – protestei!

- Claro que não, bebê, eu acho lindo. Mas às vezes frequento lugares que pedem roupas mais conservadoras.

- Isso é novo – se espantou Tony.

- Pois é, Tony, acho que esse vai ficar uns dias por aqui.

Tony me olhou, com um pouco de desdém, e disse:

- Não dava nada pelo doutor, mas pelo jeito o doutor tem alguma coisa especial...

- O que ele tem de mais especial é não se acha especial, Tony, mas assim você vai estragar isso... – disse ela, beijando meus lábios – agora acaba de tomar esse leite que eu quero ver um desfile de modas aqui.

Coloquei e tirei um monte de roupa elegante que ela tinha comprado. Era um desfile de moda e strip tease ao mesmo tempo, já que me trocava na frente dos dois.

Passamos a frequentar restaurantes, festas, jantares. Tudo sempre muito elegante. E sempre conseguíamos seduzir algum rapaz para levar para nossa cama. No mínimo três rapazes por semana. Teve semana que foi um por dia. Ela era insaciável. Mas cada vez, um completamente diferente do anterior. Comprei até uma câmera fotográfica de revelação instantânea e comecei a fotografar e catalogar os rapazes, quando dormiam nus em nossa cama. Ela adorou essa ideia. E cada vez ela comandava uma transa diferente. Alguns ela só deixava que a chupasse ou mesmo só olhasse, para outros até liberava o cu. De alguns, ela nem sugava o sangue. Só havia duas coisas que ela sempre exigia: que eu os penetrasse e que depois eles gozassem em minha boca, momento que os mordia e sugava o sangue do pau junto com a porra. E eu adorava obedecer essas ordens!

Uma vez questionei o motivo de ela querer que eu sempre comesse os rapazes, e que eles gozassem em minha boca.

- Adoro ver os homens abrindo mão de sua macheza, se entregando da maneira mais profunda e vulnerável a você, e gostando.

- Ué, você não disse que não era vingativa?

- Tá, acho que é uma certa vingancinha contra todos os homens, mas eles sempre acabam gozando...

- E por que na minha boca?

- Meu presente pra você, pra você sugar o sangue deles da melhor forma possível.

- E pra quebrar minha macheza, também?

- Com você, não preciso disso. É que eu adoro ver você chupando paus, mesmo.

Nesse dia, começamos a transar com o rapaz do dia desmaiado na cama, no nosso lado, de tanto tesão que a conversa nos deu.

Sempre transávamos só nós dois também. Era ótimo, porque nessas ocasiões, ela sempre me mordia quando eu estava gozando. É o êxtase maior para mim. Às vezes mordia o meu pescoço, às vezes o braço. Mas o melhor era quando mordia meu pau, apesar da dor intensa no começo, que era substituída por um êxtase especial.

De vez em quando, ainda saíamos para caçar algum criminoso. No começo, fazíamos isso cerca de uma vez por semana. Com o tempo, a frequência foi reduzindo e chegamos a passar meses sem caçar criminosos. Só voltávamos para esse tipo de caçada quando eu ficava com muita sede de sangue. Mas, normalmente, preferíamos nos alimentar durante nossas aventuras sexuais.

Ficamos nessa rotina maravilhosa por quase cinquenta anos. Nesse período, nos mudamos várias vezes. Quando notávamos que os vizinhos começavam a estranhar que não envelhecíamos, era hora de mudar. Mudávamos de bairro, de cidade, às vezes de Estado. Uma vez fomos por um tempo para um país vizinho.

Esther reclamava que, a cada dia que passava, ficava mais difícil esconder nossa eternidade. Trocar identidades, passar os imóveis para essas novas identidades, dinheiro em banco, tudo era um problema.

Ela cuidava de tudo, eu não sabia de nada. Ela não contava. Um dia ela entrou em exaustão. Viajamos para uma fazenda (que era dela, não sei como). Fomos para um casarão que não era mais usado, pois já havia uma nova sede mais moderna. Lá, havia um porão muito fundo, com inúmeras portas no caminho. Nesse pequeno porão, havia um quarto, com uma cama e um guarda-roupa.

Lá, ela me disse que precisava hibernar.

- Como assim, hibernar? – perguntei eu.

- Quando se é uma eterna há tanto tempo quanto eu, às vezes é preciso hibernar. Os que não fazem isso acabam enlouquecendo e se matando. Então, eu preciso ficara aqui por um tempo, pra recuperar minhas energias e vontade de continuar pela eternidade.

- Você não me ama mais?

- Claro que amo. Exatamente porque te amo que vou hibernar. Você nunca viveu como eterno sozinho. Precisa experimentar. Já está forte e sábio o suficiente. Nesse tempo, eu recupero minhas forças.

- Mas quanto tempo você vai hibernar?

- Da última vez, uns cento e vinte anos atrás, hibernei por dois anos. Não deve ser menos que isso, mas não deve passar de dez anos.

- Tudo isso?

- Eu vou ficar bem. Estou segura aqui, só você vai ter todas as chaves para entrar aqui. Mas não venha, não há necessidade. Viva essa nova experiência, você vai ficar bem. Quando acordar, vou para a cobertura que você tanto gosta.

- Estarei lá, te esperando.

Me passou toda uma mala de documentos, títulos de propriedades, documentos bancários. Ela realmente era riquíssima, e agora era eu quem tinha que administrar tudo. Nos beijamos carinhosamente e eu saí, trancando as inúmeras portas.

Voltei para a cobertura e fiquei sem saber o que fazer. Fique uns cinco dias sem sair de lá. Acho que nunca tinha ficado sem sair e sem transar por tanto tempo nesses quase cinquenta anos.

CONTINUA...

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Comentários

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Que história fascinante! Louco pela continuação. Sensualidade pura. Estou encantado pelos eternos.

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Caramba, que história intrigante e gostosa...curioso pra continuação já! Vc escreve bem pra kct

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Obrigado. Continuação saindo do forno logo, logo...

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Uma história que daria um bom longa ou até uma série na Netflix. Maior tesão e vontade de continuar lendo sem parar... Tchelo, há muito, uma narrativa não me prendia tanto como esta tua. Conte-nos mais, por obséquio... (Juro que a palavra "obséquio" pareceu-me mais apropriada para tratar com um €terno.)

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Fico lisonjeado ao receber tal afago. Jamais poderia me olvidar de apresentar uma primeira sequência a esta epopeia. kkk

Segundo ato saindo do forno logo...

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