Carne Nova Na Prisão - Capítulo 1

Um conto erótico de Guto
Categoria: Homossexual
Contém 1929 palavras
Data: 11/06/2023 22:05:27

Carne Nova Na Prisão

Capítulo 1- O Crime Perfeito

Eu estava assustado, queria chorar, mas era muito orgulhoso para isso. Eu me perguntava como seria minha vida a partir daquele dia. Afinal de contas, eu lembrava bem daquela frase que dizia que o futuro dependerá daquilo que fazermos no presente. E veja só, com apenas 20 anos, eu havia matado um homem, mas não me julgue antes de me conhecer, de saber minha história, minha dor... Aquele não era qualquer homem.

Eu me lembro bem da noite que o infeliz me atacou pela primeira vez, a primeira e a última...

Bom, se você realmente pretende entrar e conhecer a minha história, saiba que até o último momento, serei sincero em minhas palavras. Contarei de forma verdadeira os fatos e tudo o que passei.... Coisas que mexem com qualquer um, ainda mais com um jovem inexperiente como eu.

Sabe, eu sempre fui visto como estranho e solitário, e para ser sincero, eu até entendo o estranhamento das pessoas sob mim. Eu sempre fui muito quieto, calado e na minha, um jovem de poucas palavras. Mas não se engane, eu nunca abaixei minha cabeça para ninguém, a prova está no crime que cometi.

Era uma noite de domingo, eu bebia um energético na porta de minha casa. Energético sempre foi minha bebida favorita, e eu gostava de sentir aquele pico de energia.

Eu estava com fone de ouvido ouvindo uma canção, se não me engano, era uma música romântica de MPB antiga. Eu apreciava esse tipo de canção, era meu estilo musical preferido. Desde de já mostro que era um rapaz diferente dos outros da minha idade, que gostavam de funk ou sertanejo, enquanto eu, admirava, esses tipos de canções, mais antigas.

Lembro bem que o energético acabou, e eu fiquei puto, parei a canção no celular e tirei os fones de ouvido. Foi quando ouvi passos perto da minha casa, e pensei que pudesse ser algum amigo do meu irmão mais velho, mas era um homem que vinha cambaleando. Ignorei sua presença, pois provavelmente ele estava bêbado ou até drogado, já que era comum naquela região.

Eu entrei dentro de casa e peguei outro energético, vi que tinha uma faca em cima da mesa, e a guardei no armário da cozinha. Foi quando ouvi a porta bater com força, aquilo me assustou, mas pensei que poderia ser o vento.

Peguei meu energético, e fechei a geladeira. Fiquei de frente para o armário que tinha uma porta transparente, foi aí que avistei o mesmo homem que eu havia visto poucos minutos atrás, que vinha cambaleando, ele estava bem atrás de mim, deu para ver pela porta transparente do armário. Eu virei bruscamente e ele me atacou, vindo para cima de mim, e me derrubou.

Eu não entendi o que estava acontecendo, por que ele fazia aquilo. Eu não o conhecia e não compreendia os motivos. Talvez, ele só estivesse chapado, e o que ele falou, aumentou minhas certezas dessa hipótese.

- Me dá tudo o que tu tem, moleque. Eu quero tua grana para comprar minhas paradas.

Ele estava em cima de mim, e eu tentava de todo jeito tira-lo de cima. Eu estava na adrelina pura, foi aí que mordi seu braço com força, o fazendo gritar. Aproveitei e o chutei com o pé.

Me levantei e por incrível que pareça, não pensei em correr ou fugir dali, eu iria tirar aquele homem na marra... Vivo ou morto...

Foi quando lembrei da faca, e fui até o armário, mas o homem puxou minha perna, me fazendo cair.

Eu estava puto com aquele cara, eu nem o conhecia, mas naquele momento, o via como meu pior inimigo.

Eu chutei sua cara umas duas vezes para ele me soltar. Corri até onde tinha deixado a faca e a peguei. Se me perguntar se em algum momento pensei em apenas assusta - lo e manda - lo embora, eu estaria mentindo em dizer que sim. Eu não era um assassino psicótico, mas naquele momento, pensava como um.

Peguei a faca, e me virei para encarar o homem. Naquele momento, eu vi seu olhar mudar de lobo selvagem para ovelha encurralada. Eu sabia o que queria, vingança por ele ter estragado minha noite de domingo.

Ele tentou se levantar, mas acho que o medo o fez fraquejar e cair, impossibilitado de fugir.

Eu caminhei até ele e o ouvi dizer, quase como uma súplica:

- Você não tem que fazer isso, rapaz. Você tem um futuro grande pela frente. Eu sou apenas um homem insignificante.

Eu dei um riso de lado, mas não tinha sequer humor.

- Será que você não vê, cara? Farei um favor há você e a toda a sociedade por acabar com a raça de um verme. Você nunca mais vai atacar ninguém. - Disse calmamente.

....

Bom, você já deve imaginar o que aconteceu, eu esfaquei aquele sujeito. Talvez você se pergunte, por que um rapaz tão jovem que nunca havia sequer roubado um doce no mercadinho da esquina cometeu um ato tão tenebroso. Acredite, cada ser humano tem seus mistérios sombrios e comigo não era diferente.

E afinal de contas, aquele homem havia me atacado. Ele era tão estúpido, que sequer tinha uma arma. Mas claro, chapado do jeito que estava, não poderia nem raciocinar. Achou que eu era uma presa frágil. Bom, ele se fudeu.

Meu pai chegou da igreja junto ao meu irmão, e quase teve um treco. Na verdade, ele teve várias reações, chorou, gritou, quase desmaiou. Mas ele sabia que deveria manter o controle por mim, e eu claro, falei a verdade. O sujeito me atacou e eu apenas revidei

Eu estava bem tranquilo, pois sabia que estava no meu direito. Aquele verme entrou dentro da minha casa para me atacar, eu apenas me defendi. Sabia que pelos olhos da lei eu não iria ser visto como um criminoso, e muito menos, iria preso.

Mas eu nem imaginava que em pouco tempo, algo aconteceria, algo muito ruim. Algo que mudaria totalmente meu destino

Após dar o meu depoimento e sair livre da delegacia, sabendo que iria sofrer ainda um processo judicial para saber se foi realmente em legitima defesa ou não. Descobri que o sujeito realmente era um chapado qualquer. Com históricos de arrombamentos e pequenos furtos, e até mesmo abusos sexuais. Ou seja, claro que eu seria absorvido, então, não havia com o que me preocupar.

Eu estava com a mente limpa e de certa forma, orgulhoso. Eu sei, pode parecer doentio, mas e se fosse alguém indefeso em meu lugar? A pessoa poderia não ter uma segunda chance, aquele louco poderia fazer algo pior.

Estava ao lado do meu irmão mais velho, Ricardo. Ele veio depor comigo, e tenho certeza que estava impressionado com minha frieza.

- O que fez, Matias? Sabe que isso vai fuder com seu psicológico. Você nunca mais vai poder se olhar no espelho como antes. - Ele disse, o que me fez dar um risinho.

- O que queria que eu fizesse, mano? Que deixasse aquele maluco livre por aí para fazer mais vítimas? Relaxa. E outra, ele nem sequer tem família, é a porra de um desconhecido. Ninguém lembrará dele.

Meu irmão balançou a cabeça negativamente:

- Você não sabe o que diz. Pode ser perigoso para você voltar para casa, é melhor ficar na casa da tia Lena.

- O que? Mas por que? Cara, já disse para relaxar, nada vai acontecer. Eu tô bem, mano, seguro, isso que importa. - Digo e dou um abraço nele, mas o sinto tenso.

...

Após alguns dias, estava pegando minha moto para trabalhar, pois trampava como entregador para uma lanchonete. Estava bem e nem sequer me lembrava do ocorrido. Eu iria sair na minha moto quando um carro parou e desceu dois homens, com armas nas mãos. Eu logo pensei que era assalto. Fiquei puto, mas coisas materiais podemos conquistar depois.

- Mano, pode levar. Tranquilo. - Eu disse erguendo as mãos.

- Vamos dar uma volta, moleque. - Um dos caras disse, me puxando e me jogando no banco de trás do carro, onde um deles sentou. Havia três homens no carro, um dirigindo e dois atrás comigo.

Eu claro, achei estranho aquilo. Então, não era assalto, mas sim um sequestro. Só que o que era mais estranho ainda, pois minha família era pobre e eu quis deixar isso claro, dizendo:

- Mano, minha família é pobre. Esse sequestro é totalmente em vão. - Disse.

Um dos homens que estava do meu lado mandou eu calar a boca e me deu uma coronhada com a arma que me fez apagar.

...

Quando acordei, estava em um matagal, e além dos homens que estavam no carro, haviam mais quatro. Foi ali que percebi que não era um sequestro, mas algo muito pior, eles iriam me matar.

Naquele momento, tentei não demonstrar o desespero que estava sentindo. Tentei não tremer e não gritar. Eu só tinha que saber como sair daquela situação.

Minhas mãos e meus pés estavam amarrados. E eu continuava sem entender nada. Acho que um dos homens entendeu que eu estava sem compreender a situação e falou:

- Sabe por que está aqui, garoto? Você matou um velho amigo do meu pai. Ele não tinha ninguém, é verdade, era a porra de um noiado solitário. Mas meu pai havia sido un grande amigo dele. E pela memoria de meu pai, eu vingarei a morte dele. Por que isso seria algo que meu velho faria se ainda estivesse aqui.

- Cara, aquele maluco me atacou, eu apenas me defendi. Era ele ou eu. Vai me matar por isso? - Rebati.

- Olha, garoto, eu não sou daqui, eu sou de uma outra região. Soube da morte através de um dos homens que trabalha infiltrado para mim nessa área. Ele mandou a foto do noiado que você matou, e logo lembrei que ele e meu pai haviam sido grandes amigos. Aquilo me encheu de fúria, como se o espírito do meu pai estivesse em mim.

Eu não sabia o que achava mais estranho, o cara que provavelmente tinha minha idade me chamar de garoto como se fosse mais velho quinze anos, ou ele querer se vingar de mim por uma coisa ridícula.

- Tudo bem, vamos acabar com isso. Marquinhos, atira na cabeça dele. - Disse o homem.

O tal Marquinhos sacou a arma.

- Calma, cara. Podemos resolver isso de outra forma. Vamos conversar. - Tentei dialogar com ele.

O tal mandante abaixou a arma de Marquinhos com a mão e olhou para mim.

- O que seria pior para você além da morte? - Ele perguntou.

- Ah, sei lá... Talvez, ser preso.

Ele chamou um dos homens e conversou em particular. Eu estava sentindo que conseguiria sair dali vivo, meu coração pulsava de esperança...

Ele voltou poucos minutos depois e disse:

- Não matarei você, garoto. Mas, terá que ir para a delegacia e mudar seu depoimento. Irá dizer que atraiu o amigo do meu falecido pai até sua casa para mata - lo. Ele não te atacou, você o matou por livre e espontânea vontade, entendido? Se não fizer o que mando, matarei você e darei seu corpo para os meus cachorros.

Aquilo só podia ser piada. Eu? Confessar algo que não fiz? Por um segundo pensei, se a morte seria algo rápido. Mas algo dentro de mim queria lutar pela vida. E sei lá, ficar alguns anos presos não custaria muito, eu era jovem e além do mais, veja só as leis desse país. Eu iria ficar no máximo dois anos.

- Vamos, garoto, não tenho o dia todo. Qual será sua decisão? - Ele falou.

- Tudo bem. Hoje mesmo eu me entrego e mudo meu depoimento.

CONTINUA...

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Comentários

Foto de perfil de CdzinhaVirgemSSA

Huumm, gostei do início. Só achei a reviravolta rápida demais. Estranho um cara que quer te matar mudar de ideia assim do nada e te liberar. Mas isso não importa, porque a parte principal deve vir no próximo conto. Quero ver sexo nesta história logo!👏👏👏❤

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